Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Jeane 04/12/2008

O que achei interessante no livro
Só descobri o nome do filho da empregada praticamente no final do livro. É uma leitura tão envolvente que esse “detalhe” tinha passado despercebido. Além disso, o livro não possui uma ordem cronológica, as lembranças vêm e vão, como em uma conversa informal, uma estória puxando a outra. Considero que o relacionamento incestuoso foi tratado de forma natural e leve, sem a intenção de chocar ou causar repulsa ao leitor.
Luiz 21/02/2014minha estante
Isso de nos tocarmos de que o narrador não tem um nome só na parte final do livro faz com que a gente se sinta um pouco na pele dele na busca pela própria identidade. Adorei e percebi bem esse detalhe depois de ter lido sua sua resenha :)




Line 08/01/2009

perfeito..
foi um dos melhores livros que já li! o livro em si é muito gostoso de ler, vc viaja pra Amazônia junto com a história, aprende sobre a cultura de lá e não vê a hora de saber o final. Eu fiquei completamente entretida, o li em dois dias e tenho vontade de ler novamente. foi muito bem escrito e é fascinante, vale a pena! (:
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Phelipe Guilherme Maciel 12/01/2017

Há ressentimentos que não se curam nunca.
A história de dois irmãos é extremamente perturbadora, no sentido de que ilustra o que pode acontecer quando a mãe claramente demonstra preferência por um dos filhos. Omar e Yaqub, gêmeos, cresceram num lar onde o caçula, Omar, tudo tinha, pois nasceu frágil e quase morreu. Yaqub era sempre preterido, sempre ofuscado pelo irmão. Após uma briga que deixou marcas eternas no rosto e no coração de Yaqub, a relação dos irmãos nunca mais foi a mesma. Zana, a mãe super protetora não via nada disso. Não me prolongarei no enredo, até porque o livro está sendo reproduzido pela rede globo na minissérie de mesmo nome, e estão fazendo um maravilhoso trabalho.

Sobre Milton, é um gênio dos nossos tempos. A história, narrada por Nael (que é filho bastardo de um dos gêmeos), inicia-se no leito de morte de Zana. A frase que ela diz é: "Meus filhos já fizeram as pazes?"
Daí para frente, Nael conta a história da vida deles, misturando presente e passado, baseado no que seu avô, Halim, contava para ele em passeios de barco.
A história é fiel ao crescimento e declínio de Manaus, fiel ao triste relato da ditadura militar, fiel ao inexorável fim que haveria de ter uma história onde um filho era sempre preterido ao outro.

Ler este livro te deixa com um sabor amargo na boca. Você pode odiar todos os personagens deste livro, nenhum é santo, na medida de suas escolhas. Tal como ocorre na vida real. Não há mocinhos nessa vida. Somos dominados por nossos sentimentos mais sórdidos e fazemos coisas que nos arrependemos, ou não... O fim de Omar deixa isso claro.

Um clássico moderno.
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Gilberto 31/05/2015

Dois Irmãos- Milton Hatoum
Há dois pontos muito comuns, e por isso mesmo já batidos, em histórias sobre gêmeos, o primeiro é a ideia de que um sempre complementará o outro, e o segundo é de que só pode existir irmãos gêmeos em um livro se eles se odiarem. Tudo que é escrito sobre gêmeos usando estes dois conceitos tem uma grande tendência a ser datado e já debatido, mas mesmo assim estes são dois elementos existentes em Dois Irmãos, segundo livro do escritor amazonense Milton Hatoum, e nem por isso se transformam em defeitos desta obra.

O livro conta a história dos gêmeos Yaqub e Osmar, na Amazônia, durante o regime militar brasileiro, mas não somente deles e sim de toda a família da qual eles fazem parte, uma família composta por Halim, um descendente de libaneses, e sua mulher Zana, Na mesma casa moram Domingas, a empregada e mãe do narrador da trama, e a filha mais nova de Zana e Salim, Rânia. A história da família dos gêmeos vai se entrelaçando de forma lenta e sedutora com as descrições da cidade, e do momento histórico pelo qual o Brasil passa. Ao mesmo tempo em que vão crescendo os gêmeos vão desenvolvendo uma relação tumultuada marcada pelo ódio e por disputas; primeiro o amor da mãe, depois a mesma mulher, e correndo em paralelo com estas disputas e busca por sua própria identidade, longe das sombras paternas e maternas.

