Precisamos Falar Sobre o Kevin

Precisamos Falar Sobre o Kevin Lionel Shriver




Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Giulia Castro 24/04/2018

Interessantíssimo
Ganhei esse livro de um amigo da minha mãe quando eu ainda era criança, ele disse que todo mundo precisava conhecer Kevin, e eu concordo.
Incrivelmente assustador, mexe muito com a nossa curiosidade de saber o que passa na cabeça de um assassino em série.
O livro é feito de cartas que a mãe escreve para o pai de Kevin tentando encontrar explicações do porque o filho ter feito o que fez. De quinze em quinze dias ela o visita no reformatório e são as partes que a gente corre pra chegar esperando que nessas visitas ela encontre um porque.
Leitura cansativa, mas fantástica!
Um dos meus livros favoritos.
E me fez ter medo de ter filhos rs.
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Paula.Martuchelli 05/04/2018

Um soco na boca do estômago!
Definitivamente, este livro me deixou desnorteada. Ainda no comecinho, estava meio descrente, achando que era só mais um daqueles sucessos de crítica que na realidade são bem fraquinhos, mas estava redondamente enganada.
Logo, não se deixem enganar: o comecinho vagaroso, que narra o relacionamento do casal, a vida á dois, até o momento em que decidem ter um filho, é só um preâmbulo para aquilo que está por vir e que será narrado magistralmente pela autora :o nascimento e desenvolvimento de Kevin e sua relação com a mãe.
É magnífica a forma como a autora descreve as sensações (ou ausência delas) que a mãe vivencia com Kevin, desde o momento do seu nascimento. Somos levados a refletir, a todo momento, em que medida as atitudes da mãe influenciavam as atitudes do filho e vice-versa.
Há momentos pesados, e neles, somos levados a ler e reler o mesmo trecho diversas vezes, tentando absorver todo o impacto do acontecimento.
Há também uma forte crítica à sociedade contemporânea e um final que posso dizer ter sido, na ausência de expressão melhor, o "golpe final" e me deixou vários dias refletindo.
Porém, já alerto, não leia esse livro com pressa. Ele merece ser lido com calma, em momentos em que você pode se concentrar o suficiente para reler as mesmas partes diversas vezes, bolando múltiplas interpretações e teorias. Me demorei bastante nele e posso dizer que foi uma leitura que vai me marcar para a vida toda..
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Dani 24/03/2018

Precisamos Falar Sobre O Kevin, Lionel Shriver
Precisamos Falar Sobre O Kevin aborda a violência entre os jovens, mas especificamente aqueles que, por algum motivo, abrem fogo em suas escolas. Sempre vemos casos assim, estes sempre deixando as mesmas perguntas. Por que eles fazem isso? O ambiente em que foram criados têm alguma relação?

''Quanto eu não daria, hoje, para voltar aos tempos em que não fazia ideia do que teria pela frente.''

Já li alguns livros com essa temática, que exploram a maldade em crianças, e o assunto nunca deixa de me fascinar, de forma que fui ficando cada vez mais cativada por esse livro.
Ele é narrado por Eva Khatchadourian, através de cartas que ela escreve para seu ex-marido, Franklin. Essas cartas trazem assuntos do cotidiano dela, mas sempre acabam falando sobre tudo que aconteceu.

''Assim como todo relacionamento em que há compromisso de ambas as partes, a mentira tem de ser mantida, e com muito mais empenho que o dedicado à verdade, que continua sendo uma mera verdade descuidada sem ajuda de ninguém.''

Kevin, filho do casal, com apenas 15 anos assassinou várias pessoas na escola, hoje cumprindo pena em uma instituição para jovens. Eva perdeu sua família, sua vida, por isso e sofre com as consequências dos rumos que sua vida tomou, onde todos parecem culpá-la pelos atos de seu filho.
A personagem revela então, aos poucos, detalhes do que aconteceu. Inicia contando sobre as visitas que faz ao filho, depois aprofundando sobre a vida de Kevin, problemático desde o nascimento.
Esse é um livro que pode parecer difícil de ler no início, por causa das voltas que a personagem dá para contar os fatos nas cartas, e também pelo excesso de detalhes, mas realmente me prendeu e me interessou.

