A Senhora da Magia

A Senhora da Magia Marion Zimmer Bradley




Resenhas - A Senhora Da Magia


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Batalha 10/07/2010

Bernard Cornwell estragou minha leitura de Brumas...
Como todo mundo da minha idade, eu conheci a lenda do Rei Artur vendo o filme Excalibur na sessão da tarde... nunca fui um fã ardoroso, mas sempre gostei da história. Comecei a me interessar mesmo pelo tema quando li as Cronicas de Artur do Bernard Cornwell. Hoje em dia posso dizer que são meus livros preferidos (os do BC) e a partir daí fiquei fissurado no tema.

Então vi uma promoção no Submarino oferecendo toda a Coleção das Brumas de Avalon por R$39,90. Não pude deixar de comprar e conferir outro ponto de vista desta história fantástica, menos realista, com muito mais fantasia e sob uma ótica mais feminina.

Tive receio de escrever uma resenha sobre este livro e soar meio machista ou até mesmo ofender uma legião de fãs. Eu tenho que reconhecer o valor da obra, mas pra quem conheceu o Artur de Bernard Cornwell, fica difícil ler este livro.

Não que ele seja ruim, mas a narrativa do ponto de vista das mulheres trancadas dentro de casa suspirando por aqueles que se arriscam na guerra é sonolenta demais pra quem acostumou com a descrição dos campos de batalha feita pelo BC. Eu terminei o segundo volume, mas estou relutante em entrar no terceiro... Os dramas que deveriam ser focados intrigas políticas, dentro de um universo tão complexo como o de Artur, são focados em corações partidos e angústias femininas.

E o Merlim??? Onda está nesta história? Totalmente em segundo plano, me pareceu um mero Sacerdote sem muita força política e sem graça.

Talvez se eu tivesse lido este antes das Crônicas eu tivesse me interessado mais... uma pena, mas o livro não conseguiu me prender.
Ana 17/07/2010minha estante
Você parou no terceiro livro? Eu li o primeiro e estou tentando me empolgar para ler o segundo! hehe! Dizem que a partir do terceiro a narrativa melhora e a leitura flui mais facilmente! :D
Não vamos desistir! hehe
Abraço


Albuquerque 19/10/2010minha estante
Olha, realmente fica difícil ler outra coisa sobre Arthur depois de ler as "Crônicas" do Cornwell... é covardia! A autora é assim mesmo, ela sempre foca nas intrigas femininas e nunca no combate e na política... ela tem um bom público para esse tipo de história! Estou terminando de ler outro livro dela, o "Incêndio de Tróia" e segue a mesma linha... sendo assim, dificilmente lerei outro livro dela, pois já tenho noção de que não ficarei empolgado. Questão de gosto! Um abraço, irmão!


BeL 09/08/2011minha estante
Realmente Bernard Cornwell é fantástico, eu li só a trilogia "a busca do graal" que é ótimo. Não tem como comparar, o foco é muito diferente! Concordo que essa é uma série de livros meio mulherzinha demais, mas muito bem feita.


maria_angelica 09/03/2012minha estante
Até que enfim encontrei alguns companheiros. Li, com sacrifício, os 4 livros. Realmente a partir do 3o. dá uma melhorada, mas nada que tenha feito gostar destes livros. Infelizmente.


isabelha 19/03/2012minha estante
Nunca aconselharia meninos a ler As Brumas de Avalon. É uma história muito feminina, de um ponto de vista completamente diferente do que sempre é feito quando se trata das crônicas de Arthur. MZBradley focou muito mais em AVALON e em sua força política do que na corte de Camelot.
O melhor livro, na minha opinião, é o terceiro, "O prisioneiro da árvore", porque é o mais sofrido. Mesmo assim, acho que não é uma leitura que homens vão gostar de ler como mulheres normalmente gostam.

Um conselho: se você não gostou de Brumas, não perca seu tempo lendo os livros mais famosos sobre a saga arthuriana, os do TH White. São completamente desconexos um do outro, mas ainda assim, maravilhosos.
Ao menos, no primeiro livro, "A espada na pedra", você terá uma visão enorme de Merlin e da infância de Arthur. É o mais difícil de todos eles, na minha opinião, mas foi onde Walt Disney se inspirou para fazer "A espada era a lei". Aliás, essa série do White inspirou livros como "O senhor dos anéis".


Sah 11/04/2012minha estante
Concordo com isabelha. Não é um livro para homens, meninos, garotos e afins. Não é mesmo interessante a eles saberem como realmente se sentiam as mulheres durante a guerra. Além disso, não faz sentido ler uma história de séculos (quiçá milênio) atrás e esperar que as mulheres tenham outro posicionamento além de estarem em casa chorando pelos homens que foram a guerra. Por isso que não é um livro para homens, não tem ação porque, oi, é um ponto de vista feminino e, oi, elas não podiam ir a guerra. Simples.

Eu fiz o caminho contrario, li As Brumas e agora estou lendo As Cronicas de Artur. Fiquei decepcionada com a participação da Morgana, porém estou menos incomodada com a existência da Guinevere. Porém, li os quatro livros da Marion em um mês. To há três meses tentando terminar O Rei do Inverno. Mas isso é outra história.


Mathésley ou Wesleus 01/05/2012minha estante
Percebi que houve falta de profundidade para os que leram e não gostaram... enfim, cada um tem seu gosto e nenhum é errado. Alguns estão preparados para umas coisas, e outros, para outras, né?


Denha 08/05/2012minha estante
Acho que é impossível comparar as duas coleções. Eu não li os livros de Cornwell (mas pretendo...), li apenas o Arqueiro da série em busca do Graal, e se os livros das Crônicas de Artur forem escritos da mesma forma, então só posso concluir que o foco da Marion Zimmer Bradley é totalmente diferente da série de B. Cornwell.
Um privilegia a guerra, as conquistas territoriais e, se bem conheço Cornwell, descreve uma batalha como poucos. A outra descreve as histórias de dentro dos salões de Camelot, as intrigas, a manipulação e o misticismo.
Ler diversas versões sobre uma mesma história (real ou fictícia) exige mente aberta para saber o que aproveitar e o que deixar passar. As Brumas de Avalon é muito mais do que um livro para descrever as histórias artunianas que todo mundo já conhece de cor, é um livro sobre as lendas de Arthur que pela primeira vez mostrou a influência das mulheres na história da Antiga Bretanha.


André 08/10/2012minha estante
Legal sua resenha, uma crítica leve e respeitosa.

Confesso que também fiquei muito tentado a comprar essa mesma promoção do submarino, só não comprei porque minha lista de livros "vou ler" está grande e estão todos aqui na prateleira me aguardando.

Obrigado pela resenha e boas leituras.
André


Tati 24/02/2013minha estante
Entendo o seu ponto de vista. A mesma coisa aconteceu comigo... só que ao contrário. Acho que o problema é que são duas histórias baseadas na mesma coisa, mas totalmente diferentes.
Eu li As Brumas de Avalon primeiro, e quando eu comecei a ler os livros do Cornwell, fiquei indignada com algumas divergências e com a falta de personagens femininos. Demorei séculos pra ler o primeiro volume, pelo mesmo motivo que você alega - o livro não conseguia me prender. Eram só batalhas seguidas de batalhas, e a vida pessoal dos personagens ficava muito em segundo plano. Perseverei, e acabei me acostumando e gostando da versão dele, embora eu ainda prefira As Brumas de Avalon.
A lição que eu tirei disso é que não adianta querer encaixar uma série na outra. Elas são totalmente incompatíveis, histórias totalmente diferentes. É dificil não comparar, principalmente quando a gente gostou da primeira que leu e vê que a outra é tão oposta, mas não deveríamos. Elas focam em pontos distintos, e me atrevo a dizer que agradam a públicos diferentes (embora eu mesma, que gostei das duas, seja uma exceção).


Tati 24/02/2013minha estante
Ah, e não concordo com alguns comentários que disseram que não recomendariam as Brumas pra homens ler. Meu pai leu os livros na mesma época que eu e adorou. Não é uma questão de gênero (livro pra meninos x livro pra meninas). É uma questão de gosto pessoal.


Batalha 01/03/2013minha estante
Tati e Denha,
Concordo plenamente com vocês... A Denha disse: "Ler diversas versões sobre uma mesma história exige mente aberta para saber o que aproveitar e o que deixar passar".
Também acho! E por isso eu comprei de uma vez só toda a coleção e me aventurei na leitura. Antes de ler eu tinha recebido alguns alertas de uma amiga que estava lendo e ela disse que a história era meio "feminina".
Eu até concordo que existam obras escritas especificamente para um público, seja ele feminino, masculino, adolescente ou maduro... mas este não é o caso das Brumas.
Infelizmente, o que aconteceu foi que não consegui me interessar. Minha esposa (que é menina, rsrsrs) leu antes de mim, estava adorando, mas antes de chegar no último volume se desinteressou... Então a questão não é de gênero, mas de gosto, como disse a Tati.
E pra deixar claro, ela odeia o BC. Nem sei como fui capaz de casar com uma mulher com este defeito horrível. ;)
Então é isso. A coleção está aqui em minha estante e quem sabe um dia eu não retomo a leitura!

Grande abraço a todos e muito obrigado pelos comentários! Continuem escrevendo...



Ren@to 07/03/2013minha estante
Peguei esta promoção nas Americanas por R$35,00. Os livros chegaram hoje e pretendo iniciar pela noite quando estiver em casa. Posso dizer que perderei o interesse em ler As Crônicas de Artur se iniciar a leitura de Brumas? Logo agora que eu vim de uma filosofia paz e amor com o Monge e o Executivo e queria uma leitura mais mística e mágica. Cheguei a fazer um levantamento e vi que são muitos livros além de Brumas no contexto geral, pretendendo esticar a leitura a todos. Eu tenho mais livros para começar e pensei muito em A Crônica do Matador do Rei de Patrick Rothfuss, mas a promoção foi tentadora. Não comprei a Crônica, mas fiquei na dúvida em iniciar um sequência tão numerosa do universo de Brumas após os comentários. Se é que isso pode ajudar alguém a me ajudar. Estou lendo a trilogia Matched, Destino aqui no Brasil, e anda me agradando bastante apesar de ser um pouco "meloso". A contradição Sociedade x Insurreição prendeu minha atenção. Alguém que leu Destino e gostou poderia opinar se Brumas tem chance de cativar?


Vanessa 05/04/2013minha estante
Agora fiquei curiosa para ler esta "ótica mais feminina". Não tenho dúvidas que são pontos de vista muito diferentes (homens x mulheres). Não tem como ser diferente... É assim até hoje, em todas as histórias, reais ou fictícias! ;)


Diego 20/04/2013minha estante
Cara, concordo em gênero, número e grau. Pra falar a verdade, se foi pelo motivo de gosto pessoal ou de de ser um livro direcionado mais para as mulheres eu não sei, mas senti falta do verdadeiro espírito da lenda em si. Muito mimimi das mulheres e ação 0. Corroboro a opinião de alguns de que é um livro EXTREMAMENTE FEMININO. Comprei a coleção inteira e me arrastei a ler o primeiro e no momento não tenho a intenção de ler a sequência não. Lembrando que não indefiro nenhuma provocação em meu comentário. É apenas a minha opinião pessoal. Hasta!


Ana Laura 30/04/2013minha estante
Li As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia em 3 dias de tão bom que o livro é. Narrando de uma maneira totalmente diferente e inovadora a lendária história do Rei Artur. Diferente porque essa história nos é contada através da visão das mulheres que fizeram parte dela, como Igraine (mãe de Artur), Viviane (irmã de Igraine e Senhora de Avalon), Morgause (também irmã de Igraine, mas que tem um caráter dúbio) e Morgana (filha de Igraine, irmã de Artur, que foi criada por Viviane e tornou-se Sarcedotisa de Avalon).
Leiam As Brumas de Avalon e se deparem com uma verdadeira luta de religiões, cada uma tentando ter o seu lugar ao sol. Nos é mostrado um Cristianismo totalmente machista, onde seu Deus é punitivo e não misericordioso. Em contrapartida, a religião pagã dos Druidas tem como divindade máxima a Deusa (o sagrado feminino) e vê a castidade como uma fraqueza do Cristianismo. Leiam esse livro de mente aberta, pois há descrições de rituais que são de assustar (com sexo e uso de drogas), e sabendo que a religião pagã em nada tem a ver com o Satanismo. Além do fato de Morgana ter relações sexuais com seu próprio irmão, Artur, e ter um filho com o mesmo.

Para quem gosta e se interessa pelas as histórias do Rei Artur, não deixem de ler As Brumas de Avalon e se depararem com uma recriação totalmente nova dessa história fantástica e instigante.


Ana 07/07/2013minha estante
Além desse ponto de vista feminino,quais as outras diferenças?


Thiago 30/11/2013minha estante
Agradeço pelos comentários Batalha, também sou um grande fã de Bernard Cornwell, autor que descobri justamente em O Rei do Inverno, primeiro livro das Crônicas de Artur. Pensei em ler as Brumas de Avalon, mas com grande receio de me decepcionar após uma leitura que considero incomparável e imperdível, justamente pelas batalhas tão bem narradas por Cornwell.


Flavia 15/12/2013minha estante
Eu li ,e reli várias vezes, essa temática paganismo e cristianismo me encanta.Achei muito criativo,envolvente, mas é interessante outros livros sobre o rei Arthur, estou lendo A Morte De Artur de Sir T. Malory, que tem uma ótica totalmente diferente.


Jaum 25/05/2014minha estante
Já tentei ler 4 vezes essa série... nunca passo da página 100 do primeiro volume! xD vou tentar futuramente os do Cornwell.


Ju 25/06/2014minha estante
Eu li As Brumas antes de ler O Rei do Inverno e tenho que dizer que As Crônicas são sim beeeeem melhores, ainda assim não pude concluir a leitura por motivos de "quero ler o livro físico mas ainda não comprei". Mesmo assim, eu gosto bastante das Brumas, a Morgana das Brumas me cativou muito mais do que a Morgana das Crônicas, mas de resto tenho que dizer que as Crônicas apresentam uma visão mais viva e interessante.


Wander Blaesing 23/07/2014minha estante
Eu gosto de comparar as "Crônicas..." com as "Brumas...",e vejo uma relação muito interessante em ambas histórias.

Claramente, enquanto as crônicas possuem uma personalidade masculina, as brumas possuem uma personalidade feminina, criando uma isão totalmente diferente da mesma história.

Em Bernard Cornwell (ao qual agradeço muito por me convencer a me formar em História, quase aos trinta anos e me tornar um professor bastante motivado), há a inserção direta, a dinâmica crua e realista de um contexto hstórico em transformação.

Nas Brumas, há,antes de uma experiência,uma constante sentimento de perda e tristeza, inexorável, um lamento de morte de uma época que não mais será. Relata uma das mais tristes passagens de nossa história, a destruição de uma forma de pensar mais natural em nome de uma religião de medo e culpa. Neste sentido, as Brumas poderiam-se ambientar tanto na antiga Bretanha, como também em qualquer outro lugar onde a sanha cristã trucidou formas de pensar muito mais libertas. Poderia se ambientar aqui, substituindo os devidos personagens, e os devidos contextos.


Luiza 29/09/2014minha estante
Eu, como leitora, gosto de ver os pontos tanto masculinos quanto femininos, mesmo que eu seja menina. Eu estou lendo o primeiro livro e sinceramente não vejo defeito. Aliás, eu sou muito tranquila em relação a isso. Acho que eu nunca vou falar mal de livro nenhum, porque todos me passam uma coisa boa.
Na época, a vida de homens e mulheres eram totalmente diferentes - homens: batalhas emocionantes - mulheres: tédio e tédio. Acho que é legal ver o ponto de vista delas, em como elas eram tratadas, etc, e mesmo trancadas dentro de casa, Igraine por exemplo se mostrou heroína (na minha opinião). Não li As Crônicas, mas pretendo ler, porque sempre gostei das lendas do Rei Artur e inclusive as guerras. Acho que não é questão de ser homem ou mulher; é uma questão de gosto.

Adorei sua resenha :)


Fernanda 21/01/2015minha estante
Desde a adolescência quero ler essa coleção. Porém só ano passado que comprei.
Finalmente consegui ler o primeiro. Vou dar um tempo, ler outros livros e então leio o segundo.
Mas pelo comentários daqui percebi que a minha análise quanto a história é igual a da maioria aqui.


Hiléia 09/05/2015minha estante
"Os dramas que deveriam ser focados intrigas políticas...", desculpa, mas que mané "DEVERIAM"... Não deveriam nada, a autora escreveu o livro com foco na visão feminina e nos sentimentos, tormentos e na própria vivência das personagens de propósito, oras, era essa visão que ela quis abordar, e não a visão da parte política e de guerras, e inclusive é isso que faz os livros serem únicos e terem sido um sucesso. Se você já tem outra saga de livros baseada nesse universo abordando dessa maneira mais política e destacando personagens como Arthur e Merlin, que é mais do seu agrado, que ótimo, mas não tem que achar que toda a obra sobre o mesmo universo "deveria" focar na mesma coisa. Aliás a genialidade dessa serie é exatamente essa, abordar tudo pela ótica das personagens mulheres que na grande maioria das outras versões são meras coadjuvantes. abordar o lado do sentimento, da humanidade das personagens, ao invés das politicagens e guerras. Vc coloca ali: "E o Merlim??? Onde está nesta história? Totalmente em segundo plano", e ora essa, é assim mesmo que deveria ser, se tratando de uma obra contada da perspectiva das personagens femininas, que aqui são mais importantes! Ninguém é obrigado a gostar desse enfoque, cada um prefere o que lhe apetecer mais, mas daí dizer que o libro peca por ser o que é e que tinha o dever de ser de outra forma e que por isso não é bom é uma crítica sem cabimento.


José 02/06/2015minha estante
Alessandro, você falou tudo. Assim que comecei a ler "As Brumas de Avalon" tive a mesma perspectiva que você. Bernard Cornwell é incomparável quando se trata da lenda do Rei Arthur. As Brumas de Avalon é muito estacado no mesmo ponto e cansa demais, na minha opinião, embora tenha encontrado muitas pessoas que acharam os 4 livros muito bons.


Fabio 09/06/2015minha estante
Estou passando pela mesma situação que você descreveu na sua resenha;

Li As Crônicas de Arthur e me apaixonei, foi então que vários amigos me recomendaram as Brumas de Avalon, também maravilhados com os livros da Marion Zimmer. Fui com expectativa alta e dei uma brochada no final do primeiro livro. Estou forçando para tentar finalizar toda a coleção, a expectativa é que melhore.


Jossi 02/03/2016minha estante
Wander Blaesing, "A religião cristã, uma religião de medo e culpa"? "sanha cristã"? Nada disso! Acho que a Marion, sendo meio feminista (mas não tanto que não respeitasse determinados símbolos e a grandiosidade da mensagem de Cristo), queria passar o lado místico das antigas religiões, da magia celta, dos mitos que regiam aqueles povos. Mas ela também reconhece na sua tetralogia Avalon, o final de uma era (a era da magia e das "deusas") e o surgimento de uma nova realidade. Sob a minha ótica, há o reconhecimento do poder do Deus cristão, não explícita, mas com pinceladas muitos sutis, em determinados trechos.


Arley Ramos 09/01/2018minha estante
Cara, eu estava procurando para me dizer isto. Depois que Conheci o Arthur do BC, com o nosso querido Derfel, eu não quero de verdade conhecer outras histórias. Eu conheço as Brumas a muitos anos mas sempre fiquei deixando para depois... tive uma namorada que era fissurada e ela queria muito que eu lesse. Tinha certeza que eu ia amar. e acho que deveria ter lido naquela época.. uns 15 anos atrás. Ano passado devorei as cronicas do BC e fiquei com o pé atrás. Acho que esta será uma obra que não lerei por culpa de outro autor...pode parecer bobo, mas eu me envolvi com aqueles 3 livros do BC. Valeu mesmo amigo.




-Shadowcat- 28/05/2011

Está aí uma série de livros que, tenho certeza, se eu tivesse lido na adolescência seria para mim então cinco estrelas em cinco. "As Brumas de Avalon" é uma releitura da lenda do Rei Arthur contada sob o ponto de vista das mulheres que faziam parte desta. Os livros também focam nos conflitos entre paganismo e cristianismo, religião esta que está lentamente substituindo a antiga religião existente na Inglaterra. Devo confessar que Marion Zimmer Bradley faz algo criativo aqui, e merece aplausos por isso e que a leitura realmente me prendeu. Porém a série não está livre de defeitos.

Bradley não é nada sutil em esconder sua preferência pela religião (neo)pagã na série. Sim, neo-pagã, porque a velha religião "druida" mostrada nos livros não é a religião praticada nas ilhas britânicas na Idade Antiga. Na realidade, pouco se sabe sobre aquela religião. Mas tudo bem, se Bradley quer defender o seu neo-paganismo no livro e ser anacrônica, nada contra. Ela própria fez parte de uma sociedade de escritores que defendiam o anacronismo na ficção. E este é um livro de fantasia afinal.

O problema é que a defesa de Bradley é constantemente martelada nas nossas cabeças de maneira explícita. Quando alguém quer defender seu ponto de vista em um livro de ficção, tem que fazer de maneira velada, sugerida, do contrário se parece uma pregação. Bradley não faz isso. Perdi a conta de quantas vezes é falado no livro de como a religião de Avalon é melhor que o cristianismo por isso e por aquilo. Que a religião de Avalon valoriza a mulher, que as sacerdotisas e druidas são pessoas cultas, estudadas, que sabem das coisas, ao contrário dos "ignorantes" cristãos, etc. Não sou cristã (na realidade não tenho religião alguma), mas tudo isso cansa e toma boa parte do livro. Quase (quase não, todos) os cristões são retratados ignorantes, machistas, intolerantes, etc. Tudo bem criticar religiões. Elas não podem ser imunes a críticas. O problema é que a crítica parece ser feita para a religião de Avalon pareça melhor ao olhar do leitor. É parecido quando uma menina chama a outra de gorda para parecer mais magra. E Bradley chega a distorcer severamente figuras históricas para isso. São Patrício da Irlanda (que nunca apareceu nas lendas de Arthur) foi transformado por ela em um ignorante machista, sendo que na realidade ele era um quase um feminista (talvez muito mais que a supostamente feminista religião druida) e chegou a ordenar sacerdotisas mulheres. E sobre a religião de Avalon, ao final dos livros, Bradley muito falou mas quase nada disse sobre ela, seus valores e em o que acreditam. Sabemos que no livro eles amam a natureza, valorizam as mulheres e a sexualidade, acreditam na Deusa e na reencarnação e... não sei. E olha que Bradley enche a boca para falar dessa religião. Mas ao final pouco sabemos de sua ética, moral, filosofia, visão do mundo, etc, além da do que eu falei (que é explorado superficialmente, parecendo um panfleto de propaganda new-age).

Uma coisa que ouço falar muito é que Bradley deu uma visão feminista para a história de Arthur, sendo Morgana, uma mulher forte, a principal representante desta visão. Onde, meu filho? É uma visão feminina, mas não feminista. Gostaria de saber quais livros de feminismo Bradley leu. Morgana está longe de ser forte. Não enfrenta seus problemas, vive fugindo com ou sem maiores explicações, está sempre suspirando por um homem que não está nem aí para ela e ainda acusa outras mulheres pelas costas de coisas que ela própria é culpada. Se alguém prestar atenção, em algumas partes dos livros a pessimamente escrita Gwenwynfar demonstra ter mais força que Morgana (embora seja óbvio que não é essa a impressão que a autora quer passar), pois pelo menos ela reconhece suas falhas de caráter e questiona sua própria fé.

Quanto aos personagens masculinos, Bradley falha feio. Quem lê esses livro sem saber nada sobre a lenda Arthur vai ao final se perguntar quem é esse Arthur e porque ele é um personagem tão importante na mitologia britânica. Porque ele é homem pateticamente fraco nessa história, e fora um pouquinho aqui e ali em que ela sugere sua importância, o leitor fica sem resposta. Idem para qualquer personagem masculino. Ela tentou dar força e verossemelhança a Mordred, mas ele acaba se saindo como um idiota arrogante. Reconheço que o ângulo homossexual dado ao relacionamento de Lancelot e Arthur dá uma nova e interessante perspectiva ao famoso triângulo amoroso, mas faltou a Bradley coragem de se aprofundar mais no assunto. Outra coisa que não gostei foi de que personagens importantes para outros no livro vivem sumindo sem dar maiores explicações e não são sequer mencionados novamente.

Porém, apesar dos problemas, a história não é ruim. O melhor livro, na minha opinião, é o quarto, em que Bradley deixa de lado a panfletagem e se foca mais aprofundar o personagens e deixar as coisas menos preto e branco no relacionamento paganismo x cristianismo, mostrando que até os pagães podem ter instâncias de fanatismo e hipocrisia (algo que foi levemente sugerido no primeiro livro). Se bem que uma parte dessa demonstração de hipocrisia pode ser um escorregão em relação à falta de atenção da Bradley, principalmente no que diz respeito da Morgana ter desprezo para com os cristãos e seus objetos sacros, dizendo que o sagrado se encontra em qualquer lugar, e quase ir à loucura quando os objetos sacros da de Avalon são roubados.

Apesar de tudo isso, são leituras divertidas e definitivamente as recomendo.
Bruna 25/07/2011minha estante
Parabéns pela resenha! Gostei muito das suas observações e, apesar delas, fiquei com muita vontade de ler!


-Shadowcat- 01/08/2011minha estante
Oi Bruna,

Leia sim! É uma boa historia e realmente te cativa. Quando lia nem via o tempo passar. O que felei na crítica foi apenas o que mais me irritou, mas, fora isso, é uma boa história.


MARY 05/01/2012minha estante
Ótima resenha!


Mathésley ou Wesleus 01/05/2012minha estante
Eu entendi seu ponto de vista, mas acho que você se equivocou ao confundir o que Marion queria passar, com desleixos ou inabilidade da mesma. Arthur, no livro, tinha de ser um personagem fraco, pois em todo o momento ela abordou a questão de que uma lenda nunca ser contada como realmente aconteceu... coisas do boca à boca. Quanto a propaganda de religião neo-pagã realmente existe, porque de certa forma, o livro é escrito para esse grupo. E quanto a Gwenwynfhar ser mais forte que Morgana...(!?) pffffffffff¬¬'

faltou atenção ou noção na hora da leitura.

Toda obra possui suas falhas, é verdade, mas em sua resenha, foi abordado apenas o que não deu certo (ou, o que você não foi capaz de entender)... parcialidade não é legal.:(


-Shadowcat- 06/05/2012minha estante
Oi Matheus,

Eu entendi o que ela quis fazer com Arthur, mas para uma lenda ser uma lenda, tem que ter uma razão para isso. Concordo que ela não podia fazer Arthur maior que a vida, e não sou contra que ele tenha fraquezas mas daí para coloca-ló como um fraco é que me incomodou.

