Cinder

Cinder Marissa Meyer




Resenhas - Cinder


125 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Arca Literária 02/11/2017

disponivel dia 22/11 no site http://www.arcaliteraria.com.br/cronicas-lunares-cinder-marissa-meyer/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/cronicas-lunares-cinder-marissa-meyer/
comentários(0)comente



Bibs 19/10/2017

Adorei as tretas
Apesar de todas as revelações terem sido previsíveis me diverti muito com o livro amei a profundidade e as características dos personagens, principalmente da madrasta, gostei principalmente do senso de dever da Cinder e do relacinamento dela com todos. Vamos conversar que a rainha é fodona ne.
comentários(0)comente



caroliza 15/10/2017

Esqueça seu preconceito contra ciborgues!
Livro surpreendente. É fácil encontrar reconto dos contos de fadas, mas não com uma história tão interessante quanto essa. Apesar do plot não ser atrativo, logo percebemos que a história tem muita criatividade e é muito bem escrita. Uma leitura divertida com um plot twist que de twist tinha pouco, mas não tirou o brilho e entretenimento que o livro se propõe.
comentários(0)comente



Gio 27/09/2017

Cinderela cansou de ser princesa e agora ela é Ciborgue


Esse livro é incrível, só que esse livro é previsível viu gente? Não espere nada ultra hiper mega surpreendente, que você nunca vai adivinhar porque esse não é o proposito do livro e nem dessa série e eu estou falando isso porque tem pessoas que gostam de grandes emoções e vários plot twists, então pense se é esse tipo de história que você quer ler, se for e você quiser um romance fofo e muito divertido usando conto de fadas só que de uma maneira mais inteligente o livro está ultra recomendado.


Esse livro conta a estória da Cinder (Sim, isso aqui é uma releitura de conto de fadas e eu nem preciso falar que princesa é essa né? Haha) a diferença é que essa Cinderela é uma ciborge e bem mais legal que a original (eu adoro a original também.) O livro se passa na Nova Pequim depois da quarta guerra mundial, a lua foi colonizada e as pessoas que moram lá tem poderes e eles são os lunares, e eles são temidos porque eles conseguem manipular as pessoas e se eles conseguem fazer uma coisa tão poderosa eles podem conseguir tudo que querem das pessoas para o bem ou para o mal. O mundo tem o governo e tem o Rei só que ele está muito doente, essa doença é extremamente contagiosa e ela está matando geral e eles estão a muito tempo tentando encontrar uma cura pra isso. Então aqui você já está vendo que é uma distopia e eu preciso dar outro aviso: Esse livro não foca exatamente no que aconteceu nesse mundo, nem nada disso a distopia é mais um pano de fundo é o livro foca mesmo é na interação da personagem com as outras pessoas e muita gente pode achar o livro confuso ou complicado de ler no começo, eu não achei e só não li de uma vez porque precisei fazer outras coisas, mas vi algumas reclamações no skoob por acharem a história um tanto lenta no começo (eu não concordo) mas se você achar continua porque eu acho que vale a pena.

A Cinder foi adotada quando pequena só que o seu "pai" faleceu e ela acabou ficando com a madrasta e com duas irmãs uma é um amorzinho e a outra é um demônio :). Por ela ser uma ciborgue ela é desprezada tanto na família quanto por muitas pessoas daquele mundo porque pra eles os cirborgues são aberrações, coisas horríveis e sem sentimentos que nem deveriam existir e etc. A Cinder é a melhor mecânica de Nova Pequim e ela está na feira e o pé de ciborgue dela pifou quando o príncipe aparece na barraca dela, e eles se apaixonam loucamente e se casam? Não, também não é isso que acontece e eu achei muito legal esse romance porque é muito leve, sutil e ele vai sendo construído no decorrer da história e isso que eu contei é só o primeiro capitulo e ela é o príncipe Kai só volta a se encontrar no capitulo 14 (se eu não me engano). Enfim ele aparece lá porque precisa que ela concerte um androide dele que acabou pifando e ele precisa disso com urgência porque aparentemente esse androide tem algo muito importante. Ai eu preciso falar da melhor coisa desse livro e a melhor personagem que é a Iko, ela é um robozinho e ela é a melhor amiga da Cinder, gente ela é maravilhosa da vontade de ser amiga delas também.

Esse livro é muito leve ele é muito divertido e ele ainda é um Sci-fi e não é nada técnico e nem chato e acho que é uma ótima porta de entrada pra quem quer começar a entrar nesse mundo incrível da ficção científica e quem sabe começar a procurar outras histórias assim né? Esse livro tem personagens incríveis, duas amigas mesmo que sejam "fora dos padrões" e diferentes elas se amam e são muito unidas e tem um romance muito fofo e cativante e apesar de ser um Young Adult não é infantilizado e nem bobo e uma história bem madura que pode agradar várias pessoas que não curtem as princesas originais por exemplo.
Puri Morais 27/09/2017minha estante
LIVRÃO MARAVILHOSO! A SÉRIE TODA É!


Gio 27/09/2017minha estante
Não vejo a hora de ler todos


Puri Morais 28/09/2017minha estante
simmm, leia!!!!!! eu esperei ter todos para ler, e não me arrependo, uma das melhores coisas que le esse ano foi esses 4 livros




Karina Bonk 30/08/2017

Não gostei
Eu amo contos de fadas, e achei muito interessante a ideia de fazer contos de uma forma futuristica, mas o livro nao me prendeu, pra mim foi uma leitura sofrida, a Cinder não me cativou, o principe é até legal mas não é maravilhoso, a historia não é horrivel mas a forma que conta nao conseguiu me prender terminei o livro porque nao queria abandonar e queria saber o final logo, mas acabou que continuava em outro livro e entao desisti de ler pois é muito grande e não gostei
comentários(0)comente



Layla [@laylafromthebooks] 11/08/2017

As cinzas não são o fim. São o começo.
Cinderela. É um nome curioso, para dizer o mínimo, que poucos prestam atenção. No live action lançado pela Disney em 2015, com Lily James como protagonista, eles brincaram de forma interessante com o nome desta princesa já conhecida por todos nós. Cinder, no dicionário inglês, tem um significado. Indo do substantivo ao verbo, cinder se atrubui às cinzas, à brasa, à escória; também é conhecido como reduzir a cinzas e cremar, incinerar.

