O Fim de Todos Nós

O Fim de Todos Nós Megan Crewe




Resenhas - O fim de todos nós


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Queria Estar Lendo 14/07/2014

Resenha: O Fim de Todos Nós
Eu e minha incrível habilidade de ler livros ótimos e não saber falar decentemente sobre eles depois. Estou numa baita ressaca literária por causa desta obra em questão, e acho que vai ser difícil sair dela. Foi pura curiosidade que me fez comprar O Fim de Todos Nós, para falar a verdade. Já tinha ouvido falar sobre, mas nada relevante demais, e o encontrei por acaso na livraria. Optando por ele ao invés de Partials, achei que estava me arriscando, já que sobre Partials eu já tinha mais conhecimento, mas achei bom mesmo assim. E não é que deu muito certo?!

O vírus tem uma voz, e não é muito feliz..

O Fim de Todos Nós é um livro muito profundo, ligeiramente desolador, mas que combina esses sentimentos devastadores com uma bela pitada de esperança. A história é narrada por Kaelyn no formato de um diário. Ela descreve os acontecimentos na ilha onde mora de maneira a relatá-los para um grande amigo que se mudou para longe; ela espera que possa se redimir com ele dessa maneira, já que houve uma briga que os separou por um longo período.

Tudo parece normal na vida de Kae até que uma estranha doença começa a se alastrar pelos moradores de sua pequena ilha, doença causada por um vírus desconhecido e muito perigoso, responsável por tirar as inibições das pessoas. Ao mesmo tempo em que seu organismo definha, você perde a capacidade de controlar o que fala, de modo que pode ofender quem odeia ou mesmo quem ama.

Cada vez que olho em volta, mais alguma coisa se quebrou.

Acho que essa foi a compra sem querer mais proveitosa que eu já fiz na vida. Devorei o livro em dois dias e ele entrou para a minha lista de favoritos. A narrativa é leve e regada de frases intensas. Temos personagens muito bem construídos, como Kaelyn, cuja missão durante o livro te trás orgulho pelo crescimento que ela teve, ou Gav, que aparece lá pela metade. É um rapaz muito bem intencionado e que busca um melhor pela população daquela malfadada ilha. Na verdade, a partir do momento em que a epidemia se torna algo catastrófico a ponto de o governo isolar a população em quarentena, vemos uma luta entre a honra e a sobrevivência. Conhecemos a dura realidade do que seria estar dentro de um local isolado do mundo, onde o contato com o exterior foi cortado e o pesadelo da contaminação te rodeia no ar.

Mas não importa como aconteceu [...] Só quero que isso acabe. Quero que as lojas reabram e que as pessoas possam conversar sem máscaras cobrindo-lhe os rostos, e que mais ninguém morra, nunca mais.

O clímax do livro foi surpreendente, e deixou aquele gostinho de quero mais. Megan Crewe conduziu o livro com maestria, me cativou em cada capítulo, sem falhar em nenhum momento. Houve suspense, drama e romance na medida certa. Ah, sobre o romance, deixa eu apenas comentar que MY SHIP IS A CANON, PEOPLE! Não, eu não poderia ficar essa resenha toda quieta sem comentar que o casal que eu shippava se tornou real. Megan, eu te amo, sério.

Minha personagem favorita foi, sem sombra de dúvidas, a Kaelyn. Ela é determinada, tem medo, mas quer mudar isso. Kae quer ser forte para ajudar quem ela ama, mas sabe que não pode fazer de tudo para salvá-los. Tem o pé no chão e grande coragem, além de muita esperança. Gostei da maneira como Megan conduziu sua evolução durante as mais de duzentas páginas do livro.

Se eu voltar, talvez erre outra vez. Mas talvez ajude, mesmo que minimamente [...] Talvez eu não seja boa em praticamente nada além de observar, porém às vezes, quando olhamos, vemos coisas que do contrário não teríamos percebido. Coisas importantes. Como o que realmente é assustador aqui, e o que a pessoa que sou pode fazer para ajudar.

São tantos os meus trechos favoritos nesse livro que fica até difícil controlar quais colocar aqui, mas optei pelos que realmente me marcaram. Esse último, em especial, devido à cena em que Kaelyn está presente.

Leiam esse livro e o façam com o olhar atento, porque ele tem uma incrível habilidade de mexer com seu psicológico. O Fim de Todos Nós é altamente recomendável.

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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Denise Flaibam, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

Só mais um
blogsomaisum.blogspot.com.br

site: http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2013/07/resenha-o-fim-de-todos-nos.html
Estela | @euviestrelas 20/01/2015minha estante
Como não shippar esse casal?


Megs 16/09/2015minha estante
que resenha maravilhosa


Andreev 29/01/2018minha estante
parece que não fez muito sucesso pois a continuação não saiu, ou estou errado




obcecadaleitora 28/04/2021

O vírus tem uma voz, e não é muito feliz ;/
Quando eu pensava que estávamos longe de viver uma coisas dessas que só se falam em livros - pandemia, quarentena, vírus - a vida vem e demostra que não é bem assim.. (quer fazer Deus rir? conte seus planos para ele), brincadeiras a parte.

Uma capa mega atrativa não é? E esse título? Desde a primeira vez que vi esse livro, vi que precisava ler ele urgente, fala de mais ou menos um contexto apocalíptico em que o mundo é dominado por um vírus misterioso, levando as pessoas que mais amamos, um contexto que algum tempo atrás eu denominava como improvável. Os personagens passam por muitas e muitas situações em todo enredo, amadurecem, vão em busca de novas alternativas de sobrevivência e só no final encontra-se uma solução. O livro para mim foi satisfatório, fiquei muito presa a narrativa, e só agora vim descobrir que tem uma continuação ;@

Tem uma resenha completa no meu bookstagram: @obcecadaleitora
Dá uma passadinha lá!
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naniedias 03/06/2013

O Fim de Todos Nós, de Megan Crewe
Intrínseca - 267 páginas
Um vírus desconhecido ataca com força total e não será fácil para os habitantes dessa ilha sobreviverem.


Título: O Fim de Todos Nós
Título Original: The Way We Fall
Autora: Megan Crewe
Tradutora: Rita Sussekind
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-330-5
Ano da Edição: 2013
Ano Original de Lançamento: 2012
Nº de Páginas: 267
Série: Trilogia Fallen World - Vol. 1
Comprar Online:
Inglês: Amazon / Book Depository
Português: Amazon / Cultura / Saraiva


Sinopse:
Kaelyn voltou a morar na ilha depois de alguns anos fora. Mas Leo, seu melhor amigo, não está mais morando por ali. Depois de alguns desentendimentos, os dois ficaram sem se falar, mas ela ainda gosta demais dele e resolveu escrever um diário para poder contar como está se esforçando para se tornar uma menina mais sociável, o que ele com certeza aprovaria.

O que a adolescente não poderia imaginar é que um novo vírus iria surgir na ilha e ela relataria no diário que começou escrevendo para o seu amigo os momentos de tensão e perigo vividos por todos os habitantes.


O que eu achei do livro:
Bom.

Uau, o livro é realmente muito bom!
Vou começar falando da versão nacional, que ficou maravilhosa! A começar pela capa que é linda e tem uma textura diferente nas letras do título.
Além disso, a tradução/revisão ficou muito bacana e tornou a leitura bem mais agradável.
A Intrínseca só pecou em um ponto: em lugar algum do livro é dito que O Fim de Todos Nós é parte de uma série. Nem no verso, nem nas orelhas ou no interior do livro.
Isso pode não ser um problema para quem conheceu o livro pela internet, mas quem se deparar com ele na livraria poderá levar sem saber desse detalhe e ficar bastante confuso quando chegar ao final.

Isso porque infelizmente o defeito do livro é, na minha opinião, um dos maiores defeitos de livros seriados: não tem fim! Eu detesto livros que acabam no meio da história e deixam os leitores a ver navios. Esse é totalmente o caso de O Fim de Todos Nós, que termina em um momento bastante tenso.
O segundo livro já foi lançado no exterior, mas não consegui encontrar uma previsão de lançamento dele aqui no Brasil. O terceiro deverá ser lançado só no início do ano que vem. Se o segundo terminar como o primeiro, haja coração para aguentar a espera!

Ainda assim, apesar desse pequeno detalhe de não ter uma conclusão, vale muito a pena degustar essa leitura.
A narrativa da autora é muito gostosa e dinâmica. Com capítulos bem curtos narrados em primeira pessoa pela protagonista, vamos conhecendo tudo o que está acontecendo na ilha.
Gostei bastante da forma como a autora narra sua história, ainda mais considerando que ela está sendo escrita para Leo, um personagem que não faz parte ativamente da trama, já que não mora mais no local.

A maneira como a autora mostrou a evolução da doença também é bastante cativante. Ela deixa claro o quanto pesquisou sobre o assunto e consegue fazer com que o leitor se embrenhe nas aflições e nos temores dos personagens.

Mas o que mais me cativou mesmo no livro foi a forma como as pessoas lidaram com tudo o que estava acontecendo. Acho que Megan Crewe foi realmente muito feliz ao tecer as atitudes de seus personagens, protagonistas ou secundários.
Alguns agem com muito medo, outros entram em pânico, uma parcela simplesmente começa a agir como vândalos, enquanto outra tenta fazer o máximo possível para ajudar. Há ainda as atitudes do governo e as da protagonista.
Realmente uma delícia de acompanhar - tudo bastante realista e um tanto chocante.

O único pecado de O Fim de Todos Nós é não ter uma conclusão decente, mas isso é facilmente esquecido frente à leitura deliciosa que o livro proporciona.
Espero que a Intrínseca não demore a lançar o segundo volume da série porque eu estou realmente curiosa pela continuação.


Nota: 7



Leia mais resenhas no blog Nanie's World: www.naniesworld.com
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bizzu 16/02/2020

É uma boa história, mas sem grandes reviravoltas ou surpresas. Não me deu vontade de ler o restante da saga.
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diliterando 08/05/2020

Um descrição bem próxima ao covid19
Livro: O Fim de Todos Nós ⁣
Autor: ⁣Megan Crewe⁣
Editora:⁣ ⁣@intrinseca
Pg: 267⁣
🅡🅔🅢🅔🅝🅗🅐⁣⁣
⁣Essa história narrada em diário pela Kaelyn uma adolescente de 16anos.
Um dia um estranho vírus desconhecido, mutável, contagioso e letal surge na ilha onde mora, causando milhares mortes, alastrando pelo local, chegando ao estágio de Epidemia rapidamente.⁣
O seu pai médico está na Linha de Frente no Hospital para descobrir, controlar e curar os contaminados.⁣
▪️ Kae perde amigos e familiares próximos.
Em meio a epidemia o uso de máscaras é obrigatorio, fique em casa para se prevenir, hospitais lotados, a escolha de quem vive e quem morre, comércio fechado, furtos e saques, quarentena, falta de energia e internet, isolamento social. Parece próximo não???⁣
▪️ Vamos descobrindo em uma narrativa leve, coloquial os desdobramentos de um assunto tão sério,como os efeitos da doença interfere drasticamente na vida de Kae, acompanhamos sua evolução e temos orgulho de suas atitudes. ⁣
▪️ A epidemia se torna catastrófica e a ilha é isolada pelo governo, os mantimentos são oferecidos por eles, que não é suficiente para toda a população.
Kaelyn luta para sobreviver e ajudar quem consegui, junto com Gav. Um rapaz igualmente corajoso que vai atrair sua atenção.⁣
Em meio a essa turbulência a autora Crewe cria uma personagem otimista, mais realista, cheia de defeitos, falhas, inseguranças e medo do futuro, mas inteiramente solidária, corajosa, esperançosa em meio a tantas perdas que sofre ela só quer sobreviver, é quando ela quase pensa em desistir de uma forma trágica, ela tenta novamente. Uma personagem muito bem construída que inspira o leitor. ⁣
💭 O final me deixou um gostinho de Quero +, por algumas questões em aberto queria ter lido o desfecho que ficou subentendido com uma interpretação feliz.⁣
💭 Fazer essa leitura no momento que vivemos a #pandemia mundial pelo covid19 foi surpreendente, muitos fatos é uma descrição aos acontecimentos de agora, é quase uma premonição de um livro publicado em 2013. Chega a ser assustador tamanha semelhança que a autora Megan Crewe conseguiu realizar nesse livro.
Indico para todos.
#diliterando #book #bookgram #resenhadelivro

site: https://www.instagram.com/diliterando/?hl=pt-br
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azrielsexual 11/04/2021

"O fim de todos nós" é um livro incrível que eu vivo relendo. eu acho particularmente importante a leitura dele no período de pandemia que estamos passando afinal o livro fala sobre um vírus novo, contagioso, mortal, uso de máscaras e a ilha isolada do resto do mundo. o livro fica incrível a cada capítulo novo e o final e surpreendente a única coisa ruim é que a Intrisceca não traduziu os últimos dois livros e eu não sei o final.
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Leitora Viciada 10/07/2013

Após conferir o projeto gráfico da trilogia The Fallen World, fiquei muito satisfeita em ver que a Editora Intrínseca manteve a capa original. O Fim de Todos Nós é o primeiro volume de uma saga apocalíptica voltada ao público jovem. A capa é muito mais bonita ao vivo, porque o fundo é brilhoso e o título em relevo levemente áspero.
A capa avisa que o enredo aborda um tema delicado, pois no centro e ao fundo do título, dentro de letras que "arranham" estão de mãos dadas duas personagens em meio a um caminho desolado. São duas pessoas importantes no livro, embora sejam apenas suas silhuetas. E há um detalhe no M especial.
Gosto da simplicidade aparente da capa, mas de seu significado implícito. Assim como o livro é: Simples na leitura, complexo na absorção.
O trabalho gráfico contribui para o clima de perigo se ampliar, através de uma diagramação um pouco grunge e desconexa com riscos manchando algumas páginas estratégicas: Início, intercâmbio entre as partes e final.

O livro é dividido em três partes: Sintomas, Quarentena e Mortalidade. Exatamente como o vírus fatal e desconhecido se desenvolve, a história acompanha esta evolução, tornando-se cada vez mais crítica.
O interessante é a narrativa. Ela é completamente feita em um diário pessoal, escrito pela adolescente de dezesseis anos Kaelyn, moradora da ilha bruscamente afetada por uma doença desconhecida, voraz e mortal.
Além de possuir partes principais, o livro é estruturado em inúmeros curtos capítulos, quase sempre datados. Os relatos da jovem se iniciam em 22 de setembro, quando ela viu seu melhor amigo partir da ilha para o continente. Ela resolve então, escrever para ele o diário.
É uma narrativa especial: Além de conter confissões e informações dos acontecimentos, o diário é quase uma carta; não sabemos se é um desabafo e se será entregue por Kaelyn a seu amigo Leo. É uma mistura e uma escrita muito agradável de se ler.

Embora aborde um desastre de saúde e social, uma doença incurável que apresenta sintomas inéditos, a autora mantém a narrativa leve. Mesmo nas partes mais duras e chocantes, existe uma simplicidade na escrita de Megan que segura o leitor até o final, sem causa mal estar. No entanto, consegue atingir o objetivo de provocar variadas sensações, reflexões e curiosidade.
Por ser narrado por uma única pessoa, temos um único ponto de vista, mas isso é positivo. Kaelyn já está acostumada a fazer observações e a catalogar comportamentos e desenvolvimento de sociedades animais. Ela estuda esquilos, furões, coiotes e diversos outros bichos nativos do local. Ela os analisa e os estuda, sempre em forma de diário. Kaelyn, que sempre sonhou em estudar a vida animal e contribuir com descobertas científicas nesse meio, não imaginaria que seu "diário-carta-confissão" acabaria se tornando um documento com todo o desenvolvimento da doença fatal assombrosa.
O livro se transforma no relatório mais fiel sobre as mudanças sofridas pela população da ilha. Certamente Kaelyn cria um espetacular cotidiano da ilha enfrentando o vírus. Da luta pela vida.
Por outro lado, seus textos quando focados nos acontecimentos pessoais quase levam o leitor às lágrimas. Percebemos que mesmo contando o seu dia a dia, confissões e ideias íntimas, Kaelyn tenta focar mais no lado dissertativo sobre a ilha.
Esse é o ponto forte do livro: Encontramos confissões de uma adolescente sobre sua família, sua escola, mudança de rotina e sofrimento pessoal, mas também lemos sobre o desenvolvimento do vírus na ilha como um todo, como afeta o funcionamento do ambiente, do hospital, da população.
O ponto fraco está na carência de diálogos mais espontâneos. Embora Kaelyn os relate com precisão, são todos na forma indireta; um resumo de suas conversas.
Eu prefiro diálogos pontuados com travessão; não importando se são longos ou curtos; com ou sem descrições intermediárias. Aqui, logicamente, os diálogos estão entre aspas e nos relatos pessoais da protagonista.
Apesar de eu não gostar desse tipo de estrutura, assumo que foi a melhor escolha para o livro.

Leia a resenha completa no blogue.
Desculpe, porém após sofrer inúmeros plágios, as resenhas somente são publicadas na íntegra no blogue, onde o script possui proteção anti-cópia. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2013/07/trilogia-fallen-world-volume-1-o-fim-de.html
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Livy 28/08/2013

Não sai ilesa desta leitura!
Terrível, triste e devastada. É assim que me senti ao término da leitura de O Fim de Todos Nós. E posso garantir que são estas e tantas outras definições de mesmo nível que definem o livro. Estava um tanto ansiosa para conferir a história de O Fim de Todos Nós, e ao mesmo tempo um tanto receosa, e confesso que de início não esperava muito do livro.

Ao começar a leitura deste primeiro volume da série Fallen World, estranhei um pouco a narrativa de Megan Crowe. A autora utiliza de Kaelyn como narradora em primeira pessoa, através de um diário que a garota está escrevendo para seu ex-melhor amigo Leo, ao qual ela menciona diversas vezes, e utiliza de datas para iniciar seus relatos. De início, achei a narrativa um tanto superficial em alguns pontos, e muito detalhada em pontos que não via necessidade alguma. Também senti falta de descrições dos personagens, por exemplo. Mas esta estranheza foi apenas no início. Outro detalhe é que a trama se desenrola aos poucos e demora um pouco para engrenar, mas quando engrena... É de tirar o fôlego. Mas não por ter ação, não! Mas por todos os acontecimentos que se sucedem e nos arrancam o ar. Que nos fazem prender o fôlego sem perceber!

Ao decorrer da leitura, não só me vi totalmente envolvida com a narrativa de Crowe, como também não consegui largar o livro até chegar à última página! Sua narrativa se tornou viciante e me envolveu de uma forma que realmente não esperava. E... UAU! A autora me pegou de jeito em diversos aspectos. E um deles foi que, no fim das contas, eu acabei gostando muito do livro, algo para o qual simplesmente não estava preparada. E adoro este tipo bom de surpresa.

Crowe conseguiu criar uma trama tão real e amedrontadora, que nos dá medo e nos faz pensar: e se isso acontecer? E se isto estiver acontecendo neste exato momento? Mas digo mais: isto já aconteceu! Claro, não do mesmo jeito apresentado no livro, mas, vemos através dos tempos, e em um passado não tão distante, que desastres envolvendo novos tipos de vírus já surgiram e dizimaram milhares de pessoas ao redor do mundo. Talvez você já tenha ouvido falar da Peste Negra que dizimou um terço da população durante a Baixa Idade Média, uma verdadeira pandemia causada por uma bactéria. E mais recentemente vimos a Gripe Aviária e a Gripe Suína com seus vírus H5N1 E H1N1 infectando milhares de pessoas.

E então podemos nos perguntar: o livro O Fim de Todos Nós, de Megam Crowe é uma ficção? Pois para mim, não, não é! É claro, é um livro totalmente ficcional, mas com fatos e acontecimentos muito reais.

Kaelyn, é uma garota que sofre um tanto pela perda de seu melhor amigo Leo. Há alguns anos eles tiveram uma briga, antes do rapaz sair da ilha onde moravam, e nunca mais se falaram. Desde então Kae se sente muito sozinha e tenta, depois de muito tempo, se enturmar com outras pessoas. Reforça sua amizade com Rachel e Mackenzie, e decide mudar certas atitudes e ser mais sociável. Mas acontece que o que ela realmente gosta é ficar sozinha observando a natureza e os costumes de animais. Além, de alimentar a esperança de reencontrar com Leo e poder se desculpar.

Mas Kae talvez nunca tenha esta chance, pois do nada um vírus surge na ilha. Um vírus novo e desconhecido. Os sintomas iniciais são: espirro, tosse e uma insistente coceira que não passa. Depois vem a desinibição social: a pessoa fala tudo o que pensa e faz coisas estranhas, tendo alucinações, gritando, perdendo o controle. E então vem a morte.

A doença parece estar sendo controlada de início. O governo do continente, não muito distante dali, promete estar ajudando sempre com mantimentos e medicamentos, e coloca a ilha em quarentena. Mas a verdade: não há como controlar a doença, que se espalha rapidamente, e dizimando os habitantes da ilha. Não há controle, não há saída. Não há ajuda! Todos os habitantes estão presos na ilha sem poder sair. Ninguém entra também. E com o tempo até mesmo o que parecia seguro e certo, começa a perder o sentido e a força. Surgem o: desespero, caos... e a esperança, ou a perda total dela!

[...] Só quero que isso acabe. Quero que as lojas reabram e que as pessoas possam conversar sem máscaras cobrindo-lhes os rostos, e que mais ninguém morra, nunca mais. pág. 100


Kae é umas das personagens que têm de enfrentar o vírus e fazer de tudo para se proteger. Através dela conhecemos também tantos outros personagens importantes, como seu pai que é um microbiologista e ajuda no hospital da ilha e no centro de pesquisa para achar uma cura para o vírus; sua mãe e seu irmão, Drew. Conhecemos também Meredith, sua priminha de 7 anos, que se mostra muito madura para sua idade. Tessa, namorada de Leo, que acaba se tornando amiga fiel de Kae na diversidade e se mostra um porto seguro nesta luta pela sobrevivência. Gav, um dos sobreviventes, que se torna amigo e um algo mais de Kae. E Quentin, que acaba não lidando muito bem com as dificuldades. Enfim, entre tantos outros que não destaquei e são muito importantes.

Ao decorrer da trama conferimos a luta de Kae pela sobrevivência não somente dela mas de todos aqueles que ama. E em determinado ponto, vemos o quanto a vida é frágil e tudo pode mudar rapidamente. É triste ver como o vírus toma conta da ilha. É triste ver como os recursos e os meios se tornam escassos e difíceis. Como em determinado ponto não só o vírus é perigoso mas as pessoas também. Kae acaba se deparando com diversas questões sobre o que é certo e errado; o que realmente tem valor ou não. Tudo muda drasticamente e o que antes parecia ter importância de repente já não significa mais nada, num piscar de olhos.

Conforme avançava na leitura, me vi envolvida de tal forma que me despedacei junto à Kae e me desesperei com toda a situação da ilha. Com uma situação mais assustadora do que em um vírus que ataque e transforme todos em zumbis. Pois isto é real!

Nosso vírus é muito mias esperto do que aqueles que aparecem nos filmes de zumbi: não deixa as vítimas cambaleando por aí, babando e resmungando, de modo que qualquer um em sã consciência se afaste. Faz com que elas se aproximem das outras pessoas, para poder tossir e espirrar na cara delas. pág. 86


E também tenho que confessar que a autora me despedaçou com sua história. Pegou meu coração, apertou entre os dedos, jogou no chão e pisou em cima. Parece meio pesado e drástico falar assim, mas não consigo pensar em uma definição melhor de como me senti ao ler este livro. Ele é denso, forte, cheio de emoções e tem uma carga triste que abala. Não há como evitar. Eu não sai ilesa!

[...] Pessoas cujas presenças permanecem nos porta-retratos das mesas de cabeceira, nos bilhetes deixados nas bancadas das cozinhas, nos brinquedos espalhados pelo chão das salas e nos pôsteres pendurados nas paredes dos quartos. Porém nenhuma delas vai voltar. pág. 185


Tiro meu chapéu para Megan Crewe e dou o braço a torcer. Além da bela edição, realmente gostei bastante de O Fim de Todos Nós, e aguardo ansiosa pela continuação.

site: Confira mais resenhas no blog: http://nomundodoslivros.com
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ItaloDeck 20/04/2015

O Fim de Todos Nós - Megan Crewe
A história é narrada por Kaelyn, uma jovem de 16 anos que depois de uma temporada estudando em Toronto, retorna para sua cidade natal - uma pequena ilha - decidida a ser uma pessoa mais sociável e comunicativa.
Kaelyn é uma menina com dilemas típicos da adolescência, e enquanto luta para se dar bem na escola, fazer amigos, ser mais amigável e popular, percebe que algo de muito estranho está acontecendo com os moradores da sua cidade.
Um vírus letal, que começa com uma coceira chata e que se assemelha muito com os sintomas de uma gripe comum, ataca sorrateiramente o sistema nervoso dos cidadãos, que começam a contar seus segredos indistintamente e ter surtos histéricos.
O vírus é letal e impiedoso, faz vítimas de todas as classes e idades.
Kaelyn é uma das poucas pessoas a conseguir se curar dos efeitos devastadores do vírus, e enquanto tenta descobrir os motivos que a tornam uma dessas raras exceções, vê o seu mundo particular desabar, e junto dele, toda a sua cidade.

"A maioria das pessoas pensa que o mais assustador é saber que vai morrer. Não é. É saber que você pode ter que assistir a todo mundo que você já amou - ou mesmo apenas gostou - definhar e não poder fazer nada."

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O Fim de Todos nós é um daqueles livros que pouca gente conhece, que quase ninguém leu, mas que vale muito a pena.
Megan Crewe soube mixar muito bem romance, suspense e ficção. A história é bem escrita, envolvente e de fácil leitura.
Não tem como não se envolver, como não torcer pela cura do vírus, como não não amar Kaelyn, como não sorrir a cada conquista e como não chorar a cada perda sua.

O Fim de Todos Nós vai mexer com você.


*Ponto positivo: História bem escrita, de leitura rápida e descomplicada.

*Ponto negativo: O Fim de Todos nós é uma trilogia, e a editora Intrínseca ainda não publicou a continuação. Aguardamos ansiosamente.
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Kathrein 21/12/2020

Dolorosamente familiar
Li esse livro em uma sentada só. Tinha ele há muitos anos na estante e nunca tinha dado uma chance, de repente peguei ele pra ler no domingo e não consegui largar o dia todo.

O livro fala de uma pandemia semelhante a gripe (parece familiar?) que acontece em uma ilha próxima a um continente. E como tudo se desdobra a partir disso.

Dolorosamente familiar o livro tem um ritmo intenso e capítulos curtos de duas páginas no máximo. O que torna a leitura rápida mesmo tendo quase 300 páginas.

Recomendo a todos mas deixo aqui o alerta, pra quem está pisicologicamente instável nessa pandemia o livro possuí um milhão de gatilhos, eu por várias vezes me senti pessoalmente abalada durante a leitura.

O livro faz parte de uma série que a editora ainda não trouxe os outros volumes para o Brasil, mas pra quem quiser ler vale a pena conhecer e o final não é dos piores.
Livinha 21/12/2020minha estante
Já adicionei a minha lista!


Kathrein 21/12/2020minha estante
Bom demais viu!!




Léo 12/10/2013

A epidemia começa aqui
O enredo começa quando um vírus se espalha pelos habitantes de uma ilha. Os sintomas são os de um simples resfriado, como tosse e espirros. Depois de um tempo, o paciente começa a sentir uma coceira pelo corpo. Em seguida, o vírus toma conta da cabeça da pessoa e ela perde o controle de sua fala e de seus atos. Tudo piora gradualmente, até que finalmente a pessoa morre.

Quando li a sinopse do livro, nunca imaginei que esses indícios eram resultantes de um vírus mortal. Achei que não havia ameaça nenhuma, que era só um vírus comum. Epidemias são algo comum, como se entrosar com uma história que não inova em nada? Porém, no decorrer da narrativa, percebi a crueldade da doença ao notar que por parecer algo tão inocente ninguém desconfiaria do real perigo. A sociabilidade das pessoas no estágio mais avançado da doença faz com que esse vírus se espalhe facilmente.

Megan Crewe soube nos apavorar na medida certa. Conforme íamos nos aprofundando na leitura, mais personagens morriam e nada de alguém descobrir a cura. Ao mesmo tempo, o governo dava as costas para os habitantes da ilha que ainda tinham chances.

Kaelyn é a narradora da história. Através de um diário escrito para seu antigo melhor amigo Leo, ela nos conta tudo que acontece na ilha durante a epidemia e como assiste seus familiares e vizinhos morrerem aos poucos. Sem nenhuma forma para se comunicar com o continente, a menina se agarra a Tessa, a namorada de Leo, e a sua prima Meredith para enfrentar o caos que a ilha se transformou.

O Fim de Todos Nós é o primeiro volume de uma série. A autora fechou várias pontas, mas deixou algumas perguntas em aberto para a continuação. A diagramação e revisão do livro estão impecáveis, um excelente trabalho da editora.

Recomendo a todos!
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Polyana.Schulz 02/05/2020

o fim de todos nós em meio a pandemia
Depois que terminei de ler o livro, li várias resenhas sobre, e senti que essas pessoas não leram o livro na época certa e vou dizer porque: no atual momento que estamos vivendo, no meio desta pandemia, ele faz total sentido. Várias procedimentos descritos nele, várias recomendações e instruções, tudo lembra muito tudo o que estamos passando. Não sei se é por isso, mas ele foi extremamente cativante, com certeza não é algo que seja "leve" para a cabeça, mas foi uma ótima leitura. Me prendeu a cada página!
.
Única tristeza é que comecei a ler ele por acaso e não pesquisei sobre antes para saber que ele é o primeiro livro de uma TRILOGIA, e que os outros livros não tem tradução para o português!
Anderson 11/07/2020minha estante
Obrigado pelo aviso hahah




CooltureNews 29/06/2013

Coolture News
Pois é galera, não consegui me segurar e aqui estou mais uma vez para comentar sobre um livro onde um evento estranho pode colocar toda a humanidade em risco de extinção sendo que a história é contata por uma visão adolescente do que está ocorrendo, eu sei que prometi me segurar, mas a sinopse de O Fim de Todos Nós me pegou de jeito e acabei entrando de cabeça nessa leitura.

Mesmo tendo criado o interesse em ler esse livro, não estava preparado para uma história tão complexa e relatada de forma simples. Vou explicar, o livro nada mais é do que a transcrição do diário de Kaelyn (galera, vamos escolher nomes mais simples para os personagens?). No inicio conhecemos um pouco mais sua família, seu dia-a-dia e Leo, seu grande amigo que por algum acontecimento desconhecido para nós, se distanciou. O diário nada mais é do que a forma que Kae encontrou para colocar seus sentimentos, mas acabou se tornando a melhor forma de conhecer o que realmente ocorreu no inicio desta epidemia.

Tinha minhas dúvidas se esse estilo de narrativa iria segurar a onda e manter o tom inovador apresentado nos primeiros capítulos durante as partes mais tensas, e principalmente se continua sendo narrado desta forma do inicio ao fim, essa na verdade foi uma dúvida que mantive durante toda a leitura, afinal estava tudo tão bom, inovador e cativante que eu simplesmente esperava que a autora fosse perder a mão em algum momento, isso não ocorreu.

Vamos falar da epidemia, Kae recém voltou a morar na ilha onde cresceu e se vê tendo que enfrentar alguns problemas que deixou para trás quando se mudou com a família para Toronto durante um tempo. Mas isso não é nada comparado ao fato de pessoas próximas (cidade pequena todos são próximos) começarem a desenvolver sintomas de uma doença estranha e fatal. Seu pai, sendo o único microbiologista da ilha acaba tomando a frente do hospital e assim conseguimos praticamente todas as informações fornecidas pelas autoridades. Pois é, por mais que possa parecer forçada a justificativa para esse diário conter tantas informações cruciais, isso não é algo que você percebe durante a leitura, no meu caso foi somente agora escrevendo esta resenha e fazendo uma analise mais profunda sobre o livro.

Nesses poucos meses relatado no diário podemos visualizar o crescimento da personagem de acordo com as situações que sua família se vê obrigada a vivenciar, junto com os demais habitantes da ilha. Mas infelizmente não conhecemos mais a fundo o que esta acontecendo fora da ilha, a informação fica um pouco limitada, em contra partida conhecemos todos os dilemas humanos que essa situação pode trazer a tona.

O livro possui uma narrativa tão verídica que em alguns momentos chega a dar medo e é possível se colocar facilmente nessa situação e não saber em qual lado estará, pois ninguém está totalmente errado quando sua vida corre perigo, não existem informações liberadas e nem perspectiva de melhora na situação, o medo realmente justifica.

Uma leitura muito recomendada, um livro envolvente e personagens não cativantes e sim reais, com os mesmos dilemas e problemas que enfrentamos diariamente, mas em uma situação limite. Aguardando ansiosamente o lançamento do segundo volume desta trilogia.

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Ju Ribeiro 11/09/2015

Sabe aquele livro do qual você não espera muita coisa e, depois de um tempo, não quer que acabe? Essa é a minha realidade com O Fim de Todos Nós, livro da escrito americana Megan Crewe, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Definitivamente, esse é o livro que PRE-CI-SA de um espaço na sua estante!

Para Kaelyn não foi nada fácil ver Leo, seu melhor amigo, partir sem que eles tivessem feito as pazes. Depois de um tempo morando em Toronto, ela volta para a ilha com sua família, enquanto ele está indo fazer intercâmbio em Nova York. Ela começa então a escrever um diário, que no início tinha como único objetivo contá-lo como ela estava se readaptando, já que tudo tinha mudado desde que ela fora para o Canadá. Acontece que de repente, a ilha é assolada por um vírus letal, que faz com que os habitantes comecem a se coçar e tossir, passem a falar tudo que lhes vem à cabeça e depois morrerem. A ilha é isolada, o governo não parece preocupado em achar uma cura para essa doença e ninguém - absolutamente ninguém - está à salvo.



Eu não me considero uma leitora muito exigente, mas é bem difícil um livro entrar para a minha lista de favoritos, mas Megan Crewe me conquistou de uma maneira irremediável. Já faz uns dias que terminei esse livro e ia fazer uma resenha em vídeo, mas vi que eu ficaria uns quarenta minutos falando o quanto OFDTN (vamos poupar letras?) é fantástico!

Logo de início, me identifiquei demais com a Kaelyn, já que pela mesmíssima situação de mudar de um lugar para outro completamente diferente, brigada com um cara que era, até então, meu melhor amigo. Portanto, eu consigo entender perfeitamente o que ela sentia. Por ser escrito em forma de diário, é de se pensar se o livro não fica pobre em detalhes. Acreditem ou não, isso não acontece e tudo é descrito de maneira precisa, mas não entendiante.

Por mais que eu diga um bilhão de vezes o quanto esse livro superou as minhas expectativas, nunca vai ser suficiente. Não sei se pode ser considerado como uma distopia, já que, da forma como é colocada, a situação parece algo que pode acontecer na sua cidade, no nosso país e etc. A Kae fica completamente envolvida com o que está acontecendo na ilha graças à seu pai, que é microbiologista e é convocado pelas autoridades locais para ajudar a procurar formas de conter a ação do vírus.

Pra saber mais, só lendo mesmo. O livro não é perfeito por uma tremenda gafe cometida pela editora Intrínseca: Em lugar algum (nem na capa, nem na contracapa, nem na orelha), eles citam que o livro é o primeiro de uma trilogia. Como eu comprei sem ter noção disso, só percebi nas 50 últimas páginas, quando eu não entendi porque a autora ainda não tinha fechado muitas pontas soltas. Mas não atribuo o erro à autora ou à obra, mas sim à Intrínseca, que deixou tudo às escuras. #fail

E ah! Eu falei em vídeo da capa amarela e que isso já tinha me deixado com o pé atrás, lembram? No momento, estou tão apaixonada que até a capa caiu como uma luva para O Fim de Todos Nós ♥

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