''A culpa ensina uma lição muito clara da qual outras pessoas talvez possam obter consolo: se ao menos ela não..., e com isso torna a tragédia evitável.''

Apesar de focar naquela temática, usando vários fatos durante a narrativa, Precisamos Falar Sobre O Kevin levanta vários pontos importantes, principalmente sociais. Nos leva a refletir bastante sobre o papel de uma mãe na sociedade, por exemplo, relacionamentos familiares, e outras situações sociais.
Eu só me senti estranha porque nunca havia me perguntando sobre a mãe, em especial, de alguém que fez algo como Kevin fez. Sempre penso que a pessoa é apenas perturbada e, claro, sempre haveria um preconceito com a família inteira, mas nunca enxerguei a mãe como descarga para tudo. Mesmo assim, concordo que é impossível não querer perguntar, à mesma, se ela notou algo no filho, se ela podia ter impedido. Afinal, é o que a sociedade pensa.

''Só posso presumir que essas pessoas bem-intencionadas sintam-se comovidas com a minha aflição. Mas me incomodou que quase todo esse consolo tenha sido oferecido por estranhos, o que o fez parecer sem valor; e um certo toque de vaidade deixou transparecer que essa clemência conspícua transformou-se na versão religiosa de dirigir um carro chamativo.''

O livro todo, de certa forma, gira em torno dessa palavra. Como impedir tragédias como essa? Como lidar com a culpa, mesmo que não seja, especificamente, você a causa? Eva é muito atormentada por pensamentos como esses, por ter sido sempre enxergada como a pessoa que deveria ter visto os sinais. Ela me dividiu bastante; por um lado, fez coisas que não devia ter feito quando estava tão sem preparo e, por outro, não posso deixar de sentir pena dela já que ela pagou o dobro do que fez. Acho que ninguém sabe, realmente, no que está metendo quando toma alguma decisão, quando tenta algo novo. E as consequências, ás vezes, são grandes demais.

''Não há batalha mais fadada ao fracasso do que a travada com o imaginário.''

São poucos personagens além dela, com Franklin também sendo esboçado aos poucos. Senti muita raiva dele por ser tão cego, mas também é fácil entendê-lo, apesar de o conhecermos pelo ponto de vista de Eva.
E, então, há Kevin. Eva tenta, em suas cartas, esmiuçar cada detalhe da personalidade do filho. Ele é realmente um personagem complexo, com uma mente que ficava louca para compreender, junto à sua mãe. Uma pessoa fria, extremamente inteligente, e capaz de coisas tão terríveis feitas de forma tão brilhante. Kevin é realmente interessante e, apesar de tudo, fiquei com pena dele também. Imaginar alguém tão, sei lá...vazio.
Essa leitura me lembrou de algo que eu havia percebido em alguns livros ou histórias e que, de certa forma faz sentido: será que as pessoas sempre manifestam assim o que são, desde o berço? Nem sei se consigo expressar bem mas, no caso do personagem, desde que nasceu ele demonstrava a mesma personalidade de adolescente. Aquela pergunta sobre o "mal" ser algo que nasce com a pessoa sempre me vem.

''Jamais teria me imaginado como alguém capaz de perder tempo com o que os outros pensam, mas quem entesoura segredos culpados acaba inevitavelmente fascinado pelas aparências.''

Um livro, sem dúvidas, muito impactante e bem construído. Cada detalhe bate com o outro, tudo bastante convincente e, ás vezes, até dá para esquecer de que é ficção. Os últimos capítulos são totalmente tensos, onde é contado em detalhes o que aconteceu na tal quinta-feira. É chocante, mas não deixa de me fazer me sentir admirada pelo personagem, por ter pensado em tudo assim. Essa parte meio que traz à realidade de que é uma estória ficcional, já que é um crime incrível demais para ser real.

''Engraçado como a lembrança de um dia normal é a primeira que some.''

Por ser todo focado em psicologia assim, quando iniciei a leitura pensei que haveria alguma conclusão para a tal grande pergunta. Mas a estória fecha com mais esse choque de realidade intrigante: ninguém sabe, nem irá saber. Tragédias assim acontecem porque acontecem, por mais que sejam terríveis. Não há como saber porquê, nem de quem é a culpa. No fim, não faz diferença.

site: http://cookiescreamandmint.blogspot.com.br/2018/04/precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel.html
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Thaty 22/03/2018

Maravilhoso!!
Esse livro me prendeu do começo ao fim e me fez refletir muito, adorei ele.
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Aninha 02/03/2018

Precisamos falar sobre o Kevin
Meu Deus que final marcante, chorei demais nas últimas páginas, destruiu meu coração e me fez querer pegar a mãe do Kevin e abraçá-la eternamente!
Super indico, livro pesado, com temas fortes e bem reflexivo!
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mateusinho 24/02/2018

Surreal demais a construção dessa família
Esse foi um daqueles livros que estava juntando pó na estante há um tempão sem motivo nenhum. No entanto, parece que não teve momento mais oportuno do que esse para lê-lo, visto que recentemente a onda de tragédias em escolas norte americanas estão ocupando grande espaço nas mídias. “Precisamos falar sobre o Kevin” vem à tona não apenas para nos chocar com uma tragédia cometida por um adolescente, mas para tentar nos fazer entender, aos olhos da mãe do garoto, as motivações que o levaram a fazer o que fez.

O livro é contado através de cartas escritas por Eva, mãe de Kevin, para seu marido, Franklin. E é através dessas que conhecemos tudo o que precisamos saber, e até o que não precisamos, sobre a história de Kevin. Antes de tudo, somos bem ambientados sobre a vida de uma Eva solteira. Como ela era superambiciosa, independente e que gostava de enfrentar desafios. Até que Franklin aparece na sua vida, e mesmo sendo um modelo totalmente diferente do que ela esperava ser o homem da vida dela, eles ficam juntos.

É uma introdução bem grande, diga-se de passagem, da vida dela e como o Franklin se inseriu nela. Parte que serve apenas para que a gente entenda como a Eva é uma pessoa bem diferente do Franklin. Enquanto ela gosta de viajar e ser independente, ele é aquele sujeito meio quadradão que nutre o sonho de ser pai de um menino.

Por mais que a Eva não tivesse nenhuma pretensão de conceder esse anseio do marido, a sua tara por desafios foi maior e, na esperança que o desejo de ser mãe surgisse quando a criança nascesse, como muitas mães dizem, aceitou o desafio e engravidou. Só que assim que a “semente” apareceu em seu útero, sentiu que aquilo não estava certo. E realmente não estava.

Ao longo do livro vamos percebendo como Kevin, ainda na barriga da Eva, dava indícios que ia fazer da Terra um inferno. São mostradas diversas situações, no decorrer da infância do garoto, em que ele mostra ser uma coisa de outro mundo. É como se ele tivesse uma inteligência maligna e surreal que não quisesse mostrar para ninguém, muito menos para seu pai, que o mimava um bocado. Sendo assim, Eva era a paranoica que via o filho como ele realmente era, enquanto o pai não conseguia acreditar em nada que ela falava porque o Kevin, aos seus olhos, era só uma criança levada, como qualquer uma.

Somos levados a diversas situações em que o Kevin se mostrou ser um caso perdido, e sem motivo nenhum, pois mesmo não sendo genuíno, a Eva tentava ter o comportamento padrão de mãe que tanto é cobrado pelas pessoas. Até que, finalmente, já no final do livro, sabemos como ocorreu a chacina que ele fez na escola, comentada na sinopse do livro. Além de outras coisas que eu não esperava...

“Precisamos falar sobre o Kevin” é um livro com uma trama bem adulta. Então espere por períodos longos, palavras difíceis e desnecessárias, algumas contextualizações que não acrescentam em nada... Mas também espere por um aprofundamento psicológico absurdo. Uma construção de uma família totalmente diferente do que você já pode ter lido.

Acredito que o livro se preocupa bem mais em montar uma imagem caótica de família, do que necessariamente contar sobre a chacina. Por mais que seja um pouco desgastante ler todos aqueles capítulos iniciais sobre a vida da Eva antes de ter o Kevin, eles são essenciais para entendermos sua relação com o filho posteriormente. Assim como é de puxar os cabelos da cabeça ver o quão cego o Franklin é pelo filho, em alguns capítulos, e como o Kevin é uma pessoa surreal e ao mesmo tipo sutil e inteligente em não demonstrar isso para o pai. Ou seja, a leitura é bem desgastante em alguns momentos, mas nos momentos certos ela recompensa com uma trama surreal que faz a gente ficar de boca aberta com a existência do Kevin, e como ele tem 0 motivos para ser desse jeito.
Késsia 24/02/2018minha estante
Ele também está aqui na prateleira juntando poeira. Depois dessa sinopse me interessei mais em lê-lo!




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Rafael 18/02/2018

"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."
Precisamos Falar Sobre o Kevin sempre foi uma história que me chamou atenção, pela premissa de um massacre escolar. Isso era o máximo que eu sabia sobre ele, por isso, ao iniciar a leitura, não imaginava o que me aguardava.

Algo que é unânime em qualquer opinião sobre o livro é que é uma leitura arrastada! A forma de narração causa estranheza inicialmente e muitas vezes parece não levar à nenhum lugar, sendo apenas páginas e páginas sem sentido. Junto à isso, temos o fato da história não possuir nenhum alívio cômico, é uma leitura densa e dramática do início ao fim. Porém, tudo se encaixa no final, nos mostrando que nenhum momento foi inserido sem necessidade. E que final! Totalmente inesperado e chocante.

Os personagens também são extremamente bem construídos. Eva possui inúmeros defeitos - e expõe todos durante as cartas - e erra em diversos momentos com Kevin, mas ainda assim nos importamos com ela, em vista de todo seu sofrimento pelos atos do filho. Seu dilema entre ser culpada ou não é doloroso. E Kevin é um tipo único, que nos "conquista" assim que aparece e mesmo quando não está no ambiente, sentimos sua presença, sempre à espreita - já quando se faz presente, a sensação de leitura arrastada some totalmente. O pai é um personagem passivo, que nos causa irritação todo o tempo, por isso é a relação entre Eva e Kevin que nos conquista.

A escrita de Lionel é incrível. É possível ver que ela teve todo um cuidado com a cronologia da história para que tudo se encaixasse no fim, além dos diálogos crus e verdadeiros, como se ela tivesse passado por tais momentos. É um misto de diversas sensações quando a leitura é concluída, principalmente após uma declaração de Eva.

É óbvio que indico! Apesar do problema com a narrativa pesada, vale a pena persistir. A adaptação feita em 2011 também ficou excelente, e Tilda Swinton e Ezra Miller merecem todos os elogios pela interpretação de Eva e Kevin. Entretanto, como a Tati Feltrin bem observou na resenha dela, talvez não funcione muito para quem não leu o livro. Então, caso você tenha a chance de lê-lo, não a deixe passar.

site: http://crushforbooks.blogspot.com.br/
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Kinha 16/01/2018

Incrível
Um dos melhores livros que eu já li! Que história incrível, macabra, mas incrível. Mostra lados da vida que nem sempre queremos ver. Uma mãe que não queria ser mãe, sentimentos diferentes por diferentes filhos, uma vida que não é o que ela esperava. Um filho sádico, e um relacionamento entre mãe e filho terrível, que faz pensar... Com certeza merece ser lido!
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Luiza 14/01/2018

É complicado explicar o que foi esse livro. Teve momentos em que eu o amava, e outros que eu simplesmente não o suportava. Foi uma experiência e tanto.
É um tema que me interessa bastante, desenvolvido de uma maneira brilhante, e repleto de reflexões (não necessariamente relacionadas) em diversas partes.
Porém...
Eu me via passando os olhos rapidamente ao longo de alguns parágrafos, desejando quase pular grande parte deles, pois não acrescentavam nada à historia em si. O ritmo é bastaaaante lento, e isso por vezes deixava a leitura cansativa. E a mãe do Kevin! Minha nossa senhora, que mulher mais xarope! Ela é uma personagem interessante por ser algo bastante diferente do convencional, demonstrando ser "politicamente incorreta" diversas vezes (e por isso merece reconhecimento, aprecio coisas que causem desconforto), mas só. Me peguei revirando os olhos em vários de seus diálogos rs.
Apesar desses probleminhas que tive, não muda nem um pouco o fato de que o livro é absolutamente incrível! A maneira como certas atitudes do Kevin eram descritas me deixaram tensa diversas vezes, é uma escrita obscura que mexe com o leitor.
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Suellennobre23 10/01/2018

Surpreendente
Então, eu li o famoso livro "Precisamos Falar Sobre o Kevin" e agora posso ser considerada uma das pessoas que alimentam sua tão merecida fama.
A sinopse? Kevin, com 15 anos de idade assassinou nove alunos da escola onde estudava.
A estória é narrada em primeira pessoa por Eva, a protagonista, através de cartas a seu marido Franklin.
Confesso que a narrativa prolixa me desestimulou na primeira vez que tentei lê-lo, mas agradeço pelas tantas resenhas que li; estas me fizeram dar uma segunda chance.
Por mais irônico que possa parecer, é justamente por causa dessa narrativa que somos inseridos no dia-a-dia e nas lembranças de Eva, tanto do fatídico dia quanto ao longo de sua vida. É como se pudessemos nos colocar no lugar dela, sentir o que ela sentiu, ver o que ela viu e ouviu e pensar como reagiríamos a certas coisas se estivéssemos em seu lugar.
Já imaginou se seu filho ousasse fazer algo assim? Já pensou no que diria, faria, sentiria?
Talvez se sentiria culpado de alguma forma?!
A autora teve tato ao tratar dessas questões. Até quando você pode ou deve se culpar sobre as coisas que outras pessoas sob sua responsabilidade fazem?! Deve pelo menos pensar nessa hipótese?!
Enfim, só lendo para entender tudo o que eu quis dizer.

Entrou para a minha lista de favoritos, com certeza.
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Ed 08/01/2018

Perfeito
Viajar pela imaginação da Shriver é como embarcar na maior montanha russa do mundo e no final cair direto em um assustador castelo de terror da Disney. A escrita dela é desconcertante mas ao mesmo tempo instigante, não da para simplesmente parar de ler.
Precisamos falar sobre o Kevin é sem sombra de dúvidas sua obra prima, foi escrito com tanta precisão, não tem uma vírgula que não esteja no seu devido lugar, depois dele ainda vamos falar muito sobre os Kevins da vida e por mais sórdido que possa soar, todos nós temos um pouquinho de cada um dos personagens. Ela como sempre acertou em cheio.
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Mari 18/12/2017

Um tema difícil de ser discutido
Eu já havia iniciado este livro no ano de 2014, mas não estava gostando da leitura, pois não estava me prendendo. No entanto, eu fiquei com ele no pensamento e não pretendia me dar por vencida, até que neste ano de 2017 eu peguei ele novamente para ler e dessa vez foi!! O início é um pouco cansante - onde é exposto a relação dos pais do Kevin e toda aquela dúvida de ter ou não filhos - mas a medida que as páginas avançam o livro se torna melhor.
Gostei do tema proposto pela autora, já que ela foi corajosa em discutir e colocar à tona um assunto tão delicado e até mesmo desconfortável que é a questão de "filhos imperfeitos e problemáticos" de forma que o leitor reflita sobre o que é ser pai e mãe nos momentos difíceis em família.
Em relação ao final - especialmente a última carta escrita pela Eva - é ótimo, emocionante e revelador, uma vez que ao longo de todo o percurso do livro é nítido que ela o ama independentemente do que ele fez, mas no finalzinho do livro a autora nos mostra de forma verdadeira e dolorosa o amor de uma mãe pelo seu filho.
Eliza 08/02/2018minha estante
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Barbara 07/04/2018minha estante
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