Precisamos Falar Sobre o Kevin

Precisamos Falar Sobre o Kevin Lionel Shriver




Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


394 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Giancarlo.Buracoff 28/09/2017

Visão geral
Muitos temas são abordados nesta incrível obra: estabilidade, sucesso, vazio, dúvida, casamento, repulsa, intransigência, maldade, maldade, maldade mais uma vez, cinismo, falsidade, infantilidade, despreparo, sufoco, medo, desconfiança, insegurança, vingança, terror, tortura, abuso, inconsequência, tragédia, culpa, pressão psicológica, surpresa, aceitação...
Junte tudo isso e o resultado é esse livro! Minha gente, simplesmente não é pra qualquer um.
Se você estiver passando por um momento delicado da vida e se você se envolve muito com suas leituras, sugiro que passe longe pois esse livro vai mexer contigo, vai te irritar, vai te fazer mal...
Mesmo assim achei incrível, primoroso.
comentários(0)comente



Fernando Henrique 27/09/2017

Assustadoramente estranho.
Kevin me mostrou um lado que sempre vejo as pessoas esconderem em si mesmas. Eva por sua vez teceu a história de forma espontaneamente incrível. Um livro que mostra um mundo paralelo que nós não nos importamos. Uma experiência de leitura que agregou muito valor, que enriqueceu minha mente de informações assustadoras, esperançosas, animadas e acima de tudo com perplexidade. Acabo essa leitura com a boca formando um O. Jamais teria previsto um final tão inesperado.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Glétsia 12/09/2017

Precisamos falar sobre Kevin ... são cartas dirigidas a um marido, ou podemos dizer para si mesma, já que o tal marido está morto (uma das vítimas do próprio filho). Assim a a autora das cartas faz uma espécie de catarse, tentando compreender o que aconteceu de errado para que seu filho fosse um psicopata. Apesar de ser uma história interessante e ter inspirado um ótimo filme confesso que achei a leitura de 528 páginas bem cansativa. Não é uma leitura que te prenda ao ponto de não querer largar o livro e ficar ansiosa pelo que acontece depois. Talvez tive essa percepção por ter assistido o filme primeiro.
Bruna 20/09/2017minha estante
O livro é chato mesmo




Guynaciria 12/09/2017

Precisamos falar sobre o Kevin
Romance epistolar, em que a mãe do Kevin relata os acontecimentos que levaram o filho a cadeia. A histórias é narrada em dois tempos: No passado, em que Eva recorda alguns fatos inquietantes em que Kevin esteve envolvido, e no presente, onde ela visita o filho na cadeia.

Com o transcorrer dos anos, a mãe do Kevin foi perdendo a sensibilidade, ela já estava tão calejada que dificilmente se surpreendia com alguma coisa.

Durante a primeira parte da leitura, foi inquietante observar como a relação mãe e filho era conflituosa. Esses dois personagens pareciam ser metades opostas de um mesmo ser, tinham várias similaridades, mas ao mesmo tempo algumas distinções que os afastava.

Enquanto Kevin demonstrava ser um sociopata, altamente meticuloso, com a racionalidade sendo o seu ponto principal. A mãe dele, era uma mulher egoísta e por vezes desprezível, que nunca amou o filho e que era incapaz de colocar qualquer outro ser humano em primeiro plano.

Em um dos diálogos mais marcantes do livro, o Kevin fala para a mãe, que você não ama uma coisa só porque se acostumou com ela, afinal de contas ela se acostumou com ele. Deixando claro, que ele era consciente da falta de amor da mãe.

Temos mais dois personagens que se destacam, um é o pai do Kevin, para quem a mãe dele escreve as cartas, recordando o passado e contando fatos do seu cotidiano. Esse personagem é intragável ao meu ver, ele tentava passar uma ideia de que amava o filho indistintamente e para isso, evitava qualquer tipo de punição para os mal feitos do filho, fechando os olhos para tudo que ele fazia e por diversas vezes tirando a autoridade da mãe do garoto.

Por outro lado temos a Celia, garota doce e gentil, irmã mais nova de kevin, a quem ele tratava com um certo grau de desprezo e indiferença. A garota era o oposto do irmão, ela era tão apegada a mãe que chegava a demonstrar uma certa dependência física da mesma.

