Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Lorena Alhadeff 29/01/2017

Intenso, incrível, desequilibrado!
Que livro! De uma intensidade incrível, ao mesmo tempo descreve uma família desequilibrada, a começar pelos pais dos gêmeos...
Numa mesma história Milton Hatoum mescla descrições de paisagens, vida cotidiana de Manaus entre os anos 40-60 (e suas respectivas mudanças), personalidade dos integrantes da família de Halim e de muitos personagens que habitavam as redondezas do local onde os protagonistas viviam. São várias informações, mas o desenrolar da historia e a escrita do Milton é harmoniosa e entrelaça a evolução e o rumo de cada personagem com perfeição. Gostei demais, quero ler outros livros dele...
Essa história não linear se inicia com um narrador, que inicialmente não sabemos que é, falando sobre a situação atual da família e trás à tona lembranças do passado. É dele o relato das ocorrências na casa e vida da família, bem adiante descobrimos sua identidade.
Essa história fala de uma típica família de raízes libanesas, cujo chefe é completamente cego de amor pela esposa e permite que ela cometa todo e qualquer absurdo, principalmente em relação à criação dos filhos. A partir dela vi que o ditado "a mão que balança o berço governa o mundo" é verdadeiro. A caótica e violenta relação entre os irmãos gêmeos e que posteriormente irá influir na ruína da família vem do desequilíbrio da relação dos pais: Zana demasiadamente autoritária com seu amor desequilibrado pelo seu Caçula e Halim, permissivo. Sim, em alguns momentos Halim tenta tomar as rédeas dos problemas e pôr limites no Caçula, mas Zana é inteligente e manipuladora e sabe enfeitiçá-lo a partir do seu ponto fraco, o amor, então, ponto para ela sempre! Neste turbilhão de confusões entre os irmãos e acontecimentos diversos temos passagens picantes na história: insinuações de incesto, estupro e relatos bem sensuais da relação fogosa entre Zana e Halim e dos amores dos gêmeos. Há Rânia, a Irmã caçula que idolatra (excessivamente) os irmãos e posteriormente toma as rédeas das finanças da casa; Domingas, empregada da família e possível amante de um dos irmãos. Ela possui uma personalidade forte e reprimida que só o filho reconhece. E temos Nael, o menino sofredor e observador. Conhecemos esta história a partir do seu ponto de vista dos acontecimentos... Teria muito mais a falar mas não conseguiria evitar spoilers rsrs. Só tenho a dizer que a releitura deste livro é certa!
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Lu 22/02/2013

Tenho a impressão que daqui uns anos esse livro vai virar um dos clássicos da literatura brasileira.
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Daniel 11/08/2012

Leitura recomendada.
O livro é muito bem escrito, gostoso de ler e os personagens são muito bem construídos psicologicamente. Eles parecem reais! A impressão que dá é que você já os viu e conversou com eles em algum lugar...
Achei que a história ficou um tanto circular, sempre indo e voltando ao mesmo lugar...mas acredito que essa seja a proposta do livro, o ódio entre os dois irmãos e a forma como o relacionamento deles altera a vida de toda uma família.
O livro me causou grande impressão após terminar a leitura, mas não me marcou muito. Dois dias depois ele estava fora da minha mente.
Infelizmente não consegui "entrar" dentro da história.
Talvez seja culpa minha, eu não estivesse em um bom momento para lê-lo. Só por isso leva as três estrelas (bom). Mas é um livro muito profundo, com muitas coisas nas entrelinhas, gerador de muitas discussões, basta digitar seu nome no Google para ver diversas interpretações diferentes. Vale uma nova leitura para tentar maior imersão.
Eu o recomendo a qualquer pessoa e com certeza vou ler outros livros do autor.
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Adib 09/09/2010

.
Este livro me foi uma surpreza. Já que comecei a lê-lo de maneira leviana; ou seja rápido. Não pude captar a sua essência a princípio.
Algo que perdurou até a página 54 mais ou menos. O que foi um disperdicio. (reli o começo)
O livro consegue captar e transmitir os mais variados sentimentos ao leitor.
Não pude deixar de notar a particularidade do autor, que em suma foi um mestre na formulação do livro. A ausência de diálogos diretos impressiona, além de nos fazer entrar profundamente na história; nos colocando como espectadores. Ou seja no lugar do narrador, que apesar de ser um personagem atua mais como um narrador observador; até quando o mesmo protagonisa a cena. As dúvidas são extensas e nada fica muito claro. Ficando a crit´´erio de cada um a cerca de conclusões.
Gostei muito do livro. Foi o primeiro de literatua amazonense

