A insustentável leveza do ser

A insustentável leveza do ser Milan Kundera




Resenhas - A Insustentável Leveza do Ser


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helenaresend 28/06/2022

Um belo livro
A maneira como o autor entrelaça a hidtória dos personagens, com acontecimentos históricos e reflexões sobre a existência humana é maravilhosa. Confesso que em alguns momentos achei levemente maçante, mas de maneira geral foi uma ótima experiência!
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Natashinha 27/06/2022

Simplesmente indescritível, um dos melhores romances que já li sem sombra de dúvidas. Quatro personagens e uma complexidade absurda em cada um deles, em cada escolha, em cada pedaço de sua história que se relaciona a todo tempo com o presente. Além de seu contexto histórico que torna muitas das coisas pesadas. De fato, uma história muito humana.
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Rodrigo 21/06/2022minha estante
Excelente ???




Jess Azeredo 21/06/2022

Reflexões sobre a vida que levarei comigo por muito tempo!
Toda a construção sobre liberdade e a leveza do ser, principalmente por se viver a vida apenas uma vez, me trouxeram imensos insights.

Gosto muito de psicologia, e as personagens criadas tinham personalidades tão diferentes que pareciam mesmo reais — não pareciam fictícias criadas por um mesmo autor. Várias questões comportamentais estudadas na psicologia estão perfeitamente alinhadas com as personalidades narradas. Foi uma delícia ter minha própria interpretação sociológica.

Gosto muito das descrições e das metáforas: suficientemente gráficas e engraçadas. Ri demais com as comparações absurdas e estapafúrdias. Desfrutei imenso da imaginação das cenas...

Embora eu tivesse tido grande dificuldade de acompanhar a cronologia elaborada da forma como foi feita. Achava confuso tentar compreender quem conheceu quem e onde estavam, foi um vaivém de cidades para lá e para cá que me perdia e demorava a me encontrar. Não entendia bem o tempo em que ocorriam as situações, se eram lembranças ou se eram recentes (e se fossem lembranças em que posição na linha do tempo isso ocorria). Claro que tudo isso faz parte da licença poética do escritor, mas narro aqui a experiência que EU tive com a leitura. Sentia-me num profundo aborrecimento ler uma narrativa de um personagem que pouco tempo antes foi dito como morto. Você aceita e se desapega de uma vida e ela retorna à cena? Esse vaivém de futuro e passado — lá para o fim acabei fazendo um gap no tempo de leitura: fiquei uns 10 dias sem pegar no livro e isso piorou ainda mais a compressão da linha cronológica: já não lembrava em que ponto eu estava nessa linha. Não lembrava se o último fato que havia lido era antes ou depois da morte, haha. Essa oscilação me foi bastante confusa e embaralhou-me.

A narrativa sobre a vida de Karenine foi MUITO fofa. Derreti-me.

Trecho escolhido:

"Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é. A ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes."

Indico a leitura para todas as idades. No entanto aviso que há várias cenas de conteúdo sexual bem declarado.
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tguedes2 19/06/2022

Sobre o desejo de repetição e a felicidade
Apesar de o argumento do Mito do Eterno Retorno não apresentar solidez científica, o papel dessa concepção na filosofia de Nietszche se apresenta como uma possibilidade. Toda a construção do eterno retorno nietzscheniano não passa de uma “intuição de artista” e o filósofo propõe pensarmos de que modo reagiríamos se a concepção fosse verdadeira. Acredito que aqui está o ponto crucial do romance de Milan Kundera "A Insustentável Leveza do Ser".

O Eterno Retorno apresenta a ideia de que há uma quantidade finita de matéria/energia no universo, logo, há um número finito de arranjos que podem ser feitos. O tempo é infinito, tanto para frente quanto para trás, de modo que a dinamicidade do universo e sua sucessão incontável de arranjos, que são finitos, devem se repetir de vez em quando, separados por vastos interstícios temporais. Como consequência, iremos viver as mesmas situações da vida, de novo e de novo, exatamente como agora.

Conforme dito, o eterno retorno não se apresenta como um objeto de investigação da organização do universo, pelo contrário, o eterno retorno é uma idealização que se volta para si mesmo, trazendo consigo a pergunta: quem há de querer que tudo retorne? Ou “O que é querer que tudo retorne?". A primeira vista ele supõe que a primeira reação seria um completo desespero, frente a condição humana nefasta, rodeada de frustrações e sofrimentos. É um pensamento que pesa, é sufocante, abissal, mas supondo que alguém abrace a ideia com felicidade, isso seria uma atitude grandiosa de apreciação à vida, a máxima de sua afirmação.

Ressalto que o livro abre margem a diversas interpretações e reflexões. O que escrevo aqui nada mais são que as minhas impressões, sem pretensão de verdade absoluta sobre a obra ou sobre o que o autor pretendeu passar.

Terminando o romance consigo vislumbrar o entrelaçamento do Mito do Eterno Retorno de Nietsche com a dicotomia da leveza e do peso. Ao abrir o romance Kundera faz a reflexão inicial acerca da importância de uma vida que é vivida apenas uma vez. A proposta de que a vida individual se apresenta em círculos e que se repete infinitamente, torna-a um fardo, um peso. Nas palavras de Kundera, pelo eterno retorno estaríamos "pregados na eternidade como Cristo na cruz". De outro modo, se a vida se apresenta em linha reta, sem retorno, sem repetição, sendo vivida uma única vez, torna-se leve, efêmera. Kundera reflete que a ideia do eterno retorno, portanto, apresenta a vida sem a perspectiva atenuante da fugacidade. Essa circunstância atenuante, fora do eterno retorno, impede a pronúncia de um veredito: impede o peso da vida, a reflexão profunda; impede a certeza da felicidade e da realização plena. Nesse contexto, o indivíduo é um acontecimento casual, passageiro, fadado ao esquecimento. A leveza, metáfora utilizada para ilustrar toda efemeridade da existência humana, torna a existência uma experiência angustiante. De modo oposto, o peso de uma vida que se repete leva o indíviduo a busca da realização plena. Esse é o ponto do mito do eterno retorno: o que faríamos se a vida se repetisse? Viveríamos uma exuberância de experiências ou faríamos dela um eterno desperdício? A ideia de peso convida o ser humano ao desfrute de uma vida de plenitude.

Os personagens de Kundera vivem nesse estado de leveza, intocados pela vida cíclica e repetível. Situados na Tchecoslováquia, atualmente República Tcheca, durante e a partir dos acontecimentos da Primavera de Praga (1968) e da invasão e dominação russa, Tomas, Tereza, Sabina e Franz vivem vidas insatisfeitas. Será que tendo feito a reflexão do retorno Tereza teria continuado em um relacionamento com um libertino? Será que Tomas continuaria em uma relação que não consegue sustentar em razão de seu estilo de vida polígamo? Será que Sabina continuaria promovendo "traições", sem se deixar ficar em nenhum lugar? Será que Franz teria se mantido tanto tempo em um casamento infeliz apenas por convenção? A escolha da leveza era realmente mais positiva?

Além da fugacidade da vida pessoal de cada personagem, Kundera apresenta a própria história humana como efêmera. O mundo da manutenção poder e da opressão, cenário que permeia todo romance, tolhe a busca pela satisfação plena pessoal, pois limita a ação, a reflexão e a crítica. Limita tanto que os personagens são obrigados a fugir, a tentar escapar, nunca conseguindo encontrar um ponto de satisfação. Conforme trata o narrador: "O tempo humano não gira em círculos, mas avança em linha reta. É por isso que o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo de repetição". Os personagens não conseguem encontrar tal desejo de repetição, pois vivem numa atmosfera de medo e perseguição.