Cinzas. Literal e figuradamente, cinza é o pó que sobra depois de uma combustão completa e é a forma de outrora, de um tempo que não é o hoje, que ficou no passado, e é o sentimento nostálgico que olhar para trás nos inspira. É a desolação e a cor que se estabelece entre o preto e o branco. Refletindo sobre todos os aspectos que as cinzas espelham, o nome do livro e da personagem faz sentido, principalmente quando a Cinderela vira a gata borralheira de sua família.

Cinder, Cinderela... não há muita diferença no nome e nem no roteiro. Cinder também tem irmãs, também tem uma madrasta má, também trabalha feito uma condenada para servi-las e é constantemente humilhada e desprezada. Mas as características comuns terminam aí.

Todos os personagens possuem particularidades e identidades mais humanas e, mesmo que o livro se passe em mundos de fantasia, mais reais. Não há aquela perfeição predominante de contos de fadas de muitos livros por aí: temos a caracterização de cada um que participa da história, fugindo do padrão a que estamos acostumados, e que faz todos os personagens se parecerem e acabarem se confundindo por terem a mesma aparência. A própria Cinder, por exemplo, não é uma moça alta e bonita que canta e encanta os pássaros e os ratinhos. Não. Ela é uma ciborgue - metade humana e metade robô. Seus cabelos são de um loiro escuro com pé no castanho, sua pele é de um tom moreno e ela é o que hoje chamamos de mecânica - ela cuida dos robôs, androides e dos eletrônicos do reino; reino este governado pela família de Kai, o Príncipe Encantado que já esperávamos, mas diferente do que prevíamos: o príncipe herdeiro da Comunidade das Nações Orientais é simples, charmoso e atencioso, e como herdeiro dessas nações, também é oriental.

Marissa Meyer criou um universo fantasioso que nos é mais crível do que os contos de fadas: há doenças mortais, corridas tecnológicas, colonização da Lua, viagens espaciais, andróides lunares, planetas distantes habitados e líderes ditadores, que parecem ter a maldade de velhinhas carinhosas que entregam maçãs vermelhas e brilhantes sem nada pedir em troca. Entrelaçando histórias e enredos de forma surpreendentemente coerente, ela explora muitos conceitos morais, éticos e humanos, deixando para trás a superficialidade que os contos de fadas apresentam, e se tornando, para quem lê, mais do que uma releitura de histórias já conhecidas e pensamentos há muito explorados. É um livro incrível que mistura propriedades novas com velhas e dá uma perspectiva inédita para os leitores.

E um aspecto em CINDER que o torna diferente, tanto dos contos de fadas, quanto dos atuais romances que vendem bilhões nas livrarias mundiais: o romance não é o foco do livro - ele aparece conforme a protagonista ultrapassa todos os obstáculos que se apresentam. E mais: Cinder é mais do que a mocinha indefesa que espera que alguém lute suas batalhas por ela. Não. Com uma chave inglesa na mão e uma determinação de ferro (literalmente ou não) no peito, nossa personagem, que foi reduzida a cinzas, mostra que é preciso muito mais para impedi-la de descobrir as verdades sobre seu passado e buscar a autenticidade que o futuro lhe reserva. Marissa Meyer, por intermédio de Cinder, mostra que, mesmo sozinho e sem apoio daqueles que lhe são mais próximos, você, eu e todos nós, podemos, sim, fazer acontecer.

Minha experiência com CINDER foi muito boa. Encontrei-me rindo, chorando e múltiplas vezes admirada com toda a genialidade com que a autora programou os fatos, os contos e as personagens. A edição lançada pela Rocco é também muito bonita e apreciável, com folhas amareladas e letras grandes, quebras de capítulo diferentes e orelhas com detalhes vermelhos e pretos, contrastando e harmonizando com as cores da capa, que também é muito bela, de forma única.

Com um olhar maduro, lógico e ousado que muda praticamente tudo o que o conto de fada nos deu, CINDER é impossível de se largar e, depois de iniciado, as chances são mínimas de que você o odeie. Cheio de personagens carismáticos e escrito de modo leve, viciante e nada cansativo, este livro é indicado para todas as idades e todos os gêneros.

Este primeiro volume de uma saga de quatro livros (na ordem e inspirados nos contos: CINDER, da Cinderela; SCARLET, da Chapeuzinho Vermelho; CRESS, da Rapunzel; e WINTER, da Branca de Neve), fará você desejar fervorosamente os outros. E se você não era fã de contos de fadas antes... depois dele, você o será.


site: http://www.gettub.com.br
Cláudia 11/08/2017minha estante
UAU! Que resenha! Me deixou com muita vontade de ler! Já vi essa série em vários lugares, mas nunca vi como realmente é.
Me lembrou os quadrinhos Fábulas da Vertigo, que trás os personagens de contos de fadas para o nosso mundo e cada um tem uma personalidade única e marcante (pra ter uma ideia, a Branca de Neve é a prefeita da Cidade das Fábulas, a Cinderela é uma espiã, ambas foram casadas com o Príncipe Encantado, um sociopata que casou com elas só pelo dinheiro)


Layla [@laylafromthebooks] 21/08/2017minha estante
Obrigada, Cláudia! Fico feliz que você tenha gostado. Eu adorei o que você me contou sobre as Fábulas da Vertigo, não conhecia e achei sensacional!




GETTUB 11/08/2017

Cinderela. É um nome curioso, para dizer o mínimo, que poucos prestam atenção. No live action lançado pela Disney em 2015, com Lily James como protagonista, eles brincaram de forma interessante com o nome desta princesa já conhecida por todos nós. Cinder, no dicionário inglês, tem um significado. Indo do substantivo ao verbo, cinder se atrubui às cinzas, à brasa, à escória; também é conhecido como reduzir a cinzas e cremar, incinerar.

Cinzas. Literal e figuradamente, cinza é o pó que sobra depois de uma combustão completa e é a forma de outrora, de um tempo que não é o hoje, que ficou no passado, e é o sentimento nostálgico que olhar para trás nos inspira. É a desolação e a cor que se estabelece entre o preto e o branco. Refletindo sobre todos os aspectos que as cinzas espelham, o nome do livro e da personagem faz sentido, principalmente quando a Cinderela vira a gata borralheira de sua família.

Cinder, Cinderela... não há muita diferença no nome e nem no roteiro. Cinder também tem irmãs, também tem uma madrasta má, também trabalha feito uma condenada para servi-las e é constantemente humilhada e desprezada. Mas as características comuns terminam aí.

Todos os personagens possuem particularidades e identidades mais humanas e, mesmo que o livro se passe em mundos de fantasia, mais reais. Não há aquela perfeição predominante de contos de fadas de muitos livros por aí: temos a caracterização de cada um que participa da história, fugindo do padrão a que estamos acostumados, e que faz todos os personagens se parecerem e acabarem se confundindo por terem a mesma aparência. A própria Cinder, por exemplo, não é uma moça alta e bonita que canta e encanta os pássaros e os ratinhos. Não. Ela é uma ciborgue – metade humana e metade robô. Seus cabelos são de um loiro escuro com pé no castanho, sua pele é de um tom moreno e ela é o que hoje chamamos de mecânica - ela cuida dos robôs, androides e dos eletrônicos do reino; reino este governado pela família de Kai, o Príncipe Encantado que já esperávamos, mas diferente do que prevíamos: o príncipe herdeiro da Comunidade das Nações Orientais é simples, charmoso e atencioso, e como herdeiro dessas nações, também é oriental.

Marissa Meyer criou um universo fantasioso que nos é mais crível do que os contos de fadas: há doenças mortais, corridas tecnológicas, colonização da Lua, viagens espaciais, andróides lunares, planetas distantes habitados e líderes ditadores, que parecem ter a maldade de velhinhas carinhosas que entregam maçãs vermelhas e brilhantes sem nada pedir em troca. Entrelaçando histórias e enredos de forma surpreendentemente coerente, ela explora muitos conceitos morais, éticos e humanos, deixando para trás a superficialidade que os contos de fadas apresentam, e se tornando, para quem lê, mais do que uma releitura de histórias já conhecidas e pensamentos há muito explorados. É um livro incrível que mistura propriedades novas com velhas e dá uma perspectiva inédita para os leitores.

E um aspecto em CINDER que o torna diferente, tanto dos contos de fadas, quanto dos atuais romances que vendem bilhões nas livrarias mundiais: o romance não é o foco do livro – ele aparece conforme a protagonista ultrapassa todos os obstáculos que se apresentam. E mais: Cinder é mais do que a mocinha indefesa que espera que alguém lute suas batalhas por ela. Não. Com uma chave inglesa na mão e uma determinação de ferro (literalmente ou não) no peito, nossa personagem, que foi reduzida a cinzas, mostra que é preciso muito mais para impedi-la de descobrir as verdades sobre seu passado e buscar a autenticidade que o futuro lhe reserva. Marissa Meyer, por intermédio de Cinder, mostra que, mesmo sozinho e sem apoio daqueles que lhe são mais próximos, você, eu e todos nós, podemos, sim, fazer acontecer.

Minha experiência com CINDER foi muito boa. Encontrei-me rindo, chorando e múltiplas vezes admirada com toda a genialidade com que a autora programou os fatos, os contos e as personagens. A edição lançada pela Rocco é também muito bonita e apreciável, com folhas amareladas e letras grandes, quebras de capítulo diferentes e orelhas com detalhes vermelhos e pretos, contrastando e harmonizando com as cores da capa, que também é muito bela, de forma única.

Com um olhar maduro, lógico e ousado que muda praticamente tudo o que o conto de fada nos deu, CINDER é impossível de se largar e, depois de iniciado, as chances são mínimas de que você o odeie. Cheio de personagens carismáticos e escrito de modo leve, viciante e nada cansativo, este livro é indicado para todas as idades e todos os gêneros.

Este primeiro volume de uma saga de quatro livros (na ordem e inspirados nos contos: CINDER, da Cinderela; SCARLET, da Chapeuzinho Vermelho; CRESS, da Rapunzel; e WINTER, da Branca de Neve), fará você desejar fervorosamente os outros. E se você não era fã de contos de fadas antes... depois dele, você o será.

RESENHA ESCRITA PELA LAYLA PARA O GETTUB!

site: http://www.gettub.com.br/2017/08/cinder.html
Kelly 11/08/2017minha estante
adorei sua resenha, super concordo, mas cress é sobre a Rapunzel :) abraço


GETTUB 11/08/2017minha estante
Verdade,obrigado. Já foi corrigido ;)


Mileni 29/09/2017minha estante
Oi, vc escreveu uma resenha falando que o livro é bom, mas está sem nenhuma estrela na avaliação =)




Paac 16/07/2017

Cinder é uma obra incrível!
Releituras de contos de fadas conhecidos parecem fazer parte da rotina atual de alguns leitores e das ideias de histórias dos autores mais atuais, Cinder não foge a nada disso, mas dentre as que vi por ai, e pelo que li, a série Crônicas Lunares, tem tudo pra ser uma das melhores.
Cinder Linh é uma adolescente ciborgue que vive com suas duas meio-irmãs Pearl e Peony e sua madrasta Adri. Cinder não se recorda muito de seu passado, apenas de ter sido adotada pelo marido de Adri, que faleceu pouco tempo depois a deixando sob-responsabilidade da madrasta que apenas a explora e trata mal por ser meio humana, meio maquina. Mas tudo começa a mudar quando o Principe Kai entra em sua vida, entre descobertas estranhas, uma possível guerra e uma rainha muito cruel, Cinder vê tudo virar de cabeça pra baixo.
Não consigo resumir muito bem a história sem dar spoilers, o enredo é tão bem manejado que realmente sinto que a forma como resumo ainda pode ser contar demais haha. Minha relação com a obra foi cheia de altos e baixos, de inicio tive dificuldade em conseguir criar apego a Cinder, metade disso é culpa da autora que me deixava bolada com essa mania de sempre lembrar o leitor de que ela era uma ciborgue, é complicado você ir criando um laço com o personagem, mas logo depois algum outro te lembra de que esse “ser” não pode “sentir”, é meio complicado isso, pelo menos na minha visão, mas vamos deixar o debate pra outra hora, a questão toda é que Cinder é um personagem bem estruturado de uma forma que realmente o leitor se apaixona por ela, mesmo querendo enforca-la em outras situações haha. Os outros personagens são uma atração à parte, gosto da relação de Cinder com o Principe Kai não ser cheia de enrolação e melosidade desnecessária, e tirando Cinder, fiquei apaixonada por Iko (a robô) e claro Levana (a vilã), por que tenho o dom de me apaixonar pelos vilões.
Não consegui encontrar muitos pontos negativos, parte da trama se desenvolve e deixa de ser um mistério antes da metade do livro, talvez por aberturas da autora ou por já ser um clichê que conhecemos bem, mas isso não tira a graça da obra, porque outros fatores nos mantém presos a ela. O final deixou aquela abertura básica pra continuação, e antes de lembrar que havia continuação eu quase surtei com aquele final sem final haha, segundos de angustia e raiva sem sentido, mas okey né?
Cinder é uma obra incrível, podemos até mesmo dizer que é um scifi mais leve, se é que isso é possível haha, mas uma boa releitura a ser lida por quem não somente gosta dessas inovações nas obras antigas, mas adora uma boa história.

site: http://bardaliteraria.blogspot.com.br/2017/02/cinder-de-marissa-meyer.html
comentários(0)comente



Fernanda.Granzotto 13/07/2017

Oh meu Deus, este livro 😱
4,5 estrelas
Eu entendo totalmente o hype agora estou sem palavras, esse livro tão previsível como é em algumas partes ( e vc provavelmente já descobriu o enredo no início do livro), ele ainda consegue surpreendê-lo.As ultimas páginas me deixaram no limite
Eu recomendo este livro é muito!
comentários(0)comente



Jade Ricieri 03/07/2017

A melhor releitura de Cinderela!
Sempre me interessei por essa série da Marissa Meyer, principalmente por se tratar de releituras sobre os mais famosos contos de fadas. Nesse primeiro livro vamos acompanhar uma belíssima releitura de Cinderela recheada de aventura, fantasia, ficção cientifica e distopia. Adorei do começo ao fim.

A trama é extremamente envolvente e mesmo sendo um pouco lenta no início conseguiu me prender dentro da história já nos primeiros capítulos. O livro é sobre Cinder, uma ciborgue que vive em um universo futurístico em uma pequena comunidade oriental conhecida como Nova Pequim. Ela é a melhor mecânica da região e consegue se virar, levando uma vida normal com a sua profissão e o trabalho em uma loja de concertos, porém tudo muda com apenas uma simples visita do encantador príncipe Kai. Isso acontece bem no começo da história, e é a partir desse momento que a leitura se transforma e passa a ficar envolvente e eletrizante.

Podemos notar pequenas semelhanças com a verdadeira história de Cinderela, mais Cinder não deixa a desejar, tendo sua própria trama e diversas surpresas acaba se tornando uma deliciosa leitura, podendo ser considerada totalmente original.

Adorei o desenvolvimento da história, a construção do mundo fictício que é muito diferente daquilo que estamos acostumados a ler em livros distópicos e também os personagens que são muito bem construídos. Cinder apesar de ser metade robô consegue sentir todos os tipos de emoções, consegui me conectar com ela desde o começo do livro, é aquela protagonista forte, inteligente, determinada e com personalidade. O príncipe Kai é outro personagem incrível, que tem uma enorme força de vontade de fazer o melhor para proteger todos aqueles que ama. O romance entre os dois fica nítido logo no início da história, mais acontece bem devagar de uma forma leve e natural, e isso me fez se apaixonar e torcer loucamente pelo casal.

A escrita da autora é ótima e super envolvente. Estou louca para ler o próximo livro da série e descobrir tudo o que não foi revelado nesse primeiro livro.
Recomendo! E mais do que isso, tenho certeza que vai agradar a todos os fãs de distopias, fantasias e ficção cientifica. Uma leitura encantadora, leiam.
comentários(0)comente



Rúbia 01/07/2017

Heey, meus leitores lindos!

Hoje quero apresentar a vocês um príncipe maravilhoso, lindo, talentoso…

Não, pera. Cinder, nós temos que falar da Cinder: a nossa ciborguezinha fofa. Eu deveria mesmo ter começado por ela, mas é que meu coração é do Kai, incondicionalmente. Mais tarde vou explicar o porquê de tanta paixão, e me ater a resenha agora.

O primeiro livro das Crônicas Lunares narra a história de Cinder, uma ciborgue terráquea que vive com a madrasta e duas irmãs e é a melhor mecânica da cidade. Sim, você está certo se foi lembrado de uma outra Cinder, a Cinderella. Aqui ela é a melhor mecânica da cidade, sendo a única que trabalha na família.

Sabe aquele baile da história original? Ele também está para acontecer aqui. Mas um certo dia, antes do baile, o príncipe Kai aparece no estande de Cinder pedindo que ela conserte seu androide mais antigo.

O que difere totalmente da história da Cinderella é que em Nova Pequim, onde o enredo se passa, está acontecendo uma onda de uma doença chamada Letumose, que mata o infectado em poucos dias. Uma das pessoas infectadas é Rikan, o imperador, pai do Kai.

Infelizmente a única amiga de Cinder, e irmã, Peony também é infectada em uma noite em que vão ao ferro-velho. Daí em diante a vida da ciborgue entra em um turbilhão, pois que Adri, a madrasta, a envia como voluntária para as pesquisas sobre a doença.

Sendo usada pelo dr. Erland como cobaia no laboratório algumas peculiaridades são descobertas em Cinder, como o fato de que o corpo dela se livra da letumose como nenhum ser humano faria.

O pesquisador é meio que uma peça chave na história, já que através dele vamos descobrindo fato após fato estarrecedor sobre Cinder. A coitada que pensava vivera um vida normal, sendo a filha adotada ciborgue rejeitada, se descobre em meio a uma trama que pode acabar com governos e causar uma guerra a nível mundial.

Algo que me capturou irrevogavelmente no livro foi a personalidade dos personagens principais.

Tenho verdadeiro asco a protagonistas que ficam divagando, se remoendo em dúvidas. Nem Cinder, nem Kai são assim. Kai inclusive me deixou meio chocada por ser bem direto em demonstrar seus desejos, e coordenando suas ações. Nossa ciborguezinha mesmo estando atribulada consegue manter sua linha de pensamento bem delineada e não fazer burradas no meio do caminho (bem diferente de mim que surtava sempre que o nome Kai aparecia).

"– Sei que o momento parece ruim, mas confie em mim quando digo que meus motivos são baseados em autopreservação. – Ele respirou fundo. – Você gostaria de ser minha convidada pessoal no baile?

O chão se dissolveu sobre os pés de Cinder. Sua mente ficou em branco. Certamente ela não ouvira direito.

[…]- Ah. Bem… mas… talvez você possa mudar de ideia. Porque eu sou… você sabe.

– O príncipe.

– Não estou me gabando – disse ele rapidamente. – É só um fato."

Quando comecei a ler fiquei me perguntando o porquê de “As Crônicas Lunares”, mas logo depois a Marissa Meyer esfrega a rainha Levana na nossa cara. Ela é soberana de um reino criado na lua por seres humanos que foram povoá-la muitos anos antes.

Clica pra ler o restinho, vai
Beijinhos

site: http://tmlqa.com.br/resenha-cinder-marissa-meyer-cronicas-lunares-1/
comentários(0)comente



Karen Silva | @LendodePijamas 23/06/2017

”Uma garota. Uma máquina. Uma aberração.”
Após a Quarta Guerra mundial, cidades inteiras foram devastadas e os governantes da Ásia formaram uma Comunidade das Nações Orientais com o objetivo de manter a ordem e evitar uma nova guerra. Cinder se passa em Nova Pequim, uma região governada por um Imperador que vive sob ameaça de uma guerra iminente com os Lunares e suas relações ficam mais tensas quando o Imperador contrai a Letumose e fica cada dia mais próximo da morte.

Num mundo dividido entre humanos, robôs e os rejeitados ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta ciborgue foi trazida aos onze anos da Federação Europeia e adotada por um homem que pereceu de Letumose logo em seguida. Então, ela é criada pela madrasta que a considera uma aberração, humilhando-a a cada nova oportunidade. Quando sua meia-irmã é contaminada por uma doença letal, Cinder é considerada culpada e é vendida pela madrasta para o reino como “voluntária” de uma pesquisa que envolve ciborgues em busca de uma cura.

Cinder, por conta de sua interface extremamente desenvolvida, é considerada a melhor mecânica de Nova Pequim – apesar de sua condição como ciborgue a isolar das relações sociais. São suas habilidades como mecânica que a apresentam ao charmoso Kai, príncipe herdeiro do trono da Comunidade das Nações Orientais, que vai até sua oficina para que ela tente consertar seu robô. Contudo, as descobertas que faz ao acessar as informações do robô acabam colocando-a no meio de uma batalha intergaláctica e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.

Primeiramente, há uma infinidade de coisas acontecendo nesta história e muita informação a ser assimilada. O enredo nos introduz a um mundo distópico no qual a Terra mal se recuperou de uma Quarta Guerra Mundial e seus governantes estão empenhados em evitar que uma nova guerra seja travada. Porém, eles acabam por ser colocados em uma guerra contra uma doença letal e até então de cura desconhecida. O Imperador de Nova Pequim sucumbe a esta doença e cabe ao príncipe aprender a administrar o reino e suas relações externas, enquanto a Rainha Lunar espera por um sinal de fraqueza dos terrenos para iniciar um confronto.

Os lunares são humanos que há muito tempo colonizaram a Lua e, por razões desconhecidas, tiverem alterações em seu DNA que conferiram dons especiais a eles. Levana, a Rainha Lunar, está decidida em possuir o controle da Terra e a maneira mais rápida e eficaz disso acontecer é através do laço do matrimônio. O Imperador resistiu a suas investidas durante anos e Levana vê em sua morte a oportunidade perfeita para manipular o jovem príncipe Kai a sucumbir as suas vontade.

“Os lunares eram uma sociedade que evoluíra de uma colônia terrestre na lua séculos atrás, mas não eram humanos. Dizia-se que que podiam modificar o cérebro de uma pessoa – fazer você ver, sentir e fazer coisas que não devia. O poder anormal deles os tornara uma reça gananciosa e violenta, e a rainha Levana era a pior deles”

Na série Crônicas Lunares, Marissa Meyer reconta os tão famosos contos de fadas inserido-os em um contexto futurístico – o primeiro livro da série, Cinder, irá retratar a história de Cinderela. Por esse motivo, não teremos elementos extremamente surpreendentes na narrativa – apesar de a autora ter encontrado uma forma inovadora de nos reapresentar o clássico. Entretanto, isso não significa que a trama de Cinder não apresente elementos próprios para cativar o leitor. Pelo contrário, neste livro você encontrará uma versão ousada e brilhante do conto – a narrativa de Clarissa é envolvente e direta, possibilitando a criação de uma obra leve e divertida com objetivo de entreter o leitor.

Todos os personagens apresentados aqui são primorosamente pensados, bem construídos e desenvolvidos. As personagens femininas, principalmente Cinder, foram arquitetadas sob elementos fortes e únicos e mostram-se verdadeiras em suas convicções. Marissa, claramente, quis conferir força feminina aos clássicos das princesas e fez isso brilhantemente.

Cinder é uma fantasia com um pé em ficção científica que une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico acuradamente construído – espero que o resto da série possa se aprofundar no gênero Sci-Fi -, além de um livro introdutório muito bom e que cumpre o seu papel em instigar os leitores a ler os próximos. A trama irá focar nos relacionamentos e desenvolvimento dos personagens, prometendo protagonistas ainda mais deslumbrantes ao longo da série.
comentários(0)comente



Luiza 22/06/2017

Cinder
Cinder é uma garota de dezesseis anos que tem algumas particularidades bem singulares: primeira, ela é a melhor mecânica da região (dizem que de toda Nova Pequim), segunda (e, na verdade, razão da primeira particularidade), ela é um ciborg, uma humana "concertada" com partes mecânicas (no caso dela, um pouco mais de 36 por cento do corpo, incluindo aí uma painel de controle capaz de baixar, por exemplo, esquemas mecânicos de toda e qualquer máquina que possa precisar de reparos.

Adotada por um casal quando ainda era muito criança, Cinder foi transformada em capacho doméstico após seu pai adotivo morrer. Sob a tutela de sua madrasta e de suas duas filhas (uma odiosa, outra não), ela é obrigada a trabalhar em um estande de mecânica para sustentar, sozinha, toda a família.

Até que em uma fatídica tarde sua alteza imperial, o príncipe Kai, a procura na oficina e pede que conserte seu androide doméstico o mais rápido possível, de preferencia antes do baile anual. Até aí, beleza, mas (só para desandar um pouquinho), a irmã "não-má" é contaminada pela letumose, uma epidemia de nível mundial, altamente contagiosa, sem cura e que mata dolorosamente rápido. E só para piorar mais um pouquinho, sua madrasta a entrega como voluntária para um programa de pesquisa de doenças que usa ciborgs como cobaias. E ninguém nunca voltou de lá para contar a história.

A história se desenrola como quem não quer nada. Apenas uma garota de dezesseis anos sustentando a casa em que convive com pessoas detestáveis e falando (e pensando) excessivamente demais no príncipe imperial. Mas ok, né, ela só tem dezesseis anos.

Aí a história começa a se formar e você percebe que não é só uma garota tentando viver sua vida comum. Em resumo: a leitura é boa, e a história é tranquila a ponto de você não ver as páginas passando. Não é exatamente uma maravilha, embora tenha melhorado bastante quando o príncipe ficou em um plano diferente que o primeiro (talvez em algum lugar entre o primeiro e segundo plano) mas, ainda assim, me deixou curiosa relação ao próximo livro (que já pedi emprestado por sinal).

site: http://www.oslivrosdebela.com/2017/06/cinder-marissa-meyer.html
comentários(0)comente



Lisse 17/06/2017


Apesar de adorar um bom romance, já fazia um bom tempo que não lia fantasia. E foi maravilhoso respirar outros ares e conhecer uma autora que surpreende. 

Cinder é o primeiro volume da série As Crônicas Lunares. O enredo é ambientado no nosso Planeta Terra, em uma civilização da China, chamada Nova Pequim, em que a modernidade cibernética está muito avançada e governada por um Imperador. E nesse mesmo mundo há a ameaça dos Lunares, que são humanos com alguns poderes que vivem na Lua.

Quote: "Os lunares eram uma sociedade que evoluíra de uma colônia terrestre na lua séculos atrás, mas não eram mais humanos."

Nossa protagonista é Cinder, é metade ciborgue e metade humana, vive em Nova Pequim com sua madrasta e as duas meia-irmãs. Além disso, é através do trabalho no mercado da cidade consertando aparelhos eletrônicos que Cinder sustenta praticamente toda a família. E não posso esquecer de comentar sobre a Iko, que também é parte da família; ela é uma ciborgue que trabalha com Cinder, além de ganhar o rótulo bem merecido de melhor amiga.

Quote: "Ela está brincando. Iko tem praticado o sarcasmo."

É no mercado da cidade onde é conhecida como a melhor mecânica do país que Cinder conhece o Príncipe Kai. Ele apenas precisa que ela conserte a robô que é sua fiel escudeira; e é desse modo que surge uma amizade entre eles. No entanto, esse laço vai se tornar maior quando Peony, uma das meia-irmãs fica doente devido à epidemia que assola o país, e Cinder será enviada para o palácio como experimento. 

E após isso, só posso dizer que tudo é incrível, pois a leitura é dividida em três partes e não conseguiria dizer qual é a melhor. Acredito que as partes foram muito bem elaboradas para deixar o leitor preso a cada uma delas, e o fato de eu ter enrolado por muito tempo em pegar esse livro foi idiotice. Marissa Meyer fez algo grandioso ao pegar a história da Cinderela e jogar elementos fantásticos com tecnologia, doença, ameaças invisíveis e muita ficção científica. E eu não imaginei que ia gostar tanto, pois não é um livro cansativo para quem não está acostumado com ficção, Cinder é divertido, com um leve toque de romance e até um pouco de suspense. 

Quote: "Se o dr. Erland estivesse certo, então tudo que ela sabia sobre si mesma, sua infância, seus pais, estava errado. Uma história inventada. Uma garota inventada."

A autora também soube conduzir muito bem a história e inserir a releitura nos pontos essenciais. Até chego a dizer que se não tivesse essa releitura mesmo assim o livro seria incrível. Cinder é uma protagonista muito boa para se acompanhar, com traços de personalidade de acordo com a idade dela, já que é uma adolescente, porém impetuosa e decidida. Iko, como já disse, também merece um destaque especial, por ter as melhores tiradas cômicas e dar o toque de leveza que a história precisava. O doutor Erland também foi outro que me deixou de boca aberta.

Quote: "Eu sabia que você tinha gostado dele. Você finge ser imune aos seus encantos, mas pude ver o jeito que você o olhou no mercado."

A sugestão de um romance entre Cinder e Kai estar presente durante toda a leitura, mas esse não é o foco principal, e para ser bem sincera, adorei isso. Amei os dois, o que sentiram um pelo outro, mas algo maior estava acontecendo na vida de cada um. Como leitora foi muito bom perceber que a autora também sentiu isso, que o romance poderia ficar para depois, que poderia acontecer um reencontro em um momento mais apropriado.

Quote: "Eu acredito em você. E mesmo que não saiba disso neste momento, Kai acredita em você também."

Um dos fatores que me deixou tão inserida nesse livro foi porque amo cultura asiática e sei que a autora também é uma fã de Sailor Moon. Então, acredito que quem gosta também se identificará muito. Especificamente Cinder que me lembrou muito de um mangá e anime que adoro. Sério! Muito do enredo não tem nada a ver, mas a história da ciborgue e todo o mundo científico se encaixa muito bem. 

Mal posso esperar para agarrar meu exemplar de Scarlet e ver o que a Marissa Meyer criou. Além de que há um enorme gancho para o próximo livro. Cinder termina de um jeito que me deixou enlouquecida. Deixa eu ir ali na minha estante...
comentários(0)comente



LOHS 06/06/2017

#GirlPower
A primeira coisa que gostaria de destacar nessa resenha é que eu adoro releituras de contos de fadas. Por quê? O empoderamento feminino que acontece a cada nova leitura é incrível! Estamos transformando aos poucos o conceito de princesas. Temos aí Merida, Elsa, Mulan, Moana, Leia, Feyre e Aelin (não poderia deixar de fora a rainha Sarah J. Maas) e tantas outras personagens que representam nossa luta por mais igualdade e reconhecimento.

A segunda coisa que eu gostaria de destacar é a diversidade! Essa série é, talvez, uma das mais representativas que eu já li! (Depois dos trabalhos de Cassandra Clare, obviamente.) Ao longo dos quatro livros que compõem As Crônicas Lunares, temos diferentes etnias, culturas e idiomas. Outra vez, a releitura transformando aquele padrão preestabelecido, muitas vezes, pelo preconceito. Aqui, as personagens aceitam umas as outras sem julgá-las pela sua aparência ou modo de falar. E isso é muito importante de se ler em livros para jovens, um público que se preocupa tanto com o que os outros pensarão de sua aparência, que está sempre buscando aquilo que é considerado "perfeito".

Isso precisa parar!
Você é linda do jeito que você é, você é inteligente, forte, sensível e corajosa; e as princesas de Marissa Meyer estão aqui para provar isso.

Cinder é dividido em quatro partes, cada uma com uma epígrafe referente ao conto original. Além desses pequenos textos, as semelhanças que encontraremos ao longo do livro, esses pequenos detalhes, são incríveis; dão à história uma atmosfera ainda mais especial. Prontxs para se encantarem pela história de Cinder? Então, vamos lá!

Enquanto a suas irmãs foram dados lindos
vestidos e sandálias finas, Cinderella tinha apenas
um avental sujo e sapatos de madeira.

Nesse primeiro volume, a narração é dividida entre Cinder, uma ciborgue (parte humana, pare robô) e a melhor mecânica de Nova Pequim, e Príncipe Kai (herdeiro da Comunidade das Nações Orientais). Este é um mundo completamente novo. A Terra passou pela Quarta Guerra Mundial (podemos chamar assim) e foi dividia em seis grandes nações que formam um Conselho que rege a Terra.

Descobrimos também que há vida em Luna, e esse povo é governado por uma rainha tirana, Levana. Ela é temida assim como todos os lunares, por conta de seus poderes que controlam a bioeletricidade, ou seja, controlam aquilo que você vê e pensa. E há essa grande dúvida: Luna entrará em guerra com a Terra? Conseguiríamos vencer a tecnologia deles?

“- Ouvi dizer que, quando os cidadãos são desobedientes, em geral há uma boa razão para isso. E lavagem cerebral não parece exatamente uma solução apropriada.
- Apropriada é uma palavra tão subjetiva. Essa solução é efetiva, e dificilmente se pode argumentar contra ela.” Kai e Sybil, p. 237

Ciborgues, aerodeslizadores, androides, chips de identificação são comuns aqui. Cinder vive com a madrasta, Adri, e duas irmãs, Peony - a quem ama - e Pearl. A ciborgue trabalha em uma feirinha e é auxiliada por Iko, uma androide e sua melhor amiga. Seria apenas mais um dia para Cinder, caso Príncipe Kai não aparecesse em seu stand, disfarçado, pedindo que a melhor mecânica de Nova Pequim conserte seu ciborgue Tutor. É de extrema importância que ele consiga recuperar as informações que estão gravadas lá.

Outra coisa que vocês precisam saber sobre esse novo mundo: existe uma praga que assola todos os terráqueos: a letumose. Se você a contrai, a morte é certa. E uma das grandes preocupações do governo da Comunidade Oriental é encontrar uma cura. Existe um programa de recrutamento de ciborgues, estudos clínicos e testes que não são testados em humanos, apenas em ciborgues; aqueles que tiveram uma segunda chance de vida concedida graças à tecnologia e agora devem retribuir o favor. Acho que vocês já sabem para onde esse enredo pode nos levar, certo?!

Peony contrai a doença e em um estado de fúria, Adri, a responsável legal pela jovem ciborgue de 16 anos, faz com que Cinder seja levada como "voluntária".

“- Eu sinto tanto. Eu também amo Peony.
- Não me insulte. Sua espécie ao menos sabe o que é amor? Você pode sentir qualquer coisa, ou é só… programada?
- É claro que sei o que é amor. - E tristeza também. Ela desejava poder chorar para provar.” Cinder e Adri, p. 74

Não havia cama para ela, e de noite, quando
ela estava exausta de tanto trabalhar, tinha que
dormir perto da fornalha, nas cinzas.

Nessa segunda parte, é quando o enredo começa a dar mais sinais do que está por vir, nesse volume e na saga como um todo. Acredito que o único ponto negativo que encontrei no livro foi a demora: eu já sabia para onde a história estava nos levando, porém a narração parecia querer prolongar a descoberta das informações. Sério, é só você prestar um pouquinho de atenção e pum! você descobre na página 130, o que Cinder descobre na página 400. Isso me deixou um pouco ansiosa.

No centro de pesquisa, no Palácio, Cinder conhece o Dr. Erland. Ele é o cientista responsável pelas pesquisas desenvolvidas contra a letumose. e vê em Cinder algo extremamente especial. Uma chance de encontrar uma cura, afinal, nossa protagonista é imune à doença!

“- Agora você vê o que há de peculiar?
- O fato de que não estou morta, e você não parece preocupado em estar na mesma sala que eu?” Dr. Erland e Cinder, p. 114

Essa descoberta é de fundamental importância, pois o Imperador Rikan, pai de Kai, está lutando contra essa praga. E nosso lindo príncipe precisa de ajuda mais do que nunca. Sentindo-se sozinho e perdido, com uma responsabilidade enorme em seus ombros, Kai se prende à esperança de encontrar a princesa Lunar perdida, Selene, que desapareceu há 13 anos. A princesa seria a herdeira legal ao trono de Luna, alguém que poderia substituir Levana. E impedir que Kai se case com a rainha.

Em um momento extremamente frágil, a rainha Levana pisará na Terra. E o poder que ela exerce sobre os outros é extremamente forte. Ela faz com que todos a adorem, com que todos queiram protegê-la, agradá-la, obedecê-la. Será que nosso príncipe conseguirá resistir a esses poderes e aos jogos políticos tramados aqui? Será ele forte o bastante?

“- Você a sentiu?
- É claro. Você resistiu bem a ela, Vossa Alteza. Sei que foi difícil.
- Não foi tão difícil. Foi apenas por um momento.
- Ficará mais difícil.” Kai e Torin, p. 212

Você quer ir ao baile toda suja e coberta
de poeira? Isso só nos envergonharia.

Os encontros entre Cinder e Kai acontecem com mais frequência do que poderíamos esperar, considerando que ele é um príncipe. É nesses encontros alguns dos melhores diálogos e momentos entre duas pessoas que estão se conhecendo. É incrível! Eles acabam se tornando... amigos.

“- Presumo que você vá ao baile.
- E-eu não sei. Quero dizer, não. Não, sinto muito, mas não vou ao baile.
- Ah. Bem… mas… talvez você possa mudar de ideia. Porque eu sou… você sabe.
- O príncipe.
- Não estou me gabando. É só um fato.
- Eu sei.” Kai e Cinder, p. 189

Ou pelo menos o máximo de amigos que um príncipe e uma mecânica podem ser. Cinder mente para ele, não diz que é ciborgue ou que está participando dos estudos contra letumose. Ela também não conta que planeja fugir assim que a oportunidade surgir. Para ela, é simples: “Ela era um ciborgue e nunca iria ao baile.” Cinder, p. 40. No entanto, para Kai, nada disso existe. Ele apenas quer que a garota com quem ele consegue conversar possa estar presente nesse momento crucial.

O príncipe mandou que as escadas fossem cobertas
por piche, e quando Cinderela as desceu correndo,
sua sapatilha esquerda ficou presa ali.

E então tudo explode! A Rainha Levana, Cinder, Kai e a madrasta e irmã ruim de Cinder estão no mesmo lugar. O que acontecerá? Temos a ameaça de guerra de Levana, a busca pela cura da letumose, a busca pela princesa perdida, Cinder querendo fugir, Kai tentando evitar casar-se com um monstro.

Cinder é um livro incrível, que abriu caminhos para uma série repleta de amizade, amor, guerras e risadas. Apesar do ritmo desse volume ter me incomodado um pouco, considero-o excelente pela história que Marissa Meyer criou e pelas oportunidades de enredo que foram abertas com aquele final incrível!

Seção das Quotes

“- Príncipe Kai! Verifique minha ventoinha, acho que estou superaquecendo.” Iko, p. 19

“Havia rumores de que forçara sua enteada a mutilar o próprio rosto porque, em seus doces treze anos, tornara-se mais bonita do que a invejosa rainha podia suportar.” Cinder sobre Rainha Levana, p. 51

“- Amo você, Cinder. Fico feliz que não esteja doente.
- Eu também amo você.” Poeny e Cinder, p. 172

“- É fácil induzir os outros a acreditar que você é lindo se você puder se convencer de que você é lindo. Mas espelhos têm um jeito incomum de dizer a verdade.” Dr. Erland, p. 198

“Srta. Linh, alguém passou por um baita problema para trazê-la para cá, e agora você está em perigo extremo. Você não pode correr esse risco.
- Srta. Linh, você me ouviu?
- Ouvi. Perigo extremo. Eu ouvi.” Dr. Erland e Cinder, p. 206

“- Você acha que ela poderia ter um vírus?
- Talvez a programação dele estivesse sobrecarregada com a sensualidade excepcional do príncipe Kai.
[...] - Você acha que ela já viu o príncipe nu?
- Ah, pelo amor de Deus.” Cinder e Iko, p. 221

“A GUERRA É MELHOR DO QUE A ESCRAVIDÃO! PRECISAMOS DE UMA IMPERATRIZ, NÃO DE UM DITADORA! SEM ALIANÇA COM O DEMÔNIO”, p. 230

“- Arruