Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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fabioabu 15/01/2010

Muito Bom!
Este é o segundo livro de Hatoum que leio e como sempre é incrívl como ele me transporta para a amazônia, seus cheiros, sabores, clima... a beleza de uma árvore com suas frutas no chão, o som e cheiro da chuva tropical, o sentimento da mata, do quintal!!! Cresci em uma ilha, Salina das Margaridas, e me lembro de tudo isso. Adorava quando chovia, o cheiro da terra molhada, correndo no chão de barro úmido com suas poças de água barrenta... Araçá no pé, jambo (nunca mais comi, me fartava!), siriguela, pitanga, mané-velho... Obrigado Milton por me transportar para minha infância.

Para mim os livros dele não são importantes apenas pela sua trama, mas sim pela sua ambiência.
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keand 04/01/2018

"Dois Irmãos" é um romace carregado de ódio que transcende a leitura e consegue brotar amargura no coração do leitor.

Tão bem escrito é esse livro que quem o lê sente na carne o que cada personagem sente. Milton Hatoum fez um bom trabalho, criou personagens desprezíveis num drama familiar expondo (voluntariamente ou não) que nem sempre essas relações serão saudáveis - muito pelo contrário -, há muitos problemas dentro dessa instituição tão romantizada e quase sacrossanta que é a família.

Não existe lado. Apenas uma história a ser contada.
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toninho 17/07/2013

Esta obra conta a história de dois irmãos gêmeos - Yaqub e Omar, filhos de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil no início do século - e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Na mesma casa moram Domingas, a empregada da família, e seu filho, um menino cuja infância é moldada por esta condição - ser filho da empregada. É este menino que, trinta anos depois dos acontecimentos, vai contar o que testemunhou calado - histórias de personagens que se entregaram ao incesto, à vingança e à paixão desmesurada.
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Rê ;) 13/05/2017

História sobre rancor e perdão
Família é uma engenhoca complicada mesmo. Dois irmãos está aí para ratificar isso.

Milton Hatoum nos traz uma história forte, direta, sobre laços de consanguinidade, sobre criação de filhos e seus erros, e principalmente sobre a consequência do rancor sobre a nossa vida.

Fiquei muito feliz por ter lido um livro tão maravilhoso e que se passa numa cidade que não costuma ser o cenário de nenhum livro: Manaus.

Bônus: a transformação da cidade também nos faz refletir o significado da palavra progresso. Amei tudo!
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Angelo 29/12/2012

Uma história de ódio familiar
Neste livro, Milton Hatoum traça a saga de ódio entre dois irmãos, filhos de imigrante libanês que se mudou para Manaus na Amazônia. As desavenças e diferenças entre os irmãos produzem um lento cisma familiar alimentado pelo ódio.
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Line 08/01/2009

perfeito..
foi um dos melhores livros que já li! o livro em si é muito gostoso de ler, vc viaja pra Amazônia junto com a história, aprende sobre a cultura de lá e não vê a hora de saber o final. Eu fiquei completamente entretida, o li em dois dias e tenho vontade de ler novamente. foi muito bem escrito e é fascinante, vale a pena! (:
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CRIS 05/10/2011

Linda história de amor e ódio de uma família de imigrantes libaneses instalados em Manaus. Muito interessante as imagens,costumes e fatos históricos dos moradores de Manaus no pós 2ª guerra mundial.
Confesso não estava muito animada!Li "Relato de um certo oriente" e não gostei pq é muito difícil entender. Acabei me surpreendendo com esse singelo romance e vou até comprar o 3º romance dele: Cinzas do Norte.
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Vivii 04/10/2011

O vem e vai da narrativa nos envolve na história por completo, acabamos por terminar a leitura com um misto aroma de umidade e frutas cítricas.
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Shirlei Fabiane 29/09/2009

Emoções em dobro
Miltom Hatoum tem um modo de escrever profundo...



Tudo que descreve é por meio de frases bem pensadas, carregadas de sentimento.



Os personagens de Dois Irmãos 'grudam' em nossa mente, até a última página e somos capazes de enxergar perfeitamente na mente toda trama lida. O autor não se limita somente aos protagonistas, os gêmeos, mas consegue dar vida própria aos mais distantes figurantes, ainda que os descreva apenas uma vez. E durante toda trama, acompanha-se a mãe da família, acompanha-se o pai, acompanha-se os gêmeos, naturalmente, também a irmã, a lavadeira, a cidade, o narrador... Enfim, Miltom Hatoum consegue envolver o leitor do início ao fim, numa história que, como a vida real, não termina como as novelas... Deixa a impressão de sempre seguir, não se sabe praonde.. No livro, como na vida, só o tempo diria o que veio depois.. Mas a história contada, não pede mais nada. Há tramas que falam por si, o que bem quisermos e precisarmos entender delas.
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Ana Zeszotko 22/10/2017

Escrita viciante!
Que drama! Que enredo! Que escrita! Que personagens! Amei do início ao fim! Muitas histórias dentro de histórias! Trama bem conduzida! Comecei a ler e não parei mais!! Merecido os prêmios que esse escritor recebe!
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Polly 14/12/2009