Essa não foi nem de longe uma leitura fácil, por diversas vezes tive que parar e respirar um pouco, digerindo aqueles fatos que eram apresentados. Mas, o final me surpreendeu de tal forma, que eu passei, se não a admirar, pelo menos a entender o Kevin e a sua mãe.

No final das contas, eu acredito que esse foi um dos melhores livros do ano, pois como todo bom livro, ele me tirou da minha zona de conforto.

Bjos!

site: https://wordpress.com/stats/day/utopialiterariaentreamigas.wordpress.com
comentários(0)comente



Valério 05/09/2017

Aflição
A história é contada em dois tempos distintos. Um no presente, com a mãe visitando Kevin na prisão. O outro no passado, quando os motivos que levaram Kevin a ser preso vão ficando cada vez mais claros.
O tempo presente é sempre uma interessante discussão e disputa psicológica entre mãe (a esta altura já anestesiada) e seu filho.
O tempo passado esconde a grande aflição dessa mesma mãe ao ir percebendo aos poucos que tem dentro de casa um psicopata meticuloso, manipulador e frio de gelar a espinha.
O grande problema é que o menino vê claramente que o pai não é tão esperto como a mãe. E o manipula brilhantemente. E aí é que vem a aflição. Através dos olhos maternos, podemos ver todos os sinais, todos os indícios do mal que reside em Kevin. Mas o pai, como tantos que há por aí, se recusa a ver, cego pelo amor paterno.
É de dar nos nervos ver a luta da mãe para convencê-lo (e fracassar. Fragorosamente. A ponto de Kevin sempre acabar ficando como vítima).
Um desfecho horrível, de machucar a alma.
Mas um alerta necessário a tantos pais que se negam a enxergar os filhos que tem em casa. Ainda que vários graus abaixo da psicopatia de Kevin, a cegueira para os problemas e defeitos dos filhos muitas vezes é muito semelhante.
De gelar o estômago.
Flavia Mel 05/09/2017minha estante
viu o filme?


Valério 05/09/2017minha estante
Eu tinha visto o filme antes de ler o livro. Quando li o livro, nem lembrava que já tinha visto o filme.
Terminado o livro, fui feliz da vida ver o filme.
E só aí lembrei que já havia assistido. Por aí se vê como as impressões que o livro me passou são tão diferentes das impressões do filme.
(Como sói acontecer na grande maioria dos casos).
E você?
Viu? Leu?


Flavia Mel 05/09/2017minha estante
vi e li. Achei o filme raso, comparado ao livro. Não senti aquele nó no estômago com o filme. Talvez a leitura tenha diminuído o impacto. Gosto bastante desse tema (psicopatia). Gostei só do livro


Flavia Mel 05/09/2017minha estante
Mas e vc? Gostou do filme? (Sobre o livro eu já sei rs)


Valério 05/09/2017minha estante
Gostei. Mas não foi marcante. Tanto que li o livro e em nenhum momento me lembrei que havia visto o filme. Somente lembrei quando comecei a assistir ao filme pela segunda vez. Filme mediano.


Flavia Mel 05/09/2017minha estante
Isso, bem mediano msm. Principalmente pra quem já entrou em contato com a complexidade de sentimentos provocadas pelo livro...


Valério 05/09/2017minha estante
Mesmo no meu caso, que assisti o filme antes, ficou devendo.. mas tudo bem, o livro compensou.


Flavia Mel 06/09/2017minha estante
Agora, com Vertigo, vou fz o caminho inverso. É um dos meus filmes preferidos. Tenho medo de me desapontar com o livro rs. Se bem q tinha o msm receio com e o vento levou. E pois que nada! Gostei mto dos dois.


Flavia Mel 06/09/2017minha estante
Ainda sobre, Reparação tb vi filme primeiro, e gosto dos dois. Acho q o problema é só com Kevin msm, mas depois desse duplo mortal no estômago, te q tá bom..


