Sob o Céu do Nunca

Sob o Céu do Nunca Veronica Rossi




Resenhas - Sob O Céu do Nunca


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Livros e Citações 25/10/2015

Todos se sentem perdidos às vezes
Autora: Veronica Rossi
Editora: Rocco
Páginas: 336
Classificação: 3.5/5

http://www.livrosecitacoes.com/resenha-prumo-sob-o-ceu-do-nunca-veronica-rossi/

Quando li Sob o Céu do Nunca pela primeira vez, foi em busca de um ótimo distópico, algo beirando ao inesquecível. Não foi bem isso que eu acabei encontrando, infelizmente. Hoje a saga é uma promessa para quem curte uma boa aventura com uma grande dose de romance. Agora que eu já abri meus olhos quanto a isso, reler o livro foi mais prazeroso do que minha primeira experiência referente a obra.

Never Sky é ambientado em um mundo assolado pela fome e a destruição causada pelo Éter, onde duas almas distintas estão destinadas a se encontrarem. Ária toda sua vida esteve protegida em Quimera, uma entre tantas outras cidades encapsuladas onde se vivem em mundos de multi dimensões. E no mundo real está Peregrine, um selvagem com dons especiais que vive por sua tribo e, principalmente, por seu sobrinho. O caminho de ambos não deveriam se cruzar até que Aria percebe, da pior forma possível, que Quimera não é assim tão protegida e que a pior praga pode habitar dentro da cidade.

"Como ela fazia isso? Como fazia com que ele se sentisse fraco e forte? Empolgado e apavorado?"

Perry, como já anda tornando-se comum nos distópicos, é um garoto-homem ranzinza que encontra-se obrigado a conviver com Ária, uma garota que não entende nada sobre sobrevivência, em uma viagem para salvar as pessoas que mais amam. Nos primeiros feitos desse personagem, apesar das grandes responsabilidades que carrega, ele também tem seus bicos e vive emburrado, tomando atitudes drásticas sem pensar.

Já Ária não se mostra de grande ajuda, mesmo não fazendo bico algum. Afinal, ela nada sabe do mundo sem seus Reinos e dar os primeiros passos não é tarefa fácil. Pouco a pouco ela percebe que tudo que sentiu não é nada comparado com a realidade, tantos as coisas ruins quanto as boas.

"Ela absorveu o terror e a beleza dele e de seu mundo. De todos os momentos vividos nos últimos dias. Tudo isso a preenchendo, como se fosse o primeiro sopro de ar a encher seus pulmões. E ela jamais amara tanto a vida."

Na primeira metade do livro, não dá pra dizer que Sob o Céu do Nunca tem algo de extraordinário, se é realmente outro ótimo distópico. Ficou claro que o objetivo da autora nesse primeiro volume era evoluir os personagens principais e, mesmo havendo uma trama, ela não avançou muito. Já os personagens secundários não deixaram nada a desejar, cada qual com seus próprios problemas e diferenças.

Esse livro até pode ser comparado a uma novela em seus trinta primeiros capítulos, onde se apresentam os personagens, a trama e alguns culpados, sendo suas últimas páginas povoadas de momentos que fizeram valer toda a leitura. Apesar de odiar novelas, já estou louca aguardando o próximo capítulo.

"Todos se sentem perdidos às vezes. É a maneira de agir de uma pessoa que a distingue das demais."

Resenha por: Gabrielle

site: http://www.livrosecitacoes.com/
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Lua 24/10/2015

Sob o céu do nunca é narrado em 3ª pessoa e conta sobre os dois personagens principais; Ária e Peregrine.
Ária vive em Quimera; uma espécie de cúpula que mantêm todos a salvo, pois dizem que eles não sobreviveriam do lado de fora. Para não morrerem intediados foi criado, o que pra mim parece RPG, que eles chamam de Reinos. Os reinos são mundos virtuais onde eles confraternizam entre si.

Ária está a procura de sua mãe, que foi trabalhar em Nirvana, mas após ter sido atingida por uma tempestade de éter, a conexão com Nirvana foi perdida e ela não tem notícias da mãe. Pra tentar descobrir alguma coisa sobre sua mãe, ela se junta à Soren ( filho de um dos Cônsules). Eles saem de Quimera, mas ela não esperava que o rapaz fosse surtar e quase matar todo mundo. Culpada por tudo o que aconteceu, Ária é expulsa de Quimera e tem que passar a viver no mundo dos Selvagens.

Perry faz parte de uma tribo, onde as pessoas tem "poderes". São oufativos, videntes e auditivos. Eles tem de se casar com pessoa que tem o mesmo sentido para manterem sua linhagem. Dizem que casos em que eles se envolvem com pessoas que tem os sentidos diferentes gera uma maldição na família. Perry vive brigando com o irmão mais velho que é o chefe da tribo dos Marés. E ele sabe, que em breve terá de lutar pra ser o Soberano de sangue.
Depois que seu sobrinho é raptado pelo pessoal de Quimera, ele se vê na obrigação de salvá-lo, já que acha que foi por culpa dele que eles o levaram.

Nessa jornada ele e Ária se conhecem, no ínicio eles não se dão muito bem, mas logo passam a gostar um do outro, e logo depois rola romance. Conhecemos outros personagens também, como; Cinder e Roar.

A autora não se aprofundou na história desses outros personagens. Queria saber principalmente sobre Cinder. Eu chorei numa cena que descrevem que ele está super magro e nem consegue andar de tão fraco por causa da fome.
Se querem me tocar de verdade, então, escrevam sobre um personagem que passa fome.

Roar também me conquistou, assim como conquistou Ária. Outras coisas que fizeram o livro perder pontos comigo; foi o fato da autora não focar muito no que aconteceu como o mundo antes de União, e no fato de não explicar o que é o Éter.

O éter flutua no céu e há tempestades dele, e pode fazer churrasquinho de gente. Só sei isso, mas não diz realmente o que é. O Éter me lembrou de alguma forma a aurora boreal. Acho que também porque a capa me fez lembrar isso.

O livro em si, é muito bom e mais que recomendo. Agora é torcer pra Editora Rocco publicar logo Through the Ever Night.

site: http://www.cronicasdoslivros.blogspot.com.br
Tereza 24/10/2015minha estante
aii, já quero o livro!




Fabi_ZP 08/10/2015

Vídeo-Resenha da Fabiane Zambelli de Pontes, sobre a 1ª Maratona Literária!
Caso queiram assistir a apenas uma parte específica, como por exemplo, a resenha de apenas um dos livros lidos durante a maratona, logo abaixo do vídeo, colocamos quando aparece cada obra no vídeo-resenha. Além disso, também colocamos os nomes de quem teve as perguntas respondidas!

Esperamos que aproveitem!!

World Fabi Books apresenta:

Prova de Fogo (segundo livro da série Maze Runner, do escritor James Dashner, pela V&R Editoras).
– Tempo: de 01:13 a 05:29

Enders (segundo livro da saga Starters, da autora Lissa Price, pela Editora Novo Conceito).
– Tempo: de 05:30 a 08:40

A Escrava Isaura e o Vampiro (um livro da Coleção Clássicos Fantásticos, dos autores Bernardo Guimarães e Jovane Nunes, pela Editora Lua de Papel).
– Tempo: de 08:41 a 11:32

Dom Casmurro e os Discos Voadores (um livro da Coleção Clássicos Fantásticos, dos autores Machado de Assis e Lúcio Manfredi, pela Editora Lua de Papel).
– Tempo: de 11:33 a 14:49

O Alienista Caçador de Mutantes (um livro da Coleção Clássicos Fantásticos, dos autores Machado de Assis e Natalia Klein, pela Editora Lua de Papel).
– Tempo: de 14:50 a 19:03

Jane Austen – A Vampira (um livro da Coleção Clássicos Fantásticos, do autor Michael Thomas Ford, pela Editora Lua de Papel).
– Tempo: de 19:04 a 23:12

Ladrão de Olhos – As Aventuras de Peter Nimble (autor Jonathan Auxier, pela Editora Leya).
– Tempo: de 23:13 a 26:03

Never Sky – Sob o Céu só Nunca (autora Veronica Rossi, pela Editora Prumo).
– Tempo: de 26:04 a 29:37

site: https://www.youtube.com/watch?v=hcKOUjRxo2Q
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Isabelle 09/09/2015

Por trás das linhas: Never Sky: Sob o Céu do Nunca - Veronica Rossi
Não sei nem por onde começar minha resenha de Sob o Céu do Nunca, é tão tão incrível. A carioca, Veronica Rossi (sim, ela é BR (!!!)), está de parabéns.
Neste primeiro livro da trilogia Never Sky somos apresentados à esse mundo futurístico em que existem tecnologias extraordinárias. Uma dessas tecnologias é o "olho mágico" que é um dispositivo que permite que você navegue pelos Reinos. Alguma catástrofe separou a população humana em duas, a parte que conseguiu se refugiar em cidades encapsuladas chamadas de núcleos, os Ocupantes, e a parte que ficou do lado de fora vivendo em tribos, os Bárbaros. A parte que vive nos núcleos é a que convive com essas tecnologias, e os Reinos foram um modo que criaram para que eles possam viver fora dali. Você pode viver em qualquer lugar e fazer qualquer coisa nos Reinos, até mesmo voar.
Ária, uma dos protagonistas, é filha única e foi criada apenas por sua mãe, Lumina, uma exímia cientista que trabalha na área de genética. Nos núcleos, as pessoas são "perfeitas", procriar não é uma mera "tarefa aleatória". As pessoas não mais ficam doentes e entre outras maravilhas e esse é o trabalho de sua mãe. Por causa dele, Lumina vai viver em outro núcleo e acaba-se por perder contato com o núcleo de Ária. E por conta disso, Ária se mete numa confusão e acaba por ser expulsa de Quimera, seu núcleo. No lado de fora temos Peregrine, o outro protagonista da saga, ele é um Bárbaro. Perry tem problemas familiares, e para piorar seu irmão é o chefe de sua tribo. Por causa dele Ária é expulsa e por causa de Ária, seu sobrinho, Talon, é sequestrado pelos Ocupantes. Ele e Ária formam uma improvável dupla com dois objetivos, levá-la para casa e resgatar Talon.
O livro é completamente incrível! Porém, devo avisá-los, você deve ser forte na leitura para conseguir aproveitá-lo. Você é literalmente jogado no meio desse novo universo, então fica totalmente perdido. Confesso que tinha até desistido no primeiro dia, mas depois retomei a leitura e não parei. O mundo que a Veronica criou é tão rico. Em descrição, ao explorar os personagens é tudo incrível.
E ainda têm muitos outras coisas que não dava para falar naquela introdução imensa. Uma coisa que diferencia os Bárbaros dos Ocupantes é que os Bárbaros podem ter sentidos avançados. É como uma espécie de poder. Existem os Auditivos, os Olfativos, Videntes e outros. E nosso personagem principal, Perry é um Olfativo e é super legal isso.
O romance é a coisa mais maravilhosa. Embora toda a história seja sensacional, acho que o que me conquistou mesmo foi o romance. Perry e Ária são maravilhosos juntos.
Ah, e falando assim parece até que só os personagens principais são incríveis. Mas não, temos Cinder, Roar, Marron são personagens secundários extraordinários. Acho que poderia até haver um livro para cada uma de suas histórias antes de Sob o Céu do Nunca.
Eu sei que essa resenha está imensa e concordo que até já falei demais, mas juro que não consegui expressar tudo que senti ao ler esse livro. Só peço, por favor, que leiam. É incrível, juro pelos meus livros.

site: http://portras-daslinhas.blogspot.com.br/2015/08/never-sky-sob-o-ceu-do-nunca-veronica.html
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Ivy 11/07/2015

Um pouco diferente do que eu esperava
Well, well, well. Tenho que dizer que esse livro foi bem diferente do que eu imaginava ou esperava. Eu achava que encontraria um "Divergente" ou um "Jogos Vorazes" quando o escolhi para ler, mas na verdade a escrita de Veronica mais se assemelha à Juntos ou à Delírium, por exemplo. Éum livro mais metódico, com muitas descrições, detalhes e nem tanta ação assim. Verdade, eu me enganei. Verdade também que senti falta de mais ação, porque era isso o que eu esperava. Mas também é verdade que o livro é muito bom, sensacional. Não ser o que eu esperava não diminui sua qualidade ou o meu interesse por ele, apenas me surpreende.
Gostei muito dos personagens e do ambiente criado pela autora. Veronica criou um mundo onde a sociedade é dividida literalmente por um muro. De um lado, os ditos "privilegiados", que não conhecem as lutas da vida, as dificuldades, os medos, o perigo. De outro lado, os selvagens, os forasteiros, que vivem em suas aldeias, lutando contras as adversidades dos ataques inimigos, chuvas de éter e escassez de alimentos. De um lado, Aria. No princípio doce e frágil, a cantora sonhadora de boa educação, a privilegiada. De outro, Peregrine, ou melhor, Perry, o misterioso forasteiro, rude, guerreiro, marcado pelas lutas da vida na pele e na alma. E sob o céu do nunca, os destinos dos dois se encontram. Pode parecer clichê? Sim. Mas oque faz o livro especial é o talento de Veronica, nos envolvendo com sua escrita perfeita, com sua criatividade. Buscava uma coisa, encontrei outra, mas me surpreendi muito com o que encontrei.
Aria foi criada uma vida de ilusão em Quimera, sem emoções, suas aventuras se resumiam aos "Reinos" proporcionados através de seu "olho mágico". Um dia, uma aventura dá errado e Aria é punida. Lançada no mundo exterior, fora da redoma segura em que vivia, abandonada no Vale da Morte, para ser comida por animais ou tragada pelas tempestades de Éter. Em seu caminho ela encontra Perry. Expulso de sua tribo, vivendo um dilema em sua família,com seu irmão, Vale.
Após o sequestro de seu sobrinho, Talon, Perry se vê obrigado à fazer um acordo com Aria. Ele a ajudará a voltar para sua redoma, para encontrar sua mãe Lumina. E ela o ajudará a encontrar Talon.
O livro nos narra a jornada dos dois até seu destino final. Em meio à lobos, tempestades, dificuldades pessoais e tribos rivais. É um livro cheio de emoção, que nos faz acompanhar de perto a evolução pessoal, o amadurecimento de Aria e de Perry.
Um ponto muito bom do livro é que nada de amor instantâneo. Aria e Perry vão atravessando todas as fases da emoção e dos sentimentos, até encontrarem um no outro o amor. As diferenças que os separam no começo vão se tornando como camadas que vão se desfazendo à cada passo da história, até o verdadeiro "eu" de cada um deles aflorar e junto com isso a entrega e o amor.
Gostei muito do livro, mesmo sentindo falta de um pouco de ação. É uma leitura que nos prende, nos faz querer avançar. Os conflitos são entre os personagens, questões internas de cada um e não necessariamente perigos externos. Quero muito ler as continuações, gostei muito do que encontrei até aqui e recomendo.

site: http://completamenteliteraria.blogspot.com.br/
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Beca 15/01/2015

Resenhando: Never Sky
A história começa um pouco devagar. Ária, a personagem central, vive em uma cúpula de vidro chamada Quimera. Essas cúpulas (ou núcleos, como são chamados) foram construídas para proteger a população que tinha $$$ das terríveis tempestades de Éter que assolam o planeta terra. Ou seja, se seus antepassados fossem ricos você hoje estaria em um núcleo. Se não, estaria lá fora. Nenhuma explicação de como essas tempestades surgiram é dada, ao menos, não neste primeiro volume. Tudo o que se sabe é que lá fora o mundo é hostil. Ponto.

Para entreter toda essa galera high society, todo habitante de Quimera utiliza um dispositivo sob o olho esquerdo semelhante a uma lente. O dispositivo funciona como um Google Glass: através dele a pessoa vive uma vida paralela, onde ela pode acessar os Reinos. É no Reino que a “vida” acontece: pode-se fazer compras, passear no parque, aproveitar as praias ensolaradas, comparecer à shows, voar… É, até voar! Enquanto isso, na vida “real” a cúpula não passa de um lugar chato e sem graça, o que estimula todos a viverem sua vida virtual.

Um dia, como em toda boa distopia, uma coisa dá errado. Então Ária se vê sozinha em um mundo completamente devastado, onde ela descobre que dor, medo, calor e frio eram sensações que ela conhecia de forma falsa e robotizada. Ela percebe que o “mundo real” é bem diferente das ilusões criadas em Quimera. É neste ambiente que ela conhece Perry, o “Selvagem”. E a partir daí ela começa a falar sem parar.

- As nuvens se dissipam? – perguntou ela.
– Completamente? Não. Nunca
– E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
– Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou pra cima.
– Um mundo de nuncas sob o céu do nunca.

Agora, sabe o Éter? Nem eu. Verônica não dá a menor explicação do que é, onde surgiu, como funciona, que aparência tem… Enfim. Cabe ao leitor imaginar o que é. Apesar deste furo incrível no roteiro, a história que se segue é incrivelmente instigante. Menos violenta que Rogos Vorazes e um pouco mais emocionante que Maze Runner, Never Sky combina situações e personagens que tornam a história crível e no decorrer da narrativa você consegue se identificar com eles e entender que existe um “porque” para tudo o que acontece.

A notícia ruim? Through The Ever Night, o volume dois, será lançado só em… Bem, não se sabe. Depois que o selo Prumo, da editora Rocco, foi cancelado, o título ficou flutuando sob o céu do nunca (literalmente).

site: http://luvadepelica.com.br/resenhando-never-sky/
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sthela.oliveira 19/12/2014

RESENHA: Never Sky
Logo nas primeiras páginas senti que o livro era bom, sabe aqueles livros que te prendem logo no inicio? Pois é, Never Sky segue esta linha. Li o livro em dois dias, a diagramação das páginas é ótima e a qualidade do livro é nota dez.
O livro é um romance, do tipo que TEM romance, porém este não é o foco 100% do enredo. É uma distopia que foca na história a partir dos pontos de vista alternados de Ária e Perry...

Ária é uma ocupante (vive em um núcleo chamado Quimera), a história inicia com a nossa protagonista tentando encontrar uma forma de entrar em contato com a mãe que se encontra em outro núcleo chamado Nirvana, como Ária não consegue devido a rumores sobre o núcleo onde a mãe esta ter sido danificado e os ocupantes de lá terem muitos morrido devido aos seus organismos não estarem adaptados às adversidades do mundo fora do núcleo, além de outros problemas extras que existem na Loja da morte (termo utilizado para classificar a parte externa aos núcleos) ela resolve fazer algo que pode e vai coloca-lá contra as regras do núcleo e acabar sendo banida/ exilada de Quimera.

E Perry, um selvagem que vive fora do núcleo tenta sobreviver e salvar aqueles que ama do que existe fora dos núcleos como, as doenças, o éter, canibais, dispersos, lobos...e o principal: tentar recuperar um membro da família que foi sequestrado pelos ocupantes, sem saber o real motivo de eles terem interesse em sequestrar um selvagem.

O casal protagonista se encontra logo no inicio da trama, e novamente em seguida quando Ária é deixada para morrer na loja da morte, Perry a salva inúmeras vezes, porém a relação deles não é simples. No inicio eles lutam pela sobrevivência e se toleram, mas com o tempo Ária vai descobrindo que ela não é o que pensava ser, frágil ou fraca como uma ocupante normal, Ária tem algo a mais.

Durante toda a saga de Perry para encontrar o sobrinho sequestrado pelos ocupantes e tentar encontrar formas de salvar seu povo, os Marés, ele descobre que Ária não é mais a mesma...ela está diferente, ela esta mudando. E a busca de Ária também não será fácil, tentar encontrar uma forma de encontrar a mãe em Nirvana e fazer justiça com aqueles que a deixaram na loja da morte para morrer ao mesmo tempo em que tem que sobreviver a provações do mundo externo como canibais, chuva de éter, o temperamento dela mesma e de Perry, dispersos, lobos e ainda a mudanças internas que podem ser um presságio para a morte ou para algo maior e muito mais inesperado...

Durante todo o caminho deles veremos como Ária amadurece, antes uma ocupante frágil e depois de um tempo uma guerreira, forte o bastante para se defender e lutar por amigos que ela nunca imaginou ter, selvagens. O amor de Ária e Perry também não pode ser passado em branco, é gradativo e aos poucos podemos ver que tanto Ária como Perry tem um destino em comum, algo que nem mesmo o céu do nunca será capaz de mudar.

Recomendo imensamente este livro lindo que é Never Sky, ele não é clichê com aqueles triangulos amorosos e etc...é um livro novo, diferente de tudo que você já leu tenho certeza.

O livro foi escrito por uma Brasileira, Veronica Rossi, e que já teve seus direitos autorais comprados pelos estúdios Warner Bros.


site: http://bookaholicteam.blogspot.com.br/
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Mary 26/08/2014

Sob O Céu do Nunca: A surpresa que eu procurava.
Antes de tudo.... deixa eu dizer o tanto que esse livro é bom:

Tanto que te faz esquecer de comer, ir no banheiro e qualquer outra necessidade.
Que te faz virar a noite, dormir na aula e ser eternizada babando feio numa foto que seus "amigos" tiraram.
Que te faz vibrar com cada acontecimento, sendo bom ou não.... porque você sabe que aquilo precisa acontecer para tornar tudo tão... uau.

Sim, uau define muito bem o 1º livro da trilogia Never Sky. Pela primeira vez um livro que eu tinha muita expectativa conseguiu atingir o que eu esperava. Ouvi muitas criticas positivas e como to sempre correndo atrás de algum livro que me surpreenda... não pensei duas vezes em comprar.

Sob o Céu do Nunca segue a linha distópica. Onde o mundo é constantemente atingido por tempestades de éter. Algo que lembra muito os efeitos das radiação das bombas nucleares. As pessoas passaram a viver embaixo da terra. E aí que vem uma das partes mais interessantes e um pouco inexploradas do livro. Elas vivem praticamente "dormindo" o tempo todo enquanto suas mentes entram em mundos virtuais. Mundos diversos. Exatamente como um game.

O livro é protagonizado por Ária, uma jovem forte e corajosa. Nesse quesito ele é muito semelhante com tantas outras distopias do momento (Jogos Vorazes, Divergente, Starters). O diferencial é que desde o começo também mostra o lado de Perry, o protagonista masculino habitante de uma outra parcela da população. As que não puderam viver embaixo da terra e lutam para sobreviver na superfície. Selvagens, como Ária os chama. Mesmo de realidades completamente diferentes, eles acabam se envolvendo. Sentiu o clima de Romeu e Julieta?



A história começa com Ária tentando descobrir o que há além dos "muros" que ela conhece. E essa curiosidade acaba cobrando seu preço, claro. Ela se mete em um perigo e tanto quando descobre a corrupção que há no sistema em que faz parte.

Tentando achar uma forma de se manter viva, Ária acaba em um mundo completamente desconhecido, com um Selvagem de companhia. Perry, que nutria um rancor especial pelos Ocupantes, também repudiou a ideia inicial de ter Área por perto. Mas os dois precisavam um do outro para conseguir o que queriam.

A história toda foi acontecendo de uma forma incrível, o surgimento dos novos personagens foi no momento certo. O envolvimento dos protagonistas foi de soltar suspiros. Perry com seu jeito primitivo tentando demonstrar os seus sentimentos... foi lindo demais. Dá para perceber a evolução dos personagens, a maneira como eles passam a ver seus mundos e um ao outro de modo diferente.




O final foi de destruir qualquer um... pelo amor de Deus, eu preciso da sequência!
Para quem também ta ansioso... Soube por fontes não oficiais que a sequência será lançada até o fim desse ano, pela editora Rocco. A rocco ficou responsável por relançar e dar continuidade à série Legend e Never Sky.

Esperamos que não demore \o/

Que capa é essa gente? Linda Demais!
Os modelos das capa internacionais se encaixam direitinho com o que eu imaginei.
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Barbara Lima 11/06/2014

Maravilhoso
Hoje vou falar sobre o primeiro livro da trilogia distópica Never Sky. Esse livro foi uma das aquisições da última BienalRio e eu adorei completamente!
Nós estamos ainda vivendo uma febre de distopias desde Jogos Vorazes, seguido por Divergente, Legend, A Seleção e muitos outros que tiveram (e tem) bastante sucesso nesse seguimento.

Never Sky é um dos mais diferentes que já li nesse gênero, algumas pessoas vivem dentro de núcleos de proteção desenvolvidos para protege-las do mundo com suas tempestades de éter ou “loja da morte” como é chamado o espaço fora daquele dito como “seguro”. Lá as pessoas não possuem doenças, o controle de natalidade é bem rígido e etc, a diferença é que eles possuem os Reinos: ambientes criados por programas para copiar a vida como era antes de serem enclausurados. Nesse mundo é onde vive Ária.

A grande questão é que nem todas as pessoas puderam entrar nos núcleos, essas pessoas se adaptaram as mudanças na loja da morte e sofreram mutações durante a adaptação, sendo considerados pelos “de dentro” como selvagens. Entre eles está o nosso Peregrine.

Eu como fã do gênero fiquei um pouco louca com Never Sky (risos). Adorei a ideia e quando terminei já estava querendo (ainda quero) a continuação com urgência! Ária é a personagens com mais crescimento, a que mais se transforma, a que mais mais! Rsrsrs. Eu a adorei como amei o Perry. Eles dois se encontram em uma situação desesperadora e vêem um no outro o único aliado possível... E essa dupla é adorável (muito amor para ambos rsrs).

Quanto à história e a ideia, ambas são ótimas! A minha avaliação quanto ao livro só não foi a máxima (5 estrelas) porque vi alguns problemas de continuidade nas cenas, nada que vá prejudicar o prazer na leitura, porém não passou em branco aos meus olhinhos críticos e por isso caiu na minha avaliação. Fora esse pequeno detalhe é um ótimo livro e super indicado!

Vou deixar para vocês alguns dos meus quotes favoritos:

“Mas ela concluiu que a pior morte da Loja da Morte era apodrecer sozinha” Página 69

“A tristeza é assim. Escura e densa, como uma rocha. Como se o cheiro estivesse emanando de uma pedra molhada” Página 218

“Eles se aproximaram como se alguma força invisível os impulsionasse na direção um do outro. Ária olhou para as mãos que se entrelaçaram, sentindo a sensação do toque dele. Um toque morno e calejado. Macio e áspero ao mesmo tempo. Ela absorveu o terror e a beleza dele e de seu mundo. De todos os momentos vividos nos últimos dias. Tudo isso a preenchendo, como se fosse o primeiro sopro de ar a encher seus pulmões. E ela jamais amara tanto a vida” Página 227

site: http://livrosentregarotas.blogspot.com.br/2014/03/resenha-10-never-sky-sob-o-ceu-do-nunca.html
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Carlinhah 19/02/2014

Uma distopia incrível
No céu de Sob o céu do nunca reina o Éter, que são tempestades de raios e fogo devastadoras. Após uma dessas tempestades que quase acaba com o mundo, as pessoas se dividem em tribos, cada tribo sobrevivendo como pode. Há os que entraram para o que foi chamado de União, que é o caso da Ária, ela foi criada em Quimera, lugar protegido por uma enorme pedra, onde eles possuem um dispositivo ocular que os permite viajar entre os chamados reinos, que são os locais que eles deveriam realmente ir, mas sem sair do lugar. Eles vivem do que imaginam com esse dispositivo. Em Quimera não há doença, morte, violência. Cada nascimento é controlado e há muitas regras a serem seguidas.

Do lado de fora temos os conhecidos como Selvagens, são aqueles que não entraram na União, e eles são divididos em tribos. Perry é da tribo dos Marés onde seu irmão é o Soberano de Sangue, o líder. Entre os selvagens há alguns que são marcados, o que dizer que possuem algum dom. Perry foi duplamente marcado, ele é um Olfativo, pode cheirar as emoções e temperamentos das pessoas. E um vidente, pode enxergar a distâncias longas e de noite com clareza.

A história começa quando Ária e seus amigos quebram as regras de Quimera enquanto ela busca por noticias da mãe que desapareceu. Perry salva Ária e então ela é expulsa de Quimera acusada de tê-lo deixado entrar. Já Perry tem o sobrinho sequestrado pelos Ocupantes, como o povo de Ária é chamado, e culpa Ária por isso. Quando eles se encontram, um culpa o outro pelo que lhes aconteceu. Mas Ária é a unica chance de Perry resgatar Talon, e Perry é o único que pode conseguir alguém que conserte o dispositivo de Ária para que ela possa entrar em contato com a mãe e voltar para sua cidade. Assim, eles fazem uma aliança.

O começo do livro é mais introdutório e a autora demora bastante para explicar o livro, o que acontece conforme Ária e Perry vão se abrindo mais e começam a contar suas histórias uma ao outro, aí que você vai entender tudo. Até a metade do livro é um pouco parado, mas não deixa de ser interessante o cenário pós apocalíptico narrado. Mas depois que as coisas começam a acontecer, as reviravoltas tiram seu fôlego um após o outro. E a historia realmente tem reviravoltas impressionantes. Os personagens secundários são super bem escritos e apaixonantes. E o mundo criado por Veronica te prende do inicio ao fim.

Mesmo diante de um mundo distópico perfeitamente construído e tantas lutas e personagens incríveis, eu ainda me prendo muito ao romance, e o de Ária e Perry foi simplesmente perfeito! O que começou com ele salvando a vida dela, depois cada um culpando o outro por tudo de ruim que aconteceu a eles, termina com o amadurecimento de ambos os personagens. Depois que se apaixonam, vemos uma Ária mais forte, corajosa e viva. E um Perry mais humano. A forma como o romance foi construído e como eles amadurecem em volta desse romance, foi o ponto alto do livro.

E quando o livro acaba você se pega desesperado querendo mais. Super recomendo esse livro, uma distopia maravilhosa, bem desenvolvida, um pouco confusa no começo, mas não desanime, vale a pena ler e entender a vida sob o céu do nunca.

site: http://leioimagino.blogspot.com.br/
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Gabriela 07/02/2014

Uaaaaau, é assim que eu me senti quando acabei de ler Sob o céu do nunca.
Quando comprei esse livro não tinha nenhuma expectativa nele, comprei ele em base na avaliação dele no Skoob e com as resenhas que eu li, e acabei esquecendo ele na minha estante e que arrependimento.
Veronica Rossi nos leva a uma distopia totalmente única e incrível. Somos levados a um mundo que foi devastado após as tempestades de Éter, que foi dividido em duas formas, os que tiveram "sorte" e foram para as cidades encapsuladas e os "azarados" que acabaram vivendo como na idade média.
Ária é uma das felizardas e vive em uma dessas cidade chamada Quimera onde as pessoas vivem em função de um olho mágico e através dele elas veem um mundo em forma de Reinos.
Quando Ária é expulsa de Quimera ela acaba encontrando um mundo totalmente desolado e quando pensa que está tudo perdido ela encontra o seu salvador,o selvagem Perry, assim eles descobrem que são a melhor esperança que ambos possuem para encontrar respostas.
É incrível como a autora ao longo da estória fez os personagens amadurecerem tanto, principalmente a Ária, no começo do livro confesso que ela me irritava profundamente da forma como ela julgava as pessoas mais com o decorrer do livro eu entendi o por que desse sentimento, é difícil você viver a vida inteira acreditando em uma imagem e tirar ela logo de inicio então acaba sendo tolerável as atitudes dela.
O livro contém muitas partes de ação e romance e mais um ponto para a autora que não fez o famoso romance relâmpago, tudo acontece da forma mais natural.
Eu recomendo MUITO o livro para quem curti distopias e mesmo para quem ainda não curte esse estilo de livro e quer se arriscar tenho certeza que não vai se arrepender.
Não vejo a hora da continuação para me apaixonar mais ainda por Perry e Ária.

"Eles se aproximaram como se alguma força invisível os impulsionasse na direção um do outro. Ária olhou para as mãos que se entrelaçaram, sentindo a sensação do toque dele. Um toque morno e calejado. Macio e áspero ao mesmo tempo. Ela absorveu o terror e a beleza dele e de seu mundo. De todos os momentos vividos nos últimos dias. Tudo isso a preenchendo, como se fosse o primeiro sopro de ar a encher seus pulmões. E ela jamais amara tanto a vida. " s2
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Desi Gusson 26/01/2014

Tempestades de Éter me Mordam!
WOW!
Quero dizer wow!
Não consigo
Wow.

Tempestade de emoções à frente

Antes de qualquer coisa: mocinhos fofos, cresçam, bad boys manjados, corram para as suas mães! Vem aí Perry, o Perfeito.

Em Never Sky Rossi nos entrega uma Terra devastada por tempestades de Éter e completamente hostil, onde metade das pessoas se esconderam em cidades encapsuladas, núcleos, e a outra metade voltou para a idade média. Enquanto seus vizinhos nem-um-pouco-queridos vivem em tribos e passam fome, os habitantes dos núcleos podem frequentar cópias virtuais e multidimensionais do mundo que deixaram para trás através do olho mágico. E, é claro, fingir que está tudo lindo.

Essa alienação é explorada na Ária, que, apesar de ser uma garota naturalmente centrada, demora a entender o quanto as coisas são diferentes fora do conforto do seu núcleo. Mesmo depois de um Selvagem ter quebrado um galhão pra ela (pois é, não vou contar o que é, vivam sem spoilers) a menina continua indo e voltando na concepção de que ele não passa disso, um Selvagem.

Ária, ah, Ária. Sabe quando um personagem principal tem o poder de destruir ou transformar em ouro o livro? Olhem novamente a nota acima e vocês saberão o que a Ária fez.

Talvez seja só a identificação falando. Como eu sob efeito da cafeína ou numa crise de ansiedade, Ária simplesmente não cala a boca, conversando por ela e por Perry, mesmo quando fica claro que ele não está dando a mínima. Ela também não é tonta, apesar de ser mimada, e fica deslumbrada com cada coisa emocionante que descobre no novo mundo.

É curiosidade e medo ao mesmo tempo, deixando a situação bem crível, pelo menos pra mim. Tenho certeza que a narrativa de Rossi também foi uma mão na roda. Bem feita, bem pensada, assim como o restante do livro, a narrativa foi desenvolvida para envolver e prender o leitor em todos os acontecimentos. Me amarro numa boa escrita, aquela que é bem mais do que uma mera listagem dos acontecimentos -sem sentimentos nem tom- e é bem por aí que minha simpatia eterna pela Veronica começou ok, por aí e por Perry também.

É claro que ele e lindo de morrer, charmoso até não poder mais, mas que mocinho não é? A questão do irmão do Soberano de Sangue dos Marés é que ele não é perfeito. Ah, mas blogueira, tem tantos mocinhos que não são perfeitos, e daí se ele não é? Eu sei leitor, eu sei, mas já parou pra reparar que mesmo esses imperfeitos são na verdade perfeitos com imperfeições aperfeiçoadas??? Do estilo me ame porque você não tem escolha? Então, Perry não é assim, você pode escolher odiá-lo genuinamente e será totalmente compreensível,ele é humano e verdadeiro nesse nível! Eu sei que soa loucura amar um personagem simplesmente porque eu posso odiá-lo sem parecer do contra, mas é bem mais fácil e natural se conectar com alguém (é, alguém, Perry é uma pessoa para mim) se ela for parecida com você, ou seja, com falhas e incertezas inatas.

"- As nuvens se dissipam? Perguntou ela.
- Completamente? Não. Nunca
- E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
- Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou pra cima.
- Um mundo de nuncas sob o céu do nunca."

Agora, sabe o Éter? Eu também não. Veronica Rossi não explica o que é o Éter, nem pra serve, como surgiu nem qual sua cor preferida, ela fez aquela coisa magica que pode tanto levar um leitor a loucura de frustração quanto ganhar respeito forever and ever: incorporou o negócio à paisagem, como uma verdade universal na estória e na vida dos personagens e você que se vire para acompanhar.

Como eu falei na resenha de A Corrida do Escorpião, meu livro preferido de 2012, a gente pega o bonde andando e não senta na janelinha logo de cara, mas aproveita a narrativa de uma maneira unica. Admito que foi frustrante no começo, mas depois passei para o time do respect e vivi feliz para sempre nele.
Posso só compartilhar um dado com vocês? NÃO TEM TRIANGULO AMOROSO

Enfim, poderia dizer que Never Sky é delicado, pelo cuidado do texto de Rossi, mas nenhum livro delicado é capaz de deixar o leitor tão vidrado, necessitando saber o que vem em seguida tanto quanto eu fiquei. Ele é um YA de gente grande, na minha concepção, e espero que as continuações sejam tão de gente grande assim. Quem sabe alguns autores que brincam de escrever não se inspirem e procurem fazer melhor? Never Sky é leitura obrigatória para quem ainda está na onda dos distópicos (nem me conto mais nessa onda, distopia para mim só perde para épicos com meninas phodas que lutam com espadas) e para quem gosta de acompanhar a evolução de personagens como se eles fossem gente de verdade! Não é um Perr digo, livro que vou esquecer tão cedo.

Ok, ok, como o moço Selvagem é minha nova obsessão literária, não poderia faltar uma música para ele, podia?
Imagine Dragons - Demons

A má noticia (você sabe que sempre tem uma) é que Through The Ever Night está previsto apenas para o 2º semestre de 2013.
Sem desespero, quando formos ver já se passou meio ano e o Perry voltou para nós. Né? NÉ?!

Para essa e outras resenhas na íntegra, acesse:
www.desigusson.worpdpress.com
Sério, vamô lá!
Paulinha 06/08/2013minha estante
Amei a resenha!! Com certeza vou ler!!!




Nati Amend @livrosdanati 09/01/2014

Instigante. Inovador. Apaixonante!
Para início de conversa, “Never Sky: Sob o Céu do Nunca” foi o meu livro favorito em 2013!! =)

Ele me chamou atenção logo pela capa. Adoro quando escolhem imagens dos personagens, sejam elas fotografia ou desenho. O segundo ponto foi a Sinopse. Como estou em uma onda literária de distopias, o que me interessou nessa obra é saber que ela se passa em um novo planeta e que tem como tema a realidade virtual. Isso até então era novidade para mim!

Bem, “Never Sky: Sob o Céu do Nunca”, é o primeiro livro da trilogia da brasileira Verônica Rossi e devo dizer: me surpreendi! Fiquei apaixonada pela história, pela dinâmica do livro, pelo cenário inovador e, principalmente, pelos personagens.

A ideia central do livro é a divisão entre população do planeta, tendo os que vivem em cidades encapsuladas (núcleos), e as que sobreviveram nas áreas externas (áreas muitas vezes devastadas por tempestades de Éter). Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos frequentam ambientes de realidade virtual (reinos), cópias perfeitas do mundo que já não existe mais. Nesses reinos é possível fazer qualquer coisa, sem consequências no mundo real.

Já para os que vivem fora das paredes dos núcleos, a vida é outra. Cheia de perigos e formas primitivas de sobrevivência. Tudo começa quando os dois personagens centrais se cruzam e são forçados a viver no mundo externo.

A narrativa é em terceira pessoa e dividida entre Ária, habitante de um dos núcleos, e Perry, o forasteiro selvagem (tudo de bom!). A princípio, os dois são completamente opostos, vivendo em lados diferentes, como inimigos. Mas ao longo do livro, o convívio torna-se imprescindível para a sobrevivência de ambos, e o romance que se inicia é delicioso! Nada de muito clichê, muito menos triângulo amoroso (pelo menos não nesse primeiro livro). O amor dos dois nasce aos poucos e é explosivo!

Ária, apesar de ser uma personagem mimada, tem um crescimento notável. Ela não se limita à sua realidade e nem coloca seus conhecimentos como verdade absoluta. Tem sim, momentos em que é relutante, mas aos poucos, Ária nos surpreende com sua vontade de aprender e descobrir mais sobre esse novo mundo em que é forçada a viver. É simplesmente linda a cena em que ela se torna "mulher" pela primeira vez, muito delicada e tocante!

Já Perry, o que falar sobre o personagem masculino mais instigante e apaixonante de todos? É um caçador da tribo dos Marés, rude e cheio de defeitos. Comete muitos erros de julgamento e também é fechado, mas por outro lado, tem um amor incondicional pelo sobrinho e um coração de ouro! Pela narrativa sobre ele, descobrimos muito sobre seu caráter e personalidade, sendo quase impossível não se apaixonar!

Sobre o enredo, achei fascinante a ideia dos óculos que projetam os “Reinos” – lugares perfeitos que os habitantes de Quimera podem acessar através da realidade virtual. Isso remete um pouco à nossa geração atual, onde a convivência e os relacionamentos são mais virtuais do que concretos, e nos mostra as dificuldades de Ária em encarar os problemas do mundo real devido a isso.

Como ponto negativo, posso citar a ausência de detalhes e explicações sobre o “Núcleo” e as tempestades de Éter que destroem algumas regiões, mas acredito que a autora deixará isso para os próximos volumes.

Enfim, se você gosta de distopias e procura algo novo, “Never Sky” é definitivamente um livro para ser apreciado!! Enjoy it!
Debbie 22/01/2014minha estante
Me convenceu Naty! Sem contar que adoro distopias e estou realmente cansada da fórmula padrão! Vamos ver o que Never Sky me reserva!




Nica 28/11/2013

UAU.
Essa é a melhor palavra para definir esse livro. Quando comecei a leitura, ele ainda não era isso tudo, mas ao passo que a autora foi construindo a eletrizante história de Ária e Perry, ficou impossível parar de ler.

Sob o Céu do Nunca é o primeiro volume da trilogia Never Sky e um romance distópico repleto de elementos fantásticos. Veronica Rossi criou um novo mundo dentro das cúpulas, que seriam uma espécie do que sobrou do antigo mundo em que eles viviam. Dentro desses núcleos, as pessoas viviam como em hospitais, controladas, com cores mornas, nada de verde ou amarelo ou rosa. Tudo era muito cinza. Porém, nos chamados Reinos, mundos virtuais onde as pessoas se conectavam com um olho de vidro, a vida era diferente. Colorida. Divertida.

Além dos moradores de Quimera, núcleo onde Ária mora no início da trama, temos os Selvagens ou Forasteiros, sobreviventes de uma batalha entre povos (algo que fica implícito no livro e baseado no meu entendimento), que são os verdadeiros seres humanos a partir da premissa que eles ainda possuem seus sentidos normais, ou seja, ouvem, sentem, cheiram, veem com seus próprios olhos e não por imagens criadas. Eles se tornam meio que super humanos, com seus sentidos mais aguçados assim como suas habilidades. Normalmente, cada um dos forasteiros desenvolve um super sentido.

Perry é um dos nossos protagonistas e faz parte dos Selvagens. Eles se dividem em tribos. O que achei demais, pois temos grupos de todos os jeitos e gostos – canibais, inclusive. Para o povo de fora das cúpulas, a vida também não é fácil. Eles vivem com medo das tempestades de Éter, cada vez mais frequentes e devastadoras. A fome é algo bem presente e assustador. Perry tem o dom da visão (vidência) e do olfato. Ele é considerado por muitos e tem tudo para se tornar o Soberano de Sangue de alguma tribo.

Perry é um cara de personalidade forte, destemido, que sabe o que quer e que não tem medo do perigo, do desconhecido, que não se deixa abater e que teria tudo para ter sua própria tribo. Aliás, uma das batalhas mentais de Perry é justamente essa. Ele vive com seu irmão Vale - um Soberano de Sangue e por isso líder de sua tribo -, e seu sobrinho Talon, uma criança frágil e que definhava conforme os dias passavam. Era só por causa dele que Perry ainda “respeitava” o irmão. Até tudo mudar...

Quando Ária e seus amigos decidem se aventurar, sair de Quimera para “se divertir”. Ária, na verdade, vai mais com a intenção de encontrar alguma informação ou pista de sua mãe, Lumina, que não dá notícias há alguns dias. (A mãe dela era cientista e foi levada para outra cúpula para realizar uma pesquisa médica).
E é exatamente nessa aventura, onde os caminhos de Perry e Ária se cruzam, e as coisas nunca mais serão as mesmas para qualquer um deles.

"- As nuvens se dissipam? – Perguntou ela.
- Completamente? Não. Nunca
- E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
- Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou pra cima.
- Um mundo de nuncas sob o céu do nunca."

Perry e Ária são de mundos completamente diferentes. Cada qual condicionado e ensinado a temer o outro. O que leva a uma improvável e interessante conexão entre eles, criando um vínculo tangível para nós leitores. Um vínculo que é construído e sentido ao longo da narrativa. Eles precisam um do outro muito além do que para encontrar respostas sobre a vida. Eles precisam ser a esperança um do outro.

Ah!!! Não posso deixar de falar sobre Roar. Amigo de Perry e apaixonado pela irmã do mesmo, Liv, que foi dada em casamento para outro Soberano de Sangue, como Vale, por conta da precária situação da tribo em relação à comida. Roar se mostra um verdadeiro nobre, sempre bem humorado e procurando ver o lado bom das coisas. Ele é o melhor amigo que Perry e Ária poderiam ter. Espero poder ver mais sobre ele e sua situação com Liv no próximo livro. Deu peninha dele, gente!

A autora construiu personagens tão cativantes, com um enredo de tirar o fôlego, que nos envolve de tal maneira que se torna impossível parar a leitura, uma vez que Perry e Ária te conquistam. Ambos têm personalidade forte. São guerreiros natos – mesmo que Ária não saiba disso no começo da trama. Ambos são sobreviventes. Juntos, se tornam algo transcendental, único, lindo. Sabe aquele casal que se completa naturalmente? Que além de rolar a química do amor, rola a química da amizade - que para mim é essencial em um relacionamento? Mas nem tudo são flores... E, às vezes, a vida nos impõe decisões que estão além de nós.

Foi incrível ver o crescimento de Ária como pessoa. A maneira como ela vai se tornando cada vez mais humana, tirando de si a superficialidade que Quimera lhe impusera a vida toda. A maioria das pessoas se apaixonou por Perry e não compreendeu bem Ária. Eu não. Acho que ela foi e é a grande personagem de Sob o Céu do Nunca. Ela nos faz lembrar que podemos mudar se quisermos. Basta agarrarmos as oportunidades quando elas aparecem. À primeira vista, Ária era teimosa, mas quem não é quando confrontado?

Sob o Céu do Nunca, uma história intrigante e com personagens bem concretizadas, que se torna leitura obrigatória e altamente satisfatória, deixando no leitor um gostinho de quero mais. Mal posso esperar pela continuação, que tem previsão de lançamento esse ano ainda nos EUA. (E a autora ainda é brasileira, galerinha!!!! Um arraso! Parabéns pela bela diagramação e revisão do livro, Prumo!)


Resenha postada no blog Drafts da Nica - PROIBIDA a cópia parcial ou integral

site: http://www.nicasdrafts.com.br/2013/10/resenha-sob-o-ceu-do-nunca-veronica.html
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