Fangirl

Fangirl Rainbow Rowell




Resenhas - Fangirl


63 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5


Emma 25/09/2013

Uma ficção muito real
Raibow Rowell pode não ser muito conhecida no Brasil - nenhum dos seus livros foram publicados aqui - mas quando a Amazon me mandou um e-mail com os lançamentos de setembro, esse livro me chamou a atenção no momento em que eu li a resenha. Então eu soube: eu tinha que tê-lo!

Fangirl conta a história de Cather - ou Cath - Uma garota tímida, com poucas habilidades sociais, que não sabe como dizer "não", e nem como se adaptar a esse ambiente novo que é o campus universitário.

Vejam bem, Cath não está na faculdade que ela escolheu, e sim na faculdade que sua irmã gêmea idêntica escolheu. Ambas não irão dividir o dormitório porque Wren - a gêmea - que levar a "experiência colegial" a sério, e conhecer novas pessoas. Assim, Cath é jogada nessa faculdade para dividir o dormitório com Reagan, o oposto de Cath em tudo. e Ela tem que aprender a se virar sozinha nesse ambiente estranho, enfrentar os seus medos e sobreviver ao seu ano como caloura.

Mas Cath não teve uma vida fácil. Aos oito anos, a mãe das meninas saiu de casa, deixando ambas sob os cuidados do pai, que caiu em uma depressão. As duas cresceram entraram na puberdade/adolescência sem a presença de qualquer figura materna, tendo que pesquisar no google coisas básicas como período fértil, menstruação e outras coisas que deveriam ser ensinadas pela mãe.

A partir daí, o laço das duas - já forte - se tornou quase inquebrável. Mas o desejo de Wren em ser independente da irmã faz com que as duas se afastem, discutam e passem dias sem falar.

Wren é um tanto frívola enquanto Cath é uma geek de carteirinha, mas uma completa a outra e quando estão justas, podemos observar como a autora desenvolve bem esse relacionamento especial.

O par romântico da protagonista, Levi, não pode ser visto como um "Gary Stu", mas ele é perfeito demais. O relacionamento entre os dois acontece de maneira calma e comedida, sempre levando em conta o pavor da Cath por mudança. É algo tão natural entre os dois, quase orgânico e simplesmente parece certo.

Reagan - a companheira de quarto da Cath - é o alívio cômico do livro. Alguns anos mais velha, é ela que tira Cath da concha e faz a garota ver que a faculdade não é esse monstro que a Cath imagina em sua cabecinha problemática.

Por outro lado, temos o pai das meninas, que sofrendo de transtornos comportamentais, se vê sozinho quando as filhas saem de casa, e a troca de recados entre a protagonista e o pai todo o cuidado e preocupação, são visto ao decorrer dos capítulos.

E, para ser adicionado a esses elementos, temos o fato que a Cath é uma famosa escritora de fanfics do Simon Snow - similar ao Harry Potter - conhecida por todo o fandom, tendo fãs e tudo mais.

Porque 5 estrelas para este livro? Porque ele é real. A Cath é uma personahem que poderia ser você, eu, ou alguém que conhecemos. Ela transborda tanta realidade que seja a ser palpável. O sofrimento, as agustias, timidez e felicidade são descritos de uma maneira que me lembraram alguns momentos da minha vida, algo que marcou, algo simplesmente plausível e possível de estar ocorrendo no exato momento em que eu estiver lendo uma cena.

O livro também trata de questões importantes: Até que ponto fanfics são plágios? e o que acontece quando você simplesmente esquece da sua vida em favor d mergulha na fantasia dos livros? a apropriação de uma ideia ou de partes de uma história sem dar os créditos devidos ao seu coparticipante.

Enfim, foram 458 páginas de divertimento, Raibow Howell me cativou. Um livro leve, divertido, com um plot interessante que cumpre o seu objetivo: entreter e agradar.
comentários(0)comente



Queria Estar Lendo 29/07/2014

Resenha: Fangirl
Fangirl está na lista dos livros mais fofos que eu já li na vida. Não só fofo, como altamente bem escrito e apaixonante. Rainbow Rowell é uma autora fantástica, e ouso dizer que gosto mais da narrativa envolvendo a Cath do que Eleanor e Park (e aqui acredito estar cometendo um sacrilégio, mas vocês entenderão minha preferência conforme acompanharem a resenha).

A história do livro não foge muito do descrito na sinopse. Temos Cath, a protagonista absolutamente fangirl de uma série de livros muito famosa, que é basicamente uma versão ficcional de Harry Potter. Simon Snow é o personagem de um livro que envolve feitiçaria e está para ter seu último volume lançado; Cath ama tudo que envolva Simon Snow. Ela escreve uma das fanfics mais famosas dessa série, já releu os livros até que as páginas derretessem em suas mãos, sabe tudo sobre qualquer personagem, e shippa Simon com o anti-herói-não-tão-anti-herói-assim do livro. Claro que ela escreve uma fanfic sobre o casal gay, eles são tipo Harry/Draco. Quem conhece fanfics de Harry Potter SABE o quanto esse casal é famoso.

Pois bem, a vida de Cath é estável. Ela vive bem assim, é sua zona de conforto. Mas tudo vem mudando com o tempo, porque Wren está amadurecendo e Cath não quer passar por isso. Ela gosta da estabilidade. Quando vão pra faculdade e a gêmea avisa que não vai dividir o quarto com Cath, eis que a vida dela vira de cabeça pra baixo. Sua roomate, Reagan, é o contrário de tudo que Cath já pensou em ser; tem todo um visual radical, atitudes radicais e humor azedo. E eis que surge Levi (pausa para suspiro).

Levi é o aparente namorado de Reagan. Está sempre visitando o quarto delas (e Cath fica abismada, porque onde já se viu um garoto aparecer ali sempre e tão inesperadamente?) e mostra sutil curiosidade pela esquisitice de Cath, como o apreço pela solidão, a falta de sociabilidade e a incrível obsessão com o mundo de Simon Snow. Com o tempo, Cath descobre que não há romance entre Levi e Reagan, e que o interesse do rapaz está completamente focado nela.

O livro todo é focado no amadurecimento de Cath. Não é nada súbito, mas trabalhado com calma e discrição. Demoramos muito tempo a entender o que há de errado com o pai dela, e porque Cath se preocupa tanto com a solidão dele, demoramos a compreender o porquê dela ter tanto medo de mudanças, porque está sempre tentando fugir delas, mas é uma demora agradável. Vemos, na narrativa, o crescimento não só da personagem, mas de todos ao seu redor. A aparente frivolidade de Wren é compreendida, o mau humor de Reagan também. A fofura de Levi existe desde o começo, ela é uma constante, mas vai evoluindo conforme Cath deixa-se aproximar dele. É UM ROMANCE TÃO FOFO, PELO AMOR DE DEUS!

"You know I'm falling in love with you, right?"

Tem também o fato da Cath ser insegura em relação a escrever algo que não envolva Simon Snow. A fanfic dela é muito famosa, todos adoram sua narrativa e o jeito de contar a história, mas ela teme fugir desse universo e de repente não saber o que fazer, até porque a vida dela é Simon Snow. Quando o último livro sair, ela não terá mais aquele mundo, será uma mudança irreparável. E esse medo é lindamente trabalhado pela Rainbow.

O motivo pelo qual Fangirl é o meu livro favorito da Rainbow é por eu me identificar TANTO com a Cath. Em tudo. É um livro absurdamente real, tudo nele, todos os personagens, todas as inseguranças e problemas e situações, tudo isso pode acontecer, está acontecendo ou vai. O fantástico nos livros da Rainbow é a conexão que eles criam com a realidade ao nosso redor; uma fangirl surtada por uma série de livros, que prefere viver o cotidiano do que se arriscar com o desconhecido... Deus do céu, quem nunca se sentiu assim? A Cath, as ações da Cath, os medos da Cath, era eu, e amo tanto a Rainbow por me ajudar a compreender isso e a melhorar isso. O crescimento da personagem é algo que eu levarei para a minha vida; Cath é uma inspiração.

"You spent a lot of time in the library?""I do, actually.""How is that possible when you're always in my room?""Where do you think I sleep? - he asked. And when she looked at him, he was grinning."

Meu segundo personagem favorito, claro, foi o Levi. Ô MENINO FOFO! Queria comentar algo a respeito dele, mas é um spoiler fofo então deixarei vocês morrendo de curiosidade. Só preciso falar sobre como a cena da Cath lendo a fanfic dela para ele é ADORAVELMENTE MORDÍVEL, PLEASE GET MARRIED MAKE BABIES! Parei.

Comprei o livro em inglês pelo fato de ser uma leitura leve e a edição capa dura ser um luxo. Não tive paciência pra esperar pela tradução, sorry not sorry.

A escrita de Rainbow flui muito bem e a edição é lindíssima! Se está procurando algum livro estrangeiro para treinar seu inglês, procure Fangirl! Quem prefere esperar, soube que a Novo Século vai lançar o livro logo logo (quando visitei a editora, foi-me dito que a tradução estava a todo vapor). Vamos esperar por novidades então!
___________________________________________
Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Denise Flaibam, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

site: http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2014/07/resenha-fangirl.html
comentários(0)comente



Carol D. Torre 19/01/2014

Vocês sabem que, de vez em quando, eu amo ler estórias fofas e divertidas e foi por isso que escolhi Fangirl. E eu fui totalmente surpreendida porque a autora conseguiu juntar romance, relacionamento familiar, amizade e auto descoberta para forma uma estória extremamente real que te deixa com um sorriso bobo na cara. Estou apaixonada por esse livro.

Cath não escolheu ir para a faculdade, sua irmã gêmea Wren sim, e, como boas gêmeas que não se desgrudam, Cath resolveu seguir a irmã. Mas parece que Wren não queria mais continuar tão grudada assim. Defendendo que elas precisam crescer e conhecer pessoas novas, ela se recusou a ser companheira de quarto de Cath, deixando a irmã totalmente perdida em um ambiente para qual não estava preparada.
Acostumada a passar a vida escrevendo, junto com a sua irmã, fanfics de sucesso sobre o mundo da série de livros Simon Snow, onde, em todas elas, Simon se apaixonava por um de seus inimigos, Baz, Cath não estava pronta para enfrentar um lugar totalmente desconhecido onde ela não se encaixava e conviver com Reagan, sua companheira de quarto mal-humorada e amedrontadora e seu namorado sorridente e amigável, Levi, que não saia de seu dormitório. Além disso, Cath também não conseguia parar de seu preocupar com seu pai que nunca tinha ficado sozinho e que, desde que sua mãe havia ido embora e os abandonado, vivia frágil e sempre suscetível a perder o controle.
Mas agora não tinha volta, a garota estava presa nessa nova vida e sendo obrigada a encarar essa nova realidade totalmente sozinha.

Se vocês me acompanham a algum tempo sabem que o que me estimulou a ler livros foi a leitura compulsiva de fanfics. Diferente da Cath, eu lia fanfics de bandas, mas isso não impediu que eu me relacionasse tão intimamente com o coração de fã da Cath. Até porque, ninguém pode dizer que eu não sei o que é ser fã de uma série de livros (Eu tenho um blog literário, oi?).
Eu já li centenas de fanfics, longas e curtas, acompanhei várias desde o primeiro capítulo e até mesmo tentei escrever algumas - sempre terminando em fracasso porque eu sempre tinha muitas ideias e muita preguiça de coloca-las no papel. E fiquei muito feliz de ver isso ser retratado em um livro, muito mesmo.
É muito tocante ver o amor da Cath por esse mundo e, principalmente, por esses dois personagens, Simon e Baz. Foi fácil, pelo menos para mim, entender o amor que ela sentia por escrever suas estórias e a maneira como que para ela esses personagens eram tão reais.
A Rainbow Rowell teve um cuidado especial de desenvolver essa parte da estória, seja criando essa série imaginária do Simon Snow (claramente inspirada em Harry Potter) ou seja incorporando no final de cada capítulo uma passagem dos livros originais ou uma passagem de uma das fanfics escritas pela Cath.

