O Lado Bom da Vida

O Lado Bom da Vida Matthew Quick




Resenhas - O Lado Bom da Vida


1121 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Desi Gusson 26/01/2014

Ele é maluco, mas quem não é?
Então, hoje vou contar como me apaixonei por um cara 14 anos mais velho que eu, que divide uma ordem de restrição com a esposa, berra ahhhhhhhhhhhhhh de maneira aleatória e faz cooper usando um sanito.

É sério.

Acontece que Pat tem um fator aderente que poucos caras tem hoje em dia: delicadeza. Não que ele seja uma flor de formosura, ele nem é lá muito sutil, mas munido do pensamento é melhor ser gentil do que ter razão Pat é tão inocente quanto uma criança, meio bobo feito um adolescente e completamente sensível às outras pessoas e o mundo à sua volta. Um mundo terrivelmente confuso e grande, a bem da verdade, mas um mundo que está disposto a encarar.

Porque ele é um novo homem.

E a Nikki vai ficar feliz quando souber disso.

E aí vai acabar com o tempo separados.

Ah, esse tempo separados. Sempre entre aspas para deixar bem claro o absurdo daquela ideia, sempre presente na mente de Pat. Chego a pensar que a sua obsessão na verdade não era com a esposa, mas sim com o tal tempo e tudo o que ele perdeu nesse processo. Diferente do filme, nós só sabemos o que realmente aconteceu antes do manicômio no final, porém as atitudes da família e de Tiffany dão pequenas pistas.

Fiquei com o coração apertado vendo a mãe de Pat se desdobrar para tirar qualquer vestígio de Nikki da sua casa, ao mesmo tempo achava engraçado todas as desculpas malucas que ela bolava para mascarar a situação. Foi comovente assistir a família se esforçando para encarar que o filho e irmão que tiveram havia ido embora, que dali para frente deveriam aprender a aceitar uma nova pessoa com o mesmo amor e respeito de antes.

Ah, sim, claro, a Tiffany. Não é porque eu descobri que amo o Pat que vou ignorar a moça! Tiffany é uma das personagens de assinatura mais forte que já conheci. Melancólica, misteriosa, manipuladora e desequilibrada. Você pode pensar que ela é completamente doida de pedra, mas ela é só uma mulher. Quebrada e com intensidades variantes? Sim. Precisando desesperadamente de um abraço e que parem de olhá-la como se fosse maluca? Com certeza! Mas ainda só uma mulher. De qualquer forma, é bom sairmos dos estereótipos fakes das mocinhas Henry Ford, feitas em linha de produção! (ba da dun tis)

O-lado-bom-da-capa-dO-Lado-Bom é que imaginei o livro todo usando os atores do filme. Foi incrivelmente fácil dar vida ao Pat com aquele feioso do Bradley Cooper e à Tiffany com aquela pessoa sem talento algum da Lawrence (Para você que não está familiarizado com sarcasmo, observe a parte a ultima oração. Obrigada), aliás, eles se encaixam melhor na pele dos personagens de Quick do que nas pessoas do roteiro decapit... digo, adaptado.

A nota só não é maior porque tudo o que é demais cansa, até amor. Demorei um pouco para pegar o ritmo da coisa, me acostumar com a infantilidade do Pat em relação, principalmente, à sua família. No início foi como ver a estória pelos olhos de um pré-adolescente, que deixa tudo para os pais fazerem por ele e acabei demorando para aceitar que aquele era o nosso protagonista tentando se reajustar.

Enfim, O Lado Bom da Vida é um livro que não se espera ler. Ele trata de vários tipos de amor sem ser romântico e transforma situações que normalmente despertariam pena em comédia pura. Vale a pena enxergar as coisas de um jeito mais brilhante e otimista, mesmo que seja só para ter opção e não ser tragado pelo pessimismo logo de cara.

Aprendi com Pat que o lado bom da vida não é, acontece. E somos nós que fazemos acontecer.

Para essa e outras resenhas na íntegra, acesse:


site: www.desigusson.worpdpress.com
Bru (@umoceanodehistorias) 08/02/2013minha estante
Adorei sua resenha. Parabéns de verdade, despertou muita vontade de ler.


Renato 08/02/2013minha estante
"Quebrada e com intensidades variantes". Taí uma definição da Tiffany.
Muito boa soa resenha. Acho que pensamos esse livro de uma forma bastante parecida.


Laryssa 23/04/2013minha estante
Adorei tudo que você escreveu!!!


Jesimiel 06/07/2013minha estante
Ótima resenha, comecei a ler livro ontem e estou gostando, mesmo já tendo assistido o filme.


Felipe 11/07/2013minha estante
Muito boa a resenha. Li a sinopse e super me interessei. Comecei a ler, mas nem me apaixonei de cara. E agora to comendo cada palavra, numa expectativa imensa pelo capítulo seguinte, e o seguinte ...


Bels 22/08/2013minha estante
Disse tudo o que eu queria dizer. Me senti boba por estar apaixonada por Pat, mas pelo visto não sou a única. O personagem é realmente lindo, assim como todo o livro


Fabiana 24/08/2013minha estante
Amei a resenha! Acabei de ler livro e ainda não encontrei palavras para descrevê-lo e "ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh". Pode me ajudar em algo? Bom, ele matou o amante da Nikki sim ou não? Estou confusa. Desde já agradeço.


laah 30/08/2013minha estante
Muito perfeita sua resenha! Ainda nao acabei o livro, mas desde já estou apaixonada por ele, o jeito que esse livro é escrito me encantou seriamente e o Pat é muito perfeito! Ele e a Tiffany . :3


MarioLuiz 20/09/2013minha estante
Gostei demais de sua resenha. Principalmente por te-la lido após ter lido o livro. Meu lema é parecido com o de Pat: Melhor ser feliz que ter razão. Mas acho que não tão esquiziofrenico. Rsrsrsrsrs...


Daly 24/09/2013minha estante
Já estava louca pra ler o livro...e depois de ler sua resenha fiquei em histérica.... gostei do filme, mas acho q as adaptações não revelam toda a essência das estórias.. procuro sempre ler os livros para formar a minha opinião .. mas sua resenha é p-e-r-f-e-i-t-a....


giosg 04/11/2013minha estante
o livro é maravilhoso!!! ( incrivel como o filme não segue em nada o livro...)


Mari 30/11/2013minha estante
Não vejo a hora do meu livro chegar... Tô louca para lê ele :)


Igor 06/01/2014minha estante
Gostei muito da sua resenha, Andhromedha (não sei se escrevi certo), me apaixonei pelo livro também, mas discordo de você em alguns aspectos. O Pat é louco de pedra. Mas ao contrário de você, passo o tempo todo pensando em como dizer para o Pat que o que ele aprendeu com a separação da Nikky deve ser usado no seu futuro relacionamento com a Tiffany. Anyway, ser gentil em vez de ter razão foi o melhor conselho que recebi com relação ao casamento (o meu já dura quase 5 anos), exceto que com uma pequena alteração: "Você prefere ter paz ou ter razão?". Gosto bastante da luta que o Pat faz para tentar retomar a vida dele, e da construção dos personagens. Um bom livro para quem vive reclamando de como a vida é injusta, acho eu.
Abraços.


silcarina 10/01/2014minha estante
Que bom que li o livro antes de assistir ao filme. Muito boa sua resenha.


Nuny 30/03/2014minha estante
Caramba, sua resenha foi ótima! Eu ja assisti o filme e comecei a ler o livro esses dias... Mas se não tivesse feito ambos, com certeza iria ler o livro, sua resenha convence fácil.


Mikaelly 09/04/2014minha estante
Resenha perfeita!!!
*-*


Renata 08/05/2014minha estante
resenha perfeita *_*


Izamira 10/05/2014minha estante
"AHHHHHHH E!-A!-G!-L!-E!S" o livro foi tão intenso que me senti uma torcedora nata, que também desejava a vitória do EAGLES para que o pai do Pat ficasse de bom humor. Só o que me incomodou a principio , mas que depois se fez necessário, era como tudo girava em torno da Nikki, um livro muito bom, e sua resenha é muito boaa :)


William 13/05/2014minha estante
Muito boa essa resenha...fequei com muita vontade de ler esse livro.


Ricardo Rocha 30/08/2014minha estante
será que só eu vi os spoilers desse livro? ou terei sonhado?


Ricardo Rocha 30/08/2014minha estante
será que só eu vi os spoilers desse livro? ou terei sonhado? quem quer ler mas não leu
O Grande Gatsby ? F. Scott Fitzgerald
Adeus às armas ? Ernest Hemingway
A Letra Escarlate (que eu morro de vontade de ler) ? Nathaniel Hawthorne
A Redoma de Vidro ? Sylvia Plath
As Aventuras de Huckleberry Finn ? Mark Twain
O Apanhador no Campo de Centeio ? J.D Salinger
não leia... ainda pelo menos


Beatrice 18/09/2014minha estante
Amei a resenha!


Kaduzette 18/01/2015minha estante
Sobre o comentário do amigo acima, eu já até comprei Gatsby, estou louco esperando que chegue logo.


Sabrina Miranda 02/02/2015minha estante
Sua resenha foi perfeita. Eu estava em uma sequência de romances água com açúcar me deparei com esse estranho narrador e me apaixonei de imediato. Não conseguia parar de ler. O bom, é que ainda não vi o filme, mas assim como você vi os atores dando vida aos personagens na minha cabeça.
Eu só acrescentaria um comentário : nunca vi um livro com tanto spoiler de livros, rss


Diego 11/02/2015minha estante
Realmente amei esse livro demais, ainda mais pela historia do Pat e da Tiffany, toda a questão de terem perdido o seu amor acabarem com distúrbios e encontrar um no outro a saida de tudo isso. Mas gostaria de saber quantas paginas tem o seu livro pois o meu tinha apenas 160 e ali esta como 259 e-e


Nicole Carreiro 20/10/2015minha estante
Meu Deus, q resenha maravilhosa! É simplesmente assim q me sinto!


Marcko 24/04/2016minha estante
Mui bom, a Tifanny jamais pode ser ignorada, apesar do Pat ser carismático d+ rsrs ;)
www.farolcultural.com


Marys 30/08/2016minha estante
Menina tu arrasou na resenha, muito boa, nem comecei o livro, mas pela resenha, parece ser muito bom!!




Larissa 13/12/2013

Emocionante
Os caminhos que me levam a ler um livro são os mais inusitados sempre.

“O Lado Bom da Vida” apareceu pra mim na lista de filmes indicados ao Oscar e só me atraiu por ser estralado pela Jennifer Lawrence.

Sempre que posso, tento ler o livro antes de assistir o filme. E depois que eu comecei a ler foi impossível dormir antes de terminar.

“O Lado Bom da Vida” mostra um rapaz que, apesar de tudo estar contra ele, ainda acredita em finais felizes. Através de Pat, o autor questiona todo o pessimismo da literatura, passando pelos principais escritores. E tenta entender por que consideramos os romances mais trágicos como as maiores histórias de amor já escritas.

Pat acabou de sair de uma clínica psiquiátrica e acredita que finalmente vai conseguir voltar para sua esposa. Sua ideia de tempo foi alterada e ele perdeu boa parte da memória, mas faz seu caminho, contra tudo e todos, acreditando cegamente no seu final feliz.

Matthew Quick soube contar a história através de Pat com uma sensibilidade única. E mostrou que finais felizes, nem sempre são os sonhados, ou aqueles pelos quais lutamos tanto, mas que de uma forma ou outra, sempre acabam chegando.


____

Outras resenhas em: www.literaturapessoal.wordpress.com
Juh Silva 29/01/2013minha estante
Cheguei ao livro da mesma forma que vc. Quando soube do filme quis lê-lo antes. Sinceramente, amei o livro, mas estava vendo o trailer do filme e vi que algumas coisas foram modificadas. Só espero que o filme seja tão bom quanto o livro.


Doug Marques 30/01/2013minha estante
O filme é sensacional. Ainda não li o livro. Se puderem, me mandem o PDF por email,please?
the-corrs@hotmail.com


Sabrina Caires 01/02/2013minha estante
Me envia o PDF por e-mail, por favor!
(sabriinacaires@hotmail.com

Abraços! ;)


Ingrid 03/02/2013minha estante
Ainn tem como enviar o PDF??
ingridarsimao@hotmail.com
Obrigada =D


Mariane 04/02/2013minha estante
Amei o livro e o filme também (:


cacast99 04/02/2013minha estante
Gente achei esse PDF aqui: http://www.2shared.com/document/W2TLGbUx/O_LADO_BOM_DA_VIDA.html


Gustavo Mahler 14/02/2013minha estante
Egraçado, cheguei ao PDf como vc. Baixei rapidinho, joguei no Kindle e tbm não consegui parar de ler. Não é "A LITERATURA" , mas é um livro muito agradável e te prende como um filme, realmente.

Muito bom.


Carolina 17/02/2013minha estante
Tbm quero o pdf, por favor!
csr.machado@hotmail.com


Paty 18/02/2013minha estante
Ótima sua resenha!!! Me despertou ainda mais o interesse em lê-lo.... Você poderia por favor, me enviar o pdf? patricia.mky@hotmail.com Obrigada! :)


Mandy 19/02/2013minha estante
Oi,vc pode me passar o pdf,please?
mandatwilight@hotmail.com


Sarah Kelly 19/02/2013minha estante
Olá..você poderia me enviar esse livro em PDF? Poooor favor! Estou louca para ler e não encontro!
sarahkelly_doll@hotmail.com
Ficarei muito agradecida !
Beijos '


Larissa 19/02/2013minha estante
Amgs,
Cacast99 já deixou o link pra baixar livro!!!
http://www.2shared.com/document/W2TLGbUx/O_LADO_BOM_DA_VIDA.html

Aproveitem!


Emanoella 25/02/2013minha estante
olá...vc poderia me enviar em PDF?por favor!
manu_dyas@hotmail.com


Alexandra 26/02/2013minha estante
Obrigada por passar o link do pdf!!!
=D


Carol Raquel 03/03/2013minha estante
Olá..você poderia me enviar esse livro em PDF? Poooor favor! Estou louca para ler e não encontro!

carol_xavier1000@hotmail.com

Ficarei muito agradecida !
Beijos


Aline 08/03/2013minha estante
Não estou conseguindo baixar.. será que pode me enviar o livro em PDF??
aline.araujo04@hotmail.com

Desde já agradeço!! :)


Tays S. 17/03/2013minha estante
aaahh, eu quero ler este livro *w*


Vanessa 19/03/2013minha estante
Gostaria muito que se não for te atrapalhar você fizesse a gentileza de me enviar o pdf vanessarodriguessantos@gmail.com
Desde já agradeço !


Rodrigo 03/04/2013minha estante
Será que pode me enviar o pdf também ??
Desde já agradeço imensamente ...
bjos!


Mimi 27/05/2013minha estante
um livro que me surpreendeu demais,tendo um lugar especial dentre os meus favoritos. Tudo no livro é narrado com uma certa sensibilidade e franqueza que conquista o leitor totalmente.Pat é um fofo e Tiffany é hilária.Depois de ótimas risadas,algumas lagrimas e um aperto no peito,uma palavra define esse livro: especial!


Tati 30/01/2014minha estante
OMG! que resenha perfeita fiz o pedido do meu e agora estou SUPER ansiosa para lê-lo. Thanks! :)


Brenda Freitas 14/02/2014minha estante
Gostei muito do livro, é bem interessante. Porém, o filme eu não gostei, esperava que fosse mais fiel ao livro!


22/02/2014minha estante
o livro em pdf pra quem quiser https://docs.google.com/file/d/0Bwt5UAVND4ppeThEZlRFZGhjSWc/edit?pli=1


Flávia 29/12/2014minha estante
Só não entendi o porquê de escrever ''estória''?
Portanto a resenha foi ótima , e concordo totalmente com sua visão a partir do livro!
Enquanto por aí , tanta gente exorcizando a história , o Patt com o seu jeito diferente de ser !




Dirce 17/03/2013

Que preguiça!!!!
A indicação do filme homônimo para o Oscar e as avaliações favoráveis ao livro aguçaram minha curiosidade, mas que preguiça!!!
Que preguiça dar prosseguimento a leitura e chegar até o final do livro...Ufa!!!
Pense em um livro com diálogos e interesse chatos. Pois é, então, esse livro é O Lado Bom da Vida.
Ahhhhhhhhh! E ! A! G!- L! E! S! EAGLES!. Esse é o grito de guerra do protagonista Pat, e dos demais torcedores apaixonados pelo futebol americano, assunto que ocupa muitas páginas e que contribuíram para meus inúmeros bocejos.
E o que dizer da forma que foi retratado Pat Peaples? Antes de ir parar no hospital psiquiátrico, ele foi casado e professor, só que, após alta hospitalar, seu comportamento e atitudes são descritas como a de uma criança com QI abaixo da média.Pat não dá nomes aos bois - refere-se ao sanatório como lugar ruim, é incapaz de tomar medicamentos sem ajuda da mãe. Acredito que a perda da memória não transforma uma pessoa, digamos...convalescente em um deficiente intelectual. Enfim...
Mas nem tudo está perdido, o livro tem seu lado bom : a figura da Tiffany com suas artimanhas, a virada de mesa da mãe de Pat, e as referências a alguns livros - ainda que contenham spoilers.
Não assisti ao filme, pretendo assisti-lo.Quem sabe sou agradavelmente surpreendida com um bom filme, capaz de me enternecer como me enterneceu o MA-RA-VI-LHO-SO filme Forrest Gamp a menção ao QI abaixo da média foi a responsável pela lembrança desse filme tão doce, tão terno e tão enriquecedor. É nem tudo está perdido: o livro O Lado bom da vida teve seu lado bom.
Mari SN 23/05/2013minha estante
Gostei do que você escreveu. Eu fico cansada desses livrinhos descartáveis que os norte-americanos inventam, já pensando se dariam um filme. O texto é tão raso, que parece que foi criado para transformar em roteiro, e sempre com umas partes engraçadinhas. Tinha essa impressão do livro e agora vejo que estava certa.


Ana 10/08/2013minha estante
Achei o filme melhor que o livro. Futebol americano é um saco. E o autor insiste nele por páginas e páginas...


Gabi 19/12/2013minha estante
Concordo com você, no entanto, digamos que a Tiffany não foi nada de bom. A garota é egoísta, vitimista, manipuladora e oferecida. Mesmo com o Pat sendo meio... intelectualmente deficiente, como você bem descreveu, eu acredito que ele merecia alguém um pouco melhor só pelo fato de tentar ser uma boa pessoa. A Tiffany, além doa jogos, foi o fator que colaborou para a minha total decepção.


Marta 31/12/2013minha estante
Concordo, Dirce. Mas, não creio que vá assistir ao filme.
Não entendi muito bem o alvoroço em torno...
Livrinho descartável como bem disse a Mari SN.


Heickf 07/01/2014minha estante
Assim, não querendo ser chato, mas acho que já sendo, o que me levou a ler esse livro é que eu soube por uma amiga minha que já leu que esse livro tinha algumas referências ao futebol americano, esporte que pratico e amo, não digo que estou lendo o livro por causa do futebol americano, se fosse por isso eu leria The Lombardi Rules, que fala exclusivamente sobre o esporte em questão, mas digamos que o desporto me prendeu mais ao livro. Bom, para alguns foi ruim, para outros (homens ou até mesmo, mulheres que gostem de futebol americano) foi boa essa inserção do esporte =]


francystrack 31/01/2014minha estante
Sinceramente, comigo foi bem o que o Heickf falou ali. Não estou lendo exclusivamente por causa do futebol americano, mas isso é o que está conseguindo me prender mais ao livro. E bem, eu amo futebol americano, então funciona melhor. Deve ser chato se você não entende algumas das menções a isso. Mas eu gosto do jeito do esporte aproximar Pat e o pai. Só não gosto muito do fato de ser o Eagles em si haha'
PS.: Em relação ao futebol americano, prefiro o filme, já que estou mais familiarizada com o jogador mencionado e a jogada da bola largada linha de uma jarda que o pai dele tanto fala.


Allef 02/02/2014minha estante
Dirce, por ser uma mulher, talvez não tenha gostado do lance esportivo como um homem gostaria. Estou amando o livro, não é nem de perto o melhor que eu já li, mas como vi nos comentários abaixo, não é também um livro deplorável, ou descartável - pra mim livro nenhum é lixo, e ponto. Pat, apesar do seu QI reduzido, começa sim a tomar os medicamentos sem a ajuda da mãe. - Marta, torço para que assista ao filme, é muito mais impactante, se você gostar da Jannifer Lawrence, como eu, vai achar o longa bem legal. Se julgou o livro como um roteiro, avalie o resultado final abordando os dois lados: negativos e positivos (os dois alicerces para uma boa crítica, resenha, seja o que for... :)


Dirce 02/02/2014minha estante
Allef, Francy, Heichf, VIVA a diversidade.
Mas, para o meu gosto, o futebol americano é muito Hadcore. Quanto ao livro, concordo com a Marta e Mari: descartável.


Zack 10/08/2014minha estante
Concordo. A verdade é que eu ainda não consegui alcançar sequer a metade do livro e, por tanto, não deveria falar sobre, mas o problema é justamente esse: Tem sido completamente descartável.


Oliveira 30/08/2014minha estante
pois eh... fiquei lendo esse livro por 2 meses, acabava deixando de lado e lendo outro mais interessante.. mas ao terminar consegui compreender a mensagem do escritor. Sou criteriosa em minhas leituras e escolho o que vai ser bom pra mim no momento, por isso estou relendo de novo com a intenção de gostar dele, ja que eh um livro!!!


rangel.adra 21/11/2014minha estante
Li somente o livro e não assiti o filme pois O diretor Ken Russel não me parece o nome mais certeiro , adoro sua condução e obra sim , mas neste caso em particular apesar do elenco de ponta não boto fe ! Mas ok sobre o livro em si acredito que o choque da traição inesperada e o limiar de uma pratica assassina poderia sim causar danos algo intrínsecos na mente de uma pessoa - não todas mas seria plausível justamente em contraponto a sua vida e visões mais pacatas ate então : o sonho americano dele virou pura histeria. Tiffany e pat ao meu ver funcionam muito bem para demostrar e impactar os leitores nas comparações com os ditos "normais" da historia : eles são loucos confessos e curriculares digamos mas o que dizer do pai dele, da mae , do irmao e cunhada ? Em dados momentos se prestarmos atenção a escolha de foco e de vida deles seria uma sandice total ou esmagadora e creio mesmo que esta foi uma intenção real do autor : criticar quem seria mais louco ou ligeiramente insano...




Naty 14/01/2013

www.meninadabahia.com.br



"Deus, eu não pedi um milhão de dólares. Não pedi para ser famoso e poderoso. Nem mesmo pedi que Nikki me aceitasse de volta. Só pedi um encontro. Uma única conversa cara a cara. Tudo que fiz desde que saí do lugar ruim foi tentar melhorar — para me tornar exatamente o que Você quer que todos sejam: uma pessoa boa. E aqui estou eu, correndo pelo norte da Filadélfia em um dia de Natal chuvoso... — sozinho. Por que Você nos deu tantas histórias sobre milagres? Por que Você enviou Seu Filho do céu? Por que Você nos deu filmes, se a vida nunca acaba bem? Que merda de Deus é você? Você quer que eu seja infeliz para o resto de minha vida? Você quer..."
Pág. 218

Pat Peoples está internado num centro psiquiátrico há... bem, nem ele sabe ao certo quanto tempo; pode ser dias, meses e até anos e o pior: ele nem ao menos se lembra do porque está lá. Ele odeia o ‘lugar ruim’ e só quer voltar logo para sua esposa Nikki, depois do ‘tempo separados’. Um dia, um dos seus sonhos se transforma em realidade. Sua mãe o tira do centro com a condição dele nunca mais procurar a esposa. Pat promete, afinal é mais fácil mentir para a mãe do que para os médicos.

Algo está estranho. Seu pai não fala consigo, seu irmão está bem de vida e casou (e ele não lembra do casamento), seu melhor amigo agora tem uma filha pequena e... ele simplesmente não lembra de nada. Quanto tempo passou fora?

Isso não importa, o que realmente importa é que ele será um homem melhor para Nikki. Perdeu 25 kg desde que estão separados, malha incansavelmente todos os dias e está lendo os livros de literatura clássica que ela tanto aprecia. Ele está diferente e melhor por e para ela.

Durante os devaneios sobre voltar para Nikki, Pat conhece pessoas que ajudarão no seu aprendizado. Dr. Patel, que além de terapeuta e torcedor fanático dos Eagles, se tornou um bom amigo. Seu irmão Jake, que nunca foi visitá-lo no manicômio, se mostra extremamente terno, seu amigo Ronnie, se tornou uma grande surpresa ao convidá-lo para jantares e se interessar por malhação e Tiffany, uma mulher completamente maluca e desequilibrada – como ele – que transformará toda sua vida.

Gostei tanto desse livro! Primeiro, não é apenas uma história sobre um cara doidão e sua vida pós-manicômio, é sobre esperanças e sobre ver – literalmente – o lado bom das coisas, mesmo quando este parece não existir. Como tentar enxergar o sol sob as gotas de chuva. Sobre acreditar em finais felizes. O autor nos conta a história de Pat relacionando fatos reais à ela, como o suicídio de Hemingway e Sylvia Plath, sobre como eles nem sempre viam o lado bom das coisas e escreviam livros com finais deprimentes (prepara-se, Mathew Quick solta spoiler sobre alguns clássicos). Ele filosofa sobre como algumas pessoas são fracas a ponto de suicidar ao invés de viver nesse mundo maravilhoso, apenas bastava – como sempre – que eles vissem o lado bom de tudo. Ser otimista e determinado.

A relação de Pat e Tiffany é bem singular. Ela o segue o dia todo, quanto mais ele corre, mais determinada ela fica. Sempre ao sair de casa, ela o está esperando e sem ao menos cumprimentá-lo começa a correr ao seu lado. Até que ele a convida para sair, quem sabe assim ela larga do seu pé. Mas, no dia seguinte, ela está novamente à sua porta, esperando pela corrida diária. Até que em outro dia, ela propõe um trato que envolve a ex-mulher de Pat, dança e qualquer música que não seja de Kenny G. (Pat odeia com todas as suas forças esse carinha com cabelos encaracolados, principalmente a música Songbird).

O lado bom da vida, de Matthew Quick (Intrínseca, 256 páginas, R$ 24,90) é um daqueles livros de ar fresco. Você lê rapidamente e depois fica analisando tudo que foi dito. O autor tem uma peculiaridade de tratar temas importantes com humor e sátira.

Brilhante e comovente. Recomendo.

O filme baseado no livro estreia em 8 de Fevereiro. E pelo trailer já dá para perceber algumas diferenças em relação ao livro, mas confesso que estou contando os dias para assistir, afinal por causa dele que me interessei pelo livro. Lembrando que a versão e-book está custando R$ 14,90.


Outras informações:

- Quick é autor de três romances além de O lado bom da vida, e recebeu várias críticas elogiosas e importantes menções honrosas, entre as quais destaca-se a do PEN/Hemingway Award.
- Eleito o melhor filme do Festival Internacional de Cinema de Toronto pelo público, recebeu também cinco indicações ao Spirit Awards, o Oscar do cinema independente norte-americano (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro, melhor atriz e melhor ator).
- Recebeu um total de oito indicações para o Oscar e tornou-se o primeiro filme a concorrer em todas as quatro categorias de atuação (melhor ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante) em mais de 30 anos.
Naty 15/01/2013minha estante
Ahhh, não sabia dessa! rs

Muito Obrigada, Willyam :))


Dany 16/01/2013minha estante
Adorei a resenha, principalmente as informações adicionais. Vou pôr na meta pra esse ano agora mesmo!


Andreia 04/02/2013minha estante
Adorei sua resenha, fiquei com vontade de ler o livro.


giosg 04/11/2013minha estante
o filme não tem nada a ver, prefiram mil vezes o livro!!!




Ícaro 20/01/2013

O Lado Bom da Vida
É interessante começar a resenha ressaltando o quão seletiva é a editora Intrínseca, que vêem trazendo para o mercado nacional grandes e curiosos títulos como A culpa é das estrelas, Os deixados para trás, Mathilda Savitch, o estrondoso sucesso Cinqüenta tons de cinza, e ,é claro, O Lado bom Da vida.

O lado bom da vida (Ótimo e inteligente título nacional) conta a história de Pat Peoples, um homem que acabou de sair de uma clínica psiquiátrica e acredita que finalmente vai conseguir voltar para sua esposa. Sua ideia de tempo foi alterada e ele perdeu boa parte da memória, mas faz seu caminho, contra tudo e todos, acreditando cegamente no seu final feliz. Nessa jornada ele conta com ajuda de sua família, do seu terapeuta e uma inusitada nova amiga.

O livro é narrado em primeira pessoa, então durante 254 páginas entramos na mente instável de Pat que oscila entre momentos de fúria, descobertas e muitos, muitos questionamentos.

O relacionamento de Pat com Tiffany ( sua amiga inusitada) é algo muito singular, diferente de tudo que eu já tinha lido e visto, e isso me agradou muito. Afinal, pode- se esperar tudo de duas pessoas problemáticas, e o autor nos entrega situações realmente engraçadas.


A adaptação cinematográfica chegou fazendo barulho, recebeu um total de oito indicações para o Oscar e tornou-se o primeiro filme a concorrer em todas as quatro categorias de atuação (melhor ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante) em mais de 30 anos.

Eu acredito que o filme funcione mais para quem não leu o livro, e ainda que a escalação dos atores seja muito boa, há diversas mudanças no roteiro que pode incomodar os mais críticos (como eu).

No mais, toda a obra desperta sentimentos positivos em você. É um romance que não apela em momento algum para tragédias ou dramas irreais. O que vemos ( ou lemos) são pessoas que lutam para seguir suas vidas, como nós. E nos ensina a tentar ver o sol por trás de uma nuvem de chuva, buscando assim o lado bom da vida.
Silvia 04/02/2013minha estante
Gostei da sua resenha, fiquei interessada em ler o Lado Bom da Vida.


brunabeninca 27/01/2014minha estante
Eu preferi o filme. heuheuheuheuhe!
Algo muito singular, pois geralmente prefiro os livros.


Ícaro 15/03/2014minha estante
Jura? Quase ninguém entendeu pq o filme foi parar no Oscar. haha




spoiler visualizar
Adenir 29/04/2013minha estante
Concordo. Realmente é uma obra muito cansativa. Pela primeira vez, me sinto compelido a acreditar que o filme é muito melhor que o livro. Assisti ao filme e confesso que não estou conseguido terminar o livro. São dois universos distintos, e a atuação dos atores atingem uma magnitude que não se vê na obra do Matthew Quick. Em suma, o livro se resume em futebol americano, eeeeaaaagllllleees, academia, e cliches baratos de auto-ajuda.


Fabiola Leslie 21/06/2013minha estante
Disse tudo! Ufa, ainda bem que não fui a única a achar esse livro ruim, já estava começando a achar que eu deveria ir para o lugar ruim,rsrsrsrs...




Caroline 23/01/2013

Lindo, engraçado, triste, leve...
O lado bom da vida é daqueles livros que você devora rapidinho.
As estórias são muito reais, situações engraçadas, embaraçosas e, de certa forma, tristes (mas lindas!)

Pat, que é pertubado mentalmente, muitas vezes parece ser o mais lúcido dos personagens, tentando ver o melhor lado de tudo, sempre esperançoso.

Gostaria que tivessem menos situações envolvendo futebol americano e que tivessem cantado menos o grito de guerra Ahhhhhhhh EAGLES! Mas nada disso tirou o brilho desse livro que fala, além de tudo, de esperança, que tenta fazer você entender os pensamentos de quem sofre com algum distúrbio mental de uma maneira super leve.

RECOMENDO!
Camila 23/01/2013minha estante
Estava louca para assistir o filme, mas não sabia que era baseado em um livro! Comprar urgente!!! :)




Alessandra 02/07/2013

Crítica: O Lado Bom da Vida
Quando se ouve falar de “O Lado Bom da Vida”, logo se pensa nos inúmeros comentários positivos que o livro e o filme receberam. Mas, é para se esperar uma surpresa no meio desse caminho.
No livro, o autor Matthew Quick capricha nos detalhes que fazem Pat Peoples parecer um louco, alguém com muitos problemas mentais. A linguagem simplória, repetitiva e aparentemente sem nexo algum, fazem o leitor mergulhar em um universo paralelo que se tem muito a descobrir. E é só.
Pat é um personagem complexo que acaba de sair de um lugar especial para doentes mentais e que tenta, pouco a pouco, voltar a vida normal ao lado de sua esposa Nikki. Porém, os problemas vão muito além do que ele acredita. Com a ajuda do psiquiatra, remédios e de seus familiares, ele se mantém equilibrado, mas ainda apresenta seus quadros de aflição. Tudo vai culminando para um final surpreendente e o leitor fica ávido por descobrir os mistérios da mente de Pat ou ainda “o que foi que aconteceu?”
Porém, diz o ditado que a curiosidade matou o gato, e neste caso, matou de cansaço. São capítulos curtos, chatos e monótonos que não levam a lugar algum, nem acrescentam nada ao enredo – diria que 80% do livro poderia ser jogado fora ou reescrito. Jogos dos Eagles, gritos de guerra, corridas com Tiffany, malhação todas as manhãs, pai ausente e mau humorado e consultas ao psiquiatra. No começo é compreensível, afinal precisamos viver o dia a dia do personagem, mas depois...
Monotonia, sono, desinteresse. Palavras que resumem “O Lado Bom da Vida”, que de bom não teve nada. Nem mesmo as pouquíssimas cenas mais agitadas dão alguma emoção ou fazem o leitor acordar. Pelo título, julguei ser um livro com conteúdo renovador, sobre superar barreiras daquelas que ninguém pode dizer a você aonde você deve chegar. Talvez, este seja o propósito dada a teimosia e persistência do personagem, mas falhou. E falhou feio.

E o tombo foi tão grande que veio a decepção por ter lido, por ter esperado mais e ter visto o menos. Afinal, o que foi aquele fim? Nem o próprio Pat sabe. Porque tanta enrolação, tantos desmanches, tantas palavras repetidas incansavelmente? Parecia até que Quick não sabia o que escrever. Um livro que começou sem nexo e terminou meia boca, cheio de fios soltos e onde tudo não faz sentido algum. O lado bom da história? Ela não foi pior do que A Cabana.



site: http://diariosdeumareporter.blogspot.com.br/2013/07/critica-o-lado-bom-da-vida.html
Kelly 05/07/2013minha estante
Vc realmente não gostou do livro né?! Bom , vou ler e ver se concordo com vc.


Mariana Castro 14/07/2013minha estante
Concordo. O autor acabou se perdendo na trama. Não havia nenhum conflito principal, nenhum objetivo direto. O que acabou estragando o livro. Também me irritei com a repetição de expressões. Foi uma leitura chata e cansativa.


Mariana Castro 14/07/2013minha estante
Concordo. O autor acabou se perdendo na trama. Não havia nenhum conflito principal, nenhum objetivo direto. O que acabou estragando o livro. Também me irritei com a repetição de expressões. Foi uma leitura chata e cansativa.


Suellen 26/08/2013minha estante
Sua resenha é exatamente a mesma opinião que tive após o fim. Teve partes que eu li e pensava "não acredito que estou lendo isso mesmo", malhação e Eagles em excesso que fazem o livro não ter progresso.
Parabéns pela resenha.




Evelyn Ruani 24/03/2013

Uma graça!
Pra falar a bem da verdade, a princípio fiquei receosa de começar a ler esse livro. Um dos motivos é que romance meloso não é o que posso chamar de meu estilo de leitura favorito, essa coisa do "happy ending" não cola comigo a menos que a história tenha sido muito bem trabalhada pra chegar à tal. Mas, o que realmente me fez repensar na idéia de ler esse livro, foi que descobri que o protagonista Pat lia livros e soltava os maiores spoilers durante a história. Achei inusitado e a partir do momento que envolve livros, eu me interesso imediatamente.

Pois bem, devidamente interessada, mergulhei na história de Pat, um professor de história que acaba de sair de um hospital psiquiátrico. Tudo que ele sabe, e o que você também vai ficar sabendo por um bom tempo já que o livro é contado em primeira pessoa, é que ele tem um temperamento explosivo e que um "acidente" o levou para o "lugar ruim", como ele mesmo costuma rotular. Ele se lembra de ter estado lá por apenas alguns meses, tempo este que intitula de "tempo separados", pois ele tem uma esposa, a Nicki, pela qual sente um amor tão profundo que beira a obsessão e tudo que se lembra é que ela pediu que ficassem um "tempo separados".

Depois de algum tempo e alguns capítulos você acaba descobrindo que já fazem 4 anos que Pat e Nicki se divorciaram e que durante todo esse tempo ele esteve no "lugar ruim". O legal da história ter sido contada em primeira pessoa é que você vai descobrindo quase que junto com Pat tudo sobre sua vida, os detalhes, o acidente, o ódio dele por Kenny G. Mathew Quick foi fera na escolha do recurso narrativo, pois faz com que você se apaixone pelas personagens e seus momentos deliciosos. Nesse "tempo separados", Pat conhece Tiffany que é super parecida com ele, pois também passou por um tratamento quando o marido faleceu. E é quando os dois começam a se conhecer melhor, que o encanto da história te pega de jeito e você não consegue mais parar de ler.

Confesso que fica muito difícil dizer qual das personagens é a mais cativante. Quick trabalhou muito bem todas elas, de forma que são todas especiais. O pai de Pat com seu jeitão esquisito, apaixonado pelos Eagles e cujo humor oscila entre seu time estar vencendo ou não as partidas, o irmão Jacke que só quer reatar a amizade de irmãos dos dois, a mãe de Pat, super-protetora e emocionada que faz de tudo pro seu filho melhorar, os amigos de Pat, o terapeuta que também é fã de Eagles e a Tiffany, que mesmo sendo difícil escolher, é a minha favorita. O jeitinho esquisito com que ela só tenta ajudar Pat o tempo todo é encantador.

E quebrou minhas pernas, já que tudo aquilo que eu falei lá em cima foi por água-baixo quando me vi emocionada com o enredo e com as personagens e seus dramas pessoais. História muito bem trabalhada, personagens criativos e cativantes e um enredo super original... Enfim, acho que já deu pra perceber que é um livro bem bacana e que merece ser lido.

Super recomendo!
Léia Viana 23/04/2013minha estante
Eu fiquei apaixonada por esta história, quero muito assistir ao filme. Você assistiu?


Evelyn Ruani 23/04/2013minha estante
Wagner, obrigada :)
E Léia, assisti sim. Mudaram algumas coisas no filme, mas também é muito bonito! Vale a pena :)
Bjs aos dois!




gleicepcouto 26/01/2013

http://murmuriospessoais.com/?p=5838

***

O Lado Bom da Vida (Intrínseca), é o primeiro livro do norte-americano Matthew Quick. O autor se formou em Literatura inglesa e lecionava inglês, mas abandonou seu emprego para escrever. E já começou bem, pois o livro foi adaptado para o cinema, estrelado Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, com Robert De Niro e Chris Tucker. Quick foi finalista do prêmio PEN/Hemingway Award de 2009 e seu trabalho tem sido traduzido em várias línguas. Em 2012, seu romance YA, Boy 21, recebeu uma boa crítica do The New York Times. Também é autor do livro Sorta Like a Rockstar (2010).

Pat Peoples acabou de sair de uma clínica psiquiátrica, e nem se lembra por qual motivo foi para lá. O ex-professor de história só quer saber de sua esposa, Nikki, que não vê desde que entrou no “lugar ruim”. Esse “tempo separado” de sua amada só serve para deixá-lo mais ansioso para o reencontro. Há coisas mais urgentes na vida de Pat a serem tratadas, porém, e ele nem faz ideia disso. O seu lapso de memória ofusca um pouco o seu passado e, se não resolvido, pode idealizar um futuro impossível.

Ele precisa juntar as peças do quebra cabeça para poder lidar com o pai, que mal fala com ele; com a mãe carinhosa, mas que sempre está chorando; com o irmão e com os (poucos) amigos, que se recusam a falar do tempo pré-internação. Ah, sim. Ainda tem que sobrar tempo para seus exercícios físicos, claro – Pat é viciado neles. Para ajudá-lo nessa missão de (re)descobertas, ele vai contar com a ajuda de seu psiquiatra e da irmã de seu melhor amigo. Ao tentar, a todo custo, reencontrar sua esposa e ser feliz com ela, Pat vai perceber que, mesmo que nem tudo saia como planejado, há sempre um lado bom da vida.

Um dos melhores livros de estreia que já li. Quick fez bem em parar com esse negócio de lecionar para se dedicar à ficção. De cara, conseguiu desenvolver um livro original, bem escrito e, o principal, sensível.

O Lado Bom da Vida é narrado em primeira pessoa por um personagem diferente. Pat é tudo aquilo que não conseguimos ser mais na sociedade moderna: otimistas e ingênuos. Talvez, por isso, seja um personagem tão fácil de se gostar e torcer por.

O diferente que disse no parágrafo anterior não tem relação com o fato de ser psicologicamente instável. Na verdade, essa é uma das questões pertinentes que o livro aborda subjetivamente: o que é ser diferente? É ter alguma patologia psiquiátrica? É acreditar que tudo vai dar certo? É crer nas pessoas? De maneira ágil, mas com uma linguagem simples (quase infantil), Quick, vai, aos poucos, respondendo a essas perguntas e outras mais.

Como, por exemplo, o fato de Pat ter se viciado em praticar exercícios físicos. A questão pode ser vista por diversos ângulos. Como o culto à aparência física, uma vez que ele pensa que, quando a esposa o ver sarado, vai querer voltar para ele. Ou então como os exercícios servirem como uma válvula de escape, uma fuga de uma realidade que ele, no fundo, percebe que não é tão otimista como ele quer que seja. A mesma fuga pode ser percebida no fato de Pat não se lembrar porque foi parar no “lugar ruim”, nem porque existe o “tempo separados” com Nikki.

Como se pode perceber, as referências são diversas e, em cada uma delas, o autor não pede o foco. Por detrás, há sempre uma palavra de esperança e de superação de limites. Quick criou um herói não herói Melhor dizendo, criou um herói bravo, mas falho – como eu, como você – e, elevou à categoria de feitos importantes as batalhas cotidianas – que eu e você enfrentamos também.

Assim, todos nós estamos sujeitos às situações abordadas pelo autor ao longo da obra – principalmente, o drama familiar (que o autor descreve muito bem e, o mais legal, consegue traçar um ponto de congruência na família: o esporte). Dessa forma, mais uma vez, o leitor se sente transportado para a trama. Até porque a carga emotiva é bem dosada. Quick trata de assuntos sensíveis, sem soar piegas. Poucos conseguem isso. Basta uma palavra ou expressão no lugar errado, que tudo pode acabar virando uma novela mexicana. Até o romance no livro é sensato e sem firulas. Ok, é previsível, mas, ao menos, é bem desenvolvido.

A única coisa que me incomodou um pouco no livro é ele parecer tão milimetricamente escrito para emocionar. Você vê na trama as fórmulas de sucesso que percebemos em outros livros, e isso me soou um pouco artificial. Quase o vi pensando: vou usar um pouco disso, mais uma pitada disso e mais uma colherada daquilo e voilá! Senti falta de ser pega de surpresa, de alguma reviravolta que não imaginava acontecer no livro.

Mas O Lado Bom da Vida cumpre seu papel direitinho. É bem escrito e tem uma mensagem bacana, que te faz refletir. No mercado editorial atual, temos que dar graças a Deus por qualquer livro nesse nível.
Rafael 03/03/2013minha estante
gleice couto e suas resenhas espetacular.




Gathaz 02/07/2013

O lado bom da vida de Pat Peoples
Título Nacional: O Lado Bom da Vida
Título Original: Silver Linings Playbook
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrinseca
Páginas: 254
ISBN: 9788580572773
Tipo de Capa: Brochura
Altura: 23 cm.
Largura: 16 cm.


“PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS”


ENREDO, SINÓPSE E TRAMA:

Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma clínica psiquiátrica, convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”. Pat é dono de uma mente inconstante e repleta de lapsos e não se lembra do que realmente levou-o a ser internado.

Ele não sabe porque ele e sua esposa estão “dando um tempo”, seus amigos se recusam a conversar sobre o assunto e ele está sempre com a sensação de que estão escondendo algo dele. Mas, ignorando essa sensação, Pat está disposto a ter sua vida de volta, está determinado a reconquistar sua mulher e tudo que um dia havia deixado para trás. Pat é esperançoso e acredita no “lado bom da vida”.

Pat possui uma mãe maravilhosa, capaz de tudo pelo seu filho. Janie o defende e a forma com que cuida dele é sensacionalmente tocante; a força que essa mulher tem é indescritível. Jeanie Peaples é a melhor mãe do mundo!

Pat é o narrador da história, vemos toda a trama de uma perspectiva extremamente cativante, pois é isso que Pat é, cativante, torcedor fanático dos Eagles, viciado em exercícios e dono de um coração de ouro.

Um dia Pat conhece Tiffany, uma viúva desastrada, que assim como ele, parece ter alguns desequilíbrios e uma personalidade transtornada. Os dois nos proporcionam grandes momentos, despertando-nos para grandes emoções. Passeando entre as mentes peculiares de cada um dos protagonistas podemos perceber o mundo de outras perspectivas. Eles nos fazem refletir, rir, chorar, tudo assim, junto, como um turbilhão de sensações.

Pat é de uma inocência e simpatia que nos toca; ele conta-nos sua vida com uma leveza que faz-nos embalar na historia, mostrando cada acontecimento bem intimamente. Lendo o livro, eu senti como se eu conhecesse o Pat, como se ele estivesse na minha frente contando-me toda sua vida.


CAPA, ESCRITA E DIAGRAMAÇÃO:
A capa de “O Lado Bom da Vida” é uma das minhas capas preferidas. Além de conter dois atores que sou apaixonada: A Jennifer Lawrence e o Bradley Cooper, a capa é repleta de pequenas frases ditas pelo Pat ou pela Tiffany, e os símbolos que vemos remetem ao futebol americano, muito presente no livro, na vida do Pat e do seu pai.

O livro tem uma escrita leve, a leitura é fácil e bem gostosa. Nos chats que participei, incluindo os comentários na página da Intrínseca, eu vi algumas pessoas reclamando na escrita do livro, alegando que o Matthew foi repetitivo. Em alguns momentos a leitura realmente é repetitiva, mas o que precisamos entender é que o livro é narrado pelo Pat, que tem problemas mentais. O autor foi muito fiel a esses problemas, do meu ponto de vista o Matthew foi sensacional, pois se manteve sempre nos “trilhos”.

Eu gostei da diagramação do livro, ele é em brochura, tem as páginas amareladas (o que eu amo) e um bom espaçamento entre todos os ângulos da página. Além disso, o livro tem outra coisa que eu amo: os capítulos são TITULADOS e não numerados. Isso me deixa ainda mais próxima do livro, pois eu costumo guardar os capítulos pelo nome deles e busco sempre uma identificação do título com o capítulo.

Então é isso, o livro é cativante e os personagens possuem personalidades bem peculiares e inigualáveis.

A inocência e a esperança do Pat é capaz de quebrar até o mais duro dos corações. Não há quem não se renda a genialidade e ao mesmo tempo a simplicidade da história, pois, “O Lado Bom da Vida” é genial por ser simples.

Parabéns a Intrinseca pelo trabalho feito com o livro e claro, parabéns ao Matthew Quick pelo trabalho extraordinário.

Sempre indico o livro. Vale muito a pena ler, emprestar, ter na estante, dar de presente...


TRECHOS DO LIVRO:

“Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e lembro de continuar tentando.”
— Pat

“Parece triste. Parece com raiva. Parece diferente de todas as outras pessoas que conheço. Ela não consegue fingir aquela expressão feliz que os outros fingem quando sabem que estão sendo observados. Ela não precisa fingir comigo, o que faz confiar nela, de certa forma.”
— Pat, sobre Tiff

"Querida Tiffany, eu sei que voce escreveu a carta. O unico jeito de conhecer minha loucura era fazendo algo louco. Obrigado, eu te amo. Eu soube no momento que te conheci. Desculpe se demorei tanto para tomar conta disso, eu fiquei preso.”
— Pat

“Olhar nos olhos de outra pessoa, por um longo tempo revelou-se uma coisa poderosa. E se você não acredita em mim, tente fazer isso você mesmo.”
— Pat


Resenha por Amanda Ágatha
Twitter: @euagathaf
comentários(0)comente



Luciana 27/05/2013

O Lado Ruim da História
Me deixei levar pelos comentários positivos sobre o filme, que rendeu o Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence, e acabei comprando o livro para ler antes de ver o filme, como sempre faço. Mas sinceramente, não gostei muito da história. É muito bem escrito e retrata os dias de hoje, da vida como ela é. Mas o que me incomodou, foi o discurso “fanático por futebol”. Nada contra torcer por um time, mas não gosto do exagero, da vida girando em torno só disso, praticamente. Como se tudo dependesse de como seu time vai se sair em campo. Claro que o que o livro retrata é norteado pela loucura, por problemas psicológicos do personagem principal, Pat Peoples, e é nessa loucura que o fanatismo entra. Mas mesmo assim, saiu um pouco do que eu gosto de ler. Talvez porque o livro tenha sido escrito por um homem, e claro, retrata o mais o universo masculino do que o feminino. Ainda não vi o filme, mas pelo que me falaram, o futebol é mais coadjuvante do que protagonista.
Belisa 28/05/2013minha estante
Nossa!! Pra mim foi a mesma coisa.
Eu vi o filme e ADOREI e por isso resolvi ler o livro, mas a história é bem diferente e sinceramente, super chata. Tinha a impressão de estar lendo um livro sobre futebol! Não aguentava mais! kkkk
Foi a primeira vez que gostei mais do filme que do livro.


Robson 20/06/2013minha estante
"Tinha a impressão de estar lendo um livro sobre futebol!" +1


Luciana 20/06/2013minha estante
Belisa, compartilho da sua opinião: é a primeira vez que o filme é melhor que o livro. Ainda assim, não me encantei tanto c/ o filme...Eu assisti o filme no último final de semana e achei a história bem diferente do livro. Tem uns personagens diferentes que no livro não tem e vice-versa. E a participação do pai do Pat Peoples é muito mais intensa no filme enquanto que no livro, ele nem dá muita bola p/ o filho...




Lee S. 13/03/2013

Eu acredito no Lado bom da Vida!!
O Lado bom da Vida, de Matthew Quick, foi uma surpresa maravilhosa para mim. Não sou um leitor assíduo do gênero, mas é um livro tão bem escrito, tão envolvente, tão "acolhedor" que ao terminá-lo eu senti um aperto no coração, mas também tive a certeza que encontrei mais um livro para ficar guardado na minha memória.

Resumidamente, o livro retrata a vida de Pat Peoples após sair de uma instituição psiquiátrica, mais conhecida por nós leitores como o "lugar ruim". Pat é um homem de 34 anos, perturbado e fora de seu juízo perfeito. Ele perdeu a noção de tempo, de espaço e não consegue se lembrar dos últimos quatro anos de sua vida. Não lembra o motivo de ter ido para a clínica, a única certeza que possui é que sua esposa, Nikki, quis que ficassem um "tempo separados". Na sua cabeça, Nikki vai voltar após o término do tempo separados e poderão novamente viver uma vida feliz a dois. Acreditando cega e fielmente nisso, Pat tem como única obsessão e único motivo para viver a certeza de que poderá estar novamente com sua esposa. E para isso ele se torna um viciado em malhação e a todos os instantes se lembra de ser mais gentil em vez de ter razão, de se tornar uma pessoa melhor, de mudar e evoluir para merecer seu amor de volta. Em meio a essa fé inabalável, Pat tem que enfrentar a relação difícil com o pai, cujo humor varia de acordo com as vitórias de seu time e com as demais pessoas a sua volta tentando fazê-lo enxergar a dura realidade da vida.

Confesso que primeiramente me interessei pela história pela atriz Jennifer Lawrence, que interpreta a personagem Tiffany, uma das protagonistas da história. Como fã da atriz e após ter visto ao trailer do filme, decidi comprar este livro. A princípio, imaginei a história totalmente diferente. Talvez pensei que se tratasse de algo mais romântico ou coisa parecida. Em dois dias percebi que estava totalmente engando, mas para a melhor! A história comovente de Pat me surpreendeu e o livro se mostrou cheio de uma naturalidade e de uma leveza profunda e incontestável. Como não me emocionar com a fé e a esperança de Pat, em tentar ver sempre o lado bom das coisas, em se esforçar para ser melhor, para ser digno e merecedor, para aproveitar o lado bom da vida? E como não sentir uma simpatia grandiosa por Tiffany, que apesar das constantes mudanças de temperamento e de atitudes, se mostrou uma grande amiga e uma pessoa importante e decisiva na vida do nosso herói? Esses dois personagens centrais possuem uma profundidade complexa e um desenvolvimento para lá de interessante a medida que as páginas avançam. São complexos por seus sentimentos, por seus pensamentos e por seus atos. São misteriosos, enigmáticos; mas sinceros e apaixonantes. Ao ler esse livro, eu podia sentir de tudo, era um misto de alegria, de compaixão e de pena, com esperança, fé e amor. Foi uma explosão de sentimentos completa.

Os momentos mais maravilhosos dessa história se deram quando Tifanny e Pat iniciaram os ensaios para a dança, chegando ao ápice na apresentação, que foi tão bem detalhada e escrita, que me emocionou do início ao fim. Outro momento maravilhoso e de profunda sensibilidade se deve às cartas trocadas entre Pat e "Nikki", bem como também quando o Doutor Cliff compreendia exatamente as necessidades e dúvidas de Pat. O que também gostei e achei bem interessante, foi a construção gradual da relação de Pat com todas as personagens envolvidas, desde sua mãe (adorável, por sinal), seu irmão, seu amigo, a pequena Emily (uma fofa), Tiffany, até seu pai (que homem escroto e nojento)!

Em nenhum momento a leitura me cansou. É tão envolvente que é difícil largar. Realmente MUITO difícil. Pat narra com uma destreza, uma leveza, que você se vê na situação dele, analisando sob seu ponto de vista, tentando entender o motivo de tudo. Os únicos momentos que realmente me irritavam eram aqueles que se concentravam no futebol americano, mais especificamente no time "E-!-A-!G-!L-!E-!S-!" Eagles! Sinceramente, quando eu via um "AHHHHHHHHHHHHHH!" estampado na página, já me dava nos nervos. Não sei se é porque não curto futebol de nenhuma maneira (inclusive o americano) e não conheço nada sobre, ou se é porque achei que o autor perdeu tempo demais narrando sobre as partidas, os jogadores e o quanto os torcedores são chatos, irritantes e absolutamente cansativos, apenas reforçando minha opinião de que fanatismo no campo é a pior coisa que existe. Mas fazer o quê, eu não poderia pular esses trechos... Até foi interessante ver a relção de Pat com o terapeuta fora das sessões!

Enfim, eu poderia falar horas e horas sobre esse livro. É até engraçado, porque quanto mais escrevo sobre ele, mais quero escrever. É tão complexo e ao mesmo tempo inocente, que não tem como interpretá-lo ou analisá-lo por um ângulo só; é preciso muito mais que isso, é preciso ter vários pontos de vista, é preciso ter uma visão ampla e além de tudo, é preciso compreender a diferença de um personagem que têm problemas mentais e um que não tem. E sinceramente, mesmo com seus problemas, seus devaneios, suas loucuras, suas crises e seus ataques, Pat me mostrou ser uma pessoa muito melhor e mais positiva que qualquer pessoa em seu juízo perfeito. E esse é seu ponto positivo. Acreditar em finais felizes, ter esperança... Por mais que saibamos que a vida real é dura, difícil e nem sempre existem finais felizes de verdade; não custa nada acreditar, ter fé, ter esperanças, ver as coisas pelo seu lado bom, pelo seu positivismo. Só traz bem... No caso de Pat, ele não teve o final feliz que queria com Nikki, mas começou uma história nova para ter um final feliz com Tiffany. E essa crença no lado bom da vida, só lhe fez bem.

Um livro admirável e inesquecível para mim. Indico para todos, MESMO. Agora pretendo assistir ao filme. Sei que entre os dois há diferenças e algumas até mesmo gritantes, mas confio nos atores, principalmente na Jennifer que ganhou o tão estimado Oscar de melhor atriz e acredito que vou me emocionar no filme tanto quanto me emocionei no livro. Depois disso, eu acredito no LADO BOM DA VIDA :)
comentários(0)comente



C Henrique 23/02/2013

Quis muito gostar, mas infelizmente não correspondeu às minhas expectativas. Achei que o autor tentou escrever uma história adulta nos moldes daqueles dramas "young adult" que utilizam um humor "descolado", mas o resultado não ficou muito bom. As partes que são para ser engraçadas não funcionaram comigo: a obsessão do personagem por exercícios físicos e por futebol americano, etc. O conflito (motivo do transtorno do personagem) me pareceu pouco plausível, e a forma como o tema da depressão é tratado é superficial e quase desinformativa. Como é a primeira obra do autor, quem sabe ele tenha amadurecido mais e melhorado nos dois outros livros que já escreveu depois desse. Ainda não vi o filme, mas me parece que será um daqueles raros casos que terão feito uma adaptação melhor que o livro.
comentários(0)comente



Vickie 10/05/2013

Original, peculiar e hilário <3
Resenha em vídeo!
http://www.youtube.com/watch?v=xjsS06yvzpw

Beijos!
comentários(0)comente



1121 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |