1Q84

1Q84 Haruki Murakami




Resenhas - 1Q84


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Gildo 23/09/2013

Infringindo a regra, o volume Dois é melhor do que o Um.
Geralmente, as continuações, sejam de livros ou de filmes, decepcionam no segundo volume. Regra particular que tenho observado na maioria das produções. Quando sobrevive ao terceiro produto, este geralmente mostra uma melhora em relação ao segundo.

Subvertido na história, na lógica e na fantasia, Murakami consegue botar por terra essa teoria. O segundo livro é alucinante, ansioso, é possível ouvir as batidas do coração de ambos os personagens protagonistas. Aomame e Tengo estão unidos e longínquos. Mas a união é presente e sentida a cada passo em que as estranhas coincidências da história se convergem.

Se os elementos fantásticos deram as caras no primeiro livro, agora, aparecem claramente para fazer um estranho sentido. Mais sensual, com passagens marcantes, o livro dois de 1Q84 trata do corpo com detalhes e da alma com vastidão. Ao descobrir que seus destinos foram ligados pelo amor e que, por isso, ambos foram transportados a uma outra realidade, Tento e Aomame vivem sua história fatal, cada qual em seu universo. E mesmo quando estão diante um do outro, percebem que suas vidas também nasceram para estar separadas e a união é impossível.

Fascinante como o nonsense das duas luas torna-se ainda mais agradável e dotado de estranha lógica. Como escreveu um crítico na orelha do livro: Magnum Opus de Murakami.

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Aline T.K.M. | @aline_tkm 05/08/2013

Um soco na boca do estômago
Se o primeiro volume da trilogia mergulha o leitor em descobertas enquanto penetra no emaranhado que é a personalidade dos protagonistas, o Livro 2 tem atmosfera mais sombria. Uma aura de pessimismo envolve o todo, e os personagens são confrontados pela desilusão e por certo cansaço.

Os percursos de Tengo e Aomame seguem intercalados nos capítulos – recurso que, particularmente, gosto bastante. No passado e no presente, a vida dos protagonistas se assemelha em níveis diversos, como se desde sempre estivessem de alguma forma conectados. A aproximação de Aomame e Tengo parece ser cada vez mais iminente, ao passo que o sentimento – tão intenso – que os une torna-se mais e mais consolidado no interior de cada um deles.

O amor entre os protagonistas é platônico, porém pulsante e de difícil compreensão. E esse amor acabará por influenciar o desenrolar dos fatos – sob o difícil peso das consequências. As missões carregadas não podem ser deixadas de lado, e decisões importantes precisam ser tomadas nesse novo mundo em que um par de luas é visto no céu. Mais que apenas injetar tensão, Murakami sabe mantê-la e também manipulá-la em um crescendo lancinante.

Para quem espera um iniciar da resolução do mistério, ainda não será dessa vez. Mesmo que alguns detalhes da seita Sakigake e do Povo Pequenino sejam revelados, e que Aomame finalmente se veja frente a frente com o Líder, mais perguntas brotam na cabeça do leitor conforme avançam os acontecimentos.

No papel de espectadores inquietos, só nos resta aguardar pelo terceiro e último volume da trilogia. Entretanto, a riqueza de detalhes do enredo provavelmente nos fará reler os dois primeiros livros nesse ínterim. O que, nesse caso, nunca é demais: quem está acompanhando a trilogia bem sabe que qualquer espera se transforma facilmente numa eternidade.


LEIA PORQUE... A escrita do Murakami continua fascinante. Quanto à trama e aos personagens, cada capítulo só vem a reafirmar sua meticulosa construção.

DA EXPERIÊNCIA... Disse anteriormente (no Facebook) e repito aqui: concluir a leitura foi como levar um soco na boca do estômago, e a urgência pelo desfecho quase chega ao desespero. Neste segundo livro, o mundo de 1Q84 ganha um contorno cada vez mais real na mente do leitor.

