A Queda dos Reinos

A Queda dos Reinos Morgan Rhodes




Resenhas - A Queda dos Reinos


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Gabi 26/04/2013

www.livrosecitacoes.com
A Queda dos Reinos é de longe um dos lançamentos que eu mais aguardei do novo selo da Companhia das Letras, a Seguinte. Como uma boa viciada em fantasia, eu estava saltitando esperando por muitas batalhas, traições e lendas. O primeiro volume de Falling Kingdoms foi tudo isso e mais um pouco, o que vai agradar muita gente, e irritar alguns poucos.

"Seja feliz o bastante por nós dois."


O livro gira em torno de três reinos, Paelsia, Auranos e Limeros, que estão minguando enquanto a magia se esvai pouco a pouco das terras, e os olhos de todos estão voltados para Auranos, o único reino a se manter em pé e vigoroso enquanto os outros definham.

Com os nervos de todos a flor da pele pelo estado de calamidade e fome que muitos se encontram, quando um nobre de Auranos assassina um camponês de Paelsia, essa é a desculpa perfeita para fazer explodir uma guerra entre os reinos. Jonas, o irmão do jovem assassinado, quer vingança e, acima de tudo, quer a cabeça de Cleo de Auranos, a princesa que viu a violência contra seu irmão e não fez nada para impedir. E enquanto todos se preparam, os dois jovens cruzam com Magnus e Lucia, príncipe e princesa de Limeros, governados pelo rei Sanguinário, um homem capaz de tudo para conseguir o que quer.



"Havia sofrido tantas perdas que parecia que uma parte de seu coração tinha sido arrancada do peito, deixando uma ferida no lugar."



Entre perdas, paixões e muito ódio, a vida desses quatro personagens estão interligadas, e o destino de todos logo pesará sobre seus ombros. Isso por si só intensificou uma narração mais lírica em certos momentos, e fortaleceu o desejo de conferir os personagens amadurecendo.


A Queda dos Reinos me causou uma explosão de sentimentos. Os personagens são passíveis de erros, imperfeitos e vez ou outra bastante egoístas, e normalmente isso é suficiente para tachar um livro de ruim, mas foram essas características que tornou essa fantasia tão verídica. Onde a autora pecou realmente foi nos detalhes, ou melhor, na falta deles. Os conflitos foram tão extensos, tanto os psicológicos quanto físicos, que faltou se aprofundar não só no romance, mas também nas batalhas, laços de sangue e amizade.

Se Morgan Rhodes focou em algo, decididamente foi no ódio e na raiva. Nesses dois sentimentos ela se aprofundou bastante, sem dúvidas. E, claro, não posso esquecer da perseverança, a ideia de acreditar no impensável e seguir em frente apesar de toda dor que a vida já causou e que ainda vai provocar, e quando A Queda dos Reinos chegou a esse ponto posso dizer que me apaixonei. É isso que faz da fantasia um gênero tão especial. Não é só a magia e seres fantásticos, mas a possibilidade de encontrar um pouco do nosso mundo real e perceber que o livro pode passar mensagens capazes sim de fazer toda a diferença em nós mesmos, é a fantasia em seu melhor.



"Às vezes, você não nota o quanto é forte até ser testada."



Com muito sangue, magia e paixões, esse romance foi suficiente para sentir que algo grande vem por aí com os próximos volumes. Mesmo ciente de que esse livro pode desagradar em um trecho ou outro, eu recomendo que você lhe dê uma chance. Assim como eu, talvez você encontre mais do que esperava.
Ricardo 26/07/2013minha estante
Eae Moça... Falou tudo nesse comentário heim! Curti mto. Enfim, comecei a ler a pouco tempo e estou gostando demais dos livros de fantasia, comecei com a trilogia do mago negro. Após ler os três livros parti para a Queda dos Reinos, apaixonei kkkk, e ontem finalizei o Falso Príncipe, o primeiro livro da Trilogia do Reino, que ainda ante ontem descobri que será produzido um filme sobre o mesmo; e agora estou aqui, sem nada pra ler =( Estou necessitando de um kkkkkk, e como você disse ser "viciada em fantasia" rsrs imaginei se você teria alguma dica de um livro pra mim?? =^^=
Agradeço muito pela atenção e ajuda!
Abç


Gabi 26/07/2013minha estante
Poutz, eu tenho um monte de dica, li todos esses e mais um pouco rsrs
Eu estou com O Aprendiz de Assassino para ler, parece ser muito bom mas a fonte é tipo tamanho 8, decepcionante.
Lá vai a lista
- Wereworld (amei, cada livro melhor que o outro)
- Fuga de Furnace (é sci-fi)
- Sombra e ossos (perfeito!)
- Jonathan Strange & Mr. Norrell


Ricardo 27/07/2013minha estante
Uau, mto obrigado Gabi, era exatamante isso que eu procurava, mto interessantes todos eles! Acho que vou começar pelo Sombras e Ossos a Sinopse me chamou muito a atenção! =^^=
Obrigadão msmo!
Abç


Vic 05/02/2014minha estante
show!!! to terminando a Trilogia do Mago negro e vou partir para este livro .

muito obrigado!!!


MarioLuiz 02/08/2016minha estante
Via a empolgação da leitora mas discordo deste entusiasmo, claro que cada um tem direito a sua opinião pessoal, então não se chateie com a minha. Achei uma a estória enquanto uma sinopse boa, mas quanto ao seu desenvolvimento muito rasa, com personagens muito contraditórios e despersonificados, onde apenas o malvado rei Gaius foi coerente em sua malvadeza e o pior o Jonas, e enquanto fui lendo os outros volumes só foi piorando, o segundo volume deveria ter por titulo Outono Rebelde, e não Primavera, pois os rebelde nada fizeram e foram praticamente exterminado sem fazer uma só ação que pudesse ajudar ao leitor ter algum entusiasmo com o grupo rebelde. Uma lastima, pois considerei a ideia da autora boa se tivesse uma narrativa melhor desenvolvida, com certeza daria uma excelente saga. Todavia como foram livros de leitura rápidas a decepção não foi suficiente para desistisse de ler todos os volumes.




Queria Estar Lendo 11/07/2017

Resenha: A Queda dos Reinos
A Queda dos Reinos é o primeiro livro de uma série de fantasia escrita pela americana Morgan Rhodes e publicado aqui no Brasil pela editora Seguinte. Uma leitura um pouco diferente do que esperava inicialmente, mas não por isso ruim.

O livro conta a história de três reinos e quatro pessoas. Um dos reinos é governado pela mão de ferro de um rei religioso e duro; outro, sobrevive um dia de cada vez em terra ressecada, rochas e falta de alimento; o terceiro é um território sempre em abundância, verde e tocado o ano inteiro pelos dedos do verão e da prosperidade.

Eu gostei do livro. É um livro bom se você gosta de um pouco de fantasia e aventura. Tem partes engraçadas e partes excitantes, personagens bons, uma história com uma mitologia ótima, mas a narrativa não tem nada de especial. É bem simples, apesar de a autora até ter conseguido incorporar um pouco da personalidade dos personagens no capítulo que cada um narra. Ainda assim, se a narrativa fosse mais elaborada, a história ganharia um tom muito superior. De qualquer modo, como eu disse, gostei de ler.

"O que seu pai tinha pedido tinha relação direta com a conversa que Magnus havia escutado entre o Rei e Sabina na noite do aniversário de sua irmã. Sobre magia e mistério. E se aquilo comprometia o bem-estar de Lucia, ele sabia que não havia outra respostas para dar a seu pai.Ele concordou.- É claro que sim, pai."

Em se tratando dos personagens, há prós e contras. Começamos com Lucia, que é um pouco ingênua e foi a personagem dentro os quatro principais que menos teve atenção, como se servisse apenas ao propósito maior da história e só. Mas, é uma menina doce e inteligente, a perfeita (como claramente era a intenção da autora) princesa dedicada que possivelmente fará um povo amá-la por quem é. Fora isso, ela própria não teve uma história muito aprofundada.

