O Espadachim de Carvão

O Espadachim de Carvão Affonso Solano




Resenhas - O Espadachim de Carvão


322 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Katsumi 21/03/2013

Prêmio F5 para Resenha! =D
Solano constrói uma bela mitologia de fantasia para o mundo de Kurgala. Humanos e outras raças convivem, e estes seres fantásticos tem aparências peculiares, que faz você exercitar sua imaginação ao tentar visualizá-los. A narrativa é bem sinestésica e a ambientação bem produzida.

O reino de Kurgala é uma mistura de várias influências, pelo menos para mim, me lembra Conan, Animes, Games de RPG e Stephen King (?). Tudo culminando em sua própria mitologia. É uma história que poderia ser transcrita para qualquer mídia. Daria uma linda HQ, animação ou filme.
Em alguns momentos eu imaginava a estética do anime "Mononoke Hime", principalmente por causa da aparência de Enki' Nar.

Os personagens são carismáticos, mas o ponto forte é Adapak. Inocente, idealista e puro, acaba criando várias situações engraçadas, que também te faz refletir. Não tem como não sentir uma empatia por ele.

O ritmo de flashback e tempo real está bem dinâmico, sempre terminando com um gostinho de quero mais. A história se desenrola com muito mistério, o que te deixa intrigado para virar a página seguinte.

Com momentos tocantes que te fazem sorrir, e outros de ação, que me fez ter a mesma sensação ao ler Crônicas de Gelo e Fogo. Aquele momento que você pensa: Caraca, será que eu li direito?

Engraçada é a sensação de ler um livro do Solano, como sou ouvinte do MRG, você consegue sentir as opiniões dele. Senti isso claramente em um trecho que Adapak fala sobre sua opinião sobre torneios, que reflete a opinião do autor sobre o MMA.
E eu fiquei o tempo todo tentando descobrir quem era o Diogo e o Beto no livro, além de ver várias faces do Solano em Adapak.
Para mim, merece 4.5 robôs gigantes, tenho algumas ressalvas, mas pela experiência que me proporcionou, arrendondo para cima! =)

Contemporâneo e clássico ao mesmo tempo, vale a pena ser lido!
Affonso Solano 22/03/2013minha estante
Fico feliz que você tenha curtido, Katsumi. Obrigado pela resenha! @braço! :)


Amartia 22/03/2013minha estante
Excelente resenha Katsumi! :)
Sempre li os textos do Solano no Techtudo, e esperava ansiosamente por um livro dele!
Mal posso esperar para ter O Espadachim de Carvão em minhas mãos!


Finji 22/03/2013minha estante
Já encomendei o meu.....na expectativa pra começar a ler!


Ezequias 22/03/2013minha estante
Certamente lerei. E no lugar da minha voz interior, que narra a leitura, vou ouvir na minha mente a voz do Solano.



MarVin 24/03/2013minha estante
Haha! Concordo com o Ezequias, meu narrador mental vai ser o Solano também.


Fabiano 15/04/2013minha estante
Estava amando o livro até as últimas 20 páginas, certamente valia 3 ou 4 robôs gigantes, porém, achei o final bem apressado.
[SPOILER] A casa de Enu Nar se revela um pouco propicia demais (salvando a Sirara e acabando com o Telalec em um piscar de olhos) e acho que a T'arish merecia um pouco mais de atenção no final [/SPOILER]
Finalmente, eu daria 2.5 robôs mas como aqui não é possível fica nas 2 estrelas mesmo. Mesmo com essa nota relativamente baixa gostaria de dizer que eu não deixo de recomendar o livro, afinal, a mitologia é impecável e o ritmo é excelente. Vale como experiência de leitura. Parabéns ao Affonso.


Kim Martins 09/12/2013minha estante
Sim, a parada do MMA é bem clara mesmo =]




Fernanda 28/05/2013

Resenha: O Espadachim de Carvão
Confira a resenha do livro no blog SEGREDOS EM LIVROS:

http://www.segredosemlivros.com/2013/05/resenha-o-espadachim-de-carvao.html

Resenha: Este é um livro que nos apresenta uma história realmente original, com descrições bem construídas e cenas espetaculares, dignas de um bom filme. A exposição dos personagens é tanta que é como se o leitor conseguisse adentrar dentro da narrativa, de um modo mais envolvente e, portanto, surreal. Affonso Solano está de parabéns por criar um enredo intenso e inteligente, a ponto de fazer com que desperte total atenção para a trama. A fantasia está presente em todos os momentos e é impossível não se encantar pelo universo narrado.

“Eles invadiram o depósito com uma intensidade ensurdecedora, ecoando pelas paredes e agulhando os tímpanos do espadachim. Ele tapou os ouvidos e estimou no mínimo cinco deles lá fora, emitindo o som insuportável para que pudessem enxergá-lo.” Pg.09

Conhecemos então, o protagonista – Adapak – um jovem sagaz de dezenove ciclos, pele cor de carvão e olhos muito brancos, que se encontra isolado, ou talvez possa-se dizer perdido em sua própria plenitude. Ele é dilho de um dos quatro deuses de Kurgala. Esse personagem foi muito bem adaptado na trama, pois passa a sensação de ser mais realista e ingênuo. Na verdade, é o tipo de pessoa que pode-se apontar muitas semelhanças com nós mesmos. Dando destaque, é claro, que ele gosta bastante de livros e tem muito conhecimento guardado consigo, sem falar de suas várias habilidades. Ele é meio que único em Kurgala, e agora precisa entender mais sobre sua origem neste cenário. Sem falar que Adapak está sendo caçado por algumas criaturas assassinas, e para piorar, nem sabe por qual motivo.

“Adapak tinha um rosto anguloso e de traços be desenhados. Ele não tinha nariz ou orelhas; apenas um par de orifícios para cada. Sua boca era pequena e de lábios finos, ocultando 28 dentes brancos e bem cuidados. Seu par de olhos também era branco, apesar de uma observação mais honesta revelar que as pupilas eram brancas e por isso, sem o contraste dos globos oculares (também brancos) seus olhos finalizavam uma aparência sem vida e intimidade para um observador mais relapso.” Pg.19

No inicio, sua jornada – ou fuga – pode se tornar um tanto quanto confusa, mas no decorrer dos fatos, somos introduzidos melhor e começamos a entender com mais clareza as informações repassadas e o por quê dos acontecimentos. Somos conduzidos a saber do seu presente e para dar um acréscimo, ainda há intercalações com referencias a fatos passados, fazendo com que os fatos sejam ainda mais explicados de uma forma mais coesa. Toda essa idealização pela luta por sobrevivência acrescenta novos sentidos e experiências ao personagem, enriquecendo ainda mais o seu conhecimento e cultura.


O Espadachim de Carvão é completo e único. Traz a tona personagens intensos, desde deuses até criaturas mais diversificadas e crenças exploratórias. È uma trama fantasiosa, que ainda contém aventura, mitologia, ação, muito mistério, e até uma pitada de romance. É uma viagem dimensional e única, idealizando os pontos centrais de um modo carismático, planejado e particularizado. Com certeza, é a leitura certa para quem curte literatura fantástica.

Confira a resenha do livro no blog SEGREDOS EM LIVROS:

http://www.segredosemlivros.com/2013/05/resenha-o-espadachim-de-carvao.html

comentários(0)comente



Tatiane 25/05/2013

Para entreter. E só.
No conteúdo, o Espadachim de Carvão é uma aventura divertida, masculina, bastante superficial e com um final ridículo.

Na forma, nota-se a inabilidade do autor em conferir fluidez à narrativa, truncando parágrafos de maneira que, por vezes, se tem a impressão de haver pulado uma página sem ler. E as suas descrições são medíocres, tanto de seres, objetos, construções ou cenários. É difícil fixar uma imagem, e sendo todo um novo mundo fantástico, penso que ele faria melhor como graphic novel.

Bem, é um livro para entreter e vale a pena lê-lo por isso, mas levá-lo a sério não.
Ezequias 28/05/2013minha estante
Concordo em praticamente tudo. O Affonso tem uma imaginação fértil. Mas faltou fluidez na escrita dele.

Contudo, apesar dos defeitos citados, o livro consegue entreter, cumpre a missão, sendo a prova que o conteúdo tem mais valor que a forma.

Não merece mais do que 3.


Heitordealmeida 28/05/2013minha estante
Já eu acho que você foi legal com o livro dando 2 estrelas


Renan 04/11/2014minha estante
Achei que ele exagerou nas metáforas no início do livro e que ficaram muitas espécies sem descrição. Nesse segundo caso seria melhor não tê-las colocado no livro do que as deixado sem descrição.




Janise Martins 18/03/2020

O Espadachim de Carvão
O autor cria um universo novo, cheio de criaturas estranhas, incluindo o protagonista, com nomes que foi preciso imaginação para criar (ou a falta dela, ainda não sei). Muita informação para poucas páginas, acho que nisso o Affonso pecou.
A ideia é excelente, mas tudo é muito compactado, muitos personagens com nomes ruins até de ler, que dirá memorizar, bem, esse pode ser um problema também devido a minha idade avançada (ai meu pai!!).
O que achei interessante é que o protagonista vai descobrindo as “coisas” junto com a gente, aliás o protagonista é mais que fera nas espadas, mas é de uma inocência doce, a gente cria empatia por ele.
O livro era para ser de leitura corrida, mas requer atenção para o montante de informação. Achei cansativo. Mas não é um livro ruim não, também não é aquelas maravilhas! Tem mais, até recomendo.


site: https://janiselendo.blogspot.com/2015/11/o-espadachim-de-carvao.html
comentários(0)comente



FK 31/03/2013

Já sinto saudades de Kurgala
Não é nada fácil criar um universo e brincar de ser Deus... ou melhor, um Dingirï." Affonso Solano conseguiu e o "O Espadachim de Carvão" explorou só uma pequena parte desse incrível mundo.

O ritmo do livro é agradável, a narrativa é fluida, bonita e deixa transparecer a emoção dos personagens de forma natural – não houve um momento no livro em que minha mente não recriasse em minha imaginação automaticamente o ambiente no qual estavam aquelas personagens. E nenhuma personagem é vazia, ou está ali por nada, como se fizesse parte de um ambiente em uma peça de teatro.
Eu entrei no "mundinho." Às vezes pensava se eu gostaria de ser um ushariani ou até um sadammuniano. E queria ler as aventuras de Tamtul e Magano contra a ampulheta da Rainha Estátua.

Ao chegar na metade do livro, percebi que estava lendo rápido demais. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom, porque isso é um claro de sinal de aprovação. Ruim, porque eu não queria terminar uma história dessas tão rápido. Limitei-me a ler um capítulo por dia, pra "gastar" menos o livro.
E é essa a minha referência. Eu não QUERIA que o livro acabasse e evitava olhar para o restante de páginas inéditas.

Já estou indicando para todo mundo.

Kurgala me surpreendeu. E já sinto saudades de lá.
Até o próximo livro, Affonso!
comentários(0)comente



Queria Estar Lendo 17/06/2017

Resenha: O Espadachim de Carvão
O protagonista de O Espadachim de Carvão é Adapak, um jovem e filho de um dos quatro deuses que criaram a vida no mundo de tantan. Diferente da maioria dos filhos de deuses que conhecemos e vemos em outros livros e filmes, ele não possui uma beleza exuberante e humana, mas sim excêntrica, incomum e única, pois não ninguém além dele com essa aparência ou semelhante. Adapak tem a pele negra como carvão, não possui nariz e seus olhos são brancos como leite.

Desde o começo sabemos que ele está fugindo de alguém, de alguma coisa e que seu lar foi destruído. Sua aparência não ajuda muito em sua fuga, pois ele é diferente demais e pode ser reconhecido em qualquer lugar por quem o está procurando. Esse também, é o mistério de quase todo o livro: quem e por que o está procurando.

"O espadachim ajeitou o capuz e deu o primeiro passo para a praça vazia, mantendo o andar moderado e a cabeça baixa. Ele teve que erguê-la um pouco, contudo, ao notar o pequeno monumento que enfeitava o centro do pátio; quatro esculturas de elegantes seres alados erguiam-se mais de vinte cascos acima da base de um chafariz hexagonal, entrelaçadas como se partissem de uma só espiral. Adapak não identificou que espécie de criaturas era até ler a placa montada na base: NO PRINCÍPIO, KURGALA ERA MAR E ENTÃO OS ESPÍRITOS DE ANU’NÄR, ENLIL’NÄR, ENKI’NÄR E NINTU’NÄR DESCERAM. Desta vez o rapaz sentiu vontade de rir, olhando a escultura que representava Enki’När e divertindo-se com a imagem que o mundo tinha de seu pai."

Ao longo da aventura de Adapak o vemos em fuga, conhecendo inúmeros lugares de seu mundo e pessoas, sua aflição ao correr de lugar em lugar e se esconder de todos, tentando passar despercebido, mesclado a capítulos dedicados à lembranças de sua infância e adolescência, sua relação com o pai, seus poderes e habilidades, seus mentores e aprendizado. Ao poucos vamos entendendo o que o fez estar onde está e o por que disso tudo.

Adapak é um muito inteligente, forte e como o título já diz em parte, um exímio espadachim. Ele também é gentil e curioso, mas ingênuo e um pouco inocente. Notamos como sua personalidade foi se desenvolvendo ao longo dos capítulos, principalmente os que falam de sua infância, pois temos noção de seu crescimento e aprendizagem.

"Exausto, o jovem de 19 ciclos de idade se levantou. Ao seu redor a casa havia se reorganizado em rampas, bancos e apoios com diferentes formatos que ele usava para se exercitar diariamente desde os 12 ciclos de idade. Telalec o havia ensinado a trabalhar e compreender o corpo da mesma forma que os ushariani faziam, apreciando a dor muscular ao invés de rejeitá-la. Aceitando-a como uma aliada na construção de um Adapak então capaz de realizar os movimentos que os Círculos exigiam de maneira precisa, como um verdadeiro espadachim Tibaul."

O mundo criado pelo autor é simplesmente incrível. Tudo tão bem feito, desde a história do início dos tempos até a sociedade atual, os detalhes, a política e a cultura. Também conhecemos suas outras raças e seres, todas fantasticamente estruturadas, com suas qualidades, dons, defeitos e esquisitices (digo isso porque, aos olhos de um humano, um ser com tentáculos no lugar de pernas não é lá muito normal, certo?). Affonso Solano fez um mundo tão original, diversificado, onde tudo é diferente e ainda assim, justificado. Há motivos e respostas por trás de todas as coisas, ele se preocupou com cada partezinha, como se fazendo o possível para não deixar furos. O que ele obteve com sucesso.

O livro é pequeno, com somente 256 páginas. Porém, ele é arrastado. Esse foi o ponto negativo do enredo. Demorei uma semana para ler mais ou menos, muitas vezes não conseguindo seguir adiante, não sentindo muita fluidez na narrativa. O que diminui esse ponto negativo é a mitologia, que como falei antes, é tudo bem feito, então você quer saber mais sobre o mundo e suas espécies, além de querer descobrir de uma vez o que aconteceu com Adapak e seu pai.

Apesar de ser demorado de ler, na minha opinião, vale a pena a leitura, tanto para conhecer esse mundo excelentemente criado por Solano quanto para ter um incentivo à literatura nacional que, junto desse livro, sabemos que vem melhorando muito nos últimos tempos.
comentários(0)comente



MisterK2 13/04/2013

Insira o disco #2 para continuar...
O Espadachim de Carvão é um livro que usa "feitiçaria" para condensar em tão poucas páginas um universo tão grande e rico. Ao final de pouco mais de 250 páginas temos a impressão que lemos um livro de 600!

Não! A história não é cansativa e esticada. Apenas ficamos com a impressão de termos saído de um universo paralelo, onde passamos 19 ciclos acompanhando a vida do protagonista Adapak, e ao voltar para nossa realidade deixamos para trás um mundo que desperta uma imensa saudade imediatamente ao fechar o livro.

Para quem não pescou o título da minha resenha, eu explico...

A sensação que tive ao ler o livro é que estava em 1990 jogando um mais novo Adventure lançado pela LucasArts. Toda vez que Adapak trocava diálogos inteligentes com outros personagens, ou pegava itens e os guardava em seu inventário (de vez em quando dando uma espiadinha para ver o que tinha lá dentro), eu me imaginava fazendo algo do tipo:

(CLIQUE) "USE" / (CLIQUE) "Faca de Madeira" / (CLIQUE) "Janela"

Affonso Solano criou um universo que não deixa nada a dever para os grandes da cultura pop (StarWars, Harry Potter, Senhor dos Anéis...), recheando a trama com seres inéditos e autênticos, localizações deslumbrantes, e até mesmo uma língua e cultura própria, que vão salpicando a história com um tempero especial.

O meu lado "marketeiro" não parava de pensar em uma coleção de "Action figures" de todas as criaturas e personagens principais do livro, produzidas no estilo McFarlane toys, com todas as armas e partes cambiáveis que se teria direito ("Vamos trocar a mão de Adapak?") :)

Indico fortemente o livro aos que curtem uma boa leitura, sem clichês (e quando eles mesmos aparecem, são imediatamente analisados e criticados pelos próprios personagens!), mesmo aqueles que não tem a Fantasia como seu gênero favorito (como é o meu caso, olha só!).

Provavelmente farei uma outra resenha, dessa vez com SPOILERS, pois "O Espadachim de Carvão" é como aqueles bons filmes que vemos com uma galera, e ao final da sessão rende horas de discussões! Então se está para ler o livro, prepare-se para arrumar algum amigo que o leia também!

Por fim, fico com a sensação que me falta um disquete (se você é da velha guarda) ou um Blu-Ray para voltar logo à Kurgala e só sair de lá daqui a alguns ciclos... Que venha o segundo jog- digo, livro!
Affonso Solano 15/04/2013minha estante
Que demais a comparação c/ os Point and Click, Catu! ;) Fico feliz que tenha curtido, e aguardo a resenha com SPOILERS! ;) Abração!


NerdKvothe 18/04/2013minha estante
Cara, quase comprei o livro na pré-venda, porém desisti e depois li a resenha do Omelete (se não me engano) e ela teve um quê de "o livro é muito bom mas cheio de clichês", mas pela sua resenha dá pra perceber que a proposta do livro é outra.

Assim que puder vou adquiri-lo. Valeu!


Gug 21/02/2015minha estante
Exatamente!! Eu também tive essa sensação de ter lido umas 600 páginas. Excelente leitura. Espero que venha uma continuação!




Pablo 09/04/2013

Lembranças de guri
Confesso que O Espadachim de Carvão não era uma das minhas prioridades na lista de aquisições literárias. Acontece que, por acaso, me deparei com a publicação num desses raros dias de folga do trabalho. O livro tinha acabado de ser lançado e tinha uma pilha deles na seção de novidades da livraria. Gostei da arte de capa e abri para dar uma folheada, sem compromisso. A armadilha estava armada.



Gostei de pequenos detalhes da publicação, como as vinhetas incluídas no início de cada capítulo, e logo me peguei a folhear o livro para ver os desenhos curiosos e bem trabalhados que enfeitavam as páginas. Também li as frases breves, pequenas pérolas de sabedoria de Kurgala, que acompanhavam as ilustrações. Aquilo tudo me remeteu aos livros-jogos que colecionava quando era mais novo e levavam nomes como A masmorra infernal, A cidadela do caos, A cidade dos ladrões, Mares de sangue e tantos outros títulos que me acompanharam por tardes ensolaradas de tempos mais simples. Já estava quase convencido a comprar o livro, mas ainda faltava o teste final. Assim, peguei uma poltrona da livraria e li o primeiro capítulo. E pronto. Levantei, paguei e levei o Espadachim de carvão para casa.



A história em si é dividida em duas partes. Na trama principal acompanhamos Adapak numa fuga desenfreada enquanto tenta descobrir a identidade dos assassinos que o perseguem. Ao mesmo tempo, vemos o desenvolvimento do protagonista desde sua infância até o momento que é expulso do lar pelos vilões da aventura. E assim Affonso Solano apresenta ao leitor o universo fantástico de Kurgala, onde diversas espécies inteligentes procuram viver em sociedades pouco harmônicas e marcadas pelo caos urbano. Trata-se de um mundo com uma mitologia rica que tem um papel crucial no desenvolvimento da história, que segue num ritmo de montanha russa do começo ao fim, com reviravoltas bem orquestradas e personagens divertidos e bem caracterizados.



Meu lado adulto gostaria de ver uma participação maior de alguns personagens secundários. Mas meu lado moleque curtiu todos os momentos de aprendizado, vibrou com cada batalha e ficou espantado junto de Adapak diante das surpresas que apareceram pelo caminho. No final, ficou a vontade de ver mais aventuras do Espadachim de Carvão assim como histórias dos heróis fictícios Tamtul e Magano, tão citados e elogiados pelo protagonista. Parabéns ao Solano e longa vida à Kurgala!
Affonso Solano 09/04/2013minha estante
Grato pela resenha (muito bem escrita, por sinal ;)), Pablo! Fico feliz de ver o trabalho funcionando da maneira que foi planejado! Certeza que exploraremos mais dos personagens e do mundo nas continuações que - pelo feedback que estamos tendo - teremos no futuro! Grande abraço!




Ezequias 28/05/2013

Divertido título de autor iniciante, mas que carecia de maior desenvolvimento.
Não é a primeira vez que vemos um livro como o "Espadachim de Carvão". Exatamente não pelo seu conteúdo fantástico ou sobre o tema explorado ou por se propor a dispor um cenário rico.

A questão aqui é que já vimos livros serem lançados por autores que já são queridos pelo público antes mesmo do sucesso do livro. Assim, os leitores tendem a ser mais lenientes com a obra, afinal é escrito por um "amigo" do escritor.

Este é o ponto desta crítica. Devemos ser respeitados como leitores e também deveremos ser honestos com o escritor, afinal, é do nosso interesse que ele, nas palavras do próprio Affonso: "seja melhor".

Nisto verificamos que temos um livro realmente divertido, que entretêm com a narrativa de um mundo fantástico, único, com personagens interessantes. O livro, contudo também tem muitos defeitos: tem uma narrativa "soluçante" na qual a riqueza nos detalhes se contrapõe com a pobreza de nexo entre uma página e outra.

As vezes tive que parar para reler um capítulo para tentar entender exatamente o que estava acontecendo.

De fato acredito que o autor tentou fazer o possível para dar um ritmo de ação a sua obra, contudo, esta careceu de maior desenvolvimento para maior compreensão do que tem caráter meramente "estético".

Outro ponto, ligado ao tamanho físico da obra (menos de 300 páginas) temos um excesso de elementos que carecem de maior explicação, deixando apenas a imaginação do leitor.

Por fim, a obra tem o seu final de uma maneira muito abrupta. O intento do autor é claro no sentido de que ele deseja escrever uma série sobre o protagonista, mas que este primeiro livro é apenas o primeiro ato da história.

Não gosto muito desta perspectiva. O livro deve ser suficiente em si mesmo. Ele pode deixar com questões abertas, mas não sem o desenvolvimento completo das ideias por ele lançada.

Enfim, me diverti com o livro, mas o autor merece que façamos uma crítica honesta, o livro não merece cinco estrelas (são poucos os que merecem), merece, contudo três: o livro cumpriu a sua missão, nada mais do que isso, nada menos.

Nisto, aguardo o desenvolvimento do autor. Tomara que com mais liberdade de espaço e desenvolvimento nos próximos volumes. Apesar de que, reitero, não considero uma estratégia correta iniciar um livro com pretensão de se fazer uma série.

comentários(0)comente



Muringa 01/05/2020

Um ótimo livro para quem gosta de um mundo fantástico com diferentes raças e deuses a ponto de serem explorados em uma aventura incrível!!!!
comentários(0)comente



Igor 28/03/2013

Affonso Criou um Tremendo Universo Solano!
Bom, quando eu vi as primeiras imagens do Espadachim de Carvão – ainda em seu hotsite – o livro tinha me despertado a atenção. Ao ouvir Affonso comentar nos episódios do MRG sobre Kurgala e uma breve explanação de Adapak, me empolguei.


Affonso Solano com certeza criou um dos melhores – e mais ricos – universos que eu já tive o prazer de ler. Todo o Cenário bem voltado para o RPG do livro é um ponto positivo que me fez querer continuar a ler a história até o fim. As raças, as cidades, os Dingirï. Tudo é muito interessante no livro. As ilustrações dos capítulos dão um ar ainda mais de RPG para o livro, o que me fez sentir estar lendo um Manual do Aventureiro, ou algo do gênero.

Senti o mesmo fascínio que eu senti lendo Holy Avenger. Série de Mangá escrita por Marcelo Cassaro que também era base do 3D&T, Sistema de RPG Brasileiro. O qual também me voltou a jogar RPG de mesa, lá em 2009. Senti o mesmo prazer de ler algo de um autor brasileiro quando coloquei minhas mãos na minha edição de A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr três anos atrás.

O livro em si, tem uma narrativa muito boa, que lembra bastante às histórias de Conan, o Bárbaro. Misturando a Magia com a Espada. Além disso, Adapak (nosso Espadachim de Carvão) me lembrou muito o personagem Kenshin Himura, de Rurouni Kenshin. (Samurai X). O misto de ser um cara letal com a espada e ao mesmo tempo ser alheio ao que se passa ao seu redor, tendo uma visão diferente, chegando a ser ingênua – e bem interessante – das pessoas e do mundo a sua volta.



Outra coisa do livro que me impressionou e me deixou bem empolgado, foram Os Círculos. O Estilo de luta que Adapak usa é incrível. A forma como Affonso também narra os movimentos do Espadachim o favorecem em transformar o estilo em um dos melhores estilos de luta que eu já li. Além das Espadas Gêmeas Igi e Sumi que contribuem para que o modo que Adapak luta seja tão legal.

Afinal, qualquer pessoa que luta com duas Espadas é bem irado, não?

A minha pequena crítica – que é mais um mimimi – é que o livro é pequeno. Não que isso seja ruim, mas é que eu queria ler bem mais sobre o mundo de Kurgala e entender todo esse maravilhoso Universo que o Affonso acabou criando. É um livro que até mesmo quem não gosta do gênero de fantasia deve ler. Até pelas camadas mais afundo que ele leva sobre os Dingirï e tudo mais. Se bem que esse só o Primeiro Volume da série e estou já no aguardo do Segundo.


E ao maior estilo MRG para finalizar essa minha opinião fecal, eu PILOTO O ESPADACHIM DE CARVÃO!
comentários(0)comente



Kyra 01/04/2013

IKIBU
Ikibu
Affonso Solano nos traz em O Espadachim de Carvão um mundo fantástico bem coerente e fundamentado. O autor/ilustrador/podcaster promove com estilo a história de um espadachim misterioso e diferente. Cheio de referências e easter eggs, o livro te prende do início ao fim.
A obra começa de forma tensa e impactante, com uma batalha que já demonstra a habilidade incrível desse espadachim de olhos brancos, cujo a alcunha é ADAPAK. O motivo do confronto é um mistério até mesmo para o protagonista.
Adapak é um personagem fascinante e muito bem trabalhado pelo autor. Curioso e ingênuo, o jovem de pele cor de carvão se vê obrigado a sair de sua casa, que era seu mundo, para salvar sua vida. Nessa jornada ele se depara com situações bem diferentes das que lia nos livros que tanto adorava. O que gera nele o questionamento sobre o que é de fato ser bom ou mau.
Em sua busca pela resposta sobre o porquê de estar sendo perseguido, Adapak se depara com mais mistérios sobre ele mesmo. Mas também encontra outras espécies que lia nos seus livros preferidos (muito bem descritas pelo autor) e faz novas amizades.
Sobre o final do livro só posso dizer uma coisa: VAI EXPLODIR SUA CABEÇA. Longe de finais clichês, Affonso Solano nos traz um desfecho incrível e um clímax digno de grandes obras fantásticas.
Um livro de fantasia em que o fantástico se torna crível, aceitável, é o esperado desse gênero. A verossimilhança foi muito bem trabalhada, o que faz o leitor ficar imerso nesse novo mundo que lhe é apresentado em O Espadachim de Carvão.
E ainda dizem que brasileiro não sabe criar obras fantásticas...
Ikibu
Resenha no blog: http://dtilt.blogspot.com.br/2013/03/resenha-o-espadachim-de-carvao.html
Tomás 01/04/2013minha estante
Moça, você deu nota zero para ele...


Tomás 01/04/2013minha estante
Moça, você deu nota zero para ele...


Affonso Solano 01/04/2013minha estante
Cadê a nota, Kyra?! Heheh!


mateus 01/04/2013minha estante
Padrão MRG de dar nota ;) hehe


Kyra 01/04/2013minha estante
Gente, eu sou uma anta. Relevem, ok?
hahaha
Mas que outra nota eu daria? dãaaa




Ulisses 11/06/2020

O Espadachim de Carvão, um incrível mundo de fantasia
Fui atrás deste livro primeiro por conhecer e gostar do múltiplas funções (escritor, ilustrador, editor e podcaster brasileiro) Affonso Solano.
Mas ao ler o livro me impressionei com a quantidade de detalhes do mundo que o autor criou, ele realmente nos transporta para história nos apresentando cada pedacinho do mundo de Kurgala.
Seu personagem principal Adapak foge do clichê dos heróis perfeitinhos e sempre muito belos, ao contrário o jovem espadachim tem uma aparência exótica, adquiriu muito conhecimento através dos livros e apesar de grande habilidade na batalha carrega consigo uma dúvida, insegurança e até mesmo uma certa ingenuidade por ter sido criado a vida toda longe dos problemas mundanos.
Aliás a forma de combate que ele criou é muito massa, me lembrou muito as sequências de ataques dos jogos de videogame.
A história te prende, te envolve e te faz querer saber mais e mais.
Um pequeno defeito é finalzinho que da uma corrida para se resolver, isso claro foi um sentimento meu, mas também não atrapalhou em nada o quanto gostei da obra.
comentários(0)comente



Wilzajess 24/06/2020

Os capítulos do presente tiveram maior fluidez, que os capítulos sobre o passado. Tive dificuldade em terminar, porque a narrativa não me prendeu tanto e achei a mesma levemente arrastada.
comentários(0)comente



