Rio 2054

Rio 2054 Jorge Lourenço




Resenhas - Rio 2054


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Jef 01/04/2013

"A outra cidade maravilhosa"
Meu ponto de vista:

Um livro cuja ambientação é feita de forma sublime. O autor Jorge Loureço exibe todo seu talento descritivo ao nos mostrar um Rio de Janeiro em 2054. Todos os bairros pelo qual a história se passa transmitem verdadeiramente seu estado, princialmente, e obviamente, a quem mora, morou ou passou por eles. Ao ler sobre algum bairro conhecido, fiquei admiro com o conhecimento e pesquisa que o autor teve. Um trabalho bem feito. Ainda mais ao mesclar elementos de ficção científicas e suas influências de animação japonesa e filmes tornando o livro um ” épico cyberpunk”. Além é claro da trilha sonora mencionada ao longo do livro, que é de muito bom gosto.
O protagonista Miguel consegue ser nossa identificação deste mundo distópico, futurista e tão real criado por uma guerra civil que separou o Estado em dois lados: Ricos do Rio alfa ( Luzes), pobres do Rio Beta ( Escombros). Miguel está inicialmente mais para um antagonista do que um herói clássico, com toda sua história de vida triste ao lado de sua namorada Nina e seu trabalho para Nicolas. Conforme a história avança e percebemos que Miguel lutará ao lado de seu amigo Anderson numa batalha de gangues contra a temível Angra e sua gangue Éden, a história vai por rumos esperados, mais muito bem escritos e que não te fazem querer parar de ler para saber o que vai acontecer.
O desenvolvimento de Miguel ao longo da trama é bem explorado assim como suas angústias e crises existências, que junto com Alice em seus memoráveis diálogos, trazem bastante filosofia ao romance. Com frases marcantes e reflexivas. Nada artificias.
Gostei também da história dos psíquicos, mesmo com algumas dúvidas que ainda ficaram no ar.Que podem ser usadas para formas algumas teorias.
O ritmo da história é bem usado. Ela, em momento algum se perde ou se torna maçante. Somente evolui com o decorrer da leitura.
O único fato que me incomodou na leitura foi o pouco desenvolvimento de alguns coadjuvantes interessantes como Fred, Nicolas, Kazuo Mishima, contudo, isso em nada desmerece a obra, que possivelmente não teria páginas o suficientes para explorar a gama de personagem que nela se encontram. Fora isso, as personagens que aparecem geram um ótimo constante moral e social. Fazendo ser difícil escolher um dos lados. Mesmo que Os Escombros pareçam o óbvio a ser escolhido por sua fragilidade. Toda a história por trás da muralha que separa Os escombros das Luzes é muito bem contada e explicada, tornado-a uma experiência real do que o Rio de agora poderá se tornar no futuro..
O livro também conta com algumas ótimas reviravoltas que só o tornam mais interessante. Dando um gosto de quero mais ao chegar ao fim. E de quem sabe, uma continuação. Que se eu comentar mais, poso estragar com os Spoilers para quem não leu.
Uma obra com ação bem escrita, aventura, suspense, um pouco de romance e uma história da Cidade Maravilhosa como nunca li antes. Recomendada a todos que se interessam por uma trama interessante e nacional.Que viva a revolução! Que não nos tornemos Fantasmas nestes escombros.
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Raze. 20/03/2013

Suspeitas vindas de um fã da histórias pós-apocalipticas a parte.
Como todas as resenhas que li até então, o conto de fato me surpreendeu. O ponto forte do livro é como o autor soube transformar fatores da atualidade e do cotidiano carioca em uma mistura do universo do monopólio corporativo visto em muitas obras Cyberpunk, pós-apocalipse ao melhor estilo Mad Max ou Vingador do Futuro, aventura com muita porradaria e até alguns toques de romance teen (Miguel e Nina fazem o melhor estilo casal de estudantes de qualquer novelinha). Outro dos pontos marcantes é sua capacidade de fazer muita história com poucas palavras e você ler apenas algumas páginas e se sentir seguindo a linha do tempo do livro junto com o mesmo. Para um carioca como eu, ver cotidianos sagrados desta cidade (Como o Garage e esta particularmente foi uma excelente sacada!) transformados em elementos de ficção tão ricos aguçou a sensação de delícia ao lê-lo. O ponto fraco para alguns, talvez, esteja na ausência de surpresas. Então quando for lê-lo, tenha em mente que ele é um excelente livro de aventura. Mas não o leia esperando algo absurdamente surpreendente. Curta nosso RJ versão Cyberpunk e boa leitura!
Jorge 21/03/2013minha estante
Fala, Raze!