Jonas me passou a imagem de somente ódio e vingança. Ele vive no Reino mais pobre e menos beneficiado, tem uma vida boa após um nobre do Reino de Cleo matar seu irmão, quem o criou e a quem ele admirava profundamente. Jonas é uma das faíscas que acende o fogo da revolução na história, ele quer lutar bravamente, se rebelar e tirar seu povo e terra da miséria. Suas intenções são as melhores para ele e sua família. Porém, isso poderia ter sido muito melhor explorado. Toda vez que o personagem aparecia, era apenas para mostrar o quanto sentia raiva de Cleo e seu povo, do quanto queria se vingar deles por serem negligentes quando seu Reino passava por necessidade. Esperemos que ele tenha mais desenvolvimento nos próximos livros, pois o final dá um fiozinho promissor para a história dele.

"Ele a queria. Mas não podia ceder àqueles sentimentos. Até mesmo admitir para si mesmo era perigoso. Por ora, a única certeza de Theon era que a encontraria e a traria de volta em segurança para Auranos. O futuro era incerto, mas aquilo estava claro. Ele não fracassaria."

Agora, Cleo. Cleo é a princesa de Auranos, o Reino mais privilegiado e próspero do continente. Ela poderia ser uma personagem fantástica, algo como uma princesa guerreira. Porém, Cleo é mimada, irritante e, na maioria das vezes, impotente. Ela age como se quisesse fazer algo, mas não faz, cedendo aos caprichos de um nobre do castelo com quem cometeu um erro certa vez, e por causa disso, e do medo de que as pessoas descubram. O medo é justificado, em se tratando das regras e cultura do lugar em que ela vive. Até aí tudo bem, o problema dessa parte é que ela não foi bem construída. Desde o início vemos como Cleo não quer ficar perto dele, como tem certa repulsa e não aprova seu comportamento, então a autora poderia ter explicado melhor porque aconteceu o que aconteceu e algo mais sólido do porque a Cleo escolheu fazer o que fez. Além de que, tudo ao redor dela acontece rápido demais, como se para direcioná-la de uma vez até o ponto que ela deve chegar para a história dela começar a ser interessante e ir em direção ao que o enredo completo será. No final do livro, temos alguma ideia do que virá a seguir, sabemos exatamente onde Cleo estará, e se ela não se tornar uma personagem melhor, fica um certo desânimo.

Magnus, é de longe, o melhor personagem. Ele sim foi bem explorado, seus sentimentos e personalidade estão ali nas páginas para serem absorvidos. Ele é um personagem acometido por demônios interiores, uma vida difícil devido ao tratamento que o pai dá a ele, junto do peso de herdeiro do Reino e futuro Rei. Além disso, ele acha que sofre de um complexo e acaba torturando a si mesmo por isso. Ele é sombrio, inteligente e sabe como agir da maneira mais esperta quando necessário. Magnus é, decididamente, meu preferido, e só por tê-lo no enredo, a história toda vale a pena.

"Quando a bruxa caiu no chão, Lucia estremecia dos pés à cabeça, com os olhos arregalados de terror que pelo havia feito. Ela odiava o suficiente para querer que ela queimasse. E ela queimou."

Em geral, com pouquíssimas exceções, os personagens secundários são pouco aproveitados e aprofundados, o que dá a impressão de que estão ali apenas para que a história siga certo rumo e para que os protagonistas possam prosseguir sua jornada.

Apesar dos pontos negativos, a história em si (ou que poderia ter sido) é boa, e como a pessoa curiosa que sou, fui buscar alguns spoilers e... acredito que a continuação da série superará a história primeiro livro em melhorias, e ouvi dizer que tudo se desenvolve para melhor. Então, estou otimista e apesar de querer ver o desenvolvimento e aprofundamento melhor do enredo no geral, não posso desistir do Magnus, porque, ah, como eu disse, a história toda vale a pena por causa dele.

É uma história de leitura rápida e simples, no máximo em dois dias você finaliza. Mesmo que não lhe agrade no início, o futuro dela é promissor, afinal, tem mais uns quantos livros pela frente para fechar a série. Vamos esperar que a expectativa seja superada.
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Yasmin 06/06/2013

Uma surpresa. Fantasia longe de ser juvenil com um universo inovador. Guerra, mortes, magia e intrigas.

Desde que vi o livro na lista de lançamentos futuros da Seguinte fiquei ansiosa para ler. Gosto bastante de fantasias nesse estilo e me vi estupefata diante da história desenvolvida por Morgan Rhodes. Para quem estava esperando uma fantasia juvenil a surpresa foi grande, mas muito bem-vinda visto que esse tipo de fantasia mais madura e adulta é dificilmente visto por aqui. Espero o juvenil, o que temos em mães é uma fantasia épica, com traições, lendas, bruxas, ganância, espadas e muito sangue.

Três reinos, quatro protagonistas e o futuro da magia e dos reinos. Lucia, Magnus, Jonas e Cleo estão entrelaçados por um destino sombrio e assustador. Tudo tem início quando Cleo e mais alguns nobres viajaram de Auranos até Paelsia em busca do famoso vinho do reino. Aron nunca foi uma pessoa muito agradável, nobre e cheio de excessos. Já bêbado acaba entrando em conflito com o vendedor dos vinhos e assassinando seu filho. Em Auranos a versão é que Aron agiu em legítima defesa para proteger Cleo, mas Jonas viu tudo e quer vingança contra Cleo e seu reino arrogante. Decidido a convencer o chefe de Paelsia a se rebelar contra Auranos ele procura uma audiência com o chefe. Mal sabendo que o chefe Basilius já havia se aliado ao reino de Limeros e ao rei Gaius, conhecido por todos por Rei Sanguinário. Faz muitos anos que o rei de Limeros deixou claro sua rivalidade a Auranos. Ele sempre desejou conquistar e unir todos os territórios, e essa aliança será o começo de sua ascensão. O que muitos não sabem é que Lucia filho do rei Gaius não é uma garota comum e o rei anseia pelo dia que sua filha se tornará a arma que lhe foi prometido dezesseis anos atrás. Mas Magnus, herdeiro do trono e irmã de Lucia não vai permitir que o pai use sua irmã dessa forma. Ele não é igual ao pai e luta para manter a indiferença diante do homem terrível que o pai é. Magnus, Lucia, Jonas e Cleo pouco a pouco percebem que essa guerra é o começo de tudo, algo errado, muito errado, que levará os quatro a caminhos antes inimagináveis.

O ponto de partida é o começo do conflito. A história é narrada através do ponto de vista dos quatro personagens tornando a trama mais complexa e interessante. Intricados, cada um a sua maneira, nessa guerra que começa os personagens se vem em meio a mudanças e a autora acerta ao trazer para o leitor um misto de visões e sentimentos. É impossível não se ver ligado a história e ainda mais complicado escolher um lado. Desenvolvendo com cuidado trama e personagens Morgan Rhodes surpreende o leitor com uma trama mais adulta, com uma mitologia rica e criativa. Com descrições belas e pontuais a história ainda chama atenção pela ambientação vívida e pela alternância harmoniosa entre a ação, história do mundo, dos personagens e da trama.

Outro ponto que merece destaque é a distinção da voz dos personagens. Um dos maiores problemas de termos vários pontos de vistas é a semelhança entre eles e aqui Rhodes consegue quatro vozes narrativas não só interessantes, mas também ricas e originais. Cada um com suas peculiaridades e características conseguem conquistar o leitor sem soar nem um pouco parecidas. A narrativa tem um ritmo agradável e o entrelaçar das histórias é que instiga o leitor. Encontros, desencontros e revelações pontuam a história assim como a exacerbação de sentimentos que fomentam a guerra. Ódio, vingança e revolta permeia entre os personagens e temas fortes são desenvolvidos. O livro é bastante adulto, mas não diria totalmente. Em certos aspectos pode-se observar elementos juvenis, mas é algo sutil. Os personagens estão todos adentrando na vida adulta e a autora se valeu desse momento de transição com perspicácia.

