Precisamos Falar Sobre o Kevin

Precisamos Falar Sobre o Kevin Lionel Shriver




Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Biahh da silva 14/08/2017

Surreal de Maravilhoso!
Este realmente é aquele livro surreal que você tenta não gostar do personagem principal pelo jeito de ele ser, e as coisas que faz mas não tem jeito você gosta dele, se apega e tudo mais comigo e com muita gente aconteceu isso mesmo tudo que o Kevin fez a gente se apegou ao personagem e tudo dele mesmo, tinha ate alguns momentos que eu estava lendo a respeito dele e da sua ''inteligencia'' se assim posso dominar, e eu fiquei pensando cara por que ele é tao inteligente e eu não? Sério loucura.
Demorei para ler por justamente saber que eu iria amar, e foi o que aconteceu
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Taci 08/08/2017

Perturbador
Duas dicas aos leitores: 1) A leitura se "arrasta" até a metade do livro, mas vale a pena insistir até o final da obra, os últimos capítulos são surpreendentes. 2) o livro traz um aspecto muito sombrio da maternidade, e portanto, pode ser ainda mais perturbador para algumas mamães em potencial.
A narrativa de Eva se dá através de cartas ao seu amado marido Franklin, e logo percebemos que os dois estão "separados" (mas não se sabe, de início, o porquê).
Eva amava sua vida de independência, viajando com bastante frequência para publicar seus guias de viagem.
Depois de muita resistência, a maternidade surge para Eva como a possibilidade de agradar o marido e também como forma de explorar "um novo e desconhecido país estrangeiro", e, dessa motivação fora do comum, nasce Kevin. A partir daí, acompanhamos, desde os primeiros dias de vida, o crescimento de uma criança estranha, que não demora a demonstrar uma inteligência afiada com traços de psicopatia, que pode enganar a muitos, mas não a mãe.
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Flávia 27/07/2017

Posso respirar agora?
Um livro de tirar completamente o fôlego!

Intenso, cheio de sentimentos e emoções para compartilhar junto com a personagem.
Não tem como não se comover com toda situação vivida.
Um misto de sentimentos no decorrer de cada página.

Com meu lado mãe, pude comover, intrigar e me abalar profundamente. Um misto de raiva com compreensão.
Saber que todo mundo está vulnerável a esta situação nos mostra o quanto somos incapazes de controlar determinadas situações.

Achei até mesmo que a confusão mental e linguagem muitas vezes complicada (que alguns leitores questionaram) fazem completo sentido neste livro.
Pensando pelo drama vivido, qualquer pessoa que passasse pela mesma situação não falaria de forma compreensível e transparente.
O contrário sim, seria de se estranhar se houvesse uma personagem escrevesse de forma clara e sensata narrando uma situação dramática, sofrível e cruel.

Um livro que serve como objeto de profundos estudos da mente humana.

Para quem gosta de entrar e fazer parte de um livro, aí está um que recomendo.
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Izabela 26/07/2017

"Desde que escrevi pela última vez, andei revirando meu sótão mental a ver se encontrava minhas ressalvas originais à maternidade. Lembro-me, sim, de uma montoeira de medos, todos do tipo errado. Caso eu tivesse enumerado as desvantagens da procriação, 'filho pode acabar sendo assassino' jamais teria aparecido na lista."

A primeira edição em português desse livro saiu em 2007. Lembro-me de ter visto essa capa na biblioteca da escola, ainda no ensino fundamental. Na época, uma criança, achei-a horrivel e um tanto traumatizante. Jamais imaginaria que teria interesse em lê-lo, e menos ainda que se tornaria um dos meus livros preferidos.

Essa história ficou extremamente conhecida principalmente após o lançamento do filme, em 2012: Kevin, um menino de 16 anos, comete uma chacina no colégio, matando 11 pessoas, entre alunos e funcionários que, de acordo com ele, foram escolhidos a dedo.

O livro trata da vivência de um casal, Franklin e Eva. Ele, um americano republicano e nacionalista, queria ter um filho. Ela, uma democrata que adorava viajar pelo mundo, o amava e queria fazer suas vontades, e tenta engravidar; no entanto, não queria um filho, e trata a gravidez, o parto e o relacionamento com o filho, Kevin, com repulsa.

"Desculpa, mas não fui eu que inventei esses filmes, e qualquer mulher cujos dentes tenham apodrecido, cujos ossos tenham perdido massa, cuja pele tenha ficado marcada sabe o alto preço que tem de pagar por levar um sanguessuga durante nove meses dentro da barriga."

Essa repulsa era recíproca. Kevin era frio, e sempre conseguia provocá-la, deixando-a com raiva ou medo. Ou as duas coisas.
São diversos os relatos de atitudes maldosas de Kevin com vizinhos e colegas de sala, como um em que Kevin remove uma peça da bicicleta do filho de um vizinho e o menino quase tem um acidente.

Uma das cenas que mais me chocou foi a de uma briga entre Kevin e a mãe, em que ela perde o controle e atira-o longe, e ele quebra o braço. Não é só a cena em si que é assustadora, por exprimir o ódio que Eva tem pelo filho, mas também a conversa entre eles sobre esse fato quando Kevin já estava preso, anos depois. "Tive orgulho de você. (...) Foi a coisa mais honesta que você já fez." A relação entre eles é curiosa, complicada e, acima de tudo, pesada.

