O Teorema Katherine

O Teorema Katherine John Green




Resenhas - O Teorema Katherine


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MiCandeloro 20/03/2013

Arrebatador!
Oi pessoal, e aí, muito curiosos para lerem a resenha de O Teorema Katherine? Então se preparem, porque a resenha vai ser longa, afinal, esse livro arrebatou meu coração e será impossível descrevê-lo em meia dúzia de palavras.

Confesso, não consegui resistir. Interrompi a leitura do livro Carcereiros, de Dráuzio Varella, porque estava morrendo de vontade de ler o lançamento de John Green, ainda mais porque já tinha lido o primeiro capítulo e precisava saber o que ia acontecer com Colin.

Bom, como já disse na minha resenha sobre o primeiro capítulo de O Teorema Katherine (quem quiser leia aqui), a história começa num tom meio depressivo. Colin está na fossa porque acabou de levar um pé na bunda de sua namorada, Katherine. Mas ela não é uma namorada qualquer, ela é "A Katherine", ou melhor, a XIX Katherine na vida de Colin. Sim, ele já teve 19 namoradas chamadas Katherines, e essa não é a única esquisitice na vida do rapaz.

Colin é um garoto diferente, completamente nerd, prodígio e aspirante à gênio, que não faz nada da vida além de decorar coisas que lê, fazer anagramas, estudar idiomas e namorar Katherines. Ao se formar no colégio, Colin percebe que seu momento gênio está com os dias contados, afinal, ele já tem 17 anos e ainda não descobriu a cura de nenhuma doença, não concluiu nenhum doutorado e não fez nenhuma outra proeza que o deixasse famoso e digno de ser lembrado pela eternidade. E isso acaba o deixando ainda mais deprimido.

Colin viveu sua vida inteira querendo ser importante, sendo incentivado de perto por seu pai. Para isso, ficava horas e horas do seu dia estudando, o que acabou transformando-o em uma pessoa extremamente solitária, ridicularizada e incompreendida pelos outros e de certa forma vazia e sem conteúdo. Quanto mais Colin estudava e adquiria conhecimento, mais distante ele ficava da vida, menos ele conseguia se relacionar com as pessoas e mais frustrado ele ficava por não conseguir atingir suas marcas, seus gols.

Hassan conhecia muito bem seu melhor amigo e sabia o quanto o garoto estava sofrendo pelo término do namoro e pelos seus problemas existenciais. Queria ver o amigo feliz e acabou propondo que ambos metessem o pé na estrada, sem rumo e sem compromisso, até a dor passar. Colin acabou concordando.

Como que por ironia do destino, Colin e Hassan vão parar em Gutshot, a cidade em que o Arquiduque Francisco Ferdinando está enterrado. Lá eles conhecem a peça chave que irá mudar de vez suas vidas: Lindsey.

É em Gutshot, a caminho do túmulo do Arquiduque, que Colin tem seu primeiro momento "eureca", logo depois de cair e bater a cabeça. Colin descobre que o amor pode ser representado em um gráfico matemático, logo, seria possível, através de cálculos, demonstrar quanto tempo um relacionamento amoroso poderia durar e quem seria o Terminante e o Terminado da relação. Foi assim que ele resolveu criar O Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines. E com esse Teorema, ele tinha certeza, finalmente atingiria seu momento gênio e seria agraciado com algum grande prêmio, além de ter sua Katherine XIX de volta.

O problema é que resolver esse Teorema não era tão fácil quanto Colin imaginava, e os resultados encontrados acabariam modificando por completo a sua vida e a de todos ao seu redor. Afinal, será mesmo possível prever os términos dos relacionamentos por meio de cálculos? E que ensinamento podemos tirar disso tudo? Vocês terão que ler para saber. E leiam, porque vale muito a pena!!

***

Novamente John Green nos presentou com uma história maravilhosa, tão real, tão plausível, tão cheia de personagens complexos e ricos de significados que é impossível não nos entregarmos ao livro de corpo, alma e mente.

O texto é narrado em terceira pessoa, diferentemente de A Culpa é das Estrelas, o que nos permite ter uma dimensão muito maior dos acontecimentos e dos pontos de vista de cada personagem. Os capítulos são intercalados entre momentos vividos no presente e algumas elucidações sobre o passado.

Assim como em A Culpa é das Estrelas, John Green consegue alternar entre textos simples, linguagem coloquial, cheia de gírias de adolescente, com textos inteligentes, citações e referências históricas que complementam o significado da história.

Impossível não se apaixonar por Colin, Hassan e Lindsey nas suas individualidades. Todos tão cheios de defeitos e ao mesmo tempo com tantos princípios e virtudes. Impossível não se identificar com um ou todos eles. Impossível não vibrar com as descobertas feitas e com as reflexões elaboradas por eles. Impossível não refletir sobre as nossas próprias vidas, escolhas e atitudes.

Desde A Culpa é das Estrelas, John está tentando nos dar dois recados que podem parecer sutis, mas que permeiam do início ao fim as obras dele: a importância de sermos quem somos e o que um livro, uma história, pode fazer com as nossas vidas.

Em O Teorema Katherine, John levanta grandes questionamentos como: Por que nos preocupamos tanto com o que os outros pensam? Por que tentamos diariamente ser o que não somos? Por que queremos desesperadamente ser amados, idolatrados, lembrados, especiais? O que estamos tentando preencher com tudo isso? Até onde iríamos para atingir esses objetivos? Seríamos realmente capazes de nos anularmos, de trocarmos de identidade até percebermos que não sabemos quem somos de verdade? Pensem sobre isso!!

"É fácil demais ficar empacado. Cê só fica com essa ideia fixa de ser alguma coisa, de ser especial ou maneiro ou sei lá o quê, ao ponto de nem saber mais por que precisa disso; cê só acha que precisa."

Ri muito, me emocionei demais, pensei demais, me apaixonei demais, tudo demais, porque O Teorema Katherine é demais!

Preciso alertá-los que ao final existe um apêndice explicando todos os cálculos e gráficos que são mostrados durante o livro. O John deixou bem claro que o apêndice era um opcional, que quem não quisesse não precisava lê-lo. Mas ele é tão fofo e falou tão bem do amigo que criou todas as teorias para ele que juro que tentei ler, mas quem me conhece, sabe que não nasci com o neurônio da matemática (juro, é verdade, acabei de ser eliminada de dois concursos públicos por causa da matemática) e simplesmente logo no segundo parágrafo desisti porque não consegui entender nada. E fico com raiva quando não consigo entender algo, e aí sim minhas chances de aprendizado são reduzidas a um grande 0.

De qualquer forma, quem puder leia, tenho certeza de que irão gostar e conseguirão enxergar a genialidade por trás disso.

John novamente arrasou com meu coração. Estou profundamente triste de ter acabado a história. Simplesmente não vi as páginas passarem e quando dei por mim estava lendo as últimas linhas, incrédula, pensando: "Não creio, já acabou? E agora, o que eu faço?". O sentimento de se sentir órfã de um livro, de amigos que você acabou de fazer, é triste demais, mas ao mesmo tempo, o sentimento de ter vivido uma nova aventura, de ter descoberto coisas novas, aprendido mais um pouco, refletido sobre a vida, é tão intenso que meio que se igualam.

John, só tenho a te agradecer por nos presentear com mais uma obra tão significativa e tão profunda na sua simplicidade. Colin pode não ser um gênio, mas você é! E que venham mais livros para saborearmos!

Originalmente publicado no blog: http://www.recantodami.com/2013/03/resenha-o-teorema-katherine.html
Caroline 20/03/2013minha estante
Estou com um box do John Green em casa e louca pra ler. Ia começar por A culpa é das estrelas, depois dessa resenha, não sei mais por qual começar rsrs. Parabéns pela resenha! bj


MiCandeloro 20/03/2013minha estante
Oi Carol, obrigada!! Bom, seguinte, tudo vai depender de como está seu humor. Se você quiser ler uma história mais leve e divertida, comece por O Teorema Katherine. Mas se você não se importar de ler uma história mais triste, comece por A Culpa é das Estrelas, porque é um livro bem emocionante. De qualquer forma, não deixe de ler os dois, porque são lindos demais. Beijão


Jess 21/03/2013minha estante
Que resenha maravilhosa!!! Já queria muito ler esse livro, agora quero mais ainda! Depois que li A Culpa é Das Estrelas quero ler qualquer coisa que o John escrever! rsrsrsrs... Parabéns pela resenha, muito boa mesmo! Beijos


MiCandeloro 21/03/2013minha estante
Oi Jess, fico feliz que tenha gostado. Não vejo a hora de poder ler algum outro livro do John também. Virei mega fã.. hehe Beijos


Lisi Oliveira 21/03/2013minha estante
eu já estava louca pra ler...tua resenha só multiplicou 762573839824097 vezes minha vontade. Adorei!


MiCandeloro 21/03/2013minha estante
Eba Liih, fico feliz que tenha gostado!! Leia assim que puder. Depois me conte o que achou. Beijos


Thais Loki 24/03/2013minha estante
Já faz uns dois meses que li A Culpa é das Estrelas e quando me lembro daquele livro ainda me sinto abalada emocionalmente, aquilo foi o meu tudo! Tava louca pra ler esse novo livro do John, e com essa sua resenha, agora tô até arranjando um argumento pra pedir pra que minha mãe compre ele pra mim! Amei a sua resenha!


MiCandeloro 25/03/2013minha estante
Oi ThaisLoki, fico feliz que tenha gostado esse tanto ;o) Realmente os livros de John são arrebatadores, mexem muito com nosso coração. Espero que você consiga que sua mãe compre O Teorema Katherine e que goste. Beijos


Liara 06/04/2013minha estante
Já li A Culpa é das Estrelas e Quem é Você, Alaska, pelos quais me apaixonei, mas com sua resenha, creio que esse seja o melhor de John Green!


MiCandeloro 06/04/2013minha estante
Olá Liara, não li É você Alaska? Então não saberia te dizer, mas confesso que gostei muito mais do OTK do que de ACEDE, pelo simplesmente fato de ser uma história mais leve e divertida. Mas ACEDE também é maravilhoso. O John arrasa, não adianta.. hehe Beijos


Rackel 11/04/2013minha estante
Acabei de ler OTK, ri bastante com Colin e Hassan, gostei do livro, porém não achei o melhor, ACEDE me cativou mais, em tudo. Hoje mesmo começo Quem é você, Alaska? :) Ótima resenha!


MiCandeloro 11/04/2013minha estante
Oi Kel, confesso que gostei mais de OTK do que de ACEDE, porque me diverti tantoooo!! Achei também muito linda a lição do livro, deu para me identificar mais com a história. ACEDE também é maravilhoso. O John sempre arrasa. Morrendo de curiosidade para ler Quem é você, Alaska? Depois me conta o que achou. Beijos


Anny 14/04/2013minha estante
Nossa, eu realmente quero muito ler esse livro. Curiosidade correndo na veia a mil! Só espero que ele não me faça chorar como ACEDE fez. Como vc mesma disse, é tão ruim se sentir órfã de um livro! ACEDE virou quase que meu livro de cabeceira. Amei sua resenha, o que só fez aumentar minha curiosidade e expectativa em ler mais uma história desse gênio que é o John. Um grande beijo :)


MiCandeloro 14/04/2013minha estante
Oi Andy, não se preocupe que OTK é um livro leve e divertido. Acho que você vai dar boas risadas com ele. O John é o máximo! Sim, é muito ruim se sentir órfã de um livro, dá uma saudade enorme dos personagens. Bjs e depois que ler me conte o que achou.


Danii 30/04/2013minha estante
Começando a ler hoje, ansiosa rsrs

espero muito dele já ...


MiCandeloro 30/04/2013minha estante
Espero que goste Danii!! Beijos


Lorena Chacon 03/05/2013minha estante
que resenha maravilhosa !! mas agora me deu uma vontade enorme de ler esse livro hahaha


MiCandeloro 03/05/2013minha estante
Fico feliz que tenha ficado com vontade Lorena :) Espero que goste do livro!! Beijos


Kevin 19/05/2013minha estante
Eu terminei o Teorema Katherine recentemente. Incrível a forma como o livro se desenvolve. Desde o momento em que li a orelha na livraria, fiquei curioso para saber como um rapaz "que Deus o perdoe" goste de 19 KATHERINES kkkkk..então li e achei incrível, como John nos passa uma lição..De todos os personagens, bati mais com Colin, pq sou parecido com eles em alguns sentidos e algumas coisas no meu passado eram parecidas com o presente dele (não, eu não namorei nenhuma Katherine kkkkkk). Achei realmente lindo o livro. Meu favorito. E olha que já li muitos.

Gostei da sua Resenha e assino tudo embaixo sobre o que você disse. Beijos


Katherine 22/05/2013minha estante
Me interessei pelo livro,kkkkkkkkk
Vou ler, com certeza.


MiCandeloro 22/05/2013minha estante
Katherine, espero que goste do livro tanto quanto eu! Beijos


Nat Saldanha 27/05/2013minha estante
Com uma resenha dessa até eu fiquei com água na boca! Vou procurar por esse livro! :)


MiCandeloro 27/05/2013minha estante
Eba, que bom que gostou Natalia. Beijos e boa leitura.


Daniela 29/05/2013minha estante
Confesso que no começo do livro fiquei um pouco desanimada com a leitura. Achei a história parada, e até confusa. Mas a partir da metade o livro fica realmente bom, e lendo esta resenha dá muito mais vontade de continuar =D


MiCandeloro 29/05/2013minha estante
Olá Daniela, fico feliz que tenha gostado da resenha. OTK é um drama infanto-juvenil apesar de ter muito humor. Quando a história começa a se desenrolar fica muito fofa. Espero que goste do livro. Quando terminar me diga o que achou. Beijos


Paula 29/05/2013minha estante
Acabei de ler.
E vou falar logo de cara, ri de mais.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ri muito mesmo.
Parece que eu ouvia a foz Hassan, com aquelas piadinha.
Depois de ler 3 romances e 2 suspenses , estava precisando de uma leitura tão gostosa, descontraída de riso fácil.


MiCandeloro 29/05/2013minha estante
Oi Paula, que bom que gostou. Ri muito também. Achei a leitura tão leve, gostosa e divertida. Realmente é uma ótima pedida para dar uma descontraída de livros mais pesados e densos. Beijão!!


Roberta 01/06/2013minha estante
Gostei muito do livro. Confesso que me identifiquei em algumas partes, principalmente porque sou do tipo de pessoa que costuma fazer teoremas! hahahsauha


MiCandeloro 01/06/2013minha estante
Que legal Roberta, nunca fiz teoremas nem anagramas. Se você gosta vai curtir uma parte do livro em que ele ensina a fazer o teorema. Vai poder testar nos seus relacionamentos.. hehe Beijos


Douglas 04/06/2013minha estante
Nossa que resenha sensacional, você deveria escrever um livro, você sabe prender o leitor.

Fiquei bem curioso pra ler agora, realmente eu vou muito pelas notas do livro, e este nem chegou a atingir 50% em 5 estrelas, mas depois dessa resenha, me despertou vontade de ler.

Você já leu Quem é Você Alasca? Se não leu, recomendo, mas acredito que como fã de John você já tenha lido. Valeu! :)


MiCandeloro 04/06/2013minha estante
Olá Douglas, muito obrigada pela visita e pelo carinho. Fico feliz que tenha gostado da minha resenha e espero que se apaixone pelo livro tanto quanto eu. Ainda não li Quem é Você Alasca?, mas quero muito. Bom saber que você gostou. Beijão


Marianna. 13/06/2013minha estante
Ironicamente, discordo da maioria do que você escreveu. Para mim, infelizmente, John Green não me surpreendeu novamente. Achei incrivelmente fraco o livro e entediante seu final. Talvez eu seja uma leitora muito mais exigente que pensava que fosse. Não que eu me coloque como especial. Nunca. Mas, pelo tipo de leitura que aprecio, acredito que estes livros 'levinhos' não me agradem por não conter as coisas principais que prezo em uma leitura. Mas, mesmo assim, boa a sua resenha.


MiCandeloro 14/06/2013minha estante
Oi Mare, obrigada pela visita. Entendo seu ponto de vista e também concordo que livros leves como esse não são para quaisquer pessoas. Nem todas curtem esse estilo de livro mais leve e divertido, sem grandes pretensões. Têm pessoas que curtem livros mais densos, cheios de significado, com escrita difícil e com certeza não irão se identificar com OTK. Eu achei o livro fofíssimo. Acho a escrita do John uma delícia de ler. Parece que estamos conversando com um amigo. E me reportei a minha adolescência, onde os dilemas do amor eram tão fortes que desnorteavam as nossas vidas.. hehe Beijos


Mandy 20/07/2013minha estante
Gostei muito do livro, mas juro que um dia vou atrás do John Green para ele me contar o final dos personagens rsrs.


MiCandeloro 20/07/2013minha estante
Oi Mandy, pelo visto você seguirá os passos da Hazel, do livro A Culpa é das Estrelas.. hehe Dá vontade mesmo, né?! hehe Beijos e fico feliz que tenha gostado da história.


Jullie 03/08/2013minha estante
Sua resenha está melhor do que o próprio livro....


MiCandeloro 04/08/2013minha estante
kkk Obrigada Jullie.. é que gostei demais do livro. Sempre que gosto, me empolgo nas resenhas, não consigo evitar. Beijos


Dê Borges 07/08/2013minha estante
Nossa!!! Que resenha!!! Parabéns... na verdade acho que você conseguiu transparecer bem o significado desse livro. Eu tmb adorei essa estória e sou fã do John Green. Como já diria Hazel Grace: eu leria até a lista do supermercado do John. rsrs... Bjoss


MiCandeloro 07/08/2013minha estante
Verdade Dê, acho que também faço parte desse time, leria qualquer coisa escrita pelo John.. kkk Fico feliz que tenha gostado. Beijos


Emy 26/08/2013minha estante
Depois de ler a sua resenha desisti de fazer a minha, muito boa! e realmente Jonh Green é um ótimo autor, o Teorema de Katherine só veio pra comprovar o que A Culpa É das Estrelas já nos mostrou. :)


MiCandeloro 26/08/2013minha estante
Oi Emy, capaz, não desista! Cada um tem um ponto de vista e uma forma diferente de escrever. Faça a sua também. Fico feliz que tenha gostado do livro. Beijos


Thaynan 21/10/2013minha estante
MiCandeloro, parabéns pela resenha. Ficou incrível.
Eu senti a mesma coisa que você ao terminar esse livro. John Green é um gênio. Os textos dele são sempre originais. Você nunca se depara com a mesmice. Os personagens são quase tangíveis de tão reais. Além dos quotes maravilhosos que nos proporciona. Esse livro entrou pra lista dos meus favoritos.


MiCandeloro 21/10/2013minha estante
Oi Thaynan, fico feliz que tenha gostado tanto quanto eu. O John é realmente um autor único e maravilhoso. É incrível como ele consegue nos envolver e nos tocar com seus textos. Beijos


Erika 12/03/2014minha estante
To lendo, e estou bem entusiasmada .... Tomara que eu goste tanto quanto vcs! =)


MiCandeloro 12/03/2014minha estante
Vou ficar torcendo para que sim Erika. Beijos


Léo 14/03/2014minha estante
Adorei sua resenha. É o meu livro favorito do John e um dos meus favoritos da vida. haha.


MiCandeloro 14/03/2014minha estante
Fico feliz em saber Léo, também adorei. Você já leu Cidades de Papel? Foi outro livro do John que amei demais. Beijos


Léo 21/03/2014minha estante
Sim, eu li e gostei, mas achei bem parecido com "Alasca".


MiCandeloro 22/03/2014minha estante
Oi Léo, não li Alasca, então não tenho base de comparação em relação a ele. Beijos


Rafael 13/04/2014minha estante
Incrível, seria como eu definiria o livro do John Green, no começo eu achei que seria complicado por causa que meu alemão não é lá essas coisas, meu árabe é ainda pior e minha matemática nem se fala, mas foi um livro que não conseguia parar de ler, quando tive que deixá-lo para terminar depois e realizar meus afazeres e não conseguia parar de pensar no livro, tinha que terminá-lo e agora que acabou, eu quero mais, rs. Obrigado por sua resenha, ela me presenteou com este belo livro.


MiCandeloro 13/04/2014minha estante
Fico feliz que tenha gostado Rafael. Também achei que fosse apanhar em razão do teor mais intelectualizado da trama, mas foi fácil transpor esses pseudo obstáculos em razão daqueles personagens maravilhosos e divertidos que JG construiu. OTK é um dos meus livros favoritos do autor. Beijos


raonypimentel 05/05/2014minha estante
Comecei a ler o livro e antes de desistir vim aqui dá uma conferida na opinião de outros, então resolvi continuar pra ver se consigo gostar tanto quanto você! Ótima resenha!


MiCandeloro 05/05/2014minha estante
Oi Raony, que pena que você não está gostando. Mas certamente este foi um livro que dividiu a opinião de muitos. É meio no estilo ame ou odeie. Boa sorte na leitura. Beijos


Marcele 16/06/2014minha estante
Gostei da sua resenha, mas eu simplesmente não consigo finalizar esse livro. Já empaquei e retomei várias vezes. Gostei do começo, mas lá na metade a leitura se tornou cansativa pra mim. Uma pena, pois achei que seria um livro divertido de ler. Queria ter encontrado metade da graça que você achou nele. :( Mas eu vou terminar de ler. É questão de honra! haha


MiCandeloro 16/06/2014minha estante
Eu entendo Marcele, você não foi a única a passar por essa situação. Uma pena, mas faz parte.. não adianta né, não é só porque uma pessoa amou que todos vão sentir o mesmo. Mas espero que você consiga terminá-lo e quem sabe goste um pouquinho mais dele.. hehe Beijos


Mah 11/08/2014minha estante
Eu gostei bastante da sua resenha, mas ainda tenho dúvidas sobre o livro, Por que fico com aquele receio "e se eu começar a ler e não terminar?" adoro os livros do John, porem me "decepcionei" um pouco em Cidades de Papel, eu comecei a ler e em certo ponto e depois parei, estava achando chato após a "aventura" de Margo e Q. Ficou cansativo de ler, muito tempo depois (2 Meses) eu retomei a leitura que Na verdade estava bem legal, mas já estava no final, não tinha um "Toque especial"...


MiCandeloro 11/08/2014minha estante
Oi Marcelah, entendo a situação e acho chato quando isso acontece. Os livros do John são muito reflexivos e muitas pessoas não gostaram de O Teorema Katherine por isso.. porque de ação não há muito, sendo que alguns acharam Colin chato. Mas não adianta, vai do gosto de cada um e isso você só vai saber se ler. Bjs




Ícaro 07/05/2013

Leia, mas não indique
Devido o sucesso do ótimo A Culpa é das Estrelas, o Teorema de Katerine se tornou um dos livros mais desejados aqui no skoob. E essa aposta alta no último romance do Green vai decepcionar muita gente. Uma pena.

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam

O argumento é genial. Fiquei obcecado com a hipótese de alguém se apaixonar 19 vezes por pessoas do mesmo nome e ainda querer criar um teorema que comprove a previsibilidade de um relacionamento. Mas não funciona como planejado.

A boa narrativa do autor perde muito por se passar em um ambiente sem graça, com personagens sem graça. O que torna a história com pouco conteúdo e vínculo emocional. No meio do livro você se pergunta por que continua lendo.

Não indicaria a leitura, mas ,ainda sim, continuo fã do John Green. Sua habilidade de ser atual, divertido e inteligente é inquestionável.

Edu 23/06/2013minha estante
gostei muito da forma como você descreveu sua experiência com a leitura deste livro :-)
eu o li... até a página 100. meu estoque de paciência para o marasmo se esgotou ali e eu gritei: "out! the next, please".


Ícaro 23/06/2013minha estante
Obrigado, Edu. Precisa de muita paciência pra terminar mesmo. =/


Carolina 10/07/2013minha estante
Acredito que o livro não seja de todo ruim, ele é totalmente agradável, mas não passa disso. Você representou o livro muito bem no título da resenha, "Leia, mas não indique". Muito boa ;*


Mih Alves 29/07/2013minha estante
Estou exatamente na metade do livro.. es estou me perguntando o que aconteceu com o John Green, depois de ter lido três livros dele não estou gostando nada da 'sem gracisse' desse livro.. mas vou continuar lendo, quem sabe não dá uma melhorazinha no final?


Ícaro 29/07/2013minha estante
MIh, não vai ficar melhor!, rs.

Ps: Não deixe de ler Will & Will. O melhor dele.


Bruna Brum 15/08/2013minha estante
Exatamente isso: Leia, mas não indique.

Não é o pior livro que já li, salvo por algumas falas engraçadas do Hassan... mas achei um livro fraco, e até chato.

Ótima resenha!



Bruna 16/08/2013minha estante
Adoro o John Green, mas concordo plenamente com você. O livro é bem fraquinho.


