A Luz Entre Oceanos

A Luz Entre Oceanos M. L. Stedman




Resenhas - A Luz Entre Oceanos


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Cynthia França 05/06/2013

"Ela segurava o galho de madressilva, afagando as flores distraidamente. Tom arrancou uma das flores sedosas do galho.
- Nós costumávamos comer isso, quando éramos pequenos. Você também?
- Comê-las?
Ele mordeu a ponta estreita da flor e sugou a gota de néctar de sua base.
- Você sente o gosto por um segundo. Mas vale a pena." (A luz entre oceanos, p. 352)

Não tenho palavras para dizer o quanto este livro me tocou. Acho que vou me lembrar de sua história por toda a vida.

Dois pontos foram marcantes para mim.

O primeiro deles é que o que é certo ou errado, muitas vezes, depende do ponto de vista. Não há uma rigidez absoluta.

O segundo é que existem instantes e pessoas na vida, que passam por nós e se vão, mas deixam marcas profundas - a dor de sua perda não é capaz de sobrepujar a intensidade do vivido. É uma espécie de compensação: momentos fugazes que fazem valer toda uma vida.

O livro é simplesmente maravilhoso!!! Difícil falar mais...
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Cissa 22/02/2014

Surpreendente

A autora M. L. Stedman, faz sua primeira publicação no Brasil de seu primeiro livro na Austrália e para mim foi uma grande surpresa.

Começei a ler achando que seria mais um romance comum, mas aos poucos percebi que se tratava de uma história profunda, emocionante e dolorosa.

A escritora reúne personagens sofridos, com princípios morais diferentes mas justificáveis e que só querem ser felizes vivendo uma vida digna de pós-guerra.

Tom após servir na Primeira Grande Guerra, muda-se para a costa da Austrália e arruma emprego como faroleiro na ilha próxima ao continente. Conheçe Isabel, casa-se e vai viver sua vida tranquila na ilha até que um barco aporta e nele é encontrado um homem morto e um bebê ainda vivo. Desde então começa realmente uma história de amor, luta, angústia e incertezas. O certo e o errado, o amor e a conveniência seguem mostrando o lado bom e o lado escuro de cada um dos personagens.

Na metade do livro achei que nada mais poderia acontecer e que tudo estaria resolvido, mas a autora se coloca questionando o que é certo, o que errado, o que é bom para uns não será para outros, mas tem que ser tomada uma decisão por mais difícil e dolorosa que possa ser.

"A Luz entre Oceanos" é narrada com sentimento, vivência e emoção. Impossível não se emocionar com o desfecho de uma história tão humana representada por personagens igualmente humanos vivendo entre a razão e a emoção.

Nota 1000 para M. L. Stedman uma escritora nova, competente e que conquista o leitor com sua história humana e muito bem escrita e contada.

Maria Izabel 23/03/2014minha estante
adorei i livro quando li Cissa.


Cissa 24/03/2014minha estante
Maria Izabel, esse livro me impressionou pois não esperava nada tão impactante. Essa é a magia do livro, não acha?
Beijo.


Ilíada 08/09/2014minha estante
O livro é muito bem escrito, impactante mesmo... A autora consegue passar os sentimentos dos personagens... Mas tudo é triste demais... Estou até deprimida




Fernando 14/11/2013

Conserte o que tiver de consertar agora...
Um livro excepcional! Além de uma forma belíssima e mágica de escrever, M. L. Stedman nos envolve numa história comovente, surpreendente e exemplar. Ao decorrer do livro nós nos apaixonamos mais pela história e pelos personagens, até chegar ao ponto de querer entrar dentro do livro para participarmos da história.
Talvez seja esse um dos livros com mais aprendizados que já li. Nele aprendemos que, na vida, tudo depende de nossas decisões. Aprendemos que se tivermos que consertarmos algo na nossa vida, a hora é agora. Aprendemos também que o perdão é mais que essencial e é lindo.
Enfim, do início ao fim, o livro é simplesmente, o melhor!
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Ilíada 08/09/2014

Fiquei interessada em ler esse livro após ler uma notícia que viraria filme, e li a sinopse.