FEZ PENSAR EM... Murakami continua obcecado por peitos volumosos. E, preciso dizer, a comidinha que Tengo começa a preparar no finzinho da página 71 me fez salivar um tanto...

site: Leia mais em: http://LIVROLAB.blogspot.com
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Liliana 02/08/2013

1Q84
Quando terminei o primeiro livro da série dei graças por já ter o segundo em mãos. Haruki Murakami é um escritor de uma imaginação impressionante. Conseguiu escrever um livro de suspense, ficção, mistério sem ser comum. Achei o segundo ainda melhor que o primeiro.
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Albuquerque 26/06/2013

Vejo duas Luas no céu...
Muitos mistérios foram esclarecidos neste segundo livro e agora já sabemos bastante sobre Sakigake e sua seita religiosa. Muitos mistérios, porém, ficaram para serem desvendados no terceiro livro, como já era de se esperar! Estou aguardando ansiosamente o último livro da série. E torcendo pra caramba pelo "final feliz", ainda que ache que seja meio difícil pelo andar da carruagem. Estou gostando tanto da história que já estou até vendo duas Luas no céu... será que estou em 2Q13?

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Felipe 29/04/2013

1Q84 - Livro 2
Não pretendo aqui fazer uma resenha, mesmo porque nada tenho acrescentar em relação às já publicadas aqui, que são muito boas. Mas gostaria de fazer um comentário sobre o fato de um livro do Murakami, em especial 1Q84, ser mais que uma simples leitura. É uma experiência.

Seu mundo estranho, violento, sexual e surreal faz com que a gente esqueça do nosso mundo. Me vi incomodado às vezes, fascinado em tantas outras, mas nunca indiferente. Tinha receio que o Livro 2, por ser intermediário, pudesse ter algum problema de fluidez, que pudesse ser a típica "enrolação" até chegar ao que interessa. Felizmente, eu estava redondamente enganado. A história avança muito, acontecimentos importantes e revelações não param de aparecer e a relação entre os protagonistas se estabelece com muita força e delicadeza. Não vejo a hora ler o último volume.

Acho que, sem querer, ao falar sobre o livro dentro do livro (página 302), Murakami acaba definindo a própria obra: "O livro tinha um estilo que emanava uma estranha e peculiar tristeza." "… Mas, por trás dela, fluía uma energia obscura, invisível e poderosa".
Cecília 30/04/2013minha estante
Estou terminando o Livro 1 e já mal posso esperar pelo Livro 2! Murakami me surpreendeu muito, comecei a ler sem nenhuma expectativa cá estou eu! Apaixonada pela obra...


Albuquerque 26/06/2013minha estante
Concordo com você. É, realmente, um livro que não se pode ler indiferente. Curti demais o estilo de Murakami e, com certeza, devo ler outras obras dele.


eduardo 03/07/2013minha estante
lipe, eu gosto destas coisas oníricas, mas minha única experiência com este autor não foi lá muito feliz... :-( em todo caso, eu adorei sua "resenha" [você não acha que seja uma, mas eu não saberia como nomear seu texto :-)]. você se exprime de uma maneira muito elegante :-D




Alexandre Kovacs / Mundo de K 30/03/2013

Haruki Murakami - 1Q84 - Livro 2
Editora Objetiva, Selo Alfaguara - Tradução direta do japonês de Lica Hashimoto - Lançamentol: Março 2013 (lançamento original no Japão em 2009).

Neste segundo volume da trilogia, Haruki Murakami consegue avançar no intrincado mundo de 1Q84 mantendo o ritmo cinematográfico e ainda sem descuidar do nível de tensão e suspense criados no primeiro livro. A narrativa continua intercalando os capítulos com as trajetórias dos protagonistas Tengo e Aomame que se aproximam, ou se reaproximam, cada vez mais na sua busca pelo amor (como resumiu o próprio Murakami). Ao mesmo tempo, maiores detalhes são revelados sobre a seita Sakigake, cujo líder Aomame deverá eliminar, e o temível Povo Pequenino, através de "Crisálida de Ar", o romance que Tengo reescreveu à partir do roteiro original da jovem e bela Fukaeri, além da difícil explicação sobre a clonagem de alguns personagens com os conceitos de dohta e maza.

Murakami consegue desenvolver a sua saga, sem se importar em tangenciar a perigosa fronteira entre o best seller de leitura fácil e a literatura de conteúdo. De fato, a narrativa é tão ambiciosa que, em muitos momentos, exige uma certa dose de complacência do leitor para aceitar as incríveis reviravoltas e emaranhado ficcional do mundo de duas luas imaginado pelo autor, um mundo novo e não paralelo, como explica neste volume. De qualquer forma, não há como não se deixar levar pelo prazer da refinada prosa de Murakami que parece ter sido inteiramente preservada na dedicada tradução direta de Lica Hashimoto. Agora só nos resta esperar pelo lançamento do livro 3 no Brasil, ainda sem data marcada para publicação.

"As batidas de seu coração continuavam a emitir um som seco e duro, mas a tontura estava passando. Escutando as batidas, ele continuou olhando as duas luas que pairavam no céu de Kôenji, com a cabeça encostada no corrimão do escorregador. Era uma imagem inusitada. Um mundo novo em que existe uma nova lua. Tudo parecia incerto e ambíguo. 'Há uma única coisa que eu posso afirmar', pensou. 'Independentemente do que aconteça comigo, jamais conseguirei contemplar o céu com duas luas como algo natural e cotidiano.'" - pág. 318.
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Leonardo 26/03/2013

Que venha o livro 3!!!!!
Disponível em http://catalisecritica.wordpress.com/


Quem quiser saber mais sobre 1Q84 e sobre Haruki Murakami, leia meu post anterior aqui, sobre o livro 1.
Como é de se esperar, no livro 2 a história avança bastante e começamos a vislumbrar quão insano é o universo criado por Murakami. Aprendemos mais sobre o porquê das duas luas, conhecemos o fascinante líder, aprendemos também sobre o povo pequenino e sobre a relação entre Aomame e Tengo.
A impressão que tive é que o ritmo deu uma arrefecida. Nem de longe quero dizer que o livro 2 é inferior ao livro 1. Pelo contrário, uma vez que já conhecemos os personagens, Murakami vai aprofundando seus backgrounds, esclarecendo alguns mistérios e, principalmente, fazendo-nos perceber que, no final das contas, 1Q84 é uma história de amor.
Sem entregar a trama do livro, para mim é especialmente bem trabalhado um assassinato que Aomame tem que cometer. Ao invés de partir imediatamente para a ação, Murakami investe tempo para deixar toda a situação bem esclarecida e, principalmente, criar tensão. E isso ocorreu de tal forma que eu queria interromper meu trabalho para continuar a leitura e descobrir como ia terminar aquela história. A única frustração ao terminar a leitura desse livro 2 (por sinal eu o li bem mais rapidamente que o livro 1) foi constatar que demorará uns seis meses para eu saber como termina essa história.
Voltando às comparações, Murakami continua impecável:
Tengo observa um homem bastante estranho que veio conversar com ele:
“Os dentes eram desalinhados, e a coluna arqueada num ângulo esquisito. O alto da cabeça era grande, estranhamento achatado e calvo, com as pontas dos cabelos recurvas. Lembrava um heliporto militar construído estrategicamente no alto de uma colina. Tengo vira um desses num documentário sobre a guerra do Vietnã. Os poucos cabelos pretos, de fios grossos e crespos, que ainda se agarravam ao redor da calvície estavam tão compridos que, em desalinho, cobriam as orelhas. De cem pessoas, noventa e oito certamente associariam aqueles cabelos a pelos pubianos. Quanto às outras duas, Tengo não tinha ideia do que poderiam pensar.”
“O terno cinza que ele vestia, de tão amarrotado, lembrava uma terra devastada pela passagem de uma geleira.”
Aomame num hotel antigo:
“O saguão do hotel Ôkura era amplo, de pé-direito alto, e a luminosidade reduzida o assemelhava a uma colossal caverna sofisticada. As vozes indistintas daqueles que conversavam sentados nos sofás ecoavam pelo salão como suspiros de animais estripados. O carpete espesso e macio lembrava musgos pré-históricos de alguma ilha do extremo norte, absorvendo o som dos passos ao longo dos séculos. As pessoas que caminhavam pelo salão eram como um grupo de fantasmas que, desde tempos imemoriais, era mantido preso àquele lugar, repetindo ininterruptamente as mesmas funções impostas por um feitiço.”
E uma das mais fetichistas descrições de uma orelha:
“Porém ela parecia bem diferente de quando ele a vira naquela manhã. Era porque – Tengo levou tempo para perceber – ela estava com o cabelo preso, com as orelhas e o pescoço à mostra. O par de pequenas orelhas rosadas parecia ter acabado de ser feito e, para finalizar, uma escova de cerdas macias havia deixado a pele lisa, sem marcas. Pareciam ter uma finalidade puramente estética, e não a função objetiva de ouvir sons. Pelo menos era assim que Tengo as via. O pescoço elegante, fino e longo, resplandecia como o brilho das verduras que crescem sob os auspícios da abundante luz solar. Um pescoço imaculado, que combinava com o orvalho da manhã e as joaninhas. Apesar de ser a primeira vez que Tengo a via de cabelo preso, aquela imagem lhe transmitia beleza e uma sensação de milagrosa intimidade.
Tengo havia fechado a porta atrás de si, mas se mantinha parado na entrada. As orelhas e o pescoço dela o deixaram confuso e encabulado, como se estivesse diante de uma mulher totalmente nua. Como um explorador que acabou de descobrir uma fonte secreta na nascente do Nilo, permaneceu mudo, os olhos fixos em Fukaeri. Suas mãos continuavam segurando a maçaneta.”
Que venha o livro 3!!!!
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Helder 20/03/2013

E a saga continua!
Este livro não decepciona, corresponde às espectátivas da trilogia e aumenta ainda mais a ânsia pelo seu desfecho. No primeiro livro, muitas perguntas permanecem sem respostas, mas o enredo já é apresentado de forma explêndida por Murakami. Agora no segundo livro, a trama segue sua linha de suspense, mistério, ação e amor. As perguntas quanto a crisálida de ar e o povo pequenino são mais esclarecidas neste volume, que vai adentrando ainda mais no mundo surreal de 1Q84. Leitura indispensâvel para todos que leram o primeiro volume.
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Becca 12/03/2013

Mais do que intrigante!
Tengo e Aomame estão em 1Q84, um mundo com duas luas no céu, estranhas ceitas e como se não bastasse, sendo assistidos pelo tão questionado Povo Pequenino. Em seu segundo volume, Murakami se aprofunda no mistério que envolve a história, abre e fecha portas, além de deixar o leitor em um estado que vai além da curiosidade.

"- Mas isso não é ficção. Estamos falando do mundo real.
Tamaru estreitou os olhos e mirou atentamente o rosto de Aomame. Em seguida, abriu lentamente a boca para dizer:
- Quem pode afirmar isso?"

Intrigante é a palavra perfeita para descrever 1Q84. A história torna-se mais intrigante a cada página, a cada diálogo curto dos personagens. É, acima de tudo, um livro complexo que aborda um assunto original. Trata-se de uma história rica até nos mínimos detalhes. Uma obra realmente envolvente e em melhores palavras, curiosa.

Boa parte do livro depende da compreensão e da dedução do leitor. No segundo volume, algumas peças começam a se encaixar, enquanto outras parecem se distanciar ainda mais do quebra-cabeças (põe quebra nisso) criado pelo criativo Murakami. Por enquanto, muitas das coisas ainda não passam especulações. Como eu disse, as peças e pistas deixadas para trás precisam ser analisadas pelo leitor. Afinal, o Povo Pequenino não facilitará o lado de ninguém.

Eu estava muito curiosa sobre Crisálida de Ar e finalmente acabamos descobrindo mais sobre a obra neste segundo volume!

O desenvolvimento da história é como um passe de mágica e se bobear, um dos principais pontos fortes de 1Q84. Acho que algumas partes são extremamente desnecessárias e pura enrolação. No entanto, são poucas.

É um livro que requere atenção, isso é fato. Não diria que se trata de uma leitura leve e rápida, mas voltando a palavra chave: intrigante. Me senti parte da história, em uma leitura que quanto mais se lê, menos sabe onde está pisando.
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