Humilhados e Ofendidos

Humilhados e Ofendidos Fiódor Dostoiévski




Resenhas - Humilhados e Ofendidos


60 encontrados | exibindo 46 a 60
1 | 2 | 3 | 4


Um Dedo de Prosa [e Poesia] 21/05/2012

Entre as cores e as facetas do ser humano
Pensar em Dostoiévski é pensar em ritmo absoluto e contínuo. Não diferente, em Humilhados e Ofendidos observa-se o "tudo pelo" dos personagens em relação aos sentimentos a que mais nos apessoamos. A comoção e a tragédia se propagam nas demências dos personagens prontos e radicais, às vezes exagerando no contraste entre as atitudes e a personalidade. A marca da hipocrisia no conflito é oferecida pela vontade de sobrepor-se através de uma estratégia cuja humilhação e a ofensa ficam ao encargo dos interesses daqueles que mais possuem riqueza e poder (inclui-se o poder da tortura).
Em Humilhados e Ofendidos as emoções fortes e um desenrolar alucinante da trama revelam a dissecação dos diversos tipos de amar. Tão logo, nos jogos dos interesses, a realidade social da época é explorada nos aspectos mais sombrios, acredita-se, visando ao "humanismo dos humilhados" acima das desgraças. Obra reveladora das cores nobres e comuns em contraste com as facetas do ser humano.
comentários(0)comente



HelielmaK' 18/10/2012

o começo achei que eu ia devolver porq tava chato, mais quando comecei a ler chonei
comentários(0)comente



Milla 22/09/2014

Um livro muito bom, meio confuso algumas horas mas muito bom !
comentários(0)comente



Carol.Amaral 04/05/2015

Belíssimo!
Nas últimas páginas fiquei triste porque estava acabando. Daqueles que emociona.
comentários(0)comente



Deghety 09/11/2016

Humilhados e Ofendidos
Com personagens singulares e com personalidades completamente acentuadas, Humilhados e Ofendidos apresenta, além de uma bela história, uma descrição do que são sentimentos a flor da pele.
A humilhação e ofensa causada pelos sentimentos, seja amor, ódio, orgulho, honra, nobreza, perfídia, etc.
Marcos.Azeredo 13/04/2017minha estante
Um dos melhores livros de Dostoievski que já li.




Marcos 05/06/2017

O perdão
Dostoiévski entre tantos romances exprime caracteres que foge a narrativa do enredo de seu romance para pulsar a razão da existência. Livro luminosos e primoroso onde a alma humana está em constante agonia apesar de um olhar as vezes crítico as vezes compassivo do narrador. Esta fuga é que engrandece a obra, tanto pelo seu estilo linguístico como pela autenticidade de suas personagens. Em "Humilhados e Ofendidos", tanto tempo se passa em um ano, mas preso ao passado estamos condenados a sermos humilhados e ofendidos. Um dos poucos romances onde o perdão morre no tempo. Mas apesar de tudo sempre há uma ponta de esperança para terminarmos uma obra, uma romance, uma vida, e distante da redenção vivemos a experiência de encontrar pessoas que nos trazem sentido a vida. É o segundo livro que leio do autor. Dostoiévski é talvez o autor mais significativo e que mais profundamente determinou em suas personagens o vigo da literatura e cultura mundial. Não há quem passe despercebido sem ter lido seus romances. Estou apenas iniciando! Ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus, pois que Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. (Mateus 5:43-45). Perdoar é antes de tudo constrição. Obra magnífica depois do ato!!!
comentários(0)comente



Julio.Argibay 06/01/2020

Boa estória
Impressões sobre a obra Humilhados e ofendidos de Dostoievski: gostei do romance, Vania é um escritor que se apaixona por uma moça e ela acaba tendo um relacionamento com outro e nesse caso foi o filho de um príncipe. Em breve palavras foi isso. A partir desse ponto acontece diversas situações e personagens bem interessantes incluindo uma órfã que ele ajuda. O estória começa quando em certo momento Aliocha sai de sua casa e vai a uma pastelaria, onde se encontram muitos alemães, e ele observa um velho humilde com seu cachorro (no futuro o velhinho tem sua importância na trama). Após alguns acontecimentos ele ajuda o senhor a chegar em casa e acaba indo morar nesse apartamento, depois da morte do mesmo. Aqui o narrador, volta no tempo e conta a sua estória desde a infância. Vamos lá: ele eh adotado por Nikolai Sergulei, depois vai estudar num colégio interno e depois na universidade de São Petersburgo. Nesse interim seu padrasto conhece um príncipe e é eleito seu administrador, com o passar dos anos o filho do príncipe vai morar com o senhor, mas diversos mal entendidos faz com que os dois briguem. O escritor começa a receber boas críticas pelo seu primeiro livro e todos ficam eufóricos com os resultados. Vania - Alexei Petrovitch e Natacha conversam sobre a relação dela com o filho do príncipe deixando-a irritada. Com o tempo seus amigos decidem se casar e fogem de casa. Aliocha parece ser gente boa, bem afeiçoado, porém bem infantil, apesar da idade. Após a conversa eles partem. Aqui volta a narrativa inicial, nosso protagonista está no seu quarto, escrevendo seu romance. Ele lembra de Smith e sua fisionomia e roupas velhas. Aqui a estória volta ao dia em que ele vai morar na casa de Smith. O escritor recebe uma visita inesperada, é a neta de Smith, ele conta que seu avô morreu e ela vai embora. O príncipe tenta fazer com que o seu filho case com a filha de uma condessa, Catarina. Natacha e o príncipe tem uma conversa sobre a relação dela com o seu filho e a necessidade dele se casar com a filha da Condessa. Helena sai correndo após a visita e Vania se interessa pela vida dela. Ele acaba levando a menina pra sua casa. Diversas situações inusitadas acontecem e terminamos o romance de maneira apoteótica.
comentários(0)comente



Ana 13/08/2018

Amor..
Toda a história se resume em amar alguém e as consequências que este sentimento traz consigo.... O amor paternal/maternal e sua força se mostra mais forte que as tradições daquela época e o amor entre os amantes é tão forte que os personagens se sacrificam o tempo todo em prole daqueles que amam. Todas as ofensas e humilhações sofridas decorrem desde estado de espírito que é amar... O final e profundo e emocionante..
comentários(0)comente



Roberto Ramalho 08/11/2018

A dor pode ser eventual; a permanência nela pode ser uma escolha.
Este é um daqueles livros que parecem "ter pouca história para contar". No entanto, na maioria das ocasiões, é na simplicidade que está as maiores lições. Humilhados e ofendidos nos mostra como, às vezes, a imersão no sofrimento pode ser consequência de nossa própria escolha. Que melhorar uma situação pode estar ao alcance do mero abandono do orgulho próprio, e que levar a má sorte para o túmulo pode, certamente, ser um caso de livre arbítrio.
comentários(0)comente



Lana 25/04/2019

A historia é muito boa e se desenvolve muito bem, alem de não ter uma escrita complicada, mas particularmente o casal me deu nos nervos o livro inteiro, e o plot da Nelly chega a ser um tanto previsível
comentários(0)comente



Valério 25/06/2019

A grandeza presente já no início
Neste que foi seu segundo livro, Dostoiévski tentou repetir o sucesso de crítica de seu primeiro livro (Gente Pobre).
O personagem principal (Vânia) é uma espécie de alter ego do próprio autor: Um rapaz jovem, pobre e que tentava escrever mais um livro e se firmar como um grande escritor.
Como é comum em seus livros, Dostoiévski traz personagens às voltas com a miséria, com a pobreza, e traz uma rica pintura da sociedade pobre russa dos meados do século XIV. Nos transportamos para a vida de pessoas simples, e a tragédia permeia a obra.
Vários personagens trazem traços do futuro personagem do livro "O idiota", bons e inocentes. Mas especialmente Aliócha, que se envolve com a irmã de Vânia.
Com uma relação enxuta de personagens, o mote é o relacionamento destes personagens que se vêem humilhados e ofendidos por um certo príncipe (especialmente o pai de Vânia).
Uma história comovente, bem escrita, com final triste mas bem real. A crueldade da realidade.
Considerado pela crítica como um livro de transição na carreira do autor, vi em Humilhados e Ofendidos bem mais que isso. Uma grande obra que merecia maior destaque do que tem.
comentários(0)comente



Carol | @carolreads 11/07/2019

Humilhados e Ofendidos
Primeiro #dostôesselindo do ano!

Em humilhados e ofendidos acompanhamos Ivan Petróvitch, um escritor com uma carreira muito parecida com a do próprio Dostoiévski, que se vê envolvido em duas situações trágicas. Além de ajudar Nikolai, Anna e sua filha Natacha a voltarem a se relacionarem(a menina resolveu fugir de casa por estar apaixonada por Aliócha, filho de um príncipe), o nosso narrador testemunha a morte de um velho e se sente obrigado a cuidar de Nelli, uma criança com uma história de vida muito complicada e neta do falecido.

Gostei muito dos primeiros capítulos da história e de como as duas situações estão interligadas, mas confesso que achei o livro meio irregular. Sempre que o Aliócha aparecia me dava uma preguiça! Não sei como a Natacha e a Kátia aguentaram ele, sério!

Acredito que o Dostoiévski poderia ter condensado um pouco a história e economizado algumas páginas. Alguém mais ficou com essa sensação?

site: https://www.instagram.com/carolreads
comentários(0)comente



Luzia 06/08/2019

Entenda quem você é...
... e tome seu lugar no tabuleiro.
comentários(0)comente



Vitor.Canestraro 18/08/2019

Vale cada letra
Humilhados e ofendidos não está no mesmo nível de Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov, mas já demostra toda a veia intensa e psicológica de Dostoiévski, por si, vale cada letra escrita.
Marcos.Azeredo 08/10/2019minha estante
Um grande livro.




Geovanna 24/09/2019

Dostoiévski surpreende nesse livro por uma escrita mais fluída (talvez devido ao propósito de ser publicado em um jornal?) e com um ótimo trabalho de "edição", especialmente no final ele consegue amarrar muito bem a narrativa.
Sobre o conteúdo: o romantismo sob uma visão russa - visceral. As condições de classe, as misérias sociais de um lado do outro uma profunda descrição de caráter psicológico. O que o sofrimento imprime nesses personagens, principalmente representado por Nelli, ainda criança, mas com sofrimentos profundamente adultos. Apesar do tom final do livro, eu diria que ele é até otimista pensando outras obras do autor. O perdão é temática central e se apresenta como redenção a esses personagens. Ao longo do livro muito angústia, muito incômodo, e eu diria que personagens profundamente humanos em suas relações de amor - expondo aí também o caráter sexual destas.
comentários(0)comente



60 encontrados | exibindo 46 a 60
1 | 2 | 3 | 4