Leitura rápida, fluida e surpreendente. Morgan Rhodes constrói uma história rica que nos traz as melhores características da fantasia e não poupa personagens. Não apenas ação, espadas, sangue e guerra, mas personagens fortes e resolutos. Uma história de honra, amor, amizade, traição, dor e perda. Uma trama bem entrelaçada que remete aos melhores do gênero. O final é tenso e estou ansiosa para ler a continuação e presenciar o encontro desses personagens maravilhosos.

A edição da Seguinte (...)

Termine o último parágrago em: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/05/resenha-queda-dos-reinos.html

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Robson 25/05/2013

Resenha de A Queda dos Reinos| Avaliação: 3,75 estrelas
Resenha originalmente postada em: http://perdidoempalavras.blogspot.com.br/2013/05/resenha-queda-dos-reinos.html

Como prometido, estou aqui com a resenha de “A Queda dos Reinos” para os meus queridos leitores. Bom, vocês continuam me apoiando e o que eu posso fazer para vocês é prometer e cumprir, não é?

Eu recebi a Arc de “A Queda dos Reinos” no final do mês passado, o plot do livro me chamou muito e pronto, me afundei no livro. Por mais que algumas coisas tenham me deixado um pouco decepcionado, o livro acabou por me prender e por me impressionar em vários quesitos também.
- As Vezes é necessário acreditar em algo maior do que si mesmo, Magnus. Algo que não se pode ver ou tocar. Permitir que seu coração tenha fé, custe o que custar. É o que lhe dará força nos momentos difíceis.

Em “A Queda dos Reinos” os reinos Auranos, Paelsia e Limeros estão perdendo a magia. Essa perda está resultando na decadência dos reinos de Paelsia e Limeros, mas Auranos permanece em sua glória e riqueza. Uma era de guerras, mentiras e revolução estão chegando, mas nos resta saber quem sairá bem nessa história.

O enredo envolve bastante ação, emoção e uma pitada muito boa de magia, algo pelo qual eu sentia falta há um tempo. Como está claro na sinopse, a magia está sumindo do mundo, pois o artefato (chamado Tétrade) responsável pelos elementia é perdido tempos antes, e as consequências acabam sendo desastrosas.

A premissa de queda dos reinos me chamou a atenção desde que fiquei sabendo que a Seguinte iria lança-lo. Eu sou completamente fascinado por histórias medievais que envolvam magia, segredos e um pouco de guerra. Nesse quesito, o livro me agradou bastante, por ter coisas bem dosadas e colocadas na hora certa. A autora soube os momentos onde colocar suspense, onde colocar ação e também uma pitadinha de drama (que me fez chorar muito).

O livro começou muito bom, com um prólogo tenso, que deixou um ótimo gancho para o que nos esperava no decorrer do livro, mas após isso, o livro foi esfriando um pouco e até mesmo ficando um pouco entediante. O bom é que esse momento frio do livro foi bem rápido e logo depois o livro voltou aos trilhos, nos fazendo a formar teorias conspiratórias sobre o que aconteceria.

A escrita de Morgan Rhodes é bem gostosa, adorei sua maneira de escrever. A autora conduz muito bem a história durante a leitura, fazendo você ansiar por mais, sempre deixando um cliffhanger que faz aquela expressão “só vou ler mais um capitulo”, não valer mais nada. Chegou um momento na história, em que eu não larguei o livro nem mesmo para comer ou ir ao banheiro, tamanha a habilidade narrativa da autora. Sua narrativa em terceira pessoa ganha um “increase” quanto ela divide os capítulos em povs específicos, e isso acaba não deixando o livro bagunçado e confuso.

Bom, como eu disse, o livro teve alguns pontos negativos que me deixaram decepcionado. Um desses pontos negativos, que por mais que eu que tenha me acostumado logo, foi a grande quantidade de personagens inseridos logo no começo do livro. Durante alguns capítulos eu acabei ficando um pouco confuso com a quantidade de personagens e até um pouco perdido, mas graças ao bom deus, a autora (ou a editora, não sei) teve a ideia de colocar uma página no começo com o nome de todos os personagens. Não pensem que isso dificulta diretamente no desenvolvimento do enredo, porque logo o problema é sanado.

Bom, aproveitando que comecei a falar de personagens, alguns ganharam meu amor e respeito, mas em contrapartida, outros fizeram com que eu os odiasse. Eu acho melhor falar dos que eu amei primeiro né? A princesa Cleo, do reino de Auranos, foi um personagem que me surpreendeu e muito, ela apresenta várias características que eu adoro ver em personagens de YA, como por exemplo: A determinação em conseguir o que quer, por mais que aquilo possa custar a sua própria vida ou a de alguém que ame. As ações e decisões feitas pela personagem em certos pontos me cortaram o coração, me fizeram pular de alegria e com certeza me fizeram crer que ela tem um belo potencial para continuar essa série muito bem. E para melhor mais isso, pude sentir exatamente o que ela sentia, e isso me agradou muito.
-As vezes você não nota o quanto é forte até ser testada. Como é a filha mais nova dessa família, você não foi testada muitas vezes na vida, Cleo. Não como eu. – O rosto de Emilia obscureceu. – Mas acredito que será. Em breve. E deve se utilizar dessa força, deve aumenta-la. E deve se apegar a ela, porque às vezes essa pequena centelha de força interior é tudo que temos para nos ajudar a vencer a escuridão.

Magnus, do reino de Limeros, foi um personagem que já amei desde o quando li seu nome (vocês devem saber o quanto sou apaixonado por Magnus Bane XD), e o conflito emocional pelo qual o personagem passa e a maneira com que seu pai o trata me fizeram gostar muito dele. Com o decorrer do livro, Magnus acaba se tornando um ser impiedoso, justamente por esse seu conflito emocional, mas creio que ele voltará atrás em suas decisões no decorrer da série.
As palavras pareciam pesadas em sua língua. As mentiras sempre foram macias como ceda para ele, mas dizer a verdade nunca havia sido fácil.

Agora vamos ao personagem chato: Jonas. Jonas, um rebelde do reino de Paelsia, acabou me irritando muito conforme o livro se desenvolvia. Ele se mostra um personagem chato, chego e louco até de mais por vingança. Ele simplesmente se recusou o livro inteiro a ver o que era certo e o que era errado, se deixando levar por mentiras e sua vingança meio que inútil. O personagem foi ficar interessante mesmo nos últimos capítulos, quando começou a ver a verdade por trás das ações das pessoas que ele pensava estarem corretas. Eu realmente espero que ele continue amadurecendo nos próximos livros, porque do jeito que ele se apresentou nesse primeiro, não dá.
- Lute – Jonas sussurrou no ouvido do irmão – Lute por mim. Lute por sua vida.

Só lhes dou uma dica relacionada a personagens antes que comecem a leitura: Não se apeguem de mais. A autora não tem muita piedade de matar personagens, e isso deu um up muito grande, a tensão foi muito mais do que eu esperava nesse ponto. E as cenas em que isso acontecia, eram de tirar o folego.
O segundo ponto que não me agradou em “A Queda dos Reinos” foi a maneira como a autora deixa óbvio algumas coisas que aconteceriam no decorrer do livro. Em alguns momentos a autora deixa muito claro aquilo que está para acontecer, como se ela quisesse que você já soubesse daquilo quando de fato fosse acontecer. O pior de tudo é que isso só aconteceu com os fatos importantes da trama, mas por outro lado, a maneira como as coisas acontecem foram muito boas e isso amenizou minha decepção.

A autora fechou com chave de ouro este primeiro livro, o cliffhanger foi perfeito para deixar os leitores com vontade de ler o próximo livro. Eu realmente não esperava que fosse ter tanto sangue e tanta tristeza neste livro. Várias coisas me surpreenderam no final, coisas que eu nem de longe esperava. E por isso, tenho que parabenizar a editora Seguinte por trazer mais um ótimo livro para nós, leitores, e fazer um ótimo trabalho de tradução e edição.

E ai? Gostaram? Deixem seus comentários sobre a resenha, não mata ninguém.

P.S: Eu amei muito a capa, mas cadê esse personagem na história?
Felipe 26/06/2013minha estante
Sua resenha realmente me aninou para ler o livro e com certeza ja esta na minha lista de próximas leituras! rs


GledsonLima 27/06/2013minha estante
kkkkkk eu tbm fiquei pensando que personagem era aquele que estava ai, eu acho que é a Cleo (no final do livro diz que ela estava com uma capa e uma "faca" talvez possa ser ela ou alguém que deverá ser desvendado futuramente nos outros livros. Também gostei da capa bem legal, uma capa contínua.E o falcão quem pensava que era só uma distração na capa, se surpreendeu é muito mais que isso.


Robson 26/07/2013minha estante
Obrigado gente. Eu também nem imaginava que o Falcão fosse ter uma importância tão grande viu hahaha




naniedias 27/04/2013

A Queda dos Reinos, de Morgan Rhodes
Seguinte - 399 páginas
Três reinos que vivem em paz há alguns séculos. Entretanto, a paz é algo muito frágil e logo Auranos, Paelsia e Limeiros entrarão em uma guerra que irá mudar tudo.


Título: A Queda dos Reinos
Título Original: Falling Kingdoms
Autora: Morgan Rhodes
Tradutora: Flávia Souto Maior
Editora: Seguinte
ISBN: 978-85-65765-13-8
Ano da Edição: 2013
Ano Original de Lançamento: 2012
Nº de Páginas: 399
Série: A Queda dos Reinos - Vol. 1
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Português: Cultura / Saraiva


Sinopse:
Mytica é uma ilha isolada pelo Mar Prateado, divida em três reinos: Auranos, no extremo sul; Paelsia, no centro; e Limeiros, ao norte.
Por muitos anos, os três reinos conviveram em paz. Mas a ganância está prestes a mudar esse cenário e as consequências serão terríveis.

Cleiona, mais conhecida como Cleo, é a princesa de Auranos. Em um visita a Paelsia, ela vê tudo dar errado quando Aron, um de seus companheiros na viagem e por quem ela não nutre acalentadores sentimentos, acaba matando o irmão de Jonas, filho do vendedor de vinhos com quem faziam negócios. Isso é o suficiente para que a paz, a tanto custo mantida, seja quebrada.
Jonas se torna o líder de um movimento contra a opulência de Auranos, que parece ter tudo, enquanto as demais terras sofrem terríveis privações.

Para auxiliar na empreitada contra um reino tão abastado, Jonas e o líder de Paelsia se tornam aliados do Rei Sanguinário de Limeiros, Gaius. Nem mesmo Magnus e Lucia, os herdeiros do trono do reino do norte, se verão livres das intrigas que irão, fatalmente, derrocar n'A Queda dos Reinos.


O que eu achei do livro:
Muito bom!

Misture um pouco de magia, fantasia, uma pitada de mundo médio e uma narrativa deliciosa. Agora agite bem, salpique com intriga, romance, lutas de espadas, ganância, lendas. Pronto, você tem nas mãos A Queda dos Reinos, o primeiro livro da série homônima criada pela canadense Morgan Rhodes que chega ao Brasil já no início de Maio pela editora Seguinte.

O livro é voltado para um público jovem, portanto os protagonistas são todos bem novos. O foco fica em quatro adolescentes: Cleo, a princesa mais nova de Auranos; Jonas, irmão do garoto assassinado, filho de um vinicultor de Paelsia; Magnus, filho mais velho do rei de Limeiros e herdeiro do trono; e Lucia, irmã de Magnus.
Apesar da pouca idade dos protagonistas, entretanto, as situações por eles vividas são bem adultas e eles terão que enfrentar muitas adversidades.

A autora não poupa ninguém e escreve com maestria.
A narrativa é deliciosa e, apesar do livro ter quase quatrocentas páginas, a leitura é muito fluida, rápida e gostosa. Com bastante descrições, a escritora insere o leitor em Mytica e o faz viajar pelos três reinos. Aliás, a edição brasileira traz um mapa logo no início (acho que esse tipo de história sempre fica melhor quando tem um mapa ajudando a contextualizar). Cada reino tem características próprias e um símbolo que sempre acompanha seu nome. É uma delícia poder acompanhar essa aventura e conhecer um pouco mais do mundo criado por Morgan Rhodes.
Entretanto, apesar das belíssimas descrições da autora, não espere uma história parada, pelo contrário, esse livro não para - são vários acontecimentos, todos interligados: muita ação, intriga, sangue e morte.

É muita gente envolvida na trama, mas mais uma vez a leitura é facilitada pela presença de uma lista logo no início do livro que contém o nome de todos os principais personagens e uma breve descrição para que o leitor possa identificá-los.
Garanto, porém, que tal lista ao final nem é necessária, porque a autora traça a personalidade de cada um tão bem e o envolve tanto na história que ao terminar o livro o leitor reconhece cada personagem e é capaz de lembrar exatamente o seu envolvimento nos acontecimentos narrados.

Ainda não tenho o livro pronto em mãos, mas só pela prova já dá para ver o maravilhoso trabalho da Seguinte nessa edição.
Embora o arquivo ainda não esteja finalizado, a tradução/revisão está impecável - o que faz meus olhos brilharem, claro! Ainda mais em um livro tão extenso.
Além disso, a parte gráfica está muito caprichada. A capa é simplesmente deslumbrante, a abertura dos capítulos é lindíssima (achei o efeito de escurecer o início da página em que um capítulo começa muito bonito) e o mapa que acompanha o livro é um presente para o leitor.
Me surpreendi com o tamanho do livro. A Seguinte costuma lançar livros menores (no formato 14x21), mas A Queda dos Reinos tem o formato diferente (16x23), além do número de páginas que também é bem maior do que estou acostumada a ver nos livros lançados sob esse selo.
Se a prova já está tão maravilhosa assim, fico só imaginando o que vai ser o livro pronto!

A Queda dos Reinos é um livro voltado para um público mais jovem, mas com todos os elementos capazes de agradar qualquer amante de fantasia!
Uma história complexa, bem encaixada e muito envolvente, A Queda dos Reinos é uma leitura deliciosa que irá render bons momentos em um mundo diferente que está prestes a ruir.


P.S.: Eu recebi a prova de leitura desse livro porque ele ainda não foi lançado! O lançamento, entretanto, não vai demorar - está previsto para 3 de Maio.


Nota: 8



Leia mais resenhas no blog Nanie's World: www.naniesworld.com
Eder Duarte 29/04/2013minha estante
Sua resenha ficou completa e me deu todas as informações possíveis sobre esse livro que me pareceu ser fantástico! Muito obrigado!


naniedias 29/04/2013minha estante
Eder, o livro é realmente delicioso :D




CooltureNews 19/09/2013

Coolture News
Fantasia infanto-juvenil é uma dos gêneros mais complicados de se lidar. Primeiro porque não se deve complicar demais e nem subestimar seus leitores. Segundo porque é realmente difícil inovar num mercado onde grandes ideias sempre estão surgindo, mas onde poucas realmente encontram seu público certo. Terceiro porque o escritor precisa atender a um público grande, exigente e que ou ama ou odeia com a mesma força de vontade.

Gostaria de dizer que amei este livro, ainda mais pela ansiedade com que esperei pelo seu lançamento, mas me senti um pouco decepcionada ao longo da história, e não exatamente por causa dela, mas pela maneira de seus personagens principais.

A ideia por trás da história é ótima e bem trabalhada. Temos três reinos diferentes que vivem em uma constante tensão culminando numa guerra terrível. Em meio a tudo isso existe a lenda de um objeto mágico capaz de dar um imenso poder a quem o possuir, além de ser capaz de restaurar a terra cada vez mais pobre e fria. Para nos situar na história e nos levar pelas diversas situações que compõem a trama, acompanhamos quatro jovens cada qual de um reino, com suas dúvidas, medos, amores e segredos. Estes jovens possuem um papel importante nos acontecimentos que estão por vir e serão suas decisões que mudaram o rumo da história daquele mundo.

É fácil ser conquistado por uma premissa assim, onde amor, guerra e poder são ligados ao destino de pessoas que se pudessem, teriam escolhido não se envolver em algo assim, mas que arrastados pelas circunstâncias se veem na necessidade de lutar por aquilo que acreditam ser o melhor.

Porém, ao invés de sentir empatia por esses jovens, foi difícil gostar deles. Cleo, a princesa, se mostrou fútil e ainda pior, infantil mesmo quando deveria ser mais responsável. A ideia era que ela fosse uma jovem intrépida, que busca sempre seguir seu coração, mas acho complicado conceber esse tipo de impressão quando o que vejo a cada página é uma garota perdida e tola, que não se importa com o sentimento dos outros, apenas quando isso lhe acarreta algum tipo de culpa ou vai de acordo com sua conveniência. Jonas, o rebelde, não é nada como o que é descrito na sinopse do livro, não é um líder, no máximo, um garoto com raiva, que pensa ser um “Dom Juan”, mas que não possui a coragem necessária para realmente lutar pelo acredita. Ele melhora um pouco ao longo do livro, mas ainda é tolo e insuficientemente critico para compreender a magnitude dos acontecimentos. Lucia é uma personagem mais simpática do que Cleo, uma garota mais centrada e com uma boa tendência a explorar outras versões de um fato. Consegui ter uma empatia maior por ela, já que consegue estabelecer bem seus objetivos e segue em frente sem medo.

Mas, de todos os personagens, o único que parece ter sido salvo foi Magnus, o herdeiro de um dos reinos. Ele sim foi um personagem bem tratado ao longo do livro, ganhou uma personalidade forte, dramas profundos, nuances mais sombrias, sem, no entanto, deixar de ser um personagem cativante. Foi fácil compreender e acompanhar suas mudanças ao longo do livro, quando então ele ganha uma vida própria dentro da história, mesmo que em certos momentos seja bem clichê.

O desenvolvimento da história, assim como alguns de seus personagens, deixa a desejar em certos pontos, tornando-se cansativa ao insistir em certas circunstâncias, ou não explorando fatos que eram interessantes, mas que foram deixados de lado. Com a proximidade do final, porém, a trama ganha mais ritmo e você realmente vê as coisas acontecerem e mudarem.

Apesar da sensação de ter lido algumas páginas supérfluas, estou na expectativa do segundo livro da série, que segundo comentários dos leitores estrangeiros parece ser melhor. Eu espero que venha a descobrir se ainda há algum segredo não revelado na trama e se enfim os personagens iram crescer com tudo o que passaram. Ainda tenho esperanças nessa série, vejamos se elas serão contempladas.

site: www.coolturenews.com.br
Thiago Martins 08/01/2015minha estante
concordo. Alguns personagens não são empáticos.




Gabii 25/09/2014

Primeiro volume da saga que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa também que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera insuficiente para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus amiguinhos.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos até o sombrio Magnus e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem bolada, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como As Crônicas de Gelo e Fogo, Trilogia dos Espinhos, Senhor dos Anéis, entre outras.

site: http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com/2014/09/a-queda-dos-reinos-morgan-rhodes-queda.html
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Ana 09/01/2015

Melhor do que aquilo que esperava!!
Quando peguei no livro para ler, confesso que não estava com grandes expectativas. Pensava que iria ser um pouco aborrecido. Não onde onde foi buscar esta impressão: talvez na sinopse, que não acrescentava nada de novo à literatura fantástica, ou algum comentário que li na internet e agora não me recordo bem.

A verdade é que a melhor maneira de ler um livro é não esperar grande coisa dele. Assim eles nos surpreendem. Foi o que aconteceu!

Logo no prólogo a história prendeu-me. A reviravolta que a autora deu prendeu-me e foi aí que comecei a pensar: ok!, este livro é mais do que aparenta ser!

A história passa-se em três reinos: Auranos, Paelsia e Limeros. Limeros já viu melhores dias, quem governa o reino é um rei sádico e cruel; Paelsia é a mais pobre dos três. Vive de um comércio de uvas, a terra morre não dando frutos do que cultiva e o povo luta pela a sobrevivência. Auranos é o reino que todos cobiçam.

Os quatro protagonistas da história são Cleo, a princesa mais nova de Auranos; Jonas um camponês de Palesia que testemunha o seu irmão mais velho ser morto por um Lorde de Auranos; Magnus, o príncipe primogénito de Limeros e Lucia a princesa de Limeros que carrega consigo um segredo.

A razão de ter dado apenas quatro estrelas passa pelas as personagens desta história. Eu achei Magnus uma personagem complexa e para mim uma das melhores personagens de toda a trama! Foi, de logo, a personagem que me cativou desde o início e nota-se que foi um protagonista muito bem trabalhado. Os capítulos que mais gostei de ler foram dele!

Jonas também foi uma personagem que surpreendeu. Não gostei tanto dele como de Magnus, mas gostei da trama que envolve o camponês de Paelsia. A sede de vingança que ele sentia era compreensível, os sentimentos que ele sentia ao longo do livro eram reais tendo em conta todo o que se passou com ele ( embora acho que os sentimentos para a Princesa Cleo foram um pouco forçados).

Achei personagens interessantes, complexas e cativantes!

O mesmo não posso dizer de Lucia e Cleo.

Cleo eu achei-a um pouco mimada e arrogante. Havia passagens que eu revirava os olhos tamanha a infantilidade que a personagem apresentava. No entanto, havia momentos que ela se tornava suportável. As interacções que ela teve com Jonas, para mim, divertiram me. Os últimos capítulos dela mostraram me que ela pode ser mais do que aparentava nos primeiros capítulos e até deixaram me curiosa para saber o que irá acontecer com ela. Agora, acredito que ela têm potencial para ser muito mais.... só espero não me desiludir quando ler o segundo volume.

Lucia foi a personagem que me cativou menos. Achei-a demasiado ingénua e facilmente manipulável. Os capítulos que ela estava presente foram os que mais me aborreceram!

Outra coisa que me deixou de pé atrás na história foi a facilidade com que Morgan Rhodes matava personagens. Não acho nada de errado com isso. Mas ao ler não senti que as mortes não acrescentavam nada à história do que apenas o sentido dramático que a autora esperava passar. Que eu não senti!

Mas nem todo é mau!!

A leitura é rápida. Li o livro em apenas dois dias. Atribuo ao facto que os capítulos serem pequenos ( acho que cada um deles não tinha mais do que cinco páginas) e os pequenos mistérios e reviravoltas que Rhodes atribuía a cada um deles, que foram bem adicionados à história. Também ajuda que os capítulos estejam divididos entre os três reinos, dando-nos acesso ao que vai acontecendo em cada um deles. A escrita também é simples, sem grandes floreados ou prolongadas descrições: o que ajuda a uma leitura rápida!

É uma saga que sem dúvida irei acompanhar!!!
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ELB 31/01/2017

Every Little Book
Antes... existiam duas deusas, Cleiona e Valoria, cada uma possuíam o controle sobre duas das Tétrade, quatro objetos que contém a fonte de todos os elementia, a magia elementar. Querendo o controle completo dos elementos e assim ter todo o poder já existente, as duas rivais se matam, e então a elementia se perde no decorrer do passar dos anos, das décadas, e com isso a terra vem sofrendo sua ausência, morrendo a cada dia que passa.

Agora... existem três reinos.




Reino Limeros, comandado pelo rei Gaius Damora, onde a terra não é estéril, mas o clima castiga essas pessoas. Um reino virando gelo, com um Rei Sanguinário que comanda a punho de ferro seus súditos e não tem escrúpulos para alcançar o poder. Veneram Valoria, que era tida como pura e bondosa, representante da força, fé e sabedoria. Os três atributos que os limerianos valorizavam acima de tudo.

Magnus Lukas Damora, um príncipe marcado pelo pai, desde cedo aprende a esconder seus sentimentos e ser o que o pai deseja, a única coisa boa em sua vida é sua irmã. Mas, no final da guerra, descobre que talvez ele tenha perdido tudo, até seu coração.

"Foi quando seu coração, partido em milhares de pedaços, lentamente começou a se transformar em gelo."

Lucia Eva Damora, uma princesa que foi uma menina roubada no berço por duas bruxas, que viram nas estrelas que ela era a feiticeira profetizada. Aquela que teria mais poder do que qualquer outra, e conseguiria recuperar as elementia. Uma menina que não teve o amor de uma mãe e serve como uma arma para o pai. De personalidade quieta, educada, que possui uma única pessoa em sua vida, seu irmão Magnus, mas um momento muda tudo.



Reino Auranos, comandado pelo rei Corvin Bellos, uma terra próspera, que parece perdida no tempo, onde nada a afeta, ao contrário dos outros vizinhos. Um rei justo, que trata seu povo com o respeito devido, mas que ignora os problemas dos vizinhos.

Cleiona Aurora Bellos é a princesa mais nova de Auranos. Uma menina com nenhum tipo de preocupação, já que sua irmã que irá assumir o trono. Impulsiva, fala o que quer, e durante o livro se mostra um tanto egoísta e ignorante, mas que, no final, ressurge como uma nova pessoa, a única restante da família real Bellos, e a responsável por recuperar tudo que lhe foi tomado e fazer os culpados pagarem.
"Ela seria forte.
Ela reclamaria seu trono de direito.
Ela seria rainha"




Reino Paelsia, comandado pelo rei Hugo Basilius, é a que mais sofre, com terras onde nada cresce, exceto vinhedos, onde seu povo vive em situação precária, e dependendo da venda de seu vinho pelos outros reinos para se manter.

Jonas é o filho mais novo de um vendedor de vinho. No dia do casamento de sua irmã, ele vê seu irmão mais velho, Tomas, ser morto por um nobre que estava acompanhando a princesa Cleo, e desde então a única coisa que Jonas procura é vingança. Com esse propósito, ele se infiltra no círculo do rei, a fim de convencê-lo a se mover contra os Auranos, mas ele chega tarde demais, pois Basilius já foi pego na rede de intriga do rei Gaius. E quando a guerra se instaura, ele realmente se pergunta se era aquilo que ele queria, pois o que vê com seus próprios olhos não é a liberdade que tanto queria para seu país.


"Se quiser algo, precisa ir atrás. Porque não vai cair do céu em suas mãos. Então vamos pegar de volta o que foi tirado de nós. E assim criaremos um futuro melhor para Paelsia. Um futuro melhor para todos nós. "

E então... a morte de um simples camponês Paelsiano pela mão de um Auraros desencadeia uma sucessão de acontecimentos... e os eventos desencadeados vão alterar o curso desses três reinos.

Depois... existirá apenas um reino.

"A magia encontra aqueles que têm coração puro, mesmo quando tudo parece perdido. E o amor é a maior magia de todas."



Após acabar a leitura desse livro, me sinto ainda um pouco chocada com os acontecimentos e com o rumo que a história tomou do meio para o final do livro, e isso só tornou o livro, para mim, espetacular. Por tudo que está por vir, e pela escrita da autora, garanto que essa será uma das minhas séries favoritas.

Fiquei chocada com a escrita da autora, de como ela conseguiu me conduzir pela história e me fez passar por muitos sentimentos, inclusive de xingá-la mentalmente. Interessante como ela conduz o enredo de uma forma que você acha que é aquilo, e cinco segundos depois, tudo muda, e a história te leva por caminhos diversos e todas as teorias são jogadas no lixo, e você precisa mandar seu cérebro correr para formular novas possibilidades.

A estruturação do enredo foi algo muito bem pensando, o que resultou em uma leitura fluída, nada cansativa. Todos os detalhes foram dosados de forma suficiente para não cansar o leitor.

A distribuição dos capítulos com a nomeação de onde os personagens que narrariam aquele capítulo pertenciam, fizeram toda a diferença para situar o leitor, já que estamos falando de muitos personagens e lugares. Além de que, como primeiro livro de uma série, requer explicações sobre o mundo criado pela autora.

Os diálogos não são complexos, mas são condizentes com as personalidades de cada personagem. Você consegue ver dentro da cabeça de cada um deles, e simpatiza com cada tragédia, com cada aproximação dos personagens que se amam e se odeiam. A partir do segundo livro que teremos o amadurecimento de todos os personagens que sobraram, até então todos são mais do que peões na trama dos outros.

A história toda é 4 estrelas para mim, com o aumento de uma estrela pela autora que, como eu disse, conseguiu me prender ao abordar vários assuntos como guerra: politica, magia, romance e morte, muitaaaaa morte.

Cheia de reviravoltas, e com personagens que atravessam o inferno, Rhodes te leva em uma montanha russa de emoção e suspense que resulta em uma trama incrível.


site: http://www.everylittlebook.com.br/2016/07/resenhaa-queda-dos-reinos-morgan-rhodes.html
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Isa 26/08/2016

[Resenha] A Queda dos Reinos - Night Phoenix Books
O livro conta a história de um continente chamado Mítica, onde a magia constumava ser muito presente, porém a cerca de 1000 anos, desapareceu completamente após a morte das duas deusas irmãs que controlavam a magia, os Elementia, Cleiona, que controlava fogo e ar, e Valoria, que controlava terra e água. Esse continente é dividido em três reinos: Limeros, o reino congelado ao norte. Governado pelo tirano Rei Sanguinário, Gaius Damora, Os habitantes de Limeros são dominados pelo medo da crueldade do rei, que está disposto a qualquer coisa para conseguir atingir seus objetivos e saciar sua sede crescente por poder absoluto. Eles são muito religiosos, adoradores da deusa Valoria e abominam os excessos do povo Auraniano.

“Até o paraíso poderia se tornar uma prisão se alguém tivesse tempo o bastante para notar as paredes.” (página 54)

Auranos, o reino dourado localizado ao sul, é governado pelo rei Corvin Bellos. Um reino próspero, farto, cheio de belezas naturais e abençoado com um clima que permite o plantio em seus vastos campos. Os habitantes desse reino são adoradores da deusa Cleiona. Esses excessos fazem com que os outros reinos, principalmente Valoria, os veja como um reino fútil e exagerado.

E Paelsia, o reino localizado entre os dois maiores reinos. Pobre, com terras inférteis, o povo Paelsiano passa fome e vive na miséria, são obrigados a utilizar suas poucas terras férteis para o plantio de uvas, utilizadas na fabricação do seu famoso vinho Paelsiano, adorado pelo povo Auraniano.

“[...] Até mesmo na pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia.” (página 214)

Dentro desse cenário somos apresentados aos nossos quatro protagonistas: Cleiona Bellos (Cleo), princesa caçula de Auranos, uma garota mimada, acostumada a sempre ter do bom e do melhor. Ela é a personagem que eu menos gosto nesse livro, para definir ela sem me alongar muito: princesa clichê do mimimi.

“O futuro [...] agora dependia completamente da sobrevivência dela.” (página 391)

Jonas Agallon , um garoto paelsiano rebelde tomado pela sede de vingança, ele se ergue contra a monarquia opressora, fazendo parte de um grupo revolucionário. Ele é um personagem forte, com um coração bom que só busca o que é melhor para o seu povo, apesar de tomar diversas decisões bem erradas, como um bom adolescente.

Magnus Damora, o príncipe herdeiro de Limeros, frio com todos menos sua irmã Lucia, ele é forte e destemido, busca apenas o reconhecimento de seu pai, que o trata como um completo estranho. Apesar de suas escolhas bem ruins (teenagers unite!), senti pena dele, já que ele só buscava aceitação e amor.

“O ódio é uma emoção forte. Muito mais poderosa do que a indiferença. Mas aqueles que queimam de ódio são capazes de amar na mesma intensidade. Não são?[...] Quando você odeia, ou ama, age com todo o coração, tanto que sente que poderia morrer com isso.” (página 232)

E Lucia Damora, a irmã mais nova e princesa de Limeros, que esconde um grande segredo e faz parte de uma profecia capaz de destruir o mundo (pam pam PAAM!), mas que no final foi uma personagem bem sem sal ao decorrer de todo o livro, tendo apenas um grande momento ou outro... (nos outros livros isso muda graças à Deus).

“Deixando de lado seus medos e incertezas, rezou à deusa pedindo força, fé e sabedoria o bastante para enfrentar a tempestade negra que temia estar se aproximando.” (página 105)

O livro tem uma narrativa fácil e torna a leitura rápida e prazerosa, claro não é nenhum livro de filosofia para se extrair um milhão de coisas e ficar refletindo depois, porém como entretenimento funcionou muito bem. O fato dos capítulos serem relativamente curtos, narrados em 3ª pessoa e se alternarem entre os quatro protagonistas (salve as exceções), tornou a leitura ainda mais rápida.

Apesar de no geral ter gostado, há diversos pontos que me incomodaram muito, como por exemplo a linguagem aplicada no livro. Ok... é um livro infanto-juvenil, não dava para esperar uma linguagem adulta ou de high fantasy como nos livros do Tolkien, porém a autora poderia ter se dado ao trabalho de pelo menos usar uma linguagem mais formal e menos contemporânea vamos lá Morgan Rhodes isso é ou não uma fantasia medieval?

“Foi quando seu coração, partido em milhares de pedaços, lentamente começou a se transformar em gelo.” (página 300)

Outro ponto que me incomodou foi, como sempre, a presença do bendito romance sem desenvolvimento com aquela maldita dose de instalove. Certo, vamos considerar algumas coisas: infanto-juvenil (não vamos esquecer esse ponto), adolescentes nobres e mimados, que nunca saíram de baixo da asa dos pais e querem se rebelar contra todo o conforto e mordomias (wow...). Agora vamos jogar mais uma dose de clichê, com aquele modelo clássico de romance entre a princesa e o guarda. Gente, sério... Não preciso comentar nada sobre o quão batido é isso, preciso?

Como se era de esperar de um primeiro volume de uma série, não há muito desenvolvimento de personagens, porém eu já li até o terceiro volume e digo: melhora bastante, vale a pena aguentar esse começo meio “morno”. Os personagens irão crescer e pontos que me incomodavam muito neles melhoram (A Cleo continua por um bom tempo sendo insuportável, mas depois até que comecei a gostar dela).

Agora, uma coisa que não melhora é o fato das mortes completamente desnecessárias que estão presentes apenas para chocar o leitor, não acrescentando nada ao enredo... Algumas mortes (acho que no máximo umas duas), “alteraram” o plot da história, porém o resto? Matar personagens secundários que não foram desenvolvidos não choca ninguém, pois não tivemos tempo de nos apegar a eles.

“De qualquer forma sua luta ainda não havia terminado – nem estava perto de terminar. Havia apenas começado [...].” (página 399)

No geral não é um livro ruim, porém não vá ler esperando uma fantasia super densa e complexa, pois você não irá encontrar isso aqui, agora se você busca um livro de fantasia relativamente leve (tirando as mortes desnecessárias e algumas cenas um pouco mais “gráficas”) este livro é para você! *música da polishop* A trama é envolvente e dá para revelar os pontos negativos que eu destaquei (também levem em consideração que eu tinha acabado de ler “Ciclo das Trevas” do Peter V. Brett

site: https://nightphoenixbooks.blogspot.com.br/2016/08/resenha-queda-dos-reinos-1.html
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Norberto 18/01/2017

Foi um bom livro mediano, na minha opinião. Comecei com as expectativas um pouco altas, porque as pessoas sempre falaram maravilhas dessa série (e acredito que melhore nos próximos livros, sim), mas já no segundo capítulo percebi que a história seria um pouco "rasa".

Pelo menos nesse livro, os personagens não são tão profundos, as coisas acontecem um pouco superficialmente e muito rasas, no sentido de tudo ser muito rápido. Em um momento as coisas estão sendo discutidas, no outro já se passou um mês e tudo está se desenrolando. Não me apeguei muito aos personagens em geral, mas alguns deles ganharam a minha simpatia. Ah, a orelha do livro me enganou.

Gostei da história, mas não morri de amores. Quero ler os próximos livros pra saber no que vai dar essa resenha toda. :)
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Psychobooks 21/07/2014

Confesso que o mais me chamou a atenção nesse livro (que é o primeiro de uma trilogia) foi a capa! Mas a história pareceu interessante (adoro quando tem magia no meio!) e foi descrito como "Guerra dos Tronos para adolescentes" (apesar de eu ainda não ter lido As Crônicas de Gelo e Fogo - e não é nem o tamanho dos livros que me assusta, e sim a possibilidade do Martin morrer antes de terminar a série... #batenamadeira), então resolvi dar uma chance. E foi divertido.

- Enredo

Mítica é uma região composta por 3 reinos: Limeros, o do norte, que vive em situação confortável; Paelsia, o central, quase miserável; e Auranos, o do sul, o mais rico dos três. Eles estão em relativa paz, até que um acontecimento envolvendo Auranos e Paelsia desencadeia uma série de eventos que culminarão com a guerra entre os reinos. Como pano de fundo temos a magia, até então esquecida, que está retornando - sobretudo devido a uma profecia sobre o nascimento de uma criança que se tornaria uma feiticeira muito poderosa, mais poderosa do que qualquer bruxa que já existiu.

- Desenvolvimento do enredo e narrativa

No prólogo somos apresentados a essa profecia e ao rapto da criança que seria, supostamente, a tal feiticeira superpoderosa. Depois disso entramos no tempo presente da narrativa e somos apresentados aos reinos, seus problemas e ao acontecimento que resultará em guerra. Apesar de tal acontecimento aparecer logo no início da narrativa, não vou citar aqui porque acho que tira um pouco a graça da leitura - eu já sabia o que ia acontecer antes de começar a ler o livro e senti que, se não soubesse, seria mais interessante.

A narrativa vai alternando entre os reinos e quatro pontos de vista: o de Lucia e Magnus, irmãos que moram em Limeros; o de Jonas, filho de um vendedor de vinhos de Paelsia; e o de Cleo, princesa de Auranos. São todos adolescentes entre 16 e 17 anos, e abaixo falaremos mais sobre eles.

A história se desenvolve em terceira pessoa e, conforme passeamos pelos vários pontos de vista, vamos montando o quadro geral da situação dos reinos e de como o acontecimento do início afeta cada um. O ritmo da história é acelerado, tem sempre alguma coisa acontecendo - seja ação, seja revelação de segredos, seja movimentação política -, e tudo é relevante para a narrativa. Achei esse um ponto muito positivo do livro e que faz a gente não querer parar de ler, porque tem sempre uma intriga rolando, sem encheção de linguiça.

- Personagens

Como eu disse acima, a narrativa vai alternando entre o ponto de vista de quatro adolescentes, que são os personagens principais da história:

Lucia: princesa de Limeros, leva uma vida tranquila, até que segredos sobre seu passado vão sendo revelados. Ela só tem um papel realmente importante depois da revelação desses segredos;

Magnus: príncipe e herdeiro do trono de Limeros, é secretamente apaixonado pela irmã Lucia e sempre teve uma educação muito rígida;

Jonas: filho de um vendedor de vinhos de Paelsia, está diretamente ligado ao acontecimento do início e, por causa dele, vai em busca de vingança;

Cleo: princesa de Auranos, também está diretamente ligada a esse acontecimento, que fará com que ela saia da sua zona de conforto, arregace as mangas e tome as rédeas de sua vida e de seu futuro.

Eles foram bem construídos e carregam traços de bondade e maldade, com algumas doses de chatice, como todo adolescente. Não consigo falar muito mais sobre eles para não entregar a história.

- Conclusão

Para mim é um livro bom. Achei incrível o fato de ter sempre alguma coisa acontecendo e a leitura flui bem, fiquei impressionada com o pouco tempo que demorei para lê-lo. Se eu estivesse na adolescência, como os personagens, esse seria um livro ótimo e eu super me identificaria com eles. Mas, como tenho uns bons 10 anos a mais que eles e uma bagagem de leitura considerável, fui pegando vários clichês ao longo da narrativa e vários "espirros", para citar a Alba, bem óbvios da autora, que em vários momentos ela tratou como se não fossem óbvios. Outros aspectos da história ela repetiu quase à exaustão e isso foi um pé no saco.

A mitologia que serve de pano de fundo para a história é boa também - envolve o poder dos quatro elementos (ar, terra, água e fogo), disputa de poder e corrupção. Nada muito inovador, mas funciona.

Não tenho nada contra livros jovem-adulto, pelo contrário, mas esse não me chamou tanto a atenção por causa dos clichês. É diferente, por exemplo, de The Raven Boys (a Mari já falou sobre esse livro em vídeo e eu comentei um pouco sobre ele aqui), que traz temas totalmente inusitados para o gênero. No entanto, foi um bom divertimento e pretendo acompanhar a série para ver onde tudo vai dar.

"O maior sacrifício deve ser algo que a pessoa valorize. Sacrificar algo sem valor não faz sentido."
Página 119


site: www.psychobooks.com.br
Thiago Martins 08/01/2015minha estante
Concordo plenamente. É legalzinha a história, mas tem alguns defeitos. Só começa a engrenar na página 230. praticamente todas as situações são óbvias demais, a única vez que fiquei surpreso foi quando a Lúcia fez aquilo com a feiticeira. Tudo bem que a Cléo era corajosa e destemida mas a autora repetiu tanto isso que ficou cansativo. A viagem da cléo achei forçada, aliás as cenas de auranos são bem ZZzzzz gostei bastante das cenas do magnus, que foi o personagem mais bacana. Tirando os clichês e as coisas previsíveis vale a pena, a leitura flui bem, é possível terminar de ler rápido. O final é muito bom, deixando uma expectativa para o próximo livro. Por ser infanto juvenil, que não é um público tão exigente, ficou bom.




Camila Márcia 16/05/2013

Intrigante traçado de histórias que se fundem maravilhosamente!
Falling Kingdoms ou A Queda dos Reinos, como foi publicado no Brasil, foi escrito por Morgan Rhodes e é do primeiro volume de uma série.
Este livro se trata de um épico. Tal proposta me encantou muito, entretanto devo admitir logo nestas primeiras linhas que o livro superou minhas expectativas. No enredo ficamos sabendo que existem três reinos distintos: Auranos, localizado no sul, um reino rico, poderoso; Paelsia, reino médio, pobre e necessitado; Limeros, localizado ao norte, reino frio, mas desenvolvido. Cada capítulo do livro foca em um reino e essa divisão dos capítulos torna a leitura dinâmica e empolgante, quase impossibilitando o leitor de deixar o livro de lado.
No decorrer da história acompanharemos de perto os personagens Cleo, princesa de Auranos; Jonas, revolucionário de Paelsia; Magnus, príncipe de Limeros e Lúcia, sua irmã. Cada personagem passará por grandes eventos e mudanças e o leitor acompanhará cada uma delas, podendo, durante a leitura, escolher um lado para torcer, pois o que acontece entre os três reinos é uma guerra que há mil anos não acontecia e, claro, que haverá consequências catastróficas e mortes devastadoras.
Não obstante, A Queda dos Reinos, não fala apenas sobre guerra, mas também sobre a fortaleza que cada um dos personagens traz dentro de si. Além do mais os fatos que são apresentados durante a narrativa fazem com que o leitor reconheça que nenhum personagem ou reino é imaculado e cada um tem uma grande parcela de culpa na guerra gerada e fica difícil escolher um 'partido', pois todos, aparentemente, têm motivos para desejar a guerrar e apesar de muita coisa ainda estar obscura e o fato de que há muito a se descobrir tanto sobre os personagens e seus respectivos reinos não nos impede de tentar avaliar a situação e torcer por determinados personagens e, consequentemente, seus reinos.
Vale frisar que este livro traz elementos medievais e fabulosos, cria-se um novo mundo em que existem bruxas, vigilantes e o poder e as riquezas estão em xeque, além do mais a busca pela Tétrade será um dos objetivos primordiais para obter a paz novamente ou continuar com a guerra e a tirania de um líder despótico.
Morgan Rhodes tem uma forma de escrever que encanta e já neste primeiro volume da série provou que ela é promissora e que muitas coisas nos aguardam e o principal: seus personagens passarão por muitas coisas. Rhodes também provou que não tem medo de criar um personagem, construí-lo com carinho para logo em seguida matá-lo, portanto, fortes emoções estão presentes nas páginas de A Queda dos Reinos e, com certeza, a continuação irá nos presentear com turbilhões de emoções.
Já escolhi de qual lado estou nessa guerra, mas confesso que foi difícil escolher. Se você tiver oportunidade de ler A Queda dos Reinos, não deixe a oportunidade passar, há quem diga que este livro é como uma versão de As Crônicas de Gelo e Fogo destinada para o publico juvenil. Confira!

Camila Márcia
http://www.delivroemlivro.blogspot.com.br/
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AndyinhA 17/10/2013

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

ada como um livro de aventura que você começa achando que não vai dar em nada e aos poucos todos os personagens começam a te surpreender e você fica feliz em ter dado uma chance para aquela história e 'A Queda' tem tudo para crescer ainda mais no segundo livro.

O livro é 'narrado' por quatro pontos de vista diferentes, digo entre aspas, porque o narrador é o reino ou pessoas daquele reino e não necessariamente um personagem. Ou seja, ele é narrado em terceira pessoa e eu AMO isso. Dá-nos uma sensação maravilhosa de que sabemos mais do que os personagens.

A história começa bem devagar, confesso que achei todos os personagens umas malas sem alça, principalmente a Cleo, mas como cada ação tem uma reação no enredo, eles vão se moldando e crescendo e muito, aí terminei o livro amando todos os personagens envolvidos e não tenho um preferido para o próximo #ComoFaz ?

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2013/10/poison-books-queda-dos-reinos-morgan.html
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Isadora 22/03/2017

Interessante
Abandonei o livro logo nas 20 primeiras páginas, porque achei a escrita bem pobre e infantil.

Porém, vendo muitas resenhas positivas, decidi dar uma nova chance e fui até o fim.

A escrita não é das melhores, realmente. E nem mesmo as situações em si são exatamente bem desenvolvidas. Há coisas demais acontecendo em tempo de menos.

O amor verdadeiro e súbito que nos é apresentando na trama é ridiculamente rápido e feito apenas para causar emoção, como logo percebemos nas últimas partes da história.

Mas no geral, a história é interessante. Temos 4 núcleos diferentes, que são unidos por um motivo em comum. A história se constrói de modo que uma hora ou outra os núcleos irão se encontrar.

A autora não tem medo de matar ninguém, por isso não é bom se apegar.

No geral estou interessada em saber como continua.
Caroline.Miranda 14/09/2017minha estante
Concordo plenamente!
Achei os romances do livro muito rápidos e quase sem fundamento,no geral a história até que tem uma ideia boa mas....




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