Um Sussurro nas Trevas

Um Sussurro nas Trevas H. P. Lovecraft




Resenhas - Um Sussurro Nas Trevas


17 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Ju 17/08/2014

Genial
Um dia, há muitos anos atrás, quando eu tinha tanto tempo disponível que conhecia a biblioteca municipal melhor que os funcionários de lá, descobri um livro pequeno, velho, bem amarelado, com o curioso nome O que sussurrava nas trevas e outros contos. Não hesitei e levei para casa. Todo bom leitor sabe a dificuldade que é explicar a grandeza de um livro para quem não aprecia literatura, para aqueles que acham mil vezes melhor assistir a um filme porque não tem paciência para ler um livro. Sou fascinada pelo gênero horror, e, na literatura, o que me encanta no gênero é que o autor fornece as ideias com as palavras e cabe a cada leitor utilizar a própria imaginação para dar forma ao que ele conta. Por isso Um sussurro nas trevas é tão fantástico: nossa própria imaginação nos leva para um lugar sombrio, escuro, habitado por criaturas que o mais criativo leitor teria dificuldades em dar formas. Ler este conto é como mergulhar em um pesadelo insano, onde só em pesadelos coisas tão tenebrosas e fantáticas podem existir e acontecer. A cor que caiu do céu também tem esse poder. Aos meros mortais impacientes que preferem ver um filme, infelizmente perdem a oportunidade de criar o seu próprio mundo sombrio e assustador,pois nada pode ser tão terrível do as criações de nossa própria imaginação.
comentários(0)comente

Stéfano farias 17/11/2012minha estante
descobri esse livro do mesmo modo que você,na biblioteca municipal de minha cidade,perdido entre tantos




Marselle Urman 22/03/2011

Uma das obras catalogadas como "ficção científica", não deixa de ter seu pezinho no sobrenatural, como sempre.

O enredo não apresenta surpresas, o leitor é "amaciado" pelo narrador e tudo é muito previsível. No entanto, nem a ingenuidade do narrador - que chega a ser irritante - tira os méritos dessa estória assustadora.

Algumas cenas são profundamente perturbadoras. Diversão garantida,. embora na minha opinião não seja uma das obras mais notáveis de Lovecraft.
comentários(0)comente



Ceduardo 19/09/2010

Lovecraft é muito bom!
Amigos leitores, que estão procurando Lovecraft para ler. Façam uma busca no google e vão encontrar alguns sites que disponibilizam a maioria dos seus contos, gratuitamente, pois, já são de domínio público. Mas quem quizer prestigiar editoras,(não o autor) também pode comprar. E pode também pedir a algum amigo! Mas quem ainda não leu Lovecraft, NÃO DEIXE DE LER. Esse cara é o mestre! Digo por que alguém tão bom é IMORTAL. Possivelmente um dos mais antigos góticos da Literatura, uma mente sombria e criativa. Grande parte do que veio depois, se baseou em sua curtas histórias.
comentários(0)comente



Clara 07/05/2011

A Hedra lança sua edição de “Um Sussurro nas Trevas” (The Whisperer in Darkness) o terceiro livro de H.P. Lovecraft pela editora; o primeiro foi “O Chamado Cthulhu e Outros Contos”, o segundo “A Sombra de Innsmouth” .

Escrita em 1930 trata-se de um texto da fase madura de Lovecraft (falecido em 1937) e relativamente longo, se compararmos com os trabalhos anteriores do autor.

A leitura de “Um Sussurro…” traz todas as características fictícias da obra de Lovecraft: as referências aos “Grandes Antigos” (Great Old Ones), a expectativa diante das revelações feitas pelas descobertas dos personagens principais, descobertas essas que seriam suficientes para “transformar em um Dante ou em um Poe qualquer homem capaz de manter o juízo tempo suficiente para relatar o que viu”.

E a história tem ainda o atrativo de um clima de verdadeiro “terror cósmico”, quase de ficção científica, por conta da descoberta de que os seres que atormentam a vida de um dos protagonistas (um velho solitário que vive em uma pequena cidade no estado de Vermont, nos Estados Unidos) vêm de outro planeta e que possuem uma maneira muito peculiar de transportar humanos para seu mundo de origem.

Assim como os dois livros anteriores, “Um Sussurro…” tem tradução de Guilherme da Silva Braga (que traduz o texto principal e também cartas e/ou artigos de Lovecraft presentes no Apêndice) e ainda escreve a Introdução em cada um dos livros.

Introdução e Apêndice funcionam como espécies de “extras” nos moldes dos filmes em DVD (conforme a comparação da Anica em uma resenha) e se transformam em verdadeiros presentes para os fãs de Lovecraft, principalmente para os que não têm acesso aos livros publicados sobre o autor, como aqueles que tratam de sua famosa correspondência (que, dizem, chegou à casa dos milhares em número de cartas trocadas).