A propósito não são somente os gêmeos que estão em busca de construir a sua identidade, este é um elemento em comum na busca de todos os que fazem parte da trama de Dois Irmãos, o narrador busca saber qual dos dois gêmeos é seu pai, Halim busca preservar a sua ligação com sua terra natal, Domingas a índia que trabalha de empregada na casa sente saudades da sua terra, Yaqub se sente deslocado em sua casa, e Omar sente a necessidade de viver uma vida sua sem a sombra sufocante da mãe.

E se falarmos de Zana ela não fica a dever em nada a nenhuma daquelas mães traumáticas da literatura, ela que sempre mimou Omar e o preferiu a Yaqub, defendo ele quando este só farreava e não se apegou aos estudos, sempre arranjando pretendentes a sua filha Rânia. Mas nem Omar seu filhos mais querido escapou dela, ela não o deixava se casar ou viver com mulher alguma e nem mesmo se afastar de casa ou de sua figura materna.

Ao contrário dos outros dois livros que li do autor (Cinzas do Norte, e A Cidade Ilhada) não achei que este livro tem um clima nebuloso, pelo contrário Hatoum conta a história com uma incrível nitidez, sendo capaz de evocar detalhes e paisagens da cidade de Manaus, de sua geografia, além de captar de forma exata o clima histórico da época, criando assim uma trama épica que fervilha de tensões, afinal todos ali são rivais em algum momento, filho contra pai, mãe contra possíveis noras, filha contra mãe, empregados contra patrões.

Como eu disse o livro merece inúmeros elogios pois além de ser uma trama viciante o autor soube dosar bem tudo o que existe dentro do livro, pesquisa histórica, dramas familiares, construções dos personagens, tudo isso narrado de forma lírica e envolvente criando um grande equilíbrio, sem que com isso o livro seja contido ou racional demais, pelo contrário é neste belo livro que vemos as emoções humanas em suas formas mais puras, amor, ódio, ambição, inveja, e por ai vai criando assim, um clássico da literatura Brasileira atual.

site: https://lerateaexaustao.wordpress.com/2015/06/01/dois-irmaos-milton-hatoum/
Renata CCS 12/07/2015minha estante
Gostei da proposta desse livro. Vai para a lista de futuras aquisições!




Stephania Tonhá 01/01/2010

Um dos meus favoritos, já perdi as contas de quantas vezes eu já li este livro.
Além de conhecer um pouquinho de um pedaço esquecido do Brasil, o enredo é todo construído com uma teia de tramas e suposições, você não sabe o que acontece, o narrador expõe e você tem que tirar as suas conclusões. Interessantíssimo...
E o livro, você pode fazer tanta análise, os gêmeos, um que é frio, calculista, até sua profissão diz respeito a este seu caráter; e o outro que é o oposto, quente, emotivo, etc.
E o melhor, é que você não sabe quem é o narrado no começo ou mesmo o seu nome, uma amostra da sua posição marginalizada no livro.
Pati 22/10/2011minha estante
A minha vizinha está lendo este livro, e está amando, vou ver se ela me empresta ;) hehehe
Bjs




Bruno 07/10/2009

bonito, mas falta algo
Engraçado, apesar de eu não ter muitas ressalvas a fazer a este livro - a história é interessante, a narrativa é bem construída, os personagens são relativamente densos - fiquei com a sensação de q faltou algo. Me pareceu algo "bem feitinho", mas nada além disso. Talvez tenha sido eu q não consegui me envolver profundamente com a história, mas não consigo dizer q fiquei saciado com a leitura. A impressão q dá é q algo poderia ter sido mais bem desenvolvido pra q fosse mais tocante... realmente não sei o q houve, mas o fato é q acho um exagero o romance ter sido eleito o melhor dos últimos 15 anos por críticos literários.
Walter Moschen 27/01/2014minha estante
Exato, o alarde quanto à obra é um tanto exagerado.


Romulo 23/10/2014minha estante
O maior defeito deste livro na minha opinião é a ausência de diálogos. Quando existem, são muito pobres. Em diversos momentos me senti entediado com as descrições de encontros e conversas.
Porém, no geral, gostei da trama, apesar da ordem cronológica bagunçada, foi uma história boa, embora mal contada em certos pontos.




Manuella 01/11/2013

O ódio que o tempo não dissolve
DOIS IRMÃOS – Milton Hatoum – Companhia das Letras, 2007.

