Rio 2054

Rio 2054 Jorge Lourenço




Resenhas - Rio 2054


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Sci Fi Brasil 29/12/2013

Sci-fi brasileiro de tirar o fôlego!
Devo confessar que "Rio 2054: Os Filhos da Revolução" me surpreendeu. E muito. Já há algum tempo conversei com blogueiros e fãs de sci-fi que faltava algo de novo gênero, que ninguém inovava. Pois foi aí que fiquei sabendo desse livro de ficção científica que se passa num Rio de Janeiro pós-guerra civil e a primeira coisa que me veio à cabeça foi "mais uma distopia nada criativa".

Ledo engano meu.

"Rio 2054" prende do início ao fim com uma excelente narrativa, bons diálogos (bem longe daquelas conversas engessadas que a gente vê em boa parte dos escritores de primeira viagem) e um intrincado quebra-cabeça na trama que só vai se desfazer, de maneira surpreendente, na reta final da história.

Isso sem falar da ambientação. O Rio de Janeiro pós-guerra civil construído pelo autor é assustadoramente convincente. Apesar de morar em SP, fui algumas vezes ao Rio e a imagem do centro destruído ou da Ponte Rio-Niterói partida ao meio ficam presas à memória. A desolação do lado pobre também é sensacional e essa separação social é o combustível que alimenta a trama. Infelizmente, se eu falar um pouco mais da Angra, antagonista e melhor personagem da história, eu vou acabar dando spoilers pesados. Só posso falar que essa tensão entre ricos e pobres, incluídos e excluídos, cresce aos poucos até a tão esperada revolução.

Sobre o estilo, é cyberpunk do início ao fim. Inteligências artificiais, uma avançada androide sem memória do passado, anarquia, empresas inescrupulosas, alta tecnologia em contraste com vidas miseráveis, heróis que não são exatamente heróis e vilões que não são exatamente vilões (no fim, acho que gostei mais da "vilã" do que de qualquer outro personagem). E tudo isso junto numa trama muito bem amarrada.

Para mim, "Rio 2054" é, de longe, o melhor livro de ficção científica que o mercado nacional já teve. Não é exclusivo para fãs de FC, não tem idade para gostar. É uma aventura bem escrita, cheia de reviravoltas e com um pouquinho de crítica social. E, como mais de uma pessoa já disse aqui, deixa um gostinho de quero mais.

Mais do que recomendado.

Ps.: bela capa, diga-se de passagem!
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Luciano Luíz 22/12/2013