Por ter sido abandona pela mãe quando era pequena, por ter sempre se apoiado na irmã gêmea e, principalmente, por ter vivido boa parte de sua vida imersa na vida de seus personagens favoritos, Cath tem muita dificuldade de encarar a vida real. Enquanto Wren quer conhecer pessoas novas, Cath fica aterrorizada por elas, o que faz da faculdade um verdadeiro martírio. Por ser tão medrosa, ela tem medo de deixar qualquer um se aproximar, tem receio de arriscar em coisas diferentes e não acredita em si mesma e nas suas qualidades (Exceto quando o assunto é sua habilidade de escrever estória sobre Simon e Baz). E por mais que isso seja um pouco triste, rende situações inusitadas e divertidas, como viver de barra de cereais por ter medo de entrar sozinha no refeitório.
Mas não se enganem, apesar desses problemas, a Cath é uma personagem ótima e adorável. É claro que ela não é nem um pouco perfeita, mas esses defeitos só tornam ela ainda mais real. É fácil acreditar que ela poderia ser qualquer um porque tudo que ela pensa e sente é muito genuíno. Apesar de ter um timidez gigantesca e uma baixa autoestima, ela irradia alegria e consegue ser muito divertida, mas também oscila, nos momentos certos, para sentimentos de tristeza, raiva e, principalmente, preocupação com aqueles que ama. Além, é claro, do seu amor incondicional pelo Simon e pelo Baz, que é tocante e extremamente fofo.

Não posso dizer que gosto da Wren porque tudo que ela faz nesse livro só me fez odiá-la, mas, ao mesmo tempo, entendo porque a irmã a ama tanto e que, apesar de tudo, ela tem suas qualidades. Fica muito visível a ligação forte e intensa entre as duas, elas são muito mais que irmãs e melhores amigas e por mais idiota que a Wren tenha sido, eu entendo isso.
Outro destaque para mim foi a Reagan para quem eu estranhei e torci o nariz no começo, mas que, com o tempo, passei a compreender e amar. Exatamente como aconteceu com a Cath. Adoro personagens inusitados e deferentes e Reagan se encaixa muito bem nessa descrição, ela é mal-humorada, parece sempre prestes a te xingar e fazer uma careta para você, mas com o tempo você percebe que esse é só seu jeito de ser. Não tem como não dar boas risadas com ela.
Mas, é claro, que precisávamos de um destaque especial para o Levi. Assim como todos os personagens do livro, ele está longe de ser perfeito, mas não tem como não se apaixonar completamente pelo personagem. Como dizem no livro, ele é a melhor pessoa do mundo e eu não posso discordar. Ele é sempre gentil com qualquer um, vive distribuindo sorrisos durante o dia todo, é uma amigo incrível e é fofo, muito fofo. Só posso dizer que queria muito ter um Levi para mim ele é simplesmente a pessoa mais adorável do planeta!

Uma coisa muito legal é que a Rainbow Rowell apostou em diversos núcleos diferentes de conflito, dando uma dinâmica muito gostosa para o livro.
De um lado nós temos a Cath tentando crescer, criar coragem para encarar o mundo e conhecer a si mesma. Isso é presente na lenta e gradual abertura para conhecer novos amigos e a sua dificuldade em acreditar que pode sim escrever estórias próprias, que não se baseiam em um mundo e em personagens já criados por outra pessoa. É bem visível o amadurecimento da personagem durante o livro e foi lindo ver isso acontecendo.
Em outro núcleo existe o drama familiar da Cath. Sua relação cada vez mais conturbada e distante com a irmã que antes era sua melhor amiga, mas que agora só quer saber de festas e bebidas, coisas pela qual Cath não tem o mínimo interesse. A preocupação com o seu pai, tão frágil e tão instável, que tem sempre as melhores das intenções, mas que tem dificuldades de manter o controle sobre si mesmo quando está sozinho. E, por último, a luta de Cath de aceitar que a mãe a abandonou, o que aconteceu a muito tempo, mas que ainda deixa uma ferida aberta. Essa parte da estória é conduzida de forma tocante, que emociona principalmente por causa da força dos laços entre os personagens.
E, por último, temo a parte do romance. Eu simplesmente amei a forma como a autora conduziu o romance. Ele foi lento, tomando forma no seu tempo certo e foi extremamente condizente com a personalidade insegura da Cath. E amei isso porque eu sentia calafrios no estômago toda cena em que os personagens estavam juntos e só os melhores romances conseguem fazer isso comigo. Nunca sofri tanto com tanta tensão romântica, minha gente! Me apaixonei pelo amor dos dois, não tenho mais nada para dizer.

A narrativa da autora vem sendo muito elogiada por causa da sua leveza e preciso concordar, é completamente viciante! É delicioso se aventurar pela escrita da Rainbow Rowell e pela forma como ela transmite o sentimento dos personagens. Na minha opinião o nível de inglês do livro é fácil e para quem está acostumado a ler livros YA em inglês vai achar a experiência bem tranquila. Porém estou torcendo muito para que alguém publique o livro por aqui logo.

Tenho certeza que se pudesse me ver enquanto estava lendo Fangirl eu iria perceber que fiquei, o tempo todo, com um sorriso bobo no rosto porque esse é aquele tipo de livro que te faz perceber que a mais comum das realidades pode ser incrível. A Rainbow Rowell escreveu uma estória que poderia acontecer comigo, com vocês, com seu vizinho, com qualquer um! Ela é extremamente real, e carregada de um doçura deliciosa de acompanhar. Ele é simples, divertido, fofo, tocante, inspirador, apaixonante. Já disse isso, mas me sinto no dever de repetir de novo e de novo: eu me apaixonei por essa estória.

"É por isso que Cath escreve fanfics. Por causa dessas horas quando o mundo deles suplanta o mundo real. Quando ela podia apenas guiar os sentimentos de um pelo outro como uma onda, como algo caindo ladeira abaixo."

"Eu não sou, na realidade, uma pessoa de livros." "Essa deve ser a coisa mais idiota que você já disse para mim."

