O Voo da Guará Vermelha

O Voo da Guará Vermelha Maria Valéria Rezende




Resenhas - O Voo da Guará Vermelha


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Yukari 02/12/2009

Guará, linda guará.
Eu não sei porque eu menosprezo tanto a literatura brasileira, acho que é porque não conheço mesmo. A história é simplesmente linda, linda, linda.
Não me arrependo nem um pouco de ter comprado e lido este livro.
Rosario é um personagem muito interessante e com as histórias dele a a menina (não me recordo o nome agora), foi tão triste o final.

Particularmente eu preferia que tivesse dado tudo certo, mas mesmo assim ainda foi um livro bom demais pra esse detalhe acabar com ele.
Guilherme 14/09/2010minha estante
Há tanto o que descobrir em nossa literatura, e algumas pessoas só a desprezam porque, mesmo, não a conhecem.


ritita 16/08/2017minha estante
Menina Yukari, nossa literatura é tão rica quanto toda literatura latino americana; esqueça os escritores de whatpad e procure bons autores. Eu amo Jorge Amado, Rubem Fonseca, Érico Veríssimo, Zelia Gattai e muitos outros. Vale a pena tentar.


Samuel 31/01/2019minha estante
Eu passei muito tempo lendo literatura Europeia e Americana, mas o que mais gostei da literatura brasileira é a proximidade. Os cenários, as personagens, a paisagem, tudo gera uma identificação maior. Passei a me aproximar mais da nossa literatura quando comecei a ler o jornal literário Suplemento PE (tem disponível em PDF na internet, mas ele é tão maravilhoso que até assinei, 60 reais por ano). Enfim, espero que continue lendo *todos os tipos de literatura de todos os lugares*.
At.te Samuel.




Gabriela 18/09/2011

O Voo da Guará Vermelha - Maria Valéria Rezende
Eu nunca tinha ouvido falar no livro até ele estar na lista do vestibular de minha irmã, Larissa. Ela leu, disse que era muito bom e que eu devia ler também. Porém, como a gente tá sempre comprando livros, eu fui deixando para depois, achando que ele não seria tão interessante quanto outros que havia comprado. Ah, como eu estava enganada!

Adorei o livro! É diferente de tudo que já havia lido, com uma liguagem e apresentação bem peculiares. Os títulos dos capítulos são sempre nomes de cores - o primeiro é "cinzento e encarnado" - que representam elementos ou passagens importantes daquele capítulo.

É curioso como a história de Irene e Rosálio vai ficando parecida com a da história que Rosálio tanto quer ouvir: as Mil e Uma Noites (em algum lugar eu li uma resenha que fazia um paralelo entre os dois livros, mas nem me lembro mais onde foi. O que interessa é que achei muito pertinente). É muito bonita a forma como o amor de Irene e Rosálio se construiu. O livro é escrito de maneira maravilhosa, é como se estivéssemos lá no quartinho de Irene, ouvindo Rosálio contar sua história. E que história! Fica difícil saber se é verdade ou se ele inventou e/ou aumentou algumas partes. Mas isso não importa, pois bom mesmo é "ouvir" Rosálio contar a história de vários brasileiros em uma só.

Eu não esperava me encantar tanto com "O Voo da Guará Vermelha" e o melhor é saber que a escritora vive em João Pessoa há muitos anos, apesar de não ser natural daqui, dá certo orgulho, sabe?

http://bibliomaniacas.blogspot.com/
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Pedro 23/03/2016

musicalidade e poesia
O Voo da Guará Vermelha é um livro de uma beleza grandiosa, além de ser bastante singelo. Nele vamos conhecer dois personagens principais Irene e Rosálio. Sendo ele servente de pedreiro e ela uma prostituta doente, muito cansada e que precisa trabalhar nessa vida mundana para criar o filho. Rosálio é um pedreiro pobre, simples, a principio sem tantas perceptivas de vida e sem lembrança do passado genealógico. A única coisa que o Rosálio carrega é uma caixa com livros, livros esses que carregam histórias que ele um dia sonha poder conhecer, aprender, escrever (pra mode não esquecer) e espalhar ao mundo junto com as suas próprias.

O pedreiro acaba indo parar nos braços de Irene, e a partir desse encontro as histórias que ambos carregam são expostas um ao outro e ao leitor que acompanha avidamente o desenrolar da trama, como o Rei Shariar a esperar as histórias que a princesa Sherazade contava. Com o tempo, Irene vai dando significado as letras na tentativa de ensinar o homem a ler.

Narrado em terceira pessoa, intercalado com vozes dos personagens principais que tomam as rédeas de suas histórias na hora de narrar, O Voo da Guará Vermelha traz temas duros e por vezes ignorados em nossas vivencias, como se alertasse nossos olhares para aquilo que presenciamos mas não nos damos conta da profundidade da situação em questão... aliás, não só situações, mas também pessoas; há uma diversidade incontável de gente em nosso mundo, divididas entre pessoas boas e más e vemos que quando se trata da maldade, arrogância e soberba humana o problema é imenso. Irene não é dessas, mesmo na condição em que vive, é um poço de inocência e percebemos isso quando ela narra pra gente sua história com o sagui, o qual amava tanto que sem querer acabou o matando e isso deixa nela uma tristeza e a ensina a nunca fazer mal a criatura alguma.

A escrita da autora é muito bonita, bem feita e diferente, como se as palavras fossem escolhidas a dedo para compor frases com musicalidade e poesia. Por essa construção, não é um livro que dá tudo de mão beijada ao leitor, sendo assim, ele requer mais atenção para pegar detalhes não ditos explicitamente, mas que estão ali e não se perder na narrativa do Rosálio, nem da Irene e muito menos na do narrador em terceira pessoa.

Livro recomenda para quem, assim como Rosálio, tem fome, fome de palavras, fome de viver e sair por aí a contar histórias, sejam vividas, sejam inventadas ou sejam uma mistura de realidade com realismo fantástico e que realçam uma realidade social obscura, simples, por vezes injusta, porém, intensa e presenciadas por pessoas honesta.

site: http://www.decaranasletras.blogspot.com.br/2016/03/resenha-147-o-voo-da-guara-vermelha.html
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Eliza 31/10/2014

Um dos livros que me fez mais feliz esse ano, com uma história sobre contar histórias, amar, viajar e aprender a ler. Floreado de causos e poesia, de uma prosa boa de dar preguiça, que mareja os olhos, e embala a alma feito música boa casando com uma caminhada pela orla. Feito qualquer música que serve de trilha sonora para o que está invisível aos olhos. Recomendo pra quem não se aguenta e corre para a arte para reestabelecer a fé no ser humano, para quem não resiste a uma história bem contada, pra quem como eu, no fundo no fundo, sempre quis estar no meio do mato, se achando dono do mundo.
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Luís Henrique 26/06/2011

Tem coisas que só vendo para crer e tem coisas que só lendo para entender. Um livro delicado e profundo. Uma história de perseverança e de amor. Amor pelas palavras.
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IvaldoRocha 15/03/2012

Surpreendente
Uma grata surpresa. Um livro escrito por uma freira, sobre um servente de pedreiro e uma prostituta com aids. Histórias dentro de histórias contadas de uma maneira brilhante, extremamente comovente, sensível e longe de ser piegas. Talvez uma ou outra passagem tenha um viés um tanto político, mas com certeza vale a pena.
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Will 11/09/2017

Singeleza em forma de papel
Quero muito compartilhar um livro que li há uns dia atrás e que fez minha alma vazar, numa amostra do mar, as lágrimas foram inevitáveis.

Rosálio é um pedreiro que tinha um sonho simples, aprender a ler. Irene se prostituia para cuidar do filho e tinha um sonho simples, conhecer alguém que lhe trouxesse um ressignificado para além de meros toques frios. Carregando diversas histórias consigo, Rosálio tem em sua vida relatos de fracassos e sentimentos tocantes, Irene além do fascínio pela atenção registra essas belas narrativas num velho caderno o significados das letras, amarrando enfim, esse nó em forma de convivência.

Maria Valéria Rezende tem definitivamente uma sutileza impecável na obra, o triste se tornando belo ... valorizo muito quem consegue fazer isso, poesia em prosa.

Mais um daqueles livros que gastam o lápis em grifos frequentes (grifo sim).

Tocante, doce, de elevar a alma

:)
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Paulinha 18/09/2016

"... felicidade é coisa de muita delicadeza..." (pág. 109)
"...o amor é como menino que não sabe contas nem de perda nem de ganho, vive desacautelado, não tem lei, não tem juízo, não se explica nem se entende, é charada e susto, mistério." (página 60)

Irene é uma prostituta soropositiva, que luta pra ganhar uns trocados para alimentar o filho pequeno. Toda segunda-feira é dia de levar alguma coisa pra ele e pra velha (sua mãe?), sendo pouco ou o mínimo razoável.

Um dia, porém, ela conhece Rosálio, um pedreiro analfabeto que está trabalhando numa obra da região. Com um passado difícil, sem nem ter tido um nome e uma certidão de nascimento, escolheu como queria ser chamado ao conhecer a professora Rosália. Não conheceu seu pai e sua mãe se suicidou tão logo ele nasceu.

"Um corpo de homem aguenta mais do que a gente imagina, por vontade de viver, mas a alma é outra coisa, vai morrendo mais depressa quando perde a esperança, quando a maldade é demais..." (pág. 88)

Apesar de tantas tragédias, o pedreiro sempre teve um sonho: aprender a ler. As palavras dos livros sempre o encantaram; suas histórias davam um outro sentido à sua existência, sempre que alguém lia algo pra ele. Não é à toa, que em suas andanças, nunca abandonou a caixa de madeira com os livros que herdou do Bugre, um amigo. Seu desejo?
"...viver muito, de poder correr caminhos caçando como aprender." (pág. 49)

E então, os destinos de Rosálio e Irene se cruzam: ele tem muita coisa pra contar; ela tem muita coisa que deseja ouvir. Ele quer aprender a ler; ela se encanta com a simplicidade dele e começa a ensiná-lo na escrita.
Um cuida do outro; cada um se doa à sua maneira, da melhor forma.

"...deu saudade triste e boa, pensei que quem tem saudade tem na vida uma riqueza, coisas boas de lembrar, isso era tudo o que eu tinha." (pág. 82)

Com uma sensibilidade absurda, Maria Valéria discorre sobre a vida desses dois personagens, de uma forma que é impossível não se emocionar.

Leitura obrigatória pra quem tem paixão pela vida, pelos livros e pela poesia que emana da vida das pessoas.

site: http://cantinhodaleitura-paulinha.blogspot.com.br/2016/09/o-voo-da-guara-vermelha.html
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Monica.Amota 21/11/2016

Simplesmente lindo!
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Gilmara 26/08/2016

Encantador
Encantador como à medida em que os personagens vão se conhecendo e se desenvolvendo, o mundo deles vai tomando cores. Isso pode se perceber nos títulos dos capítulos. Também, os personagens que, aparentemente, não teriam nada a oferecer, vão se completando mostrando histórias muito ricas.
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Luisa 06/02/2009

Nunca tinha ouvido falar desse livro até olhar a lista de leituras para o meu vestibular. Não imaginava que fosse gostar tanto dele, mas amei! A história é cativante, a narração é daquelas que prendem e a divisão de capítulos é muito legal! O nome dos capítulos são sempre duas cores que aparecem no meio do texto, é bem divertido! Virou um dos meus livros favoritos, rendeu dois posts no meu blog e me apaixonei por certos trechos!

