Rio 2054

Rio 2054 Jorge Lourenço




Resenhas - Rio 2054


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Telma 14/06/2013

Pós "Geração Coca-Cola"
Rio 2054 – Os Filhos da Revolução – Jorge Lourenço

Antes de qualquer coisa, quero “dizer” em alto e bom tom que ESTE FOI UM DOS MELHORES LIVROS DE LI EM 2013.

Há tempos eu não sentia aquela agonia eletrizante que senti tempos atrás. Há uma densidade quase palpável na narrativa... fez-me lembrar demais de Mad Max, Waterworld, Blade Runner, O Vingador do Futuro e o Exterminador do Futuro (dentre outros), assim como me remeteu aos livros de André Vianco cujas histórias se passavam em cidades brasileiras. Jorge Lourenço ambienta no Rio de Janeiro, com uma escrita impecável! Isso eu preciso citar novamente: A escrita, as sacadas, o Português de Jorge é impecável!!! Fiquei realmente impressionada.... e para me impressionar com a Língua Portuguesa, o cara precisa ser BOM! Ele é! Até quando alguns personagens (ou algumas personagens pra dizer em Português perfeito) falam “errado” (linguagem coloquial, como verão no trecho abaixo), Jorge demonstra sua intimidade com a Língua. *batendo palmas*

Narra como quem conta o que viu ou o que viveu. Eu cri.
Os personagens são críveis. As cenas são de pura adrenalina. A ação corre solte à cada página.

O Rio, dividido em duas categorias: poucos com muito e muitos com quase nada, resultado do pós-guerra. É nesse contexto que Miguel (uma de minhas personagens favoritas) encaixa-se. Ele recolhe nos escombros, restos de peças e revende-as para um amigo que tem alto conhecimento tecnológico e lida com inteligência artificial... (aqui fui remetida a Dean Koontz, na trilogia Frankenstein).
Várias personagens me impressionaram e “causaram” no livro. Um exemplo disso é Angra.

Vejam um pouco dela neste trecho da página 38.

“ Todas as pessoas que enfrentaram Angra dizem que ela tem “poderes”, que é uma bruxa. Ela é muito habilidosa, tanto na moto quanto a pé, mas não é lá muito forte. Mas as coisas que ela faz... ninguém consegue explicar direito – disse, quando olhou pela primeira vez para Miguel. Naquele momento, não havia máscara de falsa coragem, e sim apreensão.
_ Que tipo de coisa?
_ O tanque de gasolina de um conhecido meu que enfrentou ela arrebentou do nada. Por causa disso, a moto acabou pegando fogo. Na luta com outra gangue, que é quase tão forte quanto nós ou os Caçadores, dizem que chegaram a derrubá-la da moto, achavam até que tinham vencido. Mas ela fez o cara voar sem tocá-lo.”

Na hora pensei: “pronto... eis a personagem que vou odiar!”... mas não sei... isso não aconteceu. Cheguei a sentir empatia e raiva... enfim... conflito de sentimentos dentro de mim, tão grande quanto os conflitos causados pelo caos no Rio de Janeiro, em 2054.

Do outro lado da cidade temos “Luzes”, onde vivem os abastados, com Shopping Centers e tudo o que a grana pode comprar em termos de tecnologia e demais itens para se viver com conforto. Pouco se importam se próximo (não o suficiente) a eles, vivem pessoas na miséria.

Miguel observa os dois lados... está inserido nos dois contextos (você vai saber como) e define em frase um sentimento tão meu (e talvez tão seu...)

“Como a humanidade é mesquinha”, pensou. “Conseguimos viver nossa ilusão de segurança normalmente enquanto tem gente passando fome bem ao nosso lado. Atribuímos o bem-estar ao nosso trabalho, ao merecimento ou até à sorte. E não abrimos mão disso.”
Termino com uma frase de Angra (de quem fui tornando-me amiga de modo bem devagar, ao longo do livro).
“_ Essa cidade, assim como tantas do mundo inteiro, sempre foi partida. A diferença é que aqui, as fronteiras são mais visíveis. Toda cidade é permeada por níveis de exclusão. A Indiferença é inata a qualquer sociedade humana. “
Reconhece-se aqui?

Pois é... 2054 nunca esteve tão perto da realidade e tão longe do que imaginamos viver. Para experimentar essa adrenalina toda... essa poesia toda, sugiro que adquira o livro com máxima urgência!

Não resisti e tenho que colocar um trechinho romântico:

“- A decisão do primeiro beijo é a mais crucial de qualquer história de amor. – disse a androide.”

Recomendo veementemente!
Fabiano Lobo 15/06/2013minha estante
Muito interessante!
Ler essa resenha me deixou ainda mais curioso.
Assim que puder, vou adquiri-lo!


Beth 15/06/2013minha estante
Adorei.sua resenha me deixou querendo mais dele.Isso tudo é o que realmente nos espera se não fizermos nada a respeito.O autor é incrível.


Will 15/06/2013minha estante
Fiquei com ainda mais vontade de ler esse livro.
Adoro histórias ambientadas no Brasil.
Muito boa a resenha.


Gabi Layme 15/06/2013minha estante
História incrível. Assim que puder, o lerei ^^


Isa 15/06/2013minha estante
Muito boa sua resenha, um livro aparentemente inteligente e curioso!Gostei muito e quero ler.


Merê 15/06/2013minha estante
Não vejo a hora de ler.


Camila Bico 15/06/2013minha estante
Ótima resenha, como sempre *---*


Mallu 15/06/2013minha estante
Acho que ainda não li uma resenha sua que não tenha me deixado com vontade de ler o livro... E dessa vez não foi diferente.


Ana 15/06/2013minha estante
Essa resenha me fez querer esse livro!


Cagól 15/06/2013minha estante
Ahhh, suas resenhas me dão vontade de ler tudooo *-*


Danielle 16/06/2013minha estante
Sua resenha me deixou com mais vontade de ler do que já estava...


Wal 16/06/2013minha estante
Caramba deve ser muito bom, OMG eu necessito ler este livro


Clara 16/06/2013minha estante
Poxa! Quero muito ler esse livro! Me parece muito bom! Adorei a resenha!


Ju 16/06/2013minha estante
Quero muito ler esse livro *-*


Jorge 16/06/2013minha estante
Olá, Telma! Obrigado pela excelente resenha! Além de todos os elogios, o que me deixa mais feliz é que você notou a minha preocupação com os diálogos. Infelizemente, a maioria dos diálogos de livros nacionais que vejo hoje - claro, com exceções - é muito artificial. Não parecem pessoas falando.

Enquanto escrevia Rio 2054, eu "ensaiava" os diálogos comigo mesmo, falando sozinho no quarto e interpretando cada personagem para que as falas no livro saíssem mais naturais possíveis.

Aliás, sua resenha veio num bom momento. Todos esses protestos que estão rolando pelo Brasil me lembram muito o clima de revolução da reta final do Rio 2054!

Viva a revolução!!!


Tayane Cristie 16/06/2013minha estante
Agora fiquei com mais vontade ainda de ler esse livro. A forma como você conseguiu demonstrar os personagens e a história em sua resenha só fez aumentar minha curiosidade. Parabéns! Entrou imediatamente na minha lista de desejados.


Vini 18/06/2013minha estante
Hey, Telma!
Já disse por aqui que meu interesse por Rio 2054 é enorme. Sua sinopse já me deixa todo encantado e saber que esse é um dos melhores livros que você já leu me deixa mais esperançoso ainda para uma leitura toda cheia de ação e mistério.
Quero muito ler!

Beijos!
Um Jovem Leitor


Mandy Nerújo 18/06/2013minha estante
Nossa, concordo com o coment da Anne, a resenha deu vontade de ter o livro! Parabéns


Celso 19/06/2013minha estante
Gostei da resenha e da sinopse. Li ano passado um livro que trata do Rio pós-apocalipse Os Reis do Rio (Rafael Lima). Quero ler o Rio 2054!


luluzinhapinkgv 19/06/2013minha estante
Poxa, nem sabia que da existencia desse livro, é a primeira resenha que leio sobre ele... quero muito ler!
bjos


22/06/2013minha estante
Tem Revolução e Rio de Janeiro no mesmo livro, então eu quero muito. Ótima resenha, conseguiu me deixar com mais vontade ainda de ler.


Karla 26/06/2013minha estante
Desejo esse livro mais que tudo. Preciso ler ele, ainda mais por ser literatura brasileira que estou apostando muito.
Resenha maravilhosa!


Fernanda @condutaliteraria 27/06/2013minha estante
Super curiosa e ansiosa pra ler, agora vou com mais calma :) Mas ainda assim, gostaria de ler!


Mariana 27/06/2013minha estante
Fiquei ansiosa pra ler...


Geruza 30/06/2013minha estante
Gostei bastante da resenha e achei o livro interessante. Quando vi a capa não pude deixar de comparar com a atual situação em que nosso pais está passando nos últimos dias e só depois de ler a resenha fui entender que a historia se passa no futuro.
Embora, não goste de livros futurísticos fiquei bem curiosa com esse.


Camila 02/07/2013minha estante
Confesso que a sinopse do livro não me chamou muita atenção logo de cara, mas depois de ler a resenha fiquei realmente tentada a lê-lo, parabéns :)


Nat Lala 02/07/2013minha estante
Agora realmente estou com muita vontade de ler


Nathalia 06/07/2013minha estante
Adorei a resenha! Parabéns! Realmente nos desperta o interesse e a vontade em lê-lo!


Maristela 06/07/2013minha estante
sua resenha está excelente e fiquei com imensa vontade de ler o livro. Espero fazer iso ainda esse semestre.


Thiago 07/07/2013minha estante
Excelente resenha!


RUDY 09/07/2013minha estante
Adoro adrenalina e as menções que fez são chamativas!
Parabenizo a mais um autor brasileiro que está se destacando e trazendo boa leitura.
Parabéns pela resenha também.
cheirinhos
Rudy


Matheus 09/07/2013minha estante
Agora eu necessito de ler este livro ... Ótima resenha!


Ana Paula 12/07/2013minha estante
Não tinha me interessado ainda por esse livro, mas agora confesso que fiquei com vontade de ler :D


Daiane Menezes 13/07/2013minha estante
Parabéns! Ótima resenha.


Roberto 18/01/2014minha estante
Li e gostei muito do livro,a unica coisa que me incomodou é que parece que as personagens Nina e Nicolas são esquecidas no final do livro.




Ju 03/07/2013

Rio 2054 - Os Filhos da Revolução
Espetacular. Palavra constantemente usada por um amigo e que se aplica completamente a esse livro. Rio 2054 é perfeito. É uma distopia, minha primeira distopia brasileira. E comecei com o pé direito.

Rio de Janeiro, 2054. A cidade é uma ZI - ou seja, uma Zona Internacionalizada. O que quer dizer isso? Que ela não é administrada mais por um governo eleito pelo povo, e sim por três multinacionais que obtiveram uma concessão para fazê-lo por um determinado período (bem longo, aliás). O motivo? Uma guerra civil em que o Rio tentava se separar do restante do país. Uma guerra que parecia que não ia ter fim, e que fez o país ser foco de uma intervenção internacional para "garantir a paz".

A cidade foi dividida em duas: Rio Alfa e Rio Beta. Na primeira, toda a prosperidade imaginável. Tecnologia altamente desenvolvida. Pessoas felizes com suas vidas. Na segunda, uma pobreza imensa. Moradores sobrevivendo de restos, com duas alternativas: se conformar com a miséria ou se envolver com o crime. A Rio Beta é chamada de Escombros, pois foi uma área muito atingida no confronto. E seus habitantes só podem visitar a parte rica da cidade com autorização, normalmente conseguida quando se tem um trabalho por lá, um trabalho que os moradores de Rio Alfa nunca considerariam realizar.

O livro é mais que viciante, tudo acontece na hora certa. Quando eu começava a querer entender alguma coisa, lá vinha a explicação. Quando sentia falta de uma personagem, lá estava ela... rs... Gostei muito do jeito que os fatos foram trabalhados. O autor não deixou nenhuma ponta solta.

A história é bem ágil, repleta de ação. As personagens têm conflitos ótimos, isso as enriquece demais. A IA - Inteligência Artificial - é abordada de um jeito fascinante. Me apaixonei por essas máquinas que mais parecem gente.

Amei também a existência dos psíquicos, pessoas com poderes mentais que são usados, principalmente, para lutar. Eles tornaram tudo mais emocionante para mim. Não sou fã de pancadaria, rs, mas pancadaria com o poder da mente até que me agrada!! hahaha....

Rio 2054 tem reviravoltas surpreendentes. Testemunhamos uma grande confusão, o início de uma revolução, que é claro que foi orquestrada por alguém. Não desconfiei do culpado nem por um segundo, mas a explicação fez total sentido.

Eu amei a capa, e todo o trabalho gráfico do livro está bem legal. Dá para ter uma ideia lendo o prólogo no link que está bem no início da resenha. Espero que o livro chegue até vocês, porque a leitura realmente vale a pena. =)

"A obrigação de se levantar contra os opressores é do povo. Em toda a história, sempre foi. E o ciclo é o mesmo. Primeiro, a aceitação da nova ordem. Depois, a percepção da exclusão. No fim, a revolta."

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2013/07/resenha-rio-2054-os-filhos-da-revolucao.html
Adriane Rod 03/07/2013minha estante
Adoreeei, nunca tinha lido resenha sobre o livro, só a sinopse.

Estou muito a fim de ler por ser distopia e de autor nacional.

Adoro história envolvente e com acontecimentos nos devidos tempos; isso demonstra um grande talento do autor.

;)

http://pseudonimoliterario.blogspot.com.br/


Juh 03/07/2013minha estante
Nunca li nenhuma distopia não Ju, mas nossa esse livro parece ser realmente incrivel, quando vc falou sobre ele em outro post no blog, fiquei curiosa pra ler, mas fiquei com medo de ser ma ficção tipo 2012. rsrsrs. mas pela sua resenha pude perceber que o livro é maravilhoso!


Manuella 03/07/2013minha estante
Que delícia de resenha, pontuando o que eu precisava saber sobre o livro e por que ele é bem elogiado. Parabéns.
Não li nenhuma distopia. Ainda não sei se lerei.
Vi a proposta do livro como uma reflexão e tb uma metáfora do que vivemos no Brasil hj: o lado A e o lado B da sociedade, onde a desigualdade grita.
Gostei muito. Será minha entrada nas distopias? Q seja, melhor ainda por ser nacional!


Ana Lopes 04/07/2013minha estante
Que bom que você gostou do livro , eu me interessei bastante por ele , e gostei de ver a sua opinião positiva , só me incentiva mais a adquiri-lo , espero que em breve eu possa tê-lo em mãos , agora está meio difícil pela falta de dinheiro , mas mais pra frente quem sabe né ;)


Yassui 05/07/2013minha estante
É impressionante como a literatura Brasileira tem evoluindo e para melhor, gosto dos clássicos e tudo, mas é uma linguagem bem diferente do que lemos hoje. Agora quero muito conferir esta distopia.


Lua 05/07/2013minha estante
Estou tentando sempre ler mais livros de autores brasileiros, nunca pensei que nosso país tivesse tantas mentes brilhantes como a do autor Jorge Lourenço. Uma Distopia brasileira?! que perfeito, super interessada nessa estória. Apenas com sua resenha e o prólogo pude sentir a adrenalina que é carregada por toda trama. Espero ter a chance de conhecer esse trabalho e já está na minha lista.

ótima resenha, beijos!


Thaís 05/07/2013minha estante
Ju, já tinha me envolvido muito com o livro quando você contou da parceria, a apa é realmente incrível né, adoro livros assim, que viciam, que você lê no tempo certíssimo, e que explicam todos os pontos da história, fiquei louca com a sua resenha haha história muito bem complexa :)


Thay Ribeiro 06/07/2013minha estante
Eu fiquei muito empolgada com a resenha!!
Li apenas um livro de dispotia e gostei! Achei bem interessante o livro se de um autor brasileiro. Amei isso de poderes psíquicos, me deixou muito curiosa!!!


Michelli Prado 07/08/2013minha estante
Adoro suas resenhas! Nunca tinha visto o livro,mas fiquei bem empolgada com tua descrição do livro. E ainda por cima o autor ser brasileiro =)
Vou tentar compra-ló por que fiquei muito interessada!!




spoiler visualizar
Jorge 03/05/2014minha estante
Obrigado pela resenha SENACIONAL de vocês!

Sobre o desfecho dos personagens, era meu desejo não me aprofundar muito em como terminou cada um deles. Minha ideia é que os leitores ficassem com esse papel. Como Nicolas e Nina se viraram? Os acordos no fim do livro foram cumpridos? Miguel e Alice seguiram em frente? É uma conclusão que eu deixo para cada um

:)


Acad. Literária 03/05/2014minha estante
Olá, Jorge! Ficamos contentes que você tenha gostado da resenha.
Humm... entendo. Queria mesmo saber se foi mesmo intenção sua. Agora que tenho certeza, vou ficar imaginando o que aconteceu com cada um deles. :)




Ezequias 16/01/2013

Apartheid social numa obra cyberpunk
Rio 2054 é uma distopia futurista ambientada num Rio de Janeiro vitimado por uma violenta guerra civil, e agora, mais do que nunca, dividido entre ricos e pobres.

Outrora com uma população separada apenas pelo potencial financeiro, temos agora uma verdadeira muralha separando a população.

Os pobres e miseráveis perdedores da guerra ficam relevados a um grande "gueto", locados numa parte da cidade cercada de muros e de severa vigilância, local chamado de"Escombros", enquanto os abastados ficam na segurança de um Rio de Janeiro tecnológico, limpo e sem pobreza, um local chamado de "Luzes".

Em um clássico tema do Cyberpunk, o protagonista irá entrar numa gangue de motoqueiros, companheiros que aprenderemos a conhecer pouco a pouco na obra, e junto com eles tentará desvendar um mistério que será chave para uma mudança fundamental na situação dos "Escombros".

Sobre os personagens do livro, fica claro que o autor teve que cortar boa parte de sua obra, que carece do desenvolvimento mais aprofundado dos coadjuvantes e antagonistas. Contudo estes conseguem ajudar o protagonista a levar a trama adiante, porém é uma verdadeira pena que o autor não teve mais espaço para desenvolver-los.

Não se pode dizer a mesma coisa do protagonista: como numa tradicional jornada do herói, acompanhamos Miguel se questionar sobre as coisas importantes de sua vida, amadurecer seus sentimentos, fazer escolhas, e acreditar nelas, para então conseguir enfrentar os desafios que se apresentam.

O seu inusitado interesse romântico rende diálogos bastante interessantes pelo cunho filosófico e existencial. Bem típico dos adolescentes e jovens adultos.

Trata-se de uma obra decididamente com influências do cyberpunk: aqui vemos o povo sofrendo pelos mandos e desmandos de grandes corporações que praticamente subjugam governos e lucram com a miséria alheia.

Ademais os elementos de ficção científica comuns a este gênero também estão ai: modificações genéticas, tecnologia avançada, androides e até poderes psíquicos são possíveis neste cenário.

As influências são notáveis, mas não se trata de uma obra referencial como "Jogador nº 1". Mas é inegável influências direta de obras como Akira, Ghost in the Shell, Battle Angel Alita e Blade Runner.

Fui privilegiado com a leitura antecipada de "Rio 2054: os filhos da revolução", na época ainda com outro nome, antes de ser lançado pela Novo Século.

Contactado pelo autor para fazer uma leitura isenta da obra e falar exatamente o que eu achava sobre seu livro.

Confesso que comecei a ler o livro sem nenhuma expectativa. E fiz questão de me manter isento sem sequer ler a sinopse ou resenhas anteriores.

Posso dizer que gostei bastante da obra, e cumpriu exatamente o papel que creio que foi realizada: divertir, entreter, e talvez levar um pouquinho de questionamento sobre a nossa realidade.

Não é, contudo, uma obra de acentuada profundidade, mas serve bastante bem para o publico que se intenta, trazendo uma boa aventura, gostosa de se ler.

No final, fiquei com um gostinho de quero mais, principalmente pelo fato que o cenário ter sido explorado tão bem. Fazem meses que li o livro, mas a imagem do cristo rendentor de costas para os "escombros" do Rio de Janeiro ainda é muito forte.
Sandra 21/02/2013minha estante
Fiquei com uma vontade de ler Rio 2054




JGNuers 01/01/2014

Um livro para todos os gostos
Para mim que sou carioca é chocante imaginar esse cenário pós-apocalíptico da sua cidade destruída após uma guerra Civil.

O livro se passa após uma guerra civil pelo pré-sal 2 na qual, o Rio, insatisfeito com uma nova partilha dos royalties tenta a emancipação. Após anos de guerra a ONU resolveu intervir e cria a primeira ZI (Zona Internacionalizada) da América Latina que é governada por três grandes empresas.

Pós guerra a cidade é partida em Rio Beta (Escombros) e Rio Alfa (Luzes). Escombros é onde toda a população pobre e miserável do rio mora, onde seus moradores vivem a base de comida podre e falta de segurança. Luzes é onde a população rica vive, onde se tem tudo do bom e do melhor, alta tecnologia e vivem alheias ao que acontece do outro lado.

A trama é muito bem ambientada, para mim que sou carioca por vezes me peguei pensando e lamentando a destruição do cenário que faz parte do meu cotidiano. A leitura flui fácil, comecei a ler no sábado e terminei no domingo de manhã e fiquei com um gostinho de quero mais.

As relações entre as personagens são muito interessantes, as personagens se equilibram sobre a fina linha entre o certo e o errado (se é que essa linha existe nesse mundo).

Durante a leitura me peguei sentindo raiva de alguns personagens, torcendo pelo romance de uns, chorando com outros. Apesar de tudo isso, você sente falta de um desenvolvimento melhor do autor acerca dos coadjuvantes e antagonistas, como se houvesse um corte no livro nessa parte, algo que fica bem visível no final, onde você anseia por saber mais, para saber o que aconteceu depois de todos os fatos e é interrompido pelo epílogo (que,apesar de tudo, fecha muito bem essa obra).

O mais marcante do livro é que no final de tudo você olha ao redor e percebe que o livro não é uma total ficção.

Rio 2054 é uma excelente obra para os que curtem Ficção Científica e para os que não curtem. Um livro com ação, aventura, androides, poderes psíquicos, romance e tudo mais que um bom livro deve ter.
Jorge 03/05/2014minha estante
Nuers, obrigado pela excelente resenha!Sobre o final, a segunda edição de Rio 2054 está no forno e, para atender a alguns pedidos, vou colocar um novo epílogo. No início, queria dar aos leitores a possibilidade de imaginar o que aconteria aos personagens - como Nina, Nicolas, Alice e Miguel terminaram, se os contratos foram cumpridos, que fim levaram os motoqueiros.

No entanto, as pessoas pediram tanto uma atualização que vou colocar um epílogo novo na segunda edição. E, claro, para quem leu a primeira vou deixá-lo disponível na internet.

Fico muito feliz que tenha gostado do livro!

Abraço,




Rahmati 21/04/2014

Excelente narrativa!

A única coisa que tenho para a obra de Jorge Lourenço são elogios.

Quando vi o livro na livraria Nobel, e li a sinopse, não pensei duas vezes em levá-lo. A capa foi muito bem feita, assim como a qualidade geral da obra - ponto para a editora Novo Século e seu selo Novos Talentos da Literatura Brasileira. E Jorge Lourenço é um talento.

A habilidade do escritor em contar sua história - uma ótima história, diga-se de passagem - é admirável. Uma trama rica, ótimas cenas de ação, personagens verossímeis, que erram - e como erram! - e que pagam por seus erros.

Outra coisa que também é notável é a evolução da narrativa do autor, ainda dentro do próprio livro. Não sei se ele demorou muito tempo para escrevê-lo, mas essa é a impressão que passa. Do meio para o final ele para de cometer pequenos (pequenos mesmos) vícios de construção frasal, como repetição de termos e informações, mas a história te prende tanto que isso não interfere no desfrutar da leitura. Todas as questões humanitárias e sociais foram abordadas realisticamente, sem ressalvas.

Não há como não simpatizar pelos personagens, não há como não entendê-los, mesmo os "vilões". Assim como não há como não sentir o mundo da obra, muito bem descrito. Meus parabéns a Jorge Lourenço pela obra, e agora só resta aguardar a próxima (quem sabe a que o personagem japonês menciona na última linha?).

site: www.oblogdorahmati.blogspot.com.br
Jorge 03/05/2014minha estante
Rodrigo, obrigado pela resenha! Fico feliz que você tenha curtido justamente um dos meus principais objetivos: fazer um livro com antagonistas, e não vilões. Mesmo quem está "do outro lado" também tem as suas motivações e objetivos.

Sobre o tempo para escrever o livro, na verdade foram dois anos para escrever o começo - do início até a missão no Morro dos Macacos - e a segunda metade foram dois meses escrevendo dia e noite.

De novo, que bom que você gostou do livro e obrigado pela resenha!




Raze. 20/03/2013

Suspeitas vindas de um fã da histórias pós-apocalipticas a parte.
Como todas as resenhas que li até então, o conto de fato me surpreendeu. O ponto forte do livro é como o autor soube transformar fatores da atualidade e do cotidiano carioca em uma mistura do universo do monopólio corporativo visto em muitas obras Cyberpunk, pós-apocalipse ao melhor estilo Mad Max ou Vingador do Futuro, aventura com muita porradaria e até alguns toques de romance teen (Miguel e Nina fazem o melhor estilo casal de estudantes de qualquer novelinha). Outro dos pontos marcantes é sua capacidade de fazer muita história com poucas palavras e você ler apenas algumas páginas e se sentir seguindo a linha do tempo do livro junto com o mesmo. Para um carioca como eu, ver cotidianos sagrados desta cidade (Como o Garage e esta particularmente foi uma excelente sacada!) transformados em elementos de ficção tão ricos aguçou a sensação de delícia ao lê-lo. O ponto fraco para alguns, talvez, esteja na ausência de surpresas. Então quando for lê-lo, tenha em mente que ele é um excelente livro de aventura. Mas não o leia esperando algo absurdamente surpreendente. Curta nosso RJ versão Cyberpunk e boa leitura!
Jorge 21/03/2013minha estante
Fala, Raze!

Pô, como frequentador assíduo do Garage nos bons tempos, não dava para deixar ele de fora de uma história que inclui motoqueiros e Rio de Janeiro, rs. Pensei até em citar o próprio Heavy Duty, mas desisti na última hora.

Acho que o Rio 2054 é um livro de aventura aberto para todos, até para gente que não gosta tanto de ficção científica. Bastante gente que curtia mais fantasia pegou o meu livro e gostou muito. Mas tem um grupo que, ao meu ver, está se empolgando mais: os rockeiros do Rio, especialmente os frequentadores do bom e velho Garage. Faz um tempo, passei em frente às oficinas dos motoqueiros que realmente existem lá e deu até vontade de deixar um exemplar com os caras, hehe.

Valeu pela resenha. Fico feliz que tenha gostado do livro!




Adriano 13/07/2013

RIO 2054 - por: GeraçãoLeitura.com
Oi Gente,
Trago hoje para vocês a resenha do primeiro livro do Jorge Lourenço: Rio 2054 - Os filhos da Revolução! O livro é distópico. Eu, simplesmente adorei e espero que gostem da resenha!

"A obrigação de se levantar contra os opressores é do povo. Em toda a história, sempre foi. E o ciclo é o mesmo. Primeiro, a aceitação da nova ordem. Depois, a percepção da exclusão. No fim, a revolta."

Rio 2054 apresenta um Rio de Janeiro totalmente diferente do que conhecemos atualmente! A cidade mostrada no livro vivencia o resultado de uma triste guerra civil, em que a cidade em epígrafe tentou se separar do resto do Brasil, tornando-se independente. Essa ação teve como consequência a criação da Primeira Zona Internacionalizada da América Latina, ou apenas ZI.

Entende-se por Zona Internacionalizada, um complexo em que não há mais governantes eleitos pelo voto popular e sim, uma associação entre multinacionais para realizar tal tarefa! É interessante que essa forma de governo é realizada por concessão e tolerada como normal!

O autor constrói de forma brilhante a segregação em que vive a cidade, separada por um muro, onde os moradores não tem o direito de transitar livremente entre os lados! Temos a divisão em Rio Alfa, ou também chamada de Luzes, devido aos prédios e a tecnologia - uma cidade moderna, com bairros industriais em alto mar, totalmente rica, com Inteligências Artificiais que fazem absolutamente tudo! Já o Rio Beta, ou também chamado de Escombros, devido a consequência na infra-estrutura devido a guerra - é o lado pobre, marginalizado, que convive com os restos de maneira pacífica!

Uma característica interessante do livro, nos mostra que os moradores dos Escombros só podem dirigir-se a Rio Alfa, caso sejam contratados para realização de trabalhos que os moradores das Luzes não ousam realizar., ou seja cabe aos moradores dos Escombros apenas uma saída: O Banditismo Social! Em outras palavras, seria uma forma de sobreviver adentrando-se no mundo do crime, com roubos, tráfico, ou as batalhas nas gangues de motos.

Nosso protagonista, Miguel é um jovem diferente que por acaso descobre seus poderes psíquicos! Exatamente, toda esse ambiente distópico, de discrepância é complementado por um toque fictício, sem tornar isso o centro da obra. Por motivos pessoais, Miguel acaba entrando para uma gangue (atitude que vai contra os princípios que ele defende no início do livro). Vale salientar que as batalhas de gangues, são orquestradas como meio de se eleger quem vai ganhar os melhores contratos das Luzes, para realizar "trabalhos", o que envolve queima de arquivo e tarefas de caráter negativo!

A estória é bem ágil, com ação e novidades, surpresas a todo momento! Sem dúvidas, o surgimento de Angra faz toda a obra tomar um rumo diferente, uma vez que a mulher traz consigo o estigma de Revolução, o instinto de mudança! Essa parte faz totalmente jus, ao momento que nosso país passou recentemente, com as manifestações populares.

Com citações a grandes personalidades comunistas e fatos importantes da História, a obra ganha um prisma social, histórico e filosófico incrível:
"Aos poucos o povo sempre se libertou de quem os comandava. Ele se levantou contra a realeza da Revolução Francesa, contra as metrópoles em todas as revoluções coloniais ou até na queda da ditadura que nós vivemos aqui, no século passado. Eu não entendo tanto de história, o que sei eu aprendi no colégios dos Escombros e nos livros que apanhei no centro, mas sei que todos passaram pelo mesmo ciclo. Primeiro, aceitaram as imposições que lhe ofereceram. Abraçaram seus ditadores como heróis para, décadas ou século depois, entenderem a exclusão. Aos poucos, eles se libertaram do sistema e evoluíram. É assim desde o começo dos tempos!"

Bom pessoal, evitei soltar alguns spoilers ou informações interessantes, para que vocês descubram sozinhos e fiquem tão surpresos quanto eu!! Espero que tenham gostado e não deixem de comentar! Recomendo muito a leitura! Quem ama distopias, corra e adquira o seu, para ler!

RESENHA FEITA PELO BLOG: GeraçãoLeitura.com

site: http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/2013/07/resenha-rio-2054-os-filhos-da-revolucao.html
Gu 13/11/2013minha estante
Distpopia nacional: isso memso produção?
Já quero comprar e ler




Assis 30/11/2013

Um futuro não muito distante
Rio de Janeiro.
Ano: 2054.
Cidade Maravilhosa! Não mais!
O que já era uma realidade dura e cruel para muitos, tornou-se ainda pior e atingiu ainda mais pessoas. No entanto, a minoria favorecida, continua a ostentar suas posições.

Rio 2054 é uma narrativa dinâmica que te leva por uma cidade antes tida como maravilhosa e agora, claramente dividida entre um lado rico e atraente chamado de Rio Alfa e um lado pobre e decadente chamado de Rio Beta, mais conhecido como Escombros. O primeiro é um local de luxo e tecnologia e atualmente a Zona Internacional das Américas; é possível encontrarmos até mesmo inteligências artificiais neste lado da cidade. Enquanto nos Escombros, as pessoas pouco sabem o que é tecnologia e ainda menos tem contato com o saber. Vivem dominadas pelo medo e pela miséria, a mercê de traficantes, gangues e mercenários. Controlados involuntariamente pelo lado rico. Que impede cruelmente a ligação entre os dois mundos, mantendo o lado pobre em seu “devido” lugar com a ajuda das forças especiais, que bloqueiam a única passagem para o Rio Alfa, chamado pelo povo dos Escombros de, Luzes.
Com um pano de fundo baseado em um Rio pós-guerra: a guerra civil derivada da disputa pelos royalties do petróleo; Miguel é o personagem central da história e faz o que pode para sobreviver ao mundo que lhe é oferecido. Porém, sua vida muda de perspectiva quando ele descobre possuir estranhos poderes; e tudo se complica ainda mais quando ele encontra uma jovem que nada sabe sobre o próprio passado e ele se vê entrando para um mundo que antes ele enojava para conseguir respostas para ajudar á nova “amiga”.
Para recuperar a memória dela e descobrir mais sobre seu dom recém-descoberto, ele aceita trabalhar junto com uma gangue sob o comando de um homem conhecido apenas como Comandante. Daí em diante, a adrenalina passa a tomar conta da narrativa, pincelada com pequenas cenas de romance. Atingindo um desfecho que eu só posso considerar como inteligente. Colocando cada peça do quebra-cabeça no lugar (não falo mais para não dar spoilers).
Rio 2054 é não só uma aventura como um romance e uma incrível critica social que fala de nossos problemas atuais utilizando-se de um futuro não muito distante.
Este é um presente imaginário de Jorge Lourenço para a sociedade, onde ele faz um apelo através da literatura para que a sociedade acorde enquanto ainda há tempo.
Meus parabéns pelo excelente trabalho.
Jorge 15/12/2013minha estante
O elogio de um colega de ofício literário sempre cai muito bem. Obrigado e abraço forte, Anderson!




Thiago Hagito 01/06/2013

Rio 2054 - Um fundo de verdade.
Jorge Lourenço, de quem a partir de hoje, me torno um fã, consegue espelhar através dessa obra de ficção científica, a verdade que nos cerca no mundo real. A exclusão social, discriminação e tantos outros tipos de preconceito; a luta dos mais pobres para terem o pão de cada dia e, o descaso dos ricos pela abastança que possuem. A hipocrisia, afetos e desafetos; a esperança e a falta dela. Tudo isso pode ser visto nessa história emocionante, cativante e elétrica, cheia de reviravoltas, e impossível de se escolher lados.

Nas palavras de Angra: "Essa cidade, assim como tantas no mundo inteiro, sempre foi partida. A diferença é que, aqui, as fronteiras são mais visíveis. Toda cidade é permeada por níveis de exclusão. A indiferença é inata a qualquer sociedade humana".

Deixo aqui a minha recomendação para a leitura desse livro, e o meu profundo desejo de vê-la nas telas dos cinemas, ou em uma HQs ou série animada.


Jorge 04/06/2013minha estante
Olá, Hagito! Cara, fico muito feliz por você ter gostado do livro. Ainda mais porque você ressaltou os aspectos que eu REALMENTE queria levar aos leitores: uma história eletrizante, cheia de reviravoltas onde é difícil de escolher um lado "bom" ou um "ruim".

Apesar de a história de Miguel, Alice e Angra acabar por aí, tenho muita vontade de criar mais coisa dentro desse universo. Tem alguns personagens que rendem boas histórias e tenho muita vontade de contá-las no futuro!




Dani Cabral 25/01/2014

Fantástico!
Já se passaram uns dias desde que terminei de ler o livro. Engraçado que quando eu acabei não sabia como escreveria a resenha. Esperei a poeira abaixar, estava empolgadíssima com a história.

Identifiquei-me muito com tudo que foi escrito, apesar de não conhecer um ou outro lugar citado no livro eu já ouvi falar sobre, então não me era completamente desconhecido.

O que eu senti realmente quando acabei de ler o livro? Um sentimento de “porque não sou roteirista de cinema neste exato momento para eu roteirizar esse livro”, não sei se é fácil assim, mas foi o que senti: ESSE LIVRO DÁ UM FILME!

Alguns dias depois de ler eu entrei em contato com o autor para fazer algumas perguntas que estarão na entrevista no final do post.

O livro se passa num Rio de Janeiro destruído por uma guerra civil. A guerra começou na década de 2020 quando foi encontrado um grande poço de pré-sal no litoral do Rio de Janeiro e os estados vizinhos entraram com o pedido de divisão dos royalties desse poço. A população da cidade se revoltou. As forças de seguranças nacionais e da OTAN foram muito rígidas na retaliação e acabou bombardeando a cidade.

A cidade sitiada foi dividida em duas (separadas pelo Túnel Rebolsas) o lado rico, revitalizado, com muitos prédios e ilhas artificiais era o Rio Alfa (conhecido como Luzes), pela descrição do autor é fácil comparar com imagens de Times Square em Nova Iorque. O lado pobre, destruído consistia no Centro e zona Norte da cidade era o Rio Beta (conhecido como Escombros), também pela descrição do autor é fácil comparar a alguma cena de algum local atingido por tremores, como o Haiti.

A história é sobre Miguel, um rapaz de que ao longo do livro só faz uma coisa, você se apaixonar por ele (risos).

Agora falando sério... Miguel é um rapaz sério que é ainda apaixonado pela ex-namorada mesmo que não explicitamente colocado, mas claramente percebido. Tem seus princípios de não se meter com drogas e bandidos muito rígidos, mas ao longo da história um desses princípios é colocado de lado.

A ex-namorada, Nina, uma garota que me pareceu muito bonita, mas muito destruidinha pela droga e obsessão de sair dos Escombros e ir para as Luzes.

Outro personagem muito interessante é Nicolas, um negro franzino que não concluiu o curso de medicina, mas por conta do pai ter sido médico tem habilidades cirúrgicas e ganha dinheiro com implantes, conseguidos por Miguel no centro da cidade. Detalhe aqui a ser revelado; o centro da cidade é mostrado como um local radioativo, por conta de uma lenda de uma bomba que a OTAN explodiu no local. Proibindo a circulação de pessoas lá, mas Miguel nunca se importou com isso e sempre que podia fazia passeios no centro.

Mais adiante no livro conhecemos Anderson, amigo de infância de Miguel que entrou para o mundo das gangues. Ele é líder da gangue dos Engenheiros, um grupo de motoqueiros que brigam com rivais em competições na Praça da Bandeira.

Outros motoqueiros são muito importantes na história Juan e Fred, cada um desses líderes de uma gangue, mesmo não tendo uma idade muito avançada, me lembra muito o pai de um amigo. Engraçado que só conseguia visualizá-lo neste papel. (risos)

Bem, personagens apresentados, vamos à parte do livro de tirar o fôlego. Por um motivo que não vou contar, os líderes das três gangues, Nicholas e Miguel se unem. A partir daí o livro tem ares de filmes de Bruce Willians.

Emocionante e com cenas de tirar o fôlego. Cenas sim, o livro é especialmente separado por capítulos, mas esses são divididos em algumas cenas.

Só uma coisa não gostei, CADÊ A CONTINUAÇÃO DO LIVRO? (risos)

Estou esperando roendo unhas pela sequencia, espero que o Jorge Lourenço tenha pena dos meus dedinhos, (gargalhada)

Se você gosta de uma boa ação vai adorar o livro.
Jorge 03/05/2014minha estante
Dani, de novo, MUITO obrigado pela resenha sensacional! São relatos como esse que fazemos nós escritores continuarem escrevendo!




Jef 01/04/2013

"A outra cidade maravilhosa"
Meu ponto de vista:

Um livro cuja ambientação é feita de forma sublime. O autor Jorge Loureço exibe todo seu talento descritivo ao nos mostrar um Rio de Janeiro em 2054. Todos os bairros pelo qual a história se passa transmitem verdadeiramente seu estado, princialmente, e obviamente, a quem mora, morou ou passou por eles. Ao ler sobre algum bairro conhecido, fiquei admiro com o conhecimento e pesquisa que o autor teve. Um trabalho bem feito. Ainda mais ao mesclar elementos de ficção científicas e suas influências de animação japonesa e filmes tornando o livro um ” épico cyberpunk”. Além é claro da trilha sonora mencionada ao longo do livro, que é de muito bom gosto.
O protagonista Miguel consegue ser nossa identificação deste mundo distópico, futurista e tão real criado por uma guerra civil que separou o Estado em dois lados: Ricos do Rio alfa ( Luzes), pobres do Rio Beta ( Escombros). Miguel está inicialmente mais para um antagonista do que um herói clássico, com toda sua história de vida triste ao lado de sua namorada Nina e seu trabalho para Nicolas. Conforme a história avança e percebemos que Miguel lutará ao lado de seu amigo Anderson numa batalha de gangues contra a temível Angra e sua gangue Éden, a história vai por rumos esperados, mais muito bem escritos e que não te fazem querer parar de ler para saber o que vai acontecer.
O desenvolvimento de Miguel ao longo da trama é bem explorado assim como suas angústias e crises existências, que junto com Alice em seus memoráveis diálogos, trazem bastante filosofia ao romance. Com frases marcantes e reflexivas. Nada artificias.
Gostei também da história dos psíquicos, mesmo com algumas dúvidas que ainda ficaram no ar.Que podem ser usadas para formas algumas teorias.
O ritmo da história é bem usado. Ela, em momento algum se perde ou se torna maçante. Somente evolui com o decorrer da leitura.
O único fato que me incomodou na leitura foi o pouco desenvolvimento de alguns coadjuvantes interessantes como Fred, Nicolas, Kazuo Mishima, contudo, isso em nada desmerece a obra, que possivelmente não teria páginas o suficientes para explorar a gama de personagem que nela se encontram. Fora isso, as personagens que aparecem geram um ótimo constante moral e social. Fazendo ser difícil escolher um dos lados. Mesmo que Os Escombros pareçam o óbvio a ser escolhido por sua fragilidade. Toda a história por trás da muralha que separa Os escombros das Luzes é muito bem contada e explicada, tornado-a uma experiência real do que o Rio de agora poderá se tornar no futuro..
O livro também conta com algumas ótimas reviravoltas que só o tornam mais interessante. Dando um gosto de quero mais ao chegar ao fim. E de quem sabe, uma continuação. Que se eu comentar mais, poso estragar com os Spoilers para quem não leu.
Uma obra com ação bem escrita, aventura, suspense, um pouco de romance e uma história da Cidade Maravilhosa como nunca li antes. Recomendada a todos que se interessam por uma trama interessante e nacional.Que viva a revolução! Que não nos tornemos Fantasmas nestes escombros.
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Jo Kusanagi 01/03/2015

Surpreendente!
Quando li a sinopse de Rio 2054, fiquei na dúvida se seria legal ou não. Motoqueiros? Gangues? Fiquei com medo de ser uma coisa muito de ação e sem reflexão. Mas estava muito enganada!

Além de ter uma história impecável e uma grande reviravolta que vai sendo revelada aos poucos ao longo da história, Rio 2054 tem uma série de reflexões sobre a vida moderna. Sobre até que ponto somos livres trabalhando para continuar vivos e até onde vai a empatia do ser humano, especialmente em um mundo tão cheio de desigualdade.

Adorei a história, que tem um estilo que mistura cyberpunk e lembra vagamente um anime (me lembrou muito Akira e Ghost in the Shell). Aguardando ansiosamente pela sequência!
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Sci Fi Brasil 29/12/2013

Sci-fi brasileiro de tirar o fôlego!
Devo confessar que "Rio 2054: Os Filhos da Revolução" me surpreendeu. E muito. Já há algum tempo conversei com blogueiros e fãs de sci-fi que faltava algo de novo gênero, que ninguém inovava. Pois foi aí que fiquei sabendo desse livro de ficção científica que se passa num Rio de Janeiro pós-guerra civil e a primeira coisa que me veio à cabeça foi "mais uma distopia nada criativa".

Ledo engano meu.

"Rio 2054" prende do início ao fim com uma excelente narrativa, bons diálogos (bem longe daquelas conversas engessadas que a gente vê em boa parte dos escritores de primeira viagem) e um intrincado quebra-cabeça na trama que só vai se desfazer, de maneira surpreendente, na reta final da história.

Isso sem falar da ambientação. O Rio de Janeiro pós-guerra civil construído pelo autor é assustadoramente convincente. Apesar de morar em SP, fui algumas vezes ao Rio e a imagem do centro destruído ou da Ponte Rio-Niterói partida ao meio ficam presas à memória. A desolação do lado pobre também é sensacional e essa separação social é o combustível que alimenta a trama. Infelizmente, se eu falar um pouco mais da Angra, antagonista e melhor personagem da história, eu vou acabar dando spoilers pesados. Só posso falar que essa tensão entre ricos e pobres, incluídos e excluídos, cresce aos poucos até a tão esperada revolução.

Sobre o estilo, é cyberpunk do início ao fim. Inteligências artificiais, uma avançada androide sem memória do passado, anarquia, empresas inescrupulosas, alta tecnologia em contraste com vidas miseráveis, heróis que não são exatamente heróis e vilões que não são exatamente vilões (no fim, acho que gostei mais da "vilã" do que de qualquer outro personagem). E tudo isso junto numa trama muito bem amarrada.

Para mim, "Rio 2054" é, de longe, o melhor livro de ficção científica que o mercado nacional já teve. Não é exclusivo para fãs de FC, não tem idade para gostar. É uma aventura bem escrita, cheia de reviravoltas e com um pouquinho de crítica social. E, como mais de uma pessoa já disse aqui, deixa um gostinho de quero mais.

Mais do que recomendado.

Ps.: bela capa, diga-se de passagem!
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Emmanuel de Sou 29/12/2013

Distopia + solo nacional + super enredo = Rio 2054
Descobri Rio 2054 pela internet e quando vi que se tratava de uma distopia brasileira - ainda mais, EM solo nacional - não perdi tempo. Rio 2054 é um dos livros mais sensacionais que já li no ano (e olha que 2013 foi um ano de boas descobertas literárias).

O livro conta a história de Miguel, um jovem que vive da compra e venda de artefatos encontrados em um Rio de Janeiro completamente destruído por uma guerra civil. Há até um lado rico e que explora os mais pobres, mas a maioria da população vive em um estado precário. Nessa cidade sem lei, uma mulher com poderes psíquicos e uma misteriosa gangue de motoqueiros começa a tocar o terror na cidade, mas logo suas verdadeiras intenções aparecem e esse Rio abandonado e explorado fica à beira de uma revolução. Poderes psíquicos, andróides, belíssimos diálogos - o livro tem de tudo. E as últimas 60~70 páginas, MEUDEUS, não dá para parar de ler. É uma série de eventos desconcertantes e uma revelção que se encaixa minuciosamente em toda a trama.

Vou parar por aqui, senão vou começar a spoilear a história.

LEIAM Rio 2054. É sensacional.
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