The Virgin Suicides

The Virgin Suicides Jeffrey Eugenides




Resenhas - The Virgin Suicides


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YasminGR455 04/04/2022

Iniciei este livro com grandes expectativas, esperando encontrar a genialidade que todas as recomendações diziam existir, sabia ser um livro polêmico, e inusitado e absurdo, e esperava que o fosse mesmo, pois os melhores livros o são. Então sempre mantive a cabeça aberta, até o último instante esperei por algo que demonstrasse tudo isso e fizesse o livro valer a pena. Não aconteceu, me fez passar raiva até a última palavra.

A premissa é absurda, mas isso não deveria ser um problema, deveria ser a solução, mas na prática nao funciona. Além de todos os temas polêmicos como problemas psicológicos, suicídio e assedio sexual envolvendo meras crianças, o que exigiria um cuidado especial que não é demonstrado. O livro é narrado por homens adultos que se comportam como adolescentes, tanto na forma de linguagem, quanto ao fofocar de maneira extremamente invasiva sobre a vida destas garotas décadas depois de seus suicídios. Eles descrevem todas as formas que invadiram a privacidade delas e fantasiaram sobre suas vidas e seus corpos e como, da forma que é escrito, ainda fantasiam, mesmo agora sendo homens adultos!

Poderia ser uma sátira, a reluta de meninos e de homens em enxergar garotas como pessoas e não meros objetos de seu afeto; o modo como a sociedade trata suas garotas; como os temas como o suicídio são discutidos em uma comunidade... O livro trás todos esses assuntos e eu me esforcei para enxergar realmente como uma sátira, mas ele falha ao fazer isso, pois os banaliza. Esses assuntos são absurdos, são escritos de forma absurda, mas não são transmitidos de forma a sensibilizar o leitor de sua absurdez? Muito pelo contrário, são banalizados, ou até mesmo glorificados, considerando que os narradores se recusam a se retirar de sua fantasia infantil.

Além disso, o livro perde muito tempo tratando de coisas insignificantes nos mais mínimos detalhes, como a vida dos figurantes, pessoas que são mencionadas na história apenas uma vez, sem ter nenhum impacto sobre ela (muito menos o tem seu vestuários ou a forma que decoram sua casa, mas o autor insiste em descrevê-los milimétricamente), mas que acabam ocupando mais páginas que os próprios personagens principais.

Acredito ter sido o pior livro que eu já li
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tessacarstairs 26/01/2022

A melhor parte desse livro é a atmosfera melancólica que ele apresenta e o modo como ela se encaixa perfeitamente com a história trágica que é contada.
Já que sabemos que todas vão morrer desde o início, há essa expectativa de como e quando as coisas vão acontecer e essa expectativa é quebrada várias vezes durante o livro, em situações onde o narrador fala sobre acontecimentos e pessoas nas quais não temos por quê ter interesse.
A escrita é incrível mas às vezes as descrições são um pouco exageradas e confusas, como se o autor quisesse fazer questão que você não se esqueça que ele sabe o que uma metáfora é.
Uma leitura rápida, o livro tem uma fluidez boa. Vi algumas pessoas reclamando sobre isso, mas eu não esperava que ele nos dissesse as razões dos acontecimentos e eu entendo que essa falta de informação adiciona ainda mais camadas à dramaticidade do livro, então não me incomodou nem um pouco.
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ð¶C4delinh4Literáriað¶ 06/01/2022

"Creatures so barely alive that their deaths came as little change."
"Obviously, Doctor," she said, "you've never been a thirteen-year-old girl."
Precisava escrever sobre as irmãs Lisbon senão não iria mais conseguir viver em paz, elas estão me assombrando que nem assombraram aquele narrador, que na história é apresentado no pronome "nós", quase como se o autor quisesse que você se sentisse parte daquele grupo de meninos que eram "apaixonados" pelas garotas, quase como se o autor quisesse que você se sentisse tão fascinado e abalado quanto eles(e neste quesito ele conseguiu fazer isso muito bem).
É claro que aqueles garotos não estavam realmente apaixonados pelas irmãs, eles mal conheciam elas, eles partiam do pressuposto que sabiam por ficarem vigiando elas todas as horas e guardando recordações delas, mas não é como se você pudesse vigiar o que se passa na cabeça de alguém.
Toda a narração parte de uma fonte não confiável, a gente nunca realmente sabe o que se passa na mente das irmãs, e a causa de seus suicídios permanece um mistério(muita gente reclama disso mas esse mistério se enquadra direitinho na visão que temos das garotas, não temos respostas concretas para descrever cada uma delas e se tivéssemos uma resposta concreta para o suicídio delas não faria muito sentido, além de que ás vezes não existe um motivo, não precisa haver 13 motivos para que alguém queira se matar.), elas são romantizadas e sexualizadas a todos os momentos, elas estão mais para criaturas místicas do que seres humanos, eles achavam que entendiam elas mas tudo o que eles achavam que entendiam estava dentro da imaginação deles.
Eu sei que romantização/idealização de uma pessoa não é bom, nem para o leitor que nunca vai realmente conhecer esse personagem, nem para a pessoa que está fazendo essa romantização(isso é nítido ao ler o quanto a vida daqueles meninos foram afetadas por essa admiração deles), mas ainda sim, essa romantização não me incomodou, sem ela o livro não teria essa mesma atmosfera de um sonho febril e nostálgico que te deixa pensativo o resto do dia inteiro.
Terminar esse livro foi meio como perder uma parte do corpo mas ainda sentir o fantasma dela, fiquei igualmente obcecada e fascinada com as irmãs que nem aqueles garotos, e assim como eles nunca vão encontrar nenhuma outra garota que chegue aos pés delas, eu provavelmente nunca vou achar um livro que chegue aos pés deste.

"Even now, if we were to be honest with ourselves, we would have to admit that it is always that pale wraith we make love to."

"The only way we could feel close to the girls was throught these impossible excursions, which have scarred us forever, making us happier with dreams than wives."

Essa escrita é absolutamente genial, a escolha de palavras, a descrição das garotas que ao mesmo tempo é tão vaga ainda sim é intensa(aqui o sentimento dentro das palavras é mais visível que as palavras em si) e de algum modo, o abstrato das irmãs deixa elas ainda mais bonitas(to parecendo esses meninos com fogo no rabo falando). O autor descreve o suicídio de forma imparcial, mostrando as várias interpretações que o suicídio pode ter, para as irmãs talvez libertação, para os pais angústia e luto etc...Mr.Eugenides não apenas mostrou suicídio como mostrou o impacto que ele tem em famílias, desconhecidos, cidades, países e até mesmo na natureza.

"The year of the suicides the Lisbons' leaves went unraked."

A "descida" das irmãs é, também bem vaga já que elas passam 90% do tempo em casa, mas nas imagens da minha cabeça o livro foi de colorido para só tons de azul, como que o Jeffrey Eugenides fez isso comigo eu também não sei. Por mais macabro que seja achei muito interessante ler o jeito que cada irmã estava se comportando meio diferente antes das mortes, consegui conhecer mais delas na morte do que na vida.

"...the Lisbon girls that still lived in the bedding and drapes, in peeling wallpaper, in patches of carpet preserved brand-new beneath dressers and nightstands." The Virgin Suicides vai te assombrar e ainda não sei se algum dia vou parar de sentir a falta dessas garotas que mal conhecemos ou entendemos, mas que ainda preencheram o livro inteiro com fascinação e melancolia. "In the end we had pieces of the puzzle but no matter how we put them together, gaps remainded.".

"It didn't matter in the end how old they had been, or that they were girls, but only that we had loved them, and they hadn't heard us calling, still do not hear us, up here in the tree house with our thinning hair and soft bellies, calling them out of those rooms where they went to be alone for all time, alone in suicide, which is deeper than death, and where we will never find the pieces to put them back together."

Não vou mais poder ouvir o barulho de uma mala caindo no chão, Jeffrey Eugenides pague minha terapia.
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Laura 21/12/2021

História trágica porém linda!!
Cara eu amei.
Sem palavras para esse livro.
Ele é um romance de época com um toque meio mórbido que tornou a leitura envolvente e viciante.
Você começa já sabendo do trágico final: todas as garotas Lisbon se matam. O interessante mesmo é você tentar entender o que se passa na cabeça dessas meninas, o que levou a primeira Lisbon, com apenas 13 anos, a cometer suicídio??
A história é narrada na primeira pessoa do plural, o que eu estranhei muito no começo, mas depois fui me acostumando. São alguns garotos da vizinhança que contam relatos, anos depois, sobre como aconteceram essas mortes. Eles nem sempre participam ativamente da história, então algumas coisas são contadas com base naquilo que outras pessoas contaram para eles depois. Após a morte da primeira irmã, esses garotos se tornaram fanáticos pelas garotas Lisbon. Mas eu consigo imaginar; quatro irmãs solitárias e atraentes, separadas do resto do mundo pelo trauma e luto. As pessoas meio que já imaginavam que nenhuma delas teria um final feliz.
O final do livro me encantou, e acho que ele não vai sair da minha cabeça por um bom tempo.
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Eduarda 26/09/2017