Concordo que Gwenwynfar não é um personagem forte, mas eu gostei de ela reconhecer suas próprias falhas e fraquezas, e para isso a pessoa tem que ter certa força. Morgana nem isso faz (talvez Marion quisesse que isso fosse a falha da personagem, seu orgulho).

Concordo também que você falou que eu só abordei os negativos. Eu gostei muito dos livros e é possível que eu os leia novamente. Quando escrevi a resenha também queria falar do que gostei, mas não consegui encontrar do que eu gostei. Foi da história em si. Os livros são bons, mas os problema é como os personagens são desenvolvidos. Acho que Marion é uma boa contadora de histórias mas não é muito boa com personagens


Malu 10/07/2013minha estante
Concordo plenamente quando você diz que a Bradley dá uma preferência escrachada à religião de Avalon. Me indignei em vários pontos da narrativa ao ler certas coisas sobre o cristianismo e como ela opõe essas duas religiões (principalmente por meio de Viviane, que é quem mais critica os cristãos). Mas também concordo que de forma alguma o livro é ruim, isso é apenas uma "falha" digamos assim. Este é o primeiro livro que leio sobre a lenda do Rei Arthur, mas pretendo ler outros como As Crônicas de Arthur do Bernard Cornwell pra entender a história de outros pontos de vista. Gostei muito da sua resenha.


-Shadowcat- 14/07/2013minha estante
Dizem que as Crônicas de Arthur, de Cornwell põe esse livros nos chinelo. Pretendo lê-los também. O retrato pouco lisonjeiro dos cristãos comparados aos seguidores da religião de Avalon é apenas um dos problemas. Mas o engraçado é que realmente gostei dos livros e pretendo relê-los. Apesar dos defeitos, é uma leitura agradável e uma história envolvente. Lembro que os devorei da primeira vez que os li.


Tiago 21/01/2014minha estante
"As Crônicas de Artur" do Bernard Cornwell são um absurdo de qualidade literária. Eu li os 3 livros na sequência e num curto espaço de tempo. Mas o retrato do cristianismo do Cornwell dentro do contexto tratado é um dos piores possíveis. Eu diria até que não há cristianismo, mas uma religião de interesses e muito inferior aos antigos deuses que eles buscavam restituir à terra (que eram assustadoramente carniceiros, dementes, ególatras e acrescente por sua conta outros elogios desonrosos que descobrir). Mas a leitura foi sensacional. Tanto que estou para seguir nos demais livros assim que desafogar um pouco o buffer.


Ptolomeu 02/01/2015minha estante
Se nao gostou do ataque ao cristianismo em Brumas, nem comece Cronicas de Artur, kkk




Felix 13/01/2010

Resenha para os 4 Volumes.
Marion Zimmer Bradley nos transporta para a Época Arturiana onde o ponto de vista feminino relata a história e nos revela que as mulheres também decidiram os rumos da Inglaterra.
Uma Incrível leitura, personagens com personalidade forte, lealdade contra infidelidade, confronto entre o cristianismo e o paganismo e o certo contra o errado.
Uma leitura mágica, que torna a Saga em um dos meus livros FAVORITOS.
Aline Duarte 14/03/2011minha estante
Nossa! Vc conseguiu resumir em poucas palavras td o que eu sinto por essa Saga! Já li os livros a uns 4 anos... mas a historia ainda continua mtu presente na minha memoria!
Nunca canso de reler! *__*


Mathésley ou Wesleus 01/05/2012minha estante
Perfeito!




Evelyn Ruani 04/11/2010

Fascinante!
Alguns dos grandes livros que li foram por influência de minha mãe leitora. As Brumas de Avalon é uma dessas influências maravilhosas.
A obra relançada em 2008 pela Editora Imago em 4 volumes foi presente dela inclusive.

Eu confesso que fui influênciada também pela minha paixão pelas histórias de Reis e Rainhas, em especial a lenda (ou não) de Rei Arthur, uma de minhas favoritas. Nessa obra de Marion Zimmer Bradley, a história é contada por uma outra perspectiva: a das mulheres que passaram pela vida de Arthur.

Em seu primeiro livro, A Senhora da Magia, Bradley conta a vida de Igraine, mãe de Arthur. Uma jovem nascida em Avalon, criada na fé pagã e que é dada em casamento a um Duque da Cornualha. Desse casamento, nasce Morgana, minha personagem favorita durante toda a saga e quem narra a maior parte da história.

Pouco tempo depois do nascimento de Morgana, Igraine é obrigada por sua irmã Viviane, senhora de Avalon, a se envolver com Uther, o Grande Rei da Bretanha, por quem acaba se apaixonando verdadeiramente. Dessa união nasce Arthur, o filho que segundo as crenças de Viviane e Merlin, salvará a Bretanha dos saxões.

Morgana e Arthur são criados separados. Ela em Avalon ao lado de sua tia Viviane e ele por um amigo pessoal do Grande Rei Uther, voltando a se encontrar somente muito tempo depois, durante um ritual da fé pagã que mudará a vida de ambos para sempre.

É impressionante como a narrativa de Bradley prende a atenção, muito embora em certos momentos os detalhes tornem a leitura um pouco cansativa. O livro é carregado de conhecimentos fascinantes sobre as antigas culturas da Bretanha e torna Avalon um local apaixonante, misterioso e desejável. Afora isso, o que também torna tudo fascinante é o fato das mulheres estarem em posição fundamental da trama. Pode até não ter ocorrido como Bradley conta, mas não duvido que as mulheres tenham influenciado não somente esta, como tantas outras histórias.

Leitura mais do que recomendada!
Renata CCS 27/06/2013minha estante
Gostei muito da visão de Bradley sobre a lenda do rei Arthur. Indico a quem busca uma visão do ponto de vista feminino e a quem tem curiosidade em obter um relato mais humano e dramático da lenda.


vanessamf 15/12/2014minha estante
Estou lendo agora e após um começo um pouco arrastado, tem ficado mais interessante. Porém, a meu ver, penso ser um pouco irreal a forma como os personagens são construídos. Penso que poderiam ter a mesma convicção religiosa e amorosa, mas sem este lado romântico ao excesso. Não acho que a narrativa seria menos bela se não houvesse grandes e eloquentes declarações de amor a todo momento.




Roberta Nunes 18/04/2010

Sacerdotisas, reis e tramas...
Fiquei interessada nesta série desde que uma amiga me indicou e me falou muito bem sobre a história. Assim, comprei os 4 livros e agora acabei o primeiro deles, A Senhora da Magia.

Inicialmente o que posso dizer é que não é muito o meu tipo de leitura, visto que não sou muito empolgada com cavaleiros, batalhas, reis, etc. e tal. Por outro lado, a parte "mágica" da história é fascinante. É super interessante conhecer as lendas sob a perspectiva das mulheres e depois de ler este primeiro volume, já posso afirmar que a Morgana com certeza é a minha personagem favorita. Não sei bem o motivo. Talvez por ser ela uma sacerdotisa, uma figura feminina forte e decidida, mas ainda assim com um lado humano e vulnerável...

Guinevere ainda não deu o ar da graça neste primeiro volume, mas creio que ela com seu cristianismo fanático e hipócrita será uma personagem que só me fará raiva e não será do meu agrado... Quanto aos outros personagens, não tenho muito a acrescentar: Igraine se tornou uma fraca e dependente do marido, uma escrava do amor; Morgause é ambiciosa, mas acho que ainda terá grande participação futuramente; Viviane e Merlin são figuras centrais, desempenharam tudo o que podiam para colocar Artur no poder; Artur me parece doce e um líder nato, mas ainda vi muito pouco dele; Lancelote é um galã...

O livro é bom e a série parece merecer o sucesso conquistado. Estou curiosa sobre o futuro de Avalon, Camelot e de todos esses heróis, então certamente continuarei a leitura dos próximos volumes.
Aline Duarte 14/03/2011minha estante
Nooossa! A Morgana é a sua personagem preferias e a de tds nós!!! Ela é simplesmente d+! Sou apaixonada pela saga, e acredite, vc nao vai se arrepender de ler tds os volumes!
Boa leitura!


Mathésley ou Wesleus 01/05/2012minha estante
Concordo com a Aline!


Andy Lima 13/05/2013minha estante
Na verdade Guinevere aparece sim, mas nada que deva se dar muita importância!




Renata CCS 12/03/2013

AS BRUMAS DE AVALON nos prende do começo ao fim, demonstrando que as mulheres são muito mais que uma mera platéia no desenvolvimento da história.
Particularmente prefiro escrever a resenha da série, ou seja, dos 4 livros, uma vez que a ligação entre eles é muito grande, tanto que foi lançada em apenas um volume nos Estados Unidos.

AS BRUMAS DE AVALON é uma obra narrada (escrita e descrita) por mulheres que fazem parte da saga do rei Artur, mas que permaneceram nos bastidores até esta nova versão surgir. É uma nova perspectiva da lenda, onde a espada Excalibur foi dada de presente a Arthur, e não estava presa em uma pedra, Merlin não é uma pessoa, mas um título dos druidas para os magos e Morgana, a meia-irmã de Arthur, não era uma perversa feiticeira. Outros detalhes foram modificados ou inseridos pela escritora e, em minha opinião, apenas deixaram a lenda mais interessante. O que mais me agradou foi o fato de Bradley mostrar mulheres fortes e determinadas, que deixaram de lado seus próprios desejos em prol de uma causa maior.

Durante toda a narrativa há um grande choque cultural e principalmente religioso. A luta entre o Cristianismo, que está se firmando na Bretanha e onde os homens são os únicos dotados de sabedoria para tomar decisões, é representado por Guinevere, e a antiga religião dos druidas, onde as mulheres são consideradas independentes e fortes, é representada por Morgana. Ambas usam da influencia do rei para proclamar a fé que cada uma acreditava ser a melhor.

O ápice da força feminina é demonstrada por Viviane, uma sacerdotisa de Avalon, e é a irmã mais velha de Igraine (mãe de Morgana e Arthur) e Morgause, e embora tenham o sangue real e druida de Avalon, vivem ambas no castelo com Gorlois, o cristão marido de Igraine. Igraine é uma mulher que vive em constante conflito a respeito de qual religião seguir, negando em diversos momentos ser adepta da religião de Avalon considerada pagã, porém nutre respeito pela deusa e, em alguns momentos segue a preceitos nada cristãos. Este conflito de interesses parece se estender a seus filhos: assim como o destino de Arthur, fruto do segundo casamento de Igraine, é tornar-se o futuro rei cristão, o de Morgana é ser uma sacerdotisa de Avalon, assim como sua tia Viviane.

Embora o foco principal seja nos personagens femininos, os homens também são bem construídos por Bradley, sentimos o que Arthur e Lancelot, por exemplo, querem nos passar, compartilhamos seus conflitos, suas fraquezas e seus pesares. Não são apresentados como figuras invencíveis, mas humanas, antes de tudo.

Gostei muito da visão de Bradley sobre a lenda do rei Arthur, mas não indico a saga aos leitores que procuram grandes batalhas ou guerras épicas, pois apesar de serem citadas, raramente são descritas. Indico a quem busca uma visão do ponto de vista feminino e a quem tem curiosidade em obter um relato mais humano e dramático da lenda. De todas as versões conhecidas, esta é, sem dúvida, a que me foi mais atraente. Marion Zimmer Bradley fez um ótimo trabalho que vale a pena ser conferido.
* Alê * 13/03/2013minha estante
Sou um grande fã de Marion Zimmer Bradley, já li diversos livros dela, mas confesso ser esta obra a minha preferida. Achei muito legal a sua resenha.


13/03/2013minha estante
Renata amei sua resenha, deu vontade de ler logo os 4 volumes, agora me diga cadê tempo?Preciso arranjar logo esse danado, beijocas!


Renata CCS 15/03/2013minha estante
Oi Sú, reserve um tempo para esta leitura sim, vc vai gostar muito. Beijos.


sonia 28/10/2013minha estante
Fiquei meses na fase celta - voce também? Os livros nos transportam para um mundo de magia, a gente quase acredita em Avalon, em Merlin...adorei o mundo celta e a visão feminina da lenda de Arthur apresentada pela autora.


Renata CCS 28/10/2013minha estante
Bradley foi tão exímia em escrever sobre as figuras femininas quanto sobre o tema medieval!




Raquel Holmes 07/02/2013

Decepção
Primeiro eu gostaria de pedir aos fãs que não falem m¨3¨r¨d¨@ pra mim só porque eu não gostei do livro. Sabemos que gosto é gosto e esta é a MINHA opinião a respeito do livro. Só isso.

Bom, eu comprei a Coleção "As Brumas de Avalon" muito empolgada, pois eu vi boas recomendações (de pessoas confiáveis, que eu conheço e sei que têm bom gosto). Mas calhou de nosso bom gosto ser diferente, aqui. rs

Eu já fui para esta leitura ciente de que é um livro que aborda o tema ocultismo X cristianismo; ciente de que haveria incesto; ciente de que é 1 livro histórico.

Porém, apesar de eu, mesmo assim, ter começado a leitura empolgada, logo fiquei cansada dela. É MUITO histórica e é MUITO religiosa, é desprovida de emoção, ação, expectativa. Eu, leitora, não me vi sendo arrebatada pela trama, mas empurrando a leitura pra chegar logo ao final daquele "martírio" que ela se tornou.

Outro ponto super chato é que é visível (de tão excessiva) a hostilidade da autora com o Cristianismo. Não, não soa como apenas uma ficção, eu vejo este livro como uma ferramenta da Marion pra tentar atingir os cristãos. Está no direito dela? Sim, só que eu não estava buscando neste livro RELIGIÃO, e sim ENTRETENIMENTO.

Vou desistir de ler os outros 3 volumes da coleção? Provavelmente não. Já comprei e ainda tenho vontade de ler por ler, pra ser apenas mais um clássico do qual tomei conhecimento (Mas pretendo intercalar com livros decentes, porque é realmente cansativo ficar em Avalon o tempo todo)

Indico? Não, não indico.

Por último, deixei uma crítica que contém spoiler, então, quem ainda não leu, pare por aqui:

Foi RIDÍCULA aquela cena, no ritual da deusa e do cornudo, em que Morgana e Arthur transariam, em que um homem violentou uma menininha. RIDÍCULO!!! Desnecessário!!! Tudo bem que eu leio As Crônicas de Gelo e Fogo e houve violência sexual neles tb. E eu NÃO APOIO violência sexual!!! Acontece que neste livro a gente espera que os "bondosos moradores de Avalon" não cometam tais atrocidades, nem nenhum outro seguidor da "maravilhosa" deusa druida... Então por que cargas d'água aquela deusa FDP (na história) quis que uma menina fosse violentada? Em Westeros (Gelo e Fogo), mal ou bem, não há deuses bons ou maus (eles mal se evidenciam). Mas a deusa de Avalon se faz de boazinha e só estrepa todo mundo.

É o que achei do livro.
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Leitora Viciada 07/02/2009

Meu livro preferido!
Marion Zimmer Bradley inovou ao contar a história de uma lenda tão famosa e fantástica: o Rei Arthur pela visão feminina, destacando as mulheres e as colocando em primeiro plano. Morgana é uma personagem fabulosa, cheia de personalidade e sentimentos e não apenas a maléfica meia irmã do Rei Arthur como contam a maioria das versões e nos mostra sua visão sobre os acontecimentos. Gwenyfar é a grande Rainha, dada em casamento ao Rei Arthur porém já apaixonada pelo cavaleiro Lancelot. Cristã fervorosa, sente-se sempre em pecado por amar os dois homens e dedica-se a purificar o Reino. Viviane, a Senhora de Avalon; Lancelot, o primeiro cavaleiro; Taliesin, o sábio Merlim; Igraine, a mãe do Rei; Arthur e sua incrível Excalibur, une reinos sob uma única bandeira mas fica dividido entre dois lados que aprendeu a amar. O destaque está em Avalon e em sua luta para não desaparecer nas brumas num mundo aonde o Cristianismo está aos poucos sobressaindo-se sobre qualquer religião. MARAVILHOSO!!!
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Juli Azevedo 10/01/2013

Noto que praticamente todas as mulheres gostam dessa série de livros. Menos eu.
Não aguentei chegar na página 100 e tudo estava me dando raiva: a demora em começar alguma ação, a narrativa arrastada, a história que não me cativou, e nenhum personagem...
Não me agradou em nada.
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pedromaziero 11/04/2010

Eu DEVO começar esta resenha com um pedido de desculpas à Marion Zimmer Bradley. Durante todo o tempo em que eu li A Senhora da Magia (e olha que não foi pouco tempo, eu ficava adiando a leitura sempre), eu falava coisas más para todas as pessoas que me perguntavam sobre o livro. Ah, mas como eu iria saber que eu mudaria de idéia tão rápido? Minha opnião foi do preto para o branco. A leitura (pelo menos para mim) é cansativa, não rende... Não é difícil, só é um pouco "chata". Eu me senti tentado a abandonar o livro várias vezes. Ainda bem que não o fiz. A Marion descreve tudo tão bem, os cenários, as cenas... Os personagens são tão humanos, os defeitos que todos nós temos ficam tão aparentes... Mas mesmo assim você não diz: "Ah, todos os personagens são uns ordinários!"; você diz: "É bom saber que eu não o único a ter essas fraquezas!" Você vê que, apesar de tudo, todas as pessoas são dignas de amor. A primeira parte do livro é c-h-a-t-a, mesmo. Mas a partir da metade, o foco da história muda. A Morgana é levada para Avalon para ser criada por Viviane, e a história dela lá é muito mais interessante! A partir daí a história só melhora. Eu era o ser humano mais leigo desse mundo com relação à lenda do rei Artur. A Marion mudou isso. Recomendado. ;)
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Evelyn Ruani 20/10/2010minha estante
Pedro, que ótima resenha!
Expôs com sinceridade os seus sentimentos em relação ao livro e também fico feliz que tenha continuado pois a história é maravilhosa!!! :)
Fica uma dica: As Crônicas de Artur de
Bernard Cornwell... é uma trilogia maravilhosa. Bem diferente de As Brumas de Avalon, mas vale a pena ser lida!
Abraços!
Lyani




Renata 04/03/2010

Não gostei do livro. Achei Viviane uma pessoa egoísta e manipuladora que trata os outros como personagens de uma peça escrita por ela mesma, usando como pretexto a "vontade de uma deusa". Só vou ler o restante da série porque já comprei.
natalia 12/04/2010minha estante
Isso só prova que as pessoas possuem defeitos e acredito que é exatamente esse o ponto, o porquê, da Viviane não ser a moça prendada, bondosa e perfeita. =]


Rodrigo 23/11/2010minha estante
Acho a diversidade de personalidades um ponto forte do livro. Não é como novela mexicana. As personagens têm defeitos e virtudes, e isso depende do ponto de vista. Viviane usava de seus dons para levar o país pelo rumo que considerava correto, da mesma forma que os cristãos ansiavam em esmagar completamente a antiga crença. O julgamento de certo nesse livro depende unicamente de teu ponto de vista.


Jonathan 03/06/2011minha estante
O interessante desta saga é que não existe bonzinho e vilão, todos tem os dois lados e que deixa muito mais real e abrangente a série.


BeL 09/08/2011minha estante
Acho que é facil sentir isso porque nossa sociedade é pautada no Deus bonzinho. Ninguém é perfeito e a vida é difícil pra todos, concordo que justamente por isso é que se torna mais real.




Erick 29/10/2014

A Senhora da Magia - As Brumas de Avalon - Livro 1 (sem spoilers)
A lenda do Rei Arthur é uma história solidamente presente na consciência coletiva de todos e na cultura pop. Quem nunca ouviu falar da lenda do jovem de coração puro, que não era valorizado por ninguém e que um dia retira a espada mágica da pedra, a espada que ninguém mais conseguiu retirar, o artefato que lhe garantiria o direito de ser rei da Bretanha. Não apenas uma bela e poderosa história mas como também uma grande metáfora para o potencial escondido em todos nós. (Devo admitir que meu conhecimento da lenda seja muito influenciado pela animação da Disney A Espada era a Lei). Discursões sobre a existência ou não de Arthur como uma figura histórica perpetuam até os dias de hoje.

Por estas razões quando encontramos um livro que propõe mostrar um dos lados dessa lenda prestamos atenção. Foi o caso da série de livros As Brumas de Avalon.

A história nos conta o mito do Grande Rei através das mulheres que o cercaram durante a sua vida. Iniciando alguns anos antes do nascimento de Arthur e mostrando os bastidores e as intrigas que cercaram a promessa do salvador que um dia nasceria e unificaria toda a Bretanha, não apenas a ilha-nação como também seus habitantes e as religiões lá presentes. Seguimos no primeiro livro até o momento que o jovem Arthur ascende ao poder.

O livro mistura fantasia e realidade, nos mostrando lugares e personagens mágicos como Avalon e a Senhora do Lago e as dificuldades da Bretanha do século VI, que lutava contras as invasões saxãs e toda a política que envolvia e definia a vida da nação.

A autora Marion Zimmer Bradley escreve bem e de forma fácil, tornado seu livro um verdadeiro page turner. Ela apresenta diversos conceitos e crenças de forma didática e fluida, sem cansar o leitor enquanto conta as regras de mundo unidas ao decorrer da trama, sem apresentar nada desnecessário. Talvez o tamanho de alguns capítulos incomode quem não gosta de parar no meio deles, porém nada que afetará sua leitura.

Os bastidores e plots que cercam a vida do Rei Arthur são extremamente interessantes e por vezes (se não todas às vezes) se tornam melhores que a própria lenda, o que coloca todo o mito do rei como uma sub-plot.

A autora nos apresenta todas as culturas da ilha britânica, principalmente através de suas religiões, sendo as duas principais o cristianismo, o culto a Deusa. Culturas estas com dogmas opostos que precisão do Grande Rei para unifica-las. Talvez a forma como a autora vilaniza o cristianismo possa incomodar alguns, porém não afeta a grandiosidade e potencial da trama.

O livro possui vários personagens marcantes e populares da lenda, como o próprio Arthur, o cavaleiro Lancelote e Merlin, estes são apresentados em uma grande releitura. Arthur não sendo tão lendário e heroico como conhecíamos, Lancelote tendo parentesco de sangue com quem não esperávamos e Merlin na verdade sendo o título da autoridade máxima do culto dos druidas. Mas sendo sincero, isso pouco importa, pois eles são meros personagens secundários em suas próprias lendas. As verdadeiras protagonistas do primeiro livro são as três narradoras a quem somos apresentados ao longo da leitura:

Igraine, a mãe de Arthur. A narração dela perpetua do começo do livro até sua metade, onde ela sofre e debate-se ao saber que está destinada a dar a luz ao Grande Rei profetizado. Uma personagem deveras forte que passa por grandes tormentos para encontrar o seu final feliz.

Morgana, a irmã de Arthur. Em minha opinião a melhor personagem de livro, talvez porque ela seja a que o leitor possa se identificar mais facilmente. É inteligente e jovem e narra certos pontos do livro em primeira pessoa, o facilita ainda mais a identificação. Embora seja a personagem com o maior número de qualidades (e mais meiga, me permitam dizer), Morgana representa o papel principalmente de orelha, a quem os olhos ela nos empresta para que através deles possamos conhecer melhor o seu mundo. Mas é uma grande promessa para os próximos livros, maior do que Arthur, posso dizer sem dúvidas.

Viviane, a Senhora do Lago. Talvez a que mais polarize opiniões, no final do livro você vai odiá-la ou amá-la. A grande engrenagem quem move toda a história, a peça fundamental. Mesmo tendo o menor tempo de narração, ela deixa uma impressão muito mais forte do que as outras duas personagens que destaquei. Provavelmente por fazer grandes aparições durante os pontos de vista de Igraine e Morgana. Viviane está sempre lá.

Um grande ponto positivo na narração dessas personagens é que cada uma delas são muito pessoais em suas formas de ser. De um jeito que temos uma impressão completamente diferente de cada um dos personagens dependendo de quem está narrando, ou das próprias narradoras. Exemplo: com os olhos de Igraine, eu admirei Viviane; com os olhos de Viviane eu a compreendi e a amei; com os olhos de Morgana eu odiei Viviane.

A tradução do livro é boa, mas a edição em si deixa um pouco a desejar. Principalmente no que se diz respeito as capas, que são as mesmas nas três sequências que seguem A Senhora da Magia. Isso pode confundir bastante.

Em conclusão o que quis dizer com toda essa resenha foi: vá até a livraria mais próxima e compre As Brumas de Avalon (adquirir pela internet também é permitido).

Uma grande experiência que sugiro a todos. Grande história. Grandes personagens. Grande narração. Grande tudo! Enfim, acho que todos entenderam meu ponto.

(Essa e outras resenhas podem ser encontradas no meu blog no link abaixo:)

site: http://discursoamador.blogspot.com.br/
Isabela 09/03/2015minha estante
Amei sua resenha...se ainda não estivesse lendo, com certeza começaria imediatamente!!! Sempre ouvi falar, mas nunca tive a oportunidade de ler, agora digo: leitura mais que recomendada, obrigatória! rs




Sandro 26/04/2013

Clarividência 1
A maior característica da saga - e que pode decepcionar alguns fãs de ação - é que ela é contada exclusivamente pelas mulheres 'da época'. Logo, pelo menos no primeiro livro, sempre que houve uma batalha, nós só tomamos conhecimento dos bastidores dela, de como é ficar esperando notícias, tramando fugas, etc. E foi esse o ponto em que demorei a me acostumar.

Além disso, o tipo de narrativa, muito mais próximo do estilo denso de Senhor dos Anéis, não permite uma leitura rápida da história. É preciso se ater aos detalhes, às emoções, para conseguir entrar no mundo descrito.

Passados estes obstáculos, a história vai crescendo, desenvolvendo, mostrando uma crítica ferrenha ao mundo cristão (os meus trechos preferidos acontecem nesses momentos) e ao machismo do mundo dominado pela cultura Romana (que experimentamos até hoje).

Para quem gosta de ler, é uma boa pedida. Para quem precisa adquirir o gosto pela atitvidade, eu não recomendo.


Psithanatos 22/10/2012

Muito, mas muuuuuito chato esse livro. Foi sofrível chegar até a página 10. Tudo muito parado, monótono e sem graça... a sensação das poucas páginas que li me remeteram à imagem do chá das 5 num círculo social de idosas falando sobre tricô e bruxaria. Se você for fã de Harry Potter talvez goste desse livro... talvez.
Fabio Rodrigues 13/11/2012minha estante
"chá das 5 num círculo social de idosas falando sobre tricô e bruxaria. Se você for fã de Harry Potter talvez goste desse livro"
Pela sua descrição me deu muita vontade de ler.. kkk..
Sério haha.


Tiago 04/12/2012minha estante
É pq o livro é de mulhezinha. A galera adolecente e tal.

Quer um livro de macho vai ler senhor dos aneis que o pau canta e a porrada come solta.

Aqui você só vai ver:

Será que eu sou bonita?
Será que ele me ama?
Ai que gato ele uiii!!




Thais 15/01/2009

maravilhoso!
todos os 4 livros da saga são ótimos!com uma narrativa muito boa! e um dos livros que me fez ficar interessada pela lenda de Arthur
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