Um Drama Familiar
O romance se passa no início do século XX, em Manaus, que naquela época recebeu estrangeiros, como o jovem Halim e Zana, uma menina que chegou sob a asa do pai, o viúvo Galib, dono de um restaurante perto do porto. Halim e Zana vão gerar três filhos: Rânia, que não vai casar nunca, e os gêmeos Yaqub e Omar, que são o centro do enredo juntamente com suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Omar é o beberrão boêmio, mimado, conquistador e revolucionário. Yaqub é o engenheiro que construiu sua vida independentemente de ajuda, magoado com a família, tímido, conservador e que se muda de Manaus para São Paulo. Essa diferença de personalidade faz parte do pacote ‘história de irmãos gêmeos’, assim como a constante competição entre eles.
A história se inicia com a volta de Yaqub, que, por ordem do pai, fora enviado, com treze anos, ao sul do Líbano um ano antes da 2ª Guerra, no intuito de aliviar os atritos entre os irmãos. Considerado frágil e demasiadamente problemático, Omar fica no Brasil, solidificando-se, assim, a super-proteção iniciada na infância.
Na mesma casa, moram Domingas, a índia empregada da família, e seu filho Nael, um menino cuja infância é moldada pela condição de filho da empregada. Na tentativa de buscar a identidade de seu pai entre os homens da casa, Nael narra os acontecimentos que lá se passam, testemunhando vingança e paixão. Trinta anos depois dos acontecimentos, ele conta os dramas que testemunhou calado. É por meio de seu ponto de vista que o leitor entra em contato com Halim, o pai, sempre à espera da decisão mais acertada diante dos abismos familiares; com a desmedida dedicação da esposa Zana ao filho preferido Omar; com o trauma de Yaqub, o filho que foi separado da família; com a relação amorosa entre Rânia e seus irmãos; com a vida simples e cheia de renúncias da mãe Domingas.
Yaqub volta do Líbano como uma nova pessoa: um jovem calado e cheio de mistérios que escondiam os segredos de sua permanência fora do país sente-se deslocado dentro de sua própria família, enquanto as intrigas continuam. Sozinho, Yaqub segue para São Paulo. Enquanto Yaqub trilhava os caminhos do sucesso, Omar se perdia em bebedeiras, noitadas e sucessivos escândalos. Ao ser enviado a São Paulo para tentar obter o êxito do irmão, descobre que ele se casou com a jovem Lívia – paixão de ambos desde a infância e causadora de uma séria briga entre os dois. Omar continua com atitudes que apertam ainda mais os laços de inimizade entre os dois.
Dois irmãos é a história de como se faz e se desfaz a casa de Halim e Zana.
Os dois irmãos funcionam como uma metáfora de dualidade. Um se identificando mais com o Brasil e o outro se sentindo estrangeiro, diferente, muitas vezes sendo referido apenas como “o outro” pelo narrador, que, por sua vez, também é um deslocado, filho da empregada com um dos gêmeos, mas sem saber qual deles.
Entre esse duelo fraternal, Hatoum ainda constrói a dificuldade de um homem apaixonado pela esposa, que perde a atenção dela para os filhos; a história do imigrante de origem árabe no Brasil e a expansão comercial da região norte além do retrato de uma sociedade que se constrói no norte do Brasil.
Hatoum faz os dramas da casa estenderem-se à cidade. E, pela voz de um narrador solitário, revive também os tempos em que as praças foram ocupadas por tanques e homens de verde.
Durante todo o desenrolar da história, Nael lutava ao lado da mãe sem muito tempo para os estudos. Sente-se, com isso, injustiçado. Nunca desistiu de arrancar dos membros da família a identidade de seu pai, que sabia estar em um dos gêmeos.
No jogo de interditos, juntando os cacos do passado, Nael se empenha em descobrir a verdade e, somente após trinta anos, quando quase todos já estão mortos, é que parece motivado a olhar para as personagens.
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Lu 22/08/2017

O livro vai nos apresentar a história de Halim, Zana, Domingas, Omar, Yaqub, Rânia e Nael. Narrada aos pedaços por Nael, filho de Domingas e empregada da casa, conhecemos a família libanesa e seus dois filhos gêmeos, idênticos em forma, mas completamente diferentes em suas personalidades. Em meio ao relacionamento familiar difícil e, por vezes, desastroso, Nael nos faz acompanhar uma Manaus em ascensão.

Obviamente resolvi ler "Dois Irmãos" após ter assistido a minissérie da Rede Globo que estreou dia 09 de Janeiro e terminou dia 20 do mesmo mês. Terminei a leitura do livro pouco mais de um mês do final da minissérie e através dessa leitura, pude entender melhor alguns pontos que, par amim, ficaram faltando na adaptação para a televisão.

"Ele se retraía, encasulava-se no momento certo. Às vezes, ao sair do casulo, surpreendia."

