1Q84

1Q84 Haruki Murakami




Resenhas - 1Q84


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Fabio Shiva 18/02/2018

maratona
Desde que li o autobiográfico “Do Que Eu Falo Quando Eu Falo De Corrida”, no ano passado, fiquei curiosíssimo para ler alguma obra ficcional de Murakami. Por isso foi de uma escandalosa abundância o Universo ter me presenteado, através do querido amigo Carlinhos Santos da Silva, justamente com a mais aclamada ficção de Murakami, “1Q84”.

Não se trata de uma trilogia, mas de uma única história, com cerca de 1.000 páginas, dividida em três volumes. Li os dois primeiros volumes com atenção quase que exclusiva (coisa rara para mim, que geralmente leio três livros ao mesmo tempo). Acabei ficando um pouco cansado do estilo, e intercalei com “São Bernardo” de Graciliano Ramos, que curiosamente é o mais perfeito oposto que posso imaginar para “1Q84”. E agora por fim termino a leitura do terceiro volume, com muita gratidão por essa leitura e a sensação de que é muito difícil definir ou delimitar a obra de Murakami.

A história de “1Q84”, ao meu ver, é uma típica história japonesa de amor, bem no estilo de “Musashi” de Eiji Yoshikawa, com muitos desencontros e frustrações. A originalidade de Murakami é situar o romance de Aomame e Tengo no mundo paralelo de 1Q84, onde existem duas luas no céu e um Povo Pequenino usa e abusa da magia em rituais secretos. Então existe um toque de suspense, de ficção científica (ou realismo fantástico) e até um sutil senso de humor.

Não gostei muito das contínuas repetições, bem ao gosto dos mangás e animes (mas que não me parece ser uma característica da literatura japonesa em si, pois o já citado “Musashi”, cujas mais de 1.700 páginas li duas vezes com grande entusiasmo, não incorre nesse tipo de repetição, apesar de ter sido publicado originalmente como folhetim). Em alguns trechos achei a prosa bem nefelibata, e se não soubesse se tratar de um autor consagrado, teria considerado como erros decorrentes de inexperiência. Mas como foi Murakami que escreveu, talvez eu é que não tenha captado a mensagem.

Por outro lado, gostei imensamente do rico universo imaginário do autor, principalmente quando comecei a lê-lo como se fosse poesia, e não prosa: foi como se uma porta secreta se abrisse e revelasse (não por acaso) novos mundos. E Murakami também tem algumas frases que fazem a gente refletir e crescer, como por exemplo:

“Um escritor só se aperfeiçoa com o ato contínuo de escrever.”
*
“O corpo é um santuário (...) independentemente do que se cultue nele”.
*
“As pessoas que não sabem pensar são justamente as que não sabem escutar o que os outros têm a dizer.”
*
“Se você fizer algo incomum, não importa o que seja, alguém sempre vai ficar bravo.”

Gratidão!


site: https://www.facebook.com/sincronicidio
Rosangela 30/06/2018minha estante
To no 1 volume e o cara se repete muito e parece q tem fetiches porq repete sempre aquela cena kkkkkk


Fabio Shiva 30/06/2018minha estante
Oi Rosângela! Rarara, depois quero saber o que você achou!!!


Rosangela 01/07/2018minha estante
N sei se vou ler o 2, as repetições do 1 ja me irritou


Fabio Shiva 03/07/2018minha estante
Então é mesmo bem provável que não goste do 2, querida!




Felipe 29/04/2013

1Q84 - Livro 2
Não pretendo aqui fazer uma resenha, mesmo porque nada tenho acrescentar em relação às já publicadas aqui, que são muito boas. Mas gostaria de fazer um comentário sobre o fato de um livro do Murakami, em especial 1Q84, ser mais que uma simples leitura. É uma experiência.

Seu mundo estranho, violento, sexual e surreal faz com que a gente esqueça do nosso mundo. Me vi incomodado às vezes, fascinado em tantas outras, mas nunca indiferente. Tinha receio que o Livro 2, por ser intermediário, pudesse ter algum problema de fluidez, que pudesse ser a típica "enrolação" até chegar ao que interessa. Felizmente, eu estava redondamente enganado. A história avança muito, acontecimentos importantes e revelações não param de aparecer e a relação entre os protagonistas se estabelece com muita força e delicadeza. Não vejo a hora ler o último volume.

Acho que, sem querer, ao falar sobre o livro dentro do livro (página 302), Murakami acaba definindo a própria obra: "O livro tinha um estilo que emanava uma estranha e peculiar tristeza." "… Mas, por trás dela, fluía uma energia obscura, invisível e poderosa".
Cecília 30/04/2013minha estante
Estou terminando o Livro 1 e já mal posso esperar pelo Livro 2! Murakami me surpreendeu muito, comecei a ler sem nenhuma expectativa cá estou eu! Apaixonada pela obra...


Albuquerque 26/06/2013minha estante
Concordo com você. É, realmente, um livro que não se pode ler indiferente. Curti demais o estilo de Murakami e, com certeza, devo ler outras obras dele.


eduardo 03/07/2013minha estante
lipe, eu gosto destas coisas oníricas, mas minha única experiência com este autor não foi lá muito feliz... :-( em todo caso, eu adorei sua "resenha" [você não acha que seja uma, mas eu não saberia como nomear seu texto :-)]. você se exprime de uma maneira muito elegante :-D




mayara.marinheiromartinelli 05/09/2018

Superestimado
Confesse q o primeiro livro da trilogia não havia me agradado tanto , mas esse consegui ser pior , 373 páginas de nada , dois personagens chatos e desinteresses , Aomame consegui regredir e se tornar uma personagem vazia !
Não eu não preciso ficar lendo sobre como os personagens cozinham , é inútil só serve para encher papel , e tb quantas vezes eles atendem o telefone e muito menos a divagação do autor sobre os seios das personagens, coisa comum de autores homens fazerem , e nem usar sexo como plot e tentar fazer parecer inteligente, sério cenas de sexo em livros softporn fazem mais sentido e acrescenta a mais a trama !! Eu vou terminar de ler a trilogia mas acho Aomame super parecida com Lisbeth Salander da Trilogia Millennium de Stieg larson , mas sem carisma e os Pequeninos lembram muito personagens de um conto de Tripulação de Esqueleto de Stephen King, e ambos os escritores são muito melhores que Murakami!!
Jessé 23/11/2018minha estante
Pow colega! Vc fez comparação com dois escritores bem diferentes do estilo do Murakami. O fato de alguns detalhes serem parecidos, não quer dizer que faça sentido essa comparação.

E sobre um escritor ser melhor que outro é muito relativo. Principalmente se tratando do King, que não é nenhuma unanimidade. Ele é o tipo de escritor ame ou odei. No meu caso por exemplo eu prefiro o Murakami do que o King, apesar de esse segundo volume não ter me agradado também.


mayara.marinheiromartinelli 23/11/2018minha estante
Eu só disse verdades Murakami é superestimado e eu comparei esses dois escritores pq a ideia central desse livro é muito parecida com as obras deles e essas obras foram publicadas antes dessa trilogia e para mim são melhores, Murakami não é tudo isso na minha opinião e assim como O King não merece ser cogitado ao Nobel pq ambos não fazem nada demais na literatura


Jessé 25/11/2018minha estante
Bom.... eu não acho que essas histórias tem muito em comum a não ser breves semelhanças as quais vc mencionou. Mas cada um tem uma perspectiva não é mesmo? Sobre prêmios,isso não significa muita coisa pra dizer se um escritor fez, ou não fez algo demais pra literatura. King apesar de eu não gostar, é inegável que ele vai deixar um legado enorme pra literatura Terror/Fantástica assim como Murakami vai deixar um grande legado para literatura Scifi e é também um dos responsáveis por abrir caminho para que a literatura Japonesa ficasse mais conhecida no mundo todo. Dizer que um desses escritores não fazem nada demais na literatura é bem exagerado. É só ver o tanto de escritores de hoje em dia, que são influenciados por suas histórias.




Cahê 29/10/2019

Um pouco inferior ao primeiro livro, mas ainda assim outra ótima obra do Murakami. Vamos para o terceiro.
Kelly Martinez 29/10/2019minha estante
Achei o primeiro melhor de todos!


Cahê 29/10/2019minha estante
Achei excelente mesmo, mas tenho esperanças no terceiro haha




Aline Tanaka 20/12/2013

E depois de 400 páginas...
...o livro termina com muita enrolação, e pouca pergunta respondida. G.R.E.A.T.

Se não fosse essa minha curiosidade, parava por aqui.
Renata 02/03/2015minha estante
concordo, Aline... achei que o segundo livro foi cheio de encheção de linguiça e muito repetitivo na descrição do quão talentosa Aomame é em seu trabalho, entre outras coisas... E que, ao que tudo indica, não será explicado no volume 3.




Becca 12/03/2013

Mais do que intrigante!
Tengo e Aomame estão em 1Q84, um mundo com duas luas no céu, estranhas ceitas e como se não bastasse, sendo assistidos pelo tão questionado Povo Pequenino. Em seu segundo volume, Murakami se aprofunda no mistério que envolve a história, abre e fecha portas, além de deixar o leitor em um estado que vai além da curiosidade.

"- Mas isso não é ficção. Estamos falando do mundo real.
Tamaru estreitou os olhos e mirou atentamente o rosto de Aomame. Em seguida, abriu lentamente a boca para dizer:
- Quem pode afirmar isso?"

Intrigante é a palavra perfeita para descrever 1Q84. A história torna-se mais intrigante a cada página, a cada diálogo curto dos personagens. É, acima de tudo, um livro complexo que aborda um assunto original. Trata-se de uma história rica até nos mínimos detalhes. Uma obra realmente envolvente e em melhores palavras, curiosa.

Boa parte do livro depende da compreensão e da dedução do leitor. No segundo volume, algumas peças começam a se encaixar, enquanto outras parecem se distanciar ainda mais do quebra-cabeças (põe quebra nisso) criado pelo criativo Murakami. Por enquanto, muitas das coisas ainda não passam especulações. Como eu disse, as peças e pistas deixadas para trás precisam ser analisadas pelo leitor. Afinal, o Povo Pequenino não facilitará o lado de ninguém.

Eu estava muito curiosa sobre Crisálida de Ar e finalmente acabamos descobrindo mais sobre a obra neste segundo volume!

O desenvolvimento da história é como um passe de mágica e se bobear, um dos principais pontos fortes de 1Q84. Acho que algumas partes são extremamente desnecessárias e pura enrolação. No entanto, são poucas.

É um livro que requere atenção, isso é fato. Não diria que se trata de uma leitura leve e rápida, mas voltando a palavra chave: intrigante. Me senti parte da história, em uma leitura que quanto mais se lê, menos sabe onde está pisando.
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Helder 20/03/2013

E a saga continua!
Este livro não decepciona, corresponde às espectátivas da trilogia e aumenta ainda mais a ânsia pelo seu desfecho. No primeiro livro, muitas perguntas permanecem sem respostas, mas o enredo já é apresentado de forma explêndida por Murakami. Agora no segundo livro, a trama segue sua linha de suspense, mistério, ação e amor. As perguntas quanto a crisálida de ar e o povo pequenino são mais esclarecidas neste volume, que vai adentrando ainda mais no mundo surreal de 1Q84. Leitura indispensâvel para todos que leram o primeiro volume.
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Leonardo 26/03/2013

Que venha o livro 3!!!!!
Disponível em http://catalisecritica.wordpress.com/


Quem quiser saber mais sobre 1Q84 e sobre Haruki Murakami, leia meu post anterior aqui, sobre o livro 1.
Como é de se esperar, no livro 2 a história avança bastante e começamos a vislumbrar quão insano é o universo criado por Murakami. Aprendemos mais sobre o porquê das duas luas, conhecemos o fascinante líder, aprendemos também sobre o povo pequenino e sobre a relação entre Aomame e Tengo.
A impressão que tive é que o ritmo deu uma arrefecida. Nem de longe quero dizer que o livro 2 é inferior ao livro 1. Pelo contrário, uma vez que já conhecemos os personagens, Murakami vai aprofundando seus backgrounds, esclarecendo alguns mistérios e, principalmente, fazendo-nos perceber que, no final das contas, 1Q84 é uma história de amor.
Sem entregar a trama do livro, para mim é especialmente bem trabalhado um assassinato que Aomame tem que cometer. Ao invés de partir imediatamente para a ação, Murakami investe tempo para deixar toda a situação bem esclarecida e, principalmente, criar tensão. E isso ocorreu de tal forma que eu queria interromper meu trabalho para continuar a leitura e descobrir como ia terminar aquela história. A única frustração ao terminar a leitura desse livro 2 (por sinal eu o li bem mais rapidamente que o livro 1) foi constatar que demorará uns seis meses para eu saber como termina essa história.
Voltando às comparações, Murakami continua impecável:
Tengo observa um homem bastante estranho que veio conversar com ele:
“Os dentes eram desalinhados, e a coluna arqueada num ângulo esquisito. O alto da cabeça era grande, estranhamento achatado e calvo, com as pontas dos cabelos recurvas. Lembrava um heliporto militar construído estrategicamente no alto de uma colina. Tengo vira um desses num documentário sobre a guerra do Vietnã. Os poucos cabelos pretos, de fios grossos e crespos, que ainda se agarravam ao redor da calvície estavam tão compridos que, em desalinho, cobriam as orelhas. De cem pessoas, noventa e oito certamente associariam aqueles cabelos a pelos pubianos. Quanto às outras duas, Tengo não tinha ideia do que poderiam pensar.”
“O terno cinza que ele vestia, de tão amarrotado, lembrava uma terra devastada pela passagem de uma geleira.”
Aomame num hotel antigo:
“O saguão do hotel Ôkura era amplo, de pé-direito alto, e a luminosidade reduzida o assemelhava a uma colossal caverna sofisticada. As vozes indistintas daqueles que conversavam sentados nos sofás ecoavam pelo salão como suspiros de animais estripados. O carpete espesso e macio lembrava musgos pré-históricos de alguma ilha do extremo norte, absorvendo o som dos passos ao longo dos séculos. As pessoas que caminhavam pelo salão eram como um grupo de fantasmas que, desde tempos imemoriais, era mantido preso àquele lugar, repetindo ininterruptamente as mesmas funções impostas por um feitiço.”
E uma das mais fetichistas descrições de uma orelha:
“Porém ela parecia bem diferente de quando ele a vira naquela manhã. Era porque – Tengo levou tempo para perceber – ela estava com o cabelo preso, com as orelhas e o pescoço à mostra. O par de pequenas orelhas rosadas parecia ter acabado de ser feito e, para finalizar, uma escova de cerdas macias havia deixado a pele lisa, sem marcas. Pareciam ter uma finalidade puramente estética, e não a função objetiva de ouvir sons. Pelo menos era assim que Tengo as via. O pescoço elegante, fino e longo, resplandecia como o brilho das verduras que crescem sob os auspícios da abundante luz solar. Um pescoço imaculado, que combinava com o orvalho da manhã e as joaninhas. Apesar de ser a primeira vez que Tengo a via de cabelo preso, aquela imagem lhe transmitia beleza e uma sensação de milagrosa intimidade.
Tengo havia fechado a porta atrás de si, mas se mantinha parado na entrada. As orelhas e o pescoço dela o deixaram confuso e encabulado, como se estivesse diante de uma mulher totalmente nua. Como um explorador que acabou de descobrir uma fonte secreta na nascente do Nilo, permaneceu mudo, os olhos fixos em Fukaeri. Suas mãos continuavam segurando a maçaneta.”
Que venha o livro 3!!!!
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 30/03/2013

Haruki Murakami - 1Q84 - Livro 2
Editora Objetiva, Selo Alfaguara - Tradução direta do japonês de Lica Hashimoto - Lançamentol: Março 2013 (lançamento original no Japão em 2009).

Neste segundo volume da trilogia, Haruki Murakami consegue avançar no intrincado mundo de 1Q84 mantendo o ritmo cinematográfico e ainda sem descuidar do nível de tensão e suspense criados no primeiro livro. A narrativa continua intercalando os capítulos com as trajetórias dos protagonistas Tengo e Aomame que se aproximam, ou se reaproximam, cada vez mais na sua busca pelo amor (como resumiu o próprio Murakami). Ao mesmo tempo, maiores detalhes são revelados sobre a seita Sakigake, cujo líder Aomame deverá eliminar, e o temível Povo Pequenino, através de "Crisálida de Ar", o romance que Tengo reescreveu à partir do roteiro original da jovem e bela Fukaeri, além da difícil explicação sobre a clonagem de alguns personagens com os conceitos de dohta e maza.

Murakami consegue desenvolver a sua saga, sem se importar em tangenciar a perigosa fronteira entre o best seller de leitura fácil e a literatura de conteúdo. De fato, a narrativa é tão ambiciosa que, em muitos momentos, exige uma certa dose de complacência do leitor para aceitar as incríveis reviravoltas e emaranhado ficcional do mundo de duas luas imaginado pelo autor, um mundo novo e não paralelo, como explica neste volume. De qualquer forma, não há como não se deixar levar pelo prazer da refinada prosa de Murakami que parece ter sido inteiramente preservada na dedicada tradução direta de Lica Hashimoto. Agora só nos resta esperar pelo lançamento do livro 3 no Brasil, ainda sem data marcada para publicação.

"As batidas de seu coração continuavam a emitir um som seco e duro, mas a tontura estava passando. Escutando as batidas, ele continuou olhando as duas luas que pairavam no céu de Kôenji, com a cabeça encostada no corrimão do escorregador. Era uma imagem inusitada. Um mundo novo em que existe uma nova lua. Tudo parecia incerto e ambíguo. 'Há uma única coisa que eu posso afirmar', pensou. 'Independentemente do que aconteça comigo, jamais conseguirei contemplar o céu com duas luas como algo natural e cotidiano.'" - pág. 318.
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Albuquerque 26/06/2013

Vejo duas Luas no céu...
Muitos mistérios foram esclarecidos neste segundo livro e agora já sabemos bastante sobre Sakigake e sua seita religiosa. Muitos mistérios, porém, ficaram para serem desvendados no terceiro livro, como já era de se esperar! Estou aguardando ansiosamente o último livro da série. E torcendo pra caramba pelo "final feliz", ainda que ache que seja meio difícil pelo andar da carruagem. Estou gostando tanto da história que já estou até vendo duas Luas no céu... será que estou em 2Q13?

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Matheus Augusto 29/04/2021

Me decepcionei
Sempre ouvi maravilhas sobre os livros do Murakami, e sobre essa obra não foi diferente. Esse que é o segundo volume de uma trilogia, não respondeu nada. A escrita do Murakami para 1Q84 é muito arrastada e repetitiva, embora seja uma escrita fácil de ser, chega a ser cansativa por tanta repetição e por nunca se aprofundar na questões que se abrem no longo do caminho. Confesso que a decepção foi grande que eu desisti de terminar a trilogia faltando um livro e já dei um fim neles.
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Aline T.K.M. | @aline_tkm 05/08/2013

Um soco na boca do estômago
Se o primeiro volume da trilogia mergulha o leitor em descobertas enquanto penetra no emaranhado que é a personalidade dos protagonistas, o Livro 2 tem atmosfera mais sombria. Uma aura de pessimismo envolve o todo, e os personagens são confrontados pela desilusão e por certo cansaço.

Os percursos de Tengo e Aomame seguem intercalados nos capítulos – recurso que, particularmente, gosto bastante. No passado e no presente, a vida dos protagonistas se assemelha em níveis diversos, como se desde sempre estivessem de alguma forma conectados. A aproximação de Aomame e Tengo parece ser cada vez mais iminente, ao passo que o sentimento – tão intenso – que os une torna-se mais e mais consolidado no interior de cada um deles.

O amor entre os protagonistas é platônico, porém pulsante e de difícil compreensão. E esse amor acabará por influenciar o desenrolar dos fatos – sob o difícil peso das consequências. As missões carregadas não podem ser deixadas de lado, e decisões importantes precisam ser tomadas nesse novo mundo em que um par de luas é visto no céu. Mais que apenas injetar tensão, Murakami sabe mantê-la e também manipulá-la em um crescendo lancinante.

Para quem espera um iniciar da resolução do mistério, ainda não será dessa vez. Mesmo que alguns detalhes da seita Sakigake e do Povo Pequenino sejam revelados, e que Aomame finalmente se veja frente a frente com o Líder, mais perguntas brotam na cabeça do leitor conforme avançam os acontecimentos.

No papel de espectadores inquietos, só nos resta aguardar pelo terceiro e último volume da trilogia. Entretanto, a riqueza de detalhes do enredo provavelmente nos fará reler os dois primeiros livros nesse ínterim. O que, nesse caso, nunca é demais: quem está acompanhando a trilogia bem sabe que qualquer espera se transforma facilmente numa eternidade.


LEIA PORQUE... A escrita do Murakami continua fascinante. Quanto à trama e aos personagens, cada capítulo só vem a reafirmar sua meticulosa construção.

DA EXPERIÊNCIA... Disse anteriormente (no Facebook) e repito aqui: concluir a leitura foi como levar um soco na boca do estômago, e a urgência pelo desfecho quase chega ao desespero. Neste segundo livro, o mundo de 1Q84 ganha um contorno cada vez mais real na mente do leitor.

FEZ PENSAR EM... Murakami continua obcecado por peitos volumosos. E, preciso dizer, a comidinha que Tengo começa a preparar no finzinho da página 71 me fez salivar um tanto...

site: Leia mais em: http://LIVROLAB.blogspot.com
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Claire 07/11/2013

A estória definitivamente não segue uma linearidade e não possui os elementos convencionais que marcam um personagem ou uma trama. Não tem como se esperar o que vai acontecer no capítulo seguinte, que pode variar entre uma sequencia de páginas sem fim de diálogos não encaixados com o todo ou em cenas que te fazem parar de ler por um momento para digerir o novo contexto.
Apesar de totalmente não convencional, eu gostei. De alguma forma a leitura me cativou e vou esperar o terceiro ser traduzido para o português.
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Danielle 06/03/2014

Haruki Murakami - 1Q84 Livro 2
O primeiro livro me conquistou logo de cara e quando acabou fiquei desesperada precisando de respostas e ele não me decepcionou foi tão brilhante quanto o primeiro.

Nesse livro as histórias de Anomame e Tengo começam a se cruzar e muitos mistérios são desvendados, Anomame e Tengo agora percebem que estão vivendo nesse mundo paralelo que Anomame chama de 1Q84.

Devorei o livro que está mais fantástico e sombrio que o primeiro a história vem avançando na medida certa e deixando o leitor cada vez mais deslumbrado, eu não vejo a hora de começar logo o livro 3 para saber o desfecho.

1Q84 entrou para os favoritos, recomendo muito a leitura da trilogia.

site: www.facebook.com/minhasresenhasdp
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