Trash

Trash Andy Mulligan


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Resenhas - Trash


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Helder 17/04/2014

Leitura gostosa
Trash é uma leitura ágil e gostosa. Li este livro por indicação do amigo Arsênio Meira e também indico para jovens e adultos. É um livro infanto juvenil, mas eu com meus 40 anos me envolvi completamente nas aventuras de Raphael, Gardo e Rato.
Eles são 3 meninos que vivem sem perspectiva num lixão em uma cidade indefinida (Impossível não lembrar de Avenida Brasil). Passei o livro inteiro pensando que o mesmo se passava na India, mas podia ser perfeitamente no Brasil. As descrições do lixão são impressionantes. E me pergunto se isso vem do autor, um inglês, ou se deve a tradução de um brasileiro que também é autor de livros. Difícil imaginar um gringo que tenha tal vivência para descrever este mundo.
O livro começa com Raphael nos explicando que ali naquele lixão nada muda, até que um dia ele encontra uma bolsa com dinheiro , um mapa e uma chave e divide esta informação com Gardo, seu melhor amigo. Logo aparecem policiais no lixão procurando a tal bolsa e oferecendo uma recompensa por ela. É ai que conhecemos Rato, um menino que vive num buraco no lixão completamente sozinho. Acostumados a viverem à margem da sociedade, os 3 meninos não acreditam que receberão alguma coisa dos policiais, então resolvem descobrir o que está por trás da bolsa por conta própria. E logo percebem que o negócio é muito grande.
O livro parece um roteiro de filme, com tudo encaixado perfeitamente. Os meninos são extremamente inteligentes, mas não tem nada de superpoderes, o que nos aproxima bastante dos personagens. Quando o "calo aperta", eles pedem ajuda para os adultos, e graças a Rato principalmente, que antes de morar no lixão fora um garoto de rua, vão conseguindo se safar das situações mais complexas.
Alguns momentos são pesados, como quando Raphael é preso, mas outros são pura aventura, como o plano para pegar a Biblia e a fuga pelos telhados. Impossível não torcer pelos moleques. E confesso que muitas vezes fiquei descrente de que eles conseguiriam se safar. Mas o final é uma delicia.
Além da aventura em si, existe toda uma critica social que se aplica bem ao Brasil também. O que os policiais procuram e os garotos encontram, é fruto de corrupção, e é interessante ver a percepção de um gringo sobre a corrupção nos países de terceiro mundo:

Zapanta tirou uma nação dos trilhos, interrompendo o progresso do país. Pior do que isso, ele deu motivos para outras nações pararem de nos ajudar. Por causa dos milhões que roubou, quantos milhões deixaram de ser oferecidos a nós? Ainda pior ele mostrou aos outros políticos, funcionários, comerciantes, professores e vizinhos que roubo é o caminho para a ascensão social, e que pisar no rosto dos pobres, usando-os como escada, é a lei da natureza. Até mesmo os pobres acreditam nisso, e essa é uma das razões pelas quais continuamos pobres

Não é a nossa cara?
Recomendo!
LidoLendo 16/10/2014minha estante
Helder, bacana resenha! Acabei de ler o livro e adorei! Sobre a vivência do autor, ele se inspirou nas experiências que teve em Manila, nas Filipinas. Lá ele era professor e conheceu um menino de rua (inspiração para o Raphael). Havia um lixão com uma escola e crianças que trabalhavam lá. Então, vivência ele tem de sobra! ;) Livro muito recomendado!




GETTUB 20/10/2014

Três garotos incríveis
Oi! Aqui é o Carlos!

Queria contar que conheci três garotos incríveis: o Raphael; o Gardo, e o Rato (o nome dele é Jun-Jun, mas todos o conhecem pelo apelido, mesmo). Eles moram em um depósito de lixo chamado Behala, nas Filipinas. Sobrevivem vendendo aquilo que encontram. Sim, sobrevivem, porque não posso dizer que seja vida o que eles levam. Andam descalços para sentir o tipo de lixo que pisam. Assim sabem se é valioso o suficiente para justificar seu recolhimento.

Eles são muito leais, verdadeiros amigos. O Raphael tem 14 anos, é inteligente, sensível, amoroso. Tem um sorriso encantador.

O Gardo também tem 14 anos, é um pouco mais alto e forte, tem o cabelo raspado e é o protetor da turma, sempre disposto a enfrentar os perigos.

E o Rato, de 11 anos, é muito magro, cheio de segredos e planos, mas sempre encontra uma saída para os piores problemas.

Eles são incríveis! É muito fácil gostar deles.

Também conheci o padre Juilliard, o responsável pela Escola Missionária Pascal Aguila, que é feita de containers abandonados por navios e fica ao lado do lixão; e a irmã Olivia, uma inglesa que até quis adotar o Rato, mas o padre Juilliard não deixou.

E como conheci eles? Bem, um dia ouvi falar da história de três garotos que não tinham nada, a não ser seus ideais. E através deles, depuseram um importante político.

Fiquei curioso para saber como e fui atrás deles.

A polícia também. Ela queria fazê-los desaparecer.

Descobri que os três encontraram uma carteira com uma chave. A chave levou a uma carta. A carta a um código secreto. O código a um prisioneiro. O prisioneiro a uma bíblia. A bíblia a uma fortuna em dinheiro. O dinheiro... nossa, vocês não têm ideia do que aconteceu.

Mas como isso é possível, você se pergunta. Um certo Andy Mulligan lançou um livro com o depoimento dos três, do padre e da Olivia. Procure esse livro e conheça uma história de determinação, coragem, lealdade e honestidade.

Quanto a mim, depois de os conhecer e acompanhar sua aventura, fiquei triste por deixá-los. Mas a vida deles era outra, bem diferente da minha. Felizmente, não mais no lixão. E eles encontraram uma menina. Quem?

No fim, queria saber mais sobre eles, mas a única notícia que chegou até mim, é que... bem... vou deixar você mesmo descobrir.

Ah, também fiquei sabendo que a história deles rendeu um filme dirigido por um cara conhecido, o Stephen Daldry. Só que passado aqui no Brasil, o que não torna o lixão assim tão diferente. E nem os três garotos.

Mudaram algumas coisas para adaptar, mas poucas. Deram um rosto à polícia, o Selton Mello. Também tem o Wagner Moura como o autor da carta que eles encontraram no lixão. O padre Juilliard é o Martin Sheen, e a irmã Olivia é a Rooney Mara.

Não resisti e vi esse filme.

O Gardo e o Rato até ficaram parecidos. O Raphael ficou com o cabelo menos liso, mas O.K., valeu assim mesmo. De resto, eram eles. Os mesmos sorrisos, os mesmos olhares. Os três garotos do lixão de Behala, ou do Rio de Janeiro, ou de Belo Horizonte, ou de São Paulo, ou de qualquer outro lixão que transforma a vida em uma luta e onde o amanhã só é visto por um dia, uma vez que não se sabe se estará vivo quando amanhecer.

Saí do cinema com um sorriso no rosto e uma lágrima de saudades.

Aprendi mais do que seria possível aprender em qualquer faculdade. Aprendi que o mundo gira em torno de dinheiro. Há valores, virtudes e morais; há relacionamentos, confiança e amor - tudo isso importa. No entanto, o dinheiro é mais importante, e pinga o tempo todo, como se fosse água. Alguns bebem muito dessa água; outros passam sede. Sem dinheiro, você encolhe e morre. A falta de dinheiro cria um deserto onde nada cresce. Ninguém sabe o valor da água até morar em um lugar árido e seco - como Behala. Tantas pessoas moram lá, esperando a chuva chegar.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/10/trash-andy-mulligan.html
Carol 26/04/2015minha estante
Adorei a resenha!




keity barros - Universos de Papel 28/04/2015

Trash - Resenha
Em Trash, Andy Mulligan supera as expectativas ao sair do convencional e criar uma história inovadora com heróis pouco prováveis e um cenário totalmente inesperado. O enredo bastante consistente e bem fundamentado faz com que o expectador sinta-se familiarizado e compreenda os detalhes da trama de Raphael, Gardo e Rato, garotos com idades entre 11 e 14 anos que passam seus dias em Behala, a imaginária cidade do lixo. Ali, os três meninos, assim como centenas de outros, moram e trabalham sob condições precárias.

Suas vidas costumam ser monótonas e sua rotina previsível, sem grandes acontecimentos ou surpresas. Cada dia não passa de só mais um dia comum em que reviram e separam pilhas de lixo a fim de vender a sucata encontrada para terem os meios de subsistência mínima com suas famílias (aqueles que as tem).

Tudo muda quando, no meio dos entulhos, Raphael encontra uma bolsa com uma carteira, um documento de identidade, uma chave, um mapa e uma boa soma de dinheiro dentro. Finalmente o dia de sorte do garoto parece ter chegado!

A princípio, a única coisa que parece realmente ter alguma importância é o dinheiro, o restante não lhe desperta tanto a atenção. Mas logo o que parecia um golpe de sorte do destino se revela um pesadelo e Raphael descobre que o conteúdo da bolsa esconde um grande segredo envolvendo pessoas poderosas que definitivamente não estão dispostas a colocar em risco suas posições sociais e prestígio, não hesitando chegar ás últimas consequências a fim de recuperar o material que está nas mãos do garoto.

Com a ajuda de seus fieis companheiros, Raphael tenta juntar as peças do complicado quebra-cabeças e se vê atolado até o pescoço em uma trama que envolve a polícia, corrupção e políticos que tentam apagar seus rastros e os três amigos que são o lado mais fraco precisam lutar contra o tempo e usar toda a astúcia que a vida de garotos do lixo lhes designou a fim de fazer a justiça acontecer e escaparem com vida.

Um dos pontos fortes do livro é a riqueza com que os personagens foram construídos, permitindo rapidamente ao leitor sentir-se ligado e próximo a eles de forma muito natural. Acredito que a maneira como a narrativa foi montada, dividida principalmente entre os três amigos, mas em alguns momentos também entre outros personagens-chave da trama, ajudou muito na simpatia imediata provocada no leitor. Os narradores vão se alternando a cada capitulo e é possível reconhecer a personalidade de cada um em seus relatos, o que nos faz conhecê-los melhor e mais rapidamente. Raphael, Gardo e Rato, bem como os personagens secundários nos soam muito reais e tangíveis, tanto que antes de passada a primeira parte do livro, já nos sentimos amigos dos garotos, nos preocupamos e torcemos por eles, e essa conexão leitor e personagem é simplesmente deliciosa!

Confesso que senti falta das guinadas e mudanças repentinas no enredo, acredito que a trama suportaria e até mesmo pedia mais momentos de tirar o folego. Teria sido bom me desesperar um pouquinho mais em busca do que aconteceria na próxima página. De qualquer maneira, o enredo não caiu no óbvio em nenhum momento, mesmo sem tanta ação quanto eu gostaria, o livro não se tornou previsível, de modo que acompanhei os meninos do início ao fim da narrativa sem me cansar.

site: https://universosdepapellivros.wordpress.com/
keity barros - Universos de Papel 28/04/2015minha estante
Para mais resenhas, entre em nosso blog: https://universosdepapellivros.wordpress.com/

E no canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCMu_1SlEsKGy-yvXN0ea4Ag

Esperamos por vcs ;)




Marcus 12/04/2015

Sobre o que a gente pode encontrar no lixo
Todo leitor tem na sua wishlist um livro que fica meio esquecido. O nome dele está lá, você quer muito ler aquela história, mas sempre vêm outros lançamentos e ele acaba ficando para trás.

Pois então. “Trash” era o renegado da minha lista de desejados. Até que veio o meu aniversário e eu ganhei o livro. Amigos que dão livros de presentes... Melhores pessoas!

“Trash” nos apresenta a Raphael, Gardo e Rato: três amigos que moram e trabalham no lixão de Behala, num país não especificado. É de lá que eles tiram o sustento, procurando por papel, plástico, metal e borracha para serem vendidos. Mas como dizem, você nunca sabe o que pode encontrar mexendo no lixo...

E um dia Raphael acaba encontrando uma bolsa. Dentro dela, uma carteira com documentos, um mapa da cidade, uma chave com um número, uma fotografia e dinheiro. Muito dinheiro. Raphael conta tudo a Gardo, seu melhor amigo e protetor naquele lugar.

No dia seguinte, alguns policiais aparecem no lixão oferecendo uma recompensa para quem encontrar a bolsa. Os dois não acreditam muito naquela história e decidem esconder os objetos na casa de Rato, um menino que vive isolado nos esgotos de Behala. Mas um dos policiais percebe que os garotos sabem de alguma coisa.

Com a chave certa, você pode escancarar a porta. E Rato sabe exatamente qual porta aquela chave abre. Os garotos então partem para investigar e descobrir o significado de tudo aquilo.

A partir daí, se veem envolvidos numa trama intrincada envolvendo políticos poderosos e policiais corruptos. Uma trama perigosa que pode acabar mal para os três amigos.

Narrado em primeira pessoa, o livro tem capítulos alternando o ponto de vista de Raphael, Gardo, Rato e outros personagens. Aliás, os personagens são o grande trunfo de “Trash”. Eles são extremamente bem construídos e desenvolvidos no decorrer da história.

Outro ponto alto é a escrita de Andy Mulligan. É ágil, frenética, quase como um roteiro de cinema. A leitura é um virar de páginas acelerado para descobrir como tudo vai terminar. E quando o desfecho chega, a gente está com saudade de Raphael, Gardo e Rato, ansiosos por uma última peripécia do grupo.

Publicado como um infanto-juvenil, o livro é uma aventura constante e ao mesmo tempo um soco no estômago, repleto de críticas à sociedade moderna, aos governos corruptos e às diferenças sociais.

Apesar dessa enxurrada de temas difíceis, “Trash” é uma leitura leve e agradável, e que, ao chegar no final, deixa uma mensagem de que o bem sempre vence o mal de alguma forma, e uma sensação de fé e esperança naquilo que as pessoas tem te melhor.


site: http://blogentrelinhas1.blogspot.com.br/2015/04/trash_12.html
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Liginha 19/01/2017

Surpreendente.
História dinâmica. Ótimo livro para se presentear alguém. Dica da Isa, do Lidolendo

site: https://www.youtube.com/watch?v=b8Nt1st8Jsk
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Amanda 20/01/2016

Está consumado.
Resumidamente o livro conta a histórias de três garotos extraordinários que passam suas vidas no lixão de Behala. Com o aparecimento de uma bolsa e um certo dinheiro, a vida de Raphael, Gardo e Rato viram de cabeça para baixo.
O enredo do livro segue os garotos tentando decifrar o mistério da tal bolsa e tentando despistar os policiais. O livro é rápido, muito bem escrito e de uma linguagem simples. Os personagens são encantadores e acho que vale a leitura.
"Aprendi mais do que seria possível aprender em qualquer faculdade. Aprendi que o mundo gira em torno do dinheiro. Há valores, virtudes e morais; há relacionamentos, confiança e amor - tudo isso importa. No entanto, o dinheiro é mais importante, e pinga o tempo todo, como se fosse água. Alguns bebem muito dessa água; outros passam sede. Sem dinheiro você encolhe e morre."
PS: A edição do livro é ótima! A capa é linda, a diagramação é boa e o livro é todo caprichado.
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The 06/03/2016

A chave da oportunidade
Trash é uma historia que poderia perfeitamente se passar no Brasil e em outros muitos países da América Latina, tanto que inspirou o filme rodado em território nacional de mesmo nome.
Basicamente a história trata de três garotos que vivem num lixão chamado Behala e sobrevivem remexendo nos detritos , vendendo os recicláveis que encontram, no entanto, a dupla Garo e Raphael acham uma bolsa com dinheiro e uma chave que será a entrada para aventuras e a oportunidade da vida sonhada longe da miséria, junto a eles está Rato (Jun-Jun) que os ajuda.
A polícia está atras do conteúdo da carteira encontrada por Raphael que pode ser a pista para o paradeiro de um dinheiro roubado de um vice-presidente extremamente corrupto.
As críticas e a mistura de referencias de diversos países é extremamente rica e faz-nos refletir com pesar em quantas nações esses cenários realmente existem.
Muito bem construída e em uma edição impecável da Cosac Naify este livro é uma leitura fluída que prenderá seu interesse do início ao fim.
O livro tem muitas lições que poderão abrir seu olhar para ver além do senso comum.
Recomendo.
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Luciana - @minhaestantemagica 26/07/2018

Garotos bacanas...
Uma bolsinha de couro foi perdida. Jogada no lixo. A polícia a procura enlouquecidamente. Oferece recompensa ao catador que a achar no lixão da cidade. O problema é que ela já foi encontrada por Raphael que, junto com seu melhor amigo Gardo, a escondeu na toca, quer dizer, na casa do Rato, outro órfão morador do lixão. A partir daí, os três garotos começam a seguir pistas, sempre com a polícia atrás deles, que, possivelmente, levariam à fortuna roubada da casa de um político poderoso e corrupto. O livro é um thrillerzinho muito bacana. Li em uma tarde. Prendeu minha atenção do início ao fim, pois a história é contada através de vários pontos de vista. Na verdade, por todas as pessoas que participaram (às vezes até sem saber) da aventura. O cenário do livro é fictício, mas poderia muito bem ser ambientado em qualquer país da América Latina, principalmente o Brasil. Pobreza, corrupção e violência são os temas centrais desta obra, mas que, às vezes, até esquecemos da miséria do lixão por causa da simpatia dos três protagonistas. São adolescentes inteligentes e desenrolados que conseguem realizar um grande feito! Morri de amores por eles!!
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Raquel Soares 10/01/2016

Trash
Vamos começar pela Produção gráfica e editorial... Impresso em papel pólen soft 70 g/m2. Cada personagem da história recebeu um tipografia de acordo com suas características e importância dentro da história. As famílias tipográficas utilizadas foram: Amplitude, Apercu, Celeste, Eames, Jenson, Knockout, Le monde, Leitura, Maiola, Mercury, Mrs eaves, Neutra, Nu swift, Publico, Slate, Trade Gothic e Whitman. Muito bem diagramado (espaçamento entre linhas, tipografia, índice, fotos, etc..)
Vamos a história a lá Robin Hood...
O livro contará a historia de Raphael, Gardo e Jun-jun. Três garotos que trabalham no lixão de Behala. Até que um dia um deles encontra uma bolsa que pertenceu a José Angélico. Nela continha uma carteira com documentos, fotos, um mapa, chave e dinheiro. O garoto decide dividir este dinheiro com seu parceiro. Intrigado com o mapa e a chave, ele decide esconder quando de repente a polícia chega no lixão de Behala e aborda os garotos que ali trabalham perguntando se haviam encontrado a tal bolsa e quem a encontrasse receberia uma recompensa. Intrigados com o interesse da polícia em querer localizar a bolsa, os três embarcam numa aventura para desvendar o mistério. Mistério este que irá mudar a vida dos garotos pra sempre, pois eles descobrirão que este mapa e chave há o caminho para localizar a quantia de 10 milhões de dólares. Para isto, os garotos contam com a colaboração de outros personagens (José Angélico, Padre Juilliard, Grace, Olívia Weston, Gabriel Olondriz, Frederico Gonz e Pia Dante).
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Luiza 02/09/2016

Muito bom
mostra as dificuldades da miséria
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Jhoni 19/07/2015

O livro nos mostra uma realidade presente e muito próxima de nós, na qual não voltamos os nossos olhos para muitas destas questões. E não digo isso pautando apenas, a falta de saneamento em regiões mais humildes, a fome e a miséria. Questões mesmo de caráter daqueles que tem o poder nas mãos.
A trama gira em torno de 3 garotos que moram no lixão de um país subdesenvolvido, na qual um dia, um dos garotos encontra uma maleta cujo a policia está atrás pagando uma quantia para quem entregar essa maleta (bolsa) a eles.
Com tudo a trama gira em torno disso, dos três meninos em busca de pistas, onde irão enfrentar muitas aventuras, na qual cria um certo incomodo no leitor, fazendo-o refletir sobre a sua zona de conforte e a sua posição no mundo.
É um livro bem curto, leitura ágil onde os personagens permeiam por diversos locais, fora do lixão, história recheada de criticas sobre a sociedade em que vivemos.
Vale muito a pena ser lido.
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Bruno 25/04/2015

Realidade arrebatadora
Raphael, Gardo e Rato são garotos do lixão [e personagens incrivelmente carismáticos, diga-se de passagem]. Vivem rastejando e fuçando à procura de plástico e papel, materiais que garantem seu sustento. Mas tudo muda quando Raphael encontra uma bolsa, contendo uma carteira, algumas fotos, um mapa e uma chave.

"Com a chave certa, você pode escancarar a porta. Porque ninguém vai abri-la para você."

E, a partir disso, Andy Mulligan tece uma aventura que envolve não apenas a amizade que surge entre Raphael, Gardo e Rato (pois, de início, Rato vivia sozinho), mas também vários temas adultos, que denunciam a dura realidade dos países subdesenvolvidos.

"Eu me pergunto: o que foi que aprendi? O que foi que aprendi no lixão de Behala, e como isso me transformou?
Aprendi mais do que seria possível aprender em qualquer faculdade. Aprendi que o mundo gira em torno de dinheiro. Há valores, virtudes e morais; há relacionamentos, confiança e amor - tudo isso importa. No entanto, o dinheiro é mais importante, e pinga o tempo todo, como se fosse água. Alguns bebem muito dessa água; outros passam sede. [...] A falta de dinheiro cria um deserto onde nada cresce. Ninguém sabe o valor da água até morar em um lugar árido como Behala."

Um dos grandes trunfos de Trash são os personagens. Cada um narra os acontecimentos partindo de sua participação na história, e todos possuem um modo de narrar todo próprio, o que foi muito bem desenvolvido pelo autor. Os assuntos abordados (e de maneira louvável, vale ressaltar) tornam o livro muito mais denso do que a quantidade de páginas dá a entender. E, nesse e em outros aspectos, a edição da Cosac Naify faz jus à obra.

A escolha de Mulligan de não revelar o nome de sua nação "fictícia" foi bem pertinente. Além de levar seus leitores a questionar que lugar seria esse, ele estende a crítica social e a denúncia à corrupção, tanto na política quanto na polícia, a toda a América Latina, além de mesclar características geográficas e elementos culturais de diferentes países da região.

Enfim, o livro é incrível, incrível, incrível, e já posso considerar essa uma das minhas melhores experiências literárias de 2015. (Recomendadíssimo.)

"Deixei parte do meu coração no país de vocês, garotos, e nunca mais poderei retornar."
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Rafa 05/07/2015

Esse é um caso daquelas pequenas maravilhas que encontramos por acaso, no mundo da literatura. Eu assisti à resenha da Isa do LidoLendo sobre este livro e comprei em uma promoção.

O que me chamou atenção primeiro foi a capa maravilhosa. Representando o título, a capa parece trash, toda suja.

Com múltiplos narradores, aos poucos nós vamos conhecendo a história de Raphael, Gardo e Rato, mas também a história de Behala e de seus moradores. Os meninos são catadores de lixo, trabalhando de sol a sol, morando no lixão e sendo tratados como lixo.

Um dia, policiais aparecem em Behala, procurando uma pequena carteira que tinha sido trazida no lixo de ontem, prometendo recompensas para quem encontrar. Claro que Raphael já tinha encontrado.

O livro se desenvolve quase que como uma caça ao tesouro, ainda mais tendo como protagonistas meninos adolescentes. Dentro da carteira, eles encontram dinheiro, uma identidade e uma carta. Curiosos com a identidade, eles vão tentar descobrir o que este homem fez e porque essa carteira é tão importante para a polícia.

O mistério em si é bem intrigante, deixa o leitor curioso e encontra um final. Mas o mais interessante é o quanto o envolvimento com os personagens se desenvolve rápido e profundamente. O tom dos personagens passa, também, para o leitor.

Como meninos curiosos, eles tratam tudo como um mistério, com muita intriga. E, por vezes, acabam encontrando violência, como era esperado já que eles são do lixão, mas o otimismo e a curiosidade se impõem. Dão ao livro um tom feliz, embora com cenas violentas e tristes.

O mistério acaba levando os personagens a se afundarem cada vez mais, levando junto consigo várias pessoas. Envolvendo políticos, envolvendo polícia, envolvendo vingança, envolvendo um padre e até mesmo uma professora.

Eu gostei muito dessa leitura e gostei mais ainda de saber que em breve será lançado um outro livro deste autor aqui no BR. Adorei conhecer esses personagens e os sentimentos que eles me trouxeram. Um ótimo livro!

site: http://www.arrastandoasalpargatas.com
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Lia 16/05/2016

Meninos pobres em busca de ouro
Rafael e Gardo são dois meninos de 14 anos que moram um lixão e encontram uma bolsa com algumas pistas que eles ainda não sabem para quê exatamente. Tem corrupção de políticos, de polícia, roubo de grande quantidade de dinheiro, códigos em bilhetes... Cada um conta sua parte da história! Esses meninos passam o livro correndo, deixa a gente até cansado!

site: https://youtu.be/QjFazFoQ474
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ANINHAPONCE 03/01/2017

Trash
Tudo bem com vocês??? O post de hoje será sobre o livro Trash de Andy Mulligan. O livro foi publicado em 2010.
O que é mais interessante nessa história é o fato de uma obra voltada para o público infanto-juvenil abordar temas como corrupção na policia e na política, a vida no lixão, de uma forma envolvente e com uma narrativa de fácil leitura e compreensão.
O país onde a obra se passa não é especificado, o que facilita muito a empatia com os personagens, e a identificação com as situações por eles relatadas.
A narrativa dos capítulos é intercalada entre os personagens principais: Raphael, Gardo e Rato, além de outros personagens que participaram da trama. Com uma fonte diferente para cada narrador.
Capa da edição da Cosac é muito bonita, e a diagramação é bem confortável a leitura.

Fica recomendada a leitura. Espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

site: viajandocompapeletinta.blogspot.com
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