Esse livro intercala entre o enredo desses quatro personagens e as reflexões de um narrador que pondera sobre a vida, o amor, a sexualidade, a religião e as relações. Realmente imperdível!
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Janaina 19/06/2022

insustentável leveza do ser
Um romance psicológico que conta uma história com poucos personagens bem reais. Algumas cenas são contadas por perspectivas de mais de um personagem, que traz várias camadas para história.
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Ana 18/06/2022

Diferente
Li pela primeira vez um livro em que todos os personagens tem má índole e/ou problemas psicológicos aparentes. Esse livro tem pouquíssimos personagens, mas fala das relações humanas de uma forma muito perspicaz.
Achei super interessante ver intrigas, traições, desejos e desconfiança.
Além disso, a escrita é super delicada e diferente, porém é um pouco confusa em algumas partes e tem uma linha do tempo um pouco conturbada.
Eu achei incrível como ele abortou a invasão Russa na República Tcheca, eu nem sabia que isso havia acontecido e pesquisei no Google sobre.
Porém recomendo muito a leitura a todos que queiram ter um livro com um enredo diferente.
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Raul 07/06/2022

Denso
A priori, o título não é muito encantador mas, quando eu abri o livro e vi que ele começava citando Nietzsche achei fenomenal.

Bom, nessa obra, o autor pega muitas reflexões. Se você tem a sutileza de pegar todas elas, consequentemente, a leitura torna-se densa.
Você ama os personagens. Você odeia os personagens. Você concorda com as suas atitudes e se inspira por elas. Você acha o seu kitsch. Você vê o kitsch de cada personagem. Você não entende os personagens.

A vida é assim. Eles não sabem se fizeram ou não as escolhas certas. Você também não. O universo do retorno em diversos planetas é uma ilusão. Mas, e se o mundo do eterno retorno for real? Você estaria satisfeito?
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Marina 05/06/2022

Achei lento de ler. Algumas partes bem enfadonhas, para mim. Boas reflexões, acho que em outro momento de leitura talvez eu goste mais
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Viky 03/06/2022

Pense em um primor...
É uma obra prima sobre relações humanas, políticas, vivência, o que é e como ser feliz e, ser fiel ao que se pensa até o fim.
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Raquel.Moller 02/06/2022

Mistura de psicologia com filosofia
E por isso, uma leitura um pouco difícil e cansativa. Marco 3,5 estrelas não pelo conteúdo, mas pelo meu gosto mesmo.
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Joy 01/06/2022

Não me conectei
É um livro profundo, mas talvez eu ainda não estivesse pronta pra ele. Talvez eu nunca esteja, mas acredito que consegui tirar grandes reflexões. Sempre que leio algum livro clássico, ou que possua mais camadas, eu gosto de ver vídeos e comparar experiências para que ele cresça em mim. Não gosto de sair de uma leitura como essa sem ter tirado muita coisa da obra, e esse livro tem várias coisas boas. A questão política e histórica pra mim é o ponto alto da leitura; a parte filosófica foi legal, e a parte dos personagens que foi mais complicada pq n me apeguei muito a eles, apesar de serem bem construídos. O fato da narrativa ser intercalada me atrapalhou um pouco, pq quebrou meu ritmo de leitura. De modo geral é um bom livro, vale uma releitura, mas não sei se estarei disposta. Quem sabe daq a uns anos...
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jay 29/05/2022

eu esperava bem mais do livro, gostei das partes que me levaram a reflexão sobre errar e não ter segunda chance e tbm sobre a necessidade de momentos pesados na nossa vida, porem os personagens não me cativaram e preso mto por experiência de leitura (o que foi bem exaustivo para mim).
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psinathaliahenriques 24/05/2022

Uma escrita linda de ser. Histórias que se entrelaçam, mas que em alguns momentos eu ficava perdida em acompanhar.
Mas amei muito!
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