Vencedor do prêmio Jabuti, o livro conta a história de dois irmãos gêmeos que se reencontram após cinco anos. Há uma ruptura entre eles e um mal estar familiar prestes a ser revelado.
A narrativa em primeira pessoa deixa o leitor curioso para saber quem está contando a história da família libanesa que vive em Manaus. Com avanços e recuos do tempo, sem seguir uma ordem cronológica dos fatos, o narrador vai lembrando de situações conflituosas vividas na família, que tem como ponto dramático o desentendimento entre os gêmeos Omar e Yaqub. Há também a relação incestuosa da irmã Rânia com os irmãos, a preferência da mãe por Omar e o ciúme que o pai, Halim, tem da esposa Zana. Nesse emaranhado de emoções estão inseridos a empregada índia Domingas e seu filho, cujo nome só saberemos no final. Ele narra a história.
À medida que relembra tudo que viveu junto à família, o narrador parece buscar respostas para seu drama pessoal: saber quem é seu pai. Domingas nunca lhe contou e, ao longo do livro, vamos conhecendo cada personagem e a influência que exercem sobre o narrador. Com Halim, o patriarca, tem uma relação de proximidade e afeto, sendo seu confidente. E nutre uma paixão por Rânia, a irmã que nunca casou e tomou a frente do comércio da família. Halim conta sobre seu grande amor pela mãe dos gêmeos, Zana, e de como os filhos lhes roubaram os momentos íntimos e intensos.
Se por um lado o ressentido gêmeo Yaqub avança nos estudos e cresce profissionalmente, fazendo carreira como engenheiro e casando com o amor de infância de ambos, Omar é o gêmeo irresponsável e mulherengo, vive de farras e é protegido pelo cuidado obsessivo de Zana.
Ao reunir as lembranças do que observou na convivência com a família, o narrador tenta costurar a sua vida com os pedacinhos que lhe sobraram. Sua mãe trabalhou até o fim na grande casa dos imigrantes libaneses e a ele restou um quarto nos fundos.
Gostei muito do narrador, sua mãe e Halim, personagens carismáticos e suaves. Zana é a matriarca que rege a família com sua força e vai decidindo a vida dos filhos. Senti mesmo raiva de Omar e sua vida desregrada, sua agressividade e despeito.
O autor traz uma importante reflexão sobre o ódio que permanece, que a distância e o tempo não podem dissolver. Mágoas que vão se sobrepondo na história dessa família que vê o infortúnio chegar e levar Halim, Zana e Domingas. E com as sobras os irmãos carregam seus erros e dores, desconstruindo sonhos e inquietando o leitor, que os vê despidos de suas defesas. Humanos demais.
Com belos trechos da obra, termino o livro com lágrimas nos olhos. Linda e comovente leitura, profunda e sensível, tão real e próxima que chega a doer.
'Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos.' (p. 264).
'Naquela época tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras.' (p. 244)
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Maria Ferreira / @impressoesdemaria 01/06/2014

Dois irmãos? Será?
Este livro conta a história de uma família composta pela mãe, pelo pai e por seus três filhos: uma menina e dois meninos. E como membros à parte, a empregada e seu filho. Dito isto, até parece que o livro vai retratar a história de uma família comum e é aí que acontece o engano, pois de comum esta família não tem nada. Pelo menos, não quando é Hatoum o autor da história, pois ele dá outras proporções ao caso e sua narrativa é muito envolvente.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo filho da empregada e durante muito tempo ele é só isso: o filho da empregada. Seu nome só vai aparecer já quase no final. E esse é uma detalhe importante. Está relacionado com o questionamento: Quem eu sou? Como os outros me veem? Como eu me sinto?

Pode parecer que a questão central desse livro é a desavença que há entre os dois irmãos, que são gêmeos: Yakub e Omar.
Yakub se ressente por ter sido mandado para o Líbano para morar com outros familiares enquanto seu irmão, ficou no Brasil com os pais. Além disso, Omar é o preferido da mãe. E essa predileção afeta muito a relação entre os três. Numa festa, Omar em um ataque de ciúmes atacou o irmão e lhe deixou uma cicatriz no rosto. Desse dia em diante, as coisas nunca mais foram as mesmas.

Halim, o pai, também é um personagem importante. Ele nunca quis ter filhos, mas logo após a sua esposa, Zana, perder o pai, o relacionamento deles foi decaindo e para fazê-la mais feliz não viu outra saída senão lhe dar os três filhos que ela desejava. Dois primeiros vieram de uma vez só, gêmeos e por última veio uma menina, Rânia.

A forma como Zana trata Omar, é irritante. Ela é uma mãe extremamente protetora, capaz de defender o filho mesmo sabendo que ele é o errado. Ela o mima demais e isso cooperou para ele ser uma pessoa detestável. Ele foi o personagem que eu mais odiei. Se eu pudesse dar uns tabefes na cara desse garoto eu dava. É uma absurdo as coisas que ele faz e a forma como a mãe o defende.

Como eu ia dizendo, pode parecer que o principal nesse livro é a relação conflituosa dos irmãos que não se dão bem, mas na verdade, o ponto central desse livro é ao desejo do filho da empregada de saber quem é seu verdadeiro pai.

Dois Irmãos é um livro ambientado em Manaus, o que de certa forma coopera muito para a forte presença de regionalismos. O que me incomodou um pouco, porque eu, moro de São Paulo, não tenho como saber o significado de muitas palavras, não faz parte da minha cultura... mas mesmo assim, não é algo que chegue a diminuir a qualidade da obra. Mais do que recomendo.

O autor é considerado um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos. Ele nasceu em 1952, em Manaus. Foi professor de Literatura na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), seus livros foram traduzidos para outros países e o autor ainda ganhou diversos prêmios.

Este livro é o seu segundo, publicado em 2000, dez anos após o primeiro de 1990, "Relato de um certo Oriente" e também o mais famoso dele.

site: http://www.minhassimpressoes.blogspot.com.br/2014/05/resenha-dois-irmaos-milton-hatoum_12.html
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Prim 24/05/2009

personagens fortes , enredo nem tanto
o mérito do livro está na construção muito bem feita dos personagens e o demérito está na falta de um enredo que faça jus à riqueza de seus protagonistas. de qualquer forma eu recomendo a leitura pois o estilo de Milton Hatoum me agradou nesse primeiro e único livro do autor que li até agora.
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Rafael 28/06/2009

Tenho a honra de ter uma cópia de DOIS IRMÃOS autografada pelo próprio Milton Hatoun, que foi até a universidade onde eu estudava dar uma palestra para os estudantes de Letras que o estudavam na disciplina Literatura Amazônica na ocasião. Uma pessoa simples, simpática, que fala bem e de forma clara o tempo todo.
O livro é como ele, a história dos gêmeos Yaqub e Omar fascina, encanta e nos faz sofrer e chorar junto com eles. Muito bom! Altamente recomendável
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Andressa 01/12/2015

Espetacular!
Me senti transportada para Manaus. Também me senti como se fosse estrangeira em meu próprio país, pois não conhecia 1/3 das descrições que o autor fazia, mas mesmo assim, me senti abraçada pelos aromas, rios, barcos, flora... Uma narrativa completamente descritiva, que dificulta um pouco a imersão na história a princípio, mas quando você começa a se acostumar, não consegue mais largar! Que livro, minha gente. Que livro! Sem contar o enredo, que parece clichê, mas no fundo é a realidade de muitas famílias. Quantas mães não mimam mais um filho do que outro? Passam a mão na cabeça do mais problemático enquanto o outro se sente culpado por ser certinho? Vale muito a pena ler Milton Hatoum, ainda mais que este livro virará série de TV. Largue tudo o que estiver fazendo e vá ler este livro.
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Fran 05/05/2016

Uma família disfuncional em uma narrativa fascinante!
Dois Irmãos relata a história de uma família disfuncional descendentes de libaneses e ambientada em Manaus. Acompanhamos essa família desde sua origem, seus conflitos e ressentimentos. Tem como pano de fundo uma parte da história do Brasil em uma crítica sutil ao regime militar e também nos aproxima da cultura manaura nos fazendo sentir estrangeiros em nosso próprio país.

Narra a trajetória dos irmãos gêmeos Yaqub e Omar e o ódio surgido entre os dois desde muito cedo. E se isso por acaso te faz recordar alguma novela de gêmeo bom e mau esqueça, essa história é muito mais complexa e nos traz diversas nuances. Por mais que em alguns momentos iniciais do livro o leitor possa tender para o lado de algum personagem, logo percebemos que ambos tem seus erros e acertos e que ninguém ali é inocente.

Temos um narrador muito próximo a família e que observa todos os acontecimentos que marcam a vida deles. Trata-se de uma narrativa que por muitas vezes é cruel e incomoda, mas que também, em certos momentos, consegue ser tão terna e delicada que nos leva a emoção. Os personagens são ricamente desenvolvidos, eles são palpáveis e a complexidade dos seus sentimentos e ações nos enreda. O leitor compra essa realidade.

O ritmo do texto é perfeito e envolve o leitor. Hatoum consegue te prender desde o primeiro parágrafo tornando as relações cotidianas muito interessantes. Talvez por conseguir expor tão bem uma cultura e experiências que são tão próximas ao autor pelo fato de que ele também descende de libaneses e é manaura.

Há também no livro uma crítica social muito interessante, ao menos eu a compreendi assim, quando fala dos indígenas e se percebe sua escravização e exploração. Em diversos trechos do livro o autor nos chama a realidade dessa questão e se você for um leitor curioso basta uma pequena pesquisa para perceber que estas questões não mudaram muito. Esse livro relata um período antes e durante o regime militar e percebemos o quanto essa questão permanece atual.

Outro ponto que me marcou foi ter a oportunidade de conhecer uma cultura que para mim é completamente estranha. E preparem-se para desfazer estereótipos, pois o que temos aqui nesse livro, além de elementos já propagados e esperados da cultura amazonense, é a efervescência urbana de Manaus e como a cidade é vibrante e ativa. Como ela viveu períodos conturbados de nossa história. Mais um livro para minha lista de livros para entender o Brasil.

O autor nos envolve nessa saga familiar tão profunda e emocionante. Ele nos provoca sensações: asco, ternura, revolta e compaixão. Uma escrita tão rica e bem desenvolvida e que explica tão bem por que Milton Hatoum é conhecido por ser um dos melhores escritores vivos em nosso país. Tenho certeza que sua obra vai se perpetrar como clássica de nossa literatura e seus livros serão estudados. Ele já se tornou um dos meus autores preferidos.

Milton Assi Hatoum nasceu em Manaus é escritor, tradutor e professor. Ensinou literatura na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Universidade da Califórnia em Berkeley. Escreveu quatro romances: Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte, Órfãos do Eldorado, além do livro de contos A Cidade Ilhada.
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Halisson 03/01/2011

Yaqub era trabalhador e esforçado. Omar era preguiçoso e só queria saber de farra e mesmo assim ganhava preferência das mulheres da casa, Rania e Zana, a irmã e a mãe.Yaqub foi pouco destacado, Omar ganhou mais ênfase.
Odiei Omar do começo ao fim. Yaqub, na minha opinião foi o irmão injustiçado.
A mãe Zana, preferia o caçula, e o pai Halim, preferia Yaqub.
Irmãos gêmeos, com aparências iguias e ao mesmo tempo personalidades tão diferentes. Um grande contraste.
Achei um pouco complicado a leitura, pois a história se passava em Manaus e então havia muito da cultura de lá, principalmente algumas palavras dificeis, mas não achei cansativo, pois a história estava sempre em movimento, rodeada de acontecimentos e lembranças.
A narração era feita pelo filho da empregada, que assistia, meio que de fora, as confusões que aconteciam na familia dos Dois Irmãos. Esse narrador passou a história se questionando quem era seu pai, Yaqub ou Omar, que mais pro final seria revelada, por sua mãe, Domingas.
Um livro muito bom.
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Rafael Cormack 23/01/2017

8,10/10
Perde força demais na metade do livro, quando abandona a dinâmica entre os irmãos e insere novos personagens na trama. O começo da narrativa é interessante demais, entender e descobrir os porquês das diferenças de tratamentos recebidos pelos irmãos, e consequentemente suas posturas perante a vida é o que faz a leitura interessante.

Muito bem escrito, mas as idas e vindas cansam no final.
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Julinha 19/05/2009

Me surpreendi ao ler esse livro após ouvir tantas críticas positivas sobre o autor manauara. Achei o enredo fraco e o estilo do escritor bem normalzinho. A história, que gira em torno de dois irmãos gêmeos que se odeiam, se passa quase que por inteira sem haver o encontro entre eles, o que dá impressão de que alguma coisa falta. Além disso a eterna preferência e subordinação da família às vontades do filho vagabundo irritam. Não recomendo.
Marcus.Vinicius 20/12/2016minha estante
Concordo em gênero, número e grau e não entendi tanto alarde para obra tão rasa. Me parece que o livro tem tudo a ver com o autor, já que o mesmo, num debate sobre a obra na universidade que eu estudava, fugia das questões propostas pelos alunos. Ele não se dava ao trabalho de responder quando o questionavam e na maioria das vezes simplesmente ignorava as perguntas.




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