A metáfora dessa tragédia escolar (a autora, inclusive, baseou-se em fatos verídicos) é a metáfora de uma relação familiar problemática. Afinal, Kevin já nasceu um psicopata ou seus atos foram fruto dessa relação? O livro é perturbador em muitos aspectos, por abrir a porta de duas questões muito complicadas: a primeira é a da possibilidade de um pai odiar um filho; a segunda, é a do que alguns pais possivelmente se perguntam diante de certas atitudes dos filhos: "onde foi que eu errei?"

site: https://nostalgialivresca.wordpress.com/2017/07/19/vamos-falar-sobre-o-kevin/
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Nadson 21/07/2017

Não desista!
Feito com uma linguagem rebuscada, e extremamente detalhado, pode se tornar um pouco cansativo, mas no fim e extremamente recompensados e surpreendente.
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Hugo S. 17/07/2017

Excepcionalmente bem escrito
No livro é perceptivel a grande organização dos fatos que conta a história de um modo peculiar (acontecimentos futuros no inicio e os descrevendo ao longo da história) onde reflete muito suspense, fatos altamente descritivos onde se pode imaginar todo o cenário e sensações, assim como os acontecimentos são revelados através de um rico vocabulário selecionado.
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Douglas.Pires 09/07/2017

Bem escrito
Mas arrasta muito, em minha opinião.
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Stela.Paixao 30/06/2017

Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver
Leitura intrigante e pesada onde uma mãe abalada psicologicamente escreve em cartas ao marido tudo que se passou em sua vida desde o nascimento do filho, nascido psicopata, ou não, tornando-se um (caberá o julgamento do leitor após apurar os fatos relatados no contexto).
É um livro de personagens totalmente psicológicas, vale lembrar então que a análise desses perfis é de extrema valia para chegar a um juízo de fato, pois, a própria mãe seria confiável em seus relatos? Descubra isso lendo e ponderando. Outras discussões colocadas em pauta é a culpa ou não da mãe pelos transtornos da criança e a negação de um pai ao ver problemas de um filho. Negação que leva a grandes infortúnios. A leitura pode ser massante e ao mesmo tempo delicada por tratar de crianças ruins que necessitam de amor. Ótima leitura para pessoas que procuram aprofundamento em sociologia e psicanálise.
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Claudia.Afonso 23/06/2017

Perturbador
Se estiver grávida não leia esse livro.
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Thainá 20/06/2017

Precisamos falar sobre o Kevin e também sobre a Eva
Kevin é um adolescente que está prestes a completar 16 anos, porém, três dias antes de seu aniversário ele decide matar oito colegas de classe, uma professora e um funcionário da escola. Após ser preso por esse ato, a sua mãe Eva Khatchadourian através de uma narrativa em primeira pessoa nos conta sobre a vida e convivência da sua família, desde a sua decisão em ser mãe pela primeira vez até o momento em que seu filho mais velho ficou conhecido como um sociopata.

Eva nunca quis ser mãe. Dona de uma empresa especializada em folhetos que buscavam divulgar os restaurantes e as hospedagens mais baratas ao redor do mundo, Eva era quem viajava para todos os países atrás de informações para o seu trabalho. Suas viagens pelo mundo e o marido Franklin eram o que havia de mais importante em sua vida, e só isso bastava para se sentir completa e feliz.

Porém, Franklin queria ser pai, e imaginava que com um filho em casa faria com que Eva desistisse de suas viagens e se dedicasse exclusivamente a família. Mesmo depois de muito relutar, ela acaba por concordar com a ideia de ser mãe e imagina que isso fará com que o marido não a abandone nunca, então fica grávida de seu primogênito, o complicado Kevin.

Kevin desde pequeno nunca se relacionou bem com a mãe, ao contrário de sua relação com o pai que sempre foi carinhosa e calorosa. Os dois não suportavam a presença um do outro e quase nunca conseguiam ter uma conversa onde Kevin não rebaixasse a mãe ou destorcesse suas palavras. Era como se Kevin pressentisse desde quando estava na barriga de que não era bem vindo para Eva. A relação entre mãe e filho ficava mais conturbada ao passo de que o menino ia crescendo e se tornando quase um homem.

Uma história que divide tantas opiniões sobre a mente psicótica do Kevin, que acabei me enchendo de teorias. Será mesmo que o Kevin já nasceu com uma mente sociopata ou será que a mãe dele é a principal razão para isso? Seu pensamento psicopata resultou de uma mãe fria, desatenciosa e que dizia para ele desde que estava na barriga de que ele não era bem vindo por ela?

A história é pesada, lenta e bastante descritiva. Se você já é mãe, vai sentir ainda mais o impacto das palavras de Eva, e digo isso de uma forma não tão positiva.

Resenha completa no blog Sonhando Através de Palavras

site: http://sonhandoatravesdepalavras.blogspot.com.br/2017/06/resenha-precisamos-falar-sobre-o-kevin.html
Daya 22/06/2017minha estante
Esse livro é muito bom e por falar nele, até o filme é!


Thainá 24/06/2017minha estante
Sim, ambos são. Mas, o livro tem detalhes muito importantes que não exploraram no filme, trazendo até uma carta emotiva maior, na minha opinião.


Thainá 24/06/2017minha estante
Carga*




Eu Pratico Livroterapia 13/06/2017

Precisamos Falar Sobre o Kevin
"Só porque se acostuma com uma coisa, não quer dizer que goste".
Vamos falar sobre Kevin?

A história de Kevin poderia ser confundida como uma história real de um dos muitos massacres
que ocorrem em escolas pelo mundo afora, principalmente nos Estados Unidos. Mas a autora nos brinda como uma narrativa melancólica de uma mãe, que sozinha, tenta exorcizar sua "culpa" pelo que seu filho fez. Intercalando sua narrativa em forma de cartas para um pai ausente, e sua rotina atual, ser desprezada por todos da cidade e visitar seu filho na prisão.
"Mas quando o coelho foi atropelado? Chorou durante uma semana. Eles sabem ver a diferença.
Nós estamos criando nosso filho para saber o que é certo e o que é errado. Talvez pareça injusto, mas a gente no fim tem que se perguntar sobre os pais."
Eva era uma guia turística cheia de energia, alegre e extrovertida, que se apaixona e consequentemente casa. O casamento por si só já a fazia realizada, ela não queria filhos. Achava uma responsabilidade que ela sentia-se incapaz de cumprir. Mas então, nasce Kevin.

Desde bebê notamos sua impaciência, seu tédio por assim dizer...Ele escraviza e enlouquece sua mãe, fazendo jogos psicológicos a nível de mestre.

Ela começa a se questionar se Kevin é assim por causa dela, da falta de empatia e amor por sua parte. Sente- se péssima mãe... até que nasce o segundo filho: uma menina muito meiga e amada. E ela percebe que talvez o problema não seja realmente com ela...
"Pelo que vejo, o mundo está dividido entre os que veem e os que são vistos, e há cada vez mais plateia e cada vez menos o que ver."
Mesmo após o nascimento de sua segunda filha, as relações já estão num nível intransponível para eles. Kevin com o passar do tempo se torna mais egoísta e despótico e a única que percebe é sua mãe, seu pai é cego à essas coisas dizendo ser "normal".

Mesmo com toda a percepção de Eva, o inevitável acontece. E agora ela terá que conviver com os olhares tortos e o ostracismo social do qual sofre.
"A senhora sabe para onde vai quando morrer?
Sim, na verdade eu sei.Eu vou direto para o inferno"
Você já devem terem percebido que gosto de leituras com temas polêmicos, mas Precisamos Falar Sobre o Kevin, foi uma das leituras mais difíceis que já fiz. Aquele nó na garganta, aquele sentimento de impotência, e a forma como ela se martiriza e aceita tudo...Também vi o filme e ambos são muito bons e indico, mas não tenho nenhuma intenção de vê-lo (filme) ou ler o livro novamente.


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/04/precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel.html
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Priscila 11/06/2017

Precisamos falar sobre o Outro
Que livro! Leitura densa e prazerosa, que convoca à reflexão sobre as idealizações das relações familiares (e especialmente entre pais e filhos), e sobre a maternidade.
Impossível não perceber a analogia presente no nome da mãe de Kevin, Eva, uma referência à mulher ligada ao pecado original, a primeira mãe e portanto a primeira culpada da História. Um romance em que o leitor se vê contaminado pelos sentimentos e perspectivas dos diferentes personagens, sem jamais chegar à Verdade ou à Motivação do adolescente, uma vez que pouco o ouvimos, só temos acesso a ele pelo olhar da mãe. Ao final a única conclusão possível é que não importam os caminhos, consanguineos ou não, daquilo que nos é familiar, o Outro permanecerá sempre Outro: parcialmente acessível, parcialmente compreensível, eventualmente amado.
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Priscila 11/06/2017

Que livro! Leitura densa e prazerosa, que convoca à reflexão sobre as idealizações das relações familiares (e especialmente entre pais e filhos), e sobre a maternidade.
Impossível não perceber a analogia presente no nome da mãe de Kevin, Eva, uma referência à mulher ligada ao pecado original, a primeira mãe e portanto a primeira culpada da História. Um romance em que o leitor se vê contaminado pelos sentimentos e perspectivas dos diferentes personagens, sem jamais chegar à Verdade ou à Motivação do adolescente, uma vez que pouco o ouvimos, só temos acesso a ele pelo olhar da mãe. Ao final a única conclusão possível é que não importam os caminhos, consanguineos ou não, daquilo que nos é familiar, o Outro permanecerá sempre Outro: parcialmente acessível, parcialmente compreensível, eventualmente amado.
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Giselle.Pires 28/05/2017

Posso dizer que valeu a pena ter insistido nesse livro (visto que já tinha abandonado uma vez). As primeiras paginas são difíceis, mas me senti recompensada no fim da história, confesso que chorei.
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