O Ladrão de Cadáveres

O Ladrão de Cadáveres James Bradley




Resenhas - O Ladrão de Cadáveres


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Rittes 22/04/2014

Ladrão de tempo e paciência...
Fazia tempo que um livro não me desagradava tanto. Acho que a decepção é maior por causa da promessa contida nele. A ideia é boa: retratar a vida dos vendedores de cadáveres da era vitoriana numa Londres cruel e desumana. Mas, fica nisso. A prosa de James Bradley não deslancha. Pelo contrário, é arrastada, lenta, por vezes caótica. Seguir adiante depois de umas 30 páginas é mesmo um desafio! Sem falar na edição descuidada da Record. Da capa feia às cochiladas no texto ("aparecerem" no lugar de "aparecem", por exemplo, e palavras no singular quando deveriam estar no plural etc.)indo ao absurdo de colocar o livro TODO no texto das orelhas e da última capa, a edição só piora o que já era ruim. Um livro que não empolga em nenhum momento, com personagens que não cativam e uma história que pode ser resumida num parágrafo. Uma perda de tempo e um teste para a paciência de qualquer um. Prefira ler o ótimo "O mapa fantasma", de Steven Jhonson ou qualquer coisa de Charles Dickens. Fuja deste!!!
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Natalia 30/07/2013

Resenha produzida para o blog Perdidas na Biblioteca
Gabriel é um órfão que parte para Londres para ser aprendiz de um cirurgião que ministra aulas na cidade. Para ministrar as aulas de anatomia, o cirurgião precisa de cadáveres que são entregues em sua residência por homens que invadem os cemitérios da região e roubam os corpos para vendê-los a esses anatomistas.
Gabriel logo começa a manusear os corpos e a observar o mestre nas autópsias, porém, ao invés dele se dedicar ao estudo, ele acaba se deixando levar pelos prazeres que a cidade oferece.
O resultado?
Ele acaba viciado em ópio, alcoólatra e apaixonado por uma prostituta. Como se isso já não fosse o bastante, ele acaba se envolvendo em uma briga e jogando fora o futuro como cirurgião e vai parar, literalmente, na rua.
O pouco dinheiro que lhe restava, é consumido em bebedeiras e em drogas, e sem ter um ofício e onde viver, ele acaba procurando um inimigo de seu antigo mentor, que trabalha roubando os cadáveres.
Com isso, Gabriel passa a ser um ladrão de cadáveres. Mas se você acha que a desgraça dele acabou, esta muito enganado (a).
O negócio de venda de corpos é muito lucrativo, pois existem diversos anatomistas que dependem dos corpos para ministrar aulas, estudar o funcionamento do corpo humano, etc... mas não existem tantos corpos disponíveis por ai.

Um dia, Gabriel esta com outros ladrões, e acaba presenciando um assassinato, que é cometido por um de seus companheiros. Vocês pensam que eles fugiram, ou chamaram a polícia? Negativo! Eles venderam o corpo "fresquinho" para uma cirurgião!
Resumindo: Pra que roubar corpos em cemitérios, correndo o risco de ser pego, se eu posso matar pessoas que ninguém sentirá falta e vender os corpos deles?!
Com isso, Gabriel passa a ser cúmplice de vários assassinatos: mendigos, prostitutas, homens e mulheres sem família...
Mas Gabriel não pode confiar em seus companheiros e seu vício em ópio começa a ser um problema, já que não podemos confiar um segredo (como uma série de assassinatos) a uma pessoa que vive drogada.
Seu companheiro de assassinatos percebe que precisa se livrar de Gabriel e qual o melhor jeito de se livrar de uma pessoa senão a matando?
É exatamente isso que ele planeja. Será que irá conseguir?

Bem, sem contar o final do livro é basicamente isso que posso lhes falar. Porém, quando você chega nessa parte (a tentativa de assassinato de Gabriel), você já passou da metade do livro.
Eis o primeiro problema: Até este momento, nada de relevante aconteceu no livro. O personagem passa o livro inteiro narrando o que acontece com ele; seu vício em ópio; o quanto ele deseja a prostituta; como ele não gosta dos homens com quem convive; como ele se deixa levar pela bebedeira e pelas farras nas noites londrinas e pronto. Nada de útil acontece.
Você só vê a decadência dele sendo narrada por ele próprio.

O cenário descrito no livro me pareceu muito parecido com o do filme Barbeiro Demoníaco de Tim Burton. Bem sujo, deprimente e cinzento. Ou seja, um cenário digno de uma bela história de terror, porém, o autor se perde completamente no enredo. Ao invés de explorar o fato do contrabando de corpos e movimentar a história, ele foca na miséria e desgraça do personagem, deixando o roubo de corpos como apenas um pano de fundo.
Gabriel é um personagem fraco, que parece que veio nesse mundo a passeio. Ele vive a vida e quando o dinheiro acaba, a única coisa que ele pensa é em como conseguir alguns trocados para conseguir comprar mais ópio.

Quando os assassinatos começam, você acredita que finalmente terá alguma movimentação na história. Sei lá... a polícia perseguindo eles por exemplo, mas, não é isso que acontece. Na verdade, as pessoas nem tomam conhecimento desses assassinatos. Eles servem apenas para mostrar como os companheiros de Gabriel são pessoas perigosas e como Gabriel não possui mais limites, pois ele até ajuda segurando as vítimas para que elas não fujam.

Mas então, Gabriel é ameaçado de morte, e você continua lendo pra ver se ele acorda pra vida e percebe que esta fazendo tudo errado; se arrepende; dá uma lição nos caras... sei lá. Você sente que haverá uma reviravolta na história, mas quando ela chega... é decepcionante.
Você para e pensa: "Espera aí... é isso?"
A história não tem nada que prenda o leitor. Um grande mistério; um casal loucamente apaixonado... nada!
A única coisa que achei realmente interessante foi o cenário, que já descrevi acima.
Lastimável...

site: http://perdidasnabiblioteca.blogspot.com.br
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Camila Márcia 06/05/2013

Nem sempre as coisas são como queremos.
The Resurrectionist foi publicado no Brasil como O Ladrão de Cadáveres escrito pelo romancista James Bradley, que é autor também de Warck e The Deep Field. O Ladrão de Cadáveres foi indicado ao The Age Fiction Book of the Year Award e ao Christina Stead Award for Fiction.
Neste livro, o narrador personagem Gabriel Swift nos conta sua história, que se passa na Londres de 1826. Gabriel é órfão e seu tutor o manda estudar com o Sr. Poll. O Sr. Poll ensina para alguns alunos anatomia, isto é, dissecado, cortando e fatiando corpos. Os corpos são conseguidos através de ladrões de cadáveres que os vendem para os professores.
Prosseguindo a narrativa percebemos que Gabriel não tem nenhuma vocação para a anatomia e medicina e após algumas intrigas acaba abandonando os estudos. Na rua, apaixonado por uma prostituta (Arabella) e viciado em ópio o narrador personagem acaba envolvendo-se com Lucan, um famoso e temido ladrão de cadáveres, desse modo, acaba seguindo esta ‘profissão’ e assim consegue seus trocados para manter seus vícios. Mas tanta descaracterização o torna outra pessoa: mesquinha, egoísta e cruel. Ladrões de Cadáveres que acabam agindo de forma insana e ao invés de saquear os túmulos matam pessoas e vendem seus corpos frescos.
Em O Ladrão de Cadáveres não temos um mocinho ou um romance que nos faça suspirar e muito menos se trata de um livro de terror, como erroneamente supus ao ler a sinopse. Mas sem dúvida, apesar da narrativa lenta, com diálogos escassos e em vários momentos maçantes, o livro nos faz refletir sobre a efemeridade da vida e o quanto existem pessoas sem escrúpulos, que para conseguirem o que querem – mesmo quando não sabem o que querem – são capazes de fazer tudo.
John Bradley escreveu um livro que pode até retratar bem a década de 1820 em Londres, que faz uma ótima descrição da anatomia humana e faz os leitores refletirem sobre vida X morte, integridade X corruptibilidade, companhia X solidão entre outras dicotomias e até mesmo paradoxos. Entretanto, O Ladrão de Cadáveres, torna-se uma leitura um tanto monótona por conta da falta de diálogos e pela fragmentação da história, que por diversas vezes apresenta características de um diário pessoal do personagem Gabriel Swift que simplesmente só escreve quando quer e nos coloca a par das partes que acha importante.
Particularmente, quando li a sinopse e vi o título do livro eu fiquei imensamente curiosa, pensei que se tratava de um livro de terror, desde “O Monstrologista” [resenha aqui] não lia algo de terror realmente bom então fiquei toda animada com O Ladrão de Cadáveres, mas infelizmente a leitura deixou a desejar. Em suma, o livro não é de todo ruim, mas fiquei com a sensação de que ele poderia ter sido bem melhor.

Camila Márcia
http://www.delivroemlivro.blogspot.com.br/
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Gi 31/12/2015

Entediante
Quando peguei ele, achei estar comprando um livro que eu ia começar a ler naquela noite e só ia dormir depois que termina-lo. Mas não foi bem assim que ocorreu: na 10º página eu já estava quase caindo de sono. Não há emoção, não há muitas coisas intrigantes que um livro que fala sobre a venda de cadáveres deveria ter. Há algumas partes que os seus olhos dão uma pequena e rápida arregalada, mas isso é algo que deveria ocorrer em pelo menos 70% da leitura de um livro que tenta passar uma imagem intimidadora.
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Viviane.Rosa 16/10/2015

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Um bom livro no começo e meio. Mas concordo que o final tenha sido meio incoerente.
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