O Carteiro e o Poeta

O Carteiro e o Poeta Antonio Skármeta
Antonio Skármeta
Antonio Skármeta




Resenhas - O Carteiro e o Poeta


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Luiza 02/11/2017

O Carteiro e o Poeta
A literatura chilena é uma das mais respeitadas da América Latina. Sendo leiga no assunto, aproveitei o embalo e escolhi um dos livros disponíveis de Antonio Skármeta nos lançamentos de Agosto e escolhi O Carteiro e o Poeta, que, de uma maneira ou de outra, possui as bençãos do Premio Nobel Pablo Neruda.

Mario Jimenez é um rapaz de dezessete anos que constantemente inventa resfriados para não seguir o pai em seu ofício de pescador, preferindo muitas vezes ir à cidade para ver filmes ou folear revistas de celebridades.

Em uma tarde, depois de receber um pito do pai por não ter ocupação, ele vê o anuncio de emprego na agência dos correios para o ofício de carteiro. A perspectiva de passar o dia pedalando o atrai, e ele se candidata ao cargo. O trabalho é, unicamente, entregar a correspondência diária ao único letrado na Ilha Negra: o poeta Pablo Neruda.

A aproximação entre esses dois personagens, começa tímida, mas aos poucos se converte em uma inusitada amizade, em que os dois trocam considerações sobre a poesia, Mario busca conselhos sobre como conquistar o coração da garçonete Beatriz e Neruda pede, em seu papel de diplomata da França, que o carteiro grave os sons de sua terra para aplacar a saudade de Ilha Negra.

A história de O Carteiro e o Poeta é suave como a vida no interior, sem acontecimentos abruptos ou grandes reviravoltas do destino, mas é marcante no sentido de mostrar o quanto uma pessoa pode influenciar a outra somente por ele ser a pessoa que é, e o quanto a amizade e a poesia podem modificar os rumos de uma vida.

site: http://www.oslivrosdebela.com/2017/11/o-carteiro-e-o-poeta-antonio-skarmeta.html
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Fabio Shiva 08/10/2017

Ardente Paciência
Por uma dessas estranhas inibições, até hoje não vi o filme inspirado nesse livro, que emocionou tanta gente. É que, por isso mesmo, foi tanta gente me dizendo que eu precisava ver o filme, que por algum secreto mecanismo de reação contrária fui sempre deixando para depois, e acabei deixando para lá.

Ao ser presenteado com não apenas um, mas dois exemplares do célebre livro de Antonio Skármeta (que antes do filme era intitulado “Ardente Paciência”, a partir de um verso de Rimbaud), percebi a Sincronicidade sinalizando que era hora de lê-lo.

A história do carteiro Mário Jimenez é contada de forma singela e tocante, combinando muito bem lirismo e humor. Em uma página você pode estar enxugando uma lágrima de emoção, e na página seguinte pode estar soltando uma gostosa gargalhada. Em seus melhores momentos, a prosa evoca um pouco a de García Márquez em seus melhores momentos – o que não é pouca coisa!!!

Como pano de fundo, trechos biográficos do grande poeta chileno Pablo Neruda e também um pouco da história do Chile durante a transição do governo de Salvador Allende para a ditadura de Augusto Pinochet conferem profundidade e peso dramático à narrativa.

Mas o mérito maior de “O Carteiro e o Poeta” é abrir, com a chave encantada da metáfora, um portal para o reino mágico da Poesia. Não tem como não se sentir ao menos um pouco poeta ao ler esse livro. Afinal, como disse o Poeta, só é possível ler poesia tornando-se poeta. E enxergar o mundo com olhos de Poesia é uma das curas mais lindas para boa parte dos sinistros problemas que tanto nos afligem nos dias de hoje. Viva a Poesia!

http://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com.br/2017/10/o-carteiro-e-o-poeta-antonio-skarmeta.html


site: https://www.facebook.com/sincronicidio
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Luciane 29/09/2017

Mais do que uma história de amor entre Mario e Beatriz, O Carteiro e o Poeta é uma narrativa sobre a amizade, que geralmente nasce de forma estranha, mas tão natural. Vi algumas críticas sobre a forma que Mario idealiza e trata Beatriz, pois há uma evidência muito grande de poder sexual, só que acho que não deveriam se preocupar com isso. A delicadeza com que Skármeta relata as angústias de um jovem apaixonado e sua amizade com um homem já nos últimos anos de sua vida valem por todo o incômodo!

site: https://pitacosculturais.com.br/2017/09/26/o-carteiro-e-o-poeta-skarmeta-antonio/
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Daniel 13/03/2015

A vida do poeta!
Um livro sensacional, em que narra um pouco da vida do poeta chileno Pablo Neruda e seu exílio e como o carteiro se engrandece com seus ensinamentos. Muito me chamou a atenção em como gente simples pode ser um poeta de primeira, e com bastante atenção ao que existe ao redor de si, pode compor versos, amar a natureza, amar a vida que possui, assim como os semelhantes. Um livro romântico! E, ao ler o livro resolvi também me aventurar na escrita e aconselho isso a todos os leitores!
Vivi 13/03/2015minha estante
Este livro deve ser uma excelente inspiração!




Keka 28/09/2014

machismo nosso de cada dia
o livro ia bem, conseguia sorrir com o humor do autor. mas, na parte em que se começa a descrever a paixão do carteiro fiquei um pouco aborrecida. primeiro porque ele se apaixona pelo corpo, pela aparência, e todas as descrições são referentes a sua forma física. Ela não tem ideias, opiniões, complexidade, é um corpo.
a outra personagem feminina é a sogra, sempre nomeada como viúva. é cricri, materialista e machista.
da Matilde, esposa do Neruda, oportunidade para suavizar a misoginia explicita do autor, nada se fala.
em suma, tirando todo machismo do livro, se alva seu contexto político social.
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gaby 17/03/2014

o carteiro e poeta
o livro conta a historia deumcarteiro e as aventuras que ele ver e passa na vida dele,juntamente com um poeta novo mas com bastante agilidade.
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Dani 17/02/2014

Passeando por entre as prateleiras da Biblioteca pública dei de cara com o título . Gosto de poesia . Gosto de cartas . Gosto de escritores de língua espanhola . Por quê não gostaria desse livro ?
Começamos conhecendo o filho de um pescador , Mário Gimenez , cujo pai gostaria que arrumasse um emprego . O jovem de dezessete anos acaba encontrando o serviço de carteiro particular para ninguém mais ninguém menos do que Pablo Neruda . E daí surge a vontade de "adquirir" mais cultura para "se dar bem " com as meninas da região e fazer amizade com Neruda .
O relacionamento dos dois começa de uma maneira abrupta e poética .É realmente muito bonito . Porém , muito rápido . Mário faz amizade com o poeta , enamora-se de uma moça , se encrenca com a sogra , recebe ajuda e ganha o carinho de Pablo Neruda , casa-se e assim vai , em questão de 30 páginas . Nada é aprofundado . Tudo acontece o mais rápido possível .
E o pior é que o próprio autor faz uma crítica a quem tudo faz abruptamente , em dado momento : " É que a senhora não lê as palavras , mas engole . Tem que se saborear as palavras . A gente tem que deixar que elas se desmanchem na boca . "
Não sei se fui com muita sede ao pote , mas acho que a ideia é poderia ter sido muito melhor explorada . Não digo que para um livro ser bom tenha que ser longo , mas este , poderia ter sido mais detalhado e mais cauteloso . Raramente se fazem amizades de um elo tão forte quanto a representada pela obra em duas ou três conversas .
O lado positivo é a beleza da devoção e lealdade do carteiro para com seu amigo poeta . E também , o livro dá muita vontade de ler Neruda .
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Roseli 24/09/2013

'''http://blogdarakky.wordpress.com/2012/02/04/resenha-o-carteiro-e-o-poeta/
O livro conta a história do jovem Mario, morador de uma vila interiorana do Chile que se faz carteiro pressionado pelo pai a arrumar um emprego. Logo, Mario descobre que teria de atender apenas um cliente, e este era nada mais nada menos que o poeta Pablo Neruda. Pobre, com pouca cultura e muita curiosidade, Mario começa a se aventurar nas histórias do poeta com base num velho livro que seu pai tinha em casa na esperança de fazer com que algum dia, de alguma forma, o famoso o autografasse.

