Cartas a Théo

Cartas a Théo Vincent van Gogh




Resenhas - Cartas a Théo


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Tercio.Neto 09/06/2019

Sobre dor, amor e miséria, e a certeza de que era um gênio
Uma alma sensível pintada nas cores caóticas de um até então desconhecido gênio se debatendo entre a certeza de sua arte e a miséria humana. Sobre transformar dor em arte. Em Cartas a Théo encontra-se Van Gogh em cartas pedindo auxilio do irmão Théo com dinheiro, apoio emocional ou, simplesmente, desabafando sobre a vida. As condições de Van Gogh são fragmentadas em textos que oscilam entre comuns e viscerais. Em partes “dói” ler que ele realmente sabia que era um gênio, amava sua arte e gritava nos textos sobre o porquê de não verem isso. A arte é vista como uma missão de existência. Van Gogh frustrado, depressivo, agradecido ao irmão, mas, no fundo, perdido. Sobre desilusão, essência humana e verdades da alma. Vale a leitura por ver como ele, rodeado pela miséria e desilusão, acreditou na sua arte, com o apoio do irmão Théo.

“No entanto, eu sirvo para algo, sinto em mim uma razão de ser, sei que poderia ser um homem completamente diferente. No que é que eu poderia ser útil, para o que poderia eu servir; existe algo dentro de mim, o que será então?”
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isa.dantas 02/06/2019

Vincent tinha uma sensibilidade incrível! E chega a ser desesperador a solidão que ele sentia, assim como a consciência de sua situação.
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Cami 12/04/2019

Van Gogh Sem Filtro
Através das cartas para o seu irmão Théo, o pintor Van Gogh traz sua verdade sem filtro! A cada página, o artista mergulha nas suas tintas, cores e em sua instabilidade, nos fazendo entender mais profundamente sua obra e vida.
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Wanderreis 08/06/2018

Ilustração
Deveriam lançar uma edição ilustrada deste livro.
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Dio 02/04/2018

Temos a oportunidade de receber as cartas de Van Gogh
Vicent Van Gogh foi um pintor incrível e sua história é de longe uma das mais interessantes. Portanto, a antologia Cartas a Théo vem com o propósito de nos fazer conhecer mais Vincent, de uma forma, no mínimo, mais íntima e pessoal.
O livro é uma reunião das cartas que o pintor enviou ao seu irmão Théo que é, inclusive, a pessoa mais próxima dele, seu melhor amigo. O que nos proporciona uma nova maneira de conhecer Vicent, durante a leitura tomamos a posição de leitor ocupada por Théo. Conta com 197 páginas e é uma leitura breve e reflexiva. Van Gogh mostra o seu talento também pela escrita, trazendo a profundidade da sua vida, inclusive o reflexo da sua condição mental e tudo o que a pintura representava para ele. Devido a isso, podemos claramente enxergar a importância do livro.

Leia a resenha completa, acesse:

site: http://pinguimtagarela.blogspot.com.br/2018/02/cartas-a-theo-temos-oportunidade-de-receber-as-cartas-de-Van-Gogh.html#more
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Robert 28/11/2017

"Se só pudéssemos dizer umas poucas palavras, mas que tivessem um sentido, seria melhor que pronunciar muitas que não fossem mais que sons vazios, e que poderiam ser pronunciadas com tanto mais facilidade, quanto menos utilidade tivessem".

"Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais luz e nos tornaremos mais fortes".

"Ache belo tudo o que puder, a maioria das pessoas não acha belo o suficiente".

"A vida não nos teria sido dada para enriquecer nossos corações, mesmo quando o corpo sofre?"

"Porque tenho da arte e da própria vida, de quem a arte é essência, um sentimento tão vasto e tão amplo, acho irritante e falso quando vejo pessoas posando de acadêmicos".
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Francine 24/04/2017

Seria interessante se a edição adicionasse notas no começo de cada capítulo (cidades onde Van Gogh morou) contextualizando com os principais eventos na vida do pintor e obras feitas no período. Desta forma, a obra ficaria completa, perfeita.
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Laritza 28/09/2016

Não é o tipo de leitura que gosto, foram poucas as partes que me interessaram, mas isso não muda o fato de que é um excelente livro, rico em detalhes e muito emocionante. Não recomendo para todas as pessoas, mas se for amante de biografias, arte e/ou Van Gogh, esse livro é pra você!
Bruna 01/02/2018minha estante
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Richtelhe 26/05/2015

O livro todo é um poema.
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Patricia 15/08/2014

Quase uma autobiografia
Nesse livro, estão as cartas que Vincent enviou para seu irmão Théo. Nele vemos todo o sofrimento de ser rejeitado, tanto nas relações amorosas e tanto na arte. Vemos seus pensamentos e conflitos em sua vida.
Para quem não sabe, antes Van Gogh não era admirado como artista, alguns até riam das obras dele, e ele teve apenas um quadro vendido enquanto estava vivo. E depois de morto é considerado um dos maiores pintores expressionistas.

Vincent está na lista dos meus pintores favoritos, porque eu simplesmente amo suas obras, olhar para elas enchem-me de sentimentos, angústias e devaneios. E depois de ler este livro, eu consegui entender (um pouco) o que se passava na cabeça de Van Gogh quando ele pintava seus quadros.

Eu indico este livro fortemente. Acho que vale a pena ler e entender essa "loucura" de Van Gogh.

"Sou um homem de paixões, capaz de, e sujeito a fazer coisas mais ou menos insensatas, das quais às vezes me arrependo mais ou menos."

"Mas o caminho para fazer melhor mais tarde é fazer hoje tão bem quanto possível, e então naturalmente haverá progresso amanhã."

"Não nos sentimos a morte, mas sentimos a realidade de sermos pouca coisa."

"...este mundo aqui foi evidentemente feito às pressas num daqueles maus momentos, em que o autor não sabia mais o que estava fazendo, e já tinha perdido a cabeça."

"Já que sabemos ler, leiamos então."
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Rafael 01/10/2013

A minha resenha do livro Cartas a Théo, de Vincent Van Gogh.
"Olhe, deixe-me continuar meu trabalho... se é o trabalho de um louco, azar... trabalho sem parar da manhã à noite para lhe provar que estou perto do meu objetivo."
-Vincent Van Goh em carta à seu irmão Théo

Esqueça o esteriótipo do artista louco e auto-destrutivo. Descubra o homem terrivelmente apaixonado que, depois de caminhar em círculos por metade da vida, encontrou na pintura a sua razão de existir.
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Camila(Aetria) 22/04/2013

Um abrir dos olhos
Em http://www.castelodecartas.com.br/index.php/2013/04/22/cartas-a-theo-ogs-49/ você encontra essa resenha com mais extras! :)

Comecei a ler o livro por culpa de uma oficina de teatro que estou fazendo na faculdade e cuja temática é, obviamente, a vida de Vincent Van Gogh.
Já li algumas coisas sobre o pintor, e assisti grande parte dos filmes do moço (tem todos que vi lá no perfil do filmow,(estão entre os primeiros) todos valem muito a pena, a propósito) não sabia tão a fundo sobre ele, apenas aquele clichê, o cara era meio variado, cortou a orelha, e pintava absurdamente bem. Aqueles quadros que tinham muita alma. E fim.
Além disso, não sabia muito do mesmo.

Esse livro vai tratar das cartas que Vincent escreveu a seu irmão mais novo, Théo. E a única parte ruim é que a gente fica preso à um lado da história somente, não dá pra ler as cartas de Théo a Vincent, infelizmente. Essas cartas foram compiladas pela esposa do Théo depois da morte do marido apenas 6 meses depois do suposto suicídio de Vincent. (suicídio que na verdade há controvérsias atuais, por isso o "suposto", há um historiador que diz que talvez tenha sido um tiro acidental por outra pessoa).

Mas ao ler as cartas... cartas que da mesma forma que os quadros tem tanta, mas tanta alma, tanto sentimento, que ao terminar o livro, parece que você conheceu o Vincent, dá vontade de pegar papel e caneta e responder as cartas dele.
É de certa forma, um livro biográfico, mostra como ele via a natureza, aquele jeito inovador de encarar as cores, de ver as formas e pensar no que realmente importava ser pintado. Como ele considerava os tons da natureza como realmente eram, e não o que pareciam ser, e estava aí o desafio da natureza, tentar enxergar como ela é. Não como seus olhos a traduzem.

Dá pra sentir também o desespero, aquela depressão de uma vida inteira de trabalho não reconhecido, de ter sido sustentado pelo irmão mais novo a vida toda, enquanto se dedicava completamente à arte. Tão completamente que deixava de comer e dormir pra comprar material. O que acabou por denegrir sua saúde também, já delicada.
Deu pra ver também, um traço de personalidade extremista dele. Ou era 8. ou era 80. Acabou. Talvez seja esse traço mais nórdico que tinha, mas ele era extremamente imediatista, o pensamento se tornava firme em sua mente, ele o fazia sem pensar duas vezes, como quando saiu andando de uma cidade à outra a pé, porque queria conversar com um pastor sobre sua demissão, no meio da noite.

Sua sensibilidade me tocou muito, tanto que li rapidamente no meu tempo livre (demorei um pouco mais devido à esse tempo livre ser mais escasso que eu queria. haha) e foi incrível todas essas interpretações, todas as frases incrívelmente lindas que podem ser lidas, escritas por um homem que diziam não ter o dom da palavra, pelo menos para a profissão de pastor calvinista na época. O livro pode ser meio cansativo por vezes, mas é muito útil para analisar a sociedade artística e em geral da época, além de ser uma ótima oportunidade para pesquisar todos aqueles quilos de nomes citados.

Mas, não é um livro pra se ler sem um repertório da obra dele à vista, ou alguns dados biográficos do pintor. Senão fica extremamente maçante e meio fora de contexto, justamente por termos apenas um lado da conversa transcritos.
É um livro que vale imensamente a pena ler, e que faz as obras dele fazerem muito, muito mais sentido, mesmo que as achasse belíssimas antes, agora elas tem outra vida para mim.

"Pois bem, sabe o que eu espero, uma vez que recomeço a ter esperanças? É que a família seja para você o que para mim é a natureza, os torrões de terra, a relva, o trigo amarelo, o camponês, ou seja, que você encontre em seu amor pelas pessoas motivo não só para trabalhar mas com que se consolar e reerguer-se, quando necessário."

Página 278.
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Davisson 21/02/2013

Humano
Lendo as cartas de Van Gogh, tive a impressão contrária do que muitos dizem. Van Gogh tinha uma compreensão clara sobre a vida, sobre o seu talento e a suas limitações. É importante as vezes afastar a visão cultural criada em torno de uma figura e ir além do aparente, desmistificar para se aproximar do humano (que é o que interessa). O livro é de suma importância para quem se interessa, ou por quem faz "arte". Ninguém é considerado gênio, sem esforço continuo, sem lutar contras as dificuldades do dia a dia.
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Andréia 01/01/2012

CARTAS A THEO
Ao falecer, em 27 de julho de 1890, Vincent Van Gogh deixou um grandioso legado: um conjunto de centenas de quadros, desenhos e estudos, que mostraram ao mundo uma parte de sua genial, melancólica e perturbada natureza. Mas além de suas obras de arte, Van Gogh deixou também outra possibilidade de o conhecermos: suas próprias palavras. Durante sua vida, Van Gogh se correspondeu assiduamente com seu irmão mais novo, Theo, a quem era muito ligado. Praticamente uma autobiografia, o conjunto das cartas de Vincent é uma janela para a alma e mente desse grande artista que dedicou a vida, a saúde física e mental à arte.

Pelas cartas, vamos acompanhando seus projetos: as tentativas de ser missionário, professor, o primeiro emprego na Casa Goupil, a galeria de arte do tio, mais tarde administrada pelo irmão Theo, até a decisão por dedicar-se apenas à arte, afinal. Através da Casa Goupil, conhece Paris. Mas a capital francesa não o agrada. Após algumas andanças, é no interior da França que ele se fixará, na cidade de Arles, onde se apaixonará pelos campos de trigo, pelo grande sol amarelo, pela vida dos camponeses.

Cúmplice de todas essas mudanças e descobertas, Theo foi figura importantíssima para que Vincent pudesse se dedicar à pintura, acreditando no talento do irmão, dando-lhe suporte financeiro e afetivo. O amor e dedicação de Theo foi sempre reconhecida por Vincent, que muitas vezes lamentava dar tanto trabalho ao irmão.

“Agora sinto que meus quadros não são suficientemente bons para compensar as vantagens que aproveitei através de ti. Mas acredite-me, se um dia eles forem suficientemente bons, você terá sido também seu criador, tanto quanto eu, porque nós os estamos fazendo juntos”.

É empolgante acompanhar pelas cartas a criação de algumas das obras-primas do artista: "Os Comedores de Batatas" (“apliquei-me conscientemente em dar a ideia de que estas pessoa que, sob o candeeiro, comem suas batatas com as mãos, que levam ao prato, também lavraram a terra, e que meu quadro exalta, portanto, o trabalho manual e o alimento que eles próprios ganharam tão honestamente”), "A Noite Estrelada", a série dos girassóis, criada para decorar a casa e o quarto do amigo Paul Gauguin, que irá instalar-se na casa e cuja chegada é aguardada ansiosamente por Van Gogh. Uma ideia recorrente do artista era criar um ateliê coletivo, uma espécie de cooperativa entre artistas, onde eles trabalhariam e apoiariam-se mutuamente. É um tanto doloroso acompanhar essa espera, pois já sabia que a estadia de Gauguin iria terminar de forma trágica: o famoso episódio em que Van Gogh, num acesso de loucura, corta a própria orelha. Nesta edição encontra-se a versão da história contada por Gauguin.

A própria loucura é comentada calmamente nas Cartas: “É preciso que eu me resigne, é bem verdade que um monte de pintores ficam loucos, é uma vida que leva a ficar muito abstraído, para dizer o mínimo. Se eu me lanço em cheio no trabalho, muito bem, mas continuo a ser louco”.

Vincent não agüentou mais o fardo da própria existência e resolveu abreviá-la. Durante sua vida, Vincent Van Gogh vendeu apenas um quadro. Em 1990, um século após sua morte, "O Retrato do Dr. Gachet" foi vendido por 82,5 milhões de dólares, o maior valor dado por uma obra até então. Mudaram as obras? Ou mudaram os olhos de quem as viam? Afinal, o que é uma obra-prima? Não sei a resposta para estas perguntas. Fiquei extremamente emocionada com a leitura dessas cartas. Van Gogh ganhou, para mim, uma outra dimensão. Só me resta agradecer. A Vincent, pelo amor à arte. E a Theo, pelo amor à Vincent.
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Marcus Carneiro 19/11/2010

Gênio afogado na miséria humana
O relato de Van Gogh é valioso e sofrido demais. Despertou em mim um sentimento de desilusão tão grande que tive que parar de ler. Permanece para mim um mistério como tal sensibilidade pode surgir numa vida tão miserável e oprimida.
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