Um livro bacana voltado ao público jovem que ainda não leu uma obra nacional.
RIO 2054 – OS FILHOS DA REVOLUÇÃO de JORGE LOURENÇO é uma visão distópica da Cidade Maravilhosa no futuro, como se percebe pelo título.
Lá por 2020 explodiu uma guerra civil por causa do petróleo. Com isso, poderosas empresas não apenas tiveram domínio completo sobre a fonte de energia, como também decidiram por fazer a divisão social que resultou em mais violência e o aumento assustador das diferenças sociais do que para muitos pode ser considerado o fim de tudo.
Ou até mesmo uma fração do Inferno, já que ter de sobreviver em meio à gangues de motoqueiros, saques, estupros, procura por alimentos e as tentativas fracassadas de tentar entrar em Luzes (Rio Alfa) mostra-se praticamente como o pesadelo mais terrível que se pode ter de olhos abertos.
No geral o enredo gira em torno da divisão do Rio de Janeiro entre ricos e miseráveis. Alfa e Beta (este também apelidado de Escombros pelos moradores).
O protagonista é o jovem Miguel. Ele tem a ex-namorada que simplesmente mergulhou nas drogas e sonha em poder viver nas Luzes. Já Miguel apenas trata de procurar peças e próteses para vender ao amigo Nicolas, que tenta a vida como restaurador e comerciante de equipamentos para pessoas com deficiências físicas.
Resultado da violência que a pobreza em grande escala proporciona à população.
Miguel faz suas buscas no centro abandonado da cidade. Onde dizem que uma bomba nuclear foi explodida por rebeldes há muitos anos. E que aquela área era imprópria para se morar por causa da radiação...
Mas, a vida não é apenas isso.
Gangues de motoqueiros fazem disputas para angariar grana e status nos Escombros. Além do espetáculo que proporcionam aos habitantes, estas gangues ainda conseguem missões de empresas das Luzes, que pagam muito bem, e ainda oferecem motos, armas e equipamentos mais avançados do que se encontra nos Escombros.
Em uma de suas buscas por peças no centro da cidade, Miguel encontra uma androide sem bateria. E resolve então ser um motoqueiro para poder dar uma chance de vida à boneca.
Ele conhece Angra. Uma garota com poderes psíquicos, acompanhada por dois gordos e um magricela. Juntos formam a Éden. A gangue mais perigosa dos Escombros. E nunca derrotada...
Miguel se assusta ao ver Angra em ação. Com seus poderes ela facilmente derrota os adversários nos combates de moto. E ainda mata sem piedade.
Logo depois, Miguel e os amigos recebem a oferta de um cara conhecido por Comandante. O sujeito não mostra o rosto e sempre fala com os motoqueiros por uma tela onde a imagem de alguma personalidade histórica de tempos “antigos”, como Chê Guevara.
Ele dá missões para o grupo, como descobrir quem é Angra.
Depois de algumas desventuras, o enredo vai seguindo e mostrando várias reviravoltas. Acontece muita ação e conversas sem fim.
Não vou seguir adiante para que você não tenha nenhum spoiler.
Agora, se você quer spoiler criticamente foda, então continue lendo. Porém, não vou me ater a contar a estória, mas sim, apontar uma série de curiosidades que me chamaram a atenção.
A narrativa é simples. Sem muitos detalhes. Nem personagens ou cenários são ricos visualmente falando. O que em hipótese alguma interfere. Já que a visão de uma cidade em ruínas é algo que é facilmente identificado no enredo.
Porém, a narrativa visual do Rio Alfa não impressiona. Até parece mais pobre que os Escombros...
Os personagens têm falas bacanas. Em alguns pontos, muito próximas da realidade. Aliás, algumas frases são filosoficamente atraentes. E aí podemos constatar um personagem inteligente não apenas no pensar, mas no agir.
Em certos momentos a narrativa peca porque simplesmente acaba por se mostrar confusa. Como os flashbacks, que aparecem de repente... sem intervalo... Mas é somente em dois ou três lugares. Depois é melhor organizado.
Os combates entre as gangues que usam motos, são fracos. Não passa a sensação de realidade. Ali o autor fez um trabalho que decepciona. Poderia ser muito melhor. É tudo pobre quando se trata das brigas e a narrativa simplesmente faz até o enredo perder qualidade.
E o mais engraçado: os motoqueiros usam tacos de basebol e hóquei.
Sei lá, poderiam ser só correntes, porretes ou qualquer outro objeto. Talvez os utensílios usados signifiquem que estes esportes tenham alguma popularidade no Rio do futuro...
O comandante não tem firmeza em suas palavras. Mais parece como qualquer um dos motoqueiros. Mas isso é explicado mais adiante. Porém, o personagem em si, devia ter se esforçado mais. Suas falas como comandante são um pé no saco e o leitor mais antenado logo percebe que tem algo errado...
Afinal, um mafioso pedir, “por favor” é patético de tão surreal...
A estória seria mais original sem os poderes psíquicos. Os personagens que fazem uso desta habilidade chegam a irritar, pois aquele esquema de usar as mãos como lâminas, ficou um tanto trash... lembra Terminator 2...
E o chato é que o narrador repete sempre a mesma coisa nas batalhas: “Lançou contra a parede usando seus poderes psíquicos.”
Outro negócio que irrita é que toda vez que Angra e Miguel usam sua habilidade especial, o narrador fala didaticamente: “Usou seus poderes” ou “Usando a telecinesia”.
Puxa, como se o leitor já não soubesse o que está lendo...
E quando Miguel descobre seus poderes, a narração está tão confusa que o leitor tem de voltar uma página para ter certeza da confusão das palavras. Pois o herói joga um dos caras pro ar de uma forma um tanto tola... Dá a impressão de que ele ainda estava com o carrinho de mão...
Aliás, com relação ao enredo, Angra nem precisava da bomba nuclear. Pois seus poderes mostrados nas últimas páginas ao fazer na torre onde está Miguel e a ogiva, mostram-se poderosos... ou pode ter sido somente o nervosismo dela...
Sobre o detalhamento visual dos personagens, é bem pobre como eu já disse, mas repetir três vezes que a Angra está de sobretudo cinza é dose...
Existe um interlúdio onde é apresentado um psíquico japonês. Mas sinceramente. O texto ali não é dos mais interessantes, e quem chegar ao final do livro, vai perceber que aquele “capítulo extra” em verdade é totalmente desnecessário...
E ainda, toda vez que o cara aparece, o narrador repete: “Se tem um psíquico por perto, sua habilidade de prever o futuro fica embaralhada.” Puxa, não tem necessidade de falar isso toda hora...
O que me deixou profundamente puto, foi a personagem Oráculo. Tudo bem que ela é negra, tem visual de mãe de santo. Muito legal. Mas... em MATRIX, a oráculo é mulher, é negra... o autor devia ter feito algo totalmente diferente...
O livro deixa claro, que a Oráculo é uma lenda. Ou uma pessoa extremamente difícil de ser encontrada. Que ela é quem decide com quem vai se encontrar. Mas o assassino japonês acha ela facinho, facinho...
Ok, tem a ver com o enredo, explicado no final, mas assim mesmo...
Acho que o grande defeito de RIO 2054 é sua previsibilidade.
Obviamente não serão todos os leitores que conseguirão saber o que acontece com algumas páginas de antecedência. Mas as surpresas maiores ficaram reservadas somente para as últimas páginas.
Mesmo com todas as reviravoltas, o enredo não é tão cativante.
O que prende mesmo a leitura, são as conversas relacionadas às diferenças sociais. Isso o autor fez com maestria e merece aplausos. O problema é que talvez não seja o suficiente para prender os leitores e leitoras.
Outro fato que ficou um pouco sem graça, foram sobre as bonecas no estilo do mangá, CHOBITS e até GUNN...
Uma cena que mostra um pastor evangélico usando um garoto com sua telecinesia como se fossem poderes de Deus para angariar fiéis ficou muito bacana.
Alguns capítulos exibem uma data no início. Dia, mês e ano, e até horário. Porém, o ano é totalmente desnecessário no caso, já que o leitor sabe exatamente “quando” está a narrativa... E seria mais funcional se todos os capítulos tivessem estes detalhes... ou nenhum tivesse...
A personalidade do Miguel mostra no início que ele nada mais sente pela ex-namorada. Mas pelo fato da boneca poder ser apenas uma máquina o fez pensar em se arrepender. Ficou bastante estranho isso...
O personagem muda muito rápido de personalidade. Ou seria no quesito sentimentos. Ou emoções.
O livro mais parece em alguns momentos, como um romance teen. Tem até o triângulo amoroso tão comum... de certa forma, claro...
O Oráculo, Miguel achava que fosse um homem, como Neo em Matrix... É estranho o Oráculo dizer que Angra não representa algo bom... no mínimo idiota por parte dela... como se ninguém mais disso soubesse.
Enredísticamente falando, a Oráculo não serviu pra nada...
Quando Miguel leva a boneca (Alice) para o amigo Nicolas conferir, achei estranho fazer uma conexão virtual através de um avatar. Ou seja, a boneca estava desligada. E acessar o “computador” dela com ela sem qualquer energia fica um tanto desconexo. A não ser que o aparelho e programa utilizados nesse esquema fossem extremamente avançados.
Mas assim mesmo... Apesar de que no final do livro, outro programa inteligente já fazia o mesmo com Alice abandonada no centro da cidade, antes de Miguel encontrá-la...
No primeiro capítulo, onde Miguel conversa com Nicolas, juntam-se a uma garota. É a ex-namorada do herói, Nina. Ali a vemos magra, com olheiras, resultado do uso de drogas, e principalmente pela frustração de viver (ou sobreviver) na parte pobre do Rio e não conseguir ir para Alfa... como já dito no início da resenha...
Logo após a conversa deles, o negão vai embora, e o ex-casal caminha por uma hora. E enquanto eles conversam sobre o cotidiano, de repente, estão sobre a moto...
É uma quebra de narrativa e enredo.
Ou caso tenha sido intencional, o autor exagerou nesse ponto. Pois fica algo totalmente inexplicável como a moto apareceu...
Não sei se foi apenas impressão, mas ao ler esse livro, tive lembranças do filme, GUERREIRO AMERICANO. O mais curioso que apesar do enredo se passar no Rio, mais parece que estamos lendo uma narrativa em território estadunidense... mesmo com todas as referências cariocas...
O livro tem palavrões, o que faz os diálogos soarem com naturalidade. Também é violento. Mas nada que seja considerado realmente macabro.
Também tem alguns errinhos de ortografia. Mas são quase invisíveis. A turma da Novo Século precisa investir mais nos revisores...
Mas não é só críticas fudidas não.
A capa é um show à parte. A visão dos prédios em ruínas, a visão em primeira pessoa (deve ser) do protagonista em sua moto. As fontes utilizadas para o título também são caprichadas.
O miolo tem ótima diagramação. Porém, somente o nome do autor e o título que ficaram um tanto estranhos nos cantos das páginas. E os títulos dos capítulos tem uma fonte grande demais, assim como a paginação.
Bom, é isso. O livro é bom. Vale à pena. Apesar de parecer um remendo de vários filmes e quadrinhos que você já assistiu e leu...
A obra de Jorge Lourenço é para o público jovem.
Principalmente aquele que nunca leu ficção científica brasileira ou qualquer livro nacional, independente o gênero.
Enfim, são poucos os escritores brasileiros que dedicam suas palavras onde temos um ambiente genuinamente nosso.
O Belo Rio de Janeiro.
O qual mostra uma força descomunal quando inserido em uma obra de ficção.

Nota: 5/10

L. L. Santos

PS – andei fazendo umas pesquisas e achei dois outros livros com títulos “iguais” e somente subtítulos diferentes.

RIO DE JANEIRO, 2054 de HORACIO CANALE – não sei o conteúdo. Não achei sinopse em lugar algum. Ou no máximo, textos sem qualquer sentido onde absolutamente nada pode ser considerado como uma amostra do enredo. Apenas consta que é uma ficção muito diferente da realidade carioca, e que todos gostariam que fosse verdade... O interessante é que o autor é argentino.