"Não diga tanta besteira, que o amor não é assim, o amor é como menino que não sabe fazer contas nem de perda nem de ganho, vive descautelado, não tem lei, não tem juízo, não se explica nem se entende, é charada e susto, mistério."
(Esse trecho foi até usado numa redação que eu escrevi sobre o Amor, e uma das minhas aulas do curso onde eu estudava...)
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isa.dantas 31/07/2018

Livro lindo, de uma sensibilidade incrível! Para ler e reler muitas vezes!
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José Cláudio 13/03/2019

Maria Valéria Rezende. O voo da guará vermelha. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2014

Sempre coloco nas minhas leituras autoras, sobretudo as brasileiras, e esse foi o primeiro livro de Maria Valéria Rezende que tive contato. Radicada na Paraíba, ela é educadora popular e tradutora além da escrita.
Falando sobre a obra, ela nos apresenta Rosálio, pedreiro que viaja o país todo em busca de um sonho que pra nós parece elementar, mas que pra ele tem muita importância: aprender a ler. Com uma caixa de madeira recheada de livros, ele conhece na cidade Irene, uma prostituta soropositiva, que sabe ler, e ao conhecer Rosálio se prontifica a ensinar as letras pra ele, assim conferindo sentido à sua vida. A autora possui uma escrita muito intimista, intercalando as vozes da narrativa ao longo do livro. Ela é muito feliz em trazer à literatura um aspecto mais humano e popular, com Rosálio procurando entender o que os livros que ele havia ganho contavam, e esse rol de estórias seria inserido e reeinterpretado dentro da sua já vasta galeria de causos, fazendo com que ele adquira a vontade de contar suas histórias como ganha pão. Outro aspecto em que Maria Valéria Rezende é muito feliz é em trazer personagens tão solapados pela vida ao centro da narrativa, fazendo isso sem ser piegas, mas com uma naturalidade que nos encanta. Enfim, é um livro maravilhoso, e que comprova a força que a literatura brasileira contemporânea possui, com vários autores sensacionais para serem apreciados... recomendadíssimo!
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Isabel.Souza 06/08/2018

Literatura como refúgio
Esses últimos dias foram corridos e fiquei sem tempo de atualizar aqui. Leitura que fiz no mês de Julho também, escritora brasileira que eu nunca tive contato e que foi um soco no estomago. Que livro forte, sensível, transformador. Que linda e poética é a escrita da Rezende, fiquei surpresa com a fluidez dessa narrativa. Em geral não gosto de dizer que a literatura é retrado ou reflexo, mas, este livro me fez refletir sim, assim como acho que conseguiu "retratar" uma realidade muito triste, mas também muito verdadeira, da vida difícil e batalhadora do povo brasileiro. Fiquei encantada com a abordagem que ela utilizou para falar sobre literatura aqui, simples e democrática como tem que ser. O brasileiro estereotipado como um povo sem acesso a educação, sem interesse à literatura, um povo que não lê, e a Rezende consegue mostrar uma outra versão das coisas e de uma forma tão básica que é muito próxima da forma como eu me relaciono com a literatura. O enrendo se dá no encontro entre Rosálio, um pedreiro analfabeto e Irene, uma prostituta soropositiva. Da relação dessas duas figuras temos a troca mais linda e sincera que eu já encontrei na literatura: Irene ensina Rosálio a ler e escrever e Rosálio diverte e distraí Irene com estórias de sua vida, desta forma os personagens conseguem encontrar um pouco de estímulo para encarar uma vida de miséria e sofrimento. Aqui observamos que as letras/literatura estão sob uma perspectiva de refúgio, um artifício de fuga de uma realidade que é muito cruel, um universo particular em que se encontra paz. Rezende emociona ao trazer personagens tão tangíveis em uma narrativa impactante. Um livro incrível, indico para todas as pessoas que são apaixonadas pelas Letras assim como estes dois personagens.
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Fernanda 12/11/2016

O Voo da Guará Vermelha
Leitura boa. Um romance com história tocante e simples.
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