"Eu vou continuar a tomar decisões ferradas e fazer coisas estranhas que eu nem sequer percebo que são estranhas. As pessoas vão ter pena de mim e eu nunca vou ter um relacionamento normal - e isso vai ser sempre porque eu nunca tive uma mãe. Sempre. Esse é o pior tipo de machucado. Um tipo de estrago do qual você nunca se recupera. E eu espero que ela se sinta terrível. Espero que ela nunca perdoe a si mesma."

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Rafa 12/02/2014

Eu fui com sede até esse livro. A primeira vez que ouvi falar, dei uma olhada na Amazon, não gostei da sinopse e deixei passar, porém, no final do ano passado, esse livro deu um boom em canais gringos e esse livro foi citado em inúmeros vídeos de melhores do ano.

Eu não quis ficar de fora e entrei na leitura. Acabei me decepcionando. Não que a história seja ruim, porém, não notei nenhum ponto que chamasse tanta atenção assim. Eu esperava algo inovador, que me fizesse querer devorar o livro e não foi bem isso que aconteceu.

Concluindo, é um livro bom? Sim, é bem bom! Mas não é nada de anormal ou de uma excelência suprema. É um livro engraçadinho, com personagens bons.

*resenha completa no blog!

site: http://arrastandoasalpargatas.blogspot.com
Nayara 27/08/2014minha estante
Eu passei da metade do livro e estou sentindo a mesma coisa que você! Me apaixonei por Eleanor & Park mas estou um pouco decepcionada com este.


Rafa 27/08/2014minha estante
Eu ainda não li Eleonor & Park, mas pretendo! Ouvi dizer que é melhor mesmo.




Psychobooks 21/07/2014

Acompanho alguns booktubers gringos e de um tempo para cá vários deles têm falado maravilhas sobre Rainbow Rowell e como seus livros têm se tornado seus preferidos. Aí não teve jeito, tive que pagar para ver... e não me arrependi!

- Enredo e desenvolvimento do enredo

Fangirl conta a história de duas irmãs gêmeas, Cath e Wren, que estão indo para a faculdade. Cath é fã de Simon Snow (uma série de livros similar a Harry Potter), do tipo que relê os livros inúmeras vezes e escreve fanfics – que têm milhares de visualizações. Ela e Wren começaram a ler os livros quando crianças, e foram eles que as fizeram suportar o abandono da mãe. No entanto, ao ir para a faculdade, Wren deseja deixar tudo para trás e começar uma vida nova, com novas experiências, enquanto Cath não consegue e não quer abandonar Simon Snow.

Cath é introvertida e tem dificuldades em interagir socialmente, e ao se ver em um lugar novo, cheio de gente desconhecida, sem a irmã gêmea ao seu lado, ela se enche de dúvidas e medos e se pergunta, o tempo todo, se irá conseguir passar por isso.

Nos primeiros dias, ela só sai do quarto para ir às aulas, e suas refeições são compostas de barras de cereais que ela come na cama, enquanto tenta achar tempo entre as lições de casa para continuar escrevendo as fanfics de Simon Snow. São poucas as pessoas com quem ela se relaciona ao longo do livro: Reagan, sua colega de quarto; Levi, amigo de Reagan (e um dos personagens mais adoráveis de todos os tempos!); Nick, parceiro de escrita de Cath na aula de produção ficcional; e, ocasionalmente, Wren (quando ela não está ocupada com os novos amigos).

Além das dificuldades que ela encontra na faculdade, ela se preocupa muito com o pai, que agora mora sozinho. Ele já teve problemas com stress no passado, chegando inclusive a ter alguns episódios de colapso nervoso, então Cath procura sempre voltar para casa aos finais de semana para ver como o pai está se saindo.
Ao longo do livro vamos acompanhando os dias de Cath na faculdade, como seus relacionamentos pessoais se desenvolvem e esse cuidado com o pai.

- Narrativa

A narrativa é feita em terceira pessoa, sempre acompanhando Cath, seus pensamentos e sentimentos. Por ser contemporâneo, a linguagem é leve e descomplicada, e considero o nível de inglês de fácil a médio.

Antes de cada capítulo, temos um excerto de um dos livros do Simon Snow ou de uma das fanfics de Cath, que já nos prepara para o tom que terá o capítulo. Além da história supergostosa, Rainbow Rowell ainda se deu ao trabalho de escrever trechos dos livros e das fanfics baseadas neles, e achei isso incrível! Tem como não amar?

Personagens

Cath e Wren, como dito acima, são gêmeas com temperamento totalmente diferente. Ao ir para a faculdade, Wren procura novas experiências e apresenta alguns problemas com bebida ao longo do livro. Cath, por outro lado, é muito introvertida e às vezes dá vontade de dar uns berros com ela para ver se ela se solta – o que acaba acontecendo um pouco.

A forma como elas lidam com o abandono da mãe também é totalmente diferente: enquanto Cath não quer nem pensar nela, Wren agarra a oportunidade de uma retomada dessa relação quando ela aparece.

O pai delas parece, à primeira vista, controlado e totalmente desencanado com o fato de passar a morar sozinho com a ida das filhas para a faculdade. No entanto, ao longo do livro ficamos sabendo de seus problemas para lidar com o stress e vemos as consequências que isso terá em sua vida. Devido a esses problemas, Cath se preocupa muito com ele e, sempre que pode, volta para casa para passar o fim de semana. Mais uma vez, Wren está no canto oposto e quase nunca volta para casa, com a certeza de que seu pai está bem.

Reagan, a colega de quarto de Cath, não se mostra muito aberta a uma amizade com ela no começo, mas aos poucos, e conforme Cath vai se abrindo mais, as duas passam a se entender. Reagan tem um amigo, Levi, que frequentemente está no quarto das duas, o que faz Cath acreditar que eles são namorados, quando, na verdade, Levi gosta de Cath. Levi é um dos personagens mais doces que já li na vida, sempre sorrindo e fazendo com que as pessoas ao seu redor se sintam especiais.

Nick é parceiro de escrita de Cath na aula de produção ficcional e não está muito interessado nela como amiga, e sim apenas como parceira de escrita. O relacionamento dos dois se limita aos momentos em que estão juntos escrevendo uma história, seja para a aula ou apenas por diversão. Nick é o tipo de personagem que não fede nem cheira durante a narrativa, até que... bom, ele toma uma atitude que define bem nossos sentimentos por ele (mas se eu contar vocês me matam, porque é spoiler!).

Conclusão

Esse é um livro contemporâneo, de escrita leve, com momentos de riso e alguns um pouco mais pesados. Mas o que mais me chamou a atenção nele é que, em alguma medida, acho que todos nós conseguimos nos identificar com Cath – eu, sendo um tanto antissocial como ela, me identifiquei bastante! Além disso, temos o mundo do fandom de Simon Snow e o impacto da série na vida dos fãs, e para mim foi impossível ler o livro sem pensar, quase o tempo todo, no papel que Harry Potter teve na minha vida, como foi praticamente crescer com ele e lidar com o final da série. Nós, amantes de livros e da leitura, entendemos muito bem como é difícil para Cath pensar em deixar tudo isso para trás, pois é algo que ela não quer fazer – e, sejamos sinceros, nem precisa. Quem de nós deixou nossos livros preferidos para trás? Eu certamente não deixei Harry Potter no passado, rs...
Enfim, é um livro sensível, que lida com o amadurecimento pelo qual todos passamos. E olha, se achamos que a adolescência é uma fase difícil, essa transição para a vida adulta consegue ser ainda mais!

- Uma última palavra sobre Rainbow Rowell

Até agora, Rainbow Rowell tem três livros publicados lá fora: Fangirl, Eleanor & Park e Attachments, e um quarto livro, Landline, será lançado em julho. A boa notícia é que a editora Novo Século está trazendo Eleanor & Park para o Brasil, e ele será publicado ainda esse mês! Você pode conferir aqui os detalhes desse lançamento. Esse será o próximo livro dela que lerei (ainda não sei quando...) e fiquei muito feliz com a notícia do lançamento em português, porque realmente gostei muito da autora e todos merecem ter acesso a ela :)

"In new situations, all the trickiest rules are the ones nobody bothers to explain to you. (And the ones you can't Google.)"

"Underneath this veneer of slightly crazy and mildly socially retarded, I'm a complete disaster."


site: www.psychobooks.com.br
comentários(0)comente



Karinefl 28/01/2015

Melhor que Simon Snow
A Rainbow é uma das poucas escritoras no mundo que conseguem fazer um livro bastante realista com um quê de "conto de fadas".

Cath e sua irmã gêmea estão indo para a faculdade, elas sempre dividiram o quarto e o amor pela série de livros e filmes Simon Snow (até escreviam uma fanfic juntas), só que parece que Wren - a irmã gêmea - quer mudar essas coisas, tanto que não se importa mais com Simon Snow e não quer que Cath seja mais sua colega de quarto. Cath dividi o quarto com uma veterana da faculdade chamada Reegan, que tem um "namorado" que mais vive no quarto delas do que no dormitório dele, chamado Levi. Com essa nova realidade, Cath começa a perceber que existe muito mais para ela nesse mundo do que no mundo de Simon Snow.

Fangirl parece um copo de água no meio do verão, é um livro leve, delicado e realista, apesar de parecer mágico, tudo culpa da incrível narração da Rainbow que encanta e faz suspirar. A Rainbow é uma escritora tão fantástica que até 50 Tons de Cinza se tornaria um livro bom se fosse narrado por ela. A atmosfera de de Fangirl me lembrou muito a do filme Mesmo Se Nada Der Certo, pois mesmo nos mostrando como é a vida real, com seus momentos felizes e tristes, o livro nos deixa com um sorriso bobo de sonhador no final, acreditando que a vida pode ser melhor, como se estivéssemos acabado de ler um conto de fadas.

Os livros da Rainbow são tão realistas que enquanto nós os lemos temos a impressão de estar observando a vida de algumas pessoas, não lendo uma história que saiu da cabeça de uma escritora brilhante. Os personagens são tão realistas que é fácil nos identificar com algum deles, ou identificar algum dos nosso conhecidos em algum deles. Eu, por exemplo, me identifiquei com a Cath desde o começo, já escrevi fanfics que nem ela, também sei como é esse sentimento de deixar toda a sua vida para trás pra poder ir para faculdade, sem comentar que também sou um pouco tímida. Os personagens são tão fáceis de identificar com a vida real, que até os de Simon Snow eu identifiquei com os de Harry Potter, apesar de HP ser mencionado uma vez no livro (talvez para despistar que fossem o mesmo ou porque a escritora se esqueceu).

Como todo livro da Rainbow, nem tudo são flores nesse também. Temos problema familiar vivido pelas gêmeas, o pai delas sofre com algum tipo de doença mental não especificada no livro (não, gente, ele não é louco, na realidade ele é até um dos personagens mais inteligentes), quando ainda eram pequenas, sua mãe saiu de casa e nunca mais deu notícia pois achava que era muito nova para ser mãe, e as consequências que isso teve nelas. Também temos varias outras situações não muito felizes que nos mostram que o mundo não é só sorrisos, e que nos fazem pensar sobre segundas chances e confiança.

A capa desse livro é linda, apesar de mais ou menos simples, ela tem tudo a ver com a história e é muito fofa. A ilustração foi feita pela Noelle Stevenson, segue o mesmo estilo da de Eleanor & Park e me faz querer ter todos os livros da Raibow e ilustrados pelo Noelle na minha estante, porque acreditem em mim quando digo que se a capa já é bonita por foto, ela é bem mais pessoalmente.

Fangirl é um livro muito real, que nos dá uma visão verdadeira do mundo, nos faz acreditar que nem tudo é mal, e que mesmo em momentos de dificuldade há uma luz no fim do túnel.
comentários(0)comente



Nanda 06/06/2015

Opinião final.
Esperava muito mais do livro. O que me prendeu foram os capítulos entre Levi e Cath. A personagem principal não é nada cativante, os dramas da vida dela são totalmente patéticos, mas ainda assim uma parte de mim gostou bastante do livro e outra simplesmente detestou. Gostaria de ter lido o livro no ponto de vista da vida do Levi, acho que seria mais divertido. Fiquei totalmente cativada pelo personagem. Recomendo a leitura, mas é melhor que não tenham tanta expectativa como eu tive, por que pode ser uma experiência decepcionante.
Nanda 13/09/2015minha estante
Excesso de drama, fofura e chatice.. Não tenho paciência pra isso, quase desisti .. achei que ia ser tipo Anexos :/




Karol 27/04/2015

Fangirl
“Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo e fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.”


Eu gostei desse livro, não sei depende da pessoa mas eu adoro um romance, muita gente acha muito meloso mas neh.... Bom como diz no resumo do livro, são gêmeas idênticas que viveram sempre juntas, inseparáveis, mas agora que foram para a faculdade a irmã de Cath, Wren, resolve não dividir o mesmo quarto na faculdade ( elas dividiam a 17 anos). Cath não e nada sociável, sempre que vê muitas pessoas juntas ela tenta fugir, por isso não tem tantos amigos.
Cather (Cath) escreve fanfiction de Simon Sonw (é uma serie de livros que ela e sua irmã são apaixonadas), Wren à ajudava escrever, mas depois do desentendimento que tiveram, Cath teve que continuar sozinha.
Ela está tendo um enrola enrola com Levi, é meio complicado, porque Cath, não tem a habilidade de confiar nas pessoas e Levi, e o ex de sua colega de quarto.... mas que agora está caidinho por Cath

site: http://karolresenhas.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Gabriela Amoroso 05/11/2014

Primeiro livro que leio da Rainbow e já me apaixonei logo de cara. O que é esse livro gente? Leitura deliciosa, que faz você grudar na história e devorar cada página.

Cath e sua irmã gêmea Wren sempre foram melhores amigas e nunca precisaram se preocupar em ter companhia de outras pessoas, pois sempre fizeram tudo juntas. A convivência era fácil, a cumplicidade estava presente e o amor pela série de livros Simon Snow era verdadeiro. Até elas completarem 18 anos. Agora, elas estão entrando na faculdade e Wren já superou a fase do Simon Snow. A garota pretende fazer novos amigos e ganhar liberdade, sem ter que carregar a irmã junto.

Já Cath, vive de Simon Snow. A garota escreve uma fanfic de muuuito sucesso sobre a série e tem milhares de visualizações por dia. Ao contrário da irmã, ela é tímida e tem dificuldades para fazer amizade. Seu plano para a faculdade? Viver de barrinhas de cereal para não precisar encarar o refeitório, passar despercebida pelas pessoas e terminar sua fanfic antes do lançamento do último livro do Simon.

Para piorar a situação de Cath, Reagan a sua colega de quarto é uma veterana intimidadora, cheia de amigos e que, aparentemente, não a suporta. Logo no primeiro dia, Cath dá de cara com Levi, um dos amigos/namorados de Reagan, dentro do seu quarto. E isso não pode estar certo. Como ela vai dormir ali? E o mais importante, como ela vai escrever sobre Simon, com um garoto no quarto? É só o primeiro dia e os planos de Cath para a faculdade já começaram a ir por água abaixo.

Eu sei que falando assim parece que a Cath é uma derrotada boboca, mas eu juro que ela não é. Ela é só uma garota muito tímida, que tem prioridades diferentes do resto das pessoas. Ela é doce e um pouquinho maluca, mas também é inteligente e interessante. É bacana acompanhar o amadurecimento dela durante a história.

Wren é o oposto da irmã, comunicativa e segura de si. Ela tinha tudo para ser a melhor, mas acabou escolhendo o caminho errado e sofrendo as consequências. Reagan é durona, decidida, tem as melhores tiradas e é uma amiga extremamente leal. Levi é um fofo! Sabe aquela pessoa do bem? Que sempre está sorrindo, que quer sempre deixar o dia das pessoas um pouquinho melhor? Que faz de tudo, pra todo mundo? Esse é o Levi. Mas, não se engane, às vezes ele também pode ser um babaca. Ainda dentro dos personagens secundários, temos o pai das garotas, que trabalha com publicidade e marketing e pira de vez em quando.

No final de cada capítulo há um trecho da série Simon Snow ou da fanfic Vá em frente, Simon. Mas, não é só de fanfic que vive essa história. Rainbow criou uma personagem real, com problemas reais. O desequilíbrio psicológico do pai, as matérias da faculdade e a falta de juízo da irmã são alguns dos problemas que Cath enfrenta e que trazem uma veracidade muito grande para a história. Todo mundo tem um pouco de Cath dentro de si. E isso deixa a história ainda mais viciante, porque você quer que ela se dê bem, sabe? Você quer que a Cath supere seus medos e aproveite sua vida, que enxergue que nem tudo é responsabilidade dela.

Outro fator que me aproximou muito da história é que a série de livros presente em Fangirl faz referência à série Harry Potter (). Eu vivi essa tensão de esperar o próximo volume. Fantasiei o que poderia ser diferente. Assisti repetidas vezes os filmes na TV. Impliquei com quem só assistiu aos filmes. Até criei um fake da Minerva McGonagall no Orkut!! Então, encontrar um livro onde esse mundo é retratado de forma tão fiel é muito bacana.

Fangirl é um livro maravilhoso, que conta com um romance extremamente fofo, fãs devotados, problemas reais e personagens incríveis. O único defeito é não ter umas mil páginas. LEIA AGORA!

site: http://www.pitadadecultura.com/
comentários(0)comente



Nayamillet 08/09/2015

I'm Cath, Cath is me.
Sabe aquele livro que você consegue se identificar com a personagem de uma forma tão intensa, que começa a crer que o/a autor/a, na verdade, se baseou na sua vida, para criar a obra? De vez em quando, ao longo da leitura, esse pensamento bobo vinha em minha cabeça.

Cath nunca foi a pessoa mais sociável do mundo. Seu mundo, na verdade, era basicamente composto por seu pai, sua irmã, e, sua vida no fandom de Simon Snow. O que faz um paralelo muito grande com a minha, já que desde que me entendo por gente, estou fazendo parte de fandoms de séries e livros. A diferença é que eu leio fanfics, e não escrevo.

Cath e sua irmã gêmea vão para a mesma faculdade, mas Wren que está em busca de suas próprias aventuras, resolve que não irá ser mais dividir o quarto com Cath. E foi aí que o mundo dela caiu. Basicamente por si só, em um ambiente totalmente novo, tendo de relacionar com pessoas novas, e com um nível de timidez que ultrapassa o céu e volta.

O mundo de Simon Snow, saga extremamente famosa, é o refúgio de Cath, mas como novas responsabilidades começam a cair em seus ombros, ela começa a ter menos tempo para se dedicar como costumava.

Ao longo do livro vemos como Cath começa a amadurecer, mas de uma forma tão natural, e nem um pouco forçado, o que faz tudo se desenvolver mais levemente e semelhante com a realidade. Mas amadurecer não quer dizer abandonar o que ela mais gosta, que é escrever fanfics de Baz e Simon, oka’?

Cath cresce como pessoa, sem nunca perder sua essência. Faz amizades novas e começa a realmente viver sua vida, mas tudo isso com passos de bebês. É lindo de ‘assistir’ tal desenvolvimento de personagem quando ele é muito parecido com o meu, como pessoa. Isso faz ser mais significativo para mim.

comentários(0)comente



Isa.Mendes 21/04/2015

Envolvente
Li esse livro em três dias (Obrigada feriado!), a história é envolvente e te faz perder um pouquinho a noção do tempo.
A protagonista é Cath que ao longo do livro, ela passa por vários dilemas, que assim como eu tenho certeza que irá se identificar com algum.
O único problema que tive, foi que quando li a última página eu fiquei com aquela sensação de que faltava algo, talvez uma página a mais.
PS.: Estou na torcida para uma continuação, mesmo achando dificil.
comentários(0)comente



Clóvis Marcelo 19/11/2014

Na história de Fangirl, Simon Snow é uma série livros de ficção escrita por Gemma T. Leslie. Os livros contam a história de Simon Snow, um órfão de onze anos de idade, que é recrutado para frequentar a Escola de Magia de Watford, para tornar-se um mago. Ao seu lado está Baz, também aluno da Escola de Magil, que guarda um grande segredo e passa a ser seu principal rival.

Cather Avery, ou simplesmente Cath, ama a saga de livros desde pequena e, à medida que foi crescendo, passou a escrever uma fanfic da sua série predileta. Quando crianças, ela e sua irmã gêmea, Wren, escreviam juntas, mas conforme o tempo foi passando, estando ambas prestes a ingressar na faculdade, sua irmã quer começar uma vida nova e deixar toda a fantasia do mundo de Simon e Baz para trás. Cath, no entanto, não está pronta para tanto.

O principal obstáculo que ela encontra ao sair da casa de seu pai e ir para faculdade é ter que separar da irmã – já que ela não quer dividir o mesmo quarto que Cath, e viver num dormitório com alguém desconhecido.

Nesse dormitório vive Reagan, uma garota ruiva, sarcástica e meio mal-humorada, que adora sair à noite e, ao que aparenta, namora um cara chamado Levi. Este por sua vez vive no quarto das meninas, o que acaba gerando um desconforto em Cath. Com o passar do tempo porém, eles acabam virando amigos.

Sua fanfic ganha cada dia mais fãs e acessos por toda blogosfera e Cath tem que lidar com a pressão em escrever seu último texto - antes que a autora dos livros originais publique seu último livro -, em paralelo as aulas da faculdade e sua nova vida acadêmica.

Ela será capaz de conseguir andar com as próprias pernas sem o apoio da irmã? Conseguirá terminar sua fanfic a tempo? Como fará para começar uma vida independente daquelas que foram seus personagens idolatrados por toda adolescência? Essas são algumas, das muitas questões presentes em Fangirl.

SOBRE OS CAPÍTULOS

A epígrafre de cada capítulo inicia oras com trechos do livro fictício escrito por Gemma T. Leslie, oras com trechos da Fanfic escrita por Cath. Para você que está curioso quanto à história dentro da história escrita por Rainbow Rowell, no decorrer do livro, uma visão geral das duas versões vão sendo explicadas e até mesmo narradas por Cath para nós.

SOBRE OS PERSONAGENS, TEMAS E ESCRITA DE RAINBOW ROWELL

Algo que é preciso saber sobre a fanfic de Cath: em sua versão da história, os personagens principais tem uma relação homoafetiva. Imagine Harry Potter, imagine que Draco Malfoy e Harry são rivais eternos, e que no decorrer da história descobrem que na verdade um gosta do outro. É mais ou menos isso que acontece por aqui. A meu ver parece que Rainbow cria uma fanfic a partir de uma fanfic, no momento que traz muitas referência a série do "menino que sobreviveu". Pode parece confuso, mas é muito divertido durante a leitura.

Além do foco principal que é, como diz o título, uma garota que escreve ficção sob o olhar de fã, muitos assuntos interessantes se fazem presentes, como dislexia, uso abusivo de álcool por adolescentes para autoafirmação, abandono das filhas por sua mãe, primeiro amor e o gosto pela escrita.

Há muita referência a cultura pop contemporânea e antiga e muitas piadinhas do mesmo tipo. A autora escreve de uma forma convidativa que lhe insere na cabeça da personagem, fazendo com que não queira parar de ler. Todos os personagens são bem construídos e possuem características ímpares. O pai das meninas é o que mais se destaca no quesito extroversão. Mesmo com suas crises e loucuras de um pai criando sozinho suas filhas, consegue transmitir carinho, cuidado e ser muito engraçado. Além dele, é claro, Levi não poderia ficar de fora. Mas não comentarei mais sobre ele para evitar spoilers sobre o enredo, já que o personagem cresce bastante na história.

SOBRE A EXPERIÊNCIA DE LER EM INGLÊS

Incrível. Esse é o primeiro livro que de fato chego até o fim com a leitura numa língua estrangeira. Pratiquei o chamado “shadow reading”, leitura acompanhada do audiobook para auxiliar na interpretação auditiva e pronúncia das palavras. Comemorei em momentos que tive que ler durante a condução e conseguia entender boa parte do capítulo sem consulta.

Recomendo para os que querem aprimorar o idioma e treinar diferentes modalidades ao mesmo tempo – leitura, audição, gramática e pronúncia. Livros YA (jovem adulto) são os mais indicados para quem está começando por trazerem uma linguagem mais simples e de uso cotidiano.

Com a leitura no original, também é possível captar melhor a essência da escrita do autor e entender tiradas que, quando traduzidas, perderiam o significado original e não teriam tanta graça assim.

***

Recomendo Fangirl como um livro jovem adulto bem completo que serve para vários tipos de pessoas, sobretudo aquelas que gostam de escrever e que amam ler sobre a fase de transição entre adolescência e fase adulta, além do cotidiano de personagens peculiares e as outras histórias dentro da história principal.


site: http://defrentecomoslivros.blogspot.com/2014/11/resenha-fangirl-by-rainbow-rowell.html
comentários(0)comente



jeisiani.albino 17/02/2017

Com muita sede ao pote
O pior Livro do ano até agora sem dúvidas. Gente que livro é esse ? Realmente existem pessoas como a Cath? Sério pq se existe espero não conhecê-las. Ouvi falar tão bem desse livro em vários vídeos e resenhas, esperava por algo que me prendesse , que fosse diferente. Mas não é. Livro arrastado,levei uma semana pra ler sendo que poderia ter lido em uns 2 dias,nossa decepcionada. Tenho como meta ler todos os livros da Rainbow que tenho na minha estante esse ano, espero sinceramente que os próximos sejam melhores.
comentários(0)comente



Aline 17/03/2015

Fangirl- Rainbow Rowell
O livro Fangirl, escrito pela Rainbow Rowell, me foi recomendado pelas meninas do clube do livro. É uma história leve e muito moderna que conta fatos do dia a dia dos adolescentes e jovens do século XXI. Em plena era das comunicações e inovações tecnológicas, Cath é uma menina criativa e muito apegada à família. Super antenada, Cath escreve fanfics sobre Simon Snow (Protagonista de uma saga fictícia de magia) e prefere o mundo virtual ao real. Cath não curte festas nem é muito sociável, o oposto de sua irmã gêmea Wren que é popular e gosta de badalação. Elas moravam só com o pai, a mãe as abandonou quando crianças, mas estão de mudança para a faculdade.
O livro gira em torno dos novos desafios da nova vida de Cath. O primeiro deles é separar-se de sua irmã. Wren sempre foi sua melhor (e única) amiga mas agora decidiu não dividir quarto com Cath e buscar se relacionar com outras pessoas. O ciúme e a decepção são inevitáveis. Cath achava que a irmã gostava de sua companhia e que continuariam juntas na faculdade, inclusive escrevendo juntas a fanfic, mas precisa se virar sozinha e encarar a nova vida. Logo que chega ao dormitório conhece Regan, sua colega de quarto e o "amigo" dela, Levi.
A trama segue pelos obstáculos enfrenados pela protagonista e aborda vários temas transversais como homossexualidade, alcoolismo, transtornos mentais, etc. É uma típica história adolescente, muito envolvente e de fácil leitura.
Uma crítica, feita não somente por mim mas também pelas outra meninas que leram o livro (discutimos ele no clube do livro), é que em todo fim de capítulo a Rainbow colocou trechos da fanfic ou do livro fictício do Simon Snow, o que várias vezes tornou a leitura cansativa.
Em geral gostei bastante do livro e recomendo pra quem quer uma leitura rápida e leve. Bjinhos :*

site: http://alynedsr.wix.com/bookaholic
comentários(0)comente



Bruna 25/02/2015

A verdade é que eu acabei não entendendo do que o livro se trata - não entendi o seu objetivo - porque ele deixa muito, muito, a desejar.
Aparentemente, Fangirl tem como personagem principal Cather, uma garota que, ao entrar na faculdade, precisa aprender a lidar com a timidez, com a sua irmã gêmea pagodeira e com a constante preocupação pelo seu pai viciado em trabalho.
E é isso. O enredo é esse.
Sinceramente, o que está na sinopse é exatamente o que acontece nas 480 páginas desse livro. Você descobre muito mais? Não. Pelo menos, nada tão agradável assim. Você se interessa por mais? Dificilmente. Sério.
O único motivo pelo qual estou fazendo uma resenha, e não um comentário, é porque a minha opinião sobre esse livro foi complicada. Então vamos por partes.
Primeiro, os personagens.
A Cather é aquele tipo de personagem chata, infantil e irritante que acaba sendo apagada pelos outros com quem convive. Passei metade do livro achando que ela tinha algum tipo de autismo, só pela dificuldade excruciante que ela tem de ser. Sério, não precisava ser legal. Só precisava ser alguma coisa. Ela passa mais da metade do livro se escondendo de gente, porque não sabe o que falar, o que fazer, como se portar. Ela não FAZ nada. Ela só pensa no mundinho dela, e chega um ponto que para de ler legal, e passa a ser doentio. Não sei o que a autora pretendia com isso, mas não deu certo. Eu sinto muito. E aí vem a irmã. Wren. Descobri que elas são gêmeas por alguma razão, afinal de contas. O que tem de tão parecidas? A chatice. Passam o livro todo num jogo de ping pong, disputando por quem encheria mais a minha paciência. No fim, acabou que elas empataram. Well done.
E aí (FINALMENTE) a autora nos apresenta os dois melhores personagens da trama: Levi, e Reagan. Sendo honesta, se não fossem os dois, eu não teria conseguido terminar esse livro. Qualquer momento em que eles não estavam, o enredo também não estava. Se tornava chato e enfadonho, sem propósito, sem finalidade.
Não é legal que Cather passou mais tempo sendo infantil do que sendo sensata. Não é legal que, de fato, não aconteceu nada que fizesse valer a pena 480 páginas de livro. Não é legal que, ao chegar no final, você não consiga entender por que acabou de ler tudo o que leu. É uma lição? Com muita dificuldade. É um livro, então, que entretém? Hmmmmmm. Engraçado? Reagan. Por que tanta enrolação para chegar ao ponto, então? Não sei.
O que eu achei do livro, afinal de contas? Não sei.
Mas, por Reagan, pelo Levi, eu dou três estrelas, em vez de uma, como eu planejava.
Júlia 22/11/2015minha estante
Achei que fosse só eu!




63 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5