Bloodchild

Bloodchild Octavia E. Butler




Resenhas - Bloodchild


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Mateus 26/07/2020

Conto muito bem escrito e com uma ideia interessante. Não vejo a hora de ler mais da autora.
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Vanessa 25/06/2020

Coloquei esse livro na tbr da #MLI2020 mas logo que comecei a ler vi que não era o momento certo. Finalizei a leitura por ser curtinho, mas não entrar na história. Fora isso, gostei das reflexões que o livro trás e fiquei curiosa pra ler algo mais da autora.
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Mirella | @booksaquarius 05/07/2020

perturbador;
esse conto foi a coisa mais bizarramente genial escrita que eu já li na minha vida.
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nalewbs 23/06/2020

Meu primeiro contato com Octavia E. Butler...
...não poderia ter sido melhor. Uma história curta mas que, na visão da autora, não tem nada de superficial. A princípio, pode parecer apenas uma ficção com uma parte bastante desconfortável mas, lendo o que a própria autora escreveu sobre a obra, fica muito mais fácil compreender os temas complexos que ela abordou. Octavia diz que escreveu para conseguir lidar com um desconforto/medo específico sobre um inseto. Uma situação, que muitos julgariam trivial, foi o que alimentou sua criativade para escrever Bloodchild. Vale a pena ler essa história e, no fim dela (na versão para o Kindle tem) o que a autora escreveu sobre.
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Matheus 31/07/2020

Mais um obra incrível de Octavia Butler
Uma história perturbadora e fascinante. É incrível como, em poucas páginas, a autora consegue debater tantos temas de grande importância.
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Diego Araujo 19/02/2020

“Eu sabia que o nascimento era doloroso e sangrento, não importa a maneira”
Humanos são animais sencientes. Classificamo-nos ainda seres racionais, cujo raciocínio garantiu nossa sobrevivência acima dos demais animais, dentre eles os alheios do nosso convívio, distantes da tecnologia exclusiva da nossa espécie. E dominamos os animais submissos, com acomodações condizentes a sua utilidade, deixando-os proliferar e os engordando até o abate, ou adotamos outra espécie na busca de trocar mimos e ter mais estima. E se existisse uma espécie racional e superior a da humana? Nada impediria fazer o mesmo conosco.

Bloodchild mostra a relação entre humanos e esta raça superior. Lançado em 1984 por Octavia E. Butler, este conto de ficção científica traz o terror da submissão em servir de hospedeiro a novos indivíduos alienígenas.

“Você não é dela. Você é apenas propriedade dela*”

Os Tlics dominam o mundo habitado por Gan, um dos humanos Terrans. Gan vive com a mãe e irmãos em ambiente controlado chamado Preserve, onde os Tlics cuidam das famílias humanas, alimentam e acariciam. Em troca, toda família deve ceder um filho ― de preferência masculino ― ao Tlic, conforme regulamenta o governo, para servir de hospedeiro aos ovos da raça superior. T’Gatoi é a Tlic responsável por cuidar da família de Gan, e ela mesma plantará ovos nele, o hospedeiro escolhido daquela família. Um vizinho está prestes a dar a luz às larvas da Tlic ausente no momento, e T’Gatoi realiza o parto em seu lugar, com a ajuda de Gan, que testemunha o nascimento da raça alienígena, de como acontecerá a ele em breve.

“É melhor permanecer assim e saber que ela me amou mesmo sob toda essa obrigação, orgulho e dor”

Contado na perspectiva do garoto, ele fala da rotina inerente a dele, trazendo pouco significado ao leitor a princípio, pois ainda aprenderá a situação do personagem conforme a história acontece. Esta forma de narrar é típica da autora, presente também em Parábola do Semeador, primeiro demonstrando a humanidade dos protagonistas, então deixa o elemento extraordinário da história mais visível aos poucos, e quando a realidade da história vem a tona, o leitor já está fisgado, pronto a acompanhar o protagonista até a resolução. Novas informações vêm sem pressa e terminam de amarrar as questões pendentes.

Outra característica de Octavia é chocar, sendo direta na situação descrita, confiante de a cena em si provocar receios quanto aos personagens e reflexões sobre nós mesmos. Neste conto a humanidade é submissa de outra espécie, usada como meio de proliferação, cuidada apenas por ser útil a raça superior, de forma semelhante de tratarmos os animais de gado, essencial na alimentação de muitos de nós. Tem ainda a questão dos homens serem a preferência dos alienígenas na procriação, algo inédito a este gênero sexual, e imposto por quem domina e governa esse mundo com leis nada favoráveis a seres de minoria.

Mesmo assim vai além da submissão à força. Os humanos são seres racionais, apesar de estarem numa camada inferior da outra espécie, e o conto aproveita essa característica ao demonstrar a relação com os Tlics. A espécie submissa ainda pode argumentar, pois são ouvidos pelos alienígenas interessados em buscar o consentimento. Ainda pode haver diálogo, e assim a autora mostra caminhos a melhorar de vida, mesmo sob as piores e extraordinárias situações.

Bloodchild exercita a humanidade mesmo sob dominação de seres superiores. Traz temas desconfortáveis na reflexão gerada durante a leitura de ritmo consistente tanto de escrita, quanto de construção do enredo neste conto.

* Citações traduzidas pelo resenhista

site: https://xpliterario.com.br
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Júlia 11/06/2020

Eu fui ler esse conto com altas expectativas, porque eu já tinha lido outro livro da Octavia Butler (Kindred) que eu também peguei com altas expectativa que foram sumariamente superadas. E, bem, preciso admitir que aconteceu a mesma coisa de novo. Eu estou profundamente abalada e maravilhada.

Esse livro está (estava?) de graça na Amazon e eu corri para baixar assim que apareceu nas sugestões depois de ter comprado um outro ebook. Como eu percebi recentemente que leio muito menos ficção científica do que eu gostaria, passei ele pro topo da minha lista mesmo sem ter ideia do que se tratava. Só de ver a sinopse logo antes de começar já saquei que o negócio ia ser bom. E foi melhor ainda!!!! É uma história tão disparatada que só podia tar certo com uma autora maravilhosa que nem essa.

O texto é absolutamente impecável. Eu raramente leio um conto que eu gosto e saio satisfeita com o final: sempre me deixa um gosto de quero mais, sentindo que algum ponto do enredo ou da construção do universo ficou meio solto. Nesse caso, eu achei perfeito. Obviamente, um universo como aquele poderia ser explorado infinitamente, mas funcionou do jeito que ficou. Tudo é minimamente explicado e o que não é explorado não deixa um buraco na narrativa. A gente sabe o que a gente precisa saber para aquela história fazer sentido.

Outra coisa que eu tendo a não gostar muito: descrições muito gráficas de cenas violentas ou sangrentas. Mas, de novo, a Octavia Butler FEZ DAR CERTO. A intenção era a aflição e funcionou perfeitamente.

E os temas desse conto são inúmeros. Me chamou a atenção que a autora, na nota ao fim do livro, já fala logo de cara que não entende porque as pessoas insistem em dizer que aquela é uma história sobre escravidão. Eu acho que tem vários elementos que justificam sim essa interpretação, eu mesma ficava pensando nisso durante a leitura. Mas ver ela dispensar isso tão plenamente e ainda afirmar que via o conto como uma espécie de história de amor me fez pensar.

Gan tem medo de carregar os ovos da T'Gatoi, mas ao mesmo tempo ele faz uma escolha no final. As outras opções eram péssimas, mas elas existiam. Ele sente carinho, compaixão, amor por uma alienígena que exerce um poder muito concreto sobre ele e a família dele. Ao mesmo tempo, ele e os outros humanos ganham benefícios também muito concretos com essa relação: os ovos que ampliam o tempo de vida, um planeta para viver, ter uma família para si. Sem uma relação harmoniosa entre todos, as duas espécies seriam extintas. Então, será que esse amor que Gan sente é necessariamente impossível? Será que é possível para T'Gatoi vê-lo como algo além de um mero carregador de ovos?

Reformulando a questão: uma vez que se admite que há uma assimetria intransponível em uma relação, o sentimento entre esses dois seres deixa de ser real? E se o domínio não fosse de alienígenas sobre humanos, mas, por exemplo, de homens sobre mulheres? É possível amar o próprio opressor?

Sei lá, acho que é muito fácil descartar o diálogo final entre o Gan e a T'Gatoi como um caso de Síndrome de Estocolmo. Para mim, me parece ser mais complexo do que isso. Porque às vezes, como uma mulher heterossexual, eu também me sinto em uma situação inescapável, em que nenhuma das opções também não me parecem lá muito boas: se eu me apaixono por um homem, o meu sentimento deixa de ser real por estar apoiado numa estrutura de opressão? O amor entre os personagens do conto não é romântico, isso fica claro, mas eu não consegui deixar de ver um paralelo ali. E, talvez ironicamente, o fato dela ter trocado os gêneros (é o homem que carrega os filhos da fêmea) só reforçou essa minha leitura com um enfoque maior nessas questões. É como se a história falasse: a questão não é o gênero em si, mas a relação de poder estabelecida a partir dos corpos.

Ao mesmo tempo, também não consegui deixar de ver um paralelo entre os vermes corroendo o corpo do humanos para a sobrevivência da espécie Tlic e os colonizadores correndo as terras colonizadas para a sobrevivência do sistema capitalista.

E devem ter um milhão de outras leituras possíveis. Porque uma boa história é isso, não é mesmo? Vou ficar séculos pensando nas diferentes maneiras de interpretar todas as possibilidades desse texto, mesmo quando a autora explica exatamente o que ela tinha pensado (aparentemente, era sobre insetos que colocam larvas ao picarem humanos nas florestas tropicais da América Latina).

Leia esse conto, por favor, mas leia durante o dia. Eu li à noite e quase não consegui dormir.
Natalia dcs 16/06/2020minha estante
ótima resenha. parabéns.




literaaadfo 08/05/2020

Anos atrás um grupo de terráqueos foi embora da terra para viver em um planeta distante, agora eles vivem com os Tlic, uma raça que estava prestes a ser extinta, até que tais terráqueos chegaram e fizeram um acordo para que portassem os filhos dos Tlic. Gan é um garoto humano que já nasceu nesse planeta diferente, ele não teve escolha, mas agora se pergunta se realmente quer engravidar de um filho de outra espécie e, talvez, sacrificar a própria vida.

Bloodchild foi meu primeiro contato com algo em inglês escrito em outro século, de ficção científica e de quebra também foi meu primeiro contato com Octavia E. Butler e, felizmente, deu tudo certo!

Esse conto de 31 páginas possui um universo brilhantemente construído e que tem uma facilidade de ser compreendido genial! Octavia coloca nesse conto várias questões importantes para serem debatidas, além de, claro, fazer uma reflexão sobre como seria se homens cis engravidassem.

Octavia consegue fazer em poucas páginas o que poucos autores fazem em livros inteiros, sinto que se esse conto fosse maior eu conseguisse entender melhor as personalidades e motivações dos personagens, fora isso o que vemos aqui é um universo brilhantemente construído para chocar e fazer o autor refletir.
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Adrya Ribeiro 14/02/2020

Certeza que a autora publicou esse conto para testar as águas para a série Xenogenese. Vários pontos foram bem parecidos, questionamentos que me apareceram ao ler o primeiro livro, apareceu por aqui também. Gostei do conto, mesmo achando ainda todo o processo metafórico para a escravidão.
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Hamlet 13/04/2020

Boa surpresa
Apesar de curto, o mundo Bloodchild é muito bem explorado. Gostaria de ler outras histórias nesse universo. A escrita de Butler é primorosa.
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Lena 30/05/2020

Complexo
A história é arrepiante, mas causa reflexão sobre nossa própria existência e objetivos.
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Tháira | @livrosemvenus 15/02/2020

gostei
achei mto interessante, apesar de bizarro (mas é ficção científica então....). apesar da fala da autora, ainda é possível se relacionar com algumas problemáticas.
Leiam!!
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@leiolivros 17/04/2020

Daqueles livros que se compra no aeroporto ou na rodoviária (e que muitas vezes fica parado na pilha de leituras), Bloodchild me segurou e me levou até o fim.

Apesar de estar ciente da existência e importância de Octavia E. Butler no mundo da ficção científica, confesso que nunca peguei um livro dela pra ler. Quando vi Bloodchild e percebi que era um livro de contos, não perdi tempo e levei. Acho uma oportunidade ótima de entender as diferentes facetas que um autor só pode oferecer. E não deu outra, Octavia manda muito!

Todos os contos do livro tem um nível de criatividade, mesmo que sutil, incrível. Octavia consegue unir fantasia e ficção científica a questões políticas e militância, abordar o feminismo e o racismo e falar de sua própria vivência de uma forma que me fez refletir bastante.

Em um conto em particular, ela fala muito do seu pessoal, da dificuldade de se consolidar como autora de ficção científica, mulher e negra. É de aplaudir de pé e agradecer que pessoas como ela tenham existido pra que outras possam se inspirar e continuar enfrentando o sistema e quebrando barreiras.

Octavia não só é admirável por sua persistência e militância, mas sua ficção em si é ótima! O livro passou de uma vez só, conto atrás de conto, ideia doida atrás de ideia doida. Mundos bem construídos, finais consistentes, foi tudo uma delícia de ler.

Recomendadíssimo.
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