Precisamos Falar Sobre o Kevin

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Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Mari.Mari 27/11/2016

Esse livro é excelente, apesar de ser um tema bem pesado, apertar seu coração, mas vale a pena ler e assistir o filme que é igualmente bom
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Ana 23/11/2016

Um livro assombrosamente bom
Eva é uma mulher contente com seu emprego e com seu relacionamento com Franklin, até que ela se vê diante do desejo de seu companheiro de ter um filho. Sua gravidez é complicada, e ao nascer Kevin, Eva logo percebe que ele será uma criança incomum. Ou algo pior. Um livro chocantemente realista e bom, que desconstrói algumas idéias sobre assassinos em massa. Será que um psicopata que teve uma infância materialmente feliz tem motivos aparentes para cometer crimes?
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Larah 18/11/2016

Psicológico, sociológico, pessoal
Particularmente, quando eu assisto a uma adaptação cinematográfica antes de ler o livro, tenho a presunção de já conhecer a história e desanimar com a leitura. O que diferencia este livro do filme (portanto válido de ler, mesmo posteriormente ao filme) é a perspectiva. Aqui temos acesso à história de Kevin e sua família através da mãe, o que torna esse um relato feminino - no sentido sociológico - e materno.

Amei Lionel Shriver profundamente ao decorrer da leitura por retratar o universo público e privado de Eva. Seus pensamentos mais crueis e humanos são escancarados, de modo que inicialmente é possível que você sinta repulsa por Eva antes de ter qualquer sentimento negativo por Kevin. Além de produzir mais questionamentos que respostas: de onde vem o mal? ele é inato ou derivado? uma rejeição pode ser sentida e interiorizada de forma a se exprimir no futuro? a pressão social atinge a vida das pessoas ao ponto de ditá-las ou as escolhas pessoais são predominantes? Lionel levanta questões psicológicas, questões da maternidade, questões sociais e isso foi o que me prendeu.

Cada carta me aproximava mais de Eva, uma mulher culta, viajada e insatisfeita, que só percebe quão boa sua vida se tornou do percurso da infância até a fase adulta ao perder a facilidade anterior à Kevin. A insatisfação de Eva não é tão distante da insatisfação de Kevin, ainda assim, a desproporção é suficiente para que não seja ela a impor uma arma sobre sua vida e destruí-la ao sabor do sangue.
Fabio.Felix 18/11/2016minha estante
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mardegan 16/11/2016

Interessante.
Precisamos falar sobre sobre o Kevin é um livro no minimo perturbador.
A forma como ele é escrito, através de cartas, o torna ainda mais INTERESSANTE. Eva, mãemãe (não é um erro,quem ler vai entender) de Kevin, descreve os acontecimentos de sua vida e experiencias passadas com o garoto desde a gestação até os dias atuais. Não é segredo que Kevin, quando adolescente, se torna um assassino, porem a autora faz com que ao decorrer da historia, o leitor fique cada vez mais instigado e talvez um pouco perturbado, para não dizer um tanto quanto assustado, em relação á Kevin, nas entrelinhas a autora deixa espaço para o leitor imaginar como funciona a mente do garoto.
O livro é repleto de surpresas devastadoras, situações onde o leitor sente raiva, dó e indignação. Uma leitura super tranquila, porem de fato é necessário ser persistente no inicio, até a história ter mais consistência.
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Stefanie.Brinks 08/11/2016

Quer ser mãe? Tem certeza?
Kevin é um psicopata da pior espécie mas o livro não se detêm nele e sim na mãe, Eva. Ela conta na forma de uma diário, sua história antes, durante e depois de Kevin. Após seu filho cometer um crime bárbaro, sua vida foi formalmente destruída, pois antes ela já sabia, bem no fundo do que seu filho poderia ser capaz. A autora, sem medo, toca no delicado assunto sobre a maternidade, um dos pontos mais marcantes para mim. Descreve de um modo visceral a aberração de ser mãe, de passar por todo o processo de transformação. Ela escreve um outro lado real mas que poucos têm a coragem de expor. A áurea brilhante que permeia a maternidade vai se apagando quando surge o arrependimento de ter tido um filho e de ter dia após dia a certeza de que talvez ele não seja uma benção mas sim um martírio.
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Jeff.Rodrigues 06/11/2016

Não é qualquer livro que expõe os conflitos, dramas e pensamentos íntimos familiares de forma tão crua e sem maquiagens como a jornalista Lionel Shriver faz em Precisamos Falar Sobre o Kevin. Este é um livro para quem não busca refúgio em dramas que atenuam tudo em nome de mensagens bonitinhas. É um livro sincero e honesto como poucos.
A história é contada de forma epistolar. Eva escreve cartas para seu marido ausente, Franklin, revivendo a trajetória de romance, casamento, projetos pessoais, filhos e as situações decorrentes de cada episódio ocorrido na vida da família. Uma família destruída por uma tragédia recorrente na sociedade norte-americana: o primogênito, Kevin, planejou e executou sete colegas da escola, uma professora e um funcionário da cantina a flechadas.

Leia a resenha completa no link abaixo:


site: http://leitorcompulsivo.com.br/2016/11/06/resenha-precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel-shriver/
Henry 08/11/2016minha estante
Esse livro é sensacional!




Mah 31/10/2016

We Need to Talk about Kevin
Ganhei esse livro da minha mãe em meados de 2012 mas por ter outros livros na frente eu acabei deixando ele na estante, mas me arrependo porque é um livro sensacional, nunca tinha lido nada dessa escritora, Lionel shriver, então foi um choque muito grande me deparar com uma leitura tão densa. O livro é narrado em primeira pessoa, isso faz você ter uma proximidade maior ainda com a mãe do kevin.A autora utilizou um estilo bastante peculiar, em que a personagem principal, Eva, dois anos após o filho ter feito um massacre na quadra de esportes do colégio em que estudava, matando sete colegas, uma professora e um funcionário da cantina, numa quinta-feira, escreve cartas a um marido ausente e que, de forma misteriosa, nunca responde. Nelas, ela busca entender o motivo do acontecimento contando a sua história; começa com o mundo cruel e desolado em que vive hoje, em que é discriminada como a mãe de um assassino e vai lembrando de seu relacionamento feliz e apaixonado com o marido Franklin, suas dúvidas sobre a maternidade, a difícil escolha entre a carreira e a vida doméstica, o nascimento de Kevin e os momentos mais significativos da infância e adolescência de seu filho. Chega ao ponto de confessar, em sua sinceridade, os momentos em que considerou o marido um ?babaca?, que ela não amava Kevin e que queria sua vida sem filhos de volta.

Apesar de sabermos de antemão como a história terminará, a autora nos reserva algumas surpresas impressionantes em seus capítulos finais, quando Eva detalha o dia do massacre. E, mesmo com essa linguagem diferente, que poderia tornar as 463 páginas do livro tediosas, sua leitura passa voando, dada a abordagem de temas tão intrigantes, de forma poderosa e envolvente; Lionel Shriver nos faz pensar muito no papel da família, na violência nas escolas, no mito da maternidade e em quais as causas da psicopatia. Um livro denso, intenso e perturbador.
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Natalie 28/10/2016

Houve época em que eu passei manhãs inteiras de sábado assistindo à programação do Investigação Discovery e os casos dos assassinos em série ou pessoas com distúrbios psicológicos graves sempre chamaram minha atenção. No entanto, quando se trata de ver filmes de terror que mostrem cenas sangrentas ou que causem muito suspense eu sou a primeira a declinar. Assim, livros de suspense ou terror são bem-vindos, pois não vejo as imagens chocantes ao mesmo tempo em que mato a curiosidade. Apenas não imaginei que falar sobre o Kevin fosse tão desconcertante.

O livro é um romance epistolar, no qual Eva, a mãe de Kevin, endereça cartas a Franklin, seu marido. Nessas correspondências são contados detalhes da vida em comum antes mesmo da família estar completa. Ter ou não filhos era um assunto controverso entre o casal e foi uma decisão bastante postergada por eles. Segundo afirmam, a paternidade é sumariamente um ato de preservação da espécie, como se fosse impossível e indesejável a criação de laços com os descendentes que devem, de acordo com os costumes norte-americanos abandonar, em definitivo, o lar aos dezoito anos.

As cartas estão recheadas de amargor. Primeiro, pelo sentimento de fracasso para com o primogênito; segundo, por nunca ter conseguido penetrar no oceano escuro e perigoso que era Kevin. Isso era causa ou conseqüência da atrocidade cometida por ele? Qual o motivo de ter matado vários colegas escolhidos a dedo de forma tão singular, com um toque extremamente pessoal e planejado? A resposta é que provavelmente não há resposta, não houve motivos. Fiquei com a sensação deprimente de que a bondade é exceção.

A leitura é rápida e parece ser dirigida a qualquer um dos leitores, o apelo de uma mãe que lutou contra o desprezo pelo filho e por si, de brinde. A escrita é bem real e desperta sensações físicas desagradáveis todo o tempo (pode ser uma mostra daquilo que era uma constante para os personagens), o que foi ajudado pelo fato do autor usar como pano de fundo histórias de adolescentes verídicos. Vale registrar que precisei de uma analgésico para conseguir acabar as últimas páginas, tive dor de cabeça. Ainda estou, por sinal.
Valério 28/10/2016minha estante
Me convenceu a ler. Obrigado!


Natalie 28/10/2016minha estante
Eu quem agradeço. :)


Marta 28/10/2016minha estante
Excelente resenha Natalie, mas diferentemente do Valério, não me convenceu a ler. Não pelo que escreveu, mas porque sou uma maricas. ;)


Marta 28/10/2016minha estante
Quanto à dor de cabeça quem sabe uma leitura mais amena resolva?
Boa sorte aí.


Natalie 28/10/2016minha estante
Obrigada pelo elogio, Marta. Estou terminando Grandes Esperanças de hoje pra amanhã. É meio intrigante, mas não perturbador, o que já ajuda ;)


Cy 28/10/2016minha estante
Lembra o que te disse sobre perturbar tudo a que tem direito? rssss


Natalie 28/10/2016minha estante
Foi a primeira coisa que pensei depois que terminei. "Bem que Cy disse" hahaha


Marta 28/10/2016minha estante
Nunca li Grandes Esperanças, mas tá tem um bocado de tempo.
Feliz leitura, Natalie.


Natalie 28/10/2016minha estante
Obrigada :D


aline naomi :) 07/11/2016minha estante
Um dos meus favoritos!




Christine 22/10/2016

Dissecando o conto de fadas da maternidade
Bem, acabo de encerrar a minha leitura desse amontoado de páginas e me sinto aturdida pelo número de lições que consegui adquirir nessa pequena jornada literária.
Todos pelo menos alguma vez na vida ouvimos falar sobre o famoso "instinto materno", como o fato de colocar uma criança ao mundo torna de uma hora para outra sua vida presa a outros sentimentos e certezas, que no minuto em que seu filho, chega ao mundo inegavelmente tudo muda para você. Lionel Shriver conseguiu abordar essa temática forte e com a precisão cirúrgica desmistificar a grande romantização da maternidade e do que é de fato se tornar mãe - como nem tudo é esse conto de fadas cheio de fotografias, sorrisos e perfeição.
Não obstante, ela trabalha diligentemente sobre o inicio da vida de um psicopata - o que fez com que ele se tornasse isso? a criação? a gestação? algum gene especificamente mau agindo em sua gênesis? - utilizando uma narrativa psicanalítica para tentar desvendar o que de fato, tornou Kevin, o famoso KK.
Entremeio a os dois pontos chaves - a perfeição da maternidade desmentida e o que torna uma pessoa um assassino sanguinário - a estória discorre sobre como a relação de pai e filho pode ser forçada ao máximo para realizar as fantasias metafisicas da infancia do próprio pai, como carreira, casamento e vida social são alteradas com a chegada de um filho, como medos e angústias podem tornar muito mais fácil o ato de puxar um gatilho.
Shriver entrou para o hall dos meus autores preferidas - conquistando o topo do pódium para mim, em particular. A humanização dos personagens somadas a uma narrativa sincera e admitindo as problematicas de uma vida - que nem sempre podem ser superadas - tornou essa obra um primor para mim.
Indico a todos que querem ir a fundo em questões psicológicas e sociais errôneas que ninguém fala em voz alta, ou sequer admitem.
Dou a essa obra de arte, um grande e merecido 5 estrelas!
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Armele 17/10/2016

Verdadeiro!
Um livro interessante, que levanta alguns questionamentos... uma pessoa nasce psicopata ou torna-se? Será culpa dos pais?

O livro mostra as cartas escritas pela mãe do Kevin endereçadas ao seu marido, Franklin. Ela retrata vários acontecimentos, desde o começo da vida ao lado de Franklin, a gravidez, que não era desejada, o comportamento do Kevin da infância até a adolescência quando ele comete o massacre na escola. Eva tenta de todas as formas se aproximar do Kevin, mas a falta de empatia do filho deixa os dois cada vez mais distantes e Franklin sempre condescendente com o filho, deixando ele fazer o que bem entendesse. Eva discorre sobre tudo o que aconteceu tentando entender onde errou, onde eles erraram.

