Precisamos Falar Sobre o Kevin

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Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Paloma 05/07/2016

Leitura fascinante, surpreendente e pesada
Em formato de cartas, escritas por Eva, destinadas a seu marido, expõem acontecimentos e seus pensamentos mais profundos sobre seu filho Kevin, um garoto que desde o nascimento mostrava indícios de maldade. A escrita é um tanto pesada, detalha os mais íntimos sentimentos de Eva, que ao longo das cartas procura saber onde errou na criação de seu primogênito, carrega o peso da culpa e compartilha com o leitor em todas as cartas e busca explicação do que levou seu filho a cometer tamanha atrocidade.
Ao terminar a leitura ficou um vazio do coração e diversos questionamentos, trouxe a tona aquela famosa crise existencial, afinal por que tudo isso? De quem realmente é a culpa? Será que se os pais de Kevin falassem sobre e com ele e encarasse os acontecimentos chegaria a tal ponto? O comportamento de uma pessoa é formado pelo meio ou já nascemos predispostos?
As pessoas tendem a buscar uma explicação e atribuir justificativas e causas para tudo, até para o que não é compreensivo, seja para fugir de responsabilidade ou para ter o que sentir a culpa outro pelo fato. As vezes algumas coisas não podem ser explicadas e existe dificuldade em acreditas nisso, ainda mais acreditar o que leva um ser humano a ser o que é e fazer o que faz.
O livro deixa mais questões em aberto do que respostas para o leitor refletir, a final precisamos falar sobre nós, sobre nossos relacionamentos, nossas vontades e o quanto a sociedade influencia nossas decisões pessoais.
O interessante é que mesmo Kelvin ter criado uma armadura e mascarado o tempo todo, seus pensamentos e emoções, em dois raros momentos, pode ser pelo cansaço e desgasto, ele deixa sua mãe se aproximar e mesmo Eva se culpando por ter sido uma péssima mãe, ela o acolhe e atribui essa proximidade. O quanto existe de maldade e bondade no ser humano? A até que ponto um estado sobressai ao outro?
Entre outras, são questões e reflexões que o autor nos deixou, dificilmente são explicáveis e talvez temo pelas respostas.
ni 25/07/2016minha estante
Amo esse livro
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Dri 29/06/2016

www.umapaixaochamadalivrosblog.wordpress.com
Foda! Difícil encontrar palavras para definir essa leitura. A princípio, achei-o pouco lento ou entediante, confesso. Comprei porque tinha lido excelentes críticas de tudo quando foi lugar e quando soube que havia virado filme (disponível no Youtube para quem tiver interesse, assim como eu tenho de vê-lo logo), pensei ?nossa, deve valer a pena?. O quis por um bom tempo, antes de poder comprar, pois o preço de cinqüenta reais não me permitia concretizar, não consigo gastar com um livro apenas, esse valor, acho um pouco fútil, sei lá. Esperei uma promoção, que demorou bastante a acontecer e consegui. Não tinha muitas dúvidas antes de passá-lo na frente de outros exemplares a espera de meus olhos. O livro é grande e volumoso. Em letras pequenas, margens mínimas, cada página vai precisar de sua total atenção. Levei dez dias para terminar a leitura, graças a sinusite, rinite e gripe em mistura que me pegou de jeito esses dias. Não fiz como o habitual, de escrever conforme ia lendo, ficando a ressalva de que, por isso, posso deixar passar algumas coisas que achei sensacionais. O livro é inspirado em uma história real. A partir dessa história a maravilhosa autora criou o enredo em forma de cartas escritas pela mãe ao marido. Apesar de Kevin ser o protagonista do acontecimento que faz jus ao livro, pra mim, a protagonista é ela, EVA, a mãe. Ela que narra, recorda, conta, reconta, aborda, analisa e aparece de fato. É a ela que realmente conhecemos. O texto é ambíguo, profundo, em certos momentos precisei parar em minhas reflexões, porque a ilusão e a escrita te mergulham. Um ponto que me manteve curiosa o tempo inteiro foi o que havia acontecido com seu marido, pai do Kevin, pois as cartas não têm respostas. Tinha meu palpite e acertei, mas ainda sim, me surpreendeu pois foi além da minha imaginação. A dúvida do porquê Kevin fez o que fez é crucial e assombra. Assim como o clássico pensamento de que os pais poderiam ter feito diferença se fossem diferentes ou não (acho que não). Com um pai totalmente complacente e inseguro que aceita tudo do filho e uma mãe austera, um pouco fria e conflituosa, a análise pode ser longa e árdua. Acredito ser essa uma das propostas do livro. Os sentimentos divergentes, conflituosos, aterrorizantes e incomuns trazem lucidez e um novo olhar ao leitor. O livro não te traz as respostas prontas, como mimados que somos, temos mania de querer. Ele te traz analogias e questionamentos. Você se surpreende com os pensamentos contidos no livro e dentro de você mesmo. É de uma tristeza chocante, um terror extasiante, difícil descrever. Simplesmente AMEI!  

Sinopse: Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos ? o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York ?, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? A narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?
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Angela Dani 21/06/2016

Perturbador, excelente, arrasador!
Através de uma narrativa permeada com ironia, um sarcasmo meio mórbido e uma boa dose de rancor, Eva escreve sucessivas cartas ao marido ausente, onde discorre sobre tudo, desabafa, tenta entender o que aconteceu, onde errou, onde eles erraram. E procura analisar todos os âmbitos de sua vida pré e pós maternidade, desde que ela e o marido começaram a levantar a possibilidade de que ter um filho pudesse responder a uma "grande questão" na vida de ambos. Sem hipocrisia, Eva não elimina a sua parcela de culpa em tudo o que aconteceu, porém não pega essa culpa totalmente para si.

O fato é que Eva nunca se sentiu "pronta" para ser mãe, nunca sentiu o "chamado avassalador" para a maternidade, nunca acreditou no tal "instinto materno" que tanto é chamado de intrínseco por muitos. Pra ela, poderia muito bem ter ficado sem ter filhos a vida toda e, na verdade, tinha até um certo pavor sobre essa questão, mas também admite que foi exatamente esse "terror" o que a fez ser atraída pela ideia. E, por um tempo, se preocupou se talvez esse seu "defeito" em não querer ter filhos possa ter ampliado o problema e contribuído, de certa forma, para os atos de Kevin.

Enquanto Eva se angustiava por ter que abrir mão(mesmo que em parte) de sua carreira, e se dava conta de que não conseguia desempenhar um papel de mãe de forma natural, ou seja, não parecia realmente ter o tal "instinto maternal", acabando até por retribuir a rejeição recebida de Kevin, Franklin era ingênuo, extremamente condescendente e consensual, deixando o filho fazer o que bem quisesse, sempre passando a mão na cabeça, achando graça em cada arte da criança e fazendo muita vista grossa.

A constatação de não ter sido uma boa mãe e as reflexões sobre até que ponto isso pode ter contribuído para a criação de Kevin, fazem Eva esmiuçar exatamente tudo o que houve, sem poupar detalhes e sem usar meios termos. É muito fácil ficar completamente chocada com seus relatos e até julgar com facilidade ou tomar partido. Mas fuja do senso comum e abra a cabeça para acompanhar todo o raciocínio de uma mãe ciente de que aquilo (a maternidade) não era pra ela, mas que, entre outros motivos, a paixão pelo cônjuge a faz abrir mão de seus interesses para agradá-lo. E, diante do "fato consumado", não se pode dizer que ela não tenha tido boas expectativas com essa "terra estrangeira" chamada maternidade; mesmo que suas expectativas sempre parecessem maiores do que ela poderia atingir...

Um enredo de ficção (mas que poderia muito bem ser real), onde mostra uma mulher que cometeu inúmeras falhas, sendo talvez a principal delas a de ter tomado uma decisão tão importante quanto ter um filho baseada mais no seu cônjuge do que em sua própria vontade (e, mais tarde, ainda decidir a segunda gestação praticamente sozinha e de forma egoísta, como se a "grande questão" pudesse se resumir em uma espécie de "teste").

Mas não dá pra simplesmente "crucificar" Eva e dizer que ela não tenha tentado como mãe; ela tentou sim, do seu modo, ser mais "otimista" em relação ao filho (que era muito mais parecido com ela do que gostaria), mesmo nunca tendo estado completamente convicta quanto à maternidade. Ela tentou se aproximar, tentou oferecer seu tempo e energia mas, inconscientemente, esperava que o garoto demonstrasse ser digno de sua dedicação; mas nada é interessante se você não estiver interessado...

