Dezenove Minutos

Dezenove Minutos Jodi Picoult




Resenhas - Dezenove Minutos


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Helder 14/01/2014

Não sou perfeito, eu não esqueço
Esta frase faz parte da musica Teatro dos Vampiros do Legião Urbana e é mais uma das pérolas perfeitas criadas por Renato Russo.
Ao terminar o livro 19 Minutos de Jodi Picoult, esta frase me veio a cabeça muito forte. Acredito que se o homem tivesse a capacidade de esquecer, sua vida seria muito mais tranquila.
Este livro me fez pensar bastante sobre a maior fraqueza do ser humano: O Ego. Ouso até dizer que o EGO é o nosso órgão mais fraco. É mais suscetível do que o fígado a um pacotinho de batatas fritas. São poucos aqueles que conseguem ligar a tecla f... e viver deixando qualquer coisa para lá.
O ser humano é um bicho incomodado e cruel por natureza. Ele precisa se auto afirmar. Precisa ser aceito e ser querido. São poucos os que conseguem viver sozinhos e tranquilos sem a necessidade da opinião alheia. E a cada geração esta necessidade de socialização parece ficar maior. Assim como a crueldade do homem.
Quem nunca sofreu bullying?? Mas quantos já mataram por isso? Pelo que me lembro, eu sempre fui extremamente tímido e me senti um peixe fora dagua até mais ou menos a minha 6ª serie, onde digamos , encontrei o meu nicho de mercado. Mas na minha época os ícones e padrões a serem seguidos eram menores. Mas sinto que o tempo deixou as crianças mais cruéis, e isso deve ser uma característica do nosso capitalismo selvagem. Cada vez é mais importante ter e parecer, e existem filmes e programas de TV que criam ídolos e modas a serem consumidas, e assim moldam padrões a serem seguidos. Ai quando alguém sai desta curva, ele corre o sério risco de ser banido. E olha que aqui estou falando de Brasil. Imagina o nível de competição e de padrão a ser buscado e seguido em um país competitivo como os EUA?
Hoje tenho 2 filhos e me preocupo muito com isso. Como pai, acho que posso ajuda-los nesta inclusão social, mas por outro lado, existem sempre características pessoais que devem ser respeitadas. Meu filho mais velho era extremamente tímido, assim como eu era e antes de mim meu pai também. Porém hoje já está mais solto e as vezes me parece que ele é o líder da gang. Mas devo me orgulhar dele ser o líder ou devo manter o sinal aceso, prestando atenção se hoje ele não desrespeita aqueles que agem exatamente como ele fazia??
E é este o tema deste livro de Jodi PIcoult, que sempre escolhe temas polêmicos para escrever. Confesso que esperava mais, pois normalmente a autora costuma nos deixar perdidos sob diversos pontos de vistas, onde ninguém está 100% certo ou errado. Normalmente conseguimos nos colocar em diversos papeis, e quando nos atentamos, percebemos que agiríamos tanto quanto o mocinho como quanto o bandido, digamos assim, por mais que os livros de Jodi não tenham estes estereótipos bem definidos e detalhados.
O livro conta a estória de Peter e Josie. Peter é zoado pelos meninos mais velhos desde o primeiro dia em que vai para a escola. E Josie sempre o defende. Enquanto criança eles são os melhores amigos, até que na adolescência, Josie percebe que também pode ser popular, e acaba deixando Peter de lado. E ele continua sendo perseguido pelo grupo, até que uma hora estoura e comete uma chacina.
Como discussão de uma chacina, o melhor livro já escrito continua sendo Precisamos Falar Sobre Kevin. Mas ali, a chacina vinha da maldade, e essa tinha um fundo genético. Aqui o criminoso não é mal. Foi como se tivesse funcionado como uma panela de pressão.
Com relação a este livro, para mim ficou um pouco a dever. Achei que o livro discutiria mais outros pontos de vistas, tipo a liberação do armamento nos EUA, a posição fraca da escola para evitar o bullying, a presença da família para evitar o bullying, etc. De quem é a culpa deste tipo de reação tão comum nos EUA nos últimos anos??
Mas achei a discussão um pouco superficial. Acho que Jodi poderia ter pegado mais pesado nos diversos dilemas morais, tipo a juíza Alex que fora ajudada pela mãe de Peter quando Josie nasceu e agora tem que julgar o menino. O advogado de defesa que tem um filho pequeno e aceita uma causa mesmo sabendo que existem diversas provas de que o réu matou e feriu diversas pessoas. As próprias vitimas que nunca fazem uma autocritica sobre se suas atitudes não foram as motivadoras de tamanha explosão. Os pais das vitimas que também deveriam fazer uma autocritica sobre suas parcelas de culpas ao enxergarem somente anjos em seus filhos. A escola, podia ter feito algo para evitar isso?
A discussão que mais se aprofunda é sobre o papel dos pais. Os pais são culpados pela ação do filho? Foram omissos ou muito permissivos?
Mas mesmo com estes defeitos para o padrão Jodi Picoult, este é um livro muito interessante e que prende a atenção. E como disse acima, a autora consegue fazer o leitor vestir diversas camisas durante a leitura e conseguimos sentir a dor de Peter, de Josie, dos pais, de Alex.
No fim existe uma pequena surpresa que me mostrou definitivamente o problema causado pelo Ego. O medo de não ser aceito talvez seja um dos maiores perigos que nos cercam. Nós , como pais devemos estar extremamente atentos a isso. Com certeza eu quero que meu filho seja o líder e seja querido, mas preciso ensiná-lo a respeitar os outros sempre.
Fica a dica!
Dirce 15/01/2014minha estante
Gostei da resenha a do tema abordado, Helder.


