O Enigma da Borboleta

O Enigma da Borboleta Kate Ellison




Resenhas - O Enigma da Borboleta


25 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Aione 26/03/2013

Com uma narrativa em primeira pessoa que muitas vezes faz uso de frases curtas, O Enigma da Borboleta se desenvolve diretamente conectado à protagonista Penelope, ou Lo. A garota sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo e, dentre suas obsessões, estão a mania de colecionar pequenos objetos, às vezes roubados, e a de encarar os números como “sinais”. Nove é perfeito; oito é terrível. Para se sentir segura, a garota precisa fazer ou falar algo em múltiplos de três, o que lhe causa constrangimento quando está próxima de outras pessoas.
É natural encontrarmos palavras repetidas três vezes na narrativa, uma vez que ela corresponde aos pensamentos de Lo. Não apenas essa característica da personagem tornou o livro mais interessante, com também tornou a história mais crível. Lo acaba se envolvendo com o assassinato de Sapphire ao coletar um objeto, uma borboleta, pertencente a ela no dia em que a garota é assassinada. O fato se torna uma obsessão para Lo e ela não consegue parar de pensar nele, tornando-se necessário para ela descobrir e entender o que pode ter acontecido à Sapphire. Isso poderia soar absurdo se fosse apenas o capricho de uma adolescente; contudo, torna-se compreensível pelas diversas situações em que Lo acaba se sentindo constrangida por fazer algo por conta de seu TOC mesmo que ela não tenha desejado fazer isso. Entendemos que não se trata de ela querer, e sim de ela precisar, tornando-se incapaz de não fazê-lo.
Antes de iniciar a leitura, imaginei que a solução do assassinato de Sapphire seria o mais interessante e o que mais despertaria minha atenção durante a leitura. Porém, o que realmente chamou minha atenção foi a própria Lo e sua história de vida. Oren, o irmão da garota, faleceu há pouco mais de um ano e, em decorrência disso, sua mãe vive sob efeito de analgésicos e seu pai se dedica completamente ao trabalho. Assim, a estrutura familiar da garota está completamente danificada e a própria morte de Oren é um mistério para o leitor, uma vez que Lo se recusa a pensar ou falar no assunto.
Conforme a história se desenrolava de acordo com a solução do assassinato de Sapphire, eu apenas estava curiosa e me sentindo admirada pela narrativa da autora. Entretanto, em determinado momento, há uma reviravolta e as conexões estabelecidas me pegaram completamente de surpresa, fazendo com que eu terminasse a leitura com uma opinião extremamente favorável sobre o livro. Kate Ellison conseguiu criar um enredo interessante por conta de sua protagonista, inicialmente, e transformá-lo em algo maior e surpreendente durante seu desenvolvimento.
Não posso deixar de citar que, também, há uma pitada deliciosa de romance na história, responsável por torná-la mais leve em alguns momentos e por lembrar o leitor da juventude de Lo. Eu não imaginava terminar a leitura suspirando, como aconteceu. Mas fica o lembrete: o foco da história não é romance, mesmo que ele esteja presente nela.
No resumo, foram a narrativa da autora e a protagonista por ela criada que mais chamaram a minha atenção durante a leitura, mas foi o seu final o responsável por realmente me fazer admirá-la. Um livro certamente interessante e bem desenvolvido, que vale à pena ser lido.
comentários(0)comente



carolina.trigo. 05/02/2015

O Enigma da Borboleta
"(...)De todas,é a parte do "para sempre" que mais me assusta. A eternidade da morte. Sinto-me oscilando entre dois mundos - carne e ar, osso e pó.(...)"


Aqui estou de novo. E hoje o livro do dia é O Enigma da Borboleta, da Kate Ellison.
Comprei ano passado. Fazia um tempo que estava na estante e um tempo maior ainda que não lia algo do gênero.
Então, porque não dar uma chance para ele?
Vou ser bem sincera: só peguei no tranco. Demorei muitas semana para acaba-lo - mais do que o normal.
O meu problema foi com a personagem principal, Penelope (ou como gosta de ser chamada, Lo).
Lo é uma adolescente de 15 anos que está no ensino médio e que podemos chamar de "estranha". É uma garota nada popular e ainda sofre de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).
Apesar de achar bem interessante a proposta da autora de diferenciar um pouco do casual, não consegui me "comunicar" com a personagem. Suas obsessões cada vez me deixava mais irritava e não conseguia continuar a leitura.
Desde pequena ela tinha problema, mas após a morte de seu irmão, Oren, as coisas só pioraram. Ela adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los. E num desses resgates ela encontra uma borboleta que pode colocá-la em perigo.
Acho que a leitura só melhorou quando aparece Flynt, um jovem morador de rua que transforma lixo em arte. Diferente do que li em alguns blogs, ele me conquistou e consegui avançar na leitura.
Como já disse, o livro todo é Lo e suas obsessões, e isso me deixou irritada até parte do livro. Mas depois de um tempo lendo você vai se acostumando com elas e quase não percebe mais.
O interessante é que a autora conseguiu passar muito bem a ideia do medo que se passa nas ruas e do quanto as autoridades podem ser "incompetentes".
Depois de ler vários policiais ótimos começa a ficar difícil algo te impressionar. E essa foi quase uma missão impossível. Não sei se leria de novo, pela raiva que passei!, mas posso dizer, com certeza absoluta, que o final surpreende muito.
Para quem quer tentar algo novo e diferente essa é uma boa recomendação.
spero que tenham gostado e boa leitura!

site: http://www.umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/2014/12/resenha-o-enigma-da-borboleta.html
comentários(0)comente



Jéssica - @cjessferreira 17/12/2016

Tap tap tap banana
Lo é uma adolescente com TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo - que também tende para a cleptomania. Certo dia, ao sentir a necessidade de pegar mais um objeto para sua coleção, Lo presencia o assassinato de Sapphire, uma jovem dançarina de boate.

Lo entra em pânico.

Ela conta as rachaduras do chão, dá nove tapinhas numa perna, seis na outra e pronuncia a palavra "banana" para poder se sentir segura.

Tap tap tap banana.
Ela não consegue parar de fazer isso.
Tap tap tap banana.
Três vezes.
Tap tap tap banana.

Sempre números múltiplos de 3 a fazem se sentir melhor. Se fizer seis vezes ficará ainda mais protegida.

A morte de Sapphire mexe com a obsessão de Lo. A angústia que a toma é tão profunda e tão devastadora que ela não sossega e faz de tudo para descobrir quem é o assassino. Ela finge ser dançarina de boate. Ela anda por becos escuros. Ela faz o "tap tap tap banana". Ela precisa saber quem a matou. Ela ainda consegue ouvir o tiro. Ela estava lá. Poderia ter sido ela. Se ela não tivesse fugido...

Tap tap tap banana.
Tap tap tap banana.
Outra vez. Só mais uma vez.
Tap tap tap banana.

Que livro! QUE LIVRO!
Lo perdeu o irmão mais velho para as drogas. A mãe parece um zumbi à base de remédios. O pai está sempre viajando.
Lo é praticamente a personificação da solidão.

É angustiante.

Li o livro inteiro em uma madrugada porque não conseguia largar. E quando acabou eu não conseguia tirar o tap tap banana da cabeça. E quando acordei no outro dia fiquei pensando que não fazia ideia que o final seria daquele jeito.

O Enigma da Borboleta tem uma narrativa tão poética que vai te puxando para dentro da mente de Lo até você se ver preso ao mistério e fazer de tudo para desvendá-lo também.

Surpreendente!
comentários(0)comente



Patthy 25/03/2015

Envolvente
"Tap tap tap banana". Essa frase é repetida tantas vezes que não sai da minha cabeça. Conta a historia de Penélope, que tem TOC(transtorno obsessivo compulsivo), e acaba no lugar errado na hora errada, presenciando um crime. Ela se envolve tanto que vira uma detetive e principal alvo do assassino. Enquanto isso tem que lidar com sua doença e com a falta do seu irmão que morreu no ano anterior. Livro bacana, que surpreende.
comentários(0)comente



Zilda Peixoto 17/04/2013

O Enigma da Borboleta
O Enigma da Borboleta narra à história da jovem Penélope. Lo está cursando o último ano do ensino médio e enfrenta problemas escolares comuns nessa idade (bullying, problemas com garotos) entre as modificações hormonais que mexem com a cabeça de qualquer garota. Lo sofre com uma doença denominada Transtorno Obsessivo-Compulsivo. TOC é um distúrbio psiquiátrico e sua principal característica é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.

Para conter sua ansiedade Lo costuma “furtar” pequenos objetos. Nada que lhe seja realmente necessário. A autora aborda o tema cuidadosamente e faz com o leitor possa compreender as causas que motivaram a personagem adquirir tal transtorno.

"O negócio é o seguinte: eu não escolho pegar as coisas. Eu tenho que fazer isso.Sempre tive que fazer certas coisas, desde o dia em que fiz sete anos e comecei a insistir que queria continuar com seis. Eu não sabia o motivo, mas, de alguma forma, sete me fazia sentir como se o mundo estivesse inclinando demais para um lado".(pág.19)

Lo acredita que, se não agir assim, algo terrível possa lhe acontecer. Alguns números representam sinais para Lo. 3 e 9 lhe transmitem segurança, já o 2 significa perigo à vista. Para externar toda sua ansiedade Lo repete inúmeras vezes a frase “ tap tap tap, banana” como se fosse um “mantra da sorte”.

Em geral, seus rituais se desenvolvem de diferentes maneiras. Desde colecionar coisas até a organização sistemática de objetos. A contagem e a relação de segurança que os números lhe causam são uma das características do transtorno que mais se destacam.

Como se não bastasse os problemas familiares, Lo ainda se mete numa grande enrascada. Numa das investidas para conseguir mais um objeto para sua “coleção” ela presencia o momento em que uma garota é assassinada. Sapphire é uma jovem dançarina da boate Tens, localizada em NeverLand.

A morte de Sapphire torna-se mais um dilema na vida de Lo. Obcecada pela morte da jovem, Lo irá se envolver com situações bem mais perigosas do que os pequenos furtos que pratica.

"De todas,é a parte do "para sempre" que mais me assusta. A eternidade da morte. Sinto-me oscilando entre dois mundos _ carne e ar, osso e pó." (pág.263)

Narrado em 1ª pessoa o livro convida o leitor a conhecer os mistérios que envolvem os transtornos de Lo e o assassinato de Sapphire. Com uma narrativa angustiante O Enigma da Borboleta se destaca por misturar elementos característicos de um romance policial com a subjetividade presente nas narrativas dramáticas. Todos os conflitos estão intrinsecamente relacionados colaborando com o bom desenvolvimento da história.

Apesar da idade, não é impossível imaginar que uma garota enfrente tantos problemas e que se envolva a tal ponto com a morte de uma pessoa completamente desconhecida. É perceptível o envolvimento da autora em compor uma história tão delicada, com personagens marcantes e bem construídos. Livros do gênero normalmente não me atraem por caírem na mesma armadilha. Personagens clichês que vivem aventuras mirabolantes e enfrentam todo e qualquer tipo de perigo sempre me cansam. Felizmente, isso não ocorre na narrativa construída por Kate e por isso, eu o recomendo.

Apesar de a história estar relacionada diretamente ao assassinato de Sapphire e aos transtornos de Lo, a autora construiu personagens tão incríveis que também ganham destaque. A começar pelo “mocinho” da história. Obviamente que um romance entre jovens da mesma idade não poderia faltar. Só que nesse caso ele foge totalmente aos padrões. Flynt não tem os característicos olhos azuis, cabelos lisos e roupas transadas. Nosso mocinho usa dreadlocks, um boné com orelhas de urso, não estuda, usa roupas remendadas e faz obras de arte com lixo. Que tal?

O Enigma da Borboleta entra para a categoria dos melhores livros do ano. Sem recorrer aos estereótipos, Kate Ellison criou uma história fascinante que envolve o leitor imediatamente. A narrativa segue um ritmo cadenciado e hipnotiza o leitor. O final do livro é perfeito. Fico imaginando uma adaptação do livro para as telonas. Daria um roteiro e tanto!

Para finalizar com "chave de ouro", o livro ainda conta com excelente diagramação e trabalho gráfico realizado pela editora Leya. As folhas são amarelas e o tamanho da fonte utilizada é agradável. Na divisão dos capítulos encontramos ilustrações belíssimas de uma borboleta. A capa do livro é linda e têm tudo a ver com o mistério relacionado entre a borboleta de Sapphire e os números que acompanham a trajetória de Lo.
comentários(0)comente



CooltureNews 27/04/2013

Publicada em www.CooltureNews.com.br
Bom, realmente achei durante boa parte da leitura que ao escrever a resenha do livro essa seria mais uma resenha negativa, mas felizmente não será esse o caso, pelo menos não totalmente. A história realmente demora um pouco a cativar, mas quando isso acontece é realmente algo fascinante.

Penélope, conhecida como Lo, é uma garota estranha, estranha MESMO! Lo sofre de um caso grave de TOC, precisa constantemente dizer uma sequencia numérica e algumas palavras, contar rachaduras no piso e qualquer outra coisa que julgue pertinente, em alguns casos precisa desesperadamente conseguir alguns objetos e acaba cometendo furtos. Para completar, a história nos é contada justamente pelo ponto de vista desta personagem, ou seja, ligação zero com Penélope e sua história.

Suas manias acabaram se complicando após uma tragédia familiar, a morte de seu irmão que desencadeou uma depressão aguda em sua mãe e o afastamento de seu pai durante boa parte do dia de sua família, ou seja, Lo estava praticamente sozinha e sem o controle de seus remédios, afinal, não havia ninguém que se importava tanto para estar de olho nela.

Em suas andanças pela cidade e por um bairro perigoso ela quase acaba sendo atingida por uma bala perdida, no dia seguinte ela descobre que uma garota foi assassinada próximo ao local a bala quase a atingiu e com isso ela fica simplesmente obcecada pelo assassinato e tenta de todas as formas desvendar esse crime que acabou sendo deixado de lado pelas autoridades por se tratar de uma simples garota de atividades suspeitas.

A única coisa que fez a história ser interessante nesse ponto é justamente o distúrbio da personagem, afinal nada justifica alguém sair em busca de respostas para o assassinato de alguém que não conhece, principalmente quando a sua vida passa a correr perigo.

E foi justamente essas questões que fizeram torcer o nariz para a história no inicio, mas a autora começou a amarrar algumas pontas de forma tão eficaz que o livro foi evoluindo de forma gradativa para melhor, após um certo ponto eu não conseguia mais parar de ler, e confesso que após chegar ao final estou sentindo falta dos personagens.

Esse foi outro ponto interessante na história, a autora nos presenteou com personagens tão singulares vivendo situações banais para qualquer jovem, como baile de formatura, o primeiro amor, o primeiro beijo! Isso foi algo que acrescentou muito na história e mostrou de forma sutil que Lo e as demais pessoas que possuem alguma coisa que a diferem dos demais, em muitos casos são mais parecidas conosco do que imaginamos. Afinal, todos possuímos suas manias, em alguns casos mais acentuadas que outros, mas ainda assim somos parecidos.

Um livro surpreendente, sem dúvidas e uma leitura que recomendo e mesmo que você chegue a desanimar em algum momento da leitura, como foi o meu caso, vale a pena o esforço para continuar.
comentários(0)comente



Euflauzino 05/12/2013

Quando a obsessão suplanta o medo

“Bato nove vezes na lata de lixo, devagarzinho, com o pé. Nove vezes segura. Nove vezes segura. Depois tenho que bater seis; seis vezes segura. Depois de dois noves, tem que haver Não sei por quê; simplesmente é. Tem sido desde que eu tinha seis anos e estava convencida de que o monstro ia embora. Deslizo minha mão machucada para dentro do bolso esquerdo do meu colete e seguro os objetos... Dentro do meu sapato, um pedaço de papel lentamente se desintegrando, sem o qual jamais saio de casa...”

Não foi à toa que coloquei este trecho do livro O enigma da borboleta (Leya, 310 páginas) para iniciar minha resenha. O propósito dela é demonstrar a que ponto pode chegar o TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Lembro-me bem que quando criança eu era cheio de manias, tipo andar no passeio do lado das cerâmicas claras, nunca das escuras, organizar tudo por ordem de cor e tamanho, entre outras coisas. Porém isso nunca me dominou, mas não é o caso da garota acima.

Tenho um fascínio enorme pelos males da sociedade moderna, TOC, bipolaridade, ansiedade, transtorno de personalidade – borderline, depressão. Convivi e convivo com os “tarjas pretas”, são pessoas que me são muito caras, que amo muito, então o sofrimento me toca de maneira diferente.
Desta maneira, o livro da excelente Kate Ellison transformou-se em um exercício prazeroso de pesquisa. O fascínio que me move não é o de observar as pessoas afetadas, mas o mecanismo que leva uma pessoa a adquirir tal doença, o gatilho que dispara a tal enfermidade. Por que as pessoas são assim?

Penelope, ou Pe, ou Lope (como seu irmão a chamava), é uma menina inteligente, que gosta de colecionar objetos adquiridos pelas cidades por onde seu pai trabalha. Ela cria a si mesma, pois tem uma mãe atolada em remédios antidepressivos e um pai ausente que vive para o trabalho e não aceita a doença da filha.
Sua senha para dar sorte sempre que sai de casa ou entra em algum lugar é dar 3 tapinhas na perna e falar a palavra “banana”. Tap-tap-tap banana. Mas como ela descobriu que isso dá sorte?

“Na terceira série, durante o período de seis meses em que morei em Kankakee, Illinois – nossa casa era uma caixa de cimento entre fileiras de pés de milho que batiam no pescoço –, Shelby-Michelle Parker notou que eu batia, em cada perna, seguindo padrões, quando era chamada para dar uma resposta na aula de Matemática. Eu não conseguia responder até que batesse o número correto de vezes (naquele dia eram seis de cada lado, mas, mesmo assim, a resposta não me ocorreu). Senti todos os olhos em mim quando Shelby anunciou para a sala inteira: ‘Lo, você está embananada’. Assim que ela disse isso, do nada, a resposta veio; eram catorze patos. Não me lembro da pergunta, mas o sinal foi banana; isso fez com que ficasse tudo bem.”

Penelope é assim com tudo o que faz, sempre em excesso. E quando ela se depara com um objeto adquirido e o identifica como sendo de uma garota assassinada, resolve ir fundo no mistério. Mergulha obsessivamente em busca de respostas, e essa nova mania a coloca em perigo. Para piorar as coisas, as tais aquisições são sempre frutos de furtos, pois além do TOC ela é cleptomaníaca

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/2013/12/resenha-o-enigma-da-borboleta-quando.html
comentários(0)comente

Manuella 11/12/2013minha estante
Mais uma vez admiro seu olhar sensível para uma leitura que, aparentemente, é uma aventura adolescente.
Lo é mesmo uma personagem que quis acolher, tão sozinha, desamparada e com todas essas manias que a descontrolam. Em busca de si, sem perceber, se arrisca para saber quem foi essa menina assassinada.
Deixando de lado o aspecto juvenil do livro, as saídas noturnas de Lo pela cidade, temi pela vida de Lo, as pessoas com quem conviveu e os lugares onde se meteu. Quantos riscos!
Não descobri quem era o assassino, foi uma surpresa convincente. Desconfiei de certo personagem, mas não vou ficar soltando spoilers aqui. Flynt foi um personagem que me deixou atenta aos seus passos, duvidei da sinceridade dele.
Eu também curto histórias que remexem no psicológico dos personagens. A quantos passos estamos da loucura, qual o limite entre a sanidade e a perturbação? Existe alguém totalmente normal?
Adorei, Rodolfo, sua resenha pintou um quadro com cores fortes para a minha impressão do livro.




Priscilla 20/10/2013

Disse no Pombo Correio quando apresentei esse livro, que a protagonista parecia ser cleptomaníaca. Penelope, mais conhecida como Lo, tem sim a mania de pegar coisas para guardar (coisas sem valor na maioria das vezes), mas não porque é cleptomaníaca, mas sim porque tem TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo.

“Sou a garota que não consegue entrar ou sair do ônibus, na escola, nem na sala de aula sem fazer o tap tap tap, banana; a garota que não levanta a mão quando sabe a resposta, porque, se o fizer, ela terá de recolocá-la em cima da mesa, levantar outra vez e repetir três vezes, ou seis, ou nove, dependendo de uma porção de outros fatores que ela não pode controlar – quantas palavras há na pergunta, quantas outras pessoas levantaram a mão, quantas vezes a pessoa á minha frente coçou a cabeça.” – Pg. 56

E uma história narrada por uma adolescente com TOC fica muito interessante.

Lo é solitária. Sua família está de luto após a morte do irmão mais velho, Oren, mesmo que anos tenham passado. Na escola ela tenta ser o mais invisível possível por causa de suas manias.

Ela começa a passear depois da aula, simplesmente pega um ônibus e desce em um local aleatório. Em um desses passeios ela para em Neverland, bairro perigoso que recebe esse nome por ser o novo lar de crianças que preferiram fugir de casa e enfrentar a vida sozinhas. Lá ela escuta tiros e foge desesperada, um deles quase a acerta.

Mais tarde descobre que uma garota morreu naquele local, uma stripper de apenas 19 anos chamada Sapphire. Quando em um mercado de pulgas Lo encontra um colar e uma estatueta de borboleta, tem certeza de que ambos pertenceram a Sapphire. Ela sente então uma conexão com a garota e um ímpeto, uma vontade de solucionar, descobrir quem foi o assassino.

Ela conta com a ajuda de Flynt, um artista morador das ruas de Neverland, mas tudo se torna confuso depois que começa a perguntar sobre Sapphire. Quem é confiável? Quem anda a ameaçando?

A trama do livro em si não é inovadora. Uma garota que presencia ou fica sabendo de um assassinato e que sente certa ligação com a vítima, tenta solucionar o crime. Mas tudo fica mais interessante porque Lo tem TOC. O Transtorno influencia seu dia-a-dia de forma surpreendente e também na forma como Lo investiga sobre Sapphire.

Tive surpresas no livro, o que é algo muito bom. Não foi aquele livro de mistério completamente previsível.

Fiquei pensando que se o livro tivesse uma protagonista comum ele seria muito chato. Lo nos cativa completamente e você acaba gostando do seu jeito de ser e fica com vontade de conhecê-la. Acaba sendo um livro que vale a pena ler, principalmente para conhecer a protagonista.

site: http://leitorcabuloso.com.br/2013/09/enigma-borboleta-kate-ellison/
comentários(0)comente



Danni 27/06/2013

Tap,tap,banana
Pensei que o livro tratava de um suspense de tirar o folêgo, mas não, achei um suspense juvenil.
O Enigma da Borboleta conta a estória de Penelope, ou apenas Lo.
Uma adolescente de 16 anos, q tem um TOC de numeros e também pequenos furtos, em cada lugar que entra ela precisa falar tap,tap,banana, confesso que é meio irritante ao longo do livro, mas tem seu charme.
Lo e sua família nunca mais foi a mesma deste a morte de seu irmão Oren.
E por conincidência ela fica na cena do crime de Sapphire, e até onde isso tem alguma relação?!
Só lendo pra saber (risos).

Confesso que Flynt deu um charme há mais no livro.
Não leiam pensando que um livro com assassinados,sangues, bandido e mocinha. É um livro querendo desvendar o mistério de uma morte e até onde ela é relacionada com Lo.
comentários(0)comente



Leitoras Democráticas 30/07/2016

[Resenha] O Enigma da Borboleta - Kate Ellison | Editora Leya |
Eu nunca tinha ouvido falar deste livro. Minha amor (a Jul) que sempre está buscando novidades (e promo) em sites de livros foi quem o encontrou e achou minha cara. suspense, ação, mortes, mistérios... enfim, tudo isso junto e misturado.

Não curto muito livros juvenis, sempre acho muito bobinho, previsível, clichê...porém esse me surpreendeu por ser a protagonista uma adolescente no auge dos seus 15 anos e envolver conflitos tão complexos.

Pra começar, Penélope Marin, a Lo, para os íntimos é uma garota nada popular. É estranha, não tem amigos e sofre de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) agregado a isso ela tem muitas manias. Contar as palavras para que ela termine a frase com múltiplos de três, o que é comum fazer com que as palavras se repitam no livro...ela tem uma frase de segurança para acalmá-la, o " tap, tap, tap, banana" que inclusive você fica com isso na cabeça depois, rs. E ela também coleciona coisas. Devido a sua compulsão por algo chegando até a furtar se for preciso para ter aquele objeto.

Penélope se sente muito sozinha e seu transtorno só piora depois da morte do seu irmão Oren. A mãe vive a base de remédios e não liga para a filha e o pai vive para o trabalho e também não tem tempo para ela. É quando ela começa a sair sozinha a noite num bairro muito perigoso e termina se envolvendo no assassinato de Sapphire, uma stripper que tem mais ou menos a mesma idade dela. Lo estava no lugar errado na hora errada e acaba presenciando o crime. Em meio a essa confusão, Penélope furta um objeto da garota assassinada, a borboleta que dá o nome ao livro. A identidade do assassino fica totalmente desconhecida e é quando ela se encontra em perigo. Ela fica totalmente obcecada pelo assassino e resolve por conta própria investigar o que aconteceu naquela noite.




"...tenho que encontrá-lo antes que ele me encontre. Senão serei a próxima." pg 79




Eu leio toneladas de livros policiais e para me surpreender precisa de muito... esse foi o livro de estréia da autora então já fiquei com um pé atrás. Me surpreendi!Você fica realmente envolvido com os problemas psicológicos da Penélope. O foco na minha opinião não é nem o crime em si, mas o caminho que a autora percorreu até a resolução. A leitura não é complicada e as questões abordadas tem tudo a ver com jovens (drogas, romance adolescente, conflitos entre pais e filhos). Eu me senti completamente envolvida pela personagem. É fácil o leitor sentir pena dela num instante, querer ajudá-la em sua compulsão e também é fácil sentir raiva por ela querer se envolver tanto em algo tão perigoso para uma garota aparente ser tão frágil. Eu super recomendo a leitura! É um livro bem completo e tenho certeza que vai agradar a quem lê. Tem de tudo, romance, ação, mistério..está longe de ser um Sherlock mas é um enigma que até você vai querer resolver. E obrigada amor por esse achado

site: http://leitorasdemocraticas.blogspot.com.br/2016/06/resenha-o-enigma-da-borboleta.html
Cris 03/06/2017minha estante
undefined




jao 24/10/2019

cansativo
Achei o livro raso e cansativo.
Mesmo tendo amado a protagonista no início, principalmente por toda questão envolvendo saúde mental, logo percebi que o que pensei que era um livro de mistério com uma protagonista feminina minimamente inteligente, era uma trama tão adolescente e infantil, a narrativa em cima dos meninos e dos problemas de adolescente dela me cansaram muito e eu só terminei por que pensei que em algum momento ia ser o que pensei.
Quando comprei e li a sinopse, realmente pensei que fosse um livro focado na investigação e no mistério, mas me decepcionou.
comentários(0)comente



Literatura 07/12/2013

Quando a obsessão suplanta o medo
“Bato nove vezes na lata de lixo, devagarzinho, com o pé. Nove vezes segura. Nove vezes segura. Depois tenho que bater seis; seis vezes segura. Depois de dois noves, tem que haver Não sei por quê; simplesmente é. Tem sido desde que eu tinha seis anos e estava convencida de que o monstro ia embora. Deslizo minha mão machucada para dentro do bolso esquerdo do meu colete e seguro os objetos... Dentro do meu sapato, um pedaço de papel lentamente se desintegrando, sem o qual jamais saio de casa...”

Não foi à toa que coloquei este trecho do livro O enigma da borboleta (Leya, 310 páginas) para iniciar minha resenha. O propósito dela é demonstrar a que ponto pode chegar o TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Lembro-me bem que quando criança eu era cheio de manias, tipo andar no passeio do lado das cerâmicas claras, nunca das escuras, organizar tudo por ordem de cor e tamanho, entre outras coisas. Porém isso nunca me dominou, mas não é o caso da garota acima.

Tenho um fascínio enorme pelos males da sociedade moderna, TOC, bipolaridade, ansiedade, transtorno de personalidade – borderline, depressão. Convivi e convivo com os “tarjas pretas”, são pessoas que me são muito caras, que amo muito, então o sofrimento me toca de maneira diferente.
Desta maneira, o livro da excelente Kate Ellison transformou-se em um exercício prazeroso de pesquisa. O fascínio que me move não é o de observar as pessoas afetadas, mas o mecanismo que leva uma pessoa a adquirir tal doença, o gatilho que dispara a tal enfermidade. Por que as pessoas são assim?

Veja resenha completa no site:

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/2013/12/resenha-o-enigma-da-borboleta-quando.html
comentários(0)comente



Karol Rodrigues 02/05/2013

Postada originalmente em: http://www.booksjournal.org/2013/05/o-enigma-da-borboleta-kate-ellison.html

"Tap, tap, tap, banana. Tap, tap, tap, banana." Já pensou ter que dar tapinhas nove vezes em cada perna, depois mais seis vezes em uma perna e pronunciar a palavra "banana", só para conseguir se sentir segura ao entrar em casa? Já se imaginou contando rachaduras no chão para conferir se o total delas é igual a um número que você julga ser seguro? Já pensou ter que afastar a franja três vezes da testa, uma para cada lado e ter que acenar duas vezes para a mesma pessoa, na mesma hora, para se manter em segurança? Tudo isso é muito estranho e até parece "coisa de louco", mas isso é uma doença. Transtorno Obsessivo Compulsivo, mais conhecido como TOC, é o que a personagem Penélope (Lo) tem, que a leva a cometer pequenos roubos de pequenos objetos.

"O negócio é o seguinte: eu não escolho pegar as coisas. Eu tenho que fazer isso.Sempre tive que fazer certas coisas, desde o dia em que fiz sete anos e comecei a insistir que queria continuar com seis. Eu não sabia o motivo, mas, de alguma forma, sete me fazia sentir como se o mundo estivesse inclinando demais para um lado." (pág.19)

Lo, como é chamada pelos amigos (os poucos que tem), tem 16 anos carrega um trauma nas costas. Sua família está em ruínas depois da morte do seu irmão Oren. Sua mãe vive trancada dentro do quarto, assistindo televisão e tomando milhares de pilulas todos os dias, seu pai não para em casa e ela não consegue parar de pensar em números, tapinhas e palavras. As coisas ficam ainda piores quando ela se interessa ao saber da morte de uma garota que morava em um bairro chamado Neverland, um pouco distante da sua casa.

Esse é o romance de estreia da autora Kate Ellison. Devo dizer que ela não poderia ter começado melhor. Parece que os sick-lit são a sensação do momento e todas as doenças que forem reportadas às páginas dos livros vão ser bem vindas, principalmente na literatura juvenil. A autora soube mostrar como a doença é, através do seu lado mais sombrio e medonho. Não dá pra ler esse livro de noite. É quase um filme de suspense, mas ainda pior. Tem sangue, tem pesadelos e tem muita, muita frustração e agonia.

"Mas, antes que meu corpo possa se lançar adiante, onde estão as pessoas que verão, que saberão que algo está errado, o ímpeto irrompe em mim, a força imbecil e poderosa que se apodra do meu cérebro. E tenho de me curvar , tocar os dedos do pé, levantar; curvar, tocar os dedos dos pé, levantar; e na hora que termino, pronta para me erguer e sair correndo, braços me agarram pela cintura, tirando meu fôlego. Uma mão se ergue para cobrir meu rosto, meu nariz, minha boca, meus olhos." (pág. 272)

A trama inteira é voltada para as investigações do assassinato da garota de programa Sapphire, que por algum motivo fisgou Lo com todas as forças. O envolvimento repentino e misterioso da personagem com a garota falecida é tão intenso que ela chega a se passar por uma profissional do ramo para analisar o que aconteceu a Sapphire, uma mulher que ela nunca tinha visto na vida. Inteligente e corajosa, Penélope consegue descobrir cada pedacinho da vida da garota e até corre risco de vida, até descobrir, finalmente quem foi seu assassino.

A autora conseguiu construir uma história impressionante. É de ficar de boca aberta quando tudo é revelado. Havia tempo que uma trama não era tão envolvente e misteriosa como O Enigma da Borboleta, que ganhou esse nome graças a um pertence de Sapphire, que foi parar nas mãos da heroína da obra. Kate merece respeito, e ganhou todos os créditos por ter escrito uma história tão densa, complexa e ao mesmo tempo tão emocionante como esta. É de chorar, de sorrir e de ficar trincando os dentes com a tensão do livro, mas no final, a única coisa que você consegue é pensar: "Como eu não cogitei essa possibilidade?"
comentários(0)comente



Silvia.Souza 16/10/2018

Bom...
A história é boa e muito bem narrada, porém confesso que me cansei mais do que me diverti... O problema de TOC de Penélope foi exageradamente descrito... E a falta de senso dela em relação ao perigo também me cansou... Só por isso, achei razoável...
comentários(0)comente



Dani 01/04/2018

O Enigma da Borboleta, Kate Ellison
Penélope Marin é uma adolescente problemática. Ela sofre de diversos TOCs, a situação em casa está ruim e, se não bastasse, tem tendência cleptomaníaca e sente necessidade de colecionar objetos que não possuem a menor utilidade para ela - como jornais velhos, máquinas de escrever, garrafas e pequenas coisas. Ela desenvolveu estes hábitos compulsivos depois da morte de seu irmão Oren, que se envolveu com drogas e assolou toda a família.
Desde então, Lo tem tentado seguir sua vida estudando, tentando ficar bem em casa e vasculhando mercados de pulgas e feiras à procura de objetos para comprar, ou roubar. É em uma destas feiras que ela encontra uma estatueta de borboleta que imediatamente a deixa fascinada. O objeto parece ter relação com um crime que Lo presenciou em uma noite, onde uma dançarina chamada Saphire foi morta. A garota não sabe porquê, mas sente que precisa desvendar este enigma, e correrá muito perigo por isso.
Eu simplesmente amo livros com mistérios e devorei este. O enredo é muito instigante, desde o começo, por tantos enigmas envolvendo a estatueta de borboleta e outros objetos, e o crime, além da fascinação de Lo. Esta é uma daquelas estórias onde as "crianças" investigam, então já pode esperar muitas cenas de tensão e perigo, uma vez que Lo não possui nenhum recurso além de sua coragem.
É um livro que prende o leitor, com a cada momento surgindo novas pistas e novas suspeitas.
Os personagens foram muito bem trabalhados. Penélope é uma personagem fascinante e complexa, com todos seus distúrbios. A autora explorou bem cada característica peculiar dela, através da narrativa em primeira pessoa. À medida que vamos conhecendo-na, mais gostamos e torcemos, e ela se mostrou de uma grande coragem. Há um outro personagem que me agradou muito, Flynt, um amigo que a ajudará a descobrir o autor do crime.
Além do crime e dos perigos, é muito abordado os assuntos familiares, as drogas e o quanto elas podem destruir uma família e afetar a todos de maneiras diferentes. O desfecho vem com uma série de revelações e muitos momentos de tensão. Me surpreendi muito com os rumos que a estória tomou e senti que fechou bem, sem deixar nenhuma ponta solta.

site: http://blueunendlichkeit.blogspot.com.br/2018/04/o-enigma-da-borboleta-kate-ellison.html
comentários(0)comente



25 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2