Acabei transformando a leitura em algo pessoal e só lia quando estava sozinha ou já com a noite bem avançada. Achei toda a leitura bem comovente, a narrativa tinha um tom amargurado, desconfiado e infinitamente triste. Era como se Nael tivesse vivido uma vida sem alegrias ou boas lembranças, como se a casa dessa família de libaneses fosse uma eterna tristeza sem fim.

Por muito tempo se tem a imagem de um irmão ruim e um irmão bom, mas ao passar da leitura, começamos a perceber que ambos possuem sua própria maldade, nenhum é melhor ou pior que o outros, ambos são bons e maus a sua própria personalidade.

A escrita de Milton, por vezes, trás palavras desconhecidas do vocabulário moderno. Encontramos palavras rebuscadas e outras que caíram em desuso, mas todas estão muito bem colocadas e não fazem a leitura ficar mais difícil ou pesada, na verdade a enriquecem ainda mais.

"Lembrei-me da ultima vez que o tinha visto em casa, dos nossos passeios, e senti medo da distância, do longo tempo que havia passado sem vê-lo: o tempo faz uma pessoa se tornar humilde, cínica ou cética."

Acho que, no fim, o leitor não está ali para julgar a família e seu modo de viver e criar os filhos, mas para acompanhar a história de forma nua e crua. A leitura de "Dois Irmãos" foi um pouco demorada para mim, pois eu precisei me recuperar de cada acontecimento para que pudesse enfrentar o próximo dentro dessa história marcante.

Enfim, "Dois Irmãos" nos faz refletir sobre os caminhos que a vida toma diante das escolhas que fazemos.

(resenha postada originalmente em 07/04/2017)

site: http://lumartinho.blogspot.com.br/2017/04/dois-irmaos-milton-hatoum.html
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Bruna.Gaspodini 31/03/2017

Ótima história
A história do livro é muito instigante. Retratado em Manaus, o narrador conta a história de uma família desde a sua origem, com um pai apaixonado pela sua esposa, dois filhos gêmeos, uma filha? e uma índia que foi adotada para ajudar com os serviços domésticos. O livro gira em torno dos gêmeos, que tiveram tratamento e destinos totalmente diferentes e conflituosos. A leitura é excelente e nos sentimos como observadores dessa história de misterioso final.
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Luise 14/01/2017

Dois Irmãos: a prosa poética do conflito familiar
Milton Hatoum, o autor de Dois irmãos, é um dos autores brasileiros vivos de maior proeminência. Nascido em Manaus em 1952, sua estreia literária se deu em 1989 com Relato de um certo oriente. Dois Irmãos veio em 2000 e ganhou o Prêmio Jabuti de 2001 na categoria Romance. Em 2015, o livro foi adaptado para os quadrinhos por Gabriel Bá e Fábio Moon.

O prólogo de Dois irmãos já nos coloca em meio a acontecimentos e cenas marcantes do final do livro. Nesse começo, a mãe dos gêmeos Omar e Yaqub está no leito de morte proferindo suas últimas palavras: “meus filhos já fizeram as pazes?”. Somos colocados, assim, a par da rivalidade que determina grande parte dos conflitos da história, que se passa no seio de uma família de descendentes de libaneses em Manaus.

Yaqub, ainda pré-adolescente, foi mandado para o Líbano, onde passou 5 anos. Essa viagem, uma tentativa de amenizar as farpas trocadas entre ele e Omar, deixou em Yaqub ressentimento profundo por ser obrigado a deixar a família, os amigos e a cidade natal enquanto Omar ficou em Manaus. Esse último, também tratado por Caçula, herdou da mãe uma proteção exagerada, resultado de sua quase-morte ao nascer. Enquanto Yaqub é um menino introspectivo e calado, que fala muito pouco sobre si e com os outros (características que só se acentuam após sua volta do Líbano), Omar é explosivo e barulhento. Durante sua juventude e vida adulta, ele faz o que bem entende: volta para casa após longas noitadas e dorme até meio dia, ganhando para si toda a atenção e cuidados das três mulheres da casa: Zana, a mãe; Domingas, a índia que é criada da família desde muito jovem; e Rânia, a irmã mais nova dos gêmeos que nutre verdadeira paixão por ambos.

O mimo excessivo e submissão feminina às vontades de Omar incomodam e contribuem para gerar antipatia pelo personagem. Na verdade, nenhum dos dois irmãos desperta simpatia genuína. Mesmo Yaqub, que num primeiro momento é pintado como o “irmão bom” vítima das injustiças cometidas por sua família, mais adiante revela-se alguém que apenas encontrou um jeito próprio de atacar o irmão através de ações calculadas e racionais. Eu diria, enfim, que a maior dualidade que existe entre os gêmeos é essa: Omar é exacerbadamente presente e preenche a casa da família, enquanto Yaqub deixou apenas sua ausência dentro do lar (algum tempo após seu retorno a Manaus, ele vai morar em São Paulo e são poucas as vezes em que aparece efetivamente em casa depois da mudança).

O restante da resenha pode ser lido no site do le zazí, link abaixo:

site: https://lezazi.com/2017/01/11/dois-irmaos/
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