Extraordinário

Extraordinário R. J. Palacio




Resenhas - Extraordinário


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Regiane 25/02/2013

Realmente é extraordinário!

Minha mãe me abraçou mais apertado, se inclinou e deu um beijo no alto da minha cabeça. - Eu que agradeço, Auggie - respondeu ela. - Pelo quê? - Por tudo o que nos deu. Por entrar nas nossas vidas. Por ser você. Inclinou-se de novo e sussurrou em meu ouvido: - Você é mesmo extraordinário, Auggie. Você é extraordinário.

Assim que coloquei meus olhos na sinopse desse livro, eu imaginei que iria me afeiçoar muito à história, só o que eu não imaginava, é que iria superar minhas expectativas em dobro, em triplo... enfim, que iria acabar com todas as minhas defesas ao ponto de me fazer chorar descontroladamente e de me marcar profundamente.

August Pullman, mais conhecido como Auggie, nasceu com uma doença rara. Trata-se de uma síndrome genética que lhe causou uma séria deformidade no rosto, ainda quando estava no útero de sua mãe. Por conta disso, desde muito pequeno, ele teve que ser submetido a várias cirurgias e cuidados médicos extremos.

Diante dessa situação, Auggie nunca havia frequentado uma escola antes. Sua mãe era a responsável por suas aulas... até agora. Quando chega o momento disso tudo mudar, ele tem plena consciência de que não será nada fácil começar o quinto ano em um colégio, onde terá que lidar com outras crianças. Auggie terá como tarefa, provar a todos, que apesar de possuir um rosto diferente, ele é um menino com sonhos, desejos, como qualquer outro.

Extraordinário é mais que um livro especial. Ele é um vendaval de emoções, repleto de muita beleza e sentimento. É praticamente impossível não se render a história criada por R. J. Palacio. Nota-se que foi escrito com muito amor e dedicação. As páginas gritam isso o tempo todo.

A narração é um dos pontos mais altos dessa obra, pois apesar dela seguir em 1° pessoa, ela é intercalada entre Auggie, seus familiares e amigos. Dessa maneira o livro passou uma visão bem ampla de tudo que acontecia ao redor. O interessante, é que toda vez que ocorria esse revezamento entre personagens e eu me acostumava com determinado narrador - quando eu menos esperava - a bola era passado para outro, e isso me matava de curiosidade para saber a conclusão de seus pensamentos. Essa fórmula resultou em manter a história bem instigante, prendendo totalmente minha atenção.

Foi impossível escrever essa resenha e não me acabar em lágrimas. Sinto-me incapaz de expressar tudo que eu senti com Extraordinário, pois o tema abordado é extremamente tocante, o que me deixa muito emocionada e até dificulta para escrever. A história de Auggie é mais comum na nossa realidade, do que imaginamos. A sociedade é cruel, as pessoas são cruéis. A "perfeição" é quase como uma regra. Se alguém não está dentro desse padrão, pode vir a sofrer muito.

Eu conheci um "Auggie" e ele foi - e sempre será - uma das pessoas mais especiais que conheci nessa vida. Eu o enxergava além de sua aparência (infelizmente nem todas as pessoas são capazes disso). Sua companhia, seus gestos para comigo ficarão para sempre guardados no meu coração. Ele foi um exemplo para mim e para muitas outras pessoas. A sua aparência jamais foi o limite para conquistar seus maiores sonhos. Então vocês podem imaginar o quanto esse livro ganhou minha estima.

E não é só o tema que cativa, mas a forma como a autora trabalhou a história. A escrita é simples, porém muito envolvente. Incapaz de dar espaço para monotonia, sem contar que a carga de emoção depositada no livro passa longe de ser apelativa, muito pelo contrário. Apesar de R. J. Palacio explorar muito bem o mundo de Auggie, ela não o coloca como coitadinho para causar pena ao leitor. A autora mostra suas dificuldades ao se deparar com o mundo, mas seu personagem não fica se depreciando. É claro, que como qualquer ser humano, ele acaba questionando sua condição, mas felizmente ele possui uma família amorosa e dedicada que lhe dá forças para lidar com qualquer dificuldade.

Os personagens são muito bem construídos e marcantes, com isso dificulta na hora de escolher quais são os meus preferidos. Auggie é com certeza um dos protagonistas mais encantadores. Ele é doce e carinhoso e dono de um humor contagiante, sem contar que é fã de Star Wars. E como eu também amo a série, esse detalhe fez com que me conquistasse de vez. A Daisy é a cachorrinha da família Pullman e uma das maiores alegrias de Auggie. Não há como não se render as suas brincadeiras e charme. Eu fiquei apaixonada por ela.

Puxei as cobertas até as orelhas e imaginei a Daisy se aninhando junto a mim, sua língua grande e molhada lambendo meu rosto inteiro, como se fosse seu rosto favorito em todo o mundo.

Os pais de Auggie são super protetores, tanto com ele, quanto com a sua irmã Via, mas isso não parece incomodá-los tanto. O pai não perde uma oportunidade para fazer uma piada, é tão engraçado quanto Auggie. A mãe é como a maioria delas, que sempre age como se estivesse fazendo a coisa certa para proteger os filhos, mas que muitas vezes acaba metendo os pés pelas mãos. Via é uma adolescente que enfrentar qualquer um que ouse a se meter com seu irmão. Apesar das mudanças que ela está passando por conta da idade, é uma boa e comportada garota, que se preocupa muito com seus estudos e amigos. Não é do tipo que se mete em encrencas. E essa é uma das coisas que mais me agradaram nela. Enche o saco de ler livros, onde a maioria dos adolescentes são taxados como irresponsáveis.

Não tem como conter a empolgação quando se trata dos personagens de Extraordinário. Além de ricos, cada um deles é demasiadamente importante. Summer e Jack desempenham um grande papel na vida de Auggie. Sou suspeita para falar deles, já que eles me cativam desde o início. Justin, o namorado de Via é um tanto peculiar, mas é amável e protetor. Miranda tem um lado estranho, mas no fundo ela tem um bom coração e adora a família Pullman. E eu não poderia deixar de citar o professor de inglês de Auggie: Sr. Browne. Ele ensinou muito aquelas crianças com seus preceitos durante o ano letivo. Foi indispensável na história.

Esse preceito significa que deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíram para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você.

O livro de R. J. Palacio é condizente ao título: Extraordinário. Posso ficar aqui elogiando e falando, e ainda sim, não será suficiente. Tornou-se tão querido e especial para mim, que já sinto vontade em relê-lo. Eu não só recomendo, como aconselho que todos leiam. É uma história para todas as idades, que vai emocionar até o coração mais duro.
Gi 25/02/2013minha estante
Eu TINHA duvidas se iria comprar esse livro. Agora não tenho mais :)


Regiane 25/02/2013minha estante
Oi, Gi!

Esse é um livro que realmente vale a pena. Espero que goste. :)


M.M.JÚNIOR 20/03/2013minha estante
UAU, esse sim eu quero ler!


Cecy 24/04/2013minha estante
Simplesmente AMEI esse livro. E parabéns, sua resenha ficou muito boa!


Ana 08/07/2013minha estante
Vi muitas resenhas positivas e comprei o livro.Esperando ansiosamente o correio aqui em casa!


Nalice 14/09/2013minha estante
Sua resenha me deixou lacrimejando. Acabei de ler o livro agora mesmo e não tenho como expressar o carinho que sinto por ele agora, mas você conseguiu dizer tudo que não conseguiria dizer. Realmente é extraordinário!


Gabbe 16/10/2013minha estante
esse livro é perfeito


Sara 30/11/2013minha estante
Que linda a sua resenha, Regiane. Não haveria uma forma melhor de sintetizar todo o sentimento passado por esse livro. Eu fico sem palavras para falar dele, mas você conseguiu extrair tudo da melhor forma possível! Parabéns ^-^


Laiz 23/12/2013minha estante
É O livro mais lindo que já li... a história e a essência do livro é EXTRAORDINÁRIA!


Carol 07/01/2014minha estante
Como você disse,é realmente extraordinário. ^^


Lis 08/01/2014minha estante
Nossa, foi como se eu estivesse lendo a mim mesma comentando sobre o que eu senti ao ler o livro! Ele é realmente cativante e tocante. Adorei a resenha.


Maria Araceli 10/03/2014minha estante
Amo, amo, amo, tanto que tenho o de capa vermelha e comprei o de capa azul também. Estou apaixonada por ele.


Dani 11/03/2014minha estante
Um dos melhores livros que já li na minha vida, se não o melhor. Tão tocante, e positivo. A história de Auggie me cativou, como poucas nos últimos tempos. Em vários momentos do meu dia, quando não estava lendo, me pegava pensando na história, e refletindo. Os personagens, são tão reais que chega dar vontade de ser amiga de todos eles. Gostaria de poder agradecer a R.J.Palácio, por ter escrito essa obra, que com certeza é mais do que um livro, é uma lição de vida.


Michelle Trevisani 27/03/2014minha estante
Hoje acabei de ler o meu Extraordinário. Livro lindo, leve, puro e que aconselho a todas as idades. Livro de encher o coração de coisa boa e de ficar na memória por um bom tempo. Sem dúvida, será para sempre um dos meus preferidos!


Ligyane 27/05/2014minha estante
Cara, não tenho elogios que fiquem a altura deste livro. Me apaixonei pelo Auggie e pela sua coragem e força. O livro é muito original, emocionante e cativante!


Rachel 26/06/2014minha estante
Esse livro é simplesmente lindo. É aquele tipo de livro que você tem vontade de dar um exemplar para cada pessoa do mundo. Chorei, não porque o livro é triste, mas porque ele mostra a beleza interior do ser humano, mesmo que as vezes o exterior não seja tão belo.


Talise 24/08/2014minha estante
Só quero te dizer que concordo plenamente com você, e se não se incomodar (espero do fundo do coração que não), vou usar algumas partes da sua resenha no meu trabalho de escola (com o devido crédito, é claro), de qualquer maneira, espero que não se importe ;)


Emanuelle 23/12/2014minha estante
Um livro realmente muito bom e, extraordinário. Uma das minhas melhores leituras de 2014.


Carol 13/03/2015minha estante
O livro nunca me chamou a atenção mas, depois dessa resenha...
Acabo de comprá-lo pela internet, obrigada por compartilhar tua experiência tão positiva conosco.
Já estou ansiosa...


monica leal 19/03/2015minha estante
O livro faz jus ao nome, realmente passa uma mensagem "extraordinária", vale a pena...


Lis Faino 15/05/2015minha estante
Estou lendo com meus filhos. Toda noite leio alguns capítulos com eles e tem sido bem difícil ler em voz alta. Muitas pausas. Muitas lágrimas.


Daniele.Laterza 02/05/2016minha estante
Realmente. Maravilho! Um dos poucos livros que eu li duas vezes ;)


Simone 26/05/2017minha estante
UAU!! Quero muito ler também!!


Natiele Soares 05/03/2018minha estante
Nossa, eu amei a sua resenha, acho que descreveu perfeitamente o sentimento ao ler o livro, é muito carinho e amor, mesmo !


Cris 17/05/2018minha estante
Um dos melhores livos que já li com certeza. Além de a escritora explorar como você disse o mundo do Auggie, o chamado a gentleza, os preceitos citados, a realidade diária dele traz uma reflexão pesada de como podemos fazer a diferença na vida das pessoas com pequenos gestos. O Auggie mesmo com todos os problemas dele, tinha um coração imenso e mesmo as pessoas sendo maldosas com ele, pensava sempre de forma amorosa com cada um danda, dando a oportunidade de conhecer a sinceridade de cada um. Vale a pena ler!!!!


Mah corazza 19/12/2018minha estante
Não tenho palavras para descrever o quanto esse livro mexeu comigo, e o quão maravilhoso ele é fiquei completamente encantada em conhecer oi auggy e sua familia tão amorosa mais especialmente em conhecer esse garotinho que apesar de tão jovem já sofreu tanto na vida, mas que apesar disso continua sendo uma criança alegre, otimista e completamente encantadora, de uma doçura,mas tambem de uma força invejavel, terminei o livro com aquela sensação de que deveriam haver mais pessoas como o auggy no mundo e que todo mundo deveria ler este livro, ele é realmente EXTRAORDINARIO.




Leonardo Drozino 01/02/2013

Existem aqueles livros que te pegam logo pelo título, e inconsciente, você sabe que vai adorar, chorar, rir e que terá uma boa lembrança para sempre do momento em que você leu. Extraordinário faz isso. Se o título me pegou, a sinopse me deixou louco para ler, e sem dúvida, adorei.

Narrado na perspectiva de August e das pessoas ao seu redor, o livro mostra os diversos aspectos do preconceito e aceitação pessoal por meio de algo atormentador: Uma deformidade facial.

O livro te mostra como somos pessoas fúteis em relação a nossa aparência, e te ensina a ver o mundo de uma perspectiva totalmente nova. Beleza vem e vai, e tudo que sobra é a sua personalidade. Isso nunca poderá mudar - mas poderá causar mudanças chocantes em sua vida.



Notei que a Intrínseca está apostando alto em livros que mostram uma nova perspectiva de vida para as pessoas, e isso é algo muito bom mesmo. Depois de A Culpa é das Estrelas, de 2011, eles nos entrega um maravilhoso livro para chorar muito.

Mas ao virar a última página, você secará as suas lágrimas e partirá para outra vida, uma vida Extraordináriamente positiva.

:)
Leonardo Drozino 04/02/2013minha estante
É um livro muito bonito. Li em inglês, mas mal posso esperar para ter a edição brasileira em mãos. A capa da Intrínseca ficou maravilhosa, melhor que a original.


Harii 09/02/2013minha estante
Nossa, gostei da sua opinião, gostei do que se trata o livro, e da reação ao ler o próprio. Estou muito ansiosa pra ler esse livro!


Wanessinha 20/02/2013minha estante
Nossa...fiquei muito ansiosa para ler Extraordinário! Ja tinha ouvido falar muito bem dele...vou comprar com certeza! Tua resenha ta linda!! :D


Jucy 23/02/2013minha estante
quero muiito ler este livro ,alguem sabe onde achar online,não consgui achar


Sara Felippi 25/02/2013minha estante
Tu esqueceu de dizer que o livro é narrado pela perspectiva do August,mas tb de outros personagens que vivem ao redor dele...


smothe13 20/03/2013minha estante
alguem tem o PDF deste livro? eu querooo


Bruno 03/05/2013minha estante
Tenho em PDF, estou lendo.. Quem quiser só mandar um recado lá que eu envio..


Anderson 21/01/2016minha estante
Li em pdf ,porém gosto da aquisição a única vantagem em pdf é que pode ler no escuro . .k kkk
esse livro é literalmente extraordinário ,leitura bem compreensiva além de um enredo super cativante !




Gabi 04/02/2013

Simplesmente... "Extraordinário"!
Sempre que um leitor inicia a leitura de um novo livro, ele espera que as palavras contidas naquelas páginas o faça abrir os olhos para problemas da sociedade, ou simplesmente para novas percepções a respeito de algum assunto. Na verdade, o leitor espera que as horas dedicadas àquela leitura abram seus horizontes, de modo que ele possa enxergar algumas coisas com mais clareza.

A leitura de Extraordinário foi muito além disso. Me fez rir muito, me fez destacar várias frases que não quero nunca, nunca esquecer, me fez querer entrar nas páginas do livro para defender de unhas e dentes e, finalmente, me fez chorar… de emoção, de tristeza, de alegria. Chorar por todos aqueles que sofrem do mesmo preconceito impensado, estúpido e irracional que ainda vemos, em pleno século XXI.

Augustus Pullman ♥ é um menino de 10 anos que chama a atenção por causa de uma deformidade facial que foge ao que as pessoas chamam de “comum”. Metade da culpa é da ciência, que teve a infeliz ideia de cruzar alguns genes de uma forma grotesca, e a outra metade é do universo, que escolheu Auggie para ser a pessoa que tem aquela probabilidade de um em um milhão de ser do jeito que é.

A história não tem um grande ápice, um grande e incrível acontecimento, com ação, aventura e aquela sensação de lhe ser tirado o fôlego. É um livro simples, que narra, de um jeito inocente, a primeira vez que um menino “fora do comum” começa a frequentar a escola, e todos os problemas, preconceitos, julgamentos e olhares curiosos e acusadores que isso pode acarretar.

O que podemos perceber é que as pessoas são má instruídas na forma de lidar com uma pessoa que possui alguma característica diferente do que estamos acostumados a ver em todas as pessoas. Não só por parte dos alunos, mas presenciamos o preconceito vindo dos pais, que não querem admitir um aluno “deformado” estudando na mesma sala que seu filho, pois dizem que ele tem problemas mentais – coisa que Auggie não tem, mas enfrenta esse julgamento errôneo por não ser, esteticamente, igual a todo mundo. Até a família de Augustus acaba sendo excluída por causa desse preconceito antiquado.

Tudo o que ele queria era ter uma vida normal, pois ele pode ser um amigo incrível, mas as pessoas não querem admitir isso – mesmo que gostem de sua companhia – pois sentem vergonha de serem vistos andando com o estranho (isso para não citar os inúmeros apelidos maldosos).

Augustus lida com amigos falsos, piadas de muito mau gosto sobre seu rosto, mas ele também encontra pessoas boas, que são sinceras em seu carinho por ele e que merecem sua alegria de viver. Essa história é uma lição de vida, é um livro que deveríamos fazer todas as pessoas lerem, para que se conscientizem de que ser diferente é completamente normal. Imagine se, neste mundo, todos fossem iguais uns aos outros? Seria uma chatice! Você já parou pra pensar que aquela pessoa estranha, aquele a que todos julgam e fogem, pode ser um amigo fora do comum, por assim dizer? Às vezes julgamos algo só de olhar, mas esquecemos que, por dentro, as pessoas podem ser lindas.

Extraordinário é aquele livro que você vai se ver lendo um capítulo após o outro, sem conseguir parar. Eu li em poucos dias – se tivesse mais tempo daria pra terminar em apenas algumas horas – e, apesar de eu sempre precisar de silêncio total para conseguir ler, eu lê-lo em meio a todo tipo de barulho, e mesmo assim captar tudo o que estava escrito. O que quero dizer é que este livro é extremamente fácil de ser lido, com sua linguagem fácil e seus capítulos curtos, que alternam entre os narradores, de forma que possamos ver a cena através de várias perspectivas, o que dá uma dimensão imensurável à leitura e à compreensão dos fatos, dos personagens e suas características. A autora não nos dá todos os detalhes sobre um acontecimento, o que faz a leitura ser ainda mais fluente – e ainda não deixa nada pendente. De um modo geral, podemos dizer que o livro é contado como se fossem vários relatos que se conectam e formam uma história só que gira em torno do meu querido amigo Auggie.

Extraordinário me tocou de uma forma sem igual. R. J. Palacio fez uso de palavras simples para passar uma mensagem maravilhosa de respeito, admiração e compreensão para com todos, independentemente se essa pessoa é baixa, alta, gorda, magra ou se tem algum infeliz erro de genética que a faça ser diferente do que todos dizem que é “comum”. Estou apaixonada pelo livro e pela mensagem que ele transmite e, com certeza, esse é um daqueles que ficarão naquele lugarzinho estratégico da estante, de modo que eu possa relê-lo ou abrir ao acaso e ler alguma partezinha dele sempre que tiver vontade.

Não deixem de conhecer a linda e emocionante história de Augustus Pullman, um menino extraordinário que ensinou muitas pessoas a serem diferentes umas das outras e a amarem os diferentes como se eles fossem iguais a todo mundo.

Resenha originalmente publicada em http://fluffy.com.br/2013/02/resenha-extraordinario/
Israel 19/02/2013minha estante
A sua resenha é a melhor que eu já li desse livro até agora. Tô super afim de ler, o livro parece ser simplesmente extraordinário!


Tamires 14/03/2013minha estante
Bela resenha. Só aumentou a minha vontade de lê-lo!




Arsenio Meira 17/05/2013

Só R.J Palacio deve saber o quanto lhe custou escrever com "simplicidade", sem empolações e os demais caracteres piegas, o "Extraordinário", romance que em capítulos curtos, envolventes e inquietantes, é capaz de prender até o mais ranzinza dos leitores.

Pela emoção e a lição que submergem intactas ao final de cada frase do romance, eis que comecei a ler sem maiores pretensões, e em menos de dois dias, cheguei ao fim do livro.


A narrativa é marcada pela alternância dos capítulos, graças ao recurso técnico usado pela escritora, que cede o devido espaço aos demais protagonistas da história. Pode ser previsível (mas o que diabos é imprevisível, neste mundo com um cardápio variado de atentados, tragédias e intolerância?)

No entanto, prevísivel ou não, a leitura é inebriante. Eis apenas a minha opinião.
Helder 17/01/2014minha estante
Engraçado encontrar este livro na sua lista de resenhas. Mas concordo com você. Aqueles que dizem que só os clássicos são Literatura, devem deixar o preconceito de lado e ler este lindo livro. Até hoje não fui capaz de resenha-lo, pois acho que ele merece belas palavras também. E recomendo para todos os adolescentes, para aprenderem a viver num mundo com diferenças. Comprei dois de Natal para dar de presente.




Amanda Azevedo 16/04/2013

"Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior."

Extraordinário é o livro de estreia da autora R.J. Palacio. Conheci o livro algumas semanas antes de sua publicação aqui no Brasil, o título original Wonder chamou a minha atenção e eu fiquei instigada a lê-lo. Faltando alguns dias para o livro ser, finalmente, publicado aqui eu recebi da Editora Intrínseca uma prova do livro e comecei a leitura de imediato.

Nosso personagem principal é o August ou Auggie , ele nasceu com uma síndrome genética rara que fez com que o seu rosto não tivesse uma formação perfeita. Por essa razão, ele nunca frequentou uma escola. Como ele era submetido a diversas cirurgias, isso o impossibilitaria de acompanhar o ano letivo, normalmente, com os outros alunos, por isso sua mãe o educava em casa.

Mas isso irá mudar. August está com 10 anos e sua mãe decide matriculá-lo em uma escola. O pai fica um tanto receoso com essa decisão e quando contam isso ao Auggie ele não aceita muito bem a ideia, mas depois de conversarem a respeito ele decide tentar. E assim começa toda a questão sobre: como o primeiro dia de aula em uma escola nova pode ser complicado. Olhares estranhos dos colegas, cochichos, risadinhas e comentários infelizes são algumas coisas que o assombrarão por um tempo.

No livro não temos apenas o ponto de vista do August. Os capítulos se alternam permitindo assim, que vejamos a história sob outras perspectivas. Isso foi algo que enriqueceu a história, pois assim conhecemos o pensamento das pessoas que convivem com o Auggie e, dessa forma, entendemos que, se o dia-a-dia é um desafio para o August, ele também o é para sua mãe, seu pai, sua, irmã, amigos, etc.

"Eu gostaria que todos os dias fossem Halloween. Poderíamos ficar mascarados o tempo todo. Então andaríamos por aí e conheceríamos as pessoas antes de saber como elas são sem máscara." Página 80

O livro é repleto de referências, como por exemplo: Star Wars Auggie é um grande fã! , O Hobbit, Green Day, David Bowie, Diário de um banana, Guerra e Paz (Tolstói), entre outros. Adoro livros que citam alguns filmes, livros e música, então, esse foi um fato positivo durante a leitura.

Um ponto que me incomodou durante a leitura foi o fato da palavra extraordinário aparecer diversas vezes. Sinto-me muito incomodada quando existe essa necessidade do título do livro aparecer inúmeras vezes durante a história, como se para explicar o porquê da escolha do título. Outro ponto foi o humor que a autora tentou introduzir na história. Vez ou outra, algum fato, aparentemente, engraçado aparecia na história, mas, a meu ver, eram forçados. Sabe quando você sente: eu deveria estar rindo agora, mas a situação, simplesmente, não te diverte? Então, tive essa sensação algumas vezes.

É um bom livro? Sim, mas não nos apresenta nada de novo. Mostra-nos como é importante saber lidar com as diferenças, como é importante aceitar o outro, conhecê-lo verdadeiramente, tentar compreendê-lo. E sobretudo, trata-lo como um igual, mesmo que a princípio, ele pareça bem diferente do que estamos acostumados. É uma história fofa, bonitinha. E consegue mandar o seu recado, mas é um tanto previsível e não muito original. Como eu disse, é o primeiro livro da autora e eu leria outros livros dela. Acredito que ela tem potencial para nos apresentar, futuramente, ótimas histórias.
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Ariel 21/04/2013

Se tivesse que definir Extraordinário, da R.J. Palacio, em uma palavra, seria bobinho.

Esperava mais, bem mais do livro. A narrativa é bem legal, alternando entre as pessoas que realmente gostam do protagonista (o August, que tem o rosto deformado), mas o conteúdo do livro deixa muito a desejar.

Minha primeira crítica é com relação às menções a Star Wars. Não me levem a mal, sou apaixonada por Star Wars, mas tudo demais enjoa. Perdi a conta de quantas vezes algum dos filmes é mencionado, e ficou chato, repetitivo e sem noção.

Ainda no tópico de Star Wars, achei extremamente preconceituoso o August querer ser conhecido por algo sem ser SW. Qual é o problema em ser nerd? E por que ele tinha que se livrar da trancinha de Padawan? Na parte em que ele tira o pôster dele de “O Império Contra Ataca”, não pude deixar de lembrar de Every Day, do David Levithan, em que A fala que a Rhiannon mantinha seu quarto uma mistura de sua infância e sua adolescência. Não vejo problema algum em manter um pôster de algo que você gostava quando era mais novo. É só acrescentar algum pôster mais recente!

Fora isso, achei algumas partes muito forçadas para existir um “final feliz”. E não entendi muito bem o propósito do livro. Mostrar que somos todos iguais, independente de nossos rostos?

Podia ser melhor, mas ainda assim é uma leitura legal. Com uma narrativa fácil, mostra que devemos rir de nós mesmos sempre que possível, e que as pessoas nos surpreendem.

Só não esperem uma leitura cabeça e super construtiva, ok?
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Ceile 04/02/2013

Resenha retirada do meu blog - www.estejali.com
Extraordinário. Extraordinário. Extraordinário. Extraordinário ~~~infinito~~~

Auggie tem consciência de sua condição, mas, acredite: ele é um garoto normal. Na verdade, ele não é normal. Ele é extraordinário. Seus pais sempre dizem isso, e ele prova que estão certos. Auggie é pequeno, mas uma característica sua se destaca e define quase tudo em sua vida: ele tem o rosto deformado. Seus olhos ficam na altura das bochechas, seu queixo foi obtido após uma cirurgia que tirou um pedaço da bacia e é pontudo, suas orelhas são quase no pescoço, sua boca é pequena com uma cicatriz indicando uma operação de “lábio leporino”. As pessoas não conseguem disfarçar a surpresa quando o veem ou, quando tentam, Auggie já reconhece os sinais: recuam um pouco, um segundo de hesitação, um sorriso solidário e até mesmo uma fuga mal disfarçada.

“Sei que não sou um garoto normal de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. (...) Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão.”

August nunca foi à escola. Aliás, ele sabe que nunca poderá ir. Foi alfabetizado pela sua mãe e ela é sua atual e única professora. Isabel, a mãe, resolve que é hora dele ir para uma escola de verdade. É claro que August é totalmente contra isso, afinal ele já sabe como as crianças podem ser cruéis, mesmo sem esta intenção. Porém, ele resolve tentar com a condição de que possa desistir e voltar a ficar em casa. E Auggie tem que lidar com tudo que ele previa – ou melhor, com tudo que ele já está acostumado: pessoas cochichando sobre ele, sentando-se o mais longe possível. Existia até o boato de que quem encostasse nele pegaria a “praga”, como se ele tivesse algo contagioso.

O slogan “não julgue um menino pela cara” (fazendo trocadilho com o tão conhecido “não julgue um livro pela capa”) não poderia ser empregado de forma melhor. Pelo meu resumo acima, já dá pra ter ideia de quão especial Auggie é e justamente pelo seu rosto: se ele não tivesse aquele problema que nem os médicos souberam dar um nome, ele seria mais um carinha na sala de aula, mais um fã de Star Wars, mais um amigo no grupinho dos populares ou cê-dê-efes. Porém, sua condição o torna diferente dos demais e mesmo que ele quisesse, seria impossível não ser notado.

Este livro é uma verdadeira invasão aos pensamentos tanto de Auggie quanto dos que o cercam. E isso é também um dos pontos mais positivos do livro: a possibilidade de acompanhar, sem polimentos, o que eles realmente pensam e qual o impacto que August causa em determinados momentos na vida de cada um. O livro é dividido entre estes narradores. Tem a irmã, Via: uma das melhores partes pra mim, pois foi a mais “reveladora” e mais transparente, já que ela é uma das pessoas mais afetadas por Auggie – seja pelo amor ao irmão que instiga proteção de irmã mais velha ou pela dor da solidão e do sentimento de coadjuvante.
“Depois que você vê alguém passando por isso, parece loucura reclamar por não ter ganhado o brinquedo que pediu ou porque sua mãe perdeu a peça da escola. Aprendi isso aos seis anos. Ninguém nunca me disse. Eu simplesmente soube.”

O livro é incrível! É daqueles livros que não só te fazem pensar, mas te fará mudar de atitude. Os julgamentos estão presentes o tempo todo em nosso dia-a-dia. Seja quando a gente vê alguém com um cabelo estranho, seja quando a pessoa é gorda ou magra demais, ou ainda quando possui uma deficiência. Neste último caso, sentimos uma necessidade de confortar a pessoa, olhamos com pena e agradecemos a Deus por sermos “perfeitos”, por nossos filhos serem abençoados. Isso é um erro enorme. Não é porque a pessoa é diferente do que nós julgamos normal que ela seja desprovida de alguma coisa que nós achamos essencial. Ou seja, tudo é baseado em julgamentos. As pessoas são especiais, cada uma com sua condição, cada uma com sua aparência – elas não precisam da nossa pena, elas são tão humanas quanto nós. Assim como você, estas pessoas também precisam de amigos sinceros, também têm seus próprios sonhos, seus medos e suas pequenas alegrias. Elas são você, você é como elas. Aliás, você também é extraordinário?

Um belo companheiro no catálogo da Intrínseca para A Culpa é das Estrelas: um livro simples, cheio de referências à cultura pop atual, mas extremamente tocante que vai sim mudar sua vida.
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LucasBaggio 11/03/2013

http://clubedeleitores.wordpress.com/
Quando vi a capa do livro na Internet e, depois, em uma livraria que eu gosto muito aqui na minha cidade, não dei muito crédito ao livro. Achei que seria mais um desses best sellers forçados, que só contam as histórias que pessoas sentimentais querem ler. Mas então eu peguei o livro em minhas mãos e o virei para ver a contra-capa. E o que dizia lá era:

"Não julgue um [livro] garoto
pela [capa] cara."

PAH!
Um merecido tapa na cara do Lucas preconceituoso.

Comprei o livro. Li o livro. Devorei o livro. E, admito, chorei nos capítulos finais, como nunca havia chorado lendo livro algum.

“Extraordinário”, da designer gráfica R. J. Palacio, nos apresenta August (Auggie, para os íntimos). Um garoto de dez anos comum, que faz e gosta de coisas que todos os outros garotos gostam e fazem. É tão inteligente quanto os outros, ou até mais. Porém tem o rosto totalmente deformado.

August nasceu com uma síndrome genética muito rara, que resultou em um rosto totalmente desfigurado. Depois de cerca de 27 cirurgias, Auggie se tornou um pouco mais apresentável, mas ainda sofria preconceito por parte de outras crianças (e até adultos) que o viam onde quer que fosse. E esse é um dos motivos pelos quais August não frequenta uma escola. A sua mãe é quem lhe dá aulas em casa. Porém chega o momento em que Auggie precisa crescer, como qualquer outro garoto, e então começa a frequentar o quinto ano de uma escola de sua cidade.

Basicamente, esta é o enredo da história. Mas o livro vai muito além disso.

Inicialmente, o narrador da história é o próprio August, quando conhecemos sua vida, seus gostos, suas manias, seus amigos e família. Aos poucos vamos vendo, através de sua narrativa infantil e inocente, como é sofrer o tipo de preconceito que August sofre a partir de seus próprios olhos. E o que é mais triste é que ele acaba se acostumando com esse tipo de preconceito.

"Garoto rato. Estranho. Monstro. Freddy Krueger. E.T. Cara de lagarto. Mutante. Conheço os apelidos que me dão. Já estive em parquinhos suficientes para saber que crianças podem ser cruéis. Eu sei, eu sei, eu sei."

Porém ele não é o único que narra os eventos do livro. Palacio usou vários outros personagens para narrar os acontecimentos da história, muitas vezes nos motrando vários ângulos de um mesmo ocorrido. Isso foi ótimo, pois podemos ver como August sofria e como as pessoas à sua volta reagiam a isso.

R. J. Palacio recheou o livro com muitas referências a músicas, livros e filmes que todos nós gostamos, mostrando que August é como qualquer outro garoto, que esta é a causa pela qual ele luta.
O layout e diagramação do livro, editorado pela Intrínseca, refletiu bem essa luta de igualdade do August. Eu pretendo fazer um vídeo para mostrar a edição direitinho.

Não tem como não se identificar com o Auggie em algum momento da história. Quem nunca passou vergonha na frente dos amigos, ou de estranhos? Quem nunca foi odiado por várias pessoas na escola? Quem nunca perdeu amigos sem saber o motivo?
Agora adicione a essa equação o fato de você ter 10 anos e um rosto totalmente deformado.

Sim, chorei com o livro. Chorei pela sinceridade e a autenticidade que a autora escreveu essa história. Me emocionei pelos momentos difíceis que o August passou e pensou em desistir. Senti raiva ou ver outros garotos, tão fúteis, zombando da aparência do garoto enquanto ele se preocupava em não chamar a atenção.
E, principalmente, eu me comovi pelo final extraordinário e tão merecido que o August teve.

Uma lição para todos nós. Uma lição de gentileza, de autruismo e de reconhecimento do que realmente se deve valorizar.

Um livro tão simples, com um vocabulário tão acessível, mas que todos deveriam ler e aplicar o que for lido.

"Toda a pessoa deveria ser apludida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo."

- August Pullman (Auggie)
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Val 12/02/2013

Extraordinário em título e essência
http://calibrecultural.wordpress.com/2013/02/09/extraordinario-de-r-j-palacio/

Sabe quando você encontra um livro que te conquista completamente a ponto de você não querer largá-lo mais? Pude experimentar essa sensação mais uma vez com “Extraordinário”, de R. J. Palacio. Quando a editora Intrínseca entrou em contato conosco dizendo que nos mandaria a prova do livro eu fiquei muito feliz pois já estava no hype para lê-lo. Mas até então eu só conhecia a sinopse e não sabia muito o que esperar da obra. Qualquer expectativa que eu tivesse criado anteriormente não seria o bastante.

“– Por que eu tenho que ser tão feio, mamãe? – murmurei.
– Não, querido, você não é…
– Eu sei que sou.
Ela beijou meu rosto todo. Beijou meus olhos, que eram muito caídos. Beijou minhas bochechas, que pareciam afundadas demais. Beijou minha boca de tartaruga.
Disse palavras gentis, que, eu sabia, eram para me ajudar, mas palavras não vão mudar meu rosto. (Pág. 67)”

De maneira sutil, o livro trata de forma cativante a história de um garotinho que nasceu com uma deformidade muito rara no rosto. Nunca tendo ido à escola em toda sua vida devido ao modo como as pessoas lidam com coisas assim e estudado em casa até então, a mãe de August resolve impulsioná-lo a começar a frequentar uma instituição de ensino. A partir daí, presenciamos uma história de descobertas, superação e o mundo de um garoto que não quer ser enxergado nem como inferior ou como extraordinário, mas sim, como o que ele realmente é: uma criança como qualquer outra.

Tocante e viciante é como posso definir a escrita de R. J. Palacio. A autora criou um enredo emocionante a ponto de arrancar lágrimas dos mais sensíveis, mas sem apelar para o excesso de drama e não optando pelo tipo de final que te deixa destruído. O ponto principal é o crescimento e o desenvolvimento interpessoal de August, os seus desafios e a superação ao ter que lidar com olhares de pena ou até mesmo de deboche. Por outro lado, mostra também a adaptação de quem o rodeia, descobrindo que ele pode ser e é um garoto como outro qualquer, sendo especial apenas pelo seu grande coração.

August, ou Auggie, é um personagem tão bem idealizado e apaixonante que não é possível não ficar com vontade de correr e dar um abraço nele. Muito real, quase palpável. Injeta no leitor aquela dose de realidade, porque a obra pode até se tratar de uma ficção, mas todos sabemos que a realidade não é muito diferente quando temos que lidar com pessoas com alguma deficiência e/ou problemas genéticos. podemos até não fazer por crueldade, mas temos que assumir que olhamos de maneira diferente, mesmo que seja com pena.

“Talvez a única pessoa no mundo que percebe no mundo o quanto sou comum seja eu. (August, pág. 11)”

Algo muito legal do livro é que a narrativa não se resume a apenas um personagem como o centro de tudo! Não entendeu? Pode deixar que eu explico: apesar do início ser narrado por Auggie, em outras partes “Extraordinário” também se passa aos olhos de outras crianças e da própria irmã do garoto, mostrando dessa forma não só como August se sente, mas também as diferentes maneiras que os outros o enxerga e se sentem. Tudo isso seguindo de formal fiel a linha cronológica do enredo.

Ao terminar o livro fiquei um tanto deprimido. Não pela maneira como acabou, mas porque sentia (e sinto!) falta dos personagens dos quais me apeguei tanto durante a leitura, seja da escola ou até mesmo da família de Auggie. Cada um se tornado marcante à sua maneira.

Um fato curioso e bem bacana para se dizer é que R. J. Palacio começou a idealizar “Wonder” (nome original da obra) a partir de uma experiência pessoal. R.J. Palacio estava em uma sorveteria, acompanhada de seus dois filhos, quando se aproximou de uma menina com uma grave deformidade facial. Assustado, o mais novo, de 3 anos, começou a chorar bem alto e o de 10 pareceu alarmado. Rapidamente, ela tirou os meninos de perto − não por eles, mas para não magoar a garotinha. Desde então, ela desenvolveu o projeto com o intuito de ensinar a seus filhos como se portar e a entender o problema. E assim nasceu “Extraordinário”, livro super premiado e considerado um dos melhores de 2012.

Uma história divertida e comovente que nos ensina a olhar qualquer ser humano como um semelhante, independente das diferenças e de suas limitações. Uma obra que não poderia ter um título mais sugestivo do que “Extraordinário”.
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Len 25/03/2013

Bom,mas nada extraordinário
Me interessei pelo livro logo quando soube do que se tratava,mas ja fiquei com o pé atras quanto a alta avaliação no skoob.Nao sei,mas nao ponho muita fé quando dizem que um livro é taaaao bom.Resolvi ler e tirar minhas próprias conclusões.

Adorei o tema: um garoto com uma deformação indo pela primeira vez a escola.Mas confesso que eu esperava mais.O início do livro é bastante bobo,devido a narrativa do Auggie ser muito superficial.

Ah,e confesso que quase parei de ler quando vi o nome do diretor da escola dele.Até fui procurar o original em inglês depois pensando se a culpa não era do tradutor.

O livro fica muito mais interessante quando temos a narrativa de outros personagens contando suas aflições e o que pensam sobre o Auggie,diria que esse foi o ponto chave para que o livro fosse bom. Nao tem como não gostar de cada um deles depois que é mostrado o que pensam e sentem em relação a conviver com o Auggie.

Sobre as comparações com A Culpa é das Estrelas: ainda que os 2 livros nao tenham muito a ver pra fazer esse tipo de comparação tem algo no Extraordinario que supera em muito o ACEDE: o livro não tenta ser profundo. Nao tenta ser dramático,triste,com questões existenciais e reflexoes forçadas.É uma narrativa simples sobre um garoto diferente que vai pra escola,e só.

Nada extraordinário.Apenas bom,simples e sem nenhum pieguismo.
Fer Kaczynski 31/03/2013minha estante
Concordo plenamente com sua resenha, não tem nada de extraordinário e sim é um livro bonitinho, porém um tanto infantil, não sei pq é tão superestimado aqui no Skoob...


Amanda 01/04/2013minha estante
Bom, era exatamente isso que eu queria saber. Fui com sede ao pote com "A Culpa é das estrelas" e no fim esperei demais dele por conta das notas daqui. Acho que isso acontece pq a maioria dos leitores desse livro são adolescentes ou pessoas bem jovens. Claro q eu não sou uma anciã. Mas me interesso por narrativas mais adultas. Enfim. Vou ler e formar a minha opinião. Mas é bom saber o que me aguarda. Obrigada pela resenha Len.




Sandy 04/12/2013

O garoto do meu passado.
Quando eu tinha os meus 8 anos, minha mãe me deixava na casa de uma vizinha pra poder ir trabalhar. Uma senhora, com uma família grande, assim como o seu coração. Eu adorava passar meus dias lá, todos eram sempre gentis. Acontecia que ás vezes ela recebia uma família de amigos e isso era um terror pra mim. Acontece que nessa família, de um casal e dois filhos, o irmão mais velho tinha um enorme defeito na cabeça.
Enorme era o defeito e a cabeça. Leandro era filho de um casal de primos e, por isso, sofreu de uma anomalia genética, assim como Auggie,o protagonista de Extraordinário. Já imaginou ser o terror da vida de alguém sem nem ao menos ter feito nada? Todas as vezes em que olhava para Leandro, eu saia correndo, gritava e me escondia na barra da saia de quem fosse, ou até mesmo, embaixo da cama. Olhar para ele era uma das coisas mais assustadoras que já vivi.
Eu não pensava nessa história há anos e a história de Extraordinário me fez pensar nisso. Não sei o que pode ter acontecido com ele, só sei que o irmão mais novo também começou a desenvolver essa anomalia. Lembro de escutar as pessoas dizerem: "Se ela sabe que os filhos podem nascer assim, por que não evita?". Pensando nessa frase depois de ter lido Extraordinário, penso que isso era uma maldade sem tamanho.
No livro, Auggie tem uma combinação genética explosiva que causou a anomalia genética e que fez com o universo o tratá-lo como aberração. Mas ele era só um menino. O Leandro era só um menino. Tenho certeza de que assim como a família de Auggie o amava como um menino especial, como todos os outros meninos, a do Leandro também.
Existe uma frase de Auggie que resume tudo isso: "Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo". Obrigada Auggie, por ser Extraordinário e por me ensinar que na vida real existem muitos Auggies e Leandros querendo ser meninos, como todos os outros.
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Roberto 06/08/2015

Nada Extraordinário
A despeito do trocadilho com o título exaustivamente reproduzido a respeito desse livro, preciso começar pontuando que Extraordinário não tem nada de extraordinário. Muito pelo contrário, seu enredo absolutamente comum – sobretudo nos dias de hoje – mais parece uma reformulação do clássico conto do Patinho Feio. Mais uma vez somos apresentados a um personagem diferente dos demais (dessa vez ele tem uma deformação craniofacial acentuada), o que o afasta do convívio social. Nesse romance, R. J. Palacio aborda o bullying sofrido pelo protagonista August em sua primeira experiência escolar, aos 10 anos de idade.

As novidades realmente ficam de fora de “Extraordinário”, mas, ao longo de sua leitura leve e agradável, destaquei alguns trechos que me chamaram atenção por ilustrar tão bem a mentalidade da criança, suas opiniões e reações, bem como também as mesmas coisas pela perspectiva de uma criança que sofreu e sofre com o bullying. Essa remontagem é o aspecto no qual levarei esse livro como uma boa referência.

Gostei também do pano de fundo da trama principal. Enquanto acompanhamos o primeiro ano escolar de August, esbarramos nos conflitos adolescentes de sua irmã, Olivia. A autora optou por rotacionar, mesmo que de forma irregular, a narração entre seus personagens, o que possibilitou criar essa outra dimensão narrativa.

Contudo, preciso concordar também com as críticas de que alguns elementos do livro soam artificiais e previsíveis. Isso não chega a incomodar tão profundamente a leitura a ponto de interrompê-la, mas em seu curso você vai percebendo o ordinarismo da história e como alguns elementos se encaixam nela de forma pouco crível. Dificilmente a história de August, na vida real, tomaria o mesmo rumo que no livro.

Para ser sincero, a aclamação generalizada desse romance me incomoda um pouco. Ela me deixa a sensação de que o público tem se acostumado com uma literatura infantilizada e a reverenciado como obras de grande significado. Dito isso, não é minha intenção desmerecer ou desprezar o texto de R. J. Palacio. Na verdade, acho que ele é uma opção interessante para o público infantil. A linguagem simples e o tema atual e próximo da vida escolar ajudam a transformar esse livro num bom incentivo à leitura dos menores. Fora isso, a conclusão (moral) que depreendemos do livro é de fácil absorção e difícil de objetar.

Por fim, depois de terminado, “Extraordinário” me parece um livro bastante ordinário numa perspectiva literária mais ampla. Como uma obra infanto-juvenil, no entanto, fica como uma opção de leitura simples, rápida e dinâmica que vai discutir o bullying, um tema atual de abordagem essencial entre os mais jovens.
Alfredo 09/08/2015minha estante
Comecei a ler o livro há pouco e achei a leitura bem rápida, tanto pelos capítulos quanto pelo narrador. Eu esperava MUITO desse livro porque as pessoas falam maravilhas sobre, mas até agora não tô gostando muito, não. Concordo plenamente com sua resenha, que está ótima, por sinal!


Lili 25/05/2016minha estante
Realmente o livro não tem nada de tão extraordinário assim!!! Mas no meeu caso o que fez eu gostar foi reconhecer nessa história uma família da minha convivência,o menino também nasceu com deformidade facial,agravada com deformidades nas mãos e pés,ele também não iria andar,falar de acordo com os médicos,hoje ele corre e balbucia umas palavras,então mesmo não sendo um livro inovador eu gostei bastante,achei familiar,mas entendo a sua crítica, por conhecer um, Auggie da vida real, a história parece leve demais, mas mesmo assim eu achei bonitinho, uma leitura leve e fluida!!!




MiCandeloro 18/05/2013

Extraordinário!!
Olá pessoal, hoje trago para vocês a resenha de Extraordinário, de RJ Palacio. Faz meses que estou querendo lê-lo, mas ia protelando a leitura com receio de mexer demais comigo. Estou muito sensível ultimamente e chorona demais, e estava evitando livros que me deixassem muito triste. Quando terminei de lê-lo fiquei me questionando "Por que demorei tantoooo para lê-lo?". Que boba que fui. Com certeza esse é um dos livros mais lindos que já li na vida.

Infelizmente nada do que eu disser aqui conseguirá traduzir 1/3 do que senti ao ler o livro. Reescrevi essa resenha mil vezes e ainda não estou satisfeita com ela. Simplesmente morro de dificuldades de falar/escrever sobre algo que amo demais. Amo porque amo, sabem? É difícil verbalizar e racionalizar algo que sentimos apenas com o coração, mas tentei.

Para quem não sabe Extraordinário nasceu de um fato verídico. Confiram:

"R.J. Palacio estava em uma sorveteria, acompanhada de seus dois filhos, quando se aproximou de uma menina com uma grave deformidade facial. Assustado, o mais novo, de 3 anos, começou a chorar bem alto e o de 10 pareceu alarmado. Rapidamente, ela tirou os meninos de perto − não por eles, mas para não magoar a garotinha. A autora nunca mais voltou a vê-la, mas não conseguiu parar de refletir sobre o ocorrido. “Eu comecei a pensar em como devia ser a vida para aquela família, para aquela menina.” Aquela situação provavelmente se repetia dezenas de vezes por dia. Centenas, talvez. E o que ela poderia ensinar aos seus filhos para que eles pudessem entender e se portar melhor da próxima vez? Para espalhar a mensagem sobre a importância da compaixão, aceitação e gentileza, a autora iniciou uma campanha anti-bullying no site www.choosekind.tumblr.com, da qual milhares de crianças já participaram." (Fonte)

O livro conta a história de August Pullman, um menino de 10 anos teoricamente normal se não fosse por um detalhe, sua aparência. August nasceu com uma deformidade facial tão severa que seu médico desmaiou quando fez o parto. Não tentem imaginá-lo, provavelmente ele ainda é pior.

Quando nasceu os médicos tinham certeza de que ele não sobreviveria, mas ele nunca desistiu de viver. Ao longo de sua vida passou por mais de 20 cirurgias na tentativa de reconstruir seu rosto e melhorar sua qualidade de vida.

Felizmente, ao contrário de muitos, ele teve a sorte de crescer numa família que o amava incondicionalmente e o aceitava pelo o que ele era, enxergando nele um menino comum, alegre e divertido, e não uma criança deformada e assustadora.

August aprendeu que para viver teria que matar um leão por dia. Não era fácil lidar com o preconceito, fingir que não percebia olhares de nojo, curiosidade ou palavras ofensivas. Mas sua vida mudou radicalmente quando seus pais decidiram que havia chegado a hora de ele ir para uma escola. Ao mesmo tempo em que ficou feliz com a ideia, sentiu-se como uma ovelha indo para o abate. Nada seria fácil naquele novo ambiente, afinal, todos sabemos o quão cruéis as crianças podem ser.

Numa era em que impera o preconceito e o bullying, será que August irá conseguir se adaptar no novo colégio? Será que conseguirá fazer verdadeiros amigos? Quais lições podemos aprender ao lermos essa história? Leiam e descubram!

***

Gente parem tudo que estão lendo e vão ler Extraordinário. Essa história é simplesmente perfeita!! Quando comecei a ler simplesmente não consegui parar, devorei o livro em questão de uma noite. A diagramação é impecável e lindíssima (parabéns Intrínseca), a leitura é tão fluída, leve e gostosa, mesmo tratando de um tema pesado e triste como o bullying e o preconceito que fiquei impressionada.

Outra coisa que adorei foi a escrita simples da autora, porque realmente temos a impressão de estarmos lendo algo escrito por uma criança de 10 anos, e acreditem, isso é muito difícil de fazer. O livro é divido em várias partes e cada uma delas é narrada por um dos personagens que convive com August. No final conseguimos ter uma dimensão completa do drama vivido pelo protagonista e por todos que estão ao seu redor, afinal, mesmo inconscientemente, August muda a vida de cada um que o conhece, principalmente as nossas (leitores).

Achei que ia morrer chorando, mas não. Chorei muito em apenas uma parte e não foi exatamente por causa do August. Fiquei encantada com o otimismo do personagem. Ele sempre tenta tirar o melhor proveito de cada situação, brinca com a sua doença, não se queixa de nada, enquanto muitos de nós reclamamos pelo menor dos problemas.

Esse livro mexeu comigo por diversos motivos. Primeiro, eu sou uma pessoa que se impressiona com deformidades físicas. Não tenho preconceito, mas não sei como lidar nessas situações, não existe um manual. Olho, encaro, desvio o olhar? O que é mais ou menos aceitável? Segundo, já sofri muito bullying na escola, e olha que não tenho nenhum problema físico, imaginem quem tem. A escola e a faculdade foram dois períodos negros na minha vida dos quais guardo muito rancor e traumas, e só quem já passou por isso é capaz de entender o que as agressões e o bullying fazem nas nossas vidas. Por isso dividi cada momento vivido e sofrido por August e torci e vibrei por cada uma de suas conquistas.

O final é simplesmente emocionante e nos dá esperanças de um mundo melhor. E a receita para isso é tão fácil, como diz RJ Palacio, "se vocês tiverem que escolher entre ter razão e serem gentis, escolham serem gentis". Nunca é tarde para revermos nossos conceitos, mudarmos e nos tornarmos pessoas melhores. Abram seus corações e deixem que August leve-os por uma jornada que transformarão a forma pela qual vocês enxergam o mundo.

E vocês, já foram gentis hoje?

Leitura obrigatória para todas as idades!! Super recomendo!

Resenha publicada originalmente em: http://www.recantodami.com/2013/05/resenha-extraordinario.html

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http://www.recantodami.com/2013/05/promocao-top-comentarista-do-mes-de-maio.html
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Dandan 28/04/2013

Não vou ficar falando do que se trata porque pra isso existe a sinopse. Enfim, eu fiquei muito em dúvida quanto a avaliação do livro, mas acabei dando 4 estrelas mesmo. A relação entre Auggie e a família é muito melosa, não que seja forçada, mas acho que a autora fez pais muito perfeitos, pode ter ficado fofo, mas me irritou um pouco. As coisas que as crianças falavam no livro, crianças da idade proposta não falam desse jeito e algumas gírias eram meio que forçadas, não sei se foi equivoco da tradução, mas essa parte ficou meio falha. Mas por outro lado, o livro prende muito o leitor e a linguagem é extremamente fácil e rápida os capítulos curtos ajudam muito nessa compreensão.A história chama atenção, pelo fato de ser diferente. Mas o que mais gostou do livro foi a divisão do livro em mais de um eu-lirico e foi brilhante o modo como tudo se encaixou.
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Queziaray 16/06/2014

Deus, Auggie e eu .
Extraordinário é mais que um livro especial. Ele é repleto de emoções, e sentimentos. É praticamente impossível não se render a história criada por R. J. Palacio. Nota-se que foi escrito com muito amor e dedicação.

Eu realizei a leitura pelo celular do meu amigo Leo, e a história é tão linda que você não consegue parar de ler não importa onde você estiver lendo, a história continua sendo bela e capaz de deixar uma grande lição de vida.
Auggie é um garotinho doce e carinhoso e dono de um humor contagiante, ele passa por dificuldades, mas nem por isso ele fica se depreciando. Eu sempre consigo enxergar Deus na maioria das situações dos livros que leio, Auggie amado por sua família não se deixou abalar pela sua situação e bem, sempre vai ter alguém que vai jogar um balde de água fria quando estivermos sonhando. Sempre haverá alguém que irá chutar nosso castelinho de areia. Sempre! Mas o que não nos mata mais forte nos deixa, a sua bravura em enfrentar todos os insultos pela sua aparência acabou provocando mudanças na vida de muitos. Às vezes Deus permite algumas situações que para os olhos de algumas pessoas seja um mal, mas pra tudo Deus tem um propósito. E olha só, na história você nota que Auggie conseguiu cativar à todos ele tem um coração nobre.

O livro de R. J. Palacio é condizente ao título: Extraordinário. Eu não só recomendo, como aconselho que todos leiam. É uma história para todas as idades.
Martiliane 08/01/2015minha estante
"Grande aquele cuja força conquista mais corações pela atração do próprio coração." Encantador, apaixonante. Este é um daqueles livros que todo mundo deveria ler pelo menos uma vez na vida.




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