2054 – CONTOS FUTURISTAS, de vários autores. Encontrei algumas sinopses e resenhas que elogiaram muito bem. Todos são de ficção científica. Alguns contos são bizarros e por isso chamam muito a atenção.

Juro que eu queria saber por que diabos esses autores colocam o ano de 2054 como destaque em seus títulos e enredos. Em RIO 2054 de Lourenço, ao menos isso nós sabemos...

Curiosidade: comprei esse livro por R$ 6,90 e frete grátis na Saraiva e um mês depois meu irmão recebeu um exemplar do autor para resenhar. Pois bem, fiz a minha resenha primeiro. ^_^

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804
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Rafa 10/12/2013

Rio 2054
Jorge Lourenço nome que vai marcar a literatura nacional, um escritor ousado que soube criar um Rio de Janeiro totalmente devastado por uma guerra civil em um futuro próximo, você vai conferir no thriller cyberpunk “Rio 2054 – Os filhos da revolução” lançado pela editora Novo Século.
Não a nada melhor que ler um livro e saber que toda uma trama passa em território Brasileiro e claro prestigiar nossos escritores nacionais, que a cada dia que passa está conquistando um espaço entre os escritores internacionais e marcando que aqui também é lugar de excelentes escritores.
Um dos principais personagens da trama é conhecido como Miguel um jovem que vive no lado do Rio Beta que passa a maior parte do seu tempo recolhendo restos de peças e próteses junto com seu amigo que tem um nível de entendimento sobre medicina e a alta tecnologia e com isso acabam ganhando dinheiro para poderem sobreviver.
O que me chamou mais atenção quando peguei o livro em mãos foi à capa que está bem trabalhada e muito bem acabada. A narrativa do livro nos prende do começo ao fim com bons diálogos, deixando a história mais dinâmica e fluida. Outro aspecto é em relação aos personagens o autor soube trabalhar com cada detalhe mostrando as qualidades e defeito de cada um. O leitor encontrara altas doses de aventura, adrenalina e muita ação, além de uma trama que vai envolver não somente humanos.
Se prepare leitor para uma leitura agradável junto com os personagens e conhecer os dois lados da Cidade Maravilhosa e boa leitura.
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Daniela 02/12/2013

Hasta la victoria siempre!
Uma surpresa muito gratificante da literatura nacional.

Não é preconceito com autores nacionais, alguns são realmente bons, mas outros brincam com a situação, ou simplesmente não estão preparados e fazem os clássicos como Machado e Alencar revirarem no tumulo! Entretanto, minha opinião é que, com Rio 2054, eles cantaram um glória a plenos "pulmões".

Com muita ação, cenários aterradoramente incríveis, personalidades marcantes e uma veia histórica fascinante, Rio 2054 cativou minha atenção desde o prólogo .

A história se passa num Rio de Janeiro mais segregado do que o de hoje. Depois de um levante separatista pelos Royalties do petróleo do “Pré-sal 2” que o Governo brasileiro não foi capaz de conter, a cidade do Rio foi dividida em Rio Alfa e Rio Beta e, depois de um acordo da ONU, passou a ser uma Zona Internacional (ZI) comandada por 3 multinacionais, a Tríade.

O que temos aqui chega a lembrar a situação de Berlim durante a Guerra Fria. A Rio Alfa (Luzes) foi a parte reconstruída e é onde está a sede da Tríade, é muito desenvolvida e uma referência na América Latina. Separa-se da Rio Beta por um muro, fortemente monitorado, além da cadeia de morros do relevo natural. A Rio Beta (Escombros) é o lado mais pobre – dizer isso é quase uma gentileza.

Na verdade, as semelhanças com Berlim terminam aqui. Os Escombros são uma “terra sem lei” dominada pelo narcotráfico nos portos, pelos traficantes nos morros e favelas e pelas gangues de motoqueiros nas demais áreas. Lá a população convive com o crime e sobrevive ao descaso da Rio Alfa como pode, além de alguns trabalharem em unidades de fábricas das multinacionais lá instaladas para explorarem a mão de obra barata. Isso sem falar que o centro da cidade é lendário e inóspito por uma suposta contaminação radioativa nos tempos da guerra civil. Drogas, religião, desespero, prostituição, solidariedade, miséria, sonhos, violência, lealdade... tudo isso se mistura na Rio Beta. Esse é o principal cenário da história que é cheia de surpresas.

É arriscado selecionar um personagem principal, mas eu diria ser Miguel. Sobrevivente nos Escombros ele vive de fazer incursões ao “proibido” centro da cidade para conseguir próteses para seu amigo Nicolas, um médico prático. A vida de Miguel vira de ponta-cabeça quando após uma desastrosa batalha de gangues de motoqueiros - o circo dos escombros, já que lá o pão dificilmente chega – ele tenta salvar o amigo de infância, Anderson.

A verdade é que os Escombros está passando por algo inusitado e as coisas ficam mais incertas com o passar do tempo. Miguél se vê em meio a algo que ele sempre negou e com muitas questões rondando sua vida.

Questões é o que não falta nessa estória. De tirar o fôlego a cada página, a obra de Jorge Lourenço tem uma narrativa densa, dinâmica e cativante. As personagens, mesmo sendo pouco descritas, possuem personalidades marcantes e de fácil figuração. Questões políticas também permeiam a estória e as inovações tecnológicas apresentadas são tão fascinantes quanto os cenários, além disso as nuances históricas espalhadas pela obra dão uma excelente sensação de veracidade ao enredo. Com constantes surpresas a estória reserva um excelente final com todas as pontas essenciais bem atadas.

Rio 2054 – Os filhos da revolução foi uma experiência de leitura extraordinária! Sem dúvida entrou para a lista dos favoritos e recomendo muito que leiam. Vi muitos comentários de que o livro daria uma excelente produção cinematográfica ou em (mini)série, e concordo que pelo imaginário que a obra traz seria incrível, desde que a adaptação fosse num nível respeitável como a inspiração. Sou meio cismada com adaptações. Enfim, mas teria todo o meu apoio.

Queria parabenizar o Jorge Lourenço. Uma obra-prima por uma mente brasileira! Abençoada seja sua criatividade, meu caro.

Daniela Martins
27/11/ 2013
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Jorge 15/12/2013minha estante
Daniela, muito obrigado pelos elogios. Achei a sua resenha sensacional! Sem brincadeira, ler ela me deu vontade de voltar a escrever umas boas histórias nos Escombros. Aquela desigualdade, as ruas destruídas, a sensação de desesperança no meio dos prédios semi-destruídos. Saudades de narrar histórias naquelas bandas de novo :)




Assis 30/11/2013

Um futuro não muito distante
Rio de Janeiro.
Ano: 2054.
Cidade Maravilhosa! Não mais!
O que já era uma realidade dura e cruel para muitos, tornou-se ainda pior e atingiu ainda mais pessoas. No entanto, a minoria favorecida, continua a ostentar suas posições.

Rio 2054 é uma narrativa dinâmica que te leva por uma cidade antes tida como maravilhosa e agora, claramente dividida entre um lado rico e atraente chamado de Rio Alfa e um lado pobre e decadente chamado de Rio Beta, mais conhecido como Escombros. O primeiro é um local de luxo e tecnologia e atualmente a Zona Internacional das Américas; é possível encontrarmos até mesmo inteligências artificiais neste lado da cidade. Enquanto nos Escombros, as pessoas pouco sabem o que é tecnologia e ainda menos tem contato com o saber. Vivem dominadas pelo medo e pela miséria, a mercê de traficantes, gangues e mercenários. Controlados involuntariamente pelo lado rico. Que impede cruelmente a ligação entre os dois mundos, mantendo o lado pobre em seu “devido” lugar com a ajuda das forças especiais, que bloqueiam a única passagem para o Rio Alfa, chamado pelo povo dos Escombros de, Luzes.
Com um pano de fundo baseado em um Rio pós-guerra: a guerra civil derivada da disputa pelos royalties do petróleo; Miguel é o personagem central da história e faz o que pode para sobreviver ao mundo que lhe é oferecido. Porém, sua vida muda de perspectiva quando ele descobre possuir estranhos poderes; e tudo se complica ainda mais quando ele encontra uma jovem que nada sabe sobre o próprio passado e ele se vê entrando para um mundo que antes ele enojava para conseguir respostas para ajudar á nova “amiga”.
Para recuperar a memória dela e descobrir mais sobre seu dom recém-descoberto, ele aceita trabalhar junto com uma gangue sob o comando de um homem conhecido apenas como Comandante. Daí em diante, a adrenalina passa a tomar conta da narrativa, pincelada com pequenas cenas de romance. Atingindo um desfecho que eu só posso considerar como inteligente. Colocando cada peça do quebra-cabeça no lugar (não falo mais para não dar spoilers).
Rio 2054 é não só uma aventura como um romance e uma incrível critica social que fala de nossos problemas atuais utilizando-se de um futuro não muito distante.
Este é um presente imaginário de Jorge Lourenço para a sociedade, onde ele faz um apelo através da literatura para que a sociedade acorde enquanto ainda há tempo.
Meus parabéns pelo excelente trabalho.
Jorge 15/12/2013minha estante
O elogio de um colega de ofício literário sempre cai muito bem. Obrigado e abraço forte, Anderson!




Vanessa 12/10/2013

Surpreendente. Inovador... Você precisa ler esse livro !
É complicado fazer uma resenha sobre um livro que você gostou muito , estou a quase um mês escrevendo essa resenha ( comecei a escrever dia 13/09) e finalmente eu consegui terminar , espero que eu tenha expressado bem o que eu senti enquanto lia.



Assim que vi a capa do livro e li a sinopse alguns meses atrás fiquei bem empolgada, pois são poucos os livros nacionais que abordam temas diferentes. Uma parte bem grande dos nossos livros tem como foco um romance. Felizmente aos poucos nossos autores vão começando a escrever sobre assuntos diferentes, autores como André Vianco , Barbara Morais e Renata ventura me fazem sentir orgulho da atual literatura brasileira.
Vamos a resenha….
Neste distópicos o Rio de Janeiro se divide em dua partes : Alfa e Beta. A Alfa é a parte “rica” da cidade ( Com muita tecnologia , infraestrutura…quase uma superpotência.) que também é chamada de “luzes “. Já a parte beta( também conhecido como escombros) é o lado pobre da cidade .
O autor nos apresenta um universo não muito diferente do que acontece hoje em dia : O lugar está dividido entre dois estremos , a riqueza e a pobreza ,fartura e miséria , saúde e doença. Meio familiar não ?
E é no lado pobre da cidade não-tão-maravilhosa que conhecemos Miguel, um jovem que quer apenas viver de maneira digna e não tem muitos planos para o futuro. É também nos escombros que conhecemos as gangues, grupos de motoqueiros ( entre outras coisas) que luram entre si por poder e reconhecimento.
E é em uma dessas batalhas que tudo muda para Miguel, quando a gangue de Anderson , seu amigo de infância, vai lutar contra outra pouco conhecida e poderosa com um líder que supostamente tem poderes.
A partir dai a vida de Miguel da um giro de 360. Tudo o que ele queria era continuar procurando novas tecnologias e talvez ajudar sua ex namorada a vencer um vício que a mesma mantinha.
O jovem é convidado a fazer parte da gangue do amigo mas Miguel se recusa até que se vê diante de algo que não pode recusar.
Eu simplesmente amei esse livro. É o tipo de livro que quando você começa a ler não consegue parar. Jorge soube manter o leitor preso do inicio ao fim. Não sou nenhuma profissional no assunto mas… O CARA ESCREVE MUITO BEM !
Outra coisa que eu gostei bastante foi a explicação que autor deu para o surgimento desse novo Rio de Janeiro, usando um assunto bem atual que é a disputa pelos royalties do petróleo, uma história que fez sentido e que foi bem pensada ao contrário do que podemos ver em alguns distópicos onde nada nos é explicado ou quando a uma explicação mas a mesma não faz sentido algum.
O livro não tem como foco o romance , que está presente de maneira bem sutil mas por diversas vezes intensa,inclusive, influenciando as ações de Miguel em momentos de extrema importância.
Os personagens são adoráveis , bem escritos e humanos , ninguém é perfeito e todos comentem erros , eu achei bem legal que o autor não tenha colocado um monte de personagens perfeitos e heroicos em todos os momentos.
Com um ritmo alucinante, cheio de ação e reviravoltas o livro está mais do que recomendado.


site: http://literariajornada.wordpress.com/
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WallanS 20/09/2013

Legal quando a gente se surpreende com um livro, não é? Foi assim com Rio 2054. Geralmente digo que não sou preconceituoso, mas pra falar a verdade, sempre penso duas vezes antes de comprar livros nacionais.

Pensei bastante antes de comprar Rio 2054, mas uma das coisas que me fizeram decidir a favor foi a quantidade de páginas. Geralmente livros nacionais são ridiculamente pequenos (140 páginas?!) e caros. Vendo que esse tinha mais de 300 páginas imaginei que o autor teria que criar uma trama bem atraente para poder manter o leitor ligado até o fim.

E sim, ele conseguiu. Gostei bastante da história, dos personagens e dos ambientes descritos. Fui surpreendido por uma vontade permanente de ler e ler e ler, tendo que deixar meus outros três livros de lado até terminá-lo.

Um livro muito acima de muita porcaria estrangeira que consumimos. Desejo que outros autores nacionais possam surgir com coragem para abusar da inventabilidade em suas histórias, adaptando para nosso país coisas que só vemos fora do Brasil.

Muito bom!
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(in)Pública 28/07/2013

Rio 2054
Então, o livro narra à história do Miguel, um garoto normal que vive na parte pobre, apelidada de Escombros, do novo Rio de Janeiro. O ano é 2054, depois de uma guerra civil por royalties, a cidade se vê destruída e separada em Rio Alfa (parte rica) e Rio Beta (parte pobre), agora é governada por três multinacionais que só reforçam essa separação. Miguel sobrevive do jeito que dá, ele é um garoto, diferentes de outras pessoas dos Escombros, sem muitas ambições, só deseja viver a vida do jeito mais simples que poder.
O livro já começa de uma forma tensa. Com um prólogo meio assustador o autor nos joga em seu mundo distópico. Dois ladrões, cargas milionárias, muitas mortes e uma garota “inocente”, esses são os ingredientes de um prólogo perfeito (aprendam). Fiquei meio assustado e ao mesmo tempo animado para saber do que se tratava tal história, então nos primeiros capítulos vemos as coisas mais normais. Somos apresentados a Miguel em seu esconderijo, o antigo centro da cidade que agora está abandonado. Seguimos ele através dos Escombros e descobrimos a real situação do lugar e da vida do próprio Miguel. Assim como os Escombros, a vida do garoto, apesar de normal, se encontra bagunçada e principalmente destruída pela sua ex-namorada.
A história aborda vários assuntos, desde o romance do Miguel e sua ex-namorada, até o crime organizado dentro dos Escombros, passando por gangues de motoqueiros, pessoas com habilidades paranormais e inteligências artificiais. Quem me conhece sabe que tenho uma queda enorme por histórias de robôs...

site: http://www.inutilidadepublica.com/2013/07/resenha-rio-2054-.html
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Cia do Leitor 18/07/2013

Rio 2054
Rio 2054, de Jorge Lourenço, é um livro de Ficção científica e o primeiro livro do autor.

Rio 2054 está ambientado 30 anos após a cidade do Rio de Janeiro ter sido dividida em duas partes devido uma guerra civil que se iniciou pela disputa dos Royalties do Petróleo.

As duas partes em que a cidade foi divida chamam-se: escombros e luzes, nossos protagonistas vivem nos escombros, zona norte da cidade, onde sempre viveram os menos favorecidos financeiramente. O centro da cidade foi completamente destruído e a única passagem que liga os escombros às luzes seria o Túnel Rebouças que está bloqueado, podendo passar somente as pessoas que possuem empregos nas luzes.

A parte da cidade chamada escombros foi abandonada, moradores vivem na sua maioria na miséria e à noite não possui energia elétrica. Após a guerra cidade passou a ser administrada por um consórcio de grandes empresas e não mais pela prefeitura.

Um trecho onde os moradores da parte pobre foram protestar contra a divisão da cidade:

“Não houve qualquer tentativa de pacificar o tumulto, apenas uma chuva de balas que silenciou a multidão em menos de quinze minutos e deixou para trás dezenas de mortos”
Pág. 120

Dentro deste cenário conhecemos o protagonista Miguel morador dos “escombros” que é o grande herói da trama, que acaba se encantando por uma Inteligência Artificial se mete em muita confusão por ela.

Temos uma vilã na trama chamada Angra que é uma personagem misteriosa com poderes psíquicos participante de uma gangue de motoqueiros muito esquisita, ao longo da trama a personagem vai se destacando até descobrimos todo seu mistério com uma bela reviravolta.

Uma história cheia de ação e revolução, com uma trama bem amarrada, personagens bem constituídos e uma escrita impecável, que mistura de ficção científica e realidade Jorge Lourenço construiu uma história maravilhosa.
Gostei muito dos androides (Inteligência Artificial), das disputas das gangues de motoqueiros e da realidade das favelas narrada na trama.

Adorei o livro e recomendo a todos amantes de distopias e ficção científica.

Resenha de Danielle Peçanha no blog Cia do Leitor

site: http://ciadoleitor.blogspot.com.br/2013/07/resenha-rio-2054-de-jorge-lourenco.html
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Adriano 13/07/2013

RIO 2054 - por: GeraçãoLeitura.com
Oi Gente,
Trago hoje para vocês a resenha do primeiro livro do Jorge Lourenço: Rio 2054 - Os filhos da Revolução! O livro é distópico. Eu, simplesmente adorei e espero que gostem da resenha!

"A obrigação de se levantar contra os opressores é do povo. Em toda a história, sempre foi. E o ciclo é o mesmo. Primeiro, a aceitação da nova ordem. Depois, a percepção da exclusão. No fim, a revolta."

Rio 2054 apresenta um Rio de Janeiro totalmente diferente do que conhecemos atualmente! A cidade mostrada no livro vivencia o resultado de uma triste guerra civil, em que a cidade em epígrafe tentou se separar do resto do Brasil, tornando-se independente. Essa ação teve como consequência a criação da Primeira Zona Internacionalizada da América Latina, ou apenas ZI.

Entende-se por Zona Internacionalizada, um complexo em que não há mais governantes eleitos pelo voto popular e sim, uma associação entre multinacionais para realizar tal tarefa! É interessante que essa forma de governo é realizada por concessão e tolerada como normal!

O autor constrói de forma brilhante a segregação em que vive a cidade, separada por um muro, onde os moradores não tem o direito de transitar livremente entre os lados! Temos a divisão em Rio Alfa, ou também chamada de Luzes, devido aos prédios e a tecnologia - uma cidade moderna, com bairros industriais em alto mar, totalmente rica, com Inteligências Artificiais que fazem absolutamente tudo! Já o Rio Beta, ou também chamado de Escombros, devido a consequência na infra-estrutura devido a guerra - é o lado pobre, marginalizado, que convive com os restos de maneira pacífica!

Uma característica interessante do livro, nos mostra que os moradores dos Escombros só podem dirigir-se a Rio Alfa, caso sejam contratados para realização de trabalhos que os moradores das Luzes não ousam realizar., ou seja cabe aos moradores dos Escombros apenas uma saída: O Banditismo Social! Em outras palavras, seria uma forma de sobreviver adentrando-se no mundo do crime, com roubos, tráfico, ou as batalhas nas gangues de motos.

Nosso protagonista, Miguel é um jovem diferente que por acaso descobre seus poderes psíquicos! Exatamente, toda esse ambiente distópico, de discrepância é complementado por um toque fictício, sem tornar isso o centro da obra. Por motivos pessoais, Miguel acaba entrando para uma gangue (atitude que vai contra os princípios que ele defende no início do livro). Vale salientar que as batalhas de gangues, são orquestradas como meio de se eleger quem vai ganhar os melhores contratos das Luzes, para realizar "trabalhos", o que envolve queima de arquivo e tarefas de caráter negativo!

A estória é bem ágil, com ação e novidades, surpresas a todo momento! Sem dúvidas, o surgimento de Angra faz toda a obra tomar um rumo diferente, uma vez que a mulher traz consigo o estigma de Revolução, o instinto de mudança! Essa parte faz totalmente jus, ao momento que nosso país passou recentemente, com as manifestações populares.

Com citações a grandes personalidades comunistas e fatos importantes da História, a obra ganha um prisma social, histórico e filosófico incrível:
"Aos poucos o povo sempre se libertou de quem os comandava. Ele se levantou contra a realeza da Revolução Francesa, contra as metrópoles em todas as revoluções coloniais ou até na queda da ditadura que nós vivemos aqui, no século passado. Eu não entendo tanto de história, o que sei eu aprendi no colégios dos Escombros e nos livros que apanhei no centro, mas sei que todos passaram pelo mesmo ciclo. Primeiro, aceitaram as imposições que lhe ofereceram. Abraçaram seus ditadores como heróis para, décadas ou século depois, entenderem a exclusão. Aos poucos, eles se libertaram do sistema e evoluíram. É assim desde o começo dos tempos!"

Bom pessoal, evitei soltar alguns spoilers ou informações interessantes, para que vocês descubram sozinhos e fiquem tão surpresos quanto eu!! Espero que tenham gostado e não deixem de comentar! Recomendo muito a leitura! Quem ama distopias, corra e adquira o seu, para ler!

RESENHA FEITA PELO BLOG: GeraçãoLeitura.com

site: http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/2013/07/resenha-rio-2054-os-filhos-da-revolucao.html
Gu 13/11/2013minha estante
Distpopia nacional: isso memso produção?
Já quero comprar e ler




Danielle 05/07/2013

Resenha – Rio 2054 – Jorge Lourenço
Rio 2054, de Jorge Lourenço, é um livro de Ficção científica e o primeiro livro do autor.
Rio 2054 está ambientado 30 anos após a cidade do Rio de Janeiro ter sido dividida em duas partes devido uma guerra civil que se iniciou pela disputa dos Royalties do Petróleo.
As duas partes em que a cidade foi divida chamam-se: escombros e luzes, nossos protagonistas vivem nos escombros, zona norte da cidade, onde sempre viveram os menos favorecidos financeiramente. O centro da cidade foi completamente destruído e a única passagem que liga os escombros às luzes seria o Túnel Rebouças que está bloqueado, podendo passar somente as pessoas que possuem empregos nas luzes.
A parte da cidade chamada escombros foi abandonada, moradores vivem na sua maioria na miséria e à noite não possui energia elétrica. Após a guerra cidade passou a ser administrada por um consórcio de grandes empresas e não mais pela prefeitura.
Um trecho onde os moradores da parte pobre foram protestar contra a divisão da cidade:
“Não houve qualquer tentativa de pacificar o tumulto, apenas uma chuva de balas que silenciou a multidão em menos de quinze minutos e deixou para trás dezenas de mortos” pág. 120
Dentro deste cenário conhecemos o protagonista Miguel morador dos “escombros” que é o grande herói da trama, que acaba se encantando por uma Inteligência Artificial se mete em muita confusão por ela.
Temos uma vilã na trama chamada Angra que é uma personagem misteriosa com poderes psíquicos participante de uma gangue de motoqueiros muito esquisita, ao longo da trama a personagem vai se destacando até descobrimos todo seu mistério com uma bela reviravolta.
Uma história cheia de ação e revolução, com uma trama bem amarrada, personagens bem constituídos e uma escrita impecável, que mistura de ficção científica e realidade Jorge Lourenço construiu uma história maravilhosa.
Gostei muito dos androides (Inteligência Artificial), das disputas das gangues de motoqueiros e da realidade das favelas narrada na trama.
Adorei o livro e recomendo a todos amantes de distopias e ficção científica.


site: https://www.facebook.com/minhasresenhasdp
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Ju 03/07/2013

Rio 2054 - Os Filhos da Revolução
Espetacular. Palavra constantemente usada por um amigo e que se aplica completamente a esse livro. Rio 2054 é perfeito. É uma distopia, minha primeira distopia brasileira. E comecei com o pé direito.

Rio de Janeiro, 2054. A cidade é uma ZI - ou seja, uma Zona Internacionalizada. O que quer dizer isso? Que ela não é administrada mais por um governo eleito pelo povo, e sim por três multinacionais que obtiveram uma concessão para fazê-lo por um determinado período (bem longo, aliás). O motivo? Uma guerra civil em que o Rio tentava se separar do restante do país. Uma guerra que parecia que não ia ter fim, e que fez o país ser foco de uma intervenção internacional para "garantir a paz".

A cidade foi dividida em duas: Rio Alfa e Rio Beta. Na primeira, toda a prosperidade imaginável. Tecnologia altamente desenvolvida. Pessoas felizes com suas vidas. Na segunda, uma pobreza imensa. Moradores sobrevivendo de restos, com duas alternativas: se conformar com a miséria ou se envolver com o crime. A Rio Beta é chamada de Escombros, pois foi uma área muito atingida no confronto. E seus habitantes só podem visitar a parte rica da cidade com autorização, normalmente conseguida quando se tem um trabalho por lá, um trabalho que os moradores de Rio Alfa nunca considerariam realizar.

O livro é mais que viciante, tudo acontece na hora certa. Quando eu começava a querer entender alguma coisa, lá vinha a explicação. Quando sentia falta de uma personagem, lá estava ela... rs... Gostei muito do jeito que os fatos foram trabalhados. O autor não deixou nenhuma ponta solta.

A história é bem ágil, repleta de ação. As personagens têm conflitos ótimos, isso as enriquece demais. A IA - Inteligência Artificial - é abordada de um jeito fascinante. Me apaixonei por essas máquinas que mais parecem gente.

Amei também a existência dos psíquicos, pessoas com poderes mentais que são usados, principalmente, para lutar. Eles tornaram tudo mais emocionante para mim. Não sou fã de pancadaria, rs, mas pancadaria com o poder da mente até que me agrada!! hahaha....

Rio 2054 tem reviravoltas surpreendentes. Testemunhamos uma grande confusão, o início de uma revolução, que é claro que foi orquestrada por alguém. Não desconfiei do culpado nem por um segundo, mas a explicação fez total sentido.

Eu amei a capa, e todo o trabalho gráfico do livro está bem legal. Dá para ter uma ideia lendo o prólogo no link que está bem no início da resenha. Espero que o livro chegue até vocês, porque a leitura realmente vale a pena. =)

"A obrigação de se levantar contra os opressores é do povo. Em toda a história, sempre foi. E o ciclo é o mesmo. Primeiro, a aceitação da nova ordem. Depois, a percepção da exclusão. No fim, a revolta."

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2013/07/resenha-rio-2054-os-filhos-da-revolucao.html
Adriane Rod 03/07/2013minha estante
Adoreeei, nunca tinha lido resenha sobre o livro, só a sinopse.

Estou muito a fim de ler por ser distopia e de autor nacional.

Adoro história envolvente e com acontecimentos nos devidos tempos; isso demonstra um grande talento do autor.

;)

http://pseudonimoliterario.blogspot.com.br/


Juh 03/07/2013minha estante
Nunca li nenhuma distopia não Ju, mas nossa esse livro parece ser realmente incrivel, quando vc falou sobre ele em outro post no blog, fiquei curiosa pra ler, mas fiquei com medo de ser ma ficção tipo 2012. rsrsrs. mas pela sua resenha pude perceber que o livro é maravilhoso!


Manuella 03/07/2013minha estante
Que delícia de resenha, pontuando o que eu precisava saber sobre o livro e por que ele é bem elogiado. Parabéns.
Não li nenhuma distopia. Ainda não sei se lerei.
Vi a proposta do livro como uma reflexão e tb uma metáfora do que vivemos no Brasil hj: o lado A e o lado B da sociedade, onde a desigualdade grita.
Gostei muito. Será minha entrada nas distopias? Q seja, melhor ainda por ser nacional!


Ana Lopes 04/07/2013minha estante
Que bom que você gostou do livro , eu me interessei bastante por ele , e gostei de ver a sua opinião positiva , só me incentiva mais a adquiri-lo , espero que em breve eu possa tê-lo em mãos , agora está meio difícil pela falta de dinheiro , mas mais pra frente quem sabe né ;)


Yassui 05/07/2013minha estante
É impressionante como a literatura Brasileira tem evoluindo e para melhor, gosto dos clássicos e tudo, mas é uma linguagem bem diferente do que lemos hoje. Agora quero muito conferir esta distopia.