Pô, como frequentador assíduo do Garage nos bons tempos, não dava para deixar ele de fora de uma história que inclui motoqueiros e Rio de Janeiro, rs. Pensei até em citar o próprio Heavy Duty, mas desisti na última hora.

Acho que o Rio 2054 é um livro de aventura aberto para todos, até para gente que não gosta tanto de ficção científica. Bastante gente que curtia mais fantasia pegou o meu livro e gostou muito. Mas tem um grupo que, ao meu ver, está se empolgando mais: os rockeiros do Rio, especialmente os frequentadores do bom e velho Garage. Faz um tempo, passei em frente às oficinas dos motoqueiros que realmente existem lá e deu até vontade de deixar um exemplar com os caras, hehe.

Valeu pela resenha. Fico feliz que tenha gostado do livro!




Igor Freire 05/03/2013

Grande surpresa!
Confesso que não tinha grandes expectativas com esta obra, talvez pelo fato de ser um autor iniciante ou por não estar acostumado a ver grandes obras de ficção sendo produzidas no Brasil.

No entanto, como narrativa, Rio 2054 tem um ritmo variado, desde algnuns momentos mais lentos, até outros que são verdadeiramente alucinantes. O que poderia até incomodar, acabou se adequando perfeitamente às situações narradas e me vi totalmente imerso no livro, curioso sobre os acontecimentos vindouros.

As revelações e informações nos são dadas nos momentos certos da trama, as cenas de ação e cenários são bem demonstrados e não se tornam confusos em momento algum. Conseguimos nos sentir no meio das batalhas de motocicletas e dentro do pequeno apartamento de Miguel.

Mas o destaque é, sem dúvida alguma, o mundo/cenário da história, que é espetacular. Tão bem construído que até dá certa tristeza quando terminamos de ler a história, pois sabemos que muitas e muitas outras poderiam ser contadas neste mundo.

Os personagens também são ótimos, todos tem um bom plano de fundo e vamos conhecendo suas histórias num bom ritmo. Alguns são inesperadamente carismáticos, como Alfonse, O Comandante e até mesmo o motoqueiro mais experiente do grupo do protagonista Miguel. Aliás, todos os personagens das Luzes são interessantes.

Rio 2054 também tem diversas referências bacanas a outras obras do mesmo estilo, mas todas sutilmente inseridas, o que pode acabar se tornando mais um atrativo na leitura do livro.

O livro é relativamente curto e tem uma boa linguagem, o que acaba facilitando a leitura. Porém, isso acaba fazendo com que alguns bons personagens tenham participação relativamente curta e que o final de vários deles seja um pouco apressado ou relativamente obscuro. Talvez eu tenha sentido falta de um epílogo, demonstrando qual a repercussão (fática) real da história ocorrida no livro. Ou talvez eu sinta isso porque o autor conseguiu fazer com que eu me importasse com o que aconteceria com aquele mundo, com aquela cidade e com aqueles personagens, o que é de um mérito indiscutível.

Esta obra será, sem dúvida, uma das boas surpresas da ficção brasileira em 2013!
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Ezequias 16/01/2013

Apartheid social numa obra cyberpunk
Rio 2054 é uma distopia futurista ambientada num Rio de Janeiro vitimado por uma violenta guerra civil, e agora, mais do que nunca, dividido entre ricos e pobres.

Outrora com uma população separada apenas pelo potencial financeiro, temos agora uma verdadeira muralha separando a população.

Os pobres e miseráveis perdedores da guerra ficam relevados a um grande "gueto", locados numa parte da cidade cercada de muros e de severa vigilância, local chamado de"Escombros", enquanto os abastados ficam na segurança de um Rio de Janeiro tecnológico, limpo e sem pobreza, um local chamado de "Luzes".

Em um clássico tema do Cyberpunk, o protagonista irá entrar numa gangue de motoqueiros, companheiros que aprenderemos a conhecer pouco a pouco na obra, e junto com eles tentará desvendar um mistério que será chave para uma mudança fundamental na situação dos "Escombros".

Sobre os personagens do livro, fica claro que o autor teve que cortar boa parte de sua obra, que carece do desenvolvimento mais aprofundado dos coadjuvantes e antagonistas. Contudo estes conseguem ajudar o protagonista a levar a trama adiante, porém é uma verdadeira pena que o autor não teve mais espaço para desenvolver-los.

Não se pode dizer a mesma coisa do protagonista: como numa tradicional jornada do herói, acompanhamos Miguel se questionar sobre as coisas importantes de sua vida, amadurecer seus sentimentos, fazer escolhas, e acreditar nelas, para então conseguir enfrentar os desafios que se apresentam.

O seu inusitado interesse romântico rende diálogos bastante interessantes pelo cunho filosófico e existencial. Bem típico dos adolescentes e jovens adultos.

Trata-se de uma obra decididamente com influências do cyberpunk: aqui vemos o povo sofrendo pelos mandos e desmandos de grandes corporações que praticamente subjugam governos e lucram com a miséria alheia.

Ademais os elementos de ficção científica comuns a este gênero também estão ai: modificações genéticas, tecnologia avançada, androides e até poderes psíquicos são possíveis neste cenário.

As influências são notáveis, mas não se trata de uma obra referencial como "Jogador nº 1". Mas é inegável influências direta de obras como Akira, Ghost in the Shell, Battle Angel Alita e Blade Runner.

Fui privilegiado com a leitura antecipada de "Rio 2054: os filhos da revolução", na época ainda com outro nome, antes de ser lançado pela Novo Século.

Contactado pelo autor para fazer uma leitura isenta da obra e falar exatamente o que eu achava sobre seu livro.

Confesso que comecei a ler o livro sem nenhuma expectativa. E fiz questão de me manter isento sem sequer ler a sinopse ou resenhas anteriores.

Posso dizer que gostei bastante da obra, e cumpriu exatamente o papel que creio que foi realizada: divertir, entreter, e talvez levar um pouquinho de questionamento sobre a nossa realidade.

Não é, contudo, uma obra de acentuada profundidade, mas serve bastante bem para o publico que se intenta, trazendo uma boa aventura, gostosa de se ler.

No final, fiquei com um gostinho de quero mais, principalmente pelo fato que o cenário ter sido explorado tão bem. Fazem meses que li o livro, mas a imagem do cristo rendentor de costas para os "escombros" do Rio de Janeiro ainda é muito forte.
Sandra 21/02/2013minha estante
Fiquei com uma vontade de ler Rio 2054




Pabline 27/12/2012

Amigas Entre Livros: Rio 2054
http://amigasentrelivros.blogspot.com.br/2012/09/resenha-eden-os-filhos-da-revolucao.html

*Essa resenha é de antes do livro ser publicado*

Sinopse: Éden – Os Filhos da Revolução é um romance ambientado num Rio de Janeiro diatópico criado pelo jornalista Jorge Lourenço. A história se passa em 2054, quase três décadas após a cidade viver uma guerra civil fruto da disputa pelos royalties do petróleo. Administrada por um consórcio de empresas, a cidade é partida em duas. Enquanto o lado rico – a Rio Alfa – floresce como uma Dubai latino-americana à beira-mar, a porção pobre – apelidada de “Escombro” – vive no que sobrou do pós-guerra e permanece isolada do resto do mundo.
Entre gangues de motoqueiros, inteligências artificiais que começam a alcançar a senciência e experimentos com seres humanos, a Rio de Janeiro passa por um momento de tensão. Intrigas entre as empresas que gerem a cidade e o surgimento de uma misteriosa jovem com poderes psíquicos começam a mudar o curso da sua história.

Jorge entrou em contato comigo pelo Skoob dizendo que havia visto algumas de minhas resenhas, e gostado. Ele estava em busca de “completos estranhos” para que lhe dessem suas opiniões sobre seu romance, que ainda não foi para a gráfica. Então aqui é onde entro. Ele me falou da sua história... E ela me deixou curiosa de primeira. Como assim uma distopia de ficção cientifica ambientada no Brasil, mas especificamente no Rio de Janeiro? Nunca havia lido uma distopia no Brasil, - e pra quem já me acompanha há um tempo sabe que eu tenho uma queda pelo gênero – então não podia deixar essa oportunidade passar.
Já posso começar me desmanchando em elogios?

Como a sinopse aqui em cima resume muito bem a obra; irei me ater a outros aspectos.
Vou começar falando da criatividade. O autor coloca em sua obra vários elementos; segregação, gangues de motoqueiros, amores no mínimo inusitados, pessoas com poderes psíquicos, aventuras, inteligências artificiais, guerras civis, levanta questões existencialistas, tudo isso misturado nesse mundo mais futurista. Todos elementos que me chamam muita a atenção.

Os personagens são carismáticos. Amei principalmente Alice, suas questões existencialistas me prenderam. Miguel, que é o protagonista da trama, é um personagem interessante. Ao mesmo tempo em que é o mocinho, possui ares de anti-herói - confesso que adorei essas horas, muahaha. E claro, não poderia deixar de fora a Angra, uma personagem com toda uma pinta de vilã, mas carregada de um realismo social indesejado. Diva *.*

A narrativa em terceira pessoa do Jorge é linda, sério, fiquei impressionada. Será que sou suspeita a falar que adorei serem mencionados certos acontecimentos históricos? Já li muitos livros nacionais que possuíam uma narrativa com seus diálogos meio mecânicos, e apesar dessa ironia, a leitura é fluida e rica. O autor varia, às vezes possui uma linguagem bem dia-a-dia com direto a vários palavrões, e às vezes, as falas se tornam mais serias. A narração possui muita propriedade principalmente nos assuntos com um teor politico, a profissão deve ter ajudado. Ao longo do livro o autor cita grandes pensadores, filósofos – Nietzsche Divo *.* -, escritores e até bandas que vão do rock – e aqui tenho que dizer que fiquei felicíssima de encontrar minha banda preferida, The Beatles, na história – aos gêneros mais clássicos, como jazz.
Aqui uma amostra da escrita de Jorge:

- A dúvida existencial e a busca humana por um deus me fascinam. Eu tenho alguns livros sobre o tema nos meus arquivos. Eu acho que, em última instância, tudo gira em torno da morte.
- Eu também penso assim.
- A morte é o limiar do desenvolvimento absoluto. A ideia da completa inexistência é assustadora.
- Até para vocês?
- Até para mim – A ordem aleatória das músicas colocou Norwegian Wood, dos Beatles, logo depois de Debussy. Alice prestou atenção aos acordes iniciais da canção antes de retomar a resposta. – Não tenho dados suficientes para descartar ou comprovar a existência de deus. Você, pelo menos, tem o beneficio da dúvida quanto ao pós-vida. Eu sei que só tenho essa oportunidade de existir. (página: 239)

Uma trama que não me cansou em nenhum momento, tanto que sempre quando tinha uma horinha, pega meu exemplar encadernado e o lia. Espero logo ver esse livro publicado, o autor merece, criou uma história fantástica e de qualidade, que nem preciso dizer que me encantou. Se o livro já estivesse cadastrado no Skoob eu o avaliaria com 5 estrelas. Com certeza foi uma agradabilíssima surpresa e aproveito para deixar meus agradecimentos ao Jorge. Me sentir muito honrada ao receber seu convite, e mais feliz ainda por que a obra me agradou e muito. Desejo-lhe muito sucesso com Éden – Os Filhos da Revolução.

- Uma vez, eu passei o dia todo acessando o circuito interno de satélites públicos e assisti de vários ângulos o nascer do sol e o cair da noite do espaço. Foi a primeira vez que entendi o significado da palavra beleza. E o significado da vida também. Eu vi a morte de estrelas cujas luz ainda ilumina nossas noites, planetas inteiros sendo engolidos pela explosão de uma supernova. O destino de todos eles eram tão simples quanto o nosso: o completo desaparecimento.
- A única coisa que nos resta é esperar que nossa memória viva através dos nossos atos. (página 433)
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bgkran 22/12/2012

O cyberpunk ganha fôlego novo com essa aventura em solo nacional!
Um aviso: se você é fã de ficção científica... para ser mais exato, fã de um de seus sub-gêneros mais sombrios, o cyberpunk, esta é uma leitura obrigatória, e se nem mesmo conhece o que é o cyberpunk chegou a hora de entrar nesse universo com pé direito, pois, além de ser uma grande aventura, tenho orgulho de dizer que é de um autor brasileiro!

Para quem já conheceu as obras do mestre William Gibson e de outros mestres do gênero vai se surpreender com este cenário futurista e caótico transportado para o nosso Rio de Janeiro. E isso é feito com maestria pelo Jorge. É uma obra sem enrolação, sem parágrafos perdidos, sem personagens descartáveis. Uma história crível e fantástica com todos os elementos que habitam o universo cyberpunk: IA's - modificação de DNA - caos social - intrigas políticas - implantes biônicos - apatia - revolução!

Uma certeza ao fim do livro: você vai querer ver alguns destes personagens em novas histórias com toda a certeza!!

Parabéns Jorge pela meta alcançada. E obrigado pela honra de conhecer a obra antes do lançamento! Força Sempre!!!
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