A Luz Entre Oceanos

A Luz Entre Oceanos M. L. Stedman




Resenhas - A Luz Entre Oceanos


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Andrea 07/02/2018

Mesmo sem nenhuma vontade de ter filhos e horror a crianças pequenas, esse livro conseguiu me cativar. Fui capaz de compreender e perdoar a ação equivocada do casal protagonista, ao menos nas primeiras páginas. À medida que o livro avança, no entanto, fica cada vez mais irritante escutar as mesmas desculpas esfarrapadas, que pressupõe circunstâncias divinas em vez de olhar para si mesmo, algo que considero um dos maiores perigos da religião: em vez de fazer a coisa certa, inventamos que um ser mágico, uma circunstância mística, uma conspiração do universo deseja nos presentear com algo que é claramente errado. Assim, fechamos nossos olhos para a nossa própria culpa e responsabilidade.

Não gostei da segunda metade do livro, mas o final foi conclusivo o suficiente.
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Marcia 15/11/2017

Lindo e triste. Não existem heróis, o ganho de um é a perda do outro e sofremos por ambos. APAIXONANTE!
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Kizia 24/08/2017

Uma leitura surpreendente !
Livro: Luz Entre Oceanos
Autor: M.L Stedman

? Então... O que aconteceu comigo após o término dessa leitura .... Não sou ninguém!
Acredite, meu coração foi arrancado e devolvido em migalhas.

"Quando se trata de seus filhos, os pais são apenas instintos e esperança. Regras e leis saem voando pela janela. A lei é a lei, mas pessoas são pessoas. "

Essa frase já diz muito sobre todo enredo da história. Poderia finalizar aqui mas decidi escrever um pouco mais ....
Foi um livro que no início me deu uma canseira danada. Até parei de ler e emprestei ele à uma amiga, quando ela me devolveu, ouvi críticas tão boas dela que eu resolvi dar mais uma chance, olha ... valeu a pena !

A história não tem mocinho e nem vilão. Não tem certo ou errado. Têm apenas a escolha de pessoas que fazem de tudo pra proteger, cuidar e amar a aquilo mais se ama.
O sofrimento da perda de uma pessoa á alegria da prece ouvida de outra. O que é certo ou errado quando se trata de filhos? O que fazer quando universo reclama aquilo que de fato não lhe pertence? Seu amor esta disposto a enfrentar as consequências de suas ações ?
São questões que me envolveram além do que esperava.
A maneira que o livro foi escrito foi algo sensacional. Você vê e sente cada personagem. Você se torna o júri, juiz, advogado e o réu. Você sente a brisa, ouve ondas e se sente iluminado pelo farol. Você faz parte de Janus no momento em que se arrisca a entrar em barco a caminho desse drama.
Ele te induz a pensar: Mas se fosse eu? Uma questão que até agora não consegui a resposta. Não há como tomar partido de ninguém. A cada parágrafo você entende a dor de cada personagem, você acaba olhando em diversas perspectivas.
De fato é uma montanha russa de emoções.
E sabe o melhor de tudo? O final ... ainda não me decidi se foi um final bom ou ruim, mas o fato de ter um final (já que muitos livros terminam sem sentido algum ?) e ser aquilo que você não espera me deixou satisfeita. Esse livro, graças a Deus, não faz parte dos muitos que são sempre previsíveis.

Não há como falar do livro sem dar spoiler. O coisa complicada !!!!!!

Contudo ...

"Talvez, ao final das contas, ninguém seja tão mal quanto o pior que tenha feito."

Ass.; Kizia Moreira ?

Até a próxima
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Tamara 08/08/2017

*Resenha postada na íntegra e originalmente em: https://rillismo.blogspot.com.br/2017/08/resenha-luz-entre-oceanos-por-m-l.html

A luz entre oceanos é um daqueles livros que quando eu li a sinopse pela primeira vez me interessou e então adicionei a minha eterna lista de leituras, mas não tinha, necessariamente, um desejo forte de lê-lo. Então, no ano passado, ouve um certo burburinho em torno dele, devido ao lançamento de uma adaptação deste para o cinema, e encontrei várias resenhas bem positivas. Porém, só agora que escolhendo o que ler, me deparei com ele e resolvi que seria o escolhido. E admito que valeu muito a pena ter realizado essa leitura, e foi uma surpresa, após uma temporada de leituras fracas que fiz.
Confesso que já fui sugada para o livro nos primeiros capítulos, uma vez que nas primeiras páginas a autora nos mostra a chegada daquele barco na ilha, e só em seguida que começa apresentar-nos o capítulo 1, mostrando o passado de Tom e Isabel, então, isso nos deixa intrigados para saber o que acontecerá com aquele bebezinho inocente e com o desejo de Isabel de ser mãe. à medida que fui evoluindo na leitura, cada vez mais me apegava a cada um daqueles personagens, tão humanos e cheios de defeitos, e queria saber qual seria seus destinos, ao mesmo tempo que sentia receio por cada um deles e uma certa vontade de protegê-los das coisas trágicas que os esperavam.
Porém, devo alertar a quem pretende lê-lo que não é um livro fácil. Trazendo um dilema ético e moral, somos tragados para o conflito, e em vários momentos, assim como os personagens da obra, também nos questionamos o que seria o correto a se fazer, principalmente por envolver uma criança que tinha seu destino inteiramente nas mãos daqueles adultos que só procuravam fazer o melhor. E seguindo na linha desse dilema ético, eu posso dizer que o final foi o ponto que mais foi conflituoso para mim, e agora, dias depois do término, não consigo ter certeza se ele me agradou totalmente, mas a minha conclusão principal é que eu gostaria que algumas coisas tivessem sido diferentes, mas isso não deixa o livro ruim ou tira algo de sua beleza, pelo contrário, o deixa ainda mais vívido, realista e doloroso. E falando em doloroso, é um livro que nos arranca lágrimas. Talvez os mais sensíveis chorem em diversos momentos do livro, pois eu senti esse desejo também, porém, o que me arrancou muitas lágrimas foi o final, sobre o qual já divaguei. Além disso, ele não é um livro carregado de ação, embora traga várias reviravoltas um tanto inesperadas, mas deve-se saber que é um livro que trata de famílias, de vidas humanas e de decisões, não havendo espaço para tanta ação, podendo até mesmo ser definido como um enredo por vezes melancólico. Mas, mesmo com isso, não considero que nenhum destes tenha sido pontos negativos para mim, mas para os leitores que não se identificam com os fatores mencionados acima, e preferem livros com finais plenamente felizes, ou com mais ação e com enredos mais alegres, essa pode não ser uma recomendação de leitura interessante.
Mas, é extremamente necessário falar dos pontos que tornam esse livro especial. Em primeiro lugar, achei-o incrível por trazer uma originalidade ferrenha em todo o seu enredo. Eu jamais havia ouvido falar de algo parecido, e acredito que o modo como a autora trabalhou tudo foi surpreendente, tanto para aqueles que amarem o livro, ou até mesmo para aqueles que o detestarem, pois estes provavelmente não conseguirão negar os méritos da autora de ter criado algo singular. Além disso, ela aborda dilemas bastante difíceis, mas que ao mesmo tempo são passíveis de acontecer com qualquer um de nós, o que nos permite o tempo inteiro nos inserir no lugar daquelas pessoas e tentar imaginar o que faríamos no seu lugar, embora a cada momento que nos é apresentado um lado da história, mudamos de opinião em relação ao que seria certo, e finalizamos ainda sem qualquer certeza. Além disso, todos os sentimentos descritos são bastante vívidos, tanto os de Tom em relação a tudo o que seu passado na guerra lhe causou, até os sentimentos de dor de Isabel devido aos sucessivos abortos, e depois em relação a possibilidade de perder sua filha. Também, é muito interessante de se acompanhar a época em que tudo se passa: começando no ano de 1919 e indo, no último capítulo a trinta anos a diante, conhecemos uma época diferenciada, com costumes diversos do nosso, e de certa maneira é uma época mais calma, que se passava mais lentamente e não trazia em si a pressa que está implícita nos nossos tempos atuais; eu sinto que essa época onde se passa a obra nos deixa suspensos no tempo, como se pudéssemos literalmente revisitar o passado e estar lá. Cabe ainda um destaque para o cenário que foi muito bem descrito, e tanto o farol quanto a ilha onde a maior parte das cenas se desenrolam, são lugares pitorescos, únicos e que trazem uma beleza um tanto melancólica e solitária, e fiquei imaginando durante todo o tempo como seria estar lá, em meio a todo aquele silêncio e a imensidão do oceano.
Eu não consigo dizer que amei ou odiei os personagens, pois em vários momentos eu sentia raiva de suas atitudes, mas no seguinte, os compreendia e os adorava. Entre eles, a minha favorita é certamente Lucy, uma menininha inocente que não entende o que se passa ao seu redor, e que tem as decisões de sua vida nas mãos de pessoas que em alguns momentos não colocam suas necessidades acima de todas as outras coisas. Também há Isabel, uma mulher forte, e que ama, acima de tudo, e que está disposta a fazer o que estiver a seu alcance para proteger e cuidar desse amor, o que muitas vezes não segue o que é correto. Isabel foi alguém de quem gostei, durante todo o livro. Já outros personagens tiveram diversas atitudes que me deixaram um pouco frustrada, sendo Tom um destes personagens, e seus arroubos de consciência as vezes se tornaram prejudiciais e o levavam a cometer atos impulsivos. A segunda personagem que me irritou, talvez ainda mais intensamente do que Tom foi Hannah, alguém que surge na metade do livro e que mesmo estando com todo o direito de fazer o que fez, me deixou frustrada por seus modos de pensar e de agir, bastante inflexíveis, mas somente após uma leitura do livro é que o leitor conseguirá compreender do que estou falando.
O livro é dividido em trinta e sete capítulos de tamanho razoável, e a narração é toda feita em terceira pessoa. Durante a minha leitura, que foi realizada em ebook não encontrei erros. É preciso ainda mencionar que essa obra foi lançada inicialmente no ano de 2013 no Brasil, pela editora Rocco, e três anos depois, no ano de 2016, foi adaptado para o cinema, estreando então no país em novembro do mesmo ano, sendo que nessa época a editora relançou a obra, com a nova capa, seguindo agora a imagem que se apresenta nos cinemas.
Recomendo essa obra para os leitores que gostam de histórias sensíveis, belas e reflexivas. Para aqueles que gostam de livros que façam pensar, pois essa é uma história que fala de certo e de errado, de escolhas e de consequências, e principalmente uma história que fala de algo profundamente imprevisível e incompreensível que são os sentimentos humanos mais primários e instintivos como a dor, a perda, a proteção e o amor.





site: https://rillismo.blogspot.com.br/2017/08/resenha-luz-entre-oceanos-por-m-l.html
Aninha 08/08/2017minha estante
Lindo esse livro.




ViagensdePapel 19/07/2017

A luz entre oceanos é uma excelente leitura, lançado no Brasil pela Editora Rocco em 2013 e, recentemente, republicado com a capa do filme (aliás, ainda não tive a oportunidade de assistir). O livro narra uma série de eventos dolorosos que se passam na vida de um jovem casal australiano.

A história tem início quando Tom Sherbourne, um ex-soldado atormentado pelas experiências deixadas pela Primeira Guerra Mundial, retoma sua vida. Em 1919, Tom almeja uma vida tranquila e sossegada, assim acaba aceitando uma oferta de emprego que lhe proporcionará o que tanto quer. Antes de assumir o cargo de faroleiro na isolada ilha de Janus, localizada entre os oceanos Atlântico e Índico, ele é muito bem recebido pela comunidade local – Point Partageuse, é neste ambiente apaziguador que conhece uma bela jovem de dezessete anos, Isabel Graysmark. Tom e Isabel acabam se apaixonando, logo se casam e partem para a ilha.

De início, o contrato de trabalho de Tom era de apenas seis meses, no entanto, esse período é estendido por anos. Apesar da vida tranquila, o casal não pode ter filhos, esse fator é irrelevante para ele que ama a esposa. Porém, Isabel se sente deprimida após a sucessão de abortos. Num dia de calmaria, Isabel ouve choros de criança, um pequeno barco acaba à deriva na costa da ilha, dentro há um homem morto e uma recém-nascida viva. Para Isabel esse acontecimento representa um milagre, a resposta as suas preces e o consolo por tantas provações. Tom se encontra num terrível dilema, atender as suas obrigações e consciência ou a suplica da esposa para encobrir o ocorrido e assumirem a criança como sua, faz pouquíssimo tempo que Isabel abordou e ninguém tomou conhecimento do fato.

Os anos passam, a menina cresce e assume feições diferentes dos pais, verdades surgem e o passado é desenterrado. Neste contexto, as apreensões do casal tornam-se cada dia maior, o amor não está tão presente, o pesar das escolhas cresce como erva daninha. Isabel não se arrepende por nenhum momento, ama e idolatra sua filha de alma. Tom ama a filha, no entanto, sofre pelas suas decisões que trouxeram grande dor a terceiros. A história por detrás do misterioso homem morto encontrado à deriva anos atrás e sua bebezinha é ainda mais amarga.


Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2017/03/06/resenha-a-luz-entre-oceanos-de-m-l-stedman/#more-5332
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Michele.Acquafreda 05/07/2017

A Luz entre oceanos
A luz entre oceanos

Uma história comovente e repleta de dilemas.
Tom Sherbourne passa pela Primeira Guerra Mundial como um grande soldado, carregando dela grandes sequelas emocionais e psicológicas. Ao tentar refazer sua vida, Tom torna-se faroleiro de uma ilha isolada, Janus Rock, sendo ele o único morador do local. Por muito tempo permanece ali, isolado do mundo girando em torno das suas reflexões e do trabalho que executa com perfeição. Em uma das licenças concedidas à ele, Tom conhece e se encanta por Isabel, moradora de Partegeuse repleta de vida e carisma. Isabel decide ir morar na ilha com Tom. Janus se torna um ninho de amor para o casal.
O pesadelo começa a surgir com uma sequência de abortos sofridos por Isabel. A garota se entristece e não há palavras que possa aliviar sua dor. Eis que logo após seu terceiro aborto, um barco se aproxima da ilha com um bebê e ao seu lado, um homem morto.
Um presente de Deus? Um filho sem pai para pais sem filhos?
Qual é o limite da ética? E do amor?
Como lidar com escolhas difíceis e encarar as consequências geradas por elas?
Esses são apenas alguns dos questionamentos que o livro nos faz refletir.
Quem é mãe sente de perto os conflitos existentes entre todos os envolvidos nesta bela história. E de verdade? Até agora não sei se concordo com o final da história ou não. Final este, que não foi nada previsível.
Não consegui tomar partido. Pude enxergar a história através dos diferentes pontos de vista e entender o dilema e a dor de cada um dos personagens. Enquanto uns ganham, outros sofrem com isso.
Um belo livro! Um pouco dramático talvez, o que não tira sua beleza.
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SMiletic 20/06/2017

É impossível fugir da verdade, mesmo isolado em uma ilha
Depois do terror da guerra, viver em uma ilha isolada da Austrália, exatamente entre dois oceanos, cuidando do farol, parece ser um bom plano para Tom: a rotina rígida, as normas regulando seus dias e a ausência de pessoas e barulho lhe dão alguma paz.

Mas o coração tem das suas e ele acaba apaixonado por Isabel, jovem da cidade próxima que ele visita antes de assumir seu posto, e com ela se casa.

A vida isolada do casal pode tanto ser o paraíso como o inferno, ainda mais quando o sonho de formar uma família não se realiza.

Um dia o oceano traz um barco para a praia, um barco que muda tudo. Enquanto Isabel não tem dúvidas quanto ao que quer fazer, Tom se vê dividido entre o amor que sente pela esposa, e a vontade de fazer qualquer coisa para que ela seja feliz, e fazer o que é certo - quando se esteve na guerra se sabe que não é possível simplesmente dizer que algo é certo porque na maioria das vezes isso significa magoar alguém.

Adaptado recentemente para o cinema, A Luz Entre Os Oceanos tem uma história emocionante, mas não fiquei realmente apaixonada pela "escrita" da autora, que achei um pouco cansativa. Mas é um daqueles livros que nos faz refletir sobre nossos sentimentos influenciam nosso julgamento.

#livros #livros2017 #kindle
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Carlos Lucio 19/06/2017

Tom é um veterano da Segunda Guerra que aceita trabalhar cuidando de um farol em Janus, uma ilha remota e sem habitantes da costa australiana. Nos primeiros meses, e nas poucas vezes que deixou a ilha para ir ao continente, se apaixonou por Isabel, e esta por ele. Os dois se casam. O local, mesmo isolado, mostra-se o paraíso para o casal. Isso, até Isabel ficar grávida e perder o bebê. E o mesmo acontece numa segunda tentativa. E numa terceira.

O psicológico de Isabel fica comprometido, seu desespero é compreensível e doloroso, mesmo para o leitor. Tom tenta se manter presente, consolar a esposa da forma que é possível, mas existem coisas que apenas uma mulher consegue sentir. Então, no meio desse desespero, aparece uma barco à deriva. Nele, um homem morto e um bebê chorando. Isabel enxerga isso como um presente de Deus, a chance de ser mãe. Tom, com toda a sua honestidade e caráter, é contra o pedido de Isabel: contar para todos que a criança é deles. Mas o amor que ele sente pela esposa é maior que seu caráter, e os dois consolidam a farsa.

Anos mais tarde, com Lucy, a criança que eles encontraram e que todos pensam ser filha deles, com cinco anos de idade, Tom, acidentalmente, descobre quem é a mãe verdadeira, e em como ela, Hannah, sofre todo esse tempo pelo desaparecimento da filha. Então, fica óbvio para o leitor, que lágrimas, muitas lágrimas serão derramadas na conclusão desse livro, porque é impossível existir um final que seja indolor, mesmo que justo.

A LUZ ENTRE OCEANOS compreende diversos tipos de amor: o amor entre um casal, o amor entre filhos e pais, o amor para perdoar, o amor para a sabedoria do que é certo fazer. Mas também é uma história sobre escolhas, certas e erradas, e sobre suas consequências. É sobre caráter, sobre raiva, sobre sacrifício. Acredito que quando cheguei ao fim da leitura, meu coração estava totalmente dilacerado pela quantidade de emoções que senti.

Ao contrário do que eu imaginei no início, Tom é o personagem que tem as escolhas mais difíceis, e é aquele que demonstra conseguir equilibrar amor, responsabilidade, caráter e resignação da forma mais correta possível. Ele sabe que mentir sobre ser pai de uma criança que não é deles, é errado. Mas ele reconhece que Isabel está à beira de um colapso após o terceiro aborto. Ele não mente para ser pai, ele mente para salvar a esposa de enlouquecer.

Quanto Tom descobre quem é a mãe biológica de Lucy, ele acredita que Isabel já está forte o suficiente para conseguir superar o que precisa ser feito. Nesse ponto, Tom usa a honestidade e a compaixão para fazer o que deve. E quando a verdade vem à tona, e com ela as consequências para o que Isabel e ele fizeram, Tom absorve toda a culpa para salvar Isabel de um castigo que deveria ser dos dois. Por toda a história, o amor de Tom por Lucy, por Isabel e pela própria Hannah, é o sentimento mais verdadeiro, mais puro que existe.

Isabel, diante das perdas que sofre, da inabilidade de ser mãe, se apoia em Lucy para se manter lucida e conseguir viver. Ela não consegue enxergar nenhuma outra opção além dessa. Ela não consegue sentir nada mais além do amor que sente por Lucy. Todo o resto, inclusive Tom, são secundários. Em certo ponto da narrativa, eu senti raiva de Isabel e por todo o seu egoísmo. Eu julguei. É um fato que o que ela fez é errado. Mas é um fato, também, e isso só compreendi perto do final da história, que Isabel não é perfeita, que ela quer ser, acima de tudo, uma mãe, uma mulher, que na mente dela, isso não é possível, a não ser pela representação da figura de mãe e pela presença de Lucy. Isabel é alguém que sofre diante de sua impotência biológica. Mas ela, no fundo, ama Tom com todas as suas forças. Esse amor só está ofuscado pela dor que ela sente pela perda de três filhos. Mas ele existe, e ele retorna quando ela se vê diante de um impasse.

Por fim, Hannah é apenas uma vítima, como Lucy. Ela não fez nada, ela só sofre as consequências das escolhas dos outros. Mas ela, da mesma forma que Tom, é uma mulher íntegra, que tem raiva pelo que passou, mas que também reconhece uma gratidão pela forma como sua filha foi amada e educada durante cinco anos. A dúvida que fica, que pesa no coração do leitor, é se Hannah conseguirá enxergar isso antes de Isabel e Tom se perderam diante da justiça.

Como já disse, não tem como A LUZ ENTRE OCEANOS ter um final indolor. Mas é um final justo. E sua parte final, anos mais tarde, quando Lucy já é uma mulher, é impossível de não chorar.

site: http://www.gettub.com.br/2017/06/a-luz-entre-oceanos.html
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Rodrigo Pamplona 21/05/2017

Doloroso e Aflitivo (Sem Spoilers)
A palavra que melhor define este livro é DILEMA. A autora te deixa dividido entre o certo e o errado, o moral e o ético, te jogando de um lado para o outro no oceano da sua consciência. É um livro recheado de dor e de esperança e fala diretamente com o coração, recorrendo a emoção desenfreada (algumas poucas vezes piegas) para prender a atenção na leitura.

De modo geral, tive uma boa experiência com este livro e o recomendaria para qualquer pessoa que esteja procurando uma obra extremamente dramática e contundente. Só tome cuidado se você tiver filhos: a leitura pode se tornar lancinante para pais desavisados, já que a maior parte da sua carga dramática envolve questões de maternidade. Se me emocionei tendo somente um cachorrinho como "filho", só posso imaginar a angústia que pais e mães sentirão :)
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Kamila 03/05/2017

A Luz Entre Oceanos se passa no fim da Primeira Guerra Mundial, quando o ex-soldado Tom Sherbourne é designado para trabalhar como zelador de um farol na Austrália Ocidental. Os primeiros anos dele são tranquilos, sempre relembrando os horrores que viu e viveu na guerra.

Nesse meio tempo, ele conhece a jovem Isabel Graysmark, uma moça cheia de energia, que despertará em Tom os mais bonitos sentimentos. Eles se casam e, depois de três abortos sofridos, eis que um milagre chega ao casal Sherbourne. Um barco naufraga em Janus Rock, que é o farol que Tom trabalha. Dentro dele, um cadáver de homem e um bebê - uma menina - que Isabel toma para si imediatamente - mesmo a contragosto do marido.

O bebê - que recebeu o nome de Lucy - alegra a vida do casal, que não notificou ninguém sobre o barco. E claro que, assim, tudo ia bem na família, até que Tom descobre quem é a mãe de Lucy: uma mulher que conhecera décadas antes, por questões do momento. E Tom, que é conhecido por sua extrema honestidade, fica entre a cruz e a espada - deve ou não denunciar?

Gente, que leitura foi essa? Simplesmente encantada com a escrita da M.L! Em seu primeiro livro já mostra que não sabe brincar. A autora soube conceituar o que é família, amor, perdão, honestidade... Enquanto lia, me preocupei muito com Lucy. Ela foi amada e bem cuidada pelo casal Sherbourne, mas ela tinha uma mãe biológica. E, independente de quem você vai defender - Isabel ou a biológica - você vai sofrer, porque os dois lados vão te emocionar. Escolhi meu lado - e me surpreendi quando o que eu esperava não aconteceu. Foi um final justo? Isso cada um decide; no meu caso, chorei horrores, me deu até dor de cabeça, me emocionei demais.

Neste livro, Stedman vai mostrar que até mesmo uma boa ação tem sua consequência, isso porque, no fundo, você sabe que ela não deveria ter feito o que fez, ou seja, foi maravilhoso para ela, mas não para a outra, que foi atingida diretamente - pela perda.

Tom também tem seu paradoxo: foi condecorado por ter matado vários inimigos, mas também viu morrer vários colegas, além de civis, e nada pôde fazer para ajudar. Isso o incomoda bastante, tanto o fato de ter matado como o fato de não ter ajudado. Se algo está fora de sua honestidade, para ele, deixa de fazer sentido.

Fiquei abalada com o desfecho, a autora soube mexer com minhas emoções. A capa está condizente com a história, porém a Rocco perdeu a mãe na revisão, pois localizei vários erros de digitação. Mas não deixa de ser um livro lindo, fora do eixo EUA-Inglaterra, apesar de que, à época que a história se passa, a Austrália era uma colônia do Reino Unido.

E fiquei sabendo que tem até filme, lançado no Brasil no fim do ano passado, estrelado por Alicia Vilkander e Michael Fassbender.

site: http://resenhaeoutrascoisas.blogspot.com.br/2017/05/resenha-luz-entre-oceanos.html
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Douglas 23/03/2017

Super indico!
Ela escreve de uma maneira linda, provocando e instigando o leitor de uma forma que eu nunca tinha visto ou passado. Livro mais que indicado.
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Nara Melissa 08/02/2017

Um jornada entre dilemas
Dor, perda, isolamento, amor são coisas que mudam as pessoas, nos fazem agir de formas que nunca antes imaginamos. A história traz diversos dilemas ao longo da trama, tentei me colocar em cada um deles, pensar o que eu faria se me encontrasse em tais situações, fiquei impressionada o quanto esse livro me fez pensar. Achei a história muito comovente e até mesmo aterradora.
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Ani 04/02/2017

Romance de estreia da australiana M. L. Stedman, A Luz Entre Oceanos é um livro emocionante que conquistou o mundo.
O enredo se passa após a Primeira Guerra Mundial, onde Tom Sherbourne retorna à Austrália e começa a trabalhar como faroleiro em uma Ilha. Junto com sua esposa, Isabel, Tom se sente feliz com sua vida, tirando o fato de não poderem ter filhos.




Numa noite, após ouvir um choro de criança, Tom avistou um barco chegando à ilha. Nele havia um homem sem vida e uma bebê. O casal resolve então quebrar as regras sociais e decide ficar com o bebê, porém, seria uma decisão correta?
Para Isabel, a chegada da bebê é como respostas de suas preces e a alegria da esposa faz com que Tom – mesmo com uma parte sendo contra – queira cuidar do bebê e dar a tão sonhada felicidade à esposa.




“A Luz Entre Oceanos” é dividido em três partes, onde a primeira nós somos apresentados ao protagonistas e o ambiente da história; na segunda a chegada de Lucy e a terceira a mudança que ela traz na vida desse casal. Stedman teve uma genialidade ao escrever esse livro pois ele desperta diversos sentimentos profundos durante a leitura que a torna mais especial do que o imaginado.
Eu não conhecia o livro, nem sabia da sua adaptação para o cinema. E confesso que o começo do enredo foi um pouco lento para mim. Quando eu estava quase desistindo para dar continuidade mais para frente, a obra melhorou e me fisgou!




Durante a leitura percebemos que o casal tem divergências em relação a decisão tomada, a esposa é totalmente emoção e acredita que está certa, já o marido, sabe que aquilo foi precipitado e errado. E isso faz com que fiquemos em uma corda bamba sem saber o que achar ou o que pensar.
Falando sobre a parte gráfica, a capa original é muito mais bonita do que a capa feita para a adaptação, achei ela mais coerente com a história. As páginas são amareladas e fonte e espaçamento são agradáveis trazendo uma boa sensação de leitura.

“Um pedaço de metal não torna ninguém herói. ”

Quando eu li que era o primeiro romance da autora, eu não acreditei! Ela escreve de uma maneira linda, provocando e instigando o leitor de uma forma que eu nunca tinha visto ou passado. Livro mais que indicado e espero de coração ler mais alguma coisa da autora!


site: http://www.entrechocolatesemusicas.com/2017/02/a-luz-entre-oceanos-m-l-stedman.html
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Biahh da silva 01/02/2017

Gostei, mas não superou as expectativas
Por conta de o livro ter virado filme o ano passado, mesmo eu não tendo assistido, estava com expectativas ate que bem altas para a leitura, e este foi um dos livros mais lidos e vendidos o ano passado então pensei que a historia seria aquela melhor de todas sabe, mas não foi bem assim, gostei bastante da historia, do romance e o drama que é o que se destaca aqui no livro, fala muito sobre maternidade, e mais, mas depois de ler essas quase 400 paginas parei para pensar o livro foi legal, gostei mas nada a mais que isso.

site: https://aliteraturanasuavidablog.wordpress.com/2017/02/10/a-luz-entre-oceanos-m-l-stedman/
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Edna 28/01/2017

As escolhas
Falar dessa leitura ainda com um nó na garganta, pois terminei de ler agora é em prantos.
Tenho lido muitas reflexões ultimamente mas M.L.Stedman, essa Australiana conseguiu um feito memorável, sou meio durona com livros, incorporo os personagens e vivo suas vidas, suas histórias, suas escolhas e brigo com eles também, mas fui arrebatada, no penúltimo capítulo tive que fazer uma pausa, não consegui me conter. Chorei muito.

Tom, retorna da Guerra, com seu psicológico destruído, mas aceita um emprego como faroleiro em um Lugar chamado Janus, distante da civilização, e ao conhecer Isabel e se casarem vão viver anos neste farol.
Viveram um intenso amor, vão se sentir sozinhos, perdidos e lutarão cada um com seus conflitos internos, mas a vida deles vai mudar muito ao em uma manhã serão atraídos pelo choro de um bebê, que vem de um barco. As alegrias, os sonhos da maternidade desfeitos, de Isabel, as dúvidas, a ausência, a doença e tudo que vão viver até entenderem a parcela de cada um. Uma Resenha sem spoiler e com muita, mas muita reflexão a ser feita, escolhas sempre são muito difíceis, mas uma vez feitas farão parte de nossas vidas.
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