A Incrível Viagem De Shackleton

A Incrível Viagem De Shackleton Alfred Lansing




Resenhas - A Incrível Viagem De Shackleton


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anna v. 24/05/2011

Incrível, fantástico, extraordinário
A graça de um bom livro de não-ficção é que, quando ele é mesmo bom, você se agarra à história como se pudesse houver alguma surpresa no desfecho - quando na verdade você já sabe perfeitamente bem o que vai acontecer, afinal a história é real e conhecida.

Grandes relatos e reportagens sobre eventos extraordinários são um dos meus gêneros favoritos de leitura. Enquanto leio, fico obcecada pelo assunto, falando a respeito com todo mundo, sem parar (Marido sofre...), pesquisando na internet etc. Foi assim com A longa viagem da biblioteca dos reis, da Lilia Schwarcz, sobre a vinda da biblioteca real portuguesa para o Brasil em 1808/9, dando origem ao que hoje é a Biblioteca Nacional. Foi assim com os meus livros favoritos sobre a Segunda Guerra, Stalingrado do Anthony Beevor, e Cinco dias em Londres, do John Lukacs. Foi assim com No coração do mar, de Nathaniel Philbrick, a história real que deu origem a Moby Dick (sobre um baleeiro atacado por uma imensa baleia louca, que foi a pique deixando a tripulação no meio do nada no Pacífico, na década de 1820, em botes salva-vidas).

O último dessa coleção foi o excelente A incrível viagem de Shackleton, de Alfred Lansing, publicado originalmente em 1959. Posso garantir que o subtítulo, A mais extraordinária aventura de todos os tempos, não é exagero. A história é mesmo impressionante, mas Lansing tem o imenso mérito de transformá-la num verdadeiro "page-turner", levando a reportagem ao estado de arte.

Sem medo de spoilers, porque afinal a história é real, a quarta capa do livro nos conta:

"No verão de 1914, Sir Ernest Shackleton parte a bordo do Endurance em direção ao Atlântico Sul. O objetivo de sua expedição era cruzar o continente antártico, passando pelo Polo Sul. Mas, a apenas um dia do ponto de desembarque planejado, o Endurance fica aprisionado num banco de gelo no mar de Weddell e acaba sendo destruído.
Por quase seis meses, Shackleton e sua tripulação sobrevivem em placas de gelo em uma das mais inóspitas regiões do mundo, até que conseguem iniciar sua tentativa de retorno à civilização nos botes salva-vidas.
Através dos diários e entrevistas com alguns membros da tripulação, Alfred Lansing reconstrói as dificuldades que a tripulação do Endurance enfrentou. Em uma narrativa fascinante, Lansing descreve como Shackleton conseguiu que, após quase dois anos do início da viagem, todos retornassem com vida."

Está aí contado o início e o final da história: Shackleton e sua trupe viajam para a Antártica, tudo dá errado, mas no fim todos sobrevivem. Mas entre o início e o final... quanta coisa incrível acontece. E aí entra o talento de narrador de Lansing. A primeira frase já te prende de forma irremediável: "A ordem de abandonar o navio foi dada às cinco da tarde".

O Endurance era um super navio, fabricado especialmente para enfrentar os mares polares, todo reforçado para suportar a pressão do gelo etc. E no entanto, naquele inverno especialmente rigoroso, nada disso foi suficiente. O navio ficou preso no gelo, e aos poucos as imensas placas de gelo passaram a pressionar o casco contra o continente antártico. Foi uma morte lenta, a do Endurance. A tripulação começou a ouvir os estalos, mais e mais frequentes, até que as vigas começaram a abaular.

"O barulho no interior do navio era indescritível. O compartimento meio vazio funcionava como uma gigantesca câmara de ressonância, amplificando cada estalido de tábua e o som de cada viga que se partia. Estavam apenas a poucos metros de distância dos costados do navio e podia ouvir os golpes que o gelo assestava contra o lado externo do casco, tentando abrir caminho à força."

Passaram nove meses entre o dia em que o navio ficou preso e o dia em que efetivamente afundou e foi engolido pelo gelo. A situação era ridiculamente dramática: abandonar o navio no meio do gelo, pegar todas as provisões possíveis, os botes salva-vidas, os trenós e os cachorros que os puxavam. Não tinham rádio nem qualquer espécie de comunicação. Levantaram acampamento numa imensa banquisa de gelo, e lá ficaram durante cinco meses, inclusive durante o inverno, quando não há luz do sol.

Depois de muito tempo, já experts em caçar focas e pinguins para comer, Shackleton e seus 27 subordinados concluíram que era preciso tentar sair dali de alguma forma. E começam uma longa caminhada, pelo gelo e neve, puxando barcos e provisões. Os cachorros foram sacrificados, porque a comida escasseou e não era mais possível alimentá-los.

Havia poucas razões para otimismo. A temperatura permanecia em torno do ponto de congelamento, de modo que durante o dia a superfície das banquisas se transformava num verdadeiro lodaçal. Eram obrigados a andar enfiando as pernas até os joelhos na mistura de água com neve e gelo, e muitas vezes os homens afundavam até a cintura num buraco invisível. Assim, suas roupas estavam permanentemente encharcadas, e seu único consolo era enfiar-se na umidade comparativamente suportável de seus sacos de dormir a cada noite.

Há passagens inacreditáveis, com as banquisas de gelo diminuindo de tamanho, se partindo, as pessoas caindo de repente na água gelada e sendo resgatadas pelos companheiros, e o vento inclemente, que parecia soprar sempre na direção contrária à desejada.

O vento aliás é personagem fundamental dessa história, pois era ele que decidia para que lado iam as placas de gelo onde estavam os 28 desventurados. A certa altura as placas de gelo se tornam impraticáveis, e eles precisam abandonar boa parte da bagagem, embarcar nos três pequenos botes salva-vidas e rumar para a ilha mais próxima.

"O curso que seguiam ficava bem de frente para a direção em que as vagas se deslocavam e em poucos minutos estavam subindo uma montanha de água com uma encosta de quase um quilômetro de comprimento. Quando chegaram ao cume, o vento uivava, soprando a espuma em franjas delgadas e finíssimas. Depois começaram a descer, uma descida lenta mas íngreme, rumo ao vale que os levaria até a próxima onda. O ciclo se repetiu vezes sem conta. (...)
Era como se tivessem emergido subitamente em pleno infinito. Tinham o oceano à sua volta, uma vastidão hostil e deserta."

Em parte por perícia, em parte por sorte, depois de uma viagem de alguns dias num mar impossível, conseguem todos chegar à ilha Elephant, um lugar totalmente inóspito onde nenhum homem jamais havia pisado até então. Lá novamente levantam acampamento, e depois de alguns dias, Shackleton decide partir, no maior dos botes, com outros 5 tripulantes, para tentar chegar à ilha Geórgia do Sul, estação baleeira e último posto onde o Endurance havia atracado antes de sua viagem final. Os outros 22 (incluindo um marinheiro que teve um ataque cardíaco quando desembarcou, e outro cujo pé gangrenou) ficam na ilha Elephant, numa cabana precária, improvisada com os outros dois barquinhos emborcados, comendo carne de foca e bebendo água de degelo. Nesse grupo estão dois médicos, um fotógrafo, um geólogo, um físico e outros marinheiros.

Outros destinos, como o Cabo Horn, na Patagônia, ou as ilhas Malvinas, eram mais próximos da ilha Elephant. Mas o vento, mais uma vez ele, soprava sempre para o leste, e por isso escolheram a Geórgia do Sul como destino. Essa viagem, da ilha Elephant até a Geórgia do Sul, é um drama só. São 16 dias no mar mais inóspito do planeta, enfrentando ventos, nevascas, baleias, e praticamente sem comida.

Quando finalmente conseguem desembarcar em segurança na ilha, estão no lado oposto de onde havia civilização. E aí, por incrível que pareça, Shackleton decide que 3 homens ficarão com o
barco na praia onde desembarcaram, e ele e mais 2 atravessarão a ilha. A pé.

Sei que estou me repetindo e já usei as palavras inacreditável e incrível mais vezes do que seria razoável para um texto só, mas não tem como ser diferente. Basta olhar para a foto abaixo, que mostra a paisagem da Geórgia do Sul.

Agora, como deve ter sido subir e descer essas montanhas de neve, sem equipamento de alpinismo, sem mapa, com comida para um par de dias, sabendo que 28 vidas dependem do seu sucesso na empreitada? A parada é tão sinistra que, nas últimas décadas, muitas equipes tentaram refazer a travessia da Geórgia do Sul, e poucos conseguiram (mas com equipamento, comida, GPS etc.). Um exemplo neste site.

O momento em que finalmente chegam à pequena estação baleeira é arrepiante. Três homens imundos e barbados vão bater à porta do chefe da estação.

"Quando viu os três homens, deu um passo atrás e uma expressão de incredulidade tomou seu rosto. Passou um longo momento chocado e calado, antes de conseguir falar.
-- Mas quem diabos são vocês? -- disse afinal.
O homem do centro deu um passo à frente.
-- Meu nome é Shackleton -- respondeu em voz baixa.
Novamente fez-se silêncio. Há quem diga que Sorlle virou o rosto e chorou."

Ninguém podia acreditar naquilo. Fazia um ano e meio que o Endurance tinha zarpado dali para sua expedição antártica -- e desde então ninguém nunca mais tinha ouvido falar deles.

"Quatro veteranos comandantes noruegueses, de cabelos brancos, se adiantaram. Seu porta-voz, falando norueguês, traduzido por Sorlle, disse que navegavam pelo Atlântico havia 40 anos e que queriam apertar as mãos dos homens que conseguiram trazer um barco aberto de 22 pés da ilha Elephant até a Geórgia do Sul, através da passagem de Drake.
Depois, todos os homens que se encontravam na sala se levantaram, e os quatro velhos comandantes apertaram as mãos de Shackleton, Worsley e Crean, cumprimentando-os pelo que haviam feito."

Mas calma, o perrengue ainda não acabou. Shackleton consegue rapidamente um rebocador para dar a volta à ilha e pegar os 3 companheiros que haviam ficado no lado não habitado da Geórgia do Sul. O problema era voltar para pegar os 22 que ficaram na ilha Elephant. Foram mais de três meses tentando chegar lá, mas o banco de gelo que cercava a ilha parecia determinado a não deixar ninguém passar. Um desesperado Shackleton implorava aos governos do Chile e do Uruguai navios maiores que pudessem vencer o gelo, mas a cada tentativa as embarcações voltavam avariadas. Finalmente em 30 de agosto de 1916, quatro meses depois que Shackleton partiu da ilha Elephant em busca de ajuda, os náufragos -- que até então não sabiam sequer se Shackleton tinha sobrevivido ao primeiro dia no mar -- foram resgatados.

A história da expedição malograda de Shackleton é bastante conhecida. Parece que o Amir Klink é um dos que falam muito dele em seus livros, que eu desgraçadamente nunca li. Mais do que um bom homem do mar, Shackleton é considerado um exemplo de liderança, por ter conseguido manter elevado o moral dos tripulantes do Endurance durante muito tempo. De fato, pelos diários que servem de fonte a este livro, as pessoas demoraram muito, mas muito mesmo, para se dar conta de que estavam numa situação absolutamente desfavorável. Que sua chance de sobrevivência era irrisória. Tudo isso graças à impressão de tranquilidade e normalidade que o Shackleton passava a todos.

A incrível viagem de Shackleton é um livraço de aventura. Só lamento que a edição brasileira não traga as fotos da expedição, que, pasmem, foram preservadas. Mas elas podem ser vistas neste site, por exemplo. O fotógrafo e membro da expedição era Frank Hurley.

http://terapiazero.blogspot.com/2011/02/incrivel-viagem-de-shackleton-de-alfred.html
Sandra C. 24/08/2011minha estante
Achei a sua resenha sensacional! Não vejo a hora de ler este livro. Tb gostei mto das dicas de livros não-ficção no segundo parágrafo! =) Abraços


Caetano 20/11/2011minha estante
Acabei de ler Stalingrado e este vai ser meu próximo livro. Se for tão bom quanto a resenha vai valer a pena!


ramonsegundo 31/05/2012minha estante
Anna, qual a Amyr, comece lendo 100 dias sobre o céu e o mar. Você vai adorar. Dá vontade de ler do início ao fim, sem parar.
Quanto a este livro (de shackleton), estou quase no final, e é realmente fantastico!


Sheila 09/12/2014minha estante
Adorei sua resenha!! Estava em dúvida qual dos livros sobre Shackleton ler e depois dela, esse será o meu escolhido, pelo menos como primeiro sobre a história!


Helinho 12/08/2018minha estante
Incrível história! Incrível aventura! Grandes lições de vida e caráter! Um dos melhores livros que já li. Já presenteei 2 amigos com este livro que relata uma incrível história.




Zi 19/11/2009

Meu herói
Qualquer um que goste de aventura - como eu gosto - ao ler esse extraordinário relato dirá - como eu disse: Shackleton é o meu herói!
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Marcos 03/03/2010

Leitura em um fôlego só
É um livro sem grandes pretensões à primeira vista, porém ao ler a primeira página você é hipnotizado e não quer parar de ler até saber o destino de Shackleton e sua tripulação.

A leitura te prende tanto que em alguns momentos você se sente dentro da história, como se estivesse preso nas placas de gelo antárticas.

E de brinde, grandes lições de liderança.
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Lóra 22/02/2015

OMFC!
Oh my fucking cosmos!!!!
Com toda, absoluta certeza, uma das melhores histórias que tive o prazer de conhecer. Um livro que nem precisava ser baseado em fatos reais pra ser foda desse jeito. Esse Capitão Shackleton foi um pica das galáxias, e toda a equipe dele foi absurdamente fantástica em cada momento do naufrágio. Como diz no livro, se um dia seu barco quebrar no fim do mundo com as piores condições possíveis, prefira morrer ou reze para que seu chefe seja o Shackleton. Ou um Shackleton né, já que o cara morreu! O meu resumo do quão é bom esse livro: só parei a leitura pra dormir! Foram dois dias de muita emoção em meu ser! Pena que durou pouco. Amei de paixão!
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Gláucia 24/05/2017

A Incrível Viagem De Shackleton - Alfred Lansing
Nem sei como começar a falar desse livro, que me tirou o sono e me deixou em estado de desespero junto com a tripulação do Endurance.
Não existe nada de ficcional aqui, o livro é um relato de alguns dos sobreviventes ao autor e também se baseia nos diários de bordo. O mundo vivia o fim da era das grandes expedições, onde as nações disputavam a primazia das conquistas, mas já não havia quase território nenhum a ser explorado, com exceção da Antártida. Havia um motivo para isso: tratava-se de um dos pontos mais inóspitos e perigosos do planeta.
O irlandês Ernest Henry Shackleton já havia perdido uma dessas corridas, já que o norueguês Amundsen já havia chegado lá. Mas ele levou anos para preparar sua expedição com o objetivo inédito de chegar até lá e atravessar a pé todo o continente de uma ponta a outra. Parte em 1914 com seus 27 homens e 70 cães. Mas não consegue chegar lá. O navio, preparado especialmente para enfrentar o oceano gelado fica preso entre duas banquisas de gelo maciço, tornando-se impossível se mover. Alguns dias depois as banquisas começam a exercer enorme pressão, comprimindo o resistente navio até sua destruição e os homens são forçados a abandoná-lo e passam a viver sobre essas placas de gelo. Contam apenas com eles mesmos e com 3 pequenos barcos salva-vidas.
A partir daí o livro é uma sucessão de infortúnios e uma luta constante pela sobrevivência. Chefiados por Shackleton tem que enfrentar temperaturas de até 30 graus negativos, ventos gelados de até 200 km/h, fome e sede constantes, nevascas com lascas de gelo cortante, baleias assassinas, banquisas que se rompem os obrigando a pular para outra mais firme carregando tudo o que puderem salvar. Isso sem falar no estado de espírito de todos.
Essa história é inacreditável, especialmente pelo seu desfecho. Shackleton merece ter seu nome relembrado e conhecido. Que líder! Virou um herói aos meus olhos.
Conheci essa história através de um episódio do podcast Escriba Café, e mesmo conhecendo os detalhes através dele, fiquei tão impactada que fui imediatamente ler o livro. E após concluir a leitura (muito tocada e com algumas lágrimas escapando) já quis recomeçar e reli alguns trechinhos.
Pra mim esse livro fala sobre inspiração. Divina, já que sou uma pessoa de fé.
Marcia Cogitare 26/08/2017minha estante
Este não será ignorado por mim.. Lerei em breve




julio monteiro 12/07/2011

Ótimo livro
Uma história real de uma expedição ao ártico em 1916... poxa, só lendo mesmo pra saber o que aconteceu. Pra ter uma idéia, Shackleton foi o maior navegador da história, e isso naquela época, com recursos limitados. Depois que o navio foi estraçalhado pelo gelo, a tripulação com mais de 100 homens, demorou quase de 1,5 ano para voltar a terra firme, isso andando a pé pelo gelo esse tempo todo, navegando com botes por mares hiper perigosos, ficaram por mais de 1,5 ano com as roupas molhadas também. Era tão frio, que qdo a água do mar caída dentro bote, antes dos homes retirá-la com baldes, ela ja estava congelada... é mole??? Confira, você nunca mais vai ser o mesmo depois de ler esse livro.
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Fernando 22/07/2018

Simplesmente incrível!
A mais épica das aventuras humanas, chega a ser difícil acreditar que trata-se de uma história real.
Mais do que uma história de náufragos, esse livro mostra do que o espírito humano é capaz.
Não tem como não admirar a bravura desses homens e a capacidade de liderança do capitão Shackleton, que mesmo sob todas as dificuldades de sobrevivência, nem sequer um minuto deixou de guiar sua tripulação rumo à salvação.
Inesquecível!
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Janaíne 27/09/2019

Incrível, inacreditável e emocionante
Está aí um livro que por algum motivo ficou durante anos na minha lista de leitura e que finalmente quando comecei a ler eu só me perguntava: por que eu demorei tanto?! A história por si só é quase inacreditável, o que a força de vontade e resistência de um ser humano é capaz de suportar. A narração tem o dom de emocionar e surpreender mesmo que todos saibam como a história termina. O autor foi primoroso na forma de contar esta história incrível. Recomendo para quem gosta de aventura e acredita no potencial humano de superar as adversidades mais terríveis. Mas acima de tudo, para quem gosta de uma boa história.
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Adriana 31/07/2015

Desafio literário 2015
O subtítulo diz tudo "A mais extraordinária aventura de todos os tempos" que eu li. Essa história, seria quase inacreditável, se não tivesse sido muito bem documentada pelos tripulantes do Endurance, um feito até mesmo para a nossa época, com uma diferença dos recursos do ano de 1914 para a atual.
Com uma menção mais do que honrosa para essa aventura para Shackleton. o líder admirado por muitos, tanto que recebeu uma homenagem.
" Para a liderança científica, o melhor é Scott; para viajar depressa e com eficiência, Amundsen; mas quando você está numa situação perdida, quando parece que não há mais saída, ponha-se de joelhos e peça a Deus que seu chefe seja Shackleton."
Com esse texto descreve o quanto ele foi importante para a sobrevivência de todos os tripulantes do Endurance. Muito bom.
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skambare 13/02/2009

Tão incrível quanto o título
A Incrível Viagem de Shackleton é um livro impressionante, que prende você à leitura do início ao fim, traz transcrições originais dos diários dos tripulantes, é uma ótima leitura, de fácil acesso e muito interessante, recomendo inclusive para os iniciantes na leitura.
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Silvana (@delivroemlivro) 24/11/2012

Quer ler um trecho desse livro (selecionado pelos leitores aqui do SKOOB) antes de decidir levá-lo ou não para casa?
Então acesse o Blog do Grupo Coleção de Frases & Trechos Inesquecíveis: Seleção dos Leitores: http://colecaofrasestrechoselecaodosleitores.blogspot.com.br/2012/10/a-incrivel-viagem-de-shackleton-alfred.html

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Tks!
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Helinho 13/08/2018

História fantástica!
Uma história de liderança, caráter, determinação e tantos outros adjetivos para descrever um grupo de homens que sob uma liderança justa, se envolvem numa incrível aventura arriscando a própria vida, em busca do desconhecido! Excelente leitura.
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Jesse 28/11/2019

Livro interessante
O livro é uma boa aventura real de sobrevivência, é incrível e terrível, as provações que esses homens passaram.

Mas achei muito repetitivo. Essa repetição não torna o livro cansativo, mas tem horas que vc não aguenta mais ler passagens sobre banquisas, focas e racionamento de comida.

Sei que é uma história real, e realmente a rotina diária desses homens se repetia de forma infindável, mas acho que dava pra resumir mais um pouco a passagem desses dias.

E deixo um aviso, que quem tem problema com cenas violentas envolvendo animais, vai se chocar bastante com esse livro, porque são bem cruéis as descrições.

Passou longe de ser um dos meus favoritos do ano, mas acho que vale a pena, principalmente pra quem gosta de livros biográficos e de aventura.

PS: Existe uma série chamada The Terror, que não é baseada nessa expedição, mas as histórias tem muitas semelhanças, e ajuda vc ter uma noção visual do livro, já que as vezes é um pouco difícil imaginar algumas descrições.
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Biblioteca Álvaro Guerra 13/11/2019

O subtítulo diz tudo "A mais extraordinária aventura de todos os tempos" que eu li. Essa história, seria quase inacreditável, se não tivesse sido muito bem documentada pelos tripulantes do Endurance, um feito até mesmo para a nossa época, com uma diferença dos recursos do ano de 1914 para a atual.
Com uma menção mais do que honrosa para essa aventura para Shackleton. o líder admirado por muitos, tanto que recebeu uma homenagem.
" Para a liderança científica, o melhor é Scott; para viajar depressa e com eficiência, Amundsen; mas quando você está numa situação perdida, quando parece que não há mais saída, ponha-se de joelhos e peça a Deus que seu chefe seja Shackleton."
Com esse texto descreve o quanto ele foi importante para a sobrevivência de todos os tripulantes do Endurance. Muito bom.

Empreste esse livro na biblioteca pública.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/8575421387
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