Algumas questões abordadas no livro:

* É errado não sentir vontade de ter filhos?
* Será que vale a pena abrir mão da própria vontade, do que se quer (e do que não se quer), para satisfazer a do cônjuge? Porque, por mais que sejam um casal, cada um é único, cada um tem um pensamento...
* Uma criança pode ser maldosa deliberadamente? E de forma implícita?
* É correto depositar tantas expectativas nos filhos?
* A culpa é sempre da mãe?

Por fim, o que dizer sobre a autora? Shriver não usa meios termos. Sua narrativa é crua, realista e totalmente desprovida de enfeites ou de hipocrisia. A meu ver, a intenção com esse livro não é agradar a esse ou aquele; mas sim, incomodar. ela construiu um enredo com muito cuidado e com intensos detalhes (inclusive citando casos reais de adolescentes criminosos) para chocar, é claro, mas principalmente para fazer pensar e refletir. Não dá pra negar: ela sabe mexer com tabus. A narrativa em primeira pessoa me exigiu muita concentração por ser bem densa, forte e até ligeiramente desconcertante e desconfortável.

"Precisamos falar sobre o Kevin" trás a tona a necessidade que existe entre os casais de se conversar sobre tudo (sobre tudo mesmo!) e de verdade, sem meios termos e sem colocar "panos quentes". Porque, muitas vezes, por mais incômodos que tais assuntos sejam, a exposição deles pode ajudar a mudar (ou a minimizar) alguns efeitos indesejados na vida a dois e/ou em família.

Pessoalmente, eu não vejo nada de errado em não querer ter filhos porque eu mesma não tenho essa vontade (claro, um dia posso mudar de ideia - ou não -, mas não acredito que toda mulher tem esse tal "instinto materno" de forma intrínseca, não). Talvez seja por isso que o livro mexeu tanto comigo, me deu uma "sacudida", sabe? Por mais odiosas que fossem algumas atitudes da personagem Eva, e por mais que eu tenha algumas ressalvas sobre seu comportamento (porque ela não é nenhuma santa, pelo contrário), eu não consegui encará-la como completamente errada, e até acabei me identificando de certa forma.

Enfim, essa trama "pesada" me despertou tantas coisas... é meio difícil colocar em palavras, sem parecer tudo muito raso. Apenas LEIAM. Posso dizer com segurança que, até agora, esse foi o melhor livro do ano! E de "bônus", um final arrasador...

Quotes:

"O espantoso é que, com o advento da contracepção eficaz, alguém ainda opte por frutificar."

"Nada é interessante se você não estiver interessado."

Nota: 5/5 (excelente e favorito)

"
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Vitor.Leal 13/06/2016

E como precisamos falar sobre o Kevin
Kevin é um perfeito psicopata e não é preciso ser nenhum gênio ou especialista no assunto para poder perceber. Kevin cresceu em uma família de âmbito comum, mas sempre rodeado de muita atenção, porém desde pequeno é possível notar a falta de sensibilidade e amor para com os demais membros da família.

O psicopata não se torna, se nasce, e Kevin nasceu psicopata e mesmo que isso seja algo aterrorizante - em especial para a mãe - a mesma não conversa com ele sobre como ele é, o por que disso ou daquilo, são sempre tentativas de construir um laço familiar fortificado que fica evidenciado não existir.

Talvez à maldade possa de fato nascer conosco. O livro é maravilhoso para quem deseja estudar e se aventurar no mundo dos psicopatas e entender um pouco mais sobre o assunto. O livro aborda desde a infância, até a adolescência de Kevin, nos mostrando as fases que um psicopata pode passar durante a vida e como é o seu comportamento.
Simplesmente maravilhoso.

site: http://www.catracaseletiva.com.br/2016/06/precisamos-falar-sobre-o-kevin-e-agora.html
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Samu 03/06/2016

Ótimo
Está ai um livro em primeira pessoa, escrito em formato de cartas que eu gostei ( e olha que eu não gosto muito desse tipo de narrativa). No caso a história é muito empolgante, te mobiliza e vc não sabe como reagir ou sentir em diversos momentos. Antigamente não se sabia que tinha exatamente acontecido com a mulher, agora com o filme (muito bom tb!) o título já é bem conhecido e mais facil de ler. Mega recomendado!
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Bia 31/05/2016

Inacreditável
Um livro tenso, mas perfeito em alguns aspectos. O drama da mãe que deseja saber onde errou na educação do filho. Pode uma mãe odiar o próprio filho? Os conflitos da familia moderna que quer que os filhos tenham tudo, tenham liberdade de expressão, tenham boas escolas, mas não sabem lidar com a falta de limites. Quando saber o que é uma brincadeira inocente ou uma maldade camuflada? Quando saber até que ponto é saudável o pai interferir na educação do filho e tirar completamente a autoridade da mãe? O momento épico, quando ela pergunta ao filho: "Porque" e ele responde: "não tenho certeza". O alivio em Eva saber que afinal, não foi tudo culpa dela.
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Leo Lee 20/05/2016

quando uma criança faz merda, a culpa é de quem?
Eva é uma mulher bem sucedida, com uma carreira solida e renomada no ramo de guias de viagem, faz varias viagens e tem um casamento relativamente feliz. Sua vida, porém, muda com o nascimento de seu primeiro filho, Kevin, que aos 15 anos assassinou 8 pessoas em sua escola, mas o massacre é somente o cume dessa historia. através de cartas escritas a seu ex marido, um ano e meio depois da marcante (e sempre citada) "quinta-feira", Eva faz uma analise de seu turbulento relacionamento com seu filho e em meio disso tece criticas vorazes e irônicas sobre as "obrigatoriedades" de ser mãe, sobre a postura paterna, e sobretudo sobre um Estados Unidos hipócrita.

Com uma narrativa envolvente e penetrante, e com grande embasamento jornalistisco (todos os nomes e noticias citadas no livro, tirando a de Kevin, são reais), "Precisamos Falar Sobre o Kevin" é um livro pra se colocar na cabeceira da cama.
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Claudia 17/05/2016

Difícil diferenciar um livro dos seus personagens. Não gostei da mãe do Kevin, ponto. Talvez porque minha atitude teria sido muito diferente, muito antes. E ela ainda VISITA a porcaria do filho, na cadeia! que vai sair em pouco tempo, diga-se de passagem! Eu até entenderia isso SE ele não tivesse matado uma pessoa que para ela, deveria ter sido imperdoável.
O marido, uma tranqueira que tapou o sol com a peneira o tempo todo. Devia ter sofrido mais.
Mas o livro é excelente!!! MUITO melhor que o filme, que me deu sono.
Simone 18/05/2016minha estante
Também fiquei "besta" com a passividade dos pais... por isso o mundo tá de cabeça pra baixo... rs rs
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Claudia 18/05/2016minha estante
É por aí mesmo!!! Tb acho. E a sociedade no geral é leniente demais. Psicopatas deveriam.... melhor não falar, rssssss
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Leo Lee 20/05/2016minha estante
O problema, Claudia, é que muitos pais são exatamente como os personagens, a linha entre a realidade e a ficção, aqui nesse livro, é muito tênue. Além disso sinto que as mulheres ainda são muito subjugadas do mesmo modo que Eva foi durante o livro todo. Senti as mazelas de Eva e ela me cativou muito, principalmente na cena de entrevista no presidio, que pra mim foi emblemática.
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Lara 01/05/2016

Precisamos Falar Sobre Kevin - Lionel Shriver
Sinopse: Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York , Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?





Não é o livro mais difícil de ler, mas também não é o mais fácil e algumas pessoas dizem que pode ser maçante.Principalmente o começo, até o nascimento do Kevin, porque tem um foco maior na vida conjugal de Eva e Franklin . O show começa no segundo que Eva dá a luz ao nosso garoto prodígio, Kevin.


Precisamos Falar sobre Kevin é bem inscrito, viciante e tem um enredo emocionante, atiça o leitor a ler e tirar suas próprias opiniões De quem é a culpa? Do filho psicopata ou da mãe, que criou um psicopata? Nada é preto no branco , culpa de todos, culpa de nenhum. Vale super a pena ler, é emocionante e inovador, ficar na pele de uma mãe.Não uma mãe comum ou ordinária. Eva Khatchadourian,mãe do KK, o adolescente que cometeu assassinato em massa , com uma frieza surpreendente.


O livro todo é contado em cartas, de Eva, mãe do nosso pequeno psicopata para Franklin, pai. Nele é contada toda a história de Kevin, um adolescente de 16 anos que acorda em um quinta-feira e assassina onze pessoas, sua maioria colegas de turma. Eva mostra o ponto de vista de mãe.


Sua aversão ao bebê-Kevin e vice-versa nasceram juntas ,aversão que duraria até sua entrada a um presídio para maiores de idade. Quando acontece um evento como esse, a primeira iniciativa das pessoas é culpar a mãe ou a criança, por nascer assim , eu acabei de ler esse livro e ainda nem tenho opinião formada, ninguém nunca vai saber. A culpa é de todos, talvez. Da criança maldosa que Kevin foi, tentando sempre com todas as forças fazer sua mãe infeliz, da própria Eva, que nunca conseguia ser verdadeira com Kevin, e a maioria das vezes bancava uma mãe que ela não era, Kevin odiava isso,e talvez porque ela era meio psicopata sobrecarregada. Na realidade ,todas as vezes que Eva e Kevin Khatchadourian se reconheceram como mãe e filho era quando ambos eram verdadeiros um com o outro e isso era muito difícil. Todos era muito difíceis. Franklin, o Panaca era ,para Kevin, o pior de todos, sempre sendo o paizão legal que aturava tudo que Kevin fazia,mesmo quando era jogar tijolos em uma ponte, idolatrava o filho e tinha uma versão própria de Kevin que o cegava em todos os outros aspectos.


O livro é narrado dois anos depois de todos os acontecimentos, Eva, antes rica, agora vive em uma casinha, escrevendo para Franklin, vendo novelas e visitando Kevin sempre quando pode.


Essa casinha não parece muito real,Franklin.
E eu tampouco.
-Página 14


Kevin nasceu errado, era super protegido pelo pai desde dentro da barriga, e indesejado pela mãe, quando finalmente nasceu chorava sempre,se recusava a tomar o leite da mãe, Eva o culpava por isso e depois tudo ficou pior. Kevin Khatchadourian,armênio por parte de mãe, era um pequeno gênio, porém a única pessoa que realmente reconhecia isso era a mãe, assim com sabia que era um pequeno gênio perverso. Nas fraldas até os seis anos, Franklin achava que o filho era um retardado, com apenas seis anos percebeu que podia ter privilégio que outras crianças não tinham, as fraldas. E tudo ficava pior, incidentes pipocavam perto de Kevin, acidentes com o vizinho, a irmã, o colega de escola. Eva sempre o acusava, Franklin achava que ela o perseguia. Pobre, Kevin!


Seu esporte preferido era fazer pessoas desconfortáveis, e depois o arco e flecha, usava roupas muito menores que ele , se masturbava com a porta aberta, as palavras eram ácidas e , assim como o arco e flecha, sempre atingiam onde era esperado.


Eu sabia exatamente o quê estava fazendo.
Ele se debruçou sobre nos cotovelos.
E faria tudo de novo
-Página 58


Eva também estava longe de ganhar o trófeu de melhor mãe, amava Kevin por obrigação, por preguiça , o odiava e o amava. Sabia ler Kevin como ninguém e vice-versa.Sentia por Kevin, mais raiva que qualquer outra coisa, e ele sabia como fazê-la chegar no limite. E ela sempre chegava. Era falsa, e o garoto sempre sabia quando era falsa,gostava quando ela gritava, batia, esperneava, só assim Kevin estava satisfeito. Quando a forçava a chegar no limite.


Eu precisava ver algo que você tinha feito comigo, precisava
tocar, pegar. Para provar que a sua maldade não era só da minha
cabeça
Pois é, ele disse afagando de novo a cicatriz Eu sei como é
-Página 208


Precisamos Falar Sobre Kevin atiça o leitor e deixa todos curiosos com o desenrolar dos acontecimentos, e há muito tempo eu não me surpreendia tanto com o livro. A última lembrança de Eva é a narração da quinta-feira,quando tudo aconteceu. Apesar de tudo, ninguém esperava, nem mesmo ela.


Conclusão , vale a pena ler e não desistir logo no começo do livro. O livro traz à tona uma reflexão honesta sobre adolescentes criminosos e o papel dos pais nos atos dos filhos.Além de falar um pouco mais sobre amor mãe-e-filho e seus limites, amor torto ainda é amor, quanto mais Kevin e Eva se afastavam ,sem querer, criaram laços. Um amor antagônico,mas ainda sim amor.





Ainda há um filme baseado na história de Lionel Shriver, e tem como elenco a Ezra Miller(As Vantagens de Ser Invísivel), Tilda Swinton ( Crônicas de Narnia ) e John C. Reilly (Detona Ralph e Guardiões da Galáxia). Além de ser dirigido por Lynne Ramsay (O Lixo e o Sonho" e "O Romance de Morvern Callar".)


Beijos,


Lara Amaral

site: http://viagemnasepia.blogspot.com/
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Talita 01/05/2016

Precisamos falar sobre o Kevin
Lionel Shriver é uma das minhas autoras favoritas, e eu ainda não havia lido Precisamos falar sobre o Kevin. Foi esse o romance que celebrizou a escritora norte-americana, mas eu comecei por O mundo pós-aniversário, que me encantou e me fez querer ler tudo o que ela tinha publicado. Adiei Kevin até conseguir encontrar a capa da primeira edição brasileira, aquela que tem um menino usando uma máscara ao mesmo tempo infantil e assustadora, publicada pela Intrínseca. A tradução é de Beth Vieira e Vera Ribeiro.

Eva viajou o mundo todo por conta de seu trabalho: escrever guias com os melhores lugares para se hospedar, comer e conhecer em qualquer país. Gostava do que fazia e continuou viajando, mesmo depois de casada. Franklin, o marido, tinha um trabalho oposto ao dela. Com sua camionete 4×4, ele visitava terrenos que serviriam para locações de uma empresa. Eva e Franklin divergiam no modo de ver a vida, mas mesmo assim eram apaixonados, e depois de um bom tempo tiveram Kevin, o primeiro filho. Eva era uma mulher independente, e não estava preparada para mudar de estilo de vida, mas precisou abdicar das viagens para poder se concentrar em Kevin, um filho por quem ela nunca conseguiu sentir carinho, nem mesmo quando bebê. Franklin se ressentia da falta de amor de Eva por Kevin, e reagiu mimando-o demais.

Eva parece ter sentido a maldade da criança ainda no útero, e Franklin, mais do que amar Kevin, amava a ideia de ter um filho. Ele parecia cultivar acima de tudo a fantasia da família americana perfeita, e por isso não conseguia enxergar as perversidades cada vez mais evidentes da criança. Eles eram ricos, bem educados, podiam pagar as melhores escolas e, ainda assim, eram disfuncionais. Mesmo nascendo em uma família afortunada, Kevin cresceu para se transformar em um assassino em massa.

Lionel Shriver escreveu Precisamos falar sobre o Kevin no começo dos anos 2000, um entre muitos períodos turbulentos da história dos Estados Unidos da América. O romance faz questão de refletir esses tempos de eleições conturbadas, ameaça terrorista, recrudescimento militar, e, no plano doméstico, massacres em escolas. O de Columbine aconteceu em abril de 1999, e ele é citado e contextualizado em Precisamos falar sobre o Kevin. Mas mais do que tratar objetivamente de um fenômeno bizarro como o desses assassinatos, o romance de Shriver é uma investigação psicológica das mentes que geraram esse tipo de tragédia ao mesmo tempo familiar e coletiva.

Acho que mais do que retratar a história de um assassino inspirada em acontecimentos da vida real, a autora parece querer exibir os problemas de uma nação que não consegue lidar com seus privilégios de país soberano - ou, numa outra forma de dizer: com seus problemas de país de primeiro mundo. Além de mimado, Kevin é entediado, irônico, cínico. Não consegue tirar prazer das coisas que se espera que uma criança goste, e, nesse sentido, ele parece ser uma continuação de Eva, sua mãe. Ela reluta em abraçar a vida familiar, despreza o sonho americano pelo qual o marido se encanta. Assim como Eric Harris e Dylan Klebold, os assassinos de Columbine, Kevin é o produto de uma desilusão.

Por causa disso, Kevin é a força do livro. Eva é a narradora, e por isso eu achei que minha identificação fosse ficar com ela, mas Lionel Shriver joga o interesse do leitor na direção de Kevin. Ele é uma pessoa ruim, isso fica claro desde o começo, quando Eva narra os primeiros anos de vida do menino que sabemos ser um assassino, mas os questionamentos e as sacadas que o livro consegue fazer se dão através dele. Kevin é um personagem inteiro, muito bem acabado. Sua personalidade é ao mesmo tempo um mistério e uma espécie de buraco negro; quem mais chega perto de desvendá-lo é Eva, e eu, leitora, me sentia a cada página cada vez mais induzida a tentar descobrir que coisas, exatamente, tinham moldado essa personalidade. E adivinha? No caso de Kevin, não há resposta, não há relação direta de causa e efeito. Assim como a mãe, ele é produto de desilusão, apatia e tédio, mas o que o fez percorrer este caminho ao assassinato? Um dos grandes méritos do romance de Lionel Shriver é manter as respostas inconclusivas que encontramos nas histórias reais. Assim como o quarto de Kevin, que a mãe tenta investigar em busca de pistas da personalidade dele, a resposta é um grande vazio.

O formato epistolar do romance me faz pensar que mais do que mandar cartas para o marido, a narradora Eva quer expurgar um pouco da culpa que ela não admite diretamente, mas que está lá, quase palpável, em cada capítulo. É uma culpa ao mesmo tempo individual e coletiva. Quando Eva reclama de seu filho, está falando nesses dois níveis. Franklin, um homem de vida simples e acima de tudo patriótico, ama Kevin incondicionalmente, e prefere não ver os problemas que estão na sua cara. Quando Eva relata as discussões que tinha com o marido por causa de Kevin, sinto que a questão se estende para o próprio país: de um lado o patriótico iludido e do outro o arrogante que desdenha do que tem. O fluxo desses pensamentos chegou a me irritar no começo, e admito que, como todos os acontecimentos estavam no passado, eu sentia que a exposição deles deixava a história menos sedutora. Mas depois da página cem eu fui atropelada por Kevin, e tudo o que eu queria era saber mais e mais da história dessa família. Por isso, nem o dilúvio de considerações da narradora - e suas ponderações que dizem mais respeito à realidade norte-americana - me tirou da história.

Lionel Shriver usa a trajetória de Eva, Kevin e Franklin como um microcosmo do que acontecia com o próprio país, mas isso não significa que a trama em si não é suficiente para envolver quem chega ao livro. Mesmo se deixarmos de lado o contexto e as metáforas, a história dessa família já vale o tempo investido.

O mundo pós-aniversário continua sendo meu livro preferido da Lionel Shriver, mas Kevin é definitivamente um dos melhores personagens que eu já conheci. Fica evidente que a autora fez uma pesquisa enorme para refletir nele as características de uma geração que cresceu com tudo à disposição, mas que ainda assim encontra motivo para sofrer e para avacalhar com tudo.

site: https://ninguemdeixababydelado.wordpress.com/2016/05/01/precisamos-falar-sobre-o-kevin/
Joice (Jojo) 01/05/2016minha estante
Esse livro está na minha lista. Que bom que gostou!
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Talita 02/05/2016minha estante
Vale a pena \o/
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Márcio_MX 02/05/2016minha estante
Li "Tempo é dinheiro". Tenho dois sentimentos sobre esse livro. A primeira metade é para quase desistir a outra é magnífica e vale o sacrifício de ultrapassar e persistir ao começo. Tanto que no fim dei 5 estrelas.
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Talita 02/05/2016minha estante
Tempo é dinheiro foi o que eu menos tive vontade de ler. Cedo ou tarde vou acabar pegando.
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Camille 13/04/2016

Incrível!
Precisamos falar sobre o Kevin conta a história de uma mãe que decidiu revisitar, por meio de cartas, sua vida e os caminhos que a levaram até o dia em que seu filho adolescente, Kevin, promoveu um massacre na escola em que estudava, matando nove pessoas. Ao longo dessas muitas cartas, Eva nos fala de sua vida antes e depois do nascimento do filho. As viagens, a família, o casamento feliz, o sucesso na carreira e a sensação de que tudo ia bem até demais. Com o nascimento de Kevin, as coisas mudaram para ela, que se viu diante do seu maior desafio: o difícil relacionamento com o filho. Acho que este é o relacionamento mais intrigante (pra dizer o mínimo) que li nos últimos tempos e devo confessar que ainda não cheguei a nenhuma conclusão sobre ele, se é que vou chegar um dia - continuo pensando.
Entre as recordações do passado, Eva também traz de volta ao seu presente. A vida da mãe de um assassino famoso nacionalmente. Ela passeia por sentimentos como culpa, ressentimento, raiva, pena, ódio e muitos outros e faz uma reflexão sobre os americanos, os Estados Unidos e sobre a "moda" que esse tipo de crime virou no país. -
Entre todas as coisas, o que mais me chamou a atenção nessa história foram os detalhes, tanto os de características dos personagens quanto das situações. Em toda linha lida eu tinha certeza de que esta era uma história escrita pela Eva e não pela (maravilhosa) Lionel Shriver. Fiquei muito impressionada!
Outro ponto que quero destacar é a altíssima complexidade dos personagens. Ninguém é parecido com ninguém e você termina o livro os conhecendo bem, nada é superficial. Nada é "de graça" nessa história. Tudo se entrelaça e tudo é válido. O livro me deixou com muitas reflexões sobre a natureza humana, o bem, o mal, os nossos relacionamentos... Terminei a leitura cheia de perguntas. E é assim mesmo que eu gosto!
Sei que não consegui exprimir aqui tudo que esse livro significa e os muitos motivos pelos quais a leitura é mais que recomendada. Mesmo assim, fico torcendo para que desperte a curiosidade de vocês e que leiam mesmo. Pela história e pela genialidade das palavras dessa mulher!