Lua 05/07/2013minha estante
Estou tentando sempre ler mais livros de autores brasileiros, nunca pensei que nosso país tivesse tantas mentes brilhantes como a do autor Jorge Lourenço. Uma Distopia brasileira?! que perfeito, super interessada nessa estória. Apenas com sua resenha e o prólogo pude sentir a adrenalina que é carregada por toda trama. Espero ter a chance de conhecer esse trabalho e já está na minha lista.

ótima resenha, beijos!


Thaís 05/07/2013minha estante
Ju, já tinha me envolvido muito com o livro quando você contou da parceria, a apa é realmente incrível né, adoro livros assim, que viciam, que você lê no tempo certíssimo, e que explicam todos os pontos da história, fiquei louca com a sua resenha haha história muito bem complexa :)


Thay Ribeiro 06/07/2013minha estante
Eu fiquei muito empolgada com a resenha!!
Li apenas um livro de dispotia e gostei! Achei bem interessante o livro se de um autor brasileiro. Amei isso de poderes psíquicos, me deixou muito curiosa!!!


Michelli Prado 07/08/2013minha estante
Adoro suas resenhas! Nunca tinha visto o livro,mas fiquei bem empolgada com tua descrição do livro. E ainda por cima o autor ser brasileiro =)
Vou tentar compra-ló por que fiquei muito interessada!!




Telma 14/06/2013

Pós "Geração Coca-Cola"
Rio 2054 – Os Filhos da Revolução – Jorge Lourenço

Antes de qualquer coisa, quero “dizer” em alto e bom tom que ESTE FOI UM DOS MELHORES LIVROS DE LI EM 2013.

Há tempos eu não sentia aquela agonia eletrizante que senti tempos atrás. Há uma densidade quase palpável na narrativa... fez-me lembrar demais de Mad Max, Waterworld, Blade Runner, O Vingador do Futuro e o Exterminador do Futuro (dentre outros), assim como me remeteu aos livros de André Vianco cujas histórias se passavam em cidades brasileiras. Jorge Lourenço ambienta no Rio de Janeiro, com uma escrita impecável! Isso eu preciso citar novamente: A escrita, as sacadas, o Português de Jorge é impecável!!! Fiquei realmente impressionada.... e para me impressionar com a Língua Portuguesa, o cara precisa ser BOM! Ele é! Até quando alguns personagens (ou algumas personagens pra dizer em Português perfeito) falam “errado” (linguagem coloquial, como verão no trecho abaixo), Jorge demonstra sua intimidade com a Língua. *batendo palmas*

Narra como quem conta o que viu ou o que viveu. Eu cri.
Os personagens são críveis. As cenas são de pura adrenalina. A ação corre solte à cada página.

O Rio, dividido em duas categorias: poucos com muito e muitos com quase nada, resultado do pós-guerra. É nesse contexto que Miguel (uma de minhas personagens favoritas) encaixa-se. Ele recolhe nos escombros, restos de peças e revende-as para um amigo que tem alto conhecimento tecnológico e lida com inteligência artificial... (aqui fui remetida a Dean Koontz, na trilogia Frankenstein).
Várias personagens me impressionaram e “causaram” no livro. Um exemplo disso é Angra.

Vejam um pouco dela neste trecho da página 38.

“ Todas as pessoas que enfrentaram Angra dizem que ela tem “poderes”, que é uma bruxa. Ela é muito habilidosa, tanto na moto quanto a pé, mas não é lá muito forte. Mas as coisas que ela faz... ninguém consegue explicar direito – disse, quando olhou pela primeira vez para Miguel. Naquele momento, não havia máscara de falsa coragem, e sim apreensão.
_ Que tipo de coisa?
_ O tanque de gasolina de um conhecido meu que enfrentou ela arrebentou do nada. Por causa disso, a moto acabou pegando fogo. Na luta com outra gangue, que é quase tão forte quanto nós ou os Caçadores, dizem que chegaram a derrubá-la da moto, achavam até que tinham vencido. Mas ela fez o cara voar sem tocá-lo.”

Na hora pensei: “pronto... eis a personagem que vou odiar!”... mas não sei... isso não aconteceu. Cheguei a sentir empatia e raiva... enfim... conflito de sentimentos dentro de mim, tão grande quanto os conflitos causados pelo caos no Rio de Janeiro, em 2054.

Do outro lado da cidade temos “Luzes”, onde vivem os abastados, com Shopping Centers e tudo o que a grana pode comprar em termos de tecnologia e demais itens para se viver com conforto. Pouco se importam se próximo (não o suficiente) a eles, vivem pessoas na miséria.

Miguel observa os dois lados... está inserido nos dois contextos (você vai saber como) e define em frase um sentimento tão meu (e talvez tão seu...)

“Como a humanidade é mesquinha”, pensou. “Conseguimos viver nossa ilusão de segurança normalmente enquanto tem gente passando fome bem ao nosso lado. Atribuímos o bem-estar ao nosso trabalho, ao merecimento ou até à sorte. E não abrimos mão disso.”
Termino com uma frase de Angra (de quem fui tornando-me amiga de modo bem devagar, ao longo do livro).
“_ Essa cidade, assim como tantas do mundo inteiro, sempre foi partida. A diferença é que aqui, as fronteiras são mais visíveis. Toda cidade é permeada por níveis de exclusão. A Indiferença é inata a qualquer sociedade humana. “
Reconhece-se aqui?

Pois é... 2054 nunca esteve tão perto da realidade e tão longe do que imaginamos viver. Para experimentar essa adrenalina toda... essa poesia toda, sugiro que adquira o livro com máxima urgência!

Não resisti e tenho que colocar um trechinho romântico:

“- A decisão do primeiro beijo é a mais crucial de qualquer história de amor. – disse a androide.”

Recomendo veementemente!
Fabiano Lobo 15/06/2013minha estante
Muito interessante!
Ler essa resenha me deixou ainda mais curioso.
Assim que puder, vou adquiri-lo!


Beth 15/06/2013minha estante
Adorei.sua resenha me deixou querendo mais dele.Isso tudo é o que realmente nos espera se não fizermos nada a respeito.O autor é incrível.


Will 15/06/2013minha estante
Fiquei com ainda mais vontade de ler esse livro.
Adoro histórias ambientadas no Brasil.
Muito boa a resenha.


Gabi Layme 15/06/2013minha estante
História incrível. Assim que puder, o lerei ^^


Isa 15/06/2013minha estante
Muito boa sua resenha, um livro aparentemente inteligente e curioso!Gostei muito e quero ler.


Merê 15/06/2013minha estante
Não vejo a hora de ler.


Camila Bico 15/06/2013minha estante
Ótima resenha, como sempre *---*


Mallu 15/06/2013minha estante
Acho que ainda não li uma resenha sua que não tenha me deixado com vontade de ler o livro... E dessa vez não foi diferente.


Ana 15/06/2013minha estante
Essa resenha me fez querer esse livro!


Cagól 15/06/2013minha estante
Ahhh, suas resenhas me dão vontade de ler tudooo *-*


Danielle 16/06/2013minha estante
Sua resenha me deixou com mais vontade de ler do que já estava...


Wal 16/06/2013minha estante
Caramba deve ser muito bom, OMG eu necessito ler este livro


Clara 16/06/2013minha estante
Poxa! Quero muito ler esse livro! Me parece muito bom! Adorei a resenha!


Ju 16/06/2013minha estante
Quero muito ler esse livro *-*


Jorge 16/06/2013minha estante
Olá, Telma! Obrigado pela excelente resenha! Além de todos os elogios, o que me deixa mais feliz é que você notou a minha preocupação com os diálogos. Infelizemente, a maioria dos diálogos de livros nacionais que vejo hoje - claro, com exceções - é muito artificial. Não parecem pessoas falando.

Enquanto escrevia Rio 2054, eu "ensaiava" os diálogos comigo mesmo, falando sozinho no quarto e interpretando cada personagem para que as falas no livro saíssem mais naturais possíveis.

Aliás, sua resenha veio num bom momento. Todos esses protestos que estão rolando pelo Brasil me lembram muito o clima de revolução da reta final do Rio 2054!

Viva a revolução!!!


Tayane Cristie 16/06/2013minha estante
Agora fiquei com mais vontade ainda de ler esse livro. A forma como você conseguiu demonstrar os personagens e a história em sua resenha só fez aumentar minha curiosidade. Parabéns! Entrou imediatamente na minha lista de desejados.


Vini 18/06/2013minha estante
Hey, Telma!
Já disse por aqui que meu interesse por Rio 2054 é enorme. Sua sinopse já me deixa todo encantado e saber que esse é um dos melhores livros que você já leu me deixa mais esperançoso ainda para uma leitura toda cheia de ação e mistério.
Quero muito ler!

Beijos!
Um Jovem Leitor


Mandy Nerújo 18/06/2013minha estante
Nossa, concordo com o coment da Anne, a resenha deu vontade de ter o livro! Parabéns


Celso 19/06/2013minha estante
Gostei da resenha e da sinopse. Li ano passado um livro que trata do Rio pós-apocalipse Os Reis do Rio (Rafael Lima). Quero ler o Rio 2054!


luluzinhapinkgv 19/06/2013minha estante
Poxa, nem sabia que da existencia desse livro, é a primeira resenha que leio sobre ele... quero muito ler!
bjos


22/06/2013minha estante
Tem Revolução e Rio de Janeiro no mesmo livro, então eu quero muito. Ótima resenha, conseguiu me deixar com mais vontade ainda de ler.


Karla 26/06/2013minha estante
Desejo esse livro mais que tudo. Preciso ler ele, ainda mais por ser literatura brasileira que estou apostando muito.
Resenha maravilhosa!


Fernanda @condutaliteraria 27/06/2013minha estante
Super curiosa e ansiosa pra ler, agora vou com mais calma :) Mas ainda assim, gostaria de ler!


Mariana 27/06/2013minha estante
Fiquei ansiosa pra ler...


Geruza 30/06/2013minha estante
Gostei bastante da resenha e achei o livro interessante. Quando vi a capa não pude deixar de comparar com a atual situação em que nosso pais está passando nos últimos dias e só depois de ler a resenha fui entender que a historia se passa no futuro.
Embora, não goste de livros futurísticos fiquei bem curiosa com esse.


Camila 02/07/2013minha estante
Confesso que a sinopse do livro não me chamou muita atenção logo de cara, mas depois de ler a resenha fiquei realmente tentada a lê-lo, parabéns :)


Nat Lala 02/07/2013minha estante
Agora realmente estou com muita vontade de ler


Nathalia 06/07/2013minha estante
Adorei a resenha! Parabéns! Realmente nos desperta o interesse e a vontade em lê-lo!


Maristela 06/07/2013minha estante
sua resenha está excelente e fiquei com imensa vontade de ler o livro. Espero fazer iso ainda esse semestre.


Thiago 07/07/2013minha estante
Excelente resenha!


RUDY 09/07/2013minha estante
Adoro adrenalina e as menções que fez são chamativas!
Parabenizo a mais um autor brasileiro que está se destacando e trazendo boa leitura.
Parabéns pela resenha também.
cheirinhos
Rudy


Matheus 09/07/2013minha estante
Agora eu necessito de ler este livro ... Ótima resenha!


Ana Paula 12/07/2013minha estante
Não tinha me interessado ainda por esse livro, mas agora confesso que fiquei com vontade de ler :D


Daiane Menezes 13/07/2013minha estante
Parabéns! Ótima resenha.


Roberto 18/01/2014minha estante
Li e gostei muito do livro,a unica coisa que me incomodou é que parece que as personagens Nina e Nicolas são esquecidas no final do livro.




Thiago Hagito 01/06/2013

Rio 2054 - Um fundo de verdade.
Jorge Lourenço, de quem a partir de hoje, me torno um fã, consegue espelhar através dessa obra de ficção científica, a verdade que nos cerca no mundo real. A exclusão social, discriminação e tantos outros tipos de preconceito; a luta dos mais pobres para terem o pão de cada dia e, o descaso dos ricos pela abastança que possuem. A hipocrisia, afetos e desafetos; a esperança e a falta dela. Tudo isso pode ser visto nessa história emocionante, cativante e elétrica, cheia de reviravoltas, e impossível de se escolher lados.

Nas palavras de Angra: "Essa cidade, assim como tantas no mundo inteiro, sempre foi partida. A diferença é que, aqui, as fronteiras são mais visíveis. Toda cidade é permeada por níveis de exclusão. A indiferença é inata a qualquer sociedade humana".

Deixo aqui a minha recomendação para a leitura desse livro, e o meu profundo desejo de vê-la nas telas dos cinemas, ou em uma HQs ou série animada.


Jorge 04/06/2013minha estante
Olá, Hagito! Cara, fico muito feliz por você ter gostado do livro. Ainda mais porque você ressaltou os aspectos que eu REALMENTE queria levar aos leitores: uma história eletrizante, cheia de reviravoltas onde é difícil de escolher um lado "bom" ou um "ruim".

Apesar de a história de Miguel, Alice e Angra acabar por aí, tenho muita vontade de criar mais coisa dentro desse universo. Tem alguns personagens que rendem boas histórias e tenho muita vontade de contá-las no futuro!




Bibia 22/05/2013

Resenha + Entrevista
(...)

Rio de Janeiro, Brasil. Ano: 2054.

Décadas após uma guerra civil resultante da disputa por royalties do petróleo, a cidade se encontra mergulhada em uma gritante diferença social. Enquanto a minoria abastada vive envolta em tecnologia e rodeada pela natureza exuberante do local, o resto da população vive isolado em um ambiente destroçado onde a pobreza é extrema, há escassez de alimentos, pouco acesso à educação, à informação e à tecnologia.

Separados fisicamente pela ameaça radioativa no centro da cidade e as condições geográficas que favorecem o isolamento, é como se existissem dois mundos completamente diferentes dentro de um só lugar. A minoria é privada até mesmo de recursos que hoje consideramos banais - como a internet e telefones celulares. Em diversos momentos a sensação do que é o futuro resignou parte da população ao passado.

(...)

Resenha completa e entrevista com o autor você pode ler em:
http://bestyle.com.br/geek/2013/5/rio-2054

Obs.: Não é um blog pessoal e sim um site bacana sobre arte, cultura, etc.
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