Leitora Viciada 30/05/2013

Nem preciso comentar como essa capa é espetacular. É só ter o livro em mãos e admirá-la. O mais interessante é adentrar pelo conteúdo do livro e apreciar como a capa representa com fidelidade o enredo. Eu adoro capas que tenham fortes ligações com a história; não basta uma capa linda, tem que ter sentido. Exatamente o caso de O Espadachim de Carvão. Todo esse cenário verde esmeralda com o espadachim cor de breu na carvena é perfeito como capa. E causa também ótimo impacto visual! É uma capa comercial, mas será que o livro é bom?
A diagramação está à altura: Cada um dos dezessete capítulos e o epílogo possui, além do título sempre curioso, uma ilustração pequena - todas feitas pelo próprio autor. Esses desenhos são uma introdução ao rumo da história; funcionam como um complemento ao título. Todas as ilustrações são um símbolo, uma representação de algo importante no capítulo.
Apreciei bastante todos esses complementos ao texto, que está muito bem revisado.

Assim como outras publicações nacionais da Fantasy - Casa da Palavra, O Espadachim de Carvão é mais uma prova que os autores brasileiros escrevem literatura fantástica de qualidade e de forma universal.
Este livro traz as melhores características de uma boa história de aventura e fantasia sem a necessidade de se mostrar tipicamente brasileira.
Affonso Solano criou uma mitologia exclusiva e própria e globalizada; leitor de qualquer nacionalidade pode ler O Espadachim de Carvão e apreciar o universo único presente na saga, desde que aprecie fantasia com mundos e seres exóticos. Então afirmo que este é um ótimo livro para quem gosta de gênero fantástico, uma mistura de mitologia original à aventura exótica de um mundo no estilo Espada e Magia.
Estou gostando cada vez mais desse caminho que a Fantasy - Casa da Palavra parece estar seguindo; é claro que gosto de características brasileiras na literatura fantástica, mas não de forma forçada. Prefiro que a história seja natural e, portanto ultimamente tenho admirado autores brasileiros que se preocupam apenas em criar uma boa história, seja ela com aura de Brasil ou não.
No caso de O Espadachim de Carvão, ele é culturalmente abrangente.

Solano consegue atingir essa meta: O Espadachim de Carvão é excelente e totalmente novo. Ao explorar Kurgala me senti mergulhando em um mundo único. Existem diversas raças sapientes. São seres exóticos, bizarros, divertidos e diferentes, que deixam a leitura muito atraente.
Com o estilo clássico "Star Wars" onde circulam pelos cenários os mais esquisitos seres. Ao mesmo tempo temos a impressão de uma pitade de jogos de RPG como "Final Fantasy", com maturidade e diversividade.
O autor se preocupa em apresentar as raças de modo tranquilo, simples e bem definido, o leitor não se perde em descrições, mas também recebe material fluido e necessário para visualizar cada ser. Adorei ser capaz de imaginar cada um, sem dificuldade alguma. Foi muito prazeroso encarar tamanha pluralidade!
O mesmo ocorre com os cenários. Toda a ambientação é instigante. Passamos por florestas, cidades, ilhas, templos, cavernas. Tive facilidade em criar este mundo em minha mente, mesmo que embora presuma ter sido do meu modo, acho que essa foi a intenção do autor: Dar as ferramentas corretas para o leitor conseguir criar Kurgala do seu jeito particular, porém de forma espontânea e divertida.

Ressalto aqui minha admiração pela criatividade do autor. E tudo faz sentido, não há nada mirabolante fora do lugar. Tudo é fantástico, muitas coisas são misteriosas e curiosas, mas sempre dentro do contexto da obra.
Exemplos da criação do autor sem spoilers: Uma árvore tristonha com folhas cor de rosa, uma moça de uma espécie com pele que exala aroma de flores de cabelos arroxeados, espadas e lâminas feitas de ossos reluzentes, seres que se assemelham a morcegos gigantes sem asas que guincham para que o som mostre onde sua presa está. São tantos itens fabulosos na história, desde os mais simples e sem importância até os mais complexos e essenciais.
Até expressões ditas pelas personagens são similares, de xingamentos a demonstrações de surpresa. Achei isso engraçado porque é uma prova concreta de unanimidade popular: "Filho(a) de uma vadia", "Bosta", "Pelos Quatro que são Um" são bons exemplos. Ato simplório que ajuda a construir personalidade do povo (mesmo de raças diferentes).

Devido a plágios sofridos, a resenha completa se encontra em meu blogue, que possui script que bloqueia o ato de copiar. Desculpem o incômodo.
http://www.leitoraviciada.com/2013/05/o-espadachim-de-carvao-affonso-solano.html
comentários(0)comente



322 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |