The Giver

The Giver Lois Lowry




Resenhas - The Giver


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Muni 02/01/2017

Se para amar é preciso sentir dores, que seja assim!
Lois Lowry é uma autora norte americana nascida em 1937, sua carreia é ampla, conta com uma boa quantia de prêmios literários e grande reconhecimento. The Giver foi publicado primeiramente no ano de 1993 e, ao longo dos anos, ganhou espaço em escolas como leitura obrigatória e acabou por se difundir por vários países.

O livro nos apresenta uma sociedade utópica e ideal, sem sofrimentos e totalmente planejada por um conselho de sábios, que acreditam ser capazes de decidir o que é melhor ou pior para o bom funcionamento da sociedade, já que a oportunidade de decisão é um perigo para o homem. Um mundo convenientemente blindado contra qualquer tipo de sofrimento, desigualdade, guerras, questionamento e até mesmo de beleza. Não há espaço para aquilo que pode levar as pessoas a um pensamento que fuja das bases já estabelecidas.

Famílias são formadas por combinações ideais, nas quais não há espaço para conflitos e desavenças. Profissões são escolhidas com base em treinamentos realizados por toda a fase da infância e adolescência. Não há ninguém igual, não há nenhum excesso. Todos ali tem suas funções muito bem estabelecidas. Os membros desta comunidade não tem nenhuma memória do passado antigo e estão muito confortáveis e satisfeitos com suas vidas pacatas e totalmente ordenadas.

Nesse ínterim, o narrador nos apresenta o jovem Jonas, personagem central da obra, prestes a completar doze anos e descobrir qual será a ‘profissão’ e função que desempenhará por toda a sua vida. Jonas tem uma família boa, pais e uma irmã que se dão muito bem, alguns amigos queridos e a estranha habilidade de “ver além”, que ele sequer entende. No ritual anual de atribuição das designações, Jonas se vê diante de um enigma que mudará sua vida. Ele é escolhido para ser o recebedor de memórias. Só há um doador e um recebedor. As duas únicas pessoas que tem a possibilidade de conhecer um mundo diferente daquele lugar idealizado em que vivem. Duas pessoas que são capazes de diferenciar cheiros, sabores, cores e sensações e que tem como única função aconselhar os governantes de tal sociedade em momentos que o plano precisa ser reajustado, ou em momentos nos quais se deparam com situações ainda desconhecidas.

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Leia a resenha completa no blog Caminique.wordpress.com

site: caminique.wordpress.com
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Eduardo.Machado 05/12/2016

"Não é bom falar daquilo que é diferente."
Resenha Completa no Blog, não deixe de visitar
https://legiaodesonhos.blogspot.com.br/ :)

É difícil ler O Doador de Memórias sem parar para refletir no decorrer de suas páginas.

O Doador de Memórias se passa em uma sociedade aparentemente perfeita, onde nada nunca dá errado ou é imprevisto. As famílias, as pessoas e suas funções são todas moldadas pelo Comitê de Anciões, cujo trabalho é observar e analisar a comunidade para que as decisões certas sejam tomadas. O Livro provoca pensamento e reflexões sobre nossas vidas e também sobre nós mesmos. E traz à tona um dilema enfrentado pela humanidade há muito tempo. “O que é mais importante, a segurança ou a liberdade?”.

site: https://legiaodesonhos.blogspot.com.br/
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Kenia 07/04/2015

"A vida é tão ordenada, tão previsível, tão indolor. É como eles escolheram."

Minha resenha de hoje é de mais uma distopia que há bastante tempo estava a procura: The Giver ou O Doador de Memórias em português. Procurei o título em português acabei que achei só em inglês aqui na Irlanda e coincidentemente quando o filme estava pra estrear. De leitura fácil e instigante, adorei a leitura e o filme, apesar de não ser completamente fiel ao livro.

Sinopse: Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente – o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

"Como seria possível alguém não se adaptar? A comunidade era tão meticulosamente organizada, as escolhas eram feitas com tanto cuidado!"

A trama se passa em um futuro e os seus personagens vivem em uma sociedade perfeita. Sem violência, sofrimento e inconvenientes mas também sem coisas simples como animais, cores e sentimentos. Nessa comunidade vive Jonas, um garoto prestes a completar doze anos o que na sociedade significa passar para a vida adulta. O problema é que para que tudo siga perfeito nessa sociedade, as pessoas perderam o seu poder de escolha. Existe um comissão de anciões, que toma as decisões mais importantes, como por exemplo com quem cada um vai se casar, quem será seu filho ou a profissão de cada pessoa. E Jonas faz parte de uma família nuclear: pai, mãe e dois filhos, um menino e uma menina. Sua mãe é advogada e o pai cuida de recém nascidos. Jonas tem uma irmã chamadaLily, que é alguns anos mais nova que ele. Além deles, Gabriel, um bebê que o seu pai cuida, passa a morar com eles para melhor se desenvolver e ganhar uma família.

"– Jonas foi escolhido para ser o nosso próximo Recebedor de Memória. Nós lhe agradecemos por sua infância."

Nessa comunidade, ao completarem um ano, os bebês recebem um nome e são entregues a uma família; aos nove, eles ganham uma bicicleta, que serve de meio de transporte para todos os cidadãos; e aos doze, eles recebem a carreira que seguirão para o resto da vida.
Na cerimônia desse ano, a Chefe dos Anciões distribui a todos suas profissões deixando Jonas por último. Ela então anuncia que nenhuma carreira foi selecionada para ele, mas que ele foi escolhido para um posto de extrema importância: ele será o receptor de memórias. Apenas uma pessoa em toda a sociedade sabe de todas coisas, o Receptor de Memórias, que guarda toda a história da sociedade e é convocado quando eles precisam de um conselho para decisões importantes. As pessoas dessa sociedade não têm realmente lembranças de nada, coisas como as guerras, a fome ou coisas boas como o natal ou a neve nunca existiram para eles.

"São os sentimentos que giram o mundo. São nossas emoções que nos levam a agir. O que eu sinto é o que me mantém vivo e me motiva a fazer as coisas."

Jonas começa seu treinamento com o Doador, um velho sábio que carrega um grande fardo, as lembranças. Ele detém, sozinho, todo o conhecimento do mundo e assim, dolorosamente ele vê as pessoas vivendo na ignorância, sem nem sequer imaginar como a vida foi diferente um dia. Ao mesmo tempo que o Doador guarda memórias boas, como o amor, a felicidade, o calor do sol, um dia de verão ou uma festa natalina, ele também tem conhecimento das guerras, das tragédias, da morte, miséria e da dor. Jonas começa a descobrir um mundo até então inimaginável e começa a se perguntar porque eles vivem com tantas mentiras e regras. O que desperta nele o sentimento de que é melhor ter todo tipo de memória do que nenhuma e que ele precisa fazer algo pra que a memória de todos voltem.

Dizer que eu recomendo é pouco. Esse livro é de uma narrativa incrível, além das imensas reflexões que podem muito bem ser trazidas para nossa sociedade atual. Leia e reflita quanto ao poder de escolha ser completamente destituído das pessoas, porque "se pudéssemos escolher, escolheríamos errado." Será?
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Murilo 24/07/2014

Resenha - O Doador
Após ficar intrigado com o trailer do filme, decidi comprar o livro e descobrir mais sobre sua história. Ainda estava nos EUA, então comprei a edição de bolso, obviamente em inglês. O livro é um clássico americano, até foi leitura obrigatória por um tempo para crianças no ensino fundamental.

Lois Lowry contará em terceira pessoa a história de Jonas, um menino de 11 anos que está prestes a participar da cerimonia dos doze, onde receberá seu trabalho/carreira para o resto da vida. A comunidade onde vive é controlada pelas pessoas do conselho, excluindo da população dor, sofrimento, amor e a maioria de outros sentimentos. A vida de Jonas nunca mais será a mesma ao descobrir seu destino na cerimonia dos doze.

O livro pode ser para criança, mas agradará pessoas de todas as idades. A narrativa do autor é gostosa de ler, ele nos introduz muito bem no novo mundo futurístico que criou. O inglês não é dos mais difíceis, é um bom livro para pessoas que fizeram ou estão concluindo um curso de inglês, e querem ler um livro em inglês.

O trailer do filme entrega muitos pontos importantes da história, então se você ainda não viu e pretende ler o livro, continue assim, se assistiu, leia o livro mesmo assim, porque vale a pena. A história começa bem introdutória, então coisas que já sabemos pelo trailer ou até pela sinopse do livro vão demorar para acontecer no decorrer do livro, tudo porque o autor quer mostrar para os leitores a vida do personagem e ter a certeza que entendemos como as coisas funcionam nesse mundo novo.

O autor vai construindo sua história por páginas e mais páginas, quando fui me deparar que não haviam muitas mais para narrar o final da história. O clímax demorou para acontecer, mas isso não foi o problema, porque a narrativa do autor nos conduz muito bem até o momento, mas quando acontece, o desfecho passa muito rápido. Tive uma relação de amor e ódio no final do livro.

O livro faz parte de uma série chamada "Quarteto O Doador" com outros três livros (ainda não lançados no Brasil) que se passam no mesmo futuro, então não sei exatamente se é uma sequência para o livro. Digamos que a historia deixa meio vago se acabou ali ou se tem mais. Pelo trailer do filme, já percebi algumas alterações foram feitas, mas quero muito conferir o filme que estreia dia 14 de Agosto nos cinemas. Assim que assistir, irei comentar sobre os dois.

Recomendo muito este livro, é uma leitura gostosa. Quem gosta de distopia irá gostar do livro, principalmente se está cansado de ter sempre uma personagem principal feminina. "O Doador" tem seus problemas de desenvolvimento mas agrada os leitores.

site: http://booksalloveryou.blogspot.com.br
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