A Arte de Ouvir o Coração

A Arte de Ouvir o Coração Jan-Philipp Sendker
Jan-Philipp Sendker




Resenhas - A Arte de Ouvir o Coração


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Lucianoasantos 09/05/2013

Em dos melhores livros que já li.
“A Arte de Ouvir o Coração” é um livro que já impressiona pelo projeto gráfico da capa*. Não há como deixá-lo passar despercebido: diversos insetos tomam conta da capa que, em mãos, ainda nos surpreende por serem estes insetos, na metade de baixo, em verniz, e na superior em alto relevo. Gostei muito, acho que é uma das mais belas capas que já vi, mas ela casa com o título do livro? Sim, faz todo o sentido.

No livro, que marca a estreia do autor, o alemão Jan-Philipp Sendker, escrevendo em língua inglesa, somos guiados por Julia, que parte em busca de seu pai, um proeminente advogado que desaparecera sem deixar rastros após viajar em segredo para a Birmânia. Para aumentar o mistério, sua família – inclusive sua esposa – pouco sabem de sua juventude no país, sendo esse um dos poucos assuntos acerca dos quais ele não aceita ser questionado.

Como imigrante, Tin Win, o pai de Julia, se diferenciava dos demais americanos por ter mantido um estilo de vida discreto, apreciando música e se portando de forma que os outros achariam peculiar, sem, no entanto, dar qualquer mostra à sua família de que um dia poderia desparecer.

Julia decide, quatro anos após o desaparecimento, partir em busca de seu pai, saber o que aconteceu. Na Birmânia, é abordada por um velho que diz conhecê-lo, e, mesmo com ela relutando em acreditar, lhe conta uma história, e ela demora em aceitar sobre quem se trata.

O livro alterna constantemente a narrativa, mesclando as memórias de Julia, e sua busca pelo pai desaparecido, com os relatos do velho, chamado U Ba. Enquanto ela narra a história em primeira pessoa, U Ba utiliza a terceira, demarcando, claro, que tomou conhecimento dela por outra pessoa. Já questionei muito esse tipo de estrutura em outros títulos, mas aqui ela se dá de forma perfeitamente harmônica, e torna o livro agradável de ser ler, os fatos não acontecem precipitadamente, e, ainda, as inserções narrativas de Julia entremeadas às de U Ba nos permite acompanhar o que ela pensa sobre o que lhe vai sendo contado.

E a história impressiona. Tin Win, um garoto que é personagem da narrativa de U Ba, nasceu em uma data propícia para sortilégios – os birmaneses são supersticiosos e acreditam fervorosamente na influência dos astros em suas vidas – então seus pais ficam preocupados com seu futuro. Quando por fim algo ruim acontece, sua mãe compreende que os sinais já presentes em seu nascimento foram confirmados, e acaba abandonando-o. Penalizada, Su Kyi, uma vizinha, passa a cuidar dele como se fosse seu filho.

Tin Win sempre fora uma criança peculiar, isolada, dada a observar, sozinho, a natureza, então quando ele perde a visão, Su Kyi pensa consigo mesma que não sabe ao certo se ele ficou cego devido a uma doença ou se apenas se recolhera a um recanto ainda mais profundo de sua personalidade, onde ninguém mais conseguiria alcançá-lo.

O modo como ele passa a perceber o mundo à sua volta, através, principalmente, da audição, é o que dá título ao livro, e se complementa quando ele conhece Mi Mi.

Mi Mi é uma garota que nascera com um problema ortopédico que a impede de caminhar ereta. Dona de uma personalidade altiva e alegre, além de uma voz belíssima, é uma das personagens mais marcantes com a qual já tive contato em um livro, e seu encontro com Tin Win um “casamento” perfeito.

Ele não pode ver; ela, andar. Juntos têm todo o mundo diante de si.

"(…) Ela não era um peso. Era necessária".

– Página 147

Um dos pontos positivos na construção dos personagens do livro é que o autor não faz deles heróis sem pontos fracos, nem, tampouco, portadores de necessidades especiais que são dignos da nossa profunda pena e admiração. Ao contrário, Tin Win em nenhum momento quer ser visto como inválido, e Mi Mi, apesar de ter de se locomover rastejando, mantém uma postura e asseios impressionantes, fazendo com que seja respeitada por todas as pessoas que a conhecem.