A história começa a ficar interessante quando Mario e Pablo se tornam amigos, inexplicavelmente, e o poeta começa a ajudar o carteiro a lidar com sua paixão desenfreada por Beatriz, uma menina que trabalhava com a mãe numa espécie de bar da região. A história dos dois se mescla de uma forma confusa e original e o amor e consideração de um pelo outro dura até o dia da morte do poeta.
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Wilton 19/09/2013

Pequeno grande livro
Um livro de poucas páginas, mas de grande conteúdo. O autor trabalha alegremente as metáforas de Neruda. Ri bastante apesar do tema trágico. A leveza da narrativa torna o livro inesquecível. Esta obra é uma prova inequívoca de que não é necessário sisudez para demonstrar seriedade. Adorei.
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Débora 21/08/2013

O livro conta a história de amizade de Mario e o poeta Pablo Neruda. Mario é um adolescente que foge do trabalho com seu pai, um humilde pescador. Um belo dia vê um anúncio nos correios de vaga de emprego, e resolve candidatar-se, e anima-se ao saber que a vaga é para ser carteiro do poeta Pablo Neruda. Desde de então esforça-se para conquistar a amizade do poeta.
Um lindo, cativante, engraçado e até mesmo excitante!
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Morgana 13/07/2013

“Em junho de 1969 dois motivos tão felizes quanto triviais levaram Mario Jiménez a mudar de ofício. Primeiro, seu desafeto pelas lides da pesca que o tiravam da cama antes do amanhecer e, quase sempre, quando sonhava com amores audazes protagonizados por heroínas tão abrasadoras como as que via na tela do sessão-contínua de San Antonio” (página 11).


Há alguns anos atrás, não me lembro ao certo quanto, comecei a ler “O carteiro e o poeta” (Antonio Skármeta, 1985), mas larguei por algum motivo que também não lembro. E, lendo agora, percebi que talvez a melhor época para ter lido fosse realmente essa.
A história começa em 1969 quando Mário Jiménez, um jovem de 17 anos, se candidata e é contratado para trabalhar como carteiro “exclusivo”. “Exclusivo” porque ele irá trabalhar para ninguém mais, ninguém menos do que: Pablo Neruda (que, por razões políticas, está exilado com a esposa Matilde em uma ilha, a Ilha Negra).
Mario é o encarregado de cuidar de toda a correspondência do poeta Neruda e, assim, uma amizade muito forte vai crescendo entre os dois de uma forma gradativa. Logo no início do livro, na primeira conversa entre os dois, já se percebe a beleza da escrita de Skármeta. Falam de metáforas; Mario expõe como se sente ao escutar uma poesia; sobre o poema (que parece seguir o movimento do mar); sobre como ser poeta:

“- É que se eu fosse poeta podia dizer o que quero.
- E o que é que você quer dizer?
- Bom, justamente o problema é este. Como não sou poeta, não posso dizer.” (Página 21).

Quanto mais o tempo passa, a amizade dos dois vai se tornando mais forte. É então que Mario se apaixona por Beatriz González (“Beatriz. Fiquei olhando e me apaixonei.”) e Neruda é o primeiro a saber. É Neruda quem o ajuda a “driblar” a mãe da moça, Rosa, viúva de González. Também Mario Jiménez se torna um compreensivo ouvinte para as histórias que Neruda conta do Chile, que tanto lhe faz falta.
Depois ocorre a narrativa da relação sexual de Beatriz e Mario (que é algo muito bonito no livro).
E, também, a necessidade de Neruda ir à Paris; até a sua volta com a saúde muito debilitada.
Por fim, a morte do poeta (não, isso não é um spoiler, de certa forma) e o que acontece com Mario.

É impressionante a beleza que a escrita de Skármeta possui. Tudo te prende, do primeiro até o último ponto; tu consegues sentir exatamente tudo o que acontece, tu consegues escutar todos os barulhos, tu consegues até escutar a respiração já fraca de Neruda no final do livro. E é incrível como pode conter tanta beleza em apenas 127 páginas.

Uma das partes mais lindas, pra mim, é quando Neruda envia, de Paris, uma carta e um gravador Sony para Mario. Seu pedido é simples: sente falta da casa na Ilha e pede ao carteiro que grave todos os sons da casa:

“'Eu queria mandar a você alguma coisa mais, fora as palavras. E assim me enfiei nesta gaiola de passarinho. (...) Mas também queria pedir uma coisa, Mario, que só você pode cumprir. (...) Quero que você vá com este gravador passeando pela Ilha Negra e grave todos os sons e ruídos que vá encontrando. Preciso desesperadamente de algo, nem que seja o fantasma da minha casa. A minha saúde não anda nada bem. Sinto falta do mar. (...) Primeiro grave esse repicar suave dos sininhos pequenos quando o vento bate neles, e depois puxe o cordão do sino maior, cinco, seis vezes. (...) E depois vá até as pedras e grave a arrebentação das ondas. E se ouvir gaivotas, grave. E se ouvir o silêncio das estrelas siderais, grave. Paris é muito bonita, mas é uma roupa que fica muito grande em mim. (...) E para você conhecer um pouco da música da França, estou mandando uma gravação do ano de 1938 (...) Quantas vezes eu a cantei quando jovem? Sempre quis tê-la e não pude. Chama-se J’attendrai, quem canta é Rina Ketty’. Um clarinete introduziu os primeiros compassos, grave, sonâmbulo, e um xilofone os repetiu, leve, mais ou menos nostálgico. (...) Mario soube que essa vez seu rosto estava molhado de novo (...)” (páginas 83 e 84).

E a segunda parte mais linda pra mim é a resposta de Mario, também com o gravador, onde está todos os sons que Neruda pede. Inclusive, um poema:

“Branda companheira de passos silenciosos,
abundante leite dos céus,
avental imaculado de minha escola,
lençol de calados viajantes,
que vão de pensão em pensão
com um retrato enrugado nos bolsos. (...)
Por favor, minha pálida bela, cai amável sobre Neruda em Paris,
veste-o de gala com teu alvor,
traje de almirante,
e traze-o em tua leve fragata
a este porto onde sentimos tanto sua falta” (página 93).

É um livro lindo, que todos deveriam ler (apesar de, agora, meu ciúme por ele ser bem grande). A gente ri, a gente chora. E sente saudade de cada palavra que Skármeta, de forma tão bela, nos proporciona.
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PEDRO 26/02/2013

Uma história bonita. Muito bem escrita, sem dúvida. Esperava mais, todavia. Disseram que o filme é muito bom. Talvez seja um dos casos raros em que a película é mais atraente que a fonte em que se abeberaram os seus autores.
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Mari 25/02/2013

Leve e divertido, o livro retrata uma bela história sobre a amizade, um tanto peculiar, entre Mário, um adolescente ingênuo e humilde e o famoso poeta Pablo Neruda.
Mário se aproxima do poeta após conseguir o emprego de carteiro, tendo Neruda como seu único cliente. A admiração do adolescente pelo poeta é visível já no primeiro encontro entre os dois, e com o passar do tempo, Pablo exerce um papel fundamental para que o adolescente conquiste seu primeiro amor, a jovem Beatriz. O livro ainda dá umas pinceladas na história política do Chile, com a eleição do presidente Salvador Allende e posterior golpe militar que o derrubou. Apesar do filme ser bonito, ele não é muito fiel ao livro, já que mudou o lugar onde a história acontece, a época e também a idade de Mario, o que, em minha opinião, estragou bastante a delicadeza da história.
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Erika 24/11/2012

O livro conta a história de um rapaz fictício que interage com momentos históricos reais e com o grande poeta Neruda. Neste processo ele passa de adolescente vazio a rapaz apaixonado a carteiro a poeta a pai e a trabalhador...muito interessante!
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ANA 03/09/2012

Amizade verdadeira
Obra belíssima de grande conteúdo poético. Prosa repleta de metáforas e narração. Fala da inusitada amizade entre um carteiro e um poeta famoso: Pablo Neruda. Pressionado pelo pai para conseguir um trabalho, Mário, um jovem morador da Ilha de Negra do litoral do Chile, emprega-se como carteiro. Seu único cliente é um poeta de renome internacional, e todos os dias Mário ia até a casa de Neruda entregar suas correspondências. Dessa interação surge uma amizade verdadeira e sólida. O jovem apaixona-se pela filha da pousada do local e usa a poesia aprendida com o amigo para conquistá-la. Com o apoio de Neruda doma a complicada mãe da moça e consegue casar-se com ela. Após a eleição de Allende como presidente da república e a nomeação de Neruda como embaixador do Chile na França, há um distanciamento dos amigos ( e a perda do trabalho de Mário que fica sem seu único cliente). Sentindo saudade de sua ilha, o poeta pede ao amigo uma gravação com os sons do lugar, tarefa que Mário cumpre com sucesso. Sofrendo de uma doença que o levaria a morte, Neruda volta a Ilha Negra poucos dias antes do golpe militar que derrubaria Allende. Sua casa é cercada por tropas militares e com apelo de Mário e sua esposa, convence a transferir para um hospital de Santiago aonde viria falecer logo depois. Mário soube da morte do amigo pela televisão, enquanto o mundo se despedia de um escritor brilhante, ele perdia uma amizade verdadeira e pura, que não estava escrita na biografia de Neruda, mas que nunca seria apagada do coração do simples carteiro.
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