O autor consegue retratar de fato os sentimentos dos personagens!
A leitura é bem extensa, chegando a ser chata em alguns capítulos, pensei várias vezes em abandonar o livro, pois alguns trechos são realmente perturbadores e bem difíceis de digerir, mas o final é surpreende, apesar de um enredo de ficção é aquele livro que te faz pensar e refletir.
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Ari 04/10/2016

Kevin...
Um livro que te transmite exatamente as emoções dos personagens. Ira, nojo,apreensão... É um livro sobre sentimentos, para o mal leitor a falta dele e para o bom leitor o excesso que nos faz ir ao extremo. Terminei com aquele gostinho bom de "e agora?", aquele sentimento confuso que não sai de dentro de nós mesmo após intensas reflexões e que só alguns livros nos fazem sentir. Um livro que todos deveriam ler.
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carolina.trigo. 04/10/2016

Precisamos Falar Sobre Quem?
"Precisamos Falar Sobre o Kevin", Editora Intrínseca, de Lionel Shriver. Foi uma leitura pesada, no começo bem difícil e lenta, mas que me deu um tiro na última página.
Vou ser sincera, até mais ou menos a metade do livro, a leitura para mim estava bem mediana. Não conseguia ver tudo aquilo que as pessoas falavam sobre ele. E nem preciso ir muito longe, minha mãe simplesmente AMA o Kevin, vive analisando o Kevin, sempre "precisando" falar sobre o Kevin. Então, a melhor maneira de falarmos sobre o Kevin foi coloca-lo no desafio - assim era certeza que leria!
O livro todo se passa entre cartas mandadas pela mãe de Kevin - um garoto que aos 15 anos matou onze pessoas - para seu marido, depois de um ano do trágico acontecimento. Nestas cartas, ela vai revezando entre o presente, relatando suas visitas ao filho preso, e o passado, lembrando do atos horríveis que Kevin cometia desde que era pequeno.
O livro o tempo todo vai fazer a gente parar a leitura e pensar de quem é a culpa dele ter virado esse psicopata. Existem vários problemas de todas as partes que resultou nisso. Vou falar tanto da mãe quanto do pai, porque ambos têm culpa no cartório.
Primeiro vou começar pela mãe, que é a mais atacada no livro e o que a maioria do leitores acham que é a única culpada. O grande problema dela é que ela nunca quis ter um filho. Ela ficou grávida com a justificativa de ter um "assunto" para falar no futuro, quando ela e o marido fossem mais velhos. E isso, querendo ou não, meio que é sentido por qualquer filho. E a resposta de uma criança é qual? Chamar a atenção. Porém o Kevin fez isso da pior das maneiras. E aí que entra a culpa do pai, que na minha opinião, é tão grande quanto da Eva (mãe).
O pai só piorava a situação. Em todas as vezes que o Kevin aprontava e Eva surtava, Franklin (o pai) sempre tinha uma desculpa para justificar o que ele fazia. Tinha momentos que estava óbvio que o Kevin tinha machucado um colega da escola ou da vizinhança, e em quem ele colocava a culpa? Claro! Na mãe, porque infelizmente a culpa é sempre delas para muitos. A questão é a seguinte: ele era (ou ficou) cego para as ações feitas pelo seu filho.
O que me cansou um pouco a leitura foi ela contando seu dia a dia, que era uma chatice. Também, não era para menos, já que ela tinha perdido tudo, porém ainda assim era cansativo. No entanto, depois que peguei o ritmo da leitura e da escrita o livro foi super rápido - dentro do possível, porque não é um livro que dá para ler muitos capítulos.
É um livro muito forte e que não sei se é para todo mundo. E que traz questões ainda hoje muito importantes e que não sei se tem resposta. De quem é a culpa? A pessoa já nasce má, ou ela se torna? Poderia reverter a situação?
Agora preciso assistir o filme e ver se conseguiu passar toda a aura pesada do livro e essas mesmas perguntas.

site: http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/2016/05/precisamos-falar-sobre-quem.html
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Cilmara 28/09/2016

Uma ótima obra contemporânea
Assisti ao filme em meados do ano passado, e foi um filme bem desconcertante e inesquecível. Assim que tive uma oportunidade adquiri o livro, li em cerca de 15 dias.
Durante a leitura inteira, estava raciocinando sobre tudo apresentado e várias reflexões surgiram. Não é uma leitura fluída e leve, requer persistência no início, mas isso não indica que é um livro ruim, muito longe disso, é uma obra que propõe uma análise de algo relativamente predominante naquele época e até hoje persiste. Entretanto, devo admitir que tive certa dificuldade em classificá-lo e acabei por deixar 4 estrelas, pois algumas passagens foram desnecessárias, muito triviais.
Coloquei o link de um post do Luciano Trigo (blogueiro G1) onde ele relata trechos de uma entrevista com a escritora, em um momento ela diz: - “Gosto da idéia de alcançar um grande público, mas ao mesmo tempo não penso que meus leitores são idiotas. Acho que uma pessoa, quando começa a ler um romance, procura sobretudo se entreter, se divertir. Por isso a escrita literária é tão diferente do jornalismo, onde você pode dar sua opinião sobre determinado assunto. Num romance isso não deve acontecer, um escritor não deve fazer pregação política. ”

Eva Khatchadourian, é uma mulher de 42 anos e tem uma vida independente e tranquila ao lado do seu marido Franklin, porém tranquila demais então decidem ter um filho, na realidade Eva não sabe ao certo o que quer, mas enfim nasce Kevin.
E a vida desse casal e de muitas outras mudará completamente, aos 15 anos Kevin comete uma chacina na escola e também mata seu pai e sua irmã mais nova.
O livro é o diário de Eva para Franklin, narrando todos os momentos até a terrível “quinta-feira”, seu ponto de vista de toda a questão, a culpa, o medo, o sofrimento, a amargura. tudo isso bem endossado no contexto socioeconômico dos EUA.
Kevin Khatchadourian, não é só mais um garoto Columbine, mas sim mais um caso de perdição na nossa sociedade, mais uma pessoa que não possui a linha da razão entre o bem e o mal. Em certos aspectos, principalmente no fim, me lembrou Alex (Laranja Mecânica), a violência, imaturidade, imoralidade, uma agressão desenfreada por algo que não se sabe ao certo. Rebelde sem causa? Maybe...mas Kevin chega além da rebeldia, sua rebeldia é a obediência. Não posso negar que é um personagem complexo e intrigante e isso me cativou bastante.
Um livro que daqui alguns anos pretendo reler, colocá-lo em um novo contexto.


site: http://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2010/08/05/lionel-shriver/
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Thiago.Pereira 22/09/2016

Impacto
Nem sei o que dizer. Apenas sentir....
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Patricia 16/09/2016

Nem mesmo Dante conseguiu descrever o inferno tão bem quando Lionel Shriver.
"O que deu em nós? Éramos tão felizes! Então por que motivo retiramos todas as nossas fichas e as pusemos nessa aposta ridícula de ter um filho?"

Todo mundo sabe que esse livro fala sobre uma criança psicopata, mas acho que antes de ler, ninguém sabe como essa abordagem é feita. Acho que por isso que eu demorei tanto para ler, porque, se eu soubesse, teria lido bem antes. Ele tem muito mais a ver com a questão da maternidade em si do que com o fato do indivíduo ser um psicopata.

Eva Khatchadourian vai narrando através de cartas que escreve para o marido tudo que passou pela cabeça dela antes de ser mãe, quando estavam tentando engravidar, enquanto estava grávida e depois que Kevin nasceu. Inúmeras coisas ela sufocou para si mesma. E agora que todo o "Projeto Vamos Ter Uma Família Feliz" foi pelo ralo quando Kevin cometeu um assassinato em massa, ela já não precisava mais esconder de ninguém o quanto odeia a ideia de ser mãe.

Desde o momento que Kevin nasceu, eles não se deram bem. Parecia que só ela enxergava as coisas ruins nele. Tanto que ela resolveu ter outro filho para ver se realmente era coisa da cabeça dela. Ela teve uma filha adorável, uma criancinha quieta e que não incomoda, o que prova que é tudo uma grande "loteria".

Mas voltando a falar de Kevin, o sofrimento dessa mulher em função da maternidade é uma coisa tão forte que é quase tangível. E eu me identifiquei demais com essa personagem. Eu senti raiva (MUITA RAIVA MESMO!), de modo que demorei mais do que o normal pra ler um livro, porque tinha que fazer várias interrupções antes de jogar o tablet/notebook na parede uhauha

Uma das coisas que mais me despertou esse sentimento nem foram as ações de Kevin, mas do pai. Ele incentivava o comportamento inconsequente do filho, ele passou a tratar a esposa como uma vilã e nada mais com relação a ela importava.

Basicamente, o livro mostra que esse sonho que muitas pessoas tem de ter filhos pode se tornar o maior pesadelo da vida delas. Esse livro fala: "Tem certeza disso? Pense bem."

Não sei como vivi até hoje sem ter lido esse livro. É algo tão óbvio que entraria na minha lista de favoritos. Passei praticamente o livro todo acenando com a cabeça em concordância.
Niii 01/10/2016minha estante
Adorei sua resenha!


Christine 22/10/2016minha estante
Fico muito contente que eu não fui a única a ter uma raiva EXTREMA do marido, um personagem que fechou os olhos para todos os crimes já feitos pelo menino - que eram um grande ALERTA DE PERIGO e ele tratou tudo com aquela histórinha de "ah... isso é uma coisa de garotos, não seja chorona, Eva!"
EXCELENTE RESENHA!




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