Sem exagero afirmo que as introduções, presentes nos três livros editados pela Hedra, mereceriam uma resenha a parte, já que nos coloca a par de alguns detalhes da vida de Lovecraft e de como estes influenciaram sua obra; como saber que ele era oriundo de uma família tradicional de Rhode Island (que acabou por decair economicamente) e Lovecraft, que apesar de ateu era apaixonado pelas tradições e história de sua família e de sua cidade natal, com horror viu essas mesmas tradições e história serem engolidas pelo progresso e pela “nova aristocracia” formada por industriais e banqueiros.

As introduções funcionam não apenas como uma análise do texto mas também como fio condutor nas relações entre as histórias, personagens e os mitos criados por Lovecraft.

“Um Sussurro nas Trevas”, embora H.P.Lovecraft seja um de meus autores favoritos, é uma história que, ao contrário dos outros escritos do moço de Providence, eu sempre evitei reler, sem no entanto nunca parar para pensar nos motivos que me levavam a (não) fazer isso.

É sabido que a maioria das pessoas tem dificuldade em discutir ou mesmo admitir que seu escritor favorito, em algum momento da carreira, escreveu uma história ruim ou não tão boa como as outras; ou ainda uma história que tinha tudo para ser bacana do começo ao fim, mas que foi um pouco prejudicada por um (às vezes mais de um) deslize como uma final meia-boca, acontecimentos incongruentes e personagens mal construídos ou simplesmente irritantes em suas atitudes.

Isso sempre se aplicou a mim no que se refere a um “Um Sussurro…” por conta de um dos personagens principais, Albert Wilmarth, professor universitário de literatura (da Universidade de Miskatonic, é claro!) no início, com sua teimosia em aceitar como verdadeiros os acontecimentos narrados por seu correspondente, o solitário Henry Akeley, e, logo em seguida, assim, sem mais aquela, a parvoíce do personagem em decidir ir até as colinas de Vermont (ao que parece) acreditando em uma mudança (mega radical) no comportamento de seu amigo, que conhecia apenas através das cartas que trocavam.

Mais não posso falar sob o risco de revelar algo importante.

Informo porém que este “deslize” de Lovecraft na composição do personagem não desmerece a história em nada, talvez incomode um pouco os fãs de histórias de terror (chatos assim) como eu, mas a estes recomendo fortemente que leiam, no final do volume, em Apêndice, o ensaio escrito por Fritz Leiber (e publicado em 1964 na revista Haunted) “O Sussurro Reconsiderado” excelente texto sobre a “Um Sussurro nas Trevas” e sobre Lovecraft.

E, agora que peguei o gosto por essas edições bacaninhas, fico aguardando que a Hedra nos dê mais Lovecraft; se possível: “Nas Montanhas da Loucura” e o onírico “A Procura de Kadath”.

(Publicado originalmente no blog "Meia Palavra")
comentários(0)comente



Ana 23/07/2011

Genial.
Li empolgada do início ao fim, fazendo apenas uma breve pausa pra beber água - e mesmo assim me sentindo culpada em largar o livro de lado. Como Lovecraft conseguiu ser tão persuasivo, mesmo cético à quase tudo aquilo que escreveu (segundo consta na introdução de Guilheme Braga, ao menos)? Ele se impõe como um real expoente da literatura.

Não estou convicta de que acharei palavras que delatem o autor como ele merece... Ele soube por minhoca na cabeça e ao mesmo tempo deixar tudo translúcido quanto ao desfecho. Eu tenho minhas tendências a acreditar em alienígenas, seres que trespassem a ideia da física einsteiniana do espaço-tempo e, portanto, curti a história como julgo que ela merecia ser curtida: com empolgação e total falta de ceticismo.

Agora, quanto ao Wilmarth, nem comento! Quanta ingenuidade, caramba. Tornou a história mais 'obscura' ainda, considerando que ele estava apostando todas as fichas em Akeley até o fim, sem duvidar de nada - mas ele se mostrava muito inteligente pra de repente ficar tão tapado. Mas ok, foi um diferencial... E eu não me sinto no direito de julgar qualquer escolha feita por Lovecraft! Se ele a fez, certamente foi de forma premeditada.

Não resta mais o que dizer. Já ficou clara minha admiração pelo autor, e antecipo que seus outros livros em breve estarão na minha estante. E acho que deveriam estar não só na minha... Leiam, pessoal! Incita questões muito interessantes sobre o universo, pra quem estiver afim. E pra quem quer estritamente um bom momento de leitura, não retiro minha opinião.
comentários(0)comente



Eru 25/06/2015

"Wilmarth é um professor de literatura e folclorista amador que começa a trocar cartas com Akeley sobre coisas estranhas que acontecem depois do início de sua pesquisa sobre lendas que rondam a cidade de Vermont.
Estas lendas ganharam força quando moradores avistaram algumas formas humanoides, porém completamente diferentes de seres humanos, flutuando no rios da cidade após uma enchente.
Falta certo drama em algumas partes do enredo, que poderiam ser melhor trabalhadas. O assunto trabalhado: alienígenas entre nós. É algo que me instiga e o que deixa tudo melhor é a dúvida. Acredito que a ferramenta mais eficaz para o horror é a dúvida, tememos o desconhecido, e é exatamente assim que nos sentimos na pele de Wilmarth, que descarta toda sua paixão cientista em prol do medo que o corrói quando criaturas inimagináveis sussurram seus planos nas trevas."
comentários(0)comente



Ale Lucchese 23/08/2011

Tá bem bom ein
Legal poder ler essa edição da Hedra, depois de ter passado por "A Tumba e outros contos" em pocket da L&PM.

Ao contrário do livro editado pela L&PM, esse tem uma diagramação menos apertada e apresenta apenas um longo conto. A edição ainda vem premiada com uma intro do tradutor, e mais dois artigos curtos no final.

Não espere tramas e supresas espetaculares: a prosa de Lovecraft não é pirotécnica, seu trunfo está em fazer o leitor mergulhar fundo com ele no sentimento da história. Vá de coração aberto e lerá um grande livro.
comentários(0)comente



Michel 30/04/2013

Howard Phillips lovecraft é "O MESTRE" de todos os contos de horror...sem mais palavras. leia
Chigurth 05/07/2015minha estante
Um Sussuro nas Trevas é o meu conto favorito do Lovecraft.
Está obra perturbadora possui dois pontos dos quais fazem Lovecraft o grande Mestre do horror.
Primeiro, o Planeta Plutao descorberto.
E segundo a simples ideia de que alguns humanos possam ter alianças com seres extraterrestres.
Não importa o quanto divagamos sobre isso.
A simples menção é assustadora.




De Abreu 02/03/2009

Terror cosmico.
contos como "a cor q caiu do céu" "o chamado de cthulhu" me influenciaram ao escrever.
comentários(0)comente



Ramon 17/02/2010

Em minha opinião a melhor coleção de contos do Lovecraft lançada em língua portuguesa. A tradução, se não é perfeita, pelo menos é superior as da Iluminuras.
comentários(0)comente



Betinho 16/08/2010

.....
CHTULLUUUUUUU!!!!!!!
comentários(0)comente



IvaldoRocha 27/05/2014

É bom mas é mais para os fãs de Lovecraft;.
Um ficção científica competente, mas acredito que se destina a um público mais específico e apaixonado por este tipo de ficção até por conter várias citações a outras obras do autor, não que o desconhecimento das mesmas impeça de se ter uma boa idéia da fantástico mundo de Lovecraft


Horroshow 20/07/2016

Resenha por Renato Fonseca (Blog Horrorshow)
Este livro foi uma cortesia da editora Hedra

Não poderíamos começar a parceria com a editora Hedra de forma mais empolgante. O grande autor Lovecraft, conhecido por suas obras de terror psicológico (alguns preferem chamar de “horror”) foi editado numa publicação que faz jus a sua genialidade.

Um sussurro nas trevas conta os eventos que se desenrolam depois das enchentes de 1927 em Vermont, nos EUA. O mistério é iniciado quando alguns habitantes da região começam relatos sobre a visão de corpos de criaturas estranhas e até então desconhecidas boiando nas águas do que restou da enchente. É muito curioso notar como Lovecraft consegue dar a tônica do texto em poucas linhas, e ainda assim não ser óbvio na narração que se seguirá.

(...) Leia mais no link abaixo

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2016/07/um-sussurro-nas-trevas-hp-lovecraft.html
comentários(0)comente



Matheus 19/05/2015

Um sussurro nas trevas
Lovecraft mostra porque é o mestre do horror universal

http://antarktos.blogspot.com.br/2015/02/um-sussurro-nas-trevas-hp-lovecraft.html?m=0
comentários(0)comente



Coruja 31/01/2016

E lá vamos nós com a fixação de Lovecraft por criaturas subterrâneas aparentemente aquáticas. Não que eu tenha algo a reclamar, considerando que já comentei sobre Um Sussurro nas Trevas antes e, à época, já tinha impressão de ser um dos melhores contos do autor.

Albert Wilmarth começa como um cientista cético, um especialista em folclore. É então convidado pelo também erudito Henry Akeley a Vermont – onde enchentes levaram ao aparecimento de estranhas criaturas com corpos crustáceos, com grandes pares de barbatanas ou asas membranosas. E tentáculos, claro. Muitos tentáculos, sempre.

Nosso narrador conhece algo das lendas dessas criaturas – os Antigos, vindos das estrelas, diretamente da Grande Ursa. Mas aquilo que ele considera inicialmente meros mitos, logo se provará bastante real. Afinal, Akeley não apenas é testemunha ocular dos fatos, como possui provas que ele não consegue explicar nem refutar.

Há coisas, contudo, com que você não deve mexer. E conseguir provas concretas de estranhas criaturas que o narrador conclui estarem vindo de Plutão (‘aquele estranho planeta descoberto logo após Netuno’) não são condutivas a uma vida longa e tranquila.

Esse conto é um excelente exemplo da forma como Lovecraft interlaça terror e ficção científica. Engraçado que não tinha parado para pensar nesse assunto antes, mas é meio óbvio, considerando que a maioria dos protagonistas de seus contos são intelectuais ligados ao ramo das ciências.
comentários(0)comente



17 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2