Ícaro 16/08/2013minha estante
Pessoal, dei uma rápida comentada sobre os outros livros do Green.

Confiram: http://rkbooks.net/2013/08/11/o-segredo-de-john-green/


Rômulo 07/10/2013minha estante
Estou com sérios problemas para ler, achei que seria muito bom, mais nem é tão bom assim. :/


Michelle 04/11/2013minha estante
O livro é muito calminho, nao tem nada que te faça se interessar nele, concordo com voce, depois de ler a culpa é das estrelas pensei que esse seria tao bom quanto mas acaba nao sendo


Camila 11/02/2014minha estante
Demorei MESES pra ler. ACÉDE foi o primeiro livro do John Green que li, então apostei alto no "Teorema Katherine" . O John Green tem um senso de humor incrível que impregna suas histórias, mas esses personagens...meu Deus ! Consegui entender perfeitamente porque o Colin só levava fora, que cara mais chato !!!!! Cruzes. Além de não indicar pra ninguém, não aconselho nem que as pessoas leiam rs Pra mim, pelo menos, foi uma das leituras mais custosas que fiz até hoje !


Camila 15/03/2014minha estante
Concordo TOTALMENTE com você! Dei graças a Deus quando terminei de ler... Adorei A Culpa é Das Estrelas e Quem é você, Alasca?, comprei O Teorema Katherine na maior expectativa, mas no fim, como você mesmo disse, não via sentido em continuar lendo. MUITO CHATO. Não abandonei o livro, porque sabia que se fizesse isso, nunca iria retomar a leitura. Enfim...
Beijos.


Ícaro 15/03/2014minha estante
Que bom que gostaram da resenha pessoal, farei mais assim que possível :)


Camila Heloíse 10/04/2014minha estante
Ícaro! Me identifiquei muito com sua resenha, embora eu sequer tenha terminado o livro. Estou me esforçando para terminar....
Li A culpa é das estrelas e me encantei muito! Depois li Alasca e o final compensa o livro todo... foi então que comprei o Teorema e também me senti decepcionada. Até porque, até agora não encontrei nada que fosse diferente ou interessante. Apesar de adorar o John Green e a forma como ele escreve, o Teorema frustrou, por tanto alarde que fizeram depois de A culpa é das estrelas. Fiz a m*erda de indicar ele para algumas pessoas que se arrependeram também.
Como você disse muito bem: leia, mas não indique.

Um abraço!


raonypimentel 05/05/2014minha estante
A opinião de que este livro é um dos piores do John Green é quase que geral... Quase todos que conheço que leram o livro acham a mesma coisa, por isso resolvi eu mesmo conferir pra ver só...


Aline 16/07/2014minha estante
Ícaro, concordo plenamente com a sua resenha. Comprei o livro logo após ler "A culpa é das estrelas", em julho de 2013, e adivinhe? Terminei de ler neste domingo, em julho de 2014! Achei bem fraco, não tem situações que nos prendam a atenção, mas li inteiro porque gosto muito da maneira como John Green escreve... Agora comecei a ler "Cidades de Papel" e já li metade do livro em um dia. A diferença é imensa!


Rafaela 21/01/2015minha estante
Concordo 100% com a tua resenha. Talvez por eu ter lido "Quem é você, Alasca?" (que se tornou o meu livro preferido do John Green), antes dele, as minha expectativas estivessem um pouco elevadas, porém não dá pra culpar apenas elas. É inegável que o livro, além de ser previsível, é sem graça. Fiquei me arrastando para ler ele inteiro, esperando que, talvez, o final o salvasse, mas não tive essa sorte. Esperava muito mais dele. Não indico.




Elder Ferreira 13/05/2013

A Fórmula do Amor e Suas Derivadas
Há alguns anos (escapa-me a data do acontecido) emprestei na biblioteca da universidade um livro de não muitas páginas intitulado O Último teorema de Fermat. Em um resumo injusto, dada a complexidade da obra, o livro tratava de uma busca heroica para resolver um dos maiores problemas matemáticos de todos os tempos. O teorema não vem ao caso, mas houve um trecho do livro que despertou minha atenção. Em alguma parte da obra uma referência a Pitágoras (sim, o filósofo grego) era feita através de uma frase: "a matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo".

Não cabe a mim dizer quais eram as pretensões do filósofo ou até mesmo questionar sua afirmação, mas a ideia central levantada por ele é clara: Deus criou o universo por intermédio da matemática e qualquer indivíduo que queira se aprofundar nos detalhes da criação deve conhecer as peripécias da aritmética. Não há dúvidas que para quase tudo no universo existe um padrão, uma fórmula matemática definindo um comportamento. Mas estariam nossos sentimentos também enquadrados nesse quase tudo? Se estão ou não, eu não sei, mas há muito tempo matemáticos buscam padrões para a felicidade e definições para a fórmula do o amor em uma tentativa de tornar exato o que conhecemos ser impreciso.

O Teorema Katherine segue quase o mesmo caminho, senão o mesmo por completo. Colin Singleton, um garoto prodígio recém-formado no que no Brasil chamaríamos de ensino médio, pega a estrada com seu amigo Hassan em busca de respostas e algum tipo de catarse para o término do seu décimo nono relacionamento. Normal, tirando o fato de que todas as suas ex-namoradas chamavam-se Katherine (K-A-T-H-E-R-I-N-E) e que todas terminaram com ele. Certo de que isso não poderia ser mera coincidência, Colin embarca na sua viagem disposto a criar um teorema matemático capaz de descrever seus relacionamentos (e prever os próximos). Um teorema que apontasse o tempo estimado de um relacionamento e quem terminou (ou terminará) em cada namoro: O Teorema Katherine.

John Green se consolidou no Brasil depois da publicação de A Culpa é das Estrelas pela Intrínseca em 2012. Quem é você, Alasca? (do mesmo autor), já tinha sido lançado antes pela Martins Fontes, mas começou a ficar popular depois que o nome do autor ocupou por semanas as listas dos mais vendidos pelo romance A Culpa é das Estrelas. De repente, John Green se transformou no escritor contemporâneo favorito de uma legião de bookaholics brasileiros. Esse ano, a Intrínseca publicou O Teorema Katherine, que veio acompanhado de um marketing gigantesco e uma propaganda assombrosa. O resultado disso? Muitos já estavam amando o livro antes mesmo de lê-lo.

O enredo ameno, porém, (talvez mais ainda para os que já estavam acostumados com outras narrativas do autor) é de deixar qualquer um desapontando depois de tanta publicidade positiva. É uma história que demora a te pegar, mas que se salva por causa do humor característico do John Green e por causa do conteúdo com incursões matemáticas divertidas (pode-se dizer que seria um ótimo livro para estimular adolescentes a aprenderem equações do segundo grau). O livro foi escrito com o apoio de um amigo matemático do autor e a obra conta ainda com um apêndice explicando os conceitos de funções utilizados no decorrer do livro enquanto Colin desenvolvia seu teorema.

É intrigante como os garotos de John Green apresentam todos características peculiares ("os garotos de John Green", observe minha petulância). Nos outros dois livros do autor publicados no Brasil, temos, em um deles, um menino inteligente com o hábito estranho de colocar cigarros na boca (mesmo sem acendê-los) como forma de provar a si mesmo de que ele ainda está no controle da sua vida, e, no outro livro, um adolescente com o hábito estranho de decorar últimas palavras de pessoas importantes (as últimas palavras mesmo, as palavras ditas antes de morrer). Nesse livro, o personagem principal, Colin Singleton, é um prodígio que começou a ler aos dois anos de idade e que possui uma obsessão estranha por anagramas, outro fator de diversão para a narrativa.

Os recursos linguísticos utilizados pelo autor são outro ponto-chave, quando se pensa que ele não tem mais o que inventar, ele inventa de usar várias notas de rodapé na obra. Notas que não são apenas comentários de referência, mas que preenchem o texto de humor e conferem a narrativa um clima mais inteligente do que o habitual. O habitual, claro, é a agradável incursão matemática (sou de exatas, não me julguem), que o John Green faz no texto. É tão divertido acompanhar o desenrolar da construção do teorema e perceber, junto com o personagem principal, as variáveis que influenciam na sua fórmula do amor. Pra quem tem tendências matemáticas, vai querer se aprofundar na fórmula do Colin, mas para quem leu o livro buscando um pouco da magia dos outros livros, é provável que sinta falta de alguma coisa (mas ainda tenha algo).

Em suma, foi um livro com muitos holofotes que estava despertando minha atenção desde o momento em que foi divulgado pela Intrínseca que seria publicado no Brasil. O autor, como já disse, conseguiu seu espaço no país bem como uma quantidade significativa de fãs (como eu, que já tinha lido os outros dois livros dele publicados aqui). Porém, há uma linha tênue entre ser fã e ser cego (e eu realmente espero não ter soado rude aqui) e eu preferi ler O Teorema Katherine com olhos críticos de quem estava se preparando para ler algo novo, ao invés de apenas ler já esperando algum tipo de universo paralelo perfeito onde tudo é chocolate. No mais, resta-me esperar as próximas publicações do autor no Brasil para que eu possa conhecer mais das diferentes narrativas do John Green.

Mais sobre: http://oepitafio.blogspot.com.br/2013/05/resenha-o-teorema-katherine-john-green.html
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Brubs 31/05/2013

Uma salva de palmas
Isso não vai ser bem uma resenha, apenas um parênteses:

Poucas pessoas comentaram sobre isso aqui, mas o trabalho dos tradutores desse livro é SEN-SA-CI-O-NAL! Meus parabéns aos trabalhos de Umberto Figueiredo Pinto (Revisão); Anna maria Sotero da Silva Neto (Revisão Técnica de Matemática); Renata Pettengill (tradução)

Essa Renata não só traduziu um livro, como teve que re-criá-lo. Afinal, não dava para simplesmente traduzir todos os anagramas, já que eles perderiam o seu sentido. Ela teve o trabalho de muito bem re-escrever todos eles, sem tirar em nenhum momento o sentido da história.

Por ter muitas referências pop em inglês, os livros do Green podem ser meio difíceis de traduzir. Meu destaque maior ficam para as páginas 86 e 87, onde tiveram que criar uma "frase de 99 palavras na qual a primeira letra de cada uma correspondia ao dígito de pi equivalente."

Não sei se muitos de vocês também leem reparando em detalhes desse tipo, mas os que não fazem deveriam passar a fazer. É claro que o autor é sempre quem tem a ideia principal, e merece toda a nossa admiração, mas o livro ainda passa pela mão de muita gente até chegar à nossa casinha. Tradutores, diagramadores, todos eles também merecem ser reconhecidos; é uma pena que são raramente lembrados.

Deixo aqui a minha singela homenagem!

(estou realmente procurando o contato da tradutora para mandar uma carta ou um e-mail para ela. Se alguém souber um jeito de fazer isso e quiser compartilhar, fico agradecida. Também convido a todos para fazer isso quando sentirem vontade; não mata e ainda torna o dia de alguém feliz.)
Matheus Caixeta 04/06/2013minha estante
Achei sua resenha digna!


Lucas de Paula 02/08/2015minha estante
Arrasou. Li o livro inteiro pensando nisso, no quão difícil foi pra traduzir.




Anna 29/06/2013

Gênio?
Como a maioria das pessoas que leu A Culpa é das Estrelas, fiquei curiosa para ler mais do autor. Embora o primeiro livro não tenha me levado às lágrimas - diferente de muitos - pelo menos foi uma leitura rápida e muito gostosa, que pude recomendar a todos. Então, aproveitei que a Intrínseca estava lançando O Teorema Katherine, e decidi partir para o que deveria ser uma ótima leitura. Infelizmente, talvez minhas expectativas estivessem muito altas.

Não, O Teorema Katherine não é de jeito nenhum um livro ruim. Mas, tampouco é o livro genial que ACEDE foi. Embora os personagens sejam interessantes, nenhum deles é tão cativante quanto os do primeiro. Colin, o protagonista, pode chegar a ser um pouco irritante, inclusive.

Os capítulos se intercalam entre o presente - após o último fora que Colin levou de K-19 - e lembranças do passado dele com todas as outras Katherines. Muitas dessas histórias porém, poderiam facilmente ser tiradas. Sim, elas dão a noção de quanto Colin é ruim para relacionamentos, mas não fariam falta se não estivessem ali tampouco. A histórias das principais Katherine seriam o suficiente, em minha opinião.

Os cálculos também são uma parte bastante importante da história, uma vez que Colin é um menino prodígio e está tentando colocar a tendência dos relacionamentos em uma fórmula que poderá prever não apenas quando um relacionamento irá terminar, mas também quem do casal irá terminá-lo. Para explicar os cálculos, o autor recorre a diversas notas de rodapé, que por vezes se misturam com as notas de tradução e desviam o foco da história principal. Aliás, há um apêndice no final para explicar a matemática aplicada no livro. Não é que você precise entender matemática para entender o livro, mas entender o funcionamento do Teorema, ajuda a compreender o caminho que o personagem está tomando, então as notas te deixaram no mínimo curioso.

O cenário principal é o Texas, que como retratado anteriormente em diversos filmes, é um estado quente e com um estilo mais "interior". Os personagens têm até sotaque! Achei bem legal, embora pareça um pouco forçado quando traduzido.

O romance é um pouco óbvio, mas não chega a ser exatamente forçado. Confesso que não me fez suspirar ou ansiar, mas tampouco me fez torcer o nariz. Ficou na média, como todo o resto.

Por fim, não posso deixar de comentar que a tradutora fez um excelente trabalho com este livro, especialmente visto que Colin também tem o talento de anagramatizar e que tal tarefa não foi simples, pois não basta uma mera tradução. Em casos como esse, o tradutor tem que recriar, mantendo o sentido fiel ao original, o que pode se revelar um trabalho e tanto para ele, mas fiquei bastante satisfeita neste quesito.

Então a dúvida que fica é a seguinte: John Green é tão genial quanto dizem, ou teve apenas uma história de sorte? Pretendo ler outro livro dele para tirar essa dúvida o mais rápido possível. Então, em resumo, este livro pode decepcionar como primeiro contato, se você ouviu mil e uma maravilhas sobre o autor. E, se você já o conhece, talvez seja melhor mergulhar sem expectativas, assim você só poderá ter a ganhar.

site: Para mais resenhas acesse: www.queridaprateleira.com.br
Luiza Rodrigues 01/07/2013minha estante
Anna, eu recomendo que você leia Quem é Você, Alasca?, porque é um livro realmente genial, no nível de A Culpa das Estrelas. Você vai gostar e vai tirar de uma vez por todas as sua dúvida! :))


Anna 05/07/2013minha estante
Estava mesmo pensando em ler este. Acho que vou seguir a recomendação, obrigada! :)


MN 16/07/2013minha estante
realmente "Quem é você, Alasca?" tem um efeito muito maior ao estilo d'A culpa é das estrelas do que O teorema de Katherine. O livro é bom, mas entre os outros do autor esse não fica entre os melhores 'na minha opnião'.




Rafael Palone 18/12/2013

"Se pudessem me ver do jeito que eu me vejo, se pudessem viver nos meus pensamentos, será que alguém, qualquer pessoa, me amaria?"
A minha primeira conclusão sobre o Teorema Katherine (e estou falando do teorema mesmo, não do livro) é que, se ele funcionasse e existisse no mundo real, eu não teria perdido meu tempo digitando muitas indiretas no subnick do MSN para meus relacionamentos mal sucedidos. Colin Singleton, depois de levar dezenove pés-na-bunda de dezenove Katherines (K-A-T-H-E-R-I-N-E, com todas as letras e nesta ordem) diferentes, ele decide pegar a estrada sem rumo com seu melhor amigo Hassan e, nessa viagem, inventar um teorema que defina um valor universal para relacionamentos, onde o rumo dos namoros seja predestinado através da matemática.

Encarar um problema tão abstrato como o amor com racionalidade é o que Colin tenta fazer para fugir de próximos sofrimentos. Desafiar o futuro para não se dar mal é uma das muitas maneiras de escape que o livro propõe. E não é só o prodígio Singleton que está em fuga durante o livro, praticamente todos os personagens encaram situações em que é preciso se isolar, se distrair ou buscar um caminho alternativo para encarar. Embora em sentido literal apenas Colin e Hassan façam isso, são vários os personagens que colocam o pé na estrada para dar as costas aos problemas e obrigações do cotidiano. Fugindo dos relacionamentos ruins com um teorema. Fugindo da faculdade com o programa da juíza Judy. Fugindo das pessoas com uma falsa postura gótica e uma camiseta do Blink 182.

O que vi em "O Teorema Katherine" é que nossos problemas nos acompanham em todos os lugares. Entrar um carro e encarar uma estrada não vai preencher o buraco vazio de um ex-amor. A cura é o que a gente faz com nossas fraquezas, podemos transformá-las no que a gente mais gosta e aprender. Sublimar nossos problemas para que eles nos ajudem a crescer. Ou, como o livro propõe, utilizar nossos traumas para nos tornar gênios.
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Val 27/04/2014

Livro "O Teorema Katherine"
Colin é considerado um menino prodígio desde pequeno, ou seja, uma grande capacidade de gravar as coisas que aprende. Ele cria diversos diagramas com palavras, e o que chama atenção também é o fato de ele ter namorado 19 Katherines. Escrito exatamente desse jeito K-A-T-H-E-R-I-N-E.
Chega um momento em que Colin cansou de ser apenas considerado prodígio, e para avançar, ele e Hassan, seu melhor amigo, resolvem fazer uma viajem, e Colin quer fazer um teorema onde vai explicar porque todas as namoradas terminaram com ele, e também tentar prever os seus futuros relacionamentos.
Nessa viajem, eles conhecem Lindsey, que por coincidência namora um garoto chamado Colin.
Eu sinceramente esperava muito mais do livro, e a única coisa que eu realmente gostei foi Hassan, com suas piadas e tudo mais. Achei o Colin várias vezes irritante e complicado.Também não ficou muito claro (ao menos pra mim) o que o autor queria passar com o livro. Infelizmente não foi uma leitura que me prendeu. O outro livro que eu li dele foi A culpa é das estrelas, e com certeza enquanto ele foi 10, esse daqui se eu der 4 foi muito. haha


Mas e você? Já leu o livro? O que achou?

site: http://www.revistagalaxy.com/2014/04/resenha-o-teorema-katherine.html
Beth 27/04/2014minha estante
Pena que não gostou. Esperava mais deste livro. Vou pensar se vou ler ou não. Beijos.


Gizeli Regina Meister 27/04/2014minha estante
Você escreve muito bem! Já estava louca para ler esse livro, depois da sua resenha mais ainda...


Julielton 05/05/2014minha estante
Serio só quatro?! Ouvi e li tantos comentários bons sobre esse livro e até quase o comprei semana passada, mas, se é assim tão ruim, foi bom ter escolhido outro.
Mas sendo sincero, mesmo para um livro, achei bem forçado essa historia do Colin ter namorado dezenove Katherines.


Belle 15/05/2014minha estante
Eu já li comentários bons e ruins desse livro, mas fiquei em dúvida de lê-lo ou não, mas pareceu para mim no inicio ser engraçado namorar 19 Katherines é hilário...
:D


Dani 17/05/2014minha estante
Tenho curiosidade em conhecer os livros deste autor, ele é muito elogiado. Infelizmente não me interessei pelo enredo deste livro...




O Livreiro 01/05/2013

www.o-livreiro.com/
Colin Singleton, um ex-garoto prodígio e viciado em anagramas, está na pior. Ele levou um pé na bunda de sua décima nona namorada; que, coincidentemente (ou não), se chama Katherine (o mesmo nome de todas as dezoito ex-namoradas do rapaz, que também terminaram com ele). Colin está a) deprimido e b) destroçado. A primeira chance de amenizar o buraco que a Katherine XIX deixou em seu estômago aparece quando seu melhor — e único — amigo, Hassan, propõe que ambos caiam na estrada sem qualquer destino exato.

Dirigindo o Rabecão de Satã, os dois acabam chegando na (pequeníssima) cidade de Gutshot, Tenessee, para visitar o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando. Quando Colin sofre um pequeno acidente, ele acaba finalmente tendo seu momento “eureca” –– e se deparando com caminhos os quais antes ele não cogitava sequer percorrer. Agora, Colin está focado na única coisa que pode fazer seu nome fulgurar na história da humanidade: o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, um elaborado sistema matemático que poderá prever o término de um relacionamento antes mesmo que o casal se conheça…

Tava pensando no seu lance de ser importante. Eu acho que a sua importância é definida pelas coisas que são importantes procê. Seu valor é o mesmo das coisas que ocê valoriza.”

A delicadeza, a comicidade, a imprevisibilidade e a ironia de John Green preponderam em O Teorema Katherine. A escrita inconfundível do autor ganha um ar mais intelectualizado aqui, mais agradavelmente pretensioso e sátiro – um contraponto perfeito às obras igualmente perfeitas de Green. Sem o teor dramático acentuado de A Culpa é das Estrelas, O Teorema Katherine vem para enaltecer uma faceta do escritor antes levemente obscurecida: o humor ferino, espirituoso e dinâmico.

É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.”

Especialista em anagramas, fluente em mais de dez idiomas e super inteligente, Colin é um protagonista agradável, com defeitos e virtudes evidentes desde o início da leitura. Hassan, contudo, é o melhor personagem do livro. Suas tiradas fugging engraçadas e sua lealdade inabalável por Colin — ainda que o ex-prodígio não seja exatamente fácil — tornam-no uma peça indispensável deste livro. Lindsey também foi uma grata surpresa, com seu sotaque caipira e inteligência.

Os personagens críveis, a história inteligente e verossímil, além da moral meio oculta por trás da ironia de Green são, de longe, os aspectos mais marcantes de O Teorema Katherine. A narrativa em terceira pessoa também ajuda na construção e no desdobramento da obra — o fato do livro não estar fadado à visão de Colin acaba permitindo que tenhamos uma perspectiva maior da trama e dos personagens. John também insere constantemente notas de rodapés que estreitam a relação narrador/leitor e intercala as ações do presente com acontecimentos do passado, a fim de, na maior parte das vezes, elucidar alguma questão envolvendo as Katherines de Colin.

Apesar de transparecer simplicidade em sua premissa, O Teorema Katherine ainda contêm uma boa parcela de críticas morais. A relação estabelecida entre o ser e o ambicionar ser; a vontade de algumas pessoas em serem lembradas, amadas, famosas e especiais, ao passo em que outras só querem acercar-se de suas próprias muralhas; o modo com o qual tentamos nos moldar à sociedade, mesmo que, no processo, deixemos de ser quem somos de verdade. John teve como ponto de partida uma ideia singela, mas a desenvolveu de tal maneira que sentir-se, de algum jeito, ligado à obra é inevitável.

A inteligência e a habilidade única de John Green em criar histórias fazem de O Teorema Katherine um livro cativante e agradável, pela qual é impossível não gostar ao menos um pouco. Uma leitura indispensável para os fãs do autor e para aqueles que desejam rir e pensar ao mesmo tempo.
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Thaty 14/06/2013

Divertido e diferente, porém...
O livro não superou minhas expectativas. É uma leitura gostosa e divertida em várias partes mas eu esperava mais! Mesmo assim não deixo de recomendar.

Durante a história conhecemos o nerd Colin. Um menino prodigio que ainda não virou genio e tem medo que isso nunca aconteça. Após levar um fora de sua 19° namorada chamada Katherine (assim como todas as outras), Colin e seu amigo Hassan saem em uma viagem de carro e acabam parando em uma cidadezinha do interior que lhes promete ótimos dias.
Como todo prodígio que quer ser gênio, Colin mantém sua mente sempre funcionando, e em decorrencia disso, ele pensou que talvez pudesse ser capaz de criar um teorema que prevesse o destino dos relacionamentos amorosos.

O grande diferencial desse livro? Notas de rodapé! Elas estão em quase todas as páginas e nos da a impressão de que o autor está conversando conosco e isso sem dúvida deixou o livro melhor.
Suuh 16/06/2013minha estante
Adorei a resenha, bem sucinta!
Estou na página 100 e sem muita empolgação pra continuar. Realmente as notinhas de rodapé são ótimas...
Enfim, tomara q o livro melhore um pouco,to achando bem chatinho...


Thaty 16/06/2013minha estante
Brigada :)
Ele melhora sim, mas no meu ponto de vista, não o suficiente. Mas não para de ler, vale a pena continuar.




Lane 19/08/2013

Me decepcionei...
Me decepcionei. Só li o livro por influência do autor, li A culpa é das estrelas, achei maravilhoso e senti a necessidade de ler esse tb, mas logo nas primeiras páginas já achei entendiante, principalmente por repetir tanto as palavras "prodígio" e "Katherine" em tão poucas páginas lidas. O que mais me chamou atenção em todo o livro foi o fato de que Colin, inteligente, porém entediante, teve 19(!!!) namoradas e todas com um único só nome. COMO ASSIM???? Prossegui a leitura esperando alguma surpresa, mas, honestamente, se o livro era destinados á adolescentes, o autor não soube fazê-lo dessa vez.
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Guilherme Braga Alves 27/03/2013

John Green, O Gênio
Lembro-me até hoje do instante em que, depois de tanto ver a capa de Quem é Você, Alasca? *1 , resolvi comprá-lo. Igualmente, lembro-me de ficar até as três da manhã devorando cada sílaba porque eu simplesmente não conseguia parar de ler.

Aí veio a Intrínseca e resolveu trazer de vez John Green pro Brasil. Lançou A Culpa com toda a pompa e circunstância, e a nerdfighteria virou modinha. *2 Eis que, no domingo, dando uma volta na Saraiva, eu vejo um livro novo do John. JURO que meus olhos encheram-se de água e a voz embargou, e eu só pensei em comprá-lo. Comprei. ♥

Pois bem, começando de fato a resenha, devo-lo adverti-lo(a) que (1) não vou resumir o livro, afinal as outras resenhas já fizeram isso de maneira suficientemente ótima e (2) a comparação com Alasca e A Culpa será inevitável.

Comparando os livros de Green com bebida, Alasca seria uma tequila: forte, marcante, desce queimando. A Culpa seria uma vitamina: densa, com um conteúdo não tão bom quanto você gostaria *3, mas que te deixa mais forte no final. Portanto, O Teorema seria, sei lá: uma Coca-Cola, gostosa e fluida, um Frappucino, delicioso e viciante? Talvez tudo isso, além de uma inteligência e uma graça com o melhor sabor do mundo. Falando em graça, esse é dos três o livro onde, eu acredito, Green tenha tido as melhores piadas, apesar de que o Gordo e o Coronel no jogo de basquete são so fugging *4 engraçados.

Eu não... não... não... não consigo descrever muito bem o que eu senti porque ele escreve de uma maneira encantadoramente inteligente, entendeu? *5 Todo livro de Green que eu leio eu tipo, não sei bem... É só bom demais, tudo. Eu não consigo fazer uma crítica-lógica-argumentativa-descritiva de Green porque eu só me encanto pelos livros dele e pronto.

Depois dessa resenha mais que confusa, vale notar que o final me surpreendeu. Não por ser ou não surpreendente, mas o fato de Green ser sempre imprevisível... ok, acho que você talvez possa ter entendido. Mas espero que não.

Então, de maneira bastante racional - ou não - vou tentar te convencer: gostou de ACEDE? Então amg, tem dois livros ainda melhores *6 esperando para que você os leia.

*1 - Faça-se um favor: LEIA ALASCA!
*2 - Não há juízo de valor na declaração, apenas a constatação de um fato.
*3 - Não me refiro a qualidade do livro, maravilhoso, mas aquilo que guia a história.
*4 - O Teorema explica.
*5 - Espero que a referência tenha feito-se óbvia.
*6 - Sei que é ḥarām rankear os livros do Green, mas pra mim fica Teorema > Alasca > Culpa.
Douglas 27/03/2013minha estante
Já estou lendo Alasca (é ótimo), ainda não li A Culpa é das Estrelas, e pretendo ler Theorema em breve! abraço!


Michelli 08/04/2013minha estante
A cena do jogo de basquete é ótima, super engraçada. Lerei OTK e entenderei o que é Fugging. Bjos




Henri B. Neto 06/05/2013

Resenha: ''O Teorema Katherine'', de John Green
Como eu já disse milhares, e milhares, e milhares de vezes, mesmo eu não tendo uma relação interpessoal muito boa com o John Green (a pessoa, o vlogger), eu sou completamente apaixonado por ''A Culpa é das Estrelas''. Foi um livro que eu já fui ler esperando não gostar nem um pouco, e quebrei a cara totalmente. Então, sim, eu estava com uma certa expectativa para o lançamento de ''Teorema Katherine'' por aqui.
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O que é engraçado, pois MUITA gente já tinha me avisado que - definitivamente - ''Teorema'' não era o melhor livro do autor, muito pelo contrário. Mas estava todo mundo tão empolgado no Twitter, Facebook, blogs e afins com a publicação que eu simplesmente ignorei todo e qualquer conselho, e corri para ler - ainda mais que ele era o livro do mês no Clube do Livro.
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E o que foi que eu descobri com a minha leitura do supra citado?! Bom, definitivamente, ''Teorema Katherine'' não me transmitiu nem um décimo de sentimentos e nem me proporcionou o mesmo fascínio que ''A Culpa é das Estrelas'' me deu no ano passado. Pode parecer algo meio injusto de se falar, já que - eu sei - são livros com temas completamente diferentes, mas devido à comoção que ''Katherine'' causou com a sua chegada por aqui, eu esperava ao menos uma narrativa tão brilhante quanto à empregada na história de Hazel & Gus. E, não, o livro não chega nem perto disto. Para falar a verdade, eu achei ele bem mais pretensioso do que esperto.
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Em cada página de ''Teorema'', eu senti uma necessidade terrível do John Green em querer provar para o leitor em como ''Oh, ele é esperto, e engraçado, e inteligente e nerd''. Principalmente o último. Foi MUITA forçação de barra a coisa toda da matemática, e em como o Colin Singleton - o nosso ''amado'' (aham, sei... ¬¬') protagonista - se porta por ser um ''prodígio''. Tinham partes, que eram nitidamente para serem engraçadas. Mas acabaram ficando enfadonhas e arrastadas.
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Por falar no Colin, eu achei ele completamente pedante e infantil e egoísta. A minha vontade era de entrar no livro à cada cinco páginas só para dar uma surra nele, tamanha a minha irritação. Ele faz MUITO mimimi por nada, e nem dá para colocar a culpa por que ''olha, ele é um prodígio incompreendido'', pois não cola mesmo! Mas sabe o que é pior? Tinham momentos que eu me via nele. E isto é péssimo, pois eu ficava me perguntando se eu era tão odioso para as pessoas quanto ele era.
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Dos personagens, os únicos que eu salvo de verdade é o Hassan (o melhor e único amigo do Colin, e que é engraçado de verdade e, graças à ele, o livro rende boas risadas) e a Hollis Lee Wells (pois, de uma forma muito estranha, ela acabou me lembrando a minha própria mãe). Já a Lindsay, eu a achei completamente volátil. De lua mesma... A definição da ''Mulher de Fases''.
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Quanto a história em si: agora começo à entender todas as pessoas que odeiam este livro... Parece que fiquei dando voltas e voltas para lugar nenhum. E só encontrei algum sentindo na trama na parte final. Nos 80% restantes, é só um amontoado de cenas aleatórias que não parecem ter correlação nenhuma.
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Enfim, sei que depois deste testamento com jeito de manuscrito, pode parecer que eu não gostei do livro. Mas eu gostei dele, de verdade. Da forma mais sincera do mundo, eu digo: ''Teorema Katherine'' é um bom livro. Mas não é isto tudo o que falam... Não mesmo! Tem seus momentos divertidos e legais e tal, mas justamente por ser pretensioso demais, acaba que quebra o encanto.
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E, sem sombra de dúvidas, ele não chega nem perto de ''A Culpa é das Estrelas''.
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Henri B. Neto
''Na Minha Estante''
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ste 28/11/2013

Leia John Green!
O lado ruim de ler um livro ótimo de certo autor é que esperamos que todos os livros dele atinjam o mesmo nível. E expectativa leva a decepção, mas não neste caso.
Admiro o John por tentar nos fazer entender um pouco mais do Teorema disponibilizando toda uma explicação matemática, mesmo que 90% das pessoas tenham ignorado (como Green disse, é um "apêndice", sem necessidade alguma), mas isso mostra o quanto ele se apega aos detalhes. Admiro também ele querer nos contar um pouquinho de cada Katherine de uma forma diferente, distribuindo suas histórias ao longo do livro, deixando-o interessante.
Minha opinião final é que, até agora, os livros do John tem histórias diferentes e bem escritas, sua fama não é por acaso e nem somente por modinha, não para mim pelo menos. Esse é um dos autores que eu recomendaria em qualquer situação.
Dor de cabeça? LEIA JOHN GREEN! Cansado? LEIA JOHN GREEN! Passando por uma crise? LEIA JOHN GREEN! hahah
Viviane 03/01/2014minha estante
Amo o John Green, talvez ate seja meu escritor favorito, serio, mas como você disse, nos esperamos que ele atinja o mesmo nivel, eu basicamente, ja li todos os livros menos Will e Will pois ainda nao tive oportunidade, e o que eu menos gostei foi Teorema Katherine, mesmo gostando de matematica, o John conseguiu fazer que ele fosse chato, aquelas escritas no rodape da pagina, torna tudo mais cansativo, confesso que comprei o livro em novembro, e ate hoje nao sai da pag 110, estou tentando retornar, mas acho que é um livro impossivel de ler, serio, quem aguenta ir ate o fim pra mim é um guerreiro, falo nao apenas por mim, mas sim também, a maioria das pessoas que eu perguntei.


Diane Ramos 31/01/2014minha estante
Também já vi muitos elogios sobre este livro , ainda não o li ,mas pretendo ler .

PS.: vc escreve muito bem .




Evelyn Ruani 17/07/2013

O amor pode ser representado em um gráfico?
Eu gostaria muito de ter lido os livros de John Green na ordem em que ele os escreveu. Por que eu tenho que confessar que "A Culpa é das Estrelas" arruinou a minha capacidade de olhar criticamente para as obras desse autor. Não consigo mais ser impessoal e neutra. Eu fiquei irremediavelmente apaixonada e sei que estarei sendo passional nessa resenha, como talvez não seria sem Hazel e Augustus me lembrando de como esse autor é genial.

Certo, genial ele realmente é, porque apesar de achar que a história não prendeu tanto a atenção, que o enredo é bem mais ameno e em algumas partes sem tempero, John Green consegue mostrar a que veio nos pequenos detalhes. A construção de seus personagens é impecável, e fica impossível não se apaixonar por eles, todos eles, até mesmo aqueles que você acha irritante. Vale ressaltar também sua preocupação ao longo do texto com suas notas e também no apêndice ao final do livro. É o tipo de qualidade na escrita e respeito com o leitor que não se tem hoje em dia na grande maioria dos livros.

Isso somado ao tom irreverente que acredito, mas não posso afirmar, seja uma marca narrativa de John Green, torna tudo muito cativante. Mas, abro um parênteses aqui outra vez, posso estar sendo influenciada por Hazel e Augustus novamente. De qualquer forma, a história é interessante: Collin é um adolescente nerd aspirante à gênio que não faz mais nada da vida a não ser ler demais, decorar tudo que lê, criar anagramas e namorar Katherines. Sim, porque ele já teve 19 namoradas com esse mesmo nome. Inclusive, o livro começa numa crise de depressão do Collin porque acabou de levar o fora de uma Katherine.

É aí que entra o meu personagem favorito: Hassan! Ele é o melhor amigo de Collin, aquele que vai dar uns chacoalhões (literalmente) no amigo e inventar uma viagem para tirá-lo da deprê. Hassan tem um senso de humor impecável e até cria um bordão para os dois. Os diálogos dele são definitivamente a minha parte favorita no livro. Bem, nessa viagem os dois acabam numa cidadezinha do interior onde conhecem Lindsey, outra personagem bem trabalhada de John que acaba mudando o curso da viagem e da vida dos dois.

É nessa cidade também que Collin tem seu momento "eureka" e descobre como representar o amor em um gráfico matemático. O tal gráfico é capaz de dizer quando o terminante vai terminar com o terminado, e ele começa a fazer um balanço de todos os seus relacionamentos com as 19 Katherines.

A história é bem original, os personagens muito bem desenvolvidos, mas a trama não prendeu tanto e por isso as quatro estrelas. Apesar de meu coração ficar até pesado por eu não ter dado cinco. Certeza que é a influência que venho falando desde o começo dessa resenha. Talvez se eu tivesse lido este primeiro, fosse capaz de ser menos passional, mas é um livro que recomendo!

Deve ser lido por todos os fãs de John Green, afinal, eu leria até a sua lista de compra ♥

site: http://lyani.wordpress.com/2013/07/17/resenha-o-teorema-katherine/
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Yasmin 06/06/2013

Diferente, criativo e bem narrado, que agradará, mas não a todos que gostaram de A Culpa é das Estrelas.

Querendo ou não eu sou uma das pessoas que não curtia muito o gênero e acabei gostando mais do que imaginaria. E dentre os autores de jovem adulto com histórias contemporâneas sobre amadurecimento um dos que mais chama atenção da crítica é sem dúvidas John Green. Mesmo não tendo amado o outro livro publicado aqui ano passado não podia negar que o autor era muito bom. O Teorema Katherine te conquista logo de cara com o título curioso e a sinopse beirando o engraçado. Conheçam Colin, o prodígio e suas dezenove Katherines.

Colin está acabado, a décima nona Katherine terminou tudo com ele. Mais uma vez a terrível dor de ser dispensado por uma Katherine. Colin tem o QI altíssimo e desde criança estuda para aprimorar sua inteligência. É apaixonado por anagramas, fala onze idiomas e lê como ninguém. A única coisa na qual ainda não teve sucesso é em quebrar o ciclo de términos com Katherines. Por isso quando seu melhor e único amigo, o árabe, Hassan chega a sua casa e o encontra jogado no carpete do quarto ele decide que precisa respirar, em busca da parte que perdeu quando KXIX terminou com ele. Os dois partem no Rabecão de Satã, sem rumo e sem destino, apenas dirigindo. Mas na estrada os dois acabam a caminho de Gutshot no grande estado do Tennessee a procura de um improvável túmulo. Lá Colin e Hassan conhecem Lindsey Lee Wells, filha de Holly que é dona da fábrica de têxtil que mantém a cidade há mais de meia século. Compelidos a ficar na pequena cidade do interior trabalhando entrevistando os velhos moradores da cidade para um projeto de Holly, Colin e Hassan passam por bons momentos ao lado de Lindsey enquanto Colin tenta trabalhar em seu momento eureca, a teoria sobre suas várias Katherines que vai finalmente transformar o prodígio em gênio.

A premissa é essa. Uma viagem que termina em uma pacata, pequena e até mesmo burlesca cidade do Tennessee. Não sei de onde John Green tirou a ideia para o enredo do livro, só posso dizer que se você consegue juntar entrelinhas vai apreciar mais a história de Colin do que se você ficar só com o que ler na superfície. Indo além da história de amor entre Colin e as Katherines o autor constrói uma história de amizade genuína e uma história sobre aquele medo incessante que surge quando temos entre 18 e 20 anos, e que continua rondando nossas mentes por bastante tempo: o medo de não deixar marca nenhuma no mundo. Nenhum feito memorável, nenhuma descoberta importante e nenhuma história digna de ser lembrada. E com isso mais uma vez John Green prova que entende a juventude.

O mais interessante é a narrativa em terceira pessoa, repleta de bom humor e itálicos com pensamentos dos personagens, curiosidades e até mesmo autocríticas. É sempre diferente acompanhar um livro onde o protagonista é um garoto, porém mais diferente ainda foi acompanhar Colin na escrita sincera de John Green, que não só aponta como os garotos podem ser chorões sobre coisas que as garotas superam com mais facilidade (e eu não estou falando sobre términos de namoro não), como mostra que um protagonista em crise consigo mesmo, que muitas vezes soa egoísta.

Hassan e Lindsey são dois ótimos personagens secundários, com personalidades efervescentes. Hassan mesmo com seu jeitão é o contrapeso sempre alertando Colin para seus pensamentos egocêntricos. Sendo que ao longo da trama a dinâmica deles evoluí e o desenvolvimento da trama central acompanha o amadurecimento de Colin e também de suas amizades. O final satisfaz, se não surpreende em alguns aspectos pelo menos encerra de forma inteligente a história das dezenove Katherines.

Leitura rápida, impossível de largar, com uma escrita fluida e curiosidades, notas de rodapés bem interessantes. John Green entrou para minha lista de autores que não se pode perder. A edição da Intrínseca está ótima, fonte boa, boa opção de capa e tradução excelente, cuidadosa e que manteve-se fiel ao estilo e ritmo do autor. A história ficaria (...)

Termine o último parágrafo em: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/04/resenha-o-teorema-katherine.html

Maria.Luiza 23/07/2015minha estante
Concordo, gostei muito. As mudança de Colin, apesar de seus cálculos serem malucos, os momentos cómicos com hazan não deixam de ser divertidissimos, além da pureza dele com lindsey. Sem falr em suas intermináveis katherines.




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