Alma?

Alma? Gail Carriger




Resenhas - Alma?


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S. G. Conzatti 29/09/2019

Divertido, mas mais longo que necessário
A escrita é bastante divertida, a protagonista uma "solteirona" da épica Vitoriana que precisa lidar com vampiros e lobisomens é muito cativante. E a história vai te envolvendo em um caso policial bem construído. O romance presente no livro é bem original e condiz com a personalidade dos personagens. Contudo a história se estendeu além do necessário, proporcionando capítulos finais enfadonhos que me tiraram a vontade de ler as continuações.

site: https://www.facebook.com/SGConzatti/
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Thai 01/09/2019

Amei
Muito bem escrito, é um livro divertido e intrigante, a mistura do sobrenatural com a sociedade londrina do século XIX foi perfeita, o leve mistério que intrelaça toda a história é bem desenvolvido e despertou minha curiosidade, mas o ponto alto do livro foi o romance tipo gato e rato dos nossos protagonistas, totalmente apaixonante! Amei o livro, recomendadíssimo!
Luh 28/09/2019minha estante
Tem que ler a serie,ou os livros são de assuntos diferentes.




Deia 30/06/2019

Mais um livro lido, nele há uma mescla de história, romance e mundo sobrenatural. A história se passa na época vitoriana, que por si já era louca. O romance fica por conta de um lobisomem e uma preternatural (sem alma), que dão um toque de leveza, com cenas impagáveis.
A autora montou uma mitologia complexa, porém de fácil entendimento, mudou algumas configurações nos seres sobrenaturais, mas deu um charme extra na história.
Em meio a saias compridas com anquinhas e sombrinhas a Srta. Alexi Tarabotti ajuda o DAS (Departamento de Artigos Sobrenaturais) a solucionar os sumiços de vampiros errantes e lobos solitários.
O livro é inusitado e delicioso.
Ótimo com ??????????
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Nati 08/06/2019

"A vampire, like a lady, never reveals his true age."
Uma delícinha de livro e nada do que eu estava esperando, porém uma grata surpresa. Me diverti horrores com esse livro e fiquei absolutamente viciada na história. Alexia é uma protagonista ótima - determinada, sarcástica e prática, o tipo que pessoa que desafia as convenções porém não está nem aí para isso. O livro mistura um steampunk com romance de época com paranormal e o resultado é muito legal e original. Gostei como foi abordado as lendas dos vampiros, lobisomens e fantasmas aqui, com regras conhecidas mas um twist único em certos aspectos e o aparecimento de um 'novo' tipo de criatura, que trouxe um equilíbrio e uma dinâmica mais interessante pra essa trama mais batida do paranormal.

O romance é daquele tipo cão e gato gostosinho, sem exagerar (até por que nossa protagonista não é de se deixar levar assim), e até as cenas mais pesadas no romance são divertidas e debocham um pouco do romance de época clichê, o que torna tudo ainda melhor. O ritmo é fluído, tive um pouco de dificuldade inicialmente pelos capítulos grandes, mas quando imergi na trama, só parei quando terminei tudo. Não é cheio de plot twists surpreendentes e o plot principal em si não é deveras inovador, mas não consegui me incomodar com isso.

Adorei o quanto todos os personagens, até aqueles de menor importância, são carismáticos e trazem algum elemento divertido para a história, de modo que é impossível não sentir algo, seja gostar ou desgostar, por algum deles. O livro em si se 'auto-resolve', mas deixa aquele gostinho de quero mais e algumas perguntas abertas para aqueles que querem continuar acompanhando a Alexia e seu grupo. Terminei com uma sensação ótima essa leitura, e já querendo pegar o próximo livro, o que é sempre uma coisa boa para uma série.
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Além de 50 Tons 21/03/2019

Aquele em que eu me apaixonei por um lobisomem...
Confesso que eu não sou muito fã de livros de Fantasia, foram poucos que já li e gostei, mas essa foi uma agradável surpresa pra mim, pois eu amei desde o começo. A história se passa na minha tão amada Londres do Século XIX, numa sociedade onde são aceitos todos os tipos de sobrenaturais: vampiros, lobisomens e fantasmas. Achei muito interessante como a autora coloca tudo (cultura, modos de viver, alimentos etc) de forma tão natural que, no decorrer da minha leitura, às vezes me perguntava: “Será que existem mesmo?” kkkk.

O livro já começa com a nossa protagonista, Alexia Tarabotti, sendo atacada por um vampiro super inconveniente. Apesar do susto, ela fica indignada com a ousadia dele; primeiro porque ele já deveria conhecê-la e saber que, por ser uma preternatural (alguém sem alma), ele nunca conseguiria atacá-la realmente, pois ao tocá-la ele perderia suas forças sobrenaturais e se tornaria mortal; segundo porque ela estava morrendo de fome e ele estava atrapalhando seu sossego, onde finalmente conseguiria comer alguma coisa naquele baile absurdo onde os anfitriões não serviam nada para os convidados. O vampiro, por sua vez, tem uma enorme surpresa ao tocá-la e sentir que suas presas se foram, mas isso não o impede de continuar tentando. No meio de todo esse reboliço de ataque, susto, surpresa e indignação a nossa Srta. Tarabotti acaba acidentalmente matando o vampiro.

Como já esperado pela Srta. Tarabotti, pouco tempo depois, chega ao local Lorde Conall Maccon, o quarto Conde de Woolsey , o mais lindo lobisomem de toda Londres, Alfa da Alcateia do Castelo Woolsey e uma espécie de policial/detetive encarregado do DAS (Departamento de Arquivos Sobrenaturais). E o melhor de tudo? Ele é escocês (essa parte é totalmente a Letícia falando. Já fico imaginando ele de kilt. *pausa para suspiros*). Nossos dois protagonistas já se conhecem e são conhecidos por se comunicarem através de alfinetadas. Claro, que todas as interações acaloradas mascaram uma forte atração que ambos sentem um pelo outro.

