Os Bruzundangas

Os Bruzundangas Lima Barreto




Resenhas - Os Bruzundangas


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Luis 24/11/2012

Es tú, Brasil ?
Lima Barreto está na moda.
Escrevo sob o impacto da realização da primeira FLUPP, a Feira Literária das UPP`s, evento que aproveitou a iniciativa marcante da pacificação de boa parte dos morros e comunidades do Rio de Janeiro, para discutir e descobrir a literatura fora dos salões acadêmicos. E o que o nosso Lima tem a ver com isso ? Tudo, visto que em sua época, o escritor teve uma postura quase obsessiva em desnudar o mundo literário de seus rapapés e cerimônias e trazê-lo o mais perto possível da vida real, da poeira do asfalto, do povo, enfim. Não por acaso, o autor de Os Bruzindangas foi o patrono do evento.
A minha relação com a sua obra data de 1989, quando D. Umbelina, uma professora de Geografia, exótica e lendária, que lecionava no Pedro II da Tijuca, me presenteou, sem nenhuma razão aparente, com um volume de “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Nos meus imberbes 14 anos, nunca tinha ouvido falar do livro, tão pouco de Lima Barreto. Só bem mais tarde, em 1992, resolvi me aventurar pelas páginas do escritor e, qual não foi a minha surpresa, descobrir um autor ímpar, com uma prosa de difícil de ser classificada e uma biografia marcada por intenso sofrimento. Um gênio incompreendido.
“Os Bruzundangas” é uma sátira mordaz ao Brasil de então e que, lamentavelmente, não difere tanto do atual. Discriminado por ser mulato, pobre e sem curso superior, Lima Barreto se vinga traçando um retrato cruel das elites em todas as suas vertentes : política, econômica e acadêmica. Talvez, a lente do ressentimento, embora legítima, não tenha feito tão bem à pena do escritor, já que o livro, embora fruto de um profundo senso de observação jornalística (atividade que Lima desempenhou com regularidade) não está no mesmo nível das obras de ficção que gravariam o seu nome na eternidade, como o já citado “Triste Fim” , “Clara dos Anjos” e “ Recordações do Escrivão Isaías Caminha”.
Ainda assim, a flecha certeira e envenenada que atinge em cheio a República Velha é uma prova irrefutável da atualidade de seu pensamento e inconformismo crônico. Não poderia deixar de destacar ainda o belo bônus da edição da Ática, Série Bom Livro (2011), que traz um ensaio espetacular de Carlos Faraco, especialista na vida e na obra do escritor.
Passados 90 anos de sua morte, Lima Barreto, finalmente, parece ter o destaque de que sempre mereceu.
Marta 07/12/2012minha estante
Como sempre suas resenhas são muito boas, Luis.


Luis 02/01/2014minha estante
Eu que agradeço a gentileza do seu comentário, Marta. Um abraço.




JIMWauters 04/02/2010

Bruzundangas?
Lima Berreto, com o seu estilo satírico e sarcástico retrata os descasso políticos e cotidianos de um país que muito se parece com O Brasil de hoje, de ontem e quem sabe até de sempre...
Vale a pena conferir.

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Pedro Luiz Viegas 21/05/2011

Aquarela Bruzundanga
Lima Barreto expressa sua insatisfação com a situação política, social e econômica de sua época nesse livro. Usando um humor irônico e sarcástico, o autor descreve A República dos Estados Unidos da Bruzundanga nos seus mais variados aspectos. A semelhança com o Brasil não é mera coincidência, assim como não é coincidência a semelhança com algumas personalidades históricas que vão se configurando ao longo das narrativas.

No capítulo especial "Os Samoiedas", o livro aborda o único movimento literário de Bruzundanga, baseado unicamente nas aparências e não no mérito.

O capítulo 1, sobre economia, mostra Bruzundanga como palco de economistas e do que em nome dessa "ciência" se chega a propor a uma nação. Tendo a natureza sido desvendada pela ciência, teve o homem de criar outros mistérios a fim de poder criar novos feiticeiros. Nada mais anômalo do ponto de vista estatístico do que os modelos econômicos e explicações dadas por economistas.

