O Menino Que Via Demônios

O Menino Que Via Demônios Carolyn Jess-Cooke




Resenhas - O Menino Que Via Demônios


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Ezeq 26/01/2019

"Enfrentamos o agouro"
(Primeiramente, é importante ressaltar que este é 'apenas' o meu livro favorito desde 2014, muito embora seja a primeira vez que escrevo sobre ele, agora que o reli).
Alex é um garoto de 10 anos que mora em Belfast (Irlanda do Norte) apenas com sua mãe - que já tentara suicídio mais de uma vez - e seu cãozinho Woof. Sua vida nunca foi fácil: desde pequeno, testemunhou coisas horríveis às quais nenhuma criança deveria ser submetida. Isso tudo afetou o menino de tal modo que ele passou a ver demônios e, mais do que isso, tornou-se 'melhor amigo' de um - o Ruen, que, dentre outras coisas, adora Mozart. Após um determinado ocorrido, Alex é encaminhado a uma psiquiatra que tentará entender qual o real significado por trás de tudo aquilo que ele alega ver, e que acredita que o garoto possui traços de uma esquizofrenia precoce.
Engana-se quem pensa que este livro se trata de mais uma história infantil sobre amigos imaginários: a trama aborda temas fortes, sociais e místicos ao mesmo tempo em que busca mostrar a frágil visão de mundo de uma criança que teve de aprender a crescer praticamente por conta própria.
Partindo um pouco para o lado pessoal, devo admitir que em muitas vezes e em alguns aspectos me identifiquei bastante com Alex; meus olhos se encheram de água em alguns momentos e a cada página que se passava mais aumentava a minha vontade de abraçá-lo e dizer que ia ficar tudo bem; que ele não precisava carregar o mundo todo em suas costas sozinho, mesmo quando parecesse que tudo iria desabar se ele não o fizesse; e, principalmente, que embora ninguém demonstrasse isso, ele tem importância. Para mim, O Menino que via Demônios é, sobretudo, a respeito de manter a esperança, ainda que tudo esteja de mal a pior.
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Dan Penguindrum 14/09/2018

Lindo
Esse livro é totalmente em sua dosagem. Ele não vai ser feliz para agradar e nem triste para forçar sentimentalismo. Ele é o que é. Foi incrível ler enquanto ouvia a composição de piano que foi gravada por alguém no YouTube "A Love Song for Anya".
Minha única reclamação é a edição da Rocco, pois pus a mão em duas: uma desmoronou da lombada e a outra, se eu não fosse extremamente cuidadosa, sei que seguiria no mesmo destino. Rocco, melhore.
Ezeq 07/12/2018minha estante
Realmente, o que a Rocco fez com esse livro está entre as minhas maiores decepções da vida. Que bom ver que não fui o único a ficar incomodado.




Tatiane Sturnick 31/12/2017

FANTÁSTICO
Não tenho outra coisa a dizer se não FANTÁSTICO. Livro envolvente e que nos prende a cada linha. Me deixou intrigada, apreensiva e, sem duvidas, mexeu com minhas emoções e sentidos. ????
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Rosana - @tudoquemotiva 17/11/2017

Será que é real?
Fiz a leitura desse livro por recomendação de uma amiga e vou dizer que fiquei muito surpressa com a leitura. O livro conta a história do Alex Broccoli, um menino de 10 anos que vê demônios desde os seus 5 anos de idade, e vai contar com a ajuda da Anya para tentar resolver o problema dessas visões. Parece meio simples, mas de simples esse livro não tem nada.

Vamos lá, Alex Broccoli tem dez anos de idade e desde o cinco ele vê demônios, tudo começou em uma tarde quando ele é informado que seu pai foi embora. Desde então ele passa a ver demônios de vários tipos, formas e tamanho. De todos os demônios que Alex vê, Ruen acabou tornando-se seu melhor amigo.

O histórico da família de Alex não é nada positivo, o pai tem um histórico duvidoso com armas e drogas, a mãe tem tendências suicídas e por conta disso não consegue cuidar muito bem de Alex. Depois da última tentativa de suicídio, sua mãe acaba indo parar no hospital, e para dar um apoio psicológico à Alex, Anya entra em cena.