Dedico esta leitura a Fred'ane que me emprestou o livro...
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Matheus G. 11/01/2017

Já tinha escutado falar de Milton Hatoum há um tempo, desde então queria conferir algo escrito por ele. Com a estreia da minissérie na Globo, pensei "ah, pode ser a hora..." e resolvi ler "Dois Irmãos". Melhor decisão possível!
Um livro com personagens complexos, profundos, cheios de dilemas e conflitos que vão se arrastando, se acumulando em mágoas e ressentimentos ao longo do livro. Não é daqueles livros que pegamos para ter uma leitura despretensiosa, ou divertida, Dois Irmãos vai além disso, é bem carregado, denso, com vários nuances a serem notados. Recomendadíssimo!
Milton Hatoum é bom demais, não esperarei e irei logo atrás de outra obra dele, com certeza é daqueles autores que irei querer ler até a lista do supermercado. Sensacional!
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ralfe 16/10/2011

Autentico
É um livro absolutamente nacional, o Miltom Hatoum consegue caracterizar muito bem essa identidade na obra. Nem todas as familias são só flores, não é só com so laços sanguineos que se consegue atar esse nó de união familiar. O livro trata do conflito entre dois irmaos e as consequencias disso na familia deles.
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Vanessa 27/08/2013

Denso
Abandonei o livro no comecinho. Achei bem chatinho. Resolvi retomá-lo tempos depois, disposta a ir até o fim. E valeu a pena.

O livro é duro, amargo, denso. A história não é linear, ela vai e volta. É a história da família de Zana e Halim, filhos de imigrantes libaneses que foram morar em Manaus, é a história do conflito entre seus filhos gêmeos Omar e Yaqub. Ao longo da leitura parece que vamos nos tornando íntimos da família e nos envolvendo mais a cada capítulo.
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Duda 31/01/2017

Dois Irmãos, de Milton Hatoum
Neste livro vamos acompanhar a historia da rivalidade entre dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, eles tinham tudo para ser iguais, mas as diferenças entre os dois são muitas e notórias; enquanto Yaqub sempre foi saudável, obediente e inteligente, Omar já nasceu problemático, doente, fraco e rebelde, ninguém conseguia segurá-lo; mas o que mais os diferenciava e afastava era o amor e a preferencia de sua mãe pelo filho rebelde.

Mas o estopim dessa rivalidade aconteceu em sua adolescência, quando Omar flagrou Yaqub junto a uma garota por quem ele era apaixonado, ele ficou furioso e acabou agredindo o irmão com um caco de vidro que o deixou com uma cicatriz enorme na face.

Tempos depois, vendo que Yaqub ficava cada vez mais calado e retraído, os pais dos gêmeos, Zana e Halim, decidem mandar o filho para o Líbano, pais de seus antepassados, jugando que assim a rivalidade entre os irmãos acabaria; mas eles estavam muito enganados, a rivalidade entre os garotos só aumenta com o passar dos anos.

Resenha Completa Em:

site: http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/2017/01/dois-irmaos-de-milton-hatoum.html
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Sarah 08/01/2019