E não são isentos de falhas. Até aprender a usar seus novos sentidos, mais aguçados pela necessidade de compensarem a perda da visão, Tin Win cai e se machuca – principalmente em seu íntimo – diversas vezes; e Mi Mi, por sua vez, inveja silenciosamente as outras crianças que podem andar.

É uma bela história de amor, e, como tem de ocorrer nas melhores delas, assume na segunda metade do livro um tom melancólico, um sentimento de perda que vai aumentando a cada página, e segue até o desfecho. Esses trechos me fizeram questionar Tin Win, suas atitudes, sua passividade, permissividade e inércia quando não age, não busca o que todos os leitores que tiverem o livro em mãos acreditarão ser o natural, a coisa certa a se fazer.

Por outro lado, em um dos diversos momentos nos quais parei com os livros em mãos, pensando a respeito do que havia lido, me veio a noção de que nada é da maneira que esperamos para nossas próprias vidas, ainda mais nos casos onde não somos donos de nossos caminhos ou estamos presos a tradições, sentimentos de dever e subserviência aos quais apenas uma pessoa tão boa quanto Tin Win poderia se sujeitar e não se rebelar.

A última parte – o livro é divido em três – é bela, o final, tocante, terno, mas tenho comigo que ela não aplaca todas as perdas, as falhas; e fica aquela sensação de que os personagens deixaram tanto em aberto que jamais conseguiriam suprí-las, mesmo que se esforçassem muito.Tal qual na vida real.

Talvez por isso o livro tenha mexido tanto comigo.

**Resenha originalmente publicada aqui: http://www.pontolivro.com/2013/05/a-arte-de-ouvir-o-coracao-resenha-126.html
Beth 10/05/2013minha estante
É emocionante esse livro.gostei muito de ler sua resenha e me interessei mais ainda em ler o livro.Já havia ouvido falar muito bem dele e fiquei interessada.Vou ler com certeza.


Aline 13/05/2013minha estante
É interessante como dá pra perceber quando uma resenha é escrita por obrigação e quando ela é escrita porque realmente gostou do livro. E dá pra ver que vc realmente gostou do livro. estou fascinada com o enredo e ja louca pra ler. Entrando para minha lista de leitura de 2013!


cris 15/05/2013minha estante
Ainda não sabia nada desse livro e fiquei muito feliz em ler sua resenha espetacular gosto e admiro quem escreve tão bem sobre um assunto que goste, já está na minha lista de desejados.


Tânia Regina 19/05/2013minha estante
Muito interessante essa históris, me lembrou um filme que assisti que tinha "O Mistério da Libélula" com Kevin Costner, só que no caso era a filha dele.


Saleitura 25/05/2013minha estante
Uma história que com certeza toca os coração e quero muito ler. Conhecer Tin Win e a lição de vida que traz para todos que reclamam da vida de barriga cheia.


Gabi l Vai um spoiler aí? 31/05/2013minha estante
Esse livro me pareceu muito interessante, ainda mais pelo seu coração de favorito. quero muito lê-lo.


Nay 15/01/2015minha estante
Ainda queria entender quem era realmente o U Ba, ainda to martelando, não sei se é o sono




Manuella 14/03/2014

Uma leitura para o encantamento!
Uma leitura cheia de significados em cada página, que estimulam os sentidos com cheiros, imagens e sensações. É uma exigência que o leitor seja sensível e atento à simplicidade das pequenas coisas, para que perceba a grandeza destas.

O livro conta a história do amor entre Tin Win e Mi Mi, birmaneses separados pelo egoísmo e propósitos que não eram seus.

Julia parte em busca do pai, advogado bem sucedido, que há quatro anos saiu de casa e nunca mais voltou. Vai até a cidade onde o pai cresceu, na Birmânia, e reúne, com certa impaciência inicial, os pedaços de uma história que desconstrói, aos poucos, a impressão errada que tinha sobre os possíveis motivos que levaram o pai a deixar a família.

A narrativa divide os capítulos alternando duas vozes. Uma delas é a de Julia, em primeira pessoa, no tempo presente, experimentando um lugar e uma cultura novos e tão diferentes de sua vida em Nova Iorque. A outra é a do narrador-observador, em terceira pessoa, que toma corpo na fala de U Ba, personagem que conta a história do pai de Julia, que se chama Tin Win.

O autor descreve com capricho a cultura birmanesa, as dificuldades de um pequeno e pobre vilarejo do país, a rotina dos monges e a devoção à família como tradição. Essa nova experiência traz outra perspectiva a Julia, que passa a conhecer verdadeiramente seu pai e a compreender o comportamento que ele tinha no mundo ocidental, indiferente às exigências da sociedade de consumo, apesar de nela inserido e de ter feito fortuna. De um lado, Julia representa o nosso imediatismo, nossa vida corrida e cheia de supostas necessidades. De outro, Tin Win e Mi Mi, que experimentam dificuldades físicas, mas desenvolvem habilidades tão sensíveis e nobres que não lamentam o que lhes falta. A capa do livro é curiosa, mas o leitor vai descobrir por que tantos insetos ali...

O final é surpreendente – minha intuição foi certeira desta vez! E deixará o leitor com saudades dos personagens. Ao lado de Julia, aprendemos com Tin Win e Mi Mi que o amor supera distâncias, sabe esperar, é paciente e constantemente renovado pela esperança do reencontro. Uma história de amor inesquecível.
Euflauzino 14/03/2014minha estante
uma leitura sinestésica é tudo de bom não é Manu. e se esta receita vier com uma história de amor e personagens de uma cultura tão díspar aí então torna-se imensamente saborosa.
gosto de livros com palavras e frases que me surpreendam, que tornem a mesmice do dia-a-dia um milagre, algo pra se ver com um outro ponto-de-vista.
e é claro que este livro já está em minha listinha (haja dindim rs). belas palavras, bela resenha!


Renata CCS 17/03/2014minha estante
Que bela resenha Manuella! Gostei da proposta deste livro e pelos seus comentários, parece-me uma leitura fascinante!


wilma 10/07/2014minha estante
Encantada com a história de abandono e amor da criança cega,Tin Win, na Birmania. O livro nos envolve numa narrativa primorosa e o final é fascinante. Confesso que fui inicialmente atraída pela belíssima capa.




CooltureNews 19/06/2013

Publicada em www.CooltureNews.com.br
Para mim este foi um livro surpreendente.

Não sou muito dada a romances assim, então imaginei que talvez fosse um livro que eu demoraria muito para ler. Mas não foi assim. Após os primeiros capítulos me vi conquistada tanto pela história em si, como pela narrativa de Sendker. O autor desenvolveu uma história que vai ganhando o leitor de forma muito sutil, mesclando fatos presentes com a história de um amor tão singelo e marcante.

Tin Win é um personagem que chama atenção, mas não de forma isolada, ele se integra ao ambiente e aos outros personagens, e então se constrói. Bem como Mi Mi, que encanta por sua história e atitudes perante a vida e suas dificuldades. Mas eles não são os únicos personagens ali, e ao conhecermos melhor os demais, vemos o real cenário cultural e as influências que o casal acaba sofrendo ao longo de sua vida.

Impressionou-me o modo como o autor descreveu as mudanças a cerca da relação entre os dois personagens e o florescimento de sua sexualidade. Ele contou a história de um romance adolescente, sem precisar apelar ou exagerar no drama, enfocando na inocência da descoberta e confiando no amadurecimento natural do casal. É como se eles criassem vida e se desenvolvessem sem o auxilio da escrita ou imaginação de Sendker.

A história como um todo possui ares de fábula e mágica, e é fácil imaginar as cenas e sentimentos descritos. O mais interessante é que o autor não precisou se utilizar de uma linguagem intricada ou passar longos parágrafos descrevendo, ele consegue transmitir sua mensagem em poucas palavras, que pode ser compreendida por todos os tipos de leitores sobre o amor e a superação das dificuldades.