O livro vai alternar os capítulos entre o cotidiano de Alex e o de Anya, porém nada é tão simples assim. Momentos pertubadores acontecem e muitas vezes te fazem questionar o que é ou não real nesse livro. Temas como esquizofrenia, distúrbios psicóticos infantis, suicídio são alguns dos temas apresentados, ou seja, não é uma leitura fácil de fazer.

Porém, por ser narrado por uma criança, o livro te deixa mais relaxado à ponto de você não conseguir ver as surpresas que o livro trás. Tem vários momentos marcantes e que te fazem repensar seus conceitos. Em certo capítulo você acredita em Alex e no que ele está falando, mas então vem Anya e mostra algo completamente diferente e você passa a questionar-se no que você acredita.

Além da trama envolvendo Alex, tem temos uma subtrama que fica por conta de Anya e os flashbacks de seu passado, que a cada capítulo fica mais evidente os traumas que ela passou. De certa forma, a influência de Ruen acaba por influenciar os pensamentos e ações de Anya.

A linguagem é bem fácil de ler, mas por apresentar temas mais pesados, pode ser difícil querer devorar esse livro. Eu gostei muito da leitura e o final me deixou uma incerteza de leve, mas enfim, acreditamos naquilo que achamos ser o certo. O livro vai terminar, mas acredito que sua perspectiva das coisas vai mundar depois da leitura.

Obs.: Um ponto positivo também é que, pelo livro se passar na Irlanda do Norte, vai apresentar um pouco da história do país, assim como a guerra que durou cerca de 30 anos no país, mas que ainda é possível ver as consequências disso.


site: http://www.tudoquemotiva.com/2017/11/o-menino-que-via-demonios-carolyn-jess.html
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Esdras 24/08/2017

" - Há dias em que eu sinto que a mente humana é um quebra-cabeça que jamais vou conseguir resolver."
O livro conta a história de um garotinho de 10 anos chamado Alex Broccoli.
Depois da morte de seu pai, aos 5, ele passou a ver demônios. Em especial, Ruen, que acabou se tornando seu melhor amigo.

Alex provém de uma família um tanto problemática.
Seu pai tem/teve um histórico duvidoso.
A mãe dele já tentou se matar algumas vezes.
E, depois da última, entrou em cena uma psiquiátrica infantil para dar um auxílio ao Alex.
Anya teve motivos pessoais para querer seguir essa carreira e, no decorrer do caso, ela se sente fortemente ligada ao Alex porque a remete diretamente a um acontecimento X do seu passado.

O livro gira em torno de assuntos relacionados e distúrbios psicóticos infantis.
(Nos agradecimentos há referências a casos na Irlanda do Norte, Reino Unido. Bora pesquisar!)

A narrativa se alterna entre Alex descrevendo seu dia a dia (quase sempre perturbador) e Anya dissertando e refletindo sobre as impressões de seu atual trabalho(também perturbadoras).
É um livro muito interessante e envolvente (visto os temas) e, também, muito psicológico.

É um livro muito interessante e envolvente (visto os temas) e, também, muito psicológico.
A relação de Alex com o seu demônio nos deixa perdidos em relação ao verdadeiro problema que ele tem.
Ficamos no escuro nessa questão.
Isso se segue por toda a leitura. Ficamos a mercê das crenças dos personagens ou da nossa própria, se tivermos.
Em qual categoria encaixar esse garotinho?
É um trauma?
Ele tem um lance espiritual e vê mesmo um demônio?
Muitas foram as vezes em que me recusei a aceitá-lo como esquizofrênico(como fora sugerido pelos demais personagens) e afirmei que Ruen era mesmo real!.
A autora explora bem os conflitos nas mentes dos personagens e consegue mexer com as nossas certezas, já que os próprios personagens já não têm nenhuma.

Os problemas do passado de Anya são igualmente perturbadores e toda a sombra negra que paira sobre a relação Alex-Ruen-Anya mete medo.
Os verdadeiros planos de Ruen são perturbadores.
Gostei bastante de todos os personagens.
O Alex é muito inteligente. Muito dedicado a mãe, apesar de tudo. Inocente e esperançoso também.
Gostei de entrar na cabeça deles, mesmo que, quanto mais fundo, mais confuso era.
A narrativa permaneceu quase toda muito interessante. Eu descartaria algumas cenas/páginas entre Ruen e Alex, que poderiam ter sido mais “pesadas”, mesmo entendendo que o demônio estava plantando para colher depois.
Não gostei muito das revelações a respeito do pai do Alex, mas foi pouco incômodo.
Sobre o desfecho, esperei por uma tragédia maior, mas foi satisfatório.
Esperei mais ainda esclarecer minha grande dúvida a respeito de tudo sobre o Alex...mas ela ainda está aqui.rs.
É intencional por parte da autora, sem dúvidas.
Ótima leitura! =)
Junior 24/08/2017minha estante
Quero ler. Gostei da resenha


Esdras 24/08/2017minha estante
Espero que curta a leitura. ^^




Bella 18/05/2017

“A maior peça que o diabo já nos pregou foi nos convencer que ele não existe."
Foi um dos melhores - se não o melhor - livro que já li em toda a minha vida e não li poucos. Uma palavra que o define é SURPREENDENTE. A história já é promissora por si só, porém a forma que a autora desenvolve é fenomenal, te prende.

Apesar de abordar um assunto tão delicado/complexo, a linguagem é super simples e fácil de ler... Há várias citações que nos fazem refletir entre os capítulos.

Não há como não se apegar ao Alex. Ele é super sincero - o que às vezes o tornava engraçado e outras me deixava triste com toda a situação - e bastante inteligente pra idade.

Mas o que te instiga é saber o que Ruen quer de Alex e Anya, a psiquiatra. Ele faz um jogo psicológico tão forte que afeta não só os personagens, mas também nós, leitores. Você quer acreditar no Alex, mas reflete e concorda com Anya para algumas páginas depois mudar novamente de opinião.

Em momento algum o livro nos força a crer em nenhum tipo de religião, acreditar ou não em Ruen vai de cada um. Porém mesmo que o fizesse, continuaria sendo uma história que muda sua perspectiva de vida após a leitura.

site: http://www.mechamadebella.com/2015/11/o-menino-que-via-demonios.html
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Nath @sobre.ler 19/11/2016

Favorito! <3
A história alterna entre doce e triste, verdadeiro e mágico. Quando você percebe, está mergulhado nessa narração pura, inocente e avassaladora, devorando as páginas buscando respostas. Você se vê dividido entre a racionalidade e a fé. Esse livro tem uma história intensa, recomendado para todos que gostam de histórias que te façam questionar, que não te dê todas as respostas, mas que te sugue a cada palavra.
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Jordana Martins(Jô) 10/09/2015

O menino que via demônios
O título com certeza desperta olhares enviesados de outros, principalmente os religiosos, mas o que eles não sabem é como o livro é sublime de toda forma. Ele é escrito nos mostrando a visão de Alex, um garotinho esperto e excêntrico, altamente amoroso. E também a visão de Anya a psicóloga que foi designada para tratar o caso de Alex.

Alex vive em um ambiente nada favorável a uma criança. Sua mãe tenta constantemente o suicídio e Alex os tem presenciado desde os cinco anos. O amor que ele sente por sua mãe e o que ela sente por ele é inegável, mas nem todo amor é capaz de fazer sua mãe ter vontade de viver. Neste redemoinho de sentimentos Alex começa uma forte amizade com um demônio o Ruen,que se diz amigo de Alex. O problema é que essa amizade tem causado muitos distúrbios na vida dele.

É aí que entra Anya junto de Michael que são as pessoas designadas de tratar esse distúrbio de Alex. Michael não quer em hipótese alguma separar mãe e filho, já Anya acha que uma internação é necessária, pois é fácil notar que Cindy a mãe de Alex, é incapaz de cuidar da criança, visto a situação em que vivem. Anya também tem seus problemas de superação. A morte precoce de sua filha Poppy por conta de uma esquizofrenia. Isso a tornou uma pessoa temerosa e com espírito heroico, pois se ela não salvou a filha quer concertar o seu erro salvando outras crianças com os mesmos problemas. Tratar os problemas dos outros é mais fácil do que os seus.

O fato é que no livro inteiro você não sabe se realmente Alex vê os demônios ou se tudo não passa de uma doença mental. Primeiro que Anya não é religiosa e não é do feitio das pessoas acreditar em céu ou inferno. O fato é que em determinados momentos você pensa Alex realmente tem problemas psicológicos e em outras ocasiões você já acredita que realmente ele vê demônios. O livro é simples e eu nem ao menos tinha dado alguma importância a ele, mas com certeza me surpreendeu do inicio ao fim. É tocante, é singelo. Faz você temer ao oculto. Você não sabe o que é real ou não, muitas vezes me peguei duvidando de minhas próprias crenças. Apeguei-me aos sentimentos de Alex, afinal ele é só uma criança que vive em um lar desproporcional a qualquer um. Eu tenho minha conclusão do fim, eu acredito em uma das vertentes. Talvez nós sejamos muito céticos às vezes, ou talvez sejamos contemplativos demais. Cabe a você escolher em que acreditar. É como Bentinho e Capitu. Será que ela traiu ou não? Será que Alex realmente vê demônios ou será só fruto de uma mente conturbada?
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Grazi 06/06/2015

Me sigam no meu Instagram de livros @booksislife
O que falar desse livro?? Perturbador acho que posso falar que sim. Pq acho que só lendo pra entender mas é uma história totalmente que te prende e vc quer saber o final. Não tem como não se envolver. Bom é isso gente, recomendo demais. *-*
SINOPSE: : O romance conta a história de Alex, um garoto de 10 anos que, desde a morte do pai, tem como melhor amigo um demônio de nove mil anos. Após a tentativa de suicídio da mãe, Alex conhece Anya, uma psiquiatra infantil que sofre com a esquizofrenia da própria filha. Ao longo do tratamento de Alex, porém, Anya passa a questionar suas próprias certezas: seria ele esquizofrênico ou o garoto realmente é capaz de ver demônios?

site: https://instagram.com/p/qzKxNoRSpd/?taken-by=booksislife
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Vanessa Bittencourt 02/12/2014

Alex Broccoli tem dez anos e ninguém além dele mesmo pode ver o seu único amigo. Seu nome é Ruen, um demônio de nove mil anos e quatro facetas: a Cabeça de Chifre, o Monstro, o Menino Fantasma e o Velho. Ruen assume uma faceta diferente de acordo com a situação. Quando a mãe de Alex tenta suicídio, a psiquiatra Anya é convocada para cuidar do menino. O encontro com Alex reacende diversos problemas pessoais de Anya, envolvendo sobretudo seu histórico familiar de casos de esquizofrenia. De modo geral, ela procura entender quem é Ruen e proteger Alex de si mesmo, ao mesmo tempo em que tenta lidar com seus próprios fantasmas (ou quem sabe demônios?).

A trama se passa na Irlanda Norte, terra natal da autora, e de certa maneira nos faz refletir sobre os possíveis efeitos psicológicos nas gerações mais novas após décadas de tensão política e religiosa e muita violência e repressão. Para quem não está familiarizado com o contexto, entre os anos 60 e 80 os conflitos entre a comunidade católica separatista e os protestantes que defendiam a permanência da Irlanda do Norte no Reino Unido resultaram em atentados e milhares de mortes. Infelizmente o Sunday, Bloody Sunday cantado pelo U2 foi um episódio bem real. O IRA, Exército Republicano Irlandês, é a primeira referência quando pensamos no conflito e ao longo do livro descobrimos que Alex não está tão distante deste quadro de tensão.

Alex tem uma relação complexa com Ruen, ora necessitando da sua companhia, ora sentindo temor diante dela. O demônio faz muitas promessas e exigências para manter a conexão com o menino e, em certa medida, o controle sobre ele.

Não posso deixar de mencionar duas coisas muito importantes presentes no livro: o teatro e a música clássica. Alex está envolvido com uma apresentação teatral. A peça em questão é Hamlet, justamente a obra que mais gosto de Shakespeare. Alex interpreta Horácio, um dos primeiros a ver o Fantasma na peça. Coincidência? Claro que não! Já a música tem muito destaque na vida de Anya, que além de psiquiatra é pianista. Esse também é o elo entre Anya e Ruen.

O Menino Que Via Demônios é um livro angustiante, emocionante e envolvente. Os capítulos se alternam entre o diário do menino e a narrativa de Anya. Essa construção é interessante porque permite que cada leitor se envolva profundamente com o caso de Alex e de duas maneiras diferentes. Minha promessa é: aguardem um excelente final de livro.

site: http://despindoestorias.com/2014/resenha-o-menino-que-via-demonios-carolyn-jess-cooke/
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Rittes 23/09/2014

Demônios interiores
Diferente, interessante e cativante seriam adjetivos bem adequados a esta obra de Carolyn Jess-Cooke. Passando longe do sobrenatural, o livro toca num assunto polêmico: a esquizofrenia infantil. Conta a história de Alex, um menino que vive na conturbada Belfast, na Irlanda do Norte, e que afirma ser amigo de um demônio chamado Ruen. Segundo Alex, Ruen gosta de pudim de pão, de Mozart e de aparecer em várias formas diferentes. Acompanhando seu caso está a psiquiatra Anya, que também tem um trauma relacionado à própria filha. Ao trabalhar a incerteza da existência ou não de Ruen, a autora desfila várias teorias sobre as doenças mentais infantis, ao mesmo tempo que discute a política na Irlanda. Bem escrito, sensível e interessante, "O menino que via demônios" pode ser uma ótima pedida para quem não aguenta mais o óbvio. Recomendo.
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Felipe Miranda 09/01/2014

O Menino Que Via Demônios - Carolyn Jess-Cooke por Oh My Dog estol com Bigods
Ansiava por uma leitura desse gênero há um tempo.

Cindy não é um exemplo de mãe a ser seguido, após a morte do marido ela já tentara suicídio algumas vezes, várias delas onde Alex, seu filho de 10 anos, presenciara. Cindy é aquele tipo de personagem que sinto ódio e ao mesmo tempo sinto pena, acho que a vida pode ser realmente mais difícil quando perdemos quem amamos mas num papel de mãe, eu esperava que ela se sustentasse pelo filho, Alex é um garoto incrível mas o ambiente familiar o fez amadurecer rapidamente. Ele está vivendo Horácio em uma adaptação para o teatro, de Hamlet e suas piadas são realmente péssimas como devem ser. Não foi apenas para sua mãe que as coisas mudaram após a morte de seu pai, desde então Alex é amigo de Ruen, um demônio de nove mil anos que fale mais de seis mil idiomas e se apresenta de formas diferentes, como um garoto, um velho ou um monstro. Ninguém além de Alex pode vê-lo, todos acham que Ruen se trata de um amigo imaginário pelo fato de Alex ser solitário, mas eu tive minhas dúvidas, mesmo ele sendo de fato sozinho.

Ruen quer que Alex mate alguém.
É o único jeito...
Talvez Alex não tenha valor algum e jamais seja alguém ou construa algo na vida...

Quando Cindy comete mais uma tentativa de suicídio, Alex é posto em observação e se iniciam uma série de consultas e tratamentos para tentar resolver a questão: Alex é capaz de ver demônios ou sofre de alguma doença mental, esquizofrenia? Os responsáveis por esse processo serão a psiquiatra infantil, Anya e o assistente social, Michael. É peculiar dizer que Michael tinha um amigo imaginário quando criança e que Anya, perdeu mãe e filha para a esquizofrenia. Ambos contém bagagem e conhecimento a respeito, mas acreditar que demônios existem e interferem tão diretamente na vida de uma criança...

Ruen é assustador, ele fará Alex ver, sentir e fazer coisas, até o desfecho do livro garanto que todos que lerem terão momentos angustiantes. Um dos capítulos mais esperados por mim é quando Ruen faz perguntas a Anya por intermédio de Alex, foi muito sombrio. Foram nesses momentos que percebi que por mais que a ciência explique centenas de coisas há horas em que exorcizar seus próprios demônios depende apenas de você. Superar, seguir em frente, aceitar, enxergar com outros olhos, encontrar todas as respostas. Para mim, Alex via sim demônios, Ruen era real e só existia por questões mal resolvidas, por pensamentos presos e ideias erradas.

Os capítulos são intercalados entre narrações de Alex e Anya. Foi uma leitura gostosa que me envolveu completamente. Um dos melhores livros do ano.

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com/2013/06/resenha-o-menino-que-via-demonios.html
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