O livro se passa na Austrália, na década de 1920, no mundo que ainda está traumatizado e tentando se recuperar da Primeira Guerra Mundial.

O personagem principal é Tom, um veterano dessa guerra que quando volta para a Austrália tenta levar uma vida normal, mas sente culpa por tudo o que fez em batalha, e por ver seus colegas morrendo em campo.

Mesmo com todo o sofrimento, onde vários ex-soldados voltaram mutilados ou com problemas mentais, Tom teve sorte de voltar intacto tanto mentalmente como fisicamente.

E ele vai trabalhar como faroleiro, que é a pessoa que mantém um Farol marinho de um ilha funcionando, e leva uma vida solitária e simples.

Quando está de licença do serviço, em uma cidade, conhece Isabel, uma moça filha alegre, que tem o sonho de se casar e ter uma grande família.

Eles se casam e vão morar isolados na ilha do Farol, e tentam construir sua família... No entanto, após muito sofrimento com abortos e um filho natimorto, uma noite um barco aporta nessa ilha, com um homem morto e um bebê vivo.

E aí começa o maior drama de Tom e Isabel. Até que ponto as pessoas podem ir para realizar seus desejos?
Conseguimos ser felizes, mesmo às custas do sofrimento de outra pessoa? Como viver com a própria consciência por seus atos? E como tentar consertar os erros?

O livro é muito, mas muito bem escrito mesmo, e quase o livro inteiro fiquei angustiada, pois tem muito drama na vida desses personagens... E de vários outros personagens.

Chorei demais com esse livro, que é cheio de sofrimento e conflitos emocionais. Quem gosta de drama precisa ler, que vai amar.

Eu, por outro lado, não sei se é o livro certo para mim, pois fiquei muito angustiada, triste e compadecida dos sentimentos dos personagens. Muita tristeza para um livro só.

Sinceramente, pela primeira vez, não sei como classificar ou quantas estrelas dar para esse livro...

Por ser tão impactante com enredo tão bom e tão bem escrito, para ser justa, devo dar 5 estrelas.
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Maria Izabel 05/03/2014

Um livro que recomendo, ele me fez mudar de opinião em varias parte da leitura ,uma hora ficava a favor de um, hora de outro, mas no final vemos que o que é certo prevalece e mudamos nosso conceito ,e não tem como ser diferente, ficamos sentindo a dor de cada personagem. Um livro que mexe com a gente. Acredito que foi muitas perdas, nenhuma família viveu a vida por completo.
Renata 01/07/2014minha estante
Oi tia! Fiquei curiosa com esse livro. Quero ler!!! Beijos




Eliane Maria 13/05/2014

Minha impressão sobre esse livro.

Eu comecei a ler esse romance sem esperar muito dele. Mas me surpreendi a cada capítulo.
Livro dinâmico e com riquezas de detalhes da vida de cada personagem. Onde são abordados os limites da ética, o certo e o errado, as escolhas difíceis que um dia temos que fazer na vida.
A parte moral também foi muito bem enfocada no que diz respeito a cada personagem.
Me emocionei muito : senti raiva de determinados personagens, amei e senti a dor de outros. Enfim história muito profunda, mas com uma fluidez que faz você não querer parar de ler.
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Chris.Germano 23/01/2016

Este livro me tocou de uma maneira, que até agora estou recolhendo os pedaços do meu coração que ficou estilhaçado e meu olhos um mar de lagrimas nesse oceano,não sei se um dia vou conseguir me recuperar.
Estela Cunha 25/05/2016minha estante
De tudo que li neste espaço, o seu comentário foi o que mais me deixou com vontade de ler este livro ... rs rs rs ... curta e direta e com a mensagem de "Prepare-se para o choro" muito clara!!! Vou passar a leitura dele a frente das demais imediatamente!!! obrigada por compartilhar suas impressões!!!!


Akira.Shoegal 03/11/2016minha estante
Chris, você não vai se recuperar e eu também não vou. Me dê um abraço aqui rsrs

Comecei a ler porque achei a sinopse muito interessante, mas não esperava tanto! Roubou meu coração! Jamais vou me esquecer dessa história.




Rebeca 09/11/2016

Demorei a engrenar na leitura, pois o início é um pouco parado, não me envolveu muito. Mas depois que consegui chegar a metade do livro, a história foi desenrolando e me prendendo mais a cada página. Uma história de amor, que foge às regras, mas que encanta e nos emociona. Será que chorei? Nem digo como!!! Foi difícil não torcer por um final feliz para uma decisão errada (ou seria, certa)... Somente o amor é capaz de perdoar! Só sei que quero muito ver a adaptação para as telonas!
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William.Camargo 01/12/2016

Extremamente intenso e envolvente
Não tem como não se envolver e não se comover com essa história que te divide com as complicações e consequências das escolhas que as pessoas tomam na vida. Este livro me surpreendeu e muito, pois seu começo é bem tranquilo e lento, mas no decorrer da narrativa a história vai ficando mais intensa e te prende de uma tal forma que chega até apertar o coração. Me apeguei demais aos personagens, como nunca havia acontecido antes. Recomendo pra aqueles que gostam de uma história de romance ou drama.E lembrem-se "Nós sempre temos uma escolha. Todos nós"
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Reniére 29/10/2016

A Luz Entre Oceanos, por M. L. Stedman
Austrália, pós Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne, um veterano de guerra, tenta colocar a vida de volta aos eixos, mesmo com todos os traumas. Em busca de normalidade ele agora dedica-se às coisas simples da vida e inicia o plano com a ofício de faroleiro da ilha de Janus Rock. Mas a vida o agracia com a aproximação de Isabel e, logo em seguida, seu casamento. Em Janus os dois fazem a vida. Tom cuida do farol; Isabel cuida da casa da ilha. Mas a vida do casal passa por tribulações quando ela se descobre incapaz de ter filhos, após três abortos espontâneos. Coincidentemente – ou obra de Deus, como acredita Isabel -, um barco trazendo um homem falecido e um bebê atraca em Janus e é a partir de então que a vida dos dois é transformada para sempre.

Isabel enxerga na chegada da bebê Lucy, a resposta de Deus às suas preces. Ela agora poderia realizar seu grande sonho: ser mãe, construir uma família. Tom, por outro lado, percebe o crime e a injustiça que estão cometendo ao criarem a filha de outra pessoa como se fosse deles. Mas como poderia Tom negar a sua esposa a única coisa que ela mais quer no mundo?

A obra é divida em três partes. Na primeira, o leitor é apresentado aos protagonistas e o contexto da história é ambientado; na segunda, acompanhamos a chegada de Lucy e os tempos felizes da vida do casal após a escolha de criar a bebê; na terceira, vemos os protagonistas sofrendo as consequências de sua escolha. E ao longo de cada uma dessas partes, a autora mexe com o leitor de maneira sutil, porém profunda.

Toda a leitura é uma dualidade entre o certo e o errado, razão e emoção. Na obra, a razão é personificada no personagem de Tom, enquanto que Isabel é a voz da emoção. Enquanto o primeiro passa anos sendo torturado pela escolha que tomou, pensando nas pessoas que feriu com seu egoísmo, a segunda está certa de que fizeram o melhor por eles e pela criança. E esse jogo de pontos de vista é o que realmente maltrata o leitor.

Desde o princípio nós sabemos que o casal cometeu um erro. Há uma mãe desesperada por notícias da filha. Uma pessoa que gerou e pariu a criança que está sendo cuidada por outras pessoas. Que está chamando outra mulher de mãe. Mas ao mesmo tempo que nosso senso de justiça é cutucado, também somos tomados pela compaixão por Isabel, que sempre sonhou em ser mãe e vê na chegada de Lucy a realização de seu mais íntimo desejo. Podemos compreender a situação do casal, enxergar que não agiram por mal e que colocaram, acima de tudo, o bem-estar da criança, que poderia ser internada em um orfanato caso não tivesse mãe.

A Luz Entre Oceanos é uma constante aflição. Dualidade entre certo e errado, bem e mal, felicidade e ódio. O livro é de extrema sensibilidade e realmente toca o leitor com a história de vida das personagens, apresentando dilemas éticos e morais. Fazendo, assim, com que o leitor realmente se questione sobre o preto-no-branco tão arduamente defendido. Não posso negar ter me colocado no lugar da mãe que perdeu a filha me sentir ser tomada pela indignação em boa parte da leitura. Contudo, agradeço a autora pelas profundas reflexões acerca do prejulgamento. Sempre necessário.

site: www.palavrasradioativas.com
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sandra 28/09/2016

A luz entre oceanos
Livro lindo , profundo de uma escrita que te devasta, arrebatador , sem palavras para descrever os sentimentos que esta leitura despertou em mim , li antes de lançar o filme , mas acredito ser muito difícil transmitir em um filme o que acontece nessa historia profunda , leiam não irão se arrepender.
Tata 24/10/2016minha estante
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vortexcultural 18/09/2014

A Luz entre Oceanos - M. L. Stedman
Por Noots

Todo grande livro trata, em maior ou menor escala, daquilo que se convém chamar de moral o que define o aceitável e o condenável na ação humana, distinguindo o bem e o mal, a virtude e o vício. E quando o conflito moral transcende o universo ficcional no qual atuam seus personagens fazendo com que o leitor, pautado em seu próprio conjunto de valores, se pergunte se reproduziria aquelas ações ou se agiria diferente caso se encontre em situações análogas às descritas ao longo das páginas -, a excelência de um texto se confirma. É o que tenta fazer M. L. Stedman em A Luz entre Oceanos, no qual apresenta um casal de pessoas essencialmente boas tendo que tomar e lidar com as consequências de decisões moralmente ambíguas. Mas, infelizmente, o romance de estreia do autor australiano está longe de ser um grande livro.

A trama se desenrola na isolada ilha de Janus Rock, para a qual Tom Sherbourne, o distante protagonista da histórica, partiu em uma espécie de exílio autoimposto ao qual se submete para fugir dos fantasmas da recém-findada Primeira Guerra Mundial. Trabalhando como faroleiro, ele conhece Isabel Graysmark, que representa sua antítese: jovial, alegre e otimista. Desnecessário dizer que ambos se apaixonam. Porém, essas figuras com personalidades e experiências tão diferentes compartilham do mesmo desespero perante a incapacidade de ter filhos; desespero que os leva ao extremo de, após um acidente, tomar para criar o bebê trazido por um navegante morto que chegara às imediações, sem, contudo, informar o fato às autoridades.

A atitude desses heróis que, vale repetir, nos são apresentados como pessoas de boa índole, para as quais somos levados a torcer é certamente errada, até mesmo criminosa. No entanto, o autor tenta fugir do julgamento meramente legal, preto e branco, e narra a situação em seus infinitos tons de cinza, construindo um jogo em que justiça e tragédia se chocam, sem que haja respostas fáceis à disposição. Ainda que passando por trechos demasiadamente dramáticos e que beiram o melodrama, A Luz entre Oceanos é caracterizado por um tom agridoce, nada pessimista, mas também não muito otimista, que consegue prender até mesmo um leitor não muito afeito a romances categoria na qual me enquadro em suas 363 páginas.

No entanto, ainda que tenha méritos temáticos, o livro deixa muito a desejar no tocante ao estilo. Janus Rock, por exemplo, jamais passa a sensação de ilha afastada do restante do mundo, pois diálogos entrecortam praticamente todas as cenas da história, sendo raros os momentos descritivos que poderiam nos dar a impressão requerida de isolamento. A natureza dos capítulos, sempre muito curtos (são 37 ao todo, resultando numa média de menos de 10 páginas para cada um) e fragmentados em pequenas sequências, também não nos permite absorver todo o impacto de algumas situações que logo se dilui no avançar dos acontecimentos subsequentes.

Quanto ao principal conflito do livro, o dilema entre a ação emocional e a ação correta, a meu ver, seria mais eficaz se Stedman não tomasse abertamente o partido de seus protagonistas, conferindo um aspecto mais profundo a essa obra que, vez por outra, soa clichê e pouco original. A Luz entre Oceanos é, enfim, um texto ágil e, considerando que se trata do primeiro livro de um autor, competente. É, de certo, uma leitura recomendada para os apreciadores do gênero. Mas, no final das contas, não passa disso é somente mais um livro do gênero.

site: http://www.vortexcultural.com.br/literatura/resenha-a-luz-entre-os-oceanos-m-l-stedman
Nai 23/10/2016minha estante
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vivi/mybookstation.com.br 24/10/2016minha estante
Interessante seu ponto de vista!




Cheiro de Livro 12/10/2016

A Luz Entre Oceanos
“Luz Entre Oceanos” é um desses livros que passou despercebido por mim quando lançado e que só fui descobrir tardiamente por razão de sua adaptação para o cinema. Sou dessas que gosta de ler o livro e ver o filme. Ao terminar de lê-lo fico me perguntando como ele passou despercebido? O amor e o drama de Isabel e Tom é envolvente, é dessas historias que fascinam os leitores e os fazem pesar as ações e reações de cada personagem, enfim um ótimo livro.

Tom é um veterano da primeira guerra mundial que escolhe ser faroleiro para tentar, de alguma forma, redimir toda a sua culpa por ter sobrevivido aos campos de batalha. Isabel é uma jovem sonhadora de uma pequena cidade na costa da Austrália. O caminho dos dois se cruzam e eles vivem um grande amor, casam-se e vão viver em Janus, uma isolada ilha onde Tom cuida do farol. O pequeno mundo onde existem apenas os dois é abalado apenas pelo fato de não conseguirem ter filhos. Depois do terceiro aborto de Isabel um barco chega a ilha com um bebe, as decisões tomadas naquela noite mudam tudo.

A primeira parte do livro nos faz cair de amores por aquele casal, a segunda causa um incomodo com as escolhas deles e a terceira, quando o livro brilha, nos apresenta opções, nenhuma delas boa, e captam o leitor como poucos livros. É uma historia sobre amor e culpa. O amor de Tom por Isabel, o de Isabel por Lucy, o de Hannah por Frank e Grace. É uma historia onde não há ganhos, apenas perdas e isso me deixou um pouco melancólica ao final e isso mostra o quão bom é o texto.

Passei uma boa parte do livro com uma certa raiva de Isabel, de seu egoísmo, de sua raiva sem fundamento, de sua incapacidade de ver sua própria culpa em todo o imbróglio. Tive momento em que queria confrontar Hannah, sacudir Tom e sua abnegação. É um livro que mexe com o leitor, que faz pensar em que caminhos se seguiria se posto nas mesmas situações. Na livraria me falaram que “Luz Entre Oceanos” é um romanção, eu acho que é mais um grande drama, um drama clássico, desses tão em falta nos últimos tempos tanto na literatura quanto no cinema. Isso talvez explique a sua adaptação para o cinema que quero muito assistir

site: http://cheirodelivro.com/luz-entre-oceanos/
Nai 23/10/2016minha estante
Ótimo comentário!




dayukie 05/02/2016

"No primeiro dia, li quase a metade do livro, no segundo dia não consegui dar continuidade porque sabia que as minhas lágrimas seriam notadas pelos outros pacientes e não saberia explicar o que estava lendo sem chorar mais.
Com certeza, esse livro entrou no meu hall de “choro livre para todos os públicos”."

Vem conferir a resenha completa!

site: http://goo.gl/WP8HjA
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Tamara 08/08/2017

*Resenha postada na íntegra e originalmente em: https://rillismo.blogspot.com.br/2017/08/resenha-luz-entre-oceanos-por-m-l.html

A luz entre oceanos é um daqueles livros que quando eu li a sinopse pela primeira vez me interessou e então adicionei a minha eterna lista de leituras, mas não tinha, necessariamente, um desejo forte de lê-lo. Então, no ano passado, ouve um certo burburinho em torno dele, devido ao lançamento de uma adaptação deste para o cinema, e encontrei várias resenhas bem positivas. Porém, só agora que escolhendo o que ler, me deparei com ele e resolvi que seria o escolhido. E admito que valeu muito a pena ter realizado essa leitura, e foi uma surpresa, após uma temporada de leituras fracas que fiz.
Confesso que já fui sugada para o livro nos primeiros capítulos, uma vez que nas primeiras páginas a autora nos mostra a chegada daquele barco na ilha, e só em seguida que começa apresentar-nos o capítulo 1, mostrando o passado de Tom e Isabel, então, isso nos deixa intrigados para saber o que acontecerá com aquele bebezinho inocente e com o desejo de Isabel de ser mãe. à medida que fui evoluindo na leitura, cada vez mais me apegava a cada um daqueles personagens, tão humanos e cheios de defeitos, e queria saber qual seria seus destinos, ao mesmo tempo que sentia receio por cada um deles e uma certa vontade de protegê-los das coisas trágicas que os esperavam.
Porém, devo alertar a quem pretende lê-lo que não é um livro fácil. Trazendo um dilema ético e moral, somos tragados para o conflito, e em vários momentos, assim como os personagens da obra, também nos questionamos o que seria o correto a se fazer, principalmente por envolver uma criança que tinha seu destino inteiramente nas mãos daqueles adultos que só procuravam fazer o melhor. E seguindo na linha desse dilema ético, eu posso dizer que o final foi o ponto que mais foi conflituoso para mim, e agora, dias depois do término, não consigo ter certeza se ele me agradou totalmente, mas a minha conclusão principal é que eu gostaria que algumas coisas tivessem sido diferentes, mas isso não deixa o livro ruim ou tira algo de sua beleza, pelo contrário, o deixa ainda mais vívido, realista e doloroso. E falando em doloroso, é um livro que nos arranca lágrimas. Talvez os mais sensíveis chorem em diversos momentos do livro, pois eu senti esse desejo também, porém, o que me arrancou muitas lágrimas foi o final, sobre o qual já divaguei. Além disso, ele não é um livro carregado de ação, embora traga várias reviravoltas um tanto inesperadas, mas deve-se saber que é um livro que trata de famílias, de vidas humanas e de decisões, não havendo espaço para tanta ação, podendo até mesmo ser definido como um enredo por vezes melancólico. Mas, mesmo com isso, não considero que nenhum destes tenha sido pontos negativos para mim, mas para os leitores que não se identificam com os fatores mencionados acima, e preferem livros com finais plenamente felizes, ou com mais ação e com enredos mais alegres, essa pode não ser uma recomendação de leitura interessante.
Mas, é extremamente necessário falar dos pontos que tornam esse livro especial. Em primeiro lugar, achei-o incrível por trazer uma originalidade ferrenha em todo o seu enredo. Eu jamais havia ouvido falar de algo parecido, e acredito que o modo como a autora trabalhou tudo foi surpreendente, tanto para aqueles que amarem o livro, ou até mesmo para aqueles que o detestarem, pois estes provavelmente não conseguirão negar os méritos da autora de ter criado algo singular. Além disso, ela aborda dilemas bastante difíceis, mas que ao mesmo tempo são passíveis de acontecer com qualquer um de nós, o que nos permite o tempo inteiro nos inserir no lugar daquelas pessoas e tentar imaginar o que faríamos no seu lugar, embora a cada momento que nos é apresentado um lado da história, mudamos de opinião em relação ao que seria certo, e finalizamos ainda sem qualquer certeza. Além disso, todos os sentimentos descritos são bastante vívidos, tanto os de Tom em relação a tudo o que seu passado na guerra lhe causou, até os sentimentos de dor de Isabel devido aos sucessivos abortos, e depois em relação a possibilidade de perder sua filha. Também, é muito interessante de se acompanhar a época em que tudo se passa: começando no ano de 1919 e indo, no último capítulo a trinta anos a diante, conhecemos uma época diferenciada, com costumes diversos do nosso, e de certa maneira é uma época mais calma, que se passava mais lentamente e não trazia em si a pressa que está implícita nos nossos tempos atuais; eu sinto que essa época onde se passa a obra nos deixa suspensos no tempo, como se pudéssemos literalmente revisitar o passado e estar lá. Cabe ainda um destaque para o cenário que foi muito bem descrito, e tanto o farol quanto a ilha onde a maior parte das cenas se desenrolam, são lugares pitorescos, únicos e que trazem uma beleza um tanto melancólica e solitária, e fiquei imaginando durante todo o tempo como seria estar lá, em meio a todo aquele silêncio e a imensidão do oceano.
Eu não consigo dizer que amei ou odiei os personagens, pois em vários momentos eu sentia raiva de suas atitudes, mas no seguinte, os compreendia e os adorava. Entre eles, a minha favorita é certamente Lucy, uma menininha inocente que não entende o que se passa ao seu redor, e que tem as decisões de sua vida nas mãos de pessoas que em alguns momentos não colocam suas necessidades acima de todas as outras coisas. Também há Isabel, uma mulher forte, e que ama, acima de tudo, e que está disposta a fazer o que estiver a seu alcance para proteger e cuidar desse amor, o que muitas vezes não segue o que é correto. Isabel foi alguém de quem gostei, durante todo o livro. Já outros personagens tiveram diversas atitudes que me deixaram um pouco frustrada, sendo Tom um destes personagens, e seus arroubos de consciência as vezes se tornaram prejudiciais e o levavam a cometer atos impulsivos. A segunda personagem que me irritou, talvez ainda mais intensamente do que Tom foi Hannah, alguém que surge na metade do livro e que mesmo estando com todo o direito de fazer o que fez, me deixou frustrada por seus modos de pensar e de agir, bastante inflexíveis, mas somente após uma leitura do livro é que o leitor conseguirá compreender do que estou falando.
O livro é dividido em trinta e sete capítulos de tamanho razoável, e a narração é toda feita em terceira pessoa. Durante a minha leitura, que foi realizada em ebook não encontrei erros. É preciso ainda mencionar que essa obra foi lançada inicialmente no ano de 2013 no Brasil, pela editora Rocco, e três anos depois, no ano de 2016, foi adaptado para o cinema, estreando então no país em novembro do mesmo ano, sendo que nessa época a editora relançou a obra, com a nova capa, seguindo agora a imagem que se apresenta nos cinemas.
Recomendo essa obra para os leitores que gostam de histórias sensíveis, belas e reflexivas. Para aqueles que gostam de livros que façam pensar, pois essa é uma história que fala de certo e de errado, de escolhas e de consequências, e principalmente uma história que fala de algo profundamente imprevisível e incompreensível que são os sentimentos humanos mais primários e instintivos como a dor, a perda, a proteção e o amor.





site: https://rillismo.blogspot.com.br/2017/08/resenha-luz-entre-oceanos-por-m-l.html
Aninha 08/08/2017minha estante
Lindo esse livro.




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