O "vírus" do suicídio
Um narrador sem nome, numa espécie de relato jornalístico, conta a trágica história dessas garotas, que começou num verão dos anos 70. O mais interessante é que logo no primeiro parágrafo já nos deparamos com a chocante declaração: todas as meninas se suicidam!

"Na manhã em que a última filha dos Lisbon resolveu que tinha chegado sua hora de se suicidar — foi Mary desta vez, e remédios para dormir, como Therese — os dois paramédicos chegaram à casa sabendo exatamente onde ficava a gaveta de facas, o forno a gás e a viga no porão, na qual era possível atar uma corda. Saíram da ambulância, em nossa opinião com a lerdeza de sempre, e o gordo disse baixinho: “não estamos na tv, pessoal, isso é o mais rápido possível”. Carregando o peso do respirador e da unidade cardíaca, passou pelos arbustos, que tinham crescido até ficarem monstruosos, e cruzou o gramado exuberante que costumava ser discreto e imaculado treze meses antes, quando os problemas começaram." (Tradução de Daniel Pelizzari - Companhia das Letras, 2013)

É o fato de sabermos que em certo ponto do livro todas as garotas estarão mortas que aguça ainda mais nossa curiosidade e não nos deixa largar esse livro. Em dado momento acredito que estamos mais curiosos sobre como e quando elas se matarão do que sobre o motivo que as leva a isso. Bem mórbido, né?
A atmosfera que permeia a narrativa é bastante mórbida mesmo. Tudo começa com a tentativa de suicídio de Cecilia, a filha mais nova dos Lisbon (então com 13 anos - as idades das irmãs são 14, 15, 16 e 17), que corta os pulsos na banheira. Ela é salva a tempo, somente para concluir o ato cerca de três semanas depois, durante uma festa (a única festa na casa dos Lisbon) em que eles, ironicamente, "comemoram" sua volta do hospital. Sem a discrição e o silêncio do banheiro e das lâminas, dessa vez, a jovem se joga do segundo andar direto na cerca do jardim.

De todos os livros sobre suicídio que eu já li, achei esse o mais autêntico. Já havia visto o filme da Sofia Coppola há alguns anos mas pra ser sincera nem lembro se gostei ou não. Uma coisa eu sei: a adaptação não mexeu comigo como o livro.
As meninas Lisbon são extremamente reprimidas: sua mãe não as deixa ler revistas de moda, passar batom e muito menos ir à festas. Após um certo acontecimento, inclusive, as garotas são proibidas de sair de casa, vivendo como verdadeiras prisioneiras. Creio que fica bem claro que essa repressão é o ponto chave do "suicídio em série" que acontece.

"- Cecilia was weird, but we're not. [...] We just want to live. If anyone would let us."

Apesar disso, não podemos ter certeza absoluta, já que conhecemos Mary, Therese, Lux, Bonnie e Cecilia, através dos olhos do narrador, que morava na mesma rua e frequentava a mesma escola que elas. Por vezes os relatos se dão através de entrevistas, que o narrador e os colegas (todos obcecados com as Lisbon), conduziram para tentar entender essas mortes que tanto os abalaram e que mexem com eles ainda duas décadas depois.
Acreditem, os garotos foram coletando "provas dos crimes" e fizeram um verdadeiro arquivo - ou talvez um santuário - com fotos, roupas, acessórios e até mesmo um diário das meninas, tudo isso na tentativa de compreender o que levou as jovens à morte.

O livro é repleto de simbolismos e por vezes o autor sai um pouco do assunto principal para descrever a paisagem, as coisas e até mesmo contar um pouco da vida de outros colegas e vizinhos. Ao meu ver essas descrições só enriquecem o livro, mas sei que muita gente não gosta, então estejam preparados.

site: http://www.cafeidilico.com/2017/09/the-virgin-suicides-jeffrey-eugenides.html
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Farkalia 03/09/2011

que livro sem fim, meu deus. não que seja ruim, mas a narrativa é tão lenta que cansa.
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