Após discutirem sobre o ocorrido e descobrirem que desaparecimentos e aparecimentos de vampiros estão acontecendo por toda Londres, eles acabam caindo numa grande aventura juntos (por pura teimosia da Srta. Tarabotti e sem nenhum consentimento por parte de Lorde Maccon) para descobrir o que está acontecendo e porque tudo parece ter uma ligação com ela.

“Lorde Maccon suspirou. Imaginou que um dia, talvez, conseguisse ganhar uma discussão com aquela mulher extraordinária, mas era óbvio que aquele não seria o momento.”

Essa é uma história onde a nossa protagonista sofre vários preconceitos e abusos psicológicos por parte da sua família. Por ser italiana, de pele mais escura, com um corpo mais cheio de curvas do que é normalmente aceito naquela sociedade, e ainda por cima mais inteligente e temperamental do que devia, ela acaba virando uma solteirona.

“A Sra. Loontwill nem se dera ao trabalho de oferecer um baile de debutante à filha mais velha ou de apresentá-la à sociedade. ‘Minha querida’ dissera, à época, em tom de profunda condescendência, ‘com esse seu nariz e essa sua cor de pele, nem adianta gastarmos dinheiro. Tenho de pensar nas suas irmãs’. Portanto, a Srta. Tarabotti que não era nem tão morena, nem tão nariguda assim, tinha sido colocada para escanteio aos quinze anos.”

Mas o que toda Londres vê como defeitos, Lorde Maccon vê como qualidades e o envolvimento deles irá te divertir tanto quanto todas as enrascadas em que eles irão entrar para desvendar esse mistério.

“– E sou?
– O que?
– Seu amor?
– Bom, você é lobisomem e escocês. E, embora esteja nu e coberto de sangue, continuo segurando a sua mão.”

Eu, particularmente, adoro livro de época onde a mocinha é à frente do seu tempo e acaba quebrando todas as regras da sociedade para ser quem é, sem se importar com o que dizem, mesmo que quem diz é alguém da sua própria família e sangue. Quando mistura com o mocinho que a aceita, apoia, respeita e defende dá um toque ainda melhor.

Adoro quando as histórias trazem assuntos como preconceitos e moldes ridículos de sociedade e os protagonistas batem de frente com isso, pois é um assunto que ainda cai muito bem na sociedade em que vivemos hoje. É aí que percebemos o quão pouco evoluímos. Há dois séculos, esse tipo de pensamento e preconceito era normal. Hoje em dia… Qual a diferença? Esses pensamentos e preconceitos só estão mais mascarados.

Eu recebi o livro físico de Eternidade?, último livro da série, da nossa editora parceira Valentina e, como os livros seguem uma sequencia, li os outros em e-Book. A fonte e espaçamento são bons para uma leitura confortável. O começo dos capítulos é bem sinalizado com uma fonte diferente e com títulos coerentes com o capítulo que se inicia.

E assim, deixo aqui minhas 5 estrelinhas pra esse livro maluquinho e eu super indico esse livro pra você que quer fugir um pouco da realidade com diversão e embarcar numa aventura fora do comum. Eu já estou super ansiosa para mais aventuras desse casal em Metamorfose?, próximo livro da série.


site: https://almde50tons.wordpress.com/
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LT 12/03/2019

Olá! Preparados para chás, sombrinhas e aventuras? Então vem comigo, pois quero lhes apresentar a Srta. Tarabotti! Cliquem aí e continuem lendo!

Há alguns anos, fui em um evento literário da Editora Valentina e lá foi apresentada a série "O protetorado da sombrinha". A série me despertou interesse, afinal, tem uma mistura de vários temas que curto bastante, desde fantasia urbana, aliando-se ao romance de época ou histórico, ação e, o até então desconhecido por mim, steampunk – aliás, você sabe do que se trata? Bem, prometo deixar uma notinha explicando um pouquinho do que é –, porém, devido aos compromissos aqui com o blog, alguns acontecimentos familiares, trabalho, vida pessoal e o fato de termos de ficar escolhendo qual livro comprar naquele momento, coloquei a série na listinha de desejados e lá ela ficou por muito tempo. Até que tivemos o prazer de nos tornarmos parceiros da Valentina e quando a patudinha mais amada do Brasil liberou, eis que solicitei e aqui estou, encantada com essa obra e doida para devorar os demais volumes dessa série – haha.

De início, senti um pouco de dificuldade para me adaptar com a forma de narrativa escolhida pela autora, pois não estou muito acostumada a ler livros que nos trazem um narrador onisciente – creio eu que seletivo, pois ele fala sobre os sentimentos dos personagens em suas colocações –, em terceira pessoa, estou acostumada, mas com narração onisciente, nem tanto, todavia, logo me acostumei e a leitura deslanchou. Confesso que, por fim, foi um dos fatos que ajudou bastante o livro a me conquistar, pois é diferente, nos tira da sensação de "mais do mesmo" que temos ao ler alguns livros, com esse isso não acontece. Todavia, vale o adendo de que, apesar de a história ser para todos, talvez a narrativa venha a incomodar muitos, eu, particularmente, me irritei um pouco no começo e por fim me apaixonei.

O enredo se passa na era vitoriana, com um misto que tornou a série, como já mencionei, em um steampunk. Aliás, vale ressaltar que a série conta com cinco livros e que todos já foram devidamente publicados pela editora Valentina, mas, voltando... O enredo se passa na era vitoriana, é bem ambientado, e a autora soube colocar a dose certa de cada estilo que ela utilizou para nos trazer essa obra, nada sobra e nada falta, a não ser os mistérios que propositalmente ficam para os próximos volumes como, por exemplo, o que vem depois dessa primeira aventura, o que tem além de tudo que foi desvendado nesse volume.

A Srta. Alexia Tarabotti é uma personagem incrível, ela me conquistou desde a primeira linha e vamos acompanhando seu crescimento. Ela é inteligente, sagaz, sabe se virar dentro do que a situação lhe apresenta, tem uma língua afiada, é direta e de personalidade forte, muito questionadora e curiosa, ela faz com que o enredo se torne ainda mais cativante. E, é ela a nossa protagonista, é ela quem vamos acompanhar através dos olhos do narrador, temos aqui uma moça lúcida e ao mesmo tempo inconsequente e é disso que a gente mais gosta nela. Alexia tem uma família um tanto complicada, eu diria que bem fútil e uma mãe que eu tive vontade de esgoelar a cada linha! Pensem em uma mãe que faz diferença entre Alexia e as demais filhas de seu segundo casamento de um modo gritante e que, posso dizer que me chateou bastante, como ela podia agir daquele modo? As irmãs são tão ruins quanto a mãe e o padrasto de Alexia é um banana! Ah, sim, esqueci de mencionar que o pai da nossa mocinha, de origem italiana, que era preternatural – nossa Alexia também o é – (Preternatural é uma pessoa que nasce sem alma), já faleceu.

O enredo já nos apresenta a Srta. Tarabotti já em apuros, no entanto, ela lida muito bem com a situação, e é nessa cena também que conhecemos o professor que é o braço direito do Conde, Lorde Maccon e o próprio conde que é o responsável pelo DAS. Das é como um departamento que trata dos assuntos dos seres sobrenaturais e com o fato de Alexia ter matado um vampiro eles tem de intervir. Essa cena é engraçada e peculiar, e é onde as línguas afiadas da nossa mocinha e do conde começam a se desafiarem. Preciso dizer que o professor é um personagem adorável e que por isso espero ver muito dele pela série.

Alexia não é tratada com amor e cuidado como deveria por sua família, eles a colocam para baixo, por conta de sua aparência, com o fato de ter herdado do pai uma pele mais escura, enfim, agarrei ranço daquela família e de como podiam tratar uma meia irmã e filha daquele modo. Nossa protagonista tem a autoestima bem comprometida pela forma com que é tratada, sem contar o fato de a sociedade não curtir muito o seu tom de pele, afinal, a moda ditava peles o mais claras possíveis. Ainda assim, a Srta. Tarabotti torna-se uma mulher muito forte, um tanto destemida, daquele tipo que encara seus problemas, sabe se posicionar e que procura sanar sua curiosidade, é uma entusiasta das ciências da época e gosta de estar por dentro do que a sociedade científica pública. Ela guarda segredo de sua condição de preternatural, apenas algumas pessoas do DAS sabem de sua condição, nem mesmo sua família sabe. A Srta. Tarabotti é uma solteirona de 26 anos, vista de um modo diferente por sua herança genética italiana, que tem seus problemas com a família, imaginem só a loucura que sua vida se tornaria caso ela tivesse sua condição de sem alma exposta...

O enredo é cheio de reviravoltas, conta com amizades, romance, humor, sarcasmo, problemas, complôs e um certo suspense – ainda que leve – e tudo é muito bem conduzido, na dose certa e se desenvolve ao mesmo tempo. O romance é gostosinho e apresentado na medida certa. Questões sobre os seres sobrenaturais – lobos, vampiros e sobrenaturais – vão sendo deixadas aqui e ali apresentando assim o universo, conhecemos personagens cativantes, como o amigo vampiro da mocinha e os que já mencionei. O Conde e Alexia formam um possível casal e tanto, porém, sendo ela uma sem alma – que anula os poderes de qualquer criatura sobrenatural ao tocar neles – e ele um lobisomem, como isso pode ser bem visto pela sociedade sobrenatural? Ah, aliás, seres humanos e criaturas sobrenaturais convivem em sociedade, sendo de conhecimento das pessoas quem é vampiro ou lobo e quem não é, com exceção para os perternaturais, afinal, uma pessoa sem alma, já imaginou isso?

É um livro que vale à pena conferir. É uma mistura de alguns gêneros, deliciosa, com um enredo cativante e cheio de palavras para enriquecer o vocabulário dos leitores. É aquela ficção fantasiosa que, ainda assim, nos deixam uma mensagem muito importante do quanto podemos fazer mal a uma pessoa por desdenharmos dela, o quanto é errado certas atitudes e que isso pode comprometer muito a auto estima da pessoa.

Temos um final maravilhoso, cheio de adrenalina e que nos deixa ávidos pelo que está por vir na série. Eu realmente gostei muito de "Alma?" e espero me apaixonar ainda mais pelos próximos exemplares. Gail Carriger nos introduz ao universo que criou com maestria. A escrita da autora é bem intrincada, os personagens bem cativantes e construídos, os diálogos são leves e poderiam ser mais intensos, no entanto, esse fato não tira o brilho do enredo ou de toda construção de Gail.

Agora, preciso falar da edição feita pela editora Valentina... Gente do céu, está linda e peculiar. A capa é linda e remete ao universo no qual o enredo se desenvolve, bem como nos mostra a sombrinha – risos –, as cores, as imagens, as fontes utilizadas e as informações contidas nela, tudo está em harmonia. Encontramos pequenos detalhes no cabeçalho de cada capitulo, a edição conta com uma fonte limpa e de tamanho confortável para leitura, a revisão está boa, as folhas são as nossas adoráveis amareladas que não agridem os olhos e a cereja do bolo da edição: o livro não tem numeração de páginas – é minha primeira experiência com um livro sem páginas numeradas! – e isso nos dá uma sensação de estarmos ainda mais imersos na leitura, pois nos tira quele lance de estar atentos se o livro está acabando ou não, é delicioso, eu gostei, apesar de ter me sentido um pouco perdida quanto a isso.

Bem, estou me prolongando demais e, para falar a verdade, eu poderia falar por horas desse livro, mas vou ficando por aqui e recomendando a leitura para quem gosta de toda a mistura que esse enredo nos trás. É uma série que merece ser lida!

NOTA: Steampunk é um subgênero da literatura que provem da ficção científica ou especulativa e ganhou força entres 1980 e 1990. São histórias que trazem uma ambientação no passado e que introduzem no enredo paradigmas tecnológicos que na vida real não se passaram no tempo em que o enredo é ambientado, mas que, ainda assim, são baseados através da ciência disponível na época em questão.

É um subgênero que se utiliza de uma tecnologia mais robusta, diferenciando-se da ficção científica moderna que visa sempre o que pode vir a acontecer no futuro, ou viagens no tempo e contato com extraterrestres. A maioria dos enredos se passam na era vitoriana e trazem grande uso de engrenagens, cobre e bronze, máquinas a vapor, dentre outros itens nesse estilo, as vezes também trás um cenário da revolução industrial.

O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado em um universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época. – Fonte: WiKpédia.

NOTA: Narrador onisciente seletivo – É aquele que narra os fatos sempre com a preocupação de relatar opiniões, pensamentos e impressões de uma ou mais personagens, influenciando assim o leitor a se posicionar a favor ou contra eles. – Fonte: Info Escola – confira mais sobre narradores clicando aqui.

É isso, até mais ver e... leiam!

Resenhista: Ana Luz.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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LT 12/03/2019

Olá! Preparados para chás, sombrinhas e aventuras? Então vem comigo, pois quero lhes apresentar a Srta. Tarabotti! Cliquem aí e continuem lendo!

Há alguns anos, fui em um evento literário da Editora Valentina e lá foi apresentada a série "O protetorado da sombrinha". A série me despertou interesse, afinal, tem uma mistura de vários temas que curto bastante, desde fantasia urbana, aliando-se ao romance de época ou histórico, ação e, o até então desconhecido por mim, steampunk – aliás, você sabe do que se trata? Bem, prometo deixar uma notinha explicando um pouquinho do que é –, porém, devido aos compromissos aqui com o blog, alguns acontecimentos familiares, trabalho, vida pessoal e o fato de termos de ficar escolhendo qual livro comprar naquele momento, coloquei a série na listinha de desejados e lá ela ficou por muito tempo. Até que tivemos o prazer de nos tornarmos parceiros da Valentina e quando a patudinha mais amada do Brasil liberou, eis que solicitei e aqui estou, encantada com essa obra e doida para devorar os demais volumes dessa série – haha.

De início, senti um pouco de dificuldade para me adaptar com a forma de narrativa escolhida pela autora, pois não estou muito acostumada a ler livros que nos trazem um narrador onisciente – creio eu que seletivo, pois ele fala sobre os sentimentos dos personagens em suas colocações –, em terceira pessoa, estou acostumada, mas com narração onisciente, nem tanto, todavia, logo me acostumei e a leitura deslanchou. Confesso que, por fim, foi um dos fatos que ajudou bastante o livro a me conquistar, pois é diferente, nos tira da sensação de "mais do mesmo" que temos ao ler alguns livros, com esse isso não acontece. Todavia, vale o adendo de que, apesar de a história ser para todos, talvez a narrativa venha a incomodar muitos, eu, particularmente, me irritei um pouco no começo e por fim me apaixonei.

O enredo se passa na era vitoriana, com um misto que tornou a série, como já mencionei, em um steampunk. Aliás, vale ressaltar que a série conta com cinco livros e que todos já foram devidamente publicados pela editora Valentina, mas, voltando... O enredo se passa na era vitoriana, é bem ambientado, e a autora soube colocar a dose certa de cada estilo que ela utilizou para nos trazer essa obra, nada sobra e nada falta, a não ser os mistérios que propositalmente ficam para os próximos volumes como, por exemplo, o que vem depois dessa primeira aventura, o que tem além de tudo que foi desvendado nesse volume.

A Srta. Alexia Tarabotti é uma personagem incrível, ela me conquistou desde a primeira linha e vamos acompanhando seu crescimento. Ela é inteligente, sagaz, sabe se virar dentro do que a situação lhe apresenta, tem uma língua afiada, é direta e de personalidade forte, muito questionadora e curiosa, ela faz com que o enredo se torne ainda mais cativante. E, é ela a nossa protagonista, é ela quem vamos acompanhar através dos olhos do narrador, temos aqui uma moça lúcida e ao mesmo tempo inconsequente e é disso que a gente mais gosta nela. Alexia tem uma família um tanto complicada, eu diria que bem fútil e uma mãe que eu tive vontade de esgoelar a cada linha! Pensem em uma mãe que faz diferença entre Alexia e as demais filhas de seu segundo casamento de um modo gritante e que, posso dizer que me chateou bastante, como ela podia agir daquele modo? As irmãs são tão ruins quanto a mãe e o padrasto de Alexia é um banana! Ah, sim, esqueci de mencionar que o pai da nossa mocinha, de origem italiana, que era preternatural – nossa Alexia também o é – (Preternatural é uma pessoa que nasce sem alma), já faleceu.

O enredo já nos apresenta a Srta. Tarabotti já em apuros, no entanto, ela lida muito bem com a situação, e é nessa cena também que conhecemos o professor que é o braço direito do Conde, Lorde Maccon e o próprio conde que é o responsável pelo DAS. Das é como um departamento que trata dos assuntos dos seres sobrenaturais e com o fato de Alexia ter matado um vampiro eles tem de intervir. Essa cena é engraçada e peculiar, e é onde as línguas afiadas da nossa mocinha e do conde começam a se desafiarem. Preciso dizer que o professor é um personagem adorável e que por isso espero ver muito dele pela série.