Com a leitura desse livro me emocionei como a muito não acontecia. É uma história bela e triste, mas você percebe que ela guarda um final feliz, mesmo não sendo aquele que se espera. Tendo a Birmânia, com seus ares de lenda, e com personagens como Tin Win e Mi Mi, inocentes e capazes de amar incondicionalmente, este livro é uma fábula que fala direto ao coração. Para mim, essa é uma história que nunca sairá de minha mente e espero que outros sintam a intensidade que cada página possui.
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Luciane 31/08/2014

Emocionante
Não há palavras para descrever este livro. É simplesmente lindo e emocionante. Uma história de amor se manteve durante uma vida inteira. O livro surpreende do início ao fim. Recomendo muito.
Este livro é do Grupo Livro Viajante.

site: http://www.skoob.com.br/topico/grupo/1284
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Nessa 17/12/2013

Apaixonante!
A arte de ouvir o coração é um livro absolutamente simples e lindo!
Aquele tipo de livro que te conquista a cada frase e que te faz sentir a emoção de cada personagem.
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Tiago 30/07/2014

Um livro para guardar
Impossível não se envolver e emocionar com a forma que o relato vai ganhando no decorrer das páginas. Uma história dentro de outra história contando da dor, do sofrimento, do abandono, onde tudo isso acaba extraindo o melhor das pessoas que ficam. E, ao mesmo tempo, quando aparentemente as coisas caminham para o que se espera, seja o melhor, isso é no fim das contas ruim e, mesmo nesse momento, a beleza dos sentimentos sinceros, das promessas implícitas, subjuga o tempo, a dor e a distância levando o leitor à descoberta de profundas verdades a respeito do amor.
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Mariana 18/07/2013

Só existe uma força maior do que o medo.
Não é exatamente o tipo de livro que eu escolheria para ler entre as dezenas que existem na biblioteca. Dou graças às estrelas por ter o ganhado!

É a clássica história de amor verdadeiro que com toda a certeza nunca encontramos hoje em dia, em lugar algum. Leve, encantador e magnificamente mágico. Tão belo que chega a doer. Tão simples que é covardia não se emocionar.

Meu coração ganhou um ritmo diferente durante a leitura, que só quem ler pode entender.

“O amor tem tantas faces diferentes que nossa imaginação não está preparada para ouvir todas elas.”

A Arte de Ouvir o Coração é bem mais do que parece, maior do que se espera. História de amor melhor do que muitos contos de fada com os “felizes para sempre” no final, por que Tin Win e Mi Mi foram felizes durante a história inteira. E ainda mais depois dela.
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Gabi Luchetta 07/09/2013

Uma história marcante!
Esta história me surpreendeu do início ao fim... Muito instigante a aventura de Julia ao ir para um lugar desconhecido, com cultura diferente, vencendo seus medos, em busca do que realmente aconteceu com seu pai. Mas ao chegar lá, acaba descobrindo uma linda história de amor, que nem mesmo ela imaginava ser real!
Ela aprendeu a importância de saber lidar com as dificuldades, a se aceitar, e a aceitar os outros como são para se ter uma vida melhor e mais feliz.
Comovente e simples, essa leitura me marcou muito, com certeza passarei a ver a vida com outros olhos!

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katinha 18/06/2018

Livro com um grande ensinamento...
“O mundo se contrai e sai de eixo quando você sente raiva ou medo. Acontece conosco e também com qualquer pessoa que enxergue com os olhos. Mas eles não percebem. Seja paciente.”

Julia acreditava que seu pai apesar de ser calmo e inexpressivo era uma pessoa feliz com ela, sua mãe, sua família. O que ela não imaginava era que ele escondia uma parte muito importante do passado, e que esse passado o atormentava.
Um dia, após se formar na faculdade de Direito, seu pai desaparece, deixando Júlia confusa e sem saber o que fazer, justamente por que percebeu que esse sumiço não afetou sua mãe. Anos depois ela encontra uma carta de amor do pai para “Mi Mi”, uma mulher que morava na Birmânia.
Sem entender a relação de seu pai com Mi Mi, ela decide ir até Kalaw, uma pequena vila cheia de mistérios e crenças. Lá encontra um homem chamado U Ba, que parece conhecer seu pai e sabe como ela pode encontra-lo.
U Ba conta a Júlia uma história intrigante sobre o passado, e ela não consegue entender como ouvir essa história levará a encontrar seu pai. Mas pouco a pouco ela percebe que há mais coisas mágicas nesse simples relato do que ela imaginava, e vai conhecer um amor maior do que a própria vida, que nem o tempo consegue mudar.
Uma história dentro da história, já disse à vocês o quanto adoro esse estilo de leitura? Pois é, eu adoro muito!
Acredito que temos muito mais a aprender com o passado do que imaginamos, e essa narrativa é a prova disso. A força dessa história é impressionante. Te faz refletir sobre o amor capaz de mudar o mundo, sobre duas vidas que se completam estão unidas misteriosamente. E também nos faz ver as consequências que sofremos por uma decisão mal tomada.
Todos deveriam ver o grande ensinamento que é esse livro.

“O coração dela estava fraco e cansado. Estava pronto para parar. Ele havia chegado na hora certa. Na hora exata.”
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Fernanda @condutaliteraria 14/02/2016

Inspirador
O livro conta a história de um advogado bem sucedido de Nova York, que desaparece de repente sem deixar vestígios.

Júlia, sua filha, encontra uma carta de amor do pai para uma mulher da Birmânia, e resolve seguir essa única pista.

Ao chegar à Birmânia ela encontra um ancião, que diz saber toda sua história e a de seu pai também. Mesmo relutante ela resolve ouvir o que U Ba tem a contar.

A narração alterna presente e passado, em primeira pessoa por Júlia e em terceira por U Ba, contando o passado de Tin Win e Mi Mi.

O livro mostra uma Birmânia onde o povo acredita muito em previsões astrológicas e seguem tudo a risca. A mãe de Tin Win, o teve em um sábado de dezembro, o que faria dele uma criança amaldiçoada.

Após a morte do marido, a mãe de Tin Win resolve abandoná-lo a própria sorte. O garoto é socorrido por uma vizinha, mas em uma manhã acorda completamente cego.

Tin Win é levado a um mosteiro, onde ele conhece Mi mi, que possui uma deficiência nas pernas.


“A Arte de Ouvir o Coração” é a história de um amor lindo e puro, sem ciúmes, cobranças ou qualquer sentimento de possessão. Tin Win e Mi mi se amaram e não viram restrição alguma, mesmo diante de suas limitações físicas.

A história é tocante e nos mostra o real sentindo do amor puro e verdadeiro. Não tem como não se emocionar com a história do casal.

Além de uma história de amor, nos faz refletir sobre o crescimento interior de cada um de nós, as dificuldades que podem sim, serem superadas. E o final me emocionou mais ainda. Enfim, inspirador.

“A essência verdadeira das coisas é invisível aos olhos.” Pág. 99
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Dressa Oficial 18/12/2014

Resenha - A Arte de Ouvir o Coração
Olá, tudo bem com você?

Dezembro está começando super bem para mim, minha primeira leitura e já posso dizer que li mais um livro lindo que fala do amor puro e sincero, da maneira como ele deve realmente ser.

Confesso que o começo do livro é um pouco confuso, no primeiro momento somos apresentados a Julia uma moça que teve um pai muito bom mas que abandonou toda a família sem deixar nenhuma notícia para onde iria.

Julia recebe algumas coisas que pertenciam a seu pai e vê uma carta endereçada para Mi Mi na Birmânia, então ela decide abandonar tudo em sua vida e ir atrás de noticias de seu pai.

Chegando ao país bem diferente ela é abordada por uma pessoa que sabe tudo sobre ela e sobre o seu pai, U Ba sabe muito da história de seu pai com Mi Mi e então começa a contar toda a história dos dois desde de seu nascimento até os dias de hoje.

Os capítulos são alternados entre o presente narrado em primeira pessoa pela Julia, e narrado em terceira pessoa por U Ba contando todo o passado dessas duas pessoas.

A mãe de Julia ficou muito amargurada com o pai que abandonou sem dar nenhum tipo de satisfação e Julia também fica muito triste sem saber nenhuma noticia, logo já se pensa que ele sempre tinha uma amante e foi viver com ela.

Mas nesse livro somos apresentados a uma nova cultura, onde todos do país da Birmânia acreditam em previsões astrológicas e seguem a risca tudo o que precisa ser feito conforme as previsões, e então em um passado não muito distante somos apresentado a Mya Mya que deu a luz a Tin Win em um dia de sábado no mês de Dezembro e para eles pessoas que nascem nesse dia são amaldiçoadas, Mya Mya não consegue sentir nenhum tipo de amor por seu filho, logo não tem mais leite e acha que é a maldição de seu filho, então juntamente com seu marido os dois consultam um astrólogo e confirmam a vida de Tin Win não será nada fácil muitas coisas ruins irão acontecer.

Mya Mya acaba ficando viúva depois de um tempo e decide abandonar Tin Win a própria sorte, o menino quase morre de fome e fica por uma semana esperando a sua mãe voltar e ela nunca mais voltaria.

Por um milagre aparece Su Kyi que lhe dá todo o amor que ele merece, então depois de um tempo Tin Win acorda em uma manhã e não consegue mais enxergar nada, fica completamente cego, o que para ele ainda jovem poderia ser uma desgraça conforme o astrólogo previu em sua vida, não poderia se tornar uma benção maior.

Tin Win consegue identificar os mais diversos sons , consegue escutar o bater de asas de uma borboleta, consegue definir até as nuvens do céu, e o melhor ele consegue entender e escutar os batimentos cardíacos de todas as pessoas.

Su Kyi então leva Tin Win para estudar em um mosteiro onde o mestre também é cego e Tin Win aprende tudo, a fazer contas, a ler em braile e se torna um aluno exemplar, e depois que entra nesse mosteiro tudo de bom acontece em sua vida, e ele conhece Mi Mi.

Mi Mi tem uma deficiência nas pernas o que a impede de andar normalmente, ela consegue fazer as coisas se rastejando ou subindo nas costas ou no colo de alguém, então Mimi se torna os olhos que Tin Win não tem, e Tin Win se torna as pernas de Mi Mi.

Os dois acabam se apaixonando da maneira mais linda que existe na vida, é um amor palpável, aquele que sabemos que é verdadeiro, um amor sem cobranças que apenas existe para amar e ser amado aproveitando sempre os bons momentos.

O livro passa mensagens lindas, que é impossível não se sentir tocado com tantas coisas maravilhosas que existem entre o amor dessas duas pessoas.

Se você não conhecia esse livro, tenho o prazer de apresentar, um dos melhores livros que já li na vida e que vale a pena ser lido por mais pessoas.

Passa uma mensagem linda de como vemos as coisas, o quanto somos deslumbrados pelas coisas que vemos sendo o que mais importa não podem ser vistos a olhos nu.

Página 99
"A essência verdadeira das coisas é invisível aos olhos." Um longo silêncio e então:
"Nossos órgãos sensoriais adoram nos enganar, e os olhos são os que mais enganam. Dependemos muito deles. Acreditamos que vemos o mundo ao nosso redor e, ainda sim, só vemos a superfície. Devemos aprender a verdadeira natureza das coisas, sua substância, e os olhos costumam atrapalhar mais do que ajudar nesse aspecto. Eles nos distraem. Adoramos ser deslumbrados. Uma pessoa que depende demais dos olhos deixa de lado todos os outros sentidos... e estou falando mais do que a audição ou o olfato. Falo do órgão dentro de nós para o qual não temos um nome para dar.


Que este livro consiga fazer você sentir a voz do coração da pessoa amada, e que lhe toque na alma assim como me tocou.

Beijos

Até mais...

site: http://www.livrosechocolatequente.com.br/2014/12/resenha-arte-de-ouvir-o-coracao.html
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Adriana 10/08/2018

A arte de Ler com o coração
Se voce tiver a arte de ler com o coração vai se apaixonar por esse livro.
De uma grandeza, sensibilidade e delicadeza muito difícil de encontrar
Aquele tipo de livro que o autor ponde considerar seu trabalho feito e nos deixado um legado,
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Fê Rodrigues 10/06/2013

[Resenha] A arte de ouvir o coração, de Jan-Philipp Sendker
A arte de ouvir o coração é o livro a primeira ficção em língua inglesa do alemão Jan-Philipp Sendker, autor de talento inestimável. Tocante e envolvente, o leitor se vê preso ao mistério narrado da primeira a última linha. O livro nos conta duas histórias: tudo começa quando o pai de Julia, um advogado birmanês bem-sucedido simplesmente desaparece sem justificativas aparente. Quatro anos depois do sumiço, a mãe de Julia entrega a filha uma carta de amor de seu pai encontrada e destinada a outra mulher, uma birmanesa chamada Mi Mi. Numa tentativa de entender o que aconteceu e de tentar descobrir onde o seu pai está, Julia vai à busca da única informação que tem em mãos, o endereço de Mi Mi. A partir deste ponto, acompanhamos Julia na descoberta da segunda narrativa da trama: a história de seu pai.

Ao chegar à Birmânia, Julia estava cheia de dúvidas e planos. Advogada como o seu pai, a garota havia traçado uma estratégia de pesquisa e estava com a cabeça cheia de questionamentos que buscavam suas repostas: por que o pai sumira assim, sem mais nem menos? Será que ele não a amava? A angústia e a pressa a acompanhavam, até que ela conhece um senhor: U Ba, que está disposto a contar a parte da história de seu pai, Tin Win, que a família desconhecia, os seus primeiros 20 anos.

Julia passa a conhecer um outro Tin Win, seu pai passa a ganhar novas formas. Em meio ao sofrimento dele, Julia é despertada para ver o mundo de uma maneira nunca vista por ela antes: com o coração. O amor entre Tin Win e Mi Mi deixa de ter cor, de ter distância, de ter interesses pessoais. Enquanto a superstição, os costumes e os mais variados sentimentos ditam o destino dos amantes, Julia é moldada por uma paz interior nunca vista. Sem dúvida, A arte de ouvir o coração é de uma sensibilidade jamais vista.

A cultura birmanesa – com seus templos budistas, seus monges, seu clima e sua pobreza – é descrita de forma primorosa. Os detalhes faz com que os leitores se sintam lá, ouvindo U Ba narrando cada vírgula, cada pormenor. É interessante como o autor apresenta um ponto de vista que foge do senso comum (da pobreza como algo feio), retratando não apenas as belezas naturais, mas a beleza de espírito da população residente em Kalaw, Rangum e adjacência. A simplicidade é uma dádiva, não um peso. A família, como é visto ao fim, é um compromisso, não um fardo. (É na simplicidade e na honestidade que entendemos, inclusive, o porquê da capa ser cheia de insetos de variadas espécies)

É claro que, para entender toda a narrativa e, consequentemente, a razão da separação entre Tin Win e Mi Mi, temos que estar abertos às divergências culturais entre a nossa cultura – muitas vezes baseadas no ter e no imediatismo – e passar a outro ritmo: temos que sentir a cadência de nossos próprios corações. Falando assim, parece clichê; mas, definitivamente, a história está longe disso. De qualquer maneira, Sendker foi prevenido: colocou em Julia a reação e o provável ponto de vista que nós, pessoas com a vida corrida da cidade grande, teríamos. Vale ressaltar que, assim como acontece com Julia, o autor envolve o leitor de tal forma que acabamos nos rendendo a tal arte de ver o outro como pessoa com sentimentos genuínos.

Mais que um livro de amor – quase utópico – A arte de ouvir o coração é uma história sobre os seres no mundo. Sem dúvida, vale muito à pena, não só pela descoberta que fazemos junto com a Julia, mas pela viagem que fazemos dentro de nós mesmos.

Ah! Sobre o final, quando ele parece óbvio, descobrimos, nas últimas linhas, mais uma informação surpreendente!
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Michele Bowkunowicz 15/01/2018

No dia seguinte a formatura na faculdade de Direito de Julia, seu pai vai embora sem deixar qualquer pista ou explicação. Após quatro anos do desaparecimento de seu pai, a mãe de Julia envia uma caixa cheia de recordações e lembranças de seu genitor e dentre essas coisas, ela encontra uma carta de amor, que nunca foi enviada por ele, endereçada a uma mulher desconhecida pela protagonista. Com isso ela decide ir à terra natal de seu pai para desvendar o mistério dessa mulher e descobrir o paradeiro dele.
Ao chegar em Kalaw, Julia conhece um homem que parece saber tudo sobre a vida e história de seu pai na época que morava naquele vilarejo. Ao escutar a narrativa do homem, Julia não consegue associar o rapaz do relato a seu pai.
Mas de fato quantos de nós conhecemos nossos pais, irmãos e amigos? Todos nós temos segredos que preferimos esconder das pessoas mais próximas e muitos desses segredos estão relacionados com amores do passado, que é o caso do livro.

Leia o restante no blog Rotina Agridoce

site: http://www.rotinaagridoce.com/2018/01/resenha-1550-arte-de-ouvir-o-coracao.html
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Viviane 23/10/2016

Belo.
Diferente de todo romance que já li. Uma comovente e sensível história de amor entre o menino cego e a menina dos pés tortos.
Um amor puro, genuíno, singular.

Leiam!
"Não sou um homem religioso, e o amor, U Ba, é a única coisa na qual acredito de fato."
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