Excelente!
Li este livro pra uma disciplina da faculdade e me surpreendeu bastante. Toda a narrativa é bem articulada, poética, crua e realista. A história é contada por Nael, filho da empregada da casa de uma família que mora em Manaus, composta por Halim, Zana, seus três filhos (Yaqub e Omar, gêmeos, e Rânia) e Domingas, a mãe de Nael (que é filho de um dos gêmeos e não se sabe de qual). Os dois irmãos têm uma péssima relação, com problemas que datam desde a infância, e alteram toda a relação das pessoas da casa. Zana, a mãe, é cega de amores por Omar e a diferença de tratamento deixa marcas profundas em Yaqub, assim como o distanciamento e o desprezo de Halim (o pai) por Omar também lhe deixam fortes mágoas. Os conflitos que se desenvolvem ao longo da história são muito bem construídos e dá pra perceber como o acúmulo de pequenos incidentes podem crescer para grandes incidentes e acabar com as relações entre familiares ao longo de décadas. Hatoum descreve uma família possivelmente real, sem censura e com uma maestria louvável! O formato de relato de memórias casa perfeitamente com a proposta do narrador, de registrar a memória daquela família em uma posição ao mesmo tempo de proximidade e distanciamento (pois ao mesmo tempo que era neto, também era filho da empregada). Maravilhoso! Recomendo aos que não têm medo de refletir sobre a vida e sobre a estrutura familiar.
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Maria Ferreira / @impressoesdemaria 01/06/2014

Dois irmãos? Será?
Este livro conta a história de uma família composta pela mãe, pelo pai e por seus três filhos: uma menina e dois meninos. E como membros à parte, a empregada e seu filho. Dito isto, até parece que o livro vai retratar a história de uma família comum e é aí que acontece o engano, pois de comum esta família não tem nada. Pelo menos, não quando é Hatoum o autor da história, pois ele dá outras proporções ao caso e sua narrativa é muito envolvente.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo filho da empregada e durante muito tempo ele é só isso: o filho da empregada. Seu nome só vai aparecer já quase no final. E esse é uma detalhe importante. Está relacionado com o questionamento: Quem eu sou? Como os outros me veem? Como eu me sinto?

Pode parecer que a questão central desse livro é a desavença que há entre os dois irmãos, que são gêmeos: Yakub e Omar.
Yakub se ressente por ter sido mandado para o Líbano para morar com outros familiares enquanto seu irmão, ficou no Brasil com os pais. Além disso, Omar é o preferido da mãe. E essa predileção afeta muito a relação entre os três. Numa festa, Omar em um ataque de ciúmes atacou o irmão e lhe deixou uma cicatriz no rosto. Desse dia em diante, as coisas nunca mais foram as mesmas.

Halim, o pai, também é um personagem importante. Ele nunca quis ter filhos, mas logo após a sua esposa, Zana, perder o pai, o relacionamento deles foi decaindo e para fazê-la mais feliz não viu outra saída senão lhe dar os três filhos que ela desejava. Dois primeiros vieram de uma vez só, gêmeos e por última veio uma menina, Rânia.

A forma como Zana trata Omar, é irritante. Ela é uma mãe extremamente protetora, capaz de defender o filho mesmo sabendo que ele é o errado. Ela o mima demais e isso cooperou para ele ser uma pessoa detestável. Ele foi o personagem que eu mais odiei. Se eu pudesse dar uns tabefes na cara desse garoto eu dava. É uma absurdo as coisas que ele faz e a forma como a mãe o defende.

Como eu ia dizendo, pode parecer que o principal nesse livro é a relação conflituosa dos irmãos que não se dão bem, mas na verdade, o ponto central desse livro é ao desejo do filho da empregada de saber quem é seu verdadeiro pai.

Dois Irmãos é um livro ambientado em Manaus, o que de certa forma coopera muito para a forte presença de regionalismos. O que me incomodou um pouco, porque eu, moro de São Paulo, não tenho como saber o significado de muitas palavras, não faz parte da minha cultura... mas mesmo assim, não é algo que chegue a diminuir a qualidade da obra. Mais do que recomendo.

O autor é considerado um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos. Ele nasceu em 1952, em Manaus. Foi professor de Literatura na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), seus livros foram traduzidos para outros países e o autor ainda ganhou diversos prêmios.

Este livro é o seu segundo, publicado em 2000, dez anos após o primeiro de 1990, "Relato de um certo Oriente" e também o mais famoso dele.

site: http://www.minhassimpressoes.blogspot.com.br/2014/05/resenha-dois-irmaos-milton-hatoum_12.html
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Andressa 01/12/2015

Espetacular!
Me senti transportada para Manaus. Também me senti como se fosse estrangeira em meu próprio país, pois não conhecia 1/3 das descrições que o autor fazia, mas mesmo assim, me senti abraçada pelos aromas, rios, barcos, flora... Uma narrativa completamente descritiva, que dificulta um pouco a imersão na história a princípio, mas quando você começa a se acostumar, não consegue mais largar! Que livro, minha gente. Que livro! Sem contar o enredo, que parece clichê, mas no fundo é a realidade de muitas famílias. Quantas mães não mimam mais um filho do que outro? Passam a mão na cabeça do mais problemático enquanto o outro se sente culpado por ser certinho? Vale muito a pena ler Milton Hatoum, ainda mais que este livro virará série de TV. Largue tudo o que estiver fazendo e vá ler este livro.
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Sil 14/09/2016

Caim e Abel da modernidade
Olá pessoas lindas,

o livro de hoje entrou facinho pra lista de melhores do ano!! (eu ainda não fiz um ranking, mas vou começar a fazer \o/\o/). Um livro com uma ideia totalmente normal, mas simplesmente boa demais: briga em família. Quem nunca ein? Aposto que todo mundo tem uma maçãzinha podre na família (ta certo que na minha tem mais, mas vamos deixar pra lá).

A história se passa na Amazônia, e fala sobre a vida de um jovem casal Libanês: Zana e Halim. Os dois se casam, e põe pra quebrar na cama (hahaha não é piada, os dois adoram se enroscar), e dessa alegria toda nascem Yakub e Omar, nossos protagonistas.

Dois irmãos gêmeos: um, tímido e injustiçado; o outro, abusado e super protegido.

Uma família doentia: um pai ausente, molenga e pouco participativo; uma mãe maníaca, super protetora e ciumenta;

Uma irmã apagada e emocionalmente carente.

Junte tudo isso e você tem o perfeito quadro da dor, a receita certa para a desgraça.

Yakub e Omar são irmãos gêmeos idênticos, Yakub, o mais velho dos dois, cresceu negligenciado e esquecido. Pelo fato de Omar quase ter morrido nos primeiros dias de vida, a mãe Zana tornou-se doentiamente protetora dele, deixando Yakub de lado, sendo criado por uma cunhatã (palavra tupi par menina, moça) adotada desde a infância pela família, que cresceu e virou a empregada da casa.

Crescendo de forma totalmente livre, Omar pinta e borda na casa, torna-se então um jovem violento, cheio de vontades e manias. A casa funciona conforme Omar grita, a mãe enxergas as exigências como pequenos mimos do seu pobre e frágil peludinho (apelido dele…vai entender).

Certo dia, Omar e Yakub disputam o mesmo prêmio: o amor de uma moça. A coisa não acaba bem, e Yakub é enviado para o Líbano, para viver com seus tios e crescer la. Quando retorna ao Brasil, os pais percebem que os irmãos ainda se odeiam, e o pior: que provavelmente vão se odiar para sempre. A partir dai a coisa só piora, o ódio entre os irmãos parece algo tangível, de tão forte.

Escrito pelo brasileiro Milton Hatoum, esse livro mata a pau! Uma escrita limpa, sem muitos floreios (é assim que eu gosto, nada de ficar enchendo linguiça), uma leitura rápida e profunda, que toca a nossa alma pela simplicidade dos fatos. Um livro que pode muito bem ser uma história real.

Abraços

site: http://www.colunadovale.com.br/caim-e-abel-da-modernidade/
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Lucas Geraldo 18/03/2009

UM SACO!
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Breno Rosa-Gomes 20/06/2017

Complexo de Édipo
Mas ao contrário do mito grego, o(s) filho(s) não é(são) o(s) protagonista(s) e sim, a mãe.
Culpa-la é como menosprezar uma personagem tão intrínseca, que ao olhar o outro vê apenas a si e seus desejos, medos, etc. Esta Jocasta, talvez não tão sofredora quanto a original, ou talvez, ainda mais, não soube dividir ou multiplicar o seu amor. Egoísta ou apenas perspicaz o suficiente para conhecer e usar seu poder de influência sobre os demais, ao adicionar apenas subtraia e a cada passo seu vai destruindo os destinos das pessoas a sua volta, tão amadas pela própria. Pouco a pouco, um por um, desde o nascimento dos gêmeos, o difícil parto do caçula até mesmo depois de sua morte, como uma herança.

"Alguns de nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos."
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