Os capítulos 2 e 3 falam sobre duas formas de nobreza: a nobreza obtida pelo estudo, a nobreza do doutor, do engenheiro e a nobreza "inventada" dos marqueses, condes e afins com seus títulos comprados. Enfim, conclui serem ambas dignas de ironia e piedade.

No capítulo 4, sobre a política e os políticos, Lima Barreto diz que a função dos políticos de Bruzundanga é, ao contrário do que deveria ser, fazer os povos infelizes. Nepotismo, favorecimentos e tudo o mais que encontramos aqui pertinho.

No capítulo 5, sobre as riquezas de Bruzundanga, vemos como a má política resulta no péssimo uso dos recursos de um país. Logicamente que para os oligopólios beneficiados com isso não se trata de má política. As coisas não acontecem por acaso.

No Capítulo 12, sobre heróis de Bruzundanga, há uma opinião do autor acerca de uma personalidade histórica gaúcha. Admito que concordo com Lima Barreto, sempre pensei da mesma forma. As escolas empurram falsos heróis a nossas crianças.

No capítulo 15, "Uma consulta médica", relata-se o endeusamento de um médico à época. Nos dias de hoje pode-se esperar ainda mais do que "alguns dias" por uma consulta com um especialista.

E, por falar em políticos, no capítulo 21, "Pancôme, suas idéias e o amanuense", desdobra-se um relato desse personagem e suas peripécias na cena bruzundanga. Quanto mais avacalha com o país, mais aclamado é. Coincidências.

Enfim, o livro é um retrato de uma época e interessantíssimo para se fazer um contraponto com a atualidade. Não aconselho que seja lido de uma só tacada, mas aos poucos, pensadamente.
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Victor José 07/12/2012

Se hoje fosse publicado Os Bruzundangas, aposto que em muitos aspectos a obra não estaria fora de contexto. Mesmo depois de muito tempo, este livro de Lima Barreto (1881-1922) ainda carrega a mesma força no sentido de denúncia, mesmo que nele permeie um modo mais leve de relatar temas negativos, se comparado com outros trabalhos mais recentes e de conteúdo similar.

Publicado postumamente em 1923, Os Bruzundangas é um conjunto de crônicas sobre um país fictício, a República dos Estados Unidos da Bruzundanga. Esta nação hipotética contém basicamente os mesmos problemas encontrados no Brasil, e é nesse aspecto satírico que o autor se apega para condenar os problemas sociais, o que é uma característica muito presente em toda a obra de Lima Barreto. O termo ‘bruzundanga’ é um substantivo feminino que pode significar ‘burundanga’, que é o mesmo que ‘palavreado confuso’, ‘mistura de coisas imprestáveis’, ‘mixórdia’, ‘trapalhada’ ou ‘embrulhada’.

O livro é um diário de viagem de um brasileiro que morou por uns tempos naquele país e conheceu de perto os principais pormenores. Ao longo dos capítulos, Barreto discorre sobre vários assuntos, dentre eles, a Constituição, a indústria, o nepotismo, o favorecimento aos políticos, a má educação, o setor defasado da saúde, a imprensa, além dos costumes do povo e da cultura (música, teatro, literatura etc.)

A maneira como ele aborda os problemas ainda é estritamente válida, fácil de ser adaptada para a nossa realidade. Além disso, o livro não se torna cansativo como alguns clássicos do mesmo período, tem pouco mais de 150 páginas e é capaz de conquistar o leitor menos acostumado com o estilo da época.

Mesmo com todo o humor e elegância, é bastante clara a denúncia para qualquer um que lê-lo, a crítica é incisiva. Para exemplificar, segue abaixo um trecho do sexto capítulo, “O Ensino na Bruzundanga”:

"(...) Há casos tão escandalosos que, só em contá-los, metem dó.

Passando assim pelo que nós chamamos preparatórios, os futuros diretores da República dos Estados Unidos da Bruzundanga acabam os cursos mais ignorantes e presunçosos do que quando para lá entraram. São esses tais que berram: “Sou formado! Está falando com um homem formado!”

Ou senão quando alguém lhe diz:

- Fulano é inteligente, ilustrado...”, acode o homenzinho logo:

- É formado?

- Não.

-Ahn!"

Nesse sentido de romance social, o autor, que também publicou Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), é tido como o pioneiro no Brasil, e ao mesmo tempo como o crítico mais ferrenho da República Velha na esfera artística.

Segundo o próprio Lima Barreto, ele se enquadrava num segmento denominado ‘literatura militante’, e dizia que tinha como objetivo fazer comunicar umas almas com as outras para reforçar a solidariedade humana, tornando os homens capazes de se entenderem melhor. E é fácil notar essa mensagem em Os Bruzundangas, afinal, basta rememorar o retrato brasileiro daquele período e seus respectivos personagens e compará-los com os personagens da obra. São caricaturas explícitas.

Vale a pena lê-lo por muitos motivos, mas, repito, compará-lo com os dias atuais e enxergar uma série de semelhanças esdrúxulas é o aspecto mais irresistível. Parece praga, da boa e da ruim.

http://sopadecoisa.blogspot.com.br
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Carina 15/05/2014

Pobreza
O livro retrata um país de pessoas mesquinhas, medíocres que se preocupam apenas com aparência e vaidades. Para o povo resta a miséria e os altos impostos. Os atos dos governantes chegam a ser absurdos a ponto de nomear uma ave como ministro. Eficiência não existe, nem trabalho de fato, tudo é só aparência. O autor é de uma ironia e de uma critica sem fim que mata sonhos e esperança de dias melhores pois a problemática está muito enraizada na sociedade.
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Hebson 03/12/2009

Bem,achei o livro um pouco tedioso devido a linguagem usada pelo autor.Mas como em todo livro:você sempre aprende algo novo!Neste livro dá para comparar bem a velha Bruzundanga como o nosso atual Brasil!Por que será?!
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Ricardo 08/05/2019

Brasil, mas ficcional. Fantástico, mas continua com os mesmos vícios e problemas sociais
Esse livro foi publicado em 1923. Obviamente uma sátira do país, Bruzundanga é retratada pelo narrador visitante em seus aspectos mais peculiares, seus juízes, seus políticos, seus militares, suas províncias. Podemos identificar São Paulo, Rio de Janeiro, então capital do país sob outros nomes, mas com os mesmos vícios e problemas sociais. Um ou outro personagem é retratado, o secretário do ministro, o burguês, o escritor. Seja num cargo bajulatório, seja num cargo interesseiro. O preconceito da Bruzundanga era contra os javaneses que não sabiam falar sânscrito. Ter a cor de pele branca e ser bonito era essencial para obter os cargos de nível superior. O mandachuva, presidente da Bruzundanga, via concurso público indicava homens brancos bonitos que nem sequer sabiam escrever, mas que fariam bela figura para autoridades estrangeiras de passagem ou interessadas nesse país. Mais um livro do Lima Barreto que pode ser lido neste século e nestes anos de "Nova era" e que serve para prestarmos muita atenção aos vícios de nossa sociedade. Lima Barreto tentou por duas vezes ingressar a academia brasileira de letras. Mas por sua condição social e passagens por instituições psíquiatricas, não era visto com bons olhos por gente como o (desprezível integralista) Monteiro Lobato. Não precisava da ABL. A literatura brasileira sim precisa de Lima Barreto. Hoje sabemos quem é quem.
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João 18/01/2019

Os Bruzundangas - Lima Barreto.

Lamentavelmente, o Brasil ainda é um retrato cuspido e escarrado (ou melhor: esculpido em Carrara) da República de Bruzundanga.

"Os Bruzundangas" teria sido escrito por Lima Barreto nos idos de 1917, mas publicado postumamente em 1922.

O livro não se caracteriza propriamente como um romance de personagens, podendo ser identificado mais como um conjunto de crônicas ou sátiras. As crônicas são narradas por um viajante, que, após ter conhecido o curioso país "Bruzundanga”, passa a relatar as impressões que acerca dele formara.

Na medida em que a leitura evolui, o leitor brasileiro pode se surpreender com a familiaridade encontrada nos usos e nos costumes daquele povo exótico, os bruzundanguenses. É que deliberadamente a Bruzundanga de Lima Barreto constitui um retrato fiel do Brasil do início do século XX. E, podendo-se dizer mais, trata-se de uma alegoria representativa do Brasil de nosso tempo. Obviamente, guardadas as devidas proporções, desde que o livro fora escrito houve significativa evolução nas relações privadas, tornando-se obsoletos alguns usos e costumes descritos na obra. Contudo, ainda assim é possível identificar importantes continuidades daquelas práticas culturais no Brasil atual, especialmente no que toca à esfera governamental e suas relações administrativas.

A narrativa vai sendo desenvolvida a partir do ponto de vista do viajante, cujas impressões vão sendo organizadas em "notas" que compõem os capítulos do livro. Em tais "notas", o viajante descreve os "curiosos" e "interessantes" traços da vida pública e privada dos habitantes da Bruzundanga.

Assim é que os mais diversos setores da cultura bruzundanguese vão sendo descritos. É assim que o leitor vai tendo o prazer (ou desprazer) de conhecer "a sociedade", "a nobreza", "as eleições", "os heróis" e até a "Constituição" da República de Bruzundanga.

Nesses capítulos do livro, Lima Barreto lança mão da sátira, dotada de poderosa dose de ironia e sarcasmo, para denunciar as futilidades e os preconceitos que caracterizam as relações privadas das classes sociais dominantes. É desnudada a mesquinhez das elites brasileiras, bem como a excessiva afetação e a pobreza de espírito dos intelectuais da época. No aspecto cultural das letras e das artes, os bruzundanguenses (ou os brasileiros!) parecem então tomados pelo "complexo de vira-lata" (conforme cunharia mais tarde Nelson Rodrigues). Nesse sentido, Lima Barreto demonstra o quão ignorada era a originalidade dos artistas brasileiros, sempre desdenhados em sua potencialidade artística. Ao contrário, eram tidos por talentosos, sábios e eruditos os brasileiros copiadores da arte estrangeira, ainda mais se se expressassem por meio de uma linguagem hermética e incompreensível.

Em capítulo especial que inaugura a narrativa, intitulado "Os samoiedas", Lima Barreto destina sua crítica ácida aos poetas parnasianos que dominaram a cena literária brasileira no final do século XIX até aproximadamente 1922. "Os samoiedas", que na verdade constituem grupos étnicos que habitam ainda hoje a região da Sibéria, é a figura encontrada por Lima Barreto para representar, em alegoria, os poetas parnasianos, cujas obras são duramente criticadas pelo autor, face à sua linguagem obscura, hermética, excessivamente formalista e nada compreensível.

Por todos esses aspectos, o título da obra faz justiça ao povo da República da Bruzundanga, porquanto um dos possíveis significados encontrados no dicionário para o termo "bruzundanga" é o de "uma linguagem confusa ou incompreensível". Ora, seja no campo das artes dos bruzundangas, seja no campo da política, pululam atitudes confusas e até incompreensíveis de tão inacreditáveis.

É bem verdade que é possível perceber nas sátiras lançadas por Lima Barreto um sentimento de exclusão social do autor (escritor e intelectual negro do início do século XX), ou mesmo um ressentimento nutrido em relação a determinadas pessoas ou instituições daquela época (exs: Academia Brasileira de Letras, o ilustre Barão do Rio Branco, etc.). Contudo, a meu sentir, tais sentimentos pessoais em nada comprometem o conjunto da obra e a sua vocação para a reflexão acerca da evolução cultural e do estágio civilizacional em que se encontra o Brasil.

Boas leituras!


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Aline Teodosio 05/07/2018

Tapa na cara e soco no estômago (simultaneamente)
Temos aqui um narrador brasileiro que passa uma estadia na Bruzundanga e nos relata as peculiaridades do exótico país, explicitando todas as mazelas, jeitinhos e absurdos lá existentes.

O livro é simplesmente uma sátira ferrenha ao Brasil e ao povo brasileiro. A Bruzundanga é aqui. E não há como fugir disso. A cada capítulo nos identificamos com as nossas vergonhas. O livro suscita risos, por vezes é deveras hilário, mas por vezes é deveras revoltante. Lima era, antes de tudo, um revoltado. Um revoltado por viver em um país onde imperava as falcatruas, os jeitinhos, a corrupção. Um país onde a aparência prevalece acima de qualquer coisa. Onde o poder só pode estar nas mãos de quem tem capital para isso. Onde a intelectualidade, o estudo, a erudição estão em último plano. Onde as oportunidades só chegam a quem já nasceu com todas as oportunidades para si.

Lima, como brasileiro, ri e tripudia dos bruzudanguenses. Pobres diabos! Tão explorados, ludibriados, massacrados, engabelados e ainda assim permanecem com seus arzinhos de superioridade. Os bruzudanguenses não merecem mesmo ser levados a sério. Com Lima rimos deles (de nós). Na verdade, deveríamos era chorar, isso sim.

Os Bruzundangas é uma crítica feroz à nossa sociedade, política, literatura, Constituição, ensino, religião, cultura, herois... É um destilar de veneno que mata o orgulho que por ventura poderíamos sentir por esta pátria sem lei. E é, acima de tudo, um convite para refletirmos sobre as nossas condutas, costumes, caráter.

Um clássico do início do século XX que permanece assustadoramente e vergonhosamente atual. Um livro que todo brasileiro deveria ler, sentar, pensar e tentar mudar de postura.

Apenas leiam.
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Thaís 03/11/2011

Uma boa sátira que foi e continuará sendo a analogia literária perfeita para representar o Brasil de ontem e, inclusive, o de hoje.
Em "Os Bruzundangas", Lima Barreto apresenta situações tão incomuns, tão exageradamente irônicas e engraçadas que é impossível não traçar um paralelo com "um país que conhecemos".
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Lista de Livros 23/12/2013

Lista de Livros: Os Bruzundangas - Lima Barreto
“São assim como nós que temos grande admiração pelo Barão do Rio Branco por ter adjudicado ao Brasil não sei quantos milhares de quilômetros quadrados de terras, embora, em geral, nenhum de nós tenha de seu nem os sete palmos de terra para deitarmos o cadáver.”
*
“Uma das curiosidades da Armada daquele país é a indolência tropical dos seus navios que, às vezes, por mero capricho, teimam em não andar.
Enfim, a força armada da Bruzundanga é a coisa mais inocente deste mundo. Em face dela, todo o pacifismo ou humanitarismo é perfeitamente ridículo.”
*
“Os médicos da Bruzundanga imaginam-se sábios e literatos.
Pode-se afirmar que não são nem uma coisa nem outra.”
*
Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2008/12/os-bruzundangas-lima-barreto.html
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Kaio 23/06/2018

Qualquer semelhança não é mera coincidência
Os Bruzundangas é uma sátira cômica (muito bem construída, diga-se de passagem) à sociedade brasileira durante a Primeira República, onde Lima Barreto esboça sua crítica às futilidades das elites, os problemas sociais, econômicos e culturais e, mais que isso, um manifesto político. Este é um retrato de uma nação gigante porém mal governada.
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Júlia 25/07/2019

Legal
Um livro legal, com o intuito exclusivo de descer a lenha no Brasil ( Bruzundanga). As críticas são legais, inteligentes. Me peguei rindo de muitos pontos sarcásticos. Mas sem muita empolgação. Impossível não reconhecer a situação do nosso país.
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