site: https://www.instagram.com/liecurti/
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Henggo 11/04/2016

Um soco (bem dado)
Há histórias marcantes - capazes de te fazer pensar sobre o mundo.

Há histórias brutais - as crueis sobre a vida.

Há histórias emocionantes - extratoras de lágrimas.

E há "Precisamos Falar Sobre o Kevin", aglutinadora de um pouco desses três conceitos.

Chocante? Sim. É um adjetivo propício. Mas, acima do choque, temos em mãos um relato sincero que extrapola a ficção, recai nas notícias diárias dos telejornais e deixa uma cicatriz profunda.

Não pelo Kevin, não pelos pais, não pelas cenas, "Precisamos Falar Sobre o Kevin" te faz olhar para dentro de si mesmo e (ao menos em minha experiência), reavaliar muitas coisas e refletir sobre o modo como fomos criados - e como pretendemos criar nossos filhos.

Em um claro movimento de posse de uma sociedade onde o "TER" um filho supera o conceito primordial do "SER" um pai, "Precisamos Falar Sobre o Kevin" é um soco (bem dado) no meio do estômago.
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Bruna 09/04/2016

Incrível
Resenha Literária do livro Precisamos falar sobre o Kevin, escrito por Lionel Shriver, teve sua primeira publicação em 2011 pela Editora Intrínseca e teve sua adaptação cinematográfica no ano de 2012. O livro nos traz a historia de Eva, uma mulher de meia idade que apesar de uma infância traumática tem uma empresa bem sucedida onde ganha a vida com viagens incríveis. Eva é casada com Franklin o amor de sua vida, aparentemente ela tem a vida perfeita, eis que surge o grande questionamento ter filhos ou não? Em meio a um momento de fragilidade emocional Eva decide atender o desejo de seu marido, mesmo que isso contrarie o seu e no exato momento em que embarca neste novo projeto ela se arrepende, como uma forma de contornar a situação ela se enche de expectativas e uma a uma todas são frustradas. Este e um livro incrível muito bem escrito e polemico.


site: https://www.instagram.com/p/BDy827CmSRn/?taken-by=coringaliterario
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Luka 31/03/2016

Precisamos falar sobre Kevin, mas não sei por onde ou como começar.
"Precisamos Falar Sobre o Kevin" não é um livro tão fácil de ler.

Nesse livro, Eva é uma mãe. (Nossa que legal).

Mas, ela não é uma simples mãe. Ela é mãe de Kevin.
Um assassino frio e loucão.

Ai você fica: Nossa coitada da Eva?

Coitada? Será que ela não tem culpa nisso não?

Eva narra vários acontecimentos da sua vida antes e pós Kevin em forma de carta dirigidas ao seu marido. Não é uma leitura fácil.

Muitas vezes eu refletia sobre o que estava lendo e ficava um tanto chocado com as descrições e emoções da Eva e do próprio Kevin (Até como eles se tratavam).

Bom, eu não sei o que mais escrever pq eu realmente não consigo expressar nada após ter lido esse livro. É uma reflexão pessoal que infelizmente não vou conseguir passar pra cá.

É uma história muito forte se você parar para refletir.
"Precisamos falar sobre o Kevin" não é apenas mais um livro de suspense. É um apelo. Um apelo para que os pais cuidem de seus filhos, olhem por eles, procurem entender o que se passa na cabeça deles e outras questões bem pessoais.

Não só um apelo, mas, de certa forma o reflexo de muitas situações da realidade (Kevin fala sobre pq fazia isso. É um tanto chocante e de forma banal que é tratada).
Um surpresa e tanto. Um ponto alto para refletir.

No final do livro, eu fiquei tão triste com o todo que nossa..
É uma baita reflexão.

Citação do início do livro que acho que descreve bem esse livro:

"É justamente quando ela menos merece que mais a criança precisa do nosso amor.

- Erma Bombeck"
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