Alexia não é tratada com amor e cuidado como deveria por sua família, eles a colocam para baixo, por conta de sua aparência, com o fato de ter herdado do pai uma pele mais escura, enfim, agarrei ranço daquela família e de como podiam tratar uma meia irmã e filha daquele modo. Nossa protagonista tem a autoestima bem comprometida pela forma com que é tratada, sem contar o fato de a sociedade não curtir muito o seu tom de pele, afinal, a moda ditava peles o mais claras possíveis. Ainda assim, a Srta. Tarabotti torna-se uma mulher muito forte, um tanto destemida, daquele tipo que encara seus problemas, sabe se posicionar e que procura sanar sua curiosidade, é uma entusiasta das ciências da época e gosta de estar por dentro do que a sociedade científica pública. Ela guarda segredo de sua condição de preternatural, apenas algumas pessoas do DAS sabem de sua condição, nem mesmo sua família sabe. A Srta. Tarabotti é uma solteirona de 26 anos, vista de um modo diferente por sua herança genética italiana, que tem seus problemas com a família, imaginem só a loucura que sua vida se tornaria caso ela tivesse sua condição de sem alma exposta...

O enredo é cheio de reviravoltas, conta com amizades, romance, humor, sarcasmo, problemas, complôs e um certo suspense – ainda que leve – e tudo é muito bem conduzido, na dose certa e se desenvolve ao mesmo tempo. O romance é gostosinho e apresentado na medida certa. Questões sobre os seres sobrenaturais – lobos, vampiros e sobrenaturais – vão sendo deixadas aqui e ali apresentando assim o universo, conhecemos personagens cativantes, como o amigo vampiro da mocinha e os que já mencionei. O Conde e Alexia formam um possível casal e tanto, porém, sendo ela uma sem alma – que anula os poderes de qualquer criatura sobrenatural ao tocar neles – e ele um lobisomem, como isso pode ser bem visto pela sociedade sobrenatural? Ah, aliás, seres humanos e criaturas sobrenaturais convivem em sociedade, sendo de conhecimento das pessoas quem é vampiro ou lobo e quem não é, com exceção para os perternaturais, afinal, uma pessoa sem alma, já imaginou isso?

É um livro que vale à pena conferir. É uma mistura de alguns gêneros, deliciosa, com um enredo cativante e cheio de palavras para enriquecer o vocabulário dos leitores. É aquela ficção fantasiosa que, ainda assim, nos deixam uma mensagem muito importante do quanto podemos fazer mau a uma pessoa por desdenharmos dela, o quanto é errado certas atitudes e que isso pode comprometer muito a autoestima da pessoa.

Temos um final maravilhoso, cheio de adrenalina e que nos deixa ávidos pelo que está por vir na série. Eu realmente gostei muito de "Alma?" e espero me apaixonar ainda mais pelos próximos exemplares. Gail Carriger nos introduz ao universo que criou com maestria. A escrita da autora é bem intrincada, os personagens bem cativantes e construídos, os diálogos são leves e poderiam ser mais intensos, no entanto, esse fato não tira o brilho do enredo ou de toda construção de Gail.

Agora, preciso falar da edição feita pela editora Valentina... Gente do céu, está linda e peculiar. A capa é linda e remete ao universo no qual o enredo se desenvolve, bem como nos mostra a sombrinha – risos –, as cores, as imagens, as fontes utilizadas e as informações contidas nela, tudo está em harmonia. Encontramos pequenos detalhes no cabeçalho de cada capitulo, a edição conta com uma fonte limpa e de tamanho confortável para leitura, a revisão está boa, as folhas são as nossas adoráveis amareladas que não agridem os olhos e a cereja do bolo da edição: o livro não tem numeração de páginas – é minha primeira experiência com um livro sem páginas numeradas! – e isso nos dá uma sensação de estarmos ainda mais imersos na leitura, pois nos tira quele lance de estar atentos se o livro está acabando ou não, é delicioso, eu gostei, apesar de ter me sentido um pouco perdida quanto a isso.

Bem, estou me prolongando demais e, para falar a verdade, eu poderia falar por horas desse livro, mas vou ficando por aqui e recomendando a leitura para quem gosta de toda a mistura que esse enredo nos trás. É uma série que merece ser lida!

NOTA: Steampunk é um subgênero da literatura que provem da ficção científica ou especulativa e ganhou força entres 1980 e 1990. São histórias que trazem uma ambientação no passado e que introduzem no enredo paradigmas tecnológicos que na vida real não se passaram no tempo em que o enredo é ambientado, mas que, ainda assim, são baseados através da ciência disponível na época em questão.

É um subgênero que se utiliza de uma tecnologia mais robusta, diferenciando-se da ficção científica moderna que visa sempre o que pode vir a acontecer no futuro, ou viagens no tempo e contato com extraterrestres. A maioria dos enredos se passam na era vitoriana e trazem grande uso de engrenagens, cobre e bronze, máquinas a vapor, dentre outros itens nesse estilo, as vezes também trás um cenário da revolução industrial.

O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado em um universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época. – Fonte: WiKpédia.

NOTA: Narrador onisciente seletivo – É aquele que narra os fatos sempre com a preocupação de relatar opiniões, pensamentos e impressões de uma ou mais personagens, influenciando assim o leitor a se posicionar a favor ou contra eles. – Fonte: Info Escola – confira mais sobre narradores clicando aqui.

É isso, até mais ver e... leiam!

Resenhista: Ana Luz.

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Giulipédia 15/02/2019

Realmente diferente!!
Alma? É o primeiro livro da série O Protetorado da Sombrinha, que conta a história da Srta. Alexia Tarabotti, uma inglesa solteirona filha de um italiano e ainda por cima uma preternatural, o que é isso? Nada mais, nada menos que uma criatura sem alma!! Srta. Tarabotti tem a habilidade de anular a condição sobrenatural de vampiros e lobisomens e ainda por cima de exorcizar um fantasma apenas através de um simples toque. É claro que sua família fútil, composta de duas irmãs tolas e sua mãe frívola e seu padrasto avoado não são conhecedores dessa condição tão surpreendente de Alexia. Então ela é atacada por um vampiro errante que também desconhece seu estado preternatural e ainda por cima a Rainha Vitória envia Lorde Maccon para limpar a bagunça que Srta. Tarabotti acabou fazendo ao matar por acidente o vampiro que a ataca. Lorde Maccon, é o alfa da alcatéia Wolsey e um homem pra lá de ignorante cheio de razões e talvez sim talvez não com uma pequena quedinha pela Srta. Tarabotti. Vampiros e lobisomens das comeias e alcateias começam a desaparecer misteriosamente e vampiros errantes começam a aparecer como uma praga, é trabalho de Lorde Maccon como chefe do DAS saber o que está acontecendo e é a tarefa de Alexia Tarabotti importunar o lobisomem em busca de respostas, sobre o ataque a sua vida, e o porquê de seu estado preternatural que até então era segredo, acabar sendo conhecido por seus capitores.

Não sei nem como começar a falar de Alma? Foi um daqueles livros que sabemos que é um livro diferente e meio excêntrico, mas só temos noção do quanto depois de lê-lo e que leitura maravilhosa foi essa!!!
O livro é repleto de humor, é a primeira coisa que posso falar, todos, TODOS os personagens cativam a gente, desde nossa preternatural preferida, a sua amiga desmiolada, ao vampiro com tendências escandalosas sem falar no alfa Lorde Maccon, com seu jeito bruto mas, todos sabemos que isso é só fachada, até o refinado Beta da alcatéia cujo trabalho é controlar os impulsos, bem, impulsivos de seu alfa!

A escrita do livro é fluída, fácil de se ler, não é um livro grande, mas consegue ser bem explicativo sem ser superficial e tambem é intrigante pois a autora fez uma mistura humorística com o sobrenatural na época vitoriana, e conseguiu ser bem fiel aos hábitos dos britânicos vitorianos, desde sempre tomar chá, a fofocar sobre roupas e atitudes escandalosas da alta sociedade, e isso no meio de muitas cenas de ação envolvendo brigas de vampiros e lobisomens e é claro não deixando de lado a nossa história de amor do nosso casal favorito, que não preciso dizer quem!!! Super recomendo!!
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Rafa 06/02/2019

Porque eu não dei atenção a esse livro antes?
Em tudo que é evento sempre falaram bem dessa série!

E não importa o gênero, quando as pessoas elogiam muito, eu vou lá e leio.
Não tenho ideia porque não fiz isso com este. Ainda mais que é romance de época com criaturas sobrenaturais. Algo que eu amo.

Me encantei pelos personagens. Todos são bem desenvolvidos e importantes para a história. A principal então! Mocinha maravilhosa, super forte e debochada. Amei ela demais!

O livro tem um ar comigo muito gostoso e todo o mistério é muito bom.

Um dos maiores descobrimentos que tive nos ultimos anos.

Já comecei o segundo, e sei que tem cinco, espero que autora segure a bola bem
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Camila Justi | @JustiBooks 07/01/2019

Alma?
Um romance sobre vampiros, lobisomens e sombrinhas.⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀
Esse é o primeiro livro de uma série que poucas pessoas conhecem mas que é tão incrível que não pode passar despercebida.⠀⠀⠀⠀
Uma mistura de romance de época com fantasia de uma forma leve e bem humorada. Nossa protagonista é uma mulher inteligente e decidida que impõe sua opinião com firmeza e facilidade e não se deixa abalar por suas fraquezas. ⠀
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Nessa sociedade londrina vampiros e lobisomens convivem em harmonia dentro de suas regras e obedecendo cada um a seus respectivos superiores. Alexia é a única preternatural da cidade, o que significa que além de não ter alma, ela anula os poderes dos sobrenaturais ao toque e os torna mortais momentaneamente. Um ataque de um vampiro desconhecido acabando em sua morte, dá início à uma investigação sobre as causas do que estaria por trás desse acontecimento tão inusitado.⠀⠀⠀⠀
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Lorde Maccon é o lobisomem Alfa do Castelo de Woolsey além de ser dirigente do DAS (Departamento de Arquivos Sobrenaturais) e sobretudo um homem muito bonito e na mesma proporção arrogante e teimoso. Alguma dúvida de que nossa querida Srta. Tarabotti está sempre em conflito e discordando desse Lorde?? E alguma suspeita de que isso possa vir a se tornar um possível romance??⠀⠀⠀⠀
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Um livro que é apenas a porta de entrada para muitas aventuras sobrenaturais, com uma trama envolvente e divertida e de quebra muito romance e sedução. Se você ainda não conhece, precisa dar uma chance para o protetorado da sombrinha. Aposto que não irá se arrepender!!!
leiturizar
Eu conheço a série, mas nunca li.. confesso que ando um pouco cansada de vampiros e lobisomens, mas gostei muito dessa premissa.. me deixou curiosa para ler, ainda mais porque se passa numa época de Londres que eu amo!

site: https://www.instagram.com/justibooks/
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Vai Lendo 03/01/2019

Minha primeira e inesquecível experiência com o steampunk
É difícil vencer o conservadorismo. Principalmente se você for mulher, solteira, acima dos 20 anos, filha de italiano, em plena sociedade vitoriana. Pior ainda se estiver envolvida numa confusão envolvendo vampiros e lobisomens. Quer mais? Então, só lendo "Alma?", de Gail Carriger, primeiro volume da série "O Protetorado da Sombrinha", publicado pela editora Valentina.

Neste livro, conhecemos a exótica Alexia Tarabotti, uma jovem que precisa enfrentar diversas barreiras e preconceitos sociais na alta sociedade londrina devido à sua aparência, idade, origem e também pelo fato de não ter alma. Como se tudo isso já não bastasse, ela é atacada por um vampiro descontrolado – o que contraria todas as regras de etiqueta. Para piorar a situação, ela acaba matando acidentalmente este vampiro e, com isso, precisa lidar com o temperamental Lorde Maccon, enviado pela própria rainha Vitória para investigar o caso. Ah, sim, Lorde Maccon também é um lobisomem. Depois que outros vampiros começam a desaparecer, Alexia passa a ser a principal suspeita e precisará descobrir sozinha, com a ajuda do seu dom de anular os poderes sobrenaturais, o que realmente está acontecendo.

Eu nunca havia lido nada de steampunk. Pelo menos, não que eu me lembre ou que tenha me marcado. Mas de "Alma?" eu, com certeza, lembrarei. Que leitura leve e divertida! Que personagens carismáticos. Já fazia tempo que eu queria começar a ler a série "O Protetorado da Sombrinha", e minha vontade se fez valer, apesar de o livro ser totalmente diferente do que eu esperava. E isso não foi ruim, pelo contrário. Narrativa despretensiosa e divertida que, à sua maneira, consegue desenvolver e aprofundar temas até relevantes e surpreendentemente atemporais.

Alexia Tarabotti é muito carismática. Gostei bastante de a protagonista fugir completamente dos “padrões” da “alta sociedade londrina” e mostrar força e resiliência suficientes para conseguir o máximo de liberdade e independência possíveis, para aquela realidade. Fora a sua perspicácia e inteligência. Simplesmente impossível não torcer por ela. E o que dizer de Lorde Maccon? Apesar do jeito “turrão”, da falta de traquejo social e principalmente com as mulheres, para um lobisomem, ele tem o seu charme. Especialmente quando demonstra uma certa vulnerabilidade. E é na dinâmica dele com Alexia que Gail nos ganha de vez. A química entre os dois é sensacional e é uma delícia acompanhar a briga de egos entre ambos. Porque Alexia enfrenta a brutalidade de um lobisomem Alfa de igual para igual! O que o desconcerta frequentemente, tornando tudo ainda mais prazeroso. E menção honrosa para Lorde Akeldama, um vampiro bem das antigas, desbocado e absolutamente autêntico que tem alguma das melhores tiradas do livro e me fez dar boas gargalhadas.

O que é mais interessante em "Alma?", contudo, é a sua própria narrativa. É no conflito entre lobisomens e vampiros, sobrenaturais e seres humanos, além dos sem alma, que temos uma trama muito além da comédia ou do steampunk. Porque Gail fala sobre preconceito, julgamentos e pré-julgamentos, igualdade social e aquela busca irreal e perigosa por “padrões”. A investigação sobre o desaparecimento dos vampiros é um pano de fundo para o que podemos entender como uma crítica bastante atual, uma vez que, humanos ou não, parece que ainda temos muito o que aprender no que diz respeito ao convívio em sociedade.



site: https://www.vailendo.com.br/2018/10/18/alma-de-gail-carriger-resenha/
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Dri F. @viajecomlivros 08/11/2018

Alexia Tarabotti poderia ser uma moça comum, do século XIX. Filha de um italiano que já faleceu, ela leva uma vida sem grandes novidades não fosse por um detalhe que faz com que ela seja diferente de todas as outras moças da sua idade: ela não tem alma.
A Londres da época convivia bem com seres sobrenaturais. Através de regras rígidas, humanos e sobrenaturais como lobisomens, vampiros e fantasmas poderiam viver bem em sociedade. Mas Alexia é uma preternatural, que são os que nascem sem alma. E essas pessoas quando tocam os sobrenaturais podem anular seus poderes.
A vida dela começa a se tornar agitada quando um vampiro a ataca em uma festa e isso é totalmente contra as regras. Ela mata esse vampiro e tem que se explicar ao chefe do DAS (Departamento de Assuntos Sobrenaturais) o Lorde Maccon, que é um lobisomem. E aí as aventuras começam...
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Embora tenha achado a premissa do livro muito interessante porque adoro histórias de fantasia, e essa ainda se passaria em outro século, achei o início do livro meio lento.
A narrativa estava confusa, os capítulos seguiam direto sem espaçamento então as coisas se perdiam as vezes.
Da metade da história em diante achei que o ritmo melhorou e fiquei mais empolgada para acompanhar as aventuras de Alexia. Ela é uma heroína divertida, muito inteligente e com sacada ótimas principalmente quando está com a família meio chatinha, a mãe, o padrasto e as duas meias irmãs.
Sua relação com Lorde Maccon embora meio infantil no começo, vai tomando mais forma do meio para o fim, mas o romance ainda não me convenceu totalmente.
Esperava um pouco mais de ação no fim do livro, acho que a autora leva muitas páginas descrevendo e explicando coisas que não são tão interessantes assim. Mesmo assim, indico muito a leitura para quem gosta desses elementos, realismo fantástico na época de Jane Austenita heheh ...
Li resenhas falando que as histórias ficam melhores nos outros livros então quero muito ler o próximo

site: Instagram @viajecomlivros
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Fernanda.Granzotto 14/10/2018

Eu tenho deixado de lado a leitura deste livro por vários meses, mas agora estou muito feliz por ter lido.
Admito que o início deste livro foi muito lento, mas as últimas 100 páginas foram maravilhosas.
Eu também tenho que admitir que a escrita da autora para mim no começo foi muito complicada de entender, mas conforme você a lê, você se acostuma com as palavras e termos que ela usa, e essa escrita mais "complicada" se deve ao fato de que o "mundo" e a "mitologia" criados pela autora são muito complicados, mas também muito interessantes.
Mas o que realmente me fez amar este livro foi o romance, eu amei tanto o romance - esse casal definitivamente entrou na minha lista de casais favoritos.
E porque gosto muito deste casal e o livro terminou com um final feliz, não sei se quero ler os próximos livros da série, mas recomendo este.
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Louise @cavernadolivreiro 13/10/2018

Alexia Tarabotti é uma preternatural, um ser humano desprovido de alma que é capaz de anular a parte sobrenatural de seres sobrenaturais com apenas um toque. Ela leva uma vida de solteirona na sociedade vitoriana até ser atacada (sem a menor cortesia e etiqueta, diga-se de passagem) por um vampiro faminto em um baile e acabar por matá-lo. Após o ocorrido, Lorde Maccon - lindo, irritante, bom partido, temperamental, escocês, líder da alcatéia local de lobisomens e diretor do DAS, agência governamental que lida com os assuntos sobrenaturais - aparece para investigar a história. Acho que nem preciso falar que os dois brigam que nem cão e gato, né? E que é super divertido.

Com a investigação, eles descobrem que algo estranho está acontecendo em Londres e Alexia parece estar no meio de um grande movimento que vai abalar (no mal sentido) o mundo sobrenatural.

Preciso falar que o ponto que eu mais gostei do livro foi o humor da Alexia, ela lida com as situações de maneira muito inusitada (provavelmente por não ter alma) e eu dei risada em vários momentos com os comentários mordazes dela, porém cheios de classe, sobre as coisas. Ela é uma é uma perfeita dama da sociedade londrina nas situações mais absurdas, mesmo quando sua vida está correndo risco, sempre se preocupando com o decoro e o comportamento cortês (menos quando está com o Sr. Maccon, é claro).

Apesar de ter me divertido nesse primeiro livro, não estou ansiosa pela continuação (Metamorfose?). O final me satisfez e o gancho para o segundo livro não atiçou o meu interesse (nem a sinopse dele, infelizmente). Acabou que ele foi para a minha lista, só que lá para o finalzinho dela.

site: Instagram literário: @cavernadolivreiro
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Nathy 23/09/2018

Uma das melhores surpresas da minha estante
Alma?
Gail Carriger
Uma inglesa solteirona, filha de um italiano já falecido, vive na Inglaterra do sec. XIX. A Srta. Tarabotti tinha hábitos peculiares para a sua época, era uma leitora incurável, muito interessada nas descobertas cientificas da época. Tambem tinha uma língua afiada e era muito teimosa, além disso ela se metia em algumas confusões com seres sobrenaturais.
Sim, na bela Londres seres Sobrenaturais viviam em harmonia com os seres humanos. Com suas belas colmeias de vampiros e Alcateias de Lobisomens, a cidade estava sempre em ordem... ou quase sempre. O DAS tinha muito trabalho para manter tudo em ordem e a Srta. Tarabotti sempre estava no meio de alguma confusão, mesmo sendo uma preternatural.
Alexia era como se chama popularmente, uma sem alma. Não era uma criatura sobrenatural como os fantasmas, na verdade ela poderia nem chegar a se tornar um fantasma. Ela tinha um poder estranho de anular os poderes de qualquer sobrenatural assim que o tocasse. Por isso a mulher tinha um certo prestigio na sociedade de seres, ao mesmo tempo que era temida.
As coisas não melhoram para ela quando a mesma mata um vampiro por acidente e ainda precisou dar explicações ao detestável Lord Malcon, aquele Lobisomen sem modos.
Mal sabia ela que acabou se envolvendo em algo muito maior. E agora não só sua vida corre perigo, mas toda a sociedade sobrenatural pode estar com os dias contados.
Alma? É o primeiro volume da saga fantástica Steampunk O protetorado da Sombrinha. Este livro te leva a Londres Iluminista rodeada por descobertas, cientistas e vários outros seres que compõe o cenário perfeito para uma aventura incrível. A cada virar de página, uma nova emoção envolvendo tudo que um livro fantástico precisa, ação, aventura, seres sobrenaturais e romance.
EU ME APAIXONEI PELO LIVRO!!! Vários pontos levaram a isso, desde a descrição bem elaborada e sem enrolação, até os personagens bem construídos, a forma de narração e ao steampunk envolvido em cada pedaço da história.
Mas vamos por partes, começando pelos personagens: Super bem construídos. Não tem como não se apaixonar pela mocinha, forte, decidida, inteligente, perpiscaz... Poderia ficar horas aqui elogiando a Alexia, que entrou no hall das minhas heroínas favoritas. Todos os personagens tem características fortes e são incrivelmente bem aproveitados durante o livro, fazendo com que não se deixe pontas soltas neste volume.
A ambientação é maravilhosa, e você é levado a Inglaterra iluminista com leves mas marcantes toques Steampunks, deixando natural e incrivelmente bem colocado. As descrições dos lugares me fizeram me sentir lá no local dos acontecimentos por diversas vezes.
A narração impecável que conseguiu narrar a história do ponto de vista de vários personagens sem perder o fio da história, e sem incomodar em nada nas transições muito sutis de um personagem pro outro. Com uma descrição ótima, porém direta, sem detalhes desnecessários. Com uma escrita fluída, a dinâmica de leitura é incrível, fazendo você ficar preso as paginas sem querer parar de ler.
A edição é linda (foi um dos motivos da minha compra). Eu não sabia nada sobre esse livro, comprei em uma promoção e foi uma deliciosa surpresa. Não vejo a hora de começar o segundo e já comprei os três últimos. Mais uma fantasia que eu super recomendo por aqui no estante.
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