Arsenio Meira 16/01/2014minha estante
Putz, Helder. Começar com o verso clássico da emblemática canção "Teatro dos Vampiros" é meio caminho andado. Renato Russo para sempre. E o tema é cativante. Não é um tema carismático, mas tormentoso, o que o torna cativante do mesmo jeito! "Em defesa de Jacob", do William Landay, que justapõe suspense, drama, o papel dos pais, a questão científica da herança genética de antepassados (se influencia ou não nas atitudes das pessoas) me agradou demais, e esse romance, a julgar por sua análise tem tudo para embalar. Valeu! Vou ler.


Peônia 28/01/2014minha estante
Adorei sua resenha, principalmente o início dela qdo citas Renato Russo.
Parabéns! Deu realmente vontade de ler o livro!


Larissa Haerolde 21/08/2015minha estante
Excelente resenha!




Leninha Sempre Romântica 01/07/2013

Alguns dias atrás eu escrevi a resenha do livro Quando você voltar - Kristin Hannah e exaltei o quanto eu admiro o patriotismo dos americanos, seu desejo desde o berço em proteger e servir o seu país. Por isso não podia deixar de dizer, depois da leitura de Dezenove Minutos, o quanto eu repudio, nesses mesmos americanos, a forma como eles criam e educam os seus filhos. Certo, posso estar generalizando, mas essa é a minha opinião quanto a esse fato.

As escolas americanas são conhecidas pela formação de grupinhos, acredito que muitos já assistiram filmes onde é fácil notar a existência dos grupos de atletas, dos valentões, das garotas populares, dos nerds, dos drogados e enfim, daqueles que são separados dos outros, quase que à dedo, e que sofrem dia após dia o tão terrível bullying.

Crianças e adolescentes que tem seus pertences roubados, o dinheiro do lanche confiscado, são empurrados, presos em armários, afogados em vasos sanitários. E o que não se estranha é que esses fatos são vistos pelos maiorais que os praticam, como simples brincadeiras. Mas para aqueles que sofrem o bullying não é só isso, pois essas ditas “brincadeiras” afetam suas vidas de forma irreparável.

Foi assim com Peter, o garoto tímido e frágil da história de Dezenove Minutos. Desde o seu primeiro dia de aula, ainda no jardim de infância, ele foi maltratado pelo grupo de valentões, que ainda eram crianças como ele. E isso perdurou até sua adolescência. Por um período de tempo ele se apoiou numa única amizade, Josie, mas ela de repente passou a fazer parte do grupo do qual ele fugia dia a dia. Peter então, passa a viver num mundo onde é excluído, maltratado, afastado da grande massa, sem amigos e muito solitário.

Fermentou dentro dele por toda uma vida o desejo de se ver livre desses maus-tratos. Até o dia em que o menino frágil tomou uma atitude que mudaria sua vida e a de todos os envolvidos nessa sua longa trajetória de sofrimento.

Eis então que surge a grande pergunta, aquela que fervilha durante toda a leitura: Quem é realmente o verdadeiro culpado por uma tragédia?!

Dezenove Minutos é um daqueles livros que nos transporta para o meio da história, você se sente um coadjuvante de todos os fatos, vivencia o sofrimento dos personagens, e fica tão envolvido que não consegue tomar partido. Fica durante toda a trama buscando respostas para as inúmeras perguntas que fazem a cabeça do leitor, quase explodir.

Uma história que deveria ser lida por todos e com certeza iria fazer com que o leitor repensasse alguns conceitos.

Primeiro livro que leio da autora Jodi Picoult e com certeza não será o último. Ela consegue prender o leitor com uma narrativa esclarecedora, que transita entre o passado e o presente, usando como ponto de partida o dia que mudou a vida de todos na Sterling High School.

Uma história comovente que aborda um tema atual e triste, que já fez parte da realidade de alguns estados americanos e que infelizmente também já ocorreu no Brasil. Com uma escrita fácil de acompanhar, um tema profundamente bem explorado, a autora nos brinda com uma história inesquecível que mexe com os nossos sentimentos mais caros. Aborda não só o relacionamento entre os alunos de uma escola e suas reações diante de uma tragédia, quanto também como isso afeta de maneira direta os sentimentos de todos os familiares envolvidos e de toda uma cidade.

Com certeza esse é um dos livros que eu voltaria a ler em qualquer momento da minha vida, porque acredito que seu tema será sempre atual, infelizmente.

Espero ter conseguido atiçar sua curiosidade em relação ao livro, pois estou certa que essa é uma história que todos deveriam ler, sem sombra de dúvidas ele vai se tornar um marco nas suas leituras, assim como passou a fazer parte do rol de indicações que farei a partir de agora.
Uma história que deve ser apreciada, uma narrativa totalmente absorvente e que vai tornar a leitura instigante e fazer com que o leitor corra para descobrir seu final surpreendente.
Ana 03/10/2013minha estante
Leninha, concordo quando diz: "Eis então que surge a grande pergunta, aquela que fervilha durante toda a leitura: Quem é realmente o verdadeiro culpado por uma tragédia?!". Já li Vário livro da autora e são extraordinários, obrigam o leitor a reflectir sem duvida!! E Sim este livro deveria ser de leitura obrigatória.


Helder 14/01/2014minha estante
Tenho filhos, e gostaria que eles sempre fossem da turma dos populares. Me doi as vezes quando vejo que um amigo gosta mais de outro amigo e menos do meu filho. Mas também sei que preciso tomar cuidado para que ele não vire o líder delinquente do grupo. Lobo na pele de cordeiro. Este livro me mostrou a dificuldade em escolher um lado e o quanto temos que estar alertas para não permitir desvios que levem para caminhos sem volta




Ivi 10/09/2014

DEZENOVE MINUTOS (Jodi Picoult)
Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 26º livro lido em 2014 e foi DEZENOVE MINUTOS (Jodi Picoult). Tempos atrás eu descobri que um filme que eu havia gostado muito tinha sido baseado em um livro desta autora. Porém este livro ainda não tinha sido publicado no Brasil. Mesmo assim, procurei outros títulos dela e acabei ganhando este aqui no meu aniversário. Desconhecia a sinopse, não sabia qual eram as características de escrita dela, mas algum instinto de leitora compulsiva me avisava que eu ia gostar...

O livro nos traz uma premissa desgastada e assustadora na realidade americana: um adolescente entra em uma escola e sai atirando nos alunos, funcionários e professores que estiverem na sua frente. Como em casos conhecidos na realidade, o atirador foi vítima de bullyng e naquele dia, decidiu se vingar de toda a maldade que faziam contra ele, sendo assim, ele mata 10 pessoas e fere brutalmente mais 19, mas aí temos um diferencial da vida real para com a ficção do livro: o atirador não se mata ao final do massacre, a polícia consegue prendê-lo e o livro basicamente vai se desenvolver sobre o inquérito e ter o seu desfecho no julgamento.

As primeiras páginas do livro são confusas, vários trechos nos dando a introdução sobre os personagens principais, porém já no início da narrativa somos espectadores da barbárie cometida por Peter Hougnton e tudo a partir disso é escrito de forma quase poética, apesar de ser impactante e em alguns momentos assustadora. E ainda que a premissa seja desgastada e o início confuso, o livro é incrível!!!

Peter sofreu com o bullyng na escola desde o jardim de infância e somado à isso, ele tinha um irmão mais velho perfeito, logo, seus pais inconscientemente acabavam fazendo comparações entre ele e o irmão e, Peter cresceu desenvolvendo uma auto estima extremamente negativa sobre si mesmo. Quando criança, ele tinha uma amiga que chegou a defendê-lo com ardor das crianças que implicavam com ele, a Josie e, eles mantiveram a amizade até que Josie é seduzida pelos adolescentes populares do colégio e acaba se afastando de Peter, mais que isso, ela agora faz parte do grupo que age contra ele.

O livro se divide entre presente e passado e entre uma coisa e outra, conseguimos conhecer Peter intimamente. Da mesma forma, sabemos quem é a Josie e quais seus motivos para evitar a amizade com Peter. Esses dois personagens são tão vivos e incrivelmente tão bem descritos na história que eu confesso que até o tom de voz de cada um deles eu saberia reconhecer.

Apesar dos assassinatos, foi impossível não humanizar o Peter, não se compadecer dele, não amá-lo como ele era. Foram tantas humilhações e violências sobre ele, tantos momentos onde ele era diminuído e açoitado como ser humano que a minha vontade era me aproximar dele, abraçá-lo e dizer que tudo ia ficar bem. E não só me envolvi com ele em função do seu sofrimento: Peter é inteligente, possui diálogos originais, é uma pessoa interessante. Em contrapartida, encontramos Josie se acovardando mediante uma amizade pura, fiel, verdadeira para ser aceita por um grupo de adolescentes superficiais, ignorantes e despreparados para serem humanos.

No massacre, Josie é uma sobrevivente, nem sequer se feriu, ainda que estivesse ficado frente a frente com o assassino. Ela estava com Matt, o namorado dela que era um dos perseguidores de Peter, quando este os encurrala no vestiário e ela assiste Matt morrer e então ela não se lembra dos momentos finais até Peter ser pego pela polícia.

Sabemos que é impossível para Peter ser absolvido, afinal, foram 10 mortos e nem todo bullyng do mundo é capaz de justificar essa violência, mas eu me vi torcendo por ele, eu me vi em vários momentos da narrativa, tentando imaginar um final menos corrosivo do que ele ser condenado a prisão perpétua e quando surpresas são reveladas no fim do julgamento, quase enlouqueci de emoção e ansiedade.

Eu adorei o livro. É uma história forte, triste, violenta, mas escrita de uma maneira tão bonita que quando terminei de ler, fechei o livro e o abracei, acho que num gesto estranho de querer abraçar os personagens.

Além de Peter e Josie, as pessoas que fazem parte do dia a dia, tanto do inquérito, como no passado, são muito bem construídos. Os pais de Peter que o amavam intensamente e nem desconfiavam que a dor do filho pudesse culminar em uma tragédia assim. A mãe de Josie, uma mulher forte, inteligente e que deixou a vida afastá-la da filha. O advogado de defesa de Peter, tão humano e perspicáz e o detetive policial que ganha a cena em várias páginas com diálogos inteligentes e justos.

Enfim, o livro é uma verdadeira obra de arte. Eu já li vários livros em que o bullyng é usado como pano de fundo, mas nenhum que tenha sido tão intensamente explicado. Já li tantas histórias de adolescentes sendo abusados emocionalmente, mas nenhum que me fez amar tanto o personagem. Esta é uma história que merecia ganhar mais espaço dentro das escolas, o assunto deveria ser mais debatido de forma que o bullyng acabasse sendo punido com mais vigor e justiça. O livro é forte, mas muito atual e um debate inteligente sobre sua temática seria de um ganho grandioso para uma geração que acredita que ser popular, é mais importante que ser verdadeiro.

O livro é recheado de quotes ótimos e mais que isso, algumas pequenas explicações sobre diversos assuntos que já ouvimos falar e que nem sempre conseguimos opinar. Foi complicado escolher apenas um para colocar na resenha.

Super recomendo, com certeza, foi um dos melhores livros que eu li este ano.
Douglas 08/06/2015minha estante
Me convenceu a investir na leitura!




Kayan 21/06/2020

Vamos falar sobre 19 min.
Não é um conto simples. Aviso que tem tantas partes incrivelmente reais, que você se identifica por ja ter visto/feito/sofrido aquela ação. Todos os personagens são importantes e todos os pontos de vista são debatidos nessa obra.
Não dá pra negar o trabalho perfeito que a autora realizou nessa obra, chega a ser assustador como esse livro descreve a vida mudando em 19 minutos.

Foram 19 minutos para entrar, puxar o gatilho e ser o culpado.

Mas no decorrer dessa obra você se questiona: Quem é o culpado?
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Letícia 20/02/2020

quero ler todos os livros dessa mulher
é o segundo livro da Jodi que eu leio, e mais uma vez não me decepcionei. Apesar de os capítulos serem bem grandes, em nenhum momento me senti cansada da leitura. quanto mais eu lia, mais eu queria ler. nem parece que o livro tem tantas páginas! a escrita da Jodi é super fluida e me deixa entretida do início ao fim.
esse livro fala de um assunto muito sério e sensível, e eu fui capaz de me colocar no lugar de muitos personagens, apesar de não concordar com certas atitudes.
acredito que seja uma leitura muito enriquecedora nesse sentido de nos fazer trabalhar mais nossa empatia pelo próximo.
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Micha 28/10/2013

Perturbador
Livros com a "temática Columbine" já não são mais novidade. Retratar histórias de garotos que promovem tiroteios na escola é comum, ainda mais porque isso já aconteceu algumas vezes na vida real. Mas a abordagem de Jodi Picoult instiga o leitor a ficar do lado do assassino, não das vítimas. Sim, isso mesmo! O jovem Peter matou dez colegas e feriu 19 ao entrar atirando na escola, mas quando o passado do garoto começa a ser contado, chegamos a dar razão àquele ato insano. Peter é mais uma entre tantas vítimas de bullying, aguentou calado desde o jardim de infância diversas humilhações físicas e verbais, até que um dia resolveu tomar uma atitude. Ao ser preso, ele conta que "foram eles que começaram", "só queria que tudo aquilo parasse". Ao contar a história sob diferentes pontos de vista, a autora humaniza o atirador. O mais perturbador é que ao saber de todos os fatos que o levaram ao crime, o leitor chega a pensar que alguns colegas de Peter mereciam morrer. Mas o clímax do livro é o final, surpreendente e revelador, que nos faz entender cada trecho da história com mais clareza. A princípio, achei o livro um pouco longo e enrolado, mas depois percebi que cada informação, por mais irrelevante que parecesse, se tornou imprescindível no final da história. Cada momento dos personagens trazia a chave para a solução final. De tirar o sono, deixar o leitor pensando e refletindo sobre o que é, afinal, justo na vida escolar. Incrivelmente, terminei o livro com pena de Peter e dando razão à crueldade que ele cometeu, foi isso que me deixou mais perturbada...
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Luiza 19/01/2014

Quem cria um verdadeiro monstro?
Nenhum livro conseguiu mexer tanto com as minhas emoções como Dezenove Minutos. Durante toda a leitura eu me coloquei no lugar de todos os personagens, principalmente do Peter.
Ah, Peter. O assassino. Mas minha lágrimas foram as suas...

Peter, é um adolescente que sofre bullying desde o seu primeiro dia no jardim de infância. Diferente, maltratado, sempre se sentido inferior em relação ao seu irmão perfeito, só tinha a sua amiga Josie ao seu lado. Até chegar ao ensino médio.
Como acabar com a humilhação? Peter só viu uma saída: acabando com o culpado.

Quem é o culpado?

A adolescência pra mim foi uma das épocas mais difíceis, e me deparar com um personagem como Peter foi um turbilhão de emoções. Eu sentia a humilhação dele e a minha própria.
O livro todo eu me perguntava: Quem foi o culpado? Quem realmente começou?
Claro, nada justifica o que ele fez, mas eu entendi o porquê.

" Você nunca elaborou um plano, como o Peter, de percorrer a escola
matando sistematicamente as pessoas que mais o tinham magoado,elaborou, Derek?
Não disse ele. Mas às vezes eu queria ter feito isso."

Todos deveriam ler esse livro. O bullying está presente em praticamente todas as escolas, presente na vida de muitas crianças e adolescentes. Eu posso dizer o quanto isso afeta porque, hoje, já no meu segundo ano de faculdade, meu maior medo é ser rejeitada. Eu ainda sou o que eles disseram. É claro, vai passando com o tempo, talvez a idade, o amadurecimento e decisões te ajudem a dizer quem você realmente é...

"O importante é o que todo mundo pensa sobre como você se veste, o que você come no almoço, que programas de TV você assiste, quemúsicas você tem no seu iPod.
Mas eu sempre me perguntei: Se a opinião de todo mundo é o que
importa, então você chega a ter opinião própria?"

Outra coisa que mexeu muito comigo foi a família do Peter. Ver que seu filho não é aquilo que pensava, a culpa de não ter feito algo ou feito demais. O sofrimento da família era tamanha que eu senti que nunca iria passar, que seria horrível pra sempre. E talvez fosse. Peter não era um filho indesejado, seus pais sempre faziam o que achavam que era certo, e o certo seria se o fizesse feliz. Eles o amavam.
Amor não seria suficiente?

O autora consegue te levar completamente para a vida de cada personagem do livro. A leitura é rápida, nem um pouco repetitiva e não dá pra parar de ler.
Super recomendo!
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Fernanda Pereira 24/04/2020

Triste retrato da sociedade atual...
Não consigo deixar de pensar que se as pessoas fossem prioridade na vida de todos, os pais teriam mais tempo para seus filhos ao invés do trabalho, a escola pensaria mais na formação moral de seus estudantes ao invés de conhecimentos acadêmicos, as pessoas se importariam mais umas com as outras...

Talvez isso seja um pensamento utópico, ou ainda que acontecesse não resolveria todos os problemas... mas acredito que boa parte das pessoas que chegam ao limite de tirar a vida de outra não sentiria essa "necessidade"...

O livro me fez pensar em quanto nossa sociedade cuida pouco das pessoas, e as impulsiona cada vez mais para longe daqueles que amam...
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Marcela.Simao 22/05/2020

O ser humano deveria aprender a respeitar o próximo. Este livro deveria ser leitura fundamental nas escolas, em casa, pra família. É um mal que aflige muitas crianças. O bullying me chama atenção e me interessei demais, comecei a ler achando que seria uma leitura rápida, mas precisei parar varias vezes para tentar assimilar tantas informaçoes que possui no livro. É impossível não se comover com tudo. Esse caso é fictício, porem, depois da leitura fiquei pensando na quantidade de casos reais que estão espalhados por ai.


site: https://vidanaminhaestante.blogspot.com/
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Literatura 06/09/2013

Qual o limite para revidar?
Jodi Picault sempre teve a incrível capacidade de me emocionar. Suas obras retratam momentos-chave, cenas essenciais do enredo da vida onde nossas posições são reavaliadas e emoções descontruídas. E em Dezenove Minutos (Verus, 545 páginas) não foi diferente.

Através desta obra ficamos conhecendo a cidadezinha de Sterling, um pacato lugar no interior dos EUA que é abalado por uma notícia fatídica. Peter, um rapaz retraído e recluso devido ao bullying escolar explode, leva uma arma para a instituição onde tem aulas e atira em todos, matando dez alunos. Após o ato, ele acaba por salvar Josie, uma das poucas sobreviventes, levando-a até um ambulância. Logo em seguida se entrega à polícia, sem resistência, mudando a vida de todos para sempre.

A autora sabe como contar uma história. A melhor forma de expor isso é como ela dá voz aos mais variados personagens, mostrando todas as facetas e personalidades de cada um dos envolvidos, desde o detetive responsável pelo caso, a mãe do atirador, sua melhor amiga, chegando até ao próprio Peter.

Enquanto o julgamento ocorre, as vozes dos envolvidos na história vem do passado nos esclarecer, desvencilhar nós e mostrar quanta dor e sofrimento levaram Peter a fazer aquilo. Porque quem faz o bullying acha que não tem importância, mas quem o recebe sabe de onde vem a dor. A narrativa, dividida por dias, leva-nos através do tempo, chegando até o momento presente, interando-nos da situação com maestria. O mais impactante é ver as múltiplas vozes durante os dezenove minutos que o massacre acontece, por isso o nome do livro.

Veja resenha completa no site:

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/2013/09/resenha-dezenove-minutos-qual-o-limite.html
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Michelle 25/08/2015

"A aceitação começava em casa, mas a intolerância também."
O tema desse livro, o Bullying me chama muito atenção! Sempre que eu encontro algo que aborde eu vou a procura para ler. No caso desse livro não foi diferente, vi a sinopse, me interessei demais, comecei a ler achando que seria uma leitura rápida apesar do tamanho do livro, mas precisei parar diversas vezes para tentar absolver a quantidade de informação que a autora colocou nesse livro. Tanto nas mensagens diretas, como nas entrelinhas, uma 'pista' estava lá.
Com a fluidez da leitura, nos vemos inseridos nessa história como um espectador privilegiado e ao mesmo tempo 'as cegas'! O livro é narrado em terceira pessoa, sendo descritos de diversos ângulos, tanto do Peter (atirador), como pelas vitimas, pela família dele e muitos outros personagens envolvidos diretamente ou indiretamente nesse drama.
A sensibilidade com que as situações familiares foram descritas, são muito fáceis de se identificar! Acabamos nos identificando, seja com um personagem, com uma situação, com o Peter até.
Até o final do livro não consegui identificar de fato o 'bandido' e o 'mocinho', não consegui fazer isso devido a profundidade dos detalhes, da construção dos personagens. É impossível não se sensibilizar com esse livro, com esse relato, mesmo sendo fictício. Esse caso é fictício, mas após a leitura ficamos imaginando a quantidade de casos reais que estão espalhados. Procurar culpados nisso é muito difícil! Existem diversas variações, complexidades, fatores.
O ser humano necessita aprender a respeitar o próximo. Não ser igual ao outro, não faz de você diferente, faz você ser você. A mensagem que esse livro trás deveria ser obrigatória nas escolas, nas casas, para termos uma visão ampliada desse mal que assola tantas crianças. Como mãe me analisei e continuo me analisando após horas de conclusão da leitura!
sandra 27/08/2015minha estante
Oi Mi, já leu a Lista Negra , também é sobre este tema , e sobre esta autora li O Pacto , achei muito bom também, ótima resenha .




Leeh 10/09/2020

Um livro muito intenso, que te faz pensar muitas coisas. Demorei um pouco a ler pois é um livro que trata de um tema muito pesado e, infelizmente, muito comum nos dias atuais. Me coloquei no lugar dos personagens diversas vezes. Esse livro nos faz refletir muito sobre nossas atitudes em relação à outras pessoas. Como todos os livros da Jodi que li até hoje, esse também é excelente!
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San... 17/03/2015

Esse é um assunto sério, que merece nada menos que seriedade ao ser comentado. O ser humano carrega consigo o bem e o mal, o sagrado e o profano, o certo e o errado... Assim, não me estranha a vítima que se transforma em algoz ou o algoz que se transforma em vítima... Acredito que não haja fórmula mágica para se formar bons cidadãos (ou maus), porque parto da premissa que as pessoas são únicas e cada uma tem necessidades também únicas... Quando não vivemos uma situação específica, acaba sendo muito fácil, muito cômodo, escolher lados, apontar dedos, ver tudo como preto no branco. O livro mostra as nuances que a maioria de nós prefere não enxergar, as falhas que carregamos conosco, as falhas que permitimos aos nossos... O livro fala pelas entrelinhas, aliás, não fala, ele grita, sobre nossas omissões, sobre consentimentos calados, sobre preconceitos e noções deturpadas, sobre a cegueira dos que não querem enxergar.... O livro conta da pequenês humana, mas isso só descobre quem presta atenção ao que não é falado. Afora o que se esconde, o leitor se depara com dilemas morais fortes, com situações insuspeitas... Vale a leitura pelo que fala... e pelo que cala...
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kamila victoria 06/09/2015

Maravilhoso!
Depois que terminei o livro, minha vida literária acabou.
Dezenove Minutos é chocante, triste, e bonito. Os personagens são complexos e o protagonista é cativante, mesmo que tenha cometido tais atos descritos no livro. É impossível não torcer para que tudo dê certo com ele, não dá para não se apegar. Recomendadíssimo!
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Marcia Lopes 13/12/2015

`Em dezenove minutos, você pode parar o mundo ou simplesmente pular dele`
O quanto conhecemos nossos filhos ou o quanto eles nos deixam conhecê-los? Será que alguns conseguem ser tão sutis e não nos deixam pistas e outros deixam tudo visível e fechamos os olhos e rezamos pra fase passar?
A culpa é de quem? Não existe um culpado, mas existem circunstâncias e na maioria das vezes começa em casa.
Somos bons pais dentro do que também foram nos dados pelo nossos pais e no que é nos forçado pela sociedade.

Toda essa história contada nesse livro vemos todos os dias e algumas vezes até passamos por ela.
Você dá a luz a um ser, mas, por mais que deseje o melhor para o seu filho lembre -se, mais tarde as escolhas sempre vai ser dele... Enfim pra mim o livro foi chocante e me fez refletir muito, sobre a interferência da sociedade na educação de nossos filhos, sobre a nossa acomodação diante disso e o pior tentarmos nos justificar por isso.


Peter e Josie na infância sempre foram os melhores amigos, Josie sempre o defendia, pois Peter sempre foi perseguido desde do jardim da infância e para ele o passar dos anos nunca mudaram.

No entanto Josie queria ser popular e se juntou aos populares, enquanto Peter sofria terríveis humilhações ... Eles e as mães deixaram de serem amigas, a mãe de Josie não concordava com a educação que Peter tinha, inda mais quando pegou os pequenos com uma arma no porão...

As coisas mudaram quando Peter entra na escola e mata dez de seus colegas ... Josie tem um motivo muito forte pra não se "lembrar" de nada.

Contudo a justiça foi feita, amizades desfeitas e entendidas.

Uma história triste, atual, reflexiva e polêmica. O final é surpreendente.

Acho que todos deviam ler esse livro!

site: https://www.mundoliterando.com.br/
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