Valério 06/09/2017minha estante
huahauha. duplo mortal no estômago.
Geralmente, não consigo gostar muito dos filmes depois que leio os livros. E quase sempre acho os livros muito melhores. Os filmes ficam parecendo rasos. São poucas as exceções.
À espera de um milagre, de Stephen King. Que filme sensacional. Até melhor que o livro.
Cemitério Maldito, também do Stephen King, eu gostei do filme (mas, nesse caso, mais do livro).
Tenho que assistir Psicose. Tenho que ler e assistir Vertigo.
Tenho que ver "E o vento levou" (terminei a leitura hoje)
Tenho que assistir "Bonequinha de luxo". Tem vários outros filmes que preciso assistir por já ter lido o livro. Mas não sou muito fã de filmes antigos.
Tentei assistir "O sol é para todos". Mas não dei conta.
Aparentemente, você é bem mais cinéfila que eu.


Flavia Mel 06/09/2017minha estante
Eu tb não, até desisti de assistir. Até hj não vi guerra e paz... qdo eu vejo o filme primeiro, geralmente gosto dos dois. Se leio primeiro e filme perde a graça, a não ser q eu demore anos pra assistir. Não conheço nada só Stephen King! Tenho o cemitério aqui mas nunca li. Medrosa!...


Flavia Mel 06/09/2017minha estante
Sobre ser mais cinéfila, sou nada! Isso é td do tempo do zagai. Meu hábito de leitura não é antigo, é recente. Sou leitora bebe. Faz uns 5 anos q leio, apenas. Antes sim, era cinéfila. Até descobrir a literatura... agora não sobra tempo. Ou vontade msm...




spoiler visualizar
John 01/09/2017minha estante
Adorei a resenha. Conseguiu expressar muita coisa que eu não tinha percebido ou tinha deixado de lado.




Biahh da silva 14/08/2017

Surreal de Maravilhoso!
Este realmente é aquele livro surreal que você tenta não gostar do personagem principal pelo jeito de ele ser, e as coisas que faz mas não tem jeito você gosta dele, se apega e tudo mais comigo e com muita gente aconteceu isso mesmo tudo que o Kevin fez a gente se apegou ao personagem e tudo dele mesmo, tinha ate alguns momentos que eu estava lendo a respeito dele e da sua ''inteligencia'' se assim posso dominar, e eu fiquei pensando cara por que ele é tao inteligente e eu não? Sério loucura.
Demorei para ler por justamente saber que eu iria amar, e foi o que aconteceu

site: https://biahhysilva.wordpress.com/2017/08/18/precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel-shriver/
comentários(0)comente



Taci 08/08/2017

Perturbador
Duas dicas aos leitores: 1) A leitura se "arrasta" até a metade do livro, mas vale a pena insistir até o final da obra, os últimos capítulos são surpreendentes. 2) o livro traz um aspecto muito sombrio da maternidade, e portanto, pode ser ainda mais perturbador para algumas mamães em potencial.
A narrativa de Eva se dá através de cartas ao seu amado marido Franklin, e logo percebemos que os dois estão "separados" (mas não se sabe, de início, o porquê).
Eva amava sua vida de independência, viajando com bastante frequência para publicar seus guias de viagem.
Depois de muita resistência, a maternidade surge para Eva como a possibilidade de agradar o marido e também como forma de explorar "um novo e desconhecido país estrangeiro", e, dessa motivação fora do comum, nasce Kevin. A partir daí, acompanhamos, desde os primeiros dias de vida, o crescimento de uma criança estranha, que não demora a demonstrar uma inteligência afiada com traços de psicopatia, que pode enganar a muitos, mas não a mãe.
comentários(0)comente



Flávia Carvalho 27/07/2017

Posso respirar agora?
Um livro de tirar completamente o fôlego!

Intenso, cheio de sentimentos e emoções para compartilhar junto com a personagem.
Não tem como não se comover com toda situação vivida.
Um misto de sentimentos no decorrer de cada página.

Com meu lado mãe, pude comover, intrigar e me abalar profundamente. Um misto de raiva com compreensão.
Saber que todo mundo está vulnerável a esta situação nos mostra o quanto somos incapazes de controlar determinadas situações.

Achei até mesmo que a confusão mental e linguagem muitas vezes complicada (que alguns leitores questionaram) fazem completo sentido neste livro.
Pensando pelo drama vivido, qualquer pessoa que passasse pela mesma situação não falaria de forma compreensível e transparente.
O contrário sim, seria de se estranhar se houvesse uma personagem escrevesse de forma clara e sensata narrando uma situação dramática, sofrível e cruel.

Um livro que serve como objeto de profundos estudos da mente humana.

Para quem gosta de entrar e fazer parte de um livro, aí está um que recomendo.
comentários(0)comente



Izabela 26/07/2017

"Desde que escrevi pela última vez, andei revirando meu sótão mental a ver se encontrava minhas ressalvas originais à maternidade. Lembro-me, sim, de uma montoeira de medos, todos do tipo errado. Caso eu tivesse enumerado as desvantagens da procriação, 'filho pode acabar sendo assassino' jamais teria aparecido na lista."

A primeira edição em português desse livro saiu em 2007. Lembro-me de ter visto essa capa na biblioteca da escola, ainda no ensino fundamental. Na época, uma criança, achei-a horrivel e um tanto traumatizante. Jamais imaginaria que teria interesse em lê-lo, e menos ainda que se tornaria um dos meus livros preferidos.

Essa história ficou extremamente conhecida principalmente após o lançamento do filme, em 2012: Kevin, um menino de 16 anos, comete uma chacina no colégio, matando 11 pessoas, entre alunos e funcionários que, de acordo com ele, foram escolhidos a dedo.

O livro trata da vivência de um casal, Franklin e Eva. Ele, um americano republicano e nacionalista, queria ter um filho. Ela, uma democrata que adorava viajar pelo mundo, o amava e queria fazer suas vontades, e tenta engravidar; no entanto, não queria um filho, e trata a gravidez, o parto e o relacionamento com o filho, Kevin, com repulsa.

"Desculpa, mas não fui eu que inventei esses filmes, e qualquer mulher cujos dentes tenham apodrecido, cujos ossos tenham perdido massa, cuja pele tenha ficado marcada sabe o alto preço que tem de pagar por levar um sanguessuga durante nove meses dentro da barriga."

Essa repulsa era recíproca. Kevin era frio, e sempre conseguia provocá-la, deixando-a com raiva ou medo. Ou as duas coisas.
São diversos os relatos de atitudes maldosas de Kevin com vizinhos e colegas de sala, como um em que Kevin remove uma peça da bicicleta do filho de um vizinho e o menino quase tem um acidente.

Uma das cenas que mais me chocou foi a de uma briga entre Kevin e a mãe, em que ela perde o controle e atira-o longe, e ele quebra o braço. Não é só a cena em si que é assustadora, por exprimir o ódio que Eva tem pelo filho, mas também a conversa entre eles sobre esse fato quando Kevin já estava preso, anos depois. "Tive orgulho de você. (...) Foi a coisa mais honesta que você já fez." A relação entre eles é curiosa, complicada e, acima de tudo, pesada.

A metáfora dessa tragédia escolar (a autora, inclusive, baseou-se em fatos verídicos) é a metáfora de uma relação familiar problemática. Afinal, Kevin já nasceu um psicopata ou seus atos foram fruto dessa relação? O livro é perturbador em muitos aspectos, por abrir a porta de duas questões muito complicadas: a primeira é a da possibilidade de um pai odiar um filho; a segunda, é a do que alguns pais possivelmente se perguntam diante de certas atitudes dos filhos: "onde foi que eu errei?"

site: https://nostalgialivresca.wordpress.com/2017/07/19/vamos-falar-sobre-o-kevin/
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Nadson 21/07/2017

Não desista!
Feito com uma linguagem rebuscada, e extremamente detalhado, pode se tornar um pouco cansativo, mas no fim e extremamente recompensados e surpreendente.
comentários(0)comente



Hugo S. 17/07/2017

Excepcionalmente bem escrito
No livro é perceptivel a grande organização dos fatos que conta a história de um modo peculiar (acontecimentos futuros no inicio e os descrevendo ao longo da história) onde reflete muito suspense, fatos altamente descritivos onde se pode imaginar todo o cenário e sensações, assim como os acontecimentos são revelados através de um rico vocabulário selecionado.
comentários(0)comente



Douglas.Pires 09/07/2017

Bem escrito
Mas arrasta muito, em minha opinião.
comentários(0)comente



394 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |