O Fio

O Fio Victoria Hislop




Resenhas - O Fio


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Tnan 27/01/2021

Leitura Obrigatória (LO)
A esperança que sobrevém nos momentos de dificuldade conduz aos momentos felizes.

Fico extasiado quando fico em contato com histórias que recontam os dramas humanos ante à confluência de acontecimentos, de outros, que acabam por interferir significativamente na vida particular. Não focando na dificuldade em si, antes na persistência em seguir, que oblitera o gigante medo do que pode ou não acontecer.

Em "O Fio" Victoria Hislop contextualiza o drama de duas famílias nas dificuldades vivenciadas na Grécia do século XX, passando por conflitos e guerras. No romance, Katerina e Dimitri narram para seu neto, como se deu a história de sua família desde sua infância, quando Katerina se mudou para Tessalônia, a segunda cidade mais importante do país, após um conflito entre Grécia e Turquia. Ambos narram os acontecimentos que alimentaram seu profundo apego com a cidade, repassando ao descendente o porquê de não se verem estando em outro lugar que não aquele.

É uma história lindíssima adaptada a um contexto histórico real. A autora é filelena e guarda uma admiração singular pela Grécia desde que sua mãe a levou a passeio, em sua adolescência, para a ilha de Creta. Desde então tem se imergido na história e cultura gregas, fazendo do lugar palco para vários de seus romances. Ampla divulgadora da história e cultura da Grécia moderna, Hislop recebeu em 2020 o título de Cidadã Honorária da Grécia e diz amar "a Grécia com seus problemas e suas dificuldades, não apenas por sua beleza".

Vale a pena se afundar nas páginas deste romance e descobrir o que o título tem a ver com o drama narrado.
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Gabriel 02/11/2020

Historicamente falando, o livro é maravilhoso! Não sabia nada sobre a Grécia no século XX e nessas 300 páginas, temos a narração resumida de praticamente tudo que aconteceu em tal século

Como romance, achei o desenrolar apressado . De qualquer forma, recomendo!
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Fabi 11/03/2020

Sofrimento
Muito triste os acontecimentos durante a leitura do livro. Dimitri e Katerina passaram muito tempo separados e cheios de percalços devido à guerra. Desespera-me quando usurpam a sua história, lembranças, bens materiais das pessoas.
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Su 12/11/2018

Após ler O retorno os demais livros da Victoria entraram para a minha lista de futuras leituras, dentre eles O fio. A escrita da Victoria é bastante fluída e a estrutura dos seus livros é, basicamente, a mesma, pelo menos dos dois que li até agora, mesclando presente e passado.
No prólogo, vemos o inicio da manhã em Tessalônica, Grécia, onde as atividades dos idosos se mesclam com a dos mais jovens. Um jovem voltando para casa e um casal de idosos indo tomar o café da manhã têm em comum o parentesco. O casal de idosos são Dimitri e Katerina Komninos, já o jovem, se trata do neto deles, Mitsos. Ao avista-lo, Katerina não consegue se conter e o convida a se juntar a eles.
Mitsos está em Tessalônica para cursar o metrado na Universidade local. Porém, como os funcionários públicos estão em greve, ele não tem nada mais a fazer do que explorar a cidade. Quando encontra seus avós, no café Assos, Mitsos estava voltando de algum bar, no qual passou a noite. Ele foi criado em Londres, no entanto, visitava com frequência seus avós paternos na Grécia. Apesar disso, não entendia porquê eles, já com noventa anos, não aceitavam ir morar com seus pais em Londres, ou com sua tia em Boston.
Os idosos começam a lhe contar que foi necessário, na época, enviar os filhos para estudarem fora. Mas, eles acreditavam que, posteriormente, eles voltariam. A única coisa que Mitsos sabe é que o motivo pelo qual os seus avós enviaram seus filhos para longe tem algo a ver com a guerra civil grega. É justamente, essa história que Dimitri e Katerina irão lhe contar.
É incrível ver a capacidade que a Victoria têm para mesclar presente e passado. No caso desse livro, ela, praticamente, nos conta a vida inteira do casal principal, Dimitri e Katerina, antes e durante o período da Guerra Civil na Grécia. Muito mais do que um romance, esse livro tem um pano de fundo histórico muito bem construído, além de todos os personagens e acontecimentos serem relevantes para a história. Só posso dizer que a autora me surpreendeu positivamente, mais uma vez.

“— Nem que nos dessem tantos diamantes quanto as gotas que há neste oceano, nada nos
faria partir! — disse ela, chegando mais perto do neto e pegando a mão dele. — Ficaremos em Tessalônica até morrermos.
A força das palavras pegou o rapaz totalmente desprevenido. Por um momento, os olhos
dela se inflamaram e depois ficaram marejados, mas não da forma como os olhos dos velhos às vezes parecem lacrimejar sem motivo aparente. Eram lágrimas de paixão que lhe escorriam pelas faces.”
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Dhessy 23/01/2017

Antes de qualquer coisa, sou um pouco suspeita para falar sobre qualquer livro que se passe na Grécia. Mesmo não tendo nenhuma descendência grega conhecida, minha família é grande o bastante para não se ter certeza sobre algo do tipo, e muito menos nunca tendo colocado meus pés em solo grego, sou apaixonada por esse país e sua cultura. Confesso que não conheço muito sobre a história dele como gostaria, mas procuro sempre pesquisar e tentar entender um pouco mais sobre ela e esse livro me chamou a atenção exatamente por isso.
O livro se inicia mostrando um pouco da Tessalônica, segunda maior cidade da Grécia, do ano de 2007 onde o jovem Mitsos após se encontrar com os avós que insistem em continuar vivendo na Grécia ao invés de ir morar em Londres com ele, acaba se tornando o ouvinte da história dos avós.
Nesse ponto a história recua no tempo, para o ano de 1917, ano em que a cidade de Tessalônica acaba sofrendo um enorme incêndio que quase a destruiu completamente e é neste cenário o avô de Mitsos acaba de nascer. Nesse meio tempo, no ano de 1922, explode a guerra entre Grécia contra a Turquia, obrigando gregos a se retirarem da cidade de Esmirna, na Turquia. Enquanto isso em meio a confusão Katerina, sua avó, de cinco anos acaba se perdendo da mãe e da irmã ficando para trás, sendo salva por um soldado grego e é embarcada para destino desconhecido.
Ficando sob a proteção de Kyria Eugenia Karayanidis e suas duas filhas gêmeas, a jovem pensa que vai para Atenas, mas acaba desembarcando em Tessalônica uma cidade repleta de diversidade cultural.
A partir desses acontecimentos a história do livro começa a ser costurado de maneira a ligar a história de Katerina e Dimitri aos acontecimentos históricos que modificaria a cidade de Tessalônica para sempre.
Victoria consegue conquistar o leitor desde a primeira página. Praticamente não dá para se sentir as páginas passando enquanto acompanha a história, graças a narrativa inebriante, viciante e deliciosa.
Os personagens são vivido a ponto de você crer que pode encontrá-los a cada esquina tamanha a humanidade de cada um deles. Nenhum é perfeito, eles têm sonhos, anseios, medos e obrigações. A história é simplesmente visceral, mesmo sabendo pela própria autora personagens e nomes de ruas e locações são ficção.
Hislop aborda a ocupação alemã, as lutas, os comunistas, temas de grande polêmica com graça e com leveza, mesmo esses sendo temas não tão leves assim.
Este é um livro que comecei com aquela desconfiança de seria ou não uma boa leitura e terminou sendo um livro que arrebatou meu coração, me levando a torcer a cada página por seus personagens, Dimitri e Katerina.
Para aqueles que esperam um livro lento e maçante, pode ter a certeza que O fio é tudo menos isso. Com sua história dinâmica e delicioso a cada página. Sem dúvida, um livro impossível de esquecer.
Um prato cheio para aquele que adoram história e principalmente, a Grécia.


site: http://anjosdanoitedark.blogspot.com.br/2017/01/dica-de-livro-o-fio-de-victoria-hislop.html
Jessica Franca @versoecontroversia 20/06/2018minha estante
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Queren.Hapuque 01/03/2016

O fio
Eu acredito que até hoje, com certeza esse é meu livro favorito.
A forma como a autora Victoria Hislop descreve a vida não só do casal em questão, mas como ela faz você se importar com os outros personagens. Atravessar fatos históricos , contando como eles afetaram uma cidade e a sua população ,foi sensacional.
Uma história que te envolve e emociona. Quando percebe leu mais de 60 anos de uma família.
Foi uma experiência única ler esse livro, e mais única ainda chegar ao seu final e perceber que o verdadeiro protagonista é a cidade de Tessalônica.
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Adrielle 01/12/2015

Indico
Livro super interessante que conta um romance durante a guerra da Grecia, os fatos ocorrem em Tessalonica e prende vc entre o real sobre a guerra e o imaginario sobre o romance de Katerina e Dimitri.
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day 03/10/2015

maravilhoso^^
O Fio é um livro maravilhoso^^ um romance recheado de realismo e esperança.
O Fio fala da Grécia em tempos de guerras,em tempos mais remotos e em tempos mais modernos.
A saga das Famílias gregas,Judias e mulçulmanas dividas pelas guerras.
Me encantei com os judeus marranos gregos,a tradição do Ladino e os costumes judaicos.
Enfim,a história é fascinante ,Katerina e Dimitri ,personagens principais do livro,nos deixam emocionados e cheios de curiosidade pelo próximo passo...capítulo...destino...
Super recomendo a leitura!!
Melhor não poderia ser.
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Mariana 30/06/2015

Um livro ótimo que achei por acaso nas compras no supermercado por um precinho ótimo!
Aprendi muito da história da Grécia junto com esse romance.
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arthur_arrais 02/05/2015

Mais um livro sensacional de Victoria Hislop!
Tessalônica (Grécia), 1917. Enquanto um incêndio destrói a cidade multicultural onde cristãos, judeus e muçulmanos viviam harmonicamente, Dimitri Komninos, filho de um rico comerciante de tecidos, nasce na parte abastada da cidade. Pouco depois, o incêndio destrói também a mansão de sua família, obrigando eles a se mudarem posteriormente para a pacata Rua Irini, endereço antigo da mãe de Dimitri.
Esmirna (Turquia), 1922. Em meio à guerra entre turcos e gregos, a pequena Katerina Saraflogou é obrigada a fugir rumo à Grécia. Entretanto, graças a um tumulto no cais da cidade, Katerina se perde de sua mãe e irmã e acaba embarcando com uma estranha e suas filhas gêmeas rumo à Tessalônica. Lá chegando, recebem do governo uma casa na Rua Irini. Desse dia em diante, os destinos de Dimitri e Katerina se entrelaçam.
Lendo esse resumo, é quase impossível não pensar que o Fio é uma mera história de amor onde os protagonistas enfrentam e vencem todas as intempéries do destino para ficarem juntos. Entretanto, se engana quem segue esse pensamento.
O Fio é o terceiro livro da escritora britânica Victoria Hislop, conhecida por suas sagas de família que atravessam gerações sob um determinado fundo histórico. Em a Ilha, seu romance de estreia, ela nos apresentou ao vilarejo de Plaka, na ilha de Creta; nos tempos em que a lepra não tinha cura e quem era identificado como portador era obrigado a deixar sua vida no vilarejo e passar o resto de seus dias enclausurado numa colônia. Em o Retorno, ela nos mostra como a vida dos espanhóis, em especial da família Ramirez, foi abalada pela guerra civil durante a ditadura do general fascista Francisco Franco. Em o Fio, ela retorna à Grécia e nos narra a história política do país ao longo do século XX; passando pela guerra civil com a Turquia, o final da 1ª Guerra Mundial, a 2ª Guerra e as atrocidades nazistas e pela ditadura que levou à Guerra Civil, envolvendo as forças armadas do governo monárquico grego e o Partido Comunista.
A autora insere brilhantemente seus personagens em cada um desses eventos, nos permitindo visualizar o que aconteceu com muitas das pessoas que realmente passaram por cada um deles na realidade. Durante a 2ª Guerra Mundial, o então jovem idealista Dimitri decide abandonar a faculdade de medicina e lutar ao lado do exército revolucionário contra a invasão alemã em seu país. Enquanto isso, Katerina é obrigada a ver seus vizinhos judeus serem perseguidos e eliminados pelos nazistas. Durante a Guerra Civil, os filhos dos já adultos Dimitri e Katerina sofrem represálias do governo por causa do passado revolucionário do pai; sendo então por eles enviados para fora da Grécia.
Assim, Victoria nos entrega uma obra que nada deixa a desejar em relação às suas anteriores; com uma quantidade relativamente pequena de personagens, mas que são inegavelmente fortes e agentes participativos nos eventos históricos por eles vividos.
O Fio surpreende também pela agilidade no conto dos acontecimentos históricos, fugindo do enfadonho modo tradicional de contá-los geralmente adotado pelos livros didáticos. A autora fez uma meticulosa pesquisa para escrevê-lo, resultando numa obra extraordinariamente realista e verossímil.
Assim, Victoria Hislop mais uma vez se propõe com sucesso a compor uma obra que mescla perfeitamente ficção com realidade. O Fio é uma ótima pedida aos fãs de história e apaixonados por uma narrativa ágil, densa e que prende a atenção de quem a lê.
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Tacyana 22/01/2015

Uma história maravilhosamente rica e envolvente... Excelente leitura!
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Denise 03/03/2014

Um livro deslumbrante da primeira até a última página!!!Perfeito, me tocou profundamente!
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Livretando 14/02/2014

Resenha: O Fio
Victoria Hislop nos presenteia com uma emocionante história, narrada em terceira pessoa. A história de passa na Grécia e percorre um período de cerca de 90 anos. A Editora Intrínseca foi muito feliz com a edição brasileira, pois é bastante caprichada. A capa é com a mesma imagem do original, o livro possui orelhas, foi impresso em papel polén soft, a cor é amarelada e a fonte e a diagramação favorece uma leitura fluida e prazerosa.

O livro não é linear, começa em 2007 quando somos apresentados aos protagonistas da historia, Katerina e Dimitri Komninos, já com idade avançada convidando o neto, que também se chama Dimitri, a tomar um caldo para se livrar de uma ressaca ao mesmo tempo em que eles contam como foi a história deles e porque amam tanto Tessalônica.

Como podemos perceber, o início do livro pode ser considerado um spoiller, pois por mais eventos trágicos que aconteçam você sempre vai saber que eles sobreviverão e ficaram juntos até o final de suas vidas. Para pessoas que gostam do suspense e da descoberta dos acontecimentos de forma paulatina, pode-se dizer que esse início do livro não foi muito feliz, pois tira o elemento surpresa. Fora isso o livro é simplesmente MARAVILHOSO!!!

A narrativa é rápida e a autora não se detém desnecessariamente nos acontecimentos, afinal são 90 anos de história que se mistura entre a vida dos personagens e as narrativas da própria história da Grécia neste período.

Cronologicamente falando, o livro inicia em 1917 com o nascimento de Dimitri e um terrível incêndio que destruiu a cidade de Tessalônica. Neste primeiro capítulo conhecemos Konstantinos Komninos, pai de Dimitri, bem sucedido empresário da área de tecidos que tem uma relação mais intensa com o trabalho do que com a própria família. Os primeiros anos de vida de Dimitri foram praticamente longe do pai, pois, como o incêndio destruiu a mansão em que moravam, eles tiveram que ir morar na antiga casa da mãe de Dimitri, numa rua de casas simples e de pessoas simples. Entretanto, Konstatinos não se habitua ao novo lar.

Depois, a autora nos apresenta Katerina, com apenas 05 anos de idade fugindo junto com sua mãe e sua irmã durante a troca de populações provocada pela guerra entre a Grécia e a Turquia. No tumulto provocado durante o embarque Katerina se perde de sua mãe e vai parar em Tessalônica aos cuidados de Eugênia, que já tinha duas meninas um pouco mais velhas que Katerina.

Eugênia consegue receber uma casa do governo e passam a morar na Rua Irini, que é quase um personagem do livro, pois é onde muitas coisas acontecem. É nessa rua que Dimitri e Katerina se conhecem e se tornam amigos para toda vida. Eles começam a se afastar um pouco quando a casa dos Komninos fica pronta e Dimitri e sua mãe precisam se mudar. Devido serem de “mundos” diferentes, eles vão ficando cada vez mais distantes. Dimitri entra para faculdade de medicina e Katerina se emprega na alfaiataria dos Morenos.

A política é um tema recorrente no livro. E repercute na vida dos personagens, especialmente entre Dimitri e Konstatinos que tem posicionamentos políticos divergentes, sendo Dimitri de esquerda e Konstatinos de extrema direita. Devido seus ideais Dimitri entra para o exército para lutar em favor da Grécia durante a II Guerra Mundial, para que a Alemanha não se apodere do território grego.

O livro envereda por diversos conflitos tanto históricos quanto humanos e sociais. E embora sério, existem momentos, raros, de humor. Mas é preciso ler para sentir. O livro foi extremamente prazeroso de ler. Então, vamos encontrar “o fio” da meada? Vamos saborear uma leitura extraordinária e cativante?

site: http://livretando.blogspot.com.br/2014/01/o-fio-victoria-hislop.html
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Lia 04/11/2013

Meus antepassados
Conheci um pouco da história do país de meu pai, a Grécia. Reconheci algumas posturas típicas do povo grego. Reconheci atitudes de meu pai em personagens. Gostei muito do enredo e da condução da história. Imagino que meu avô tenha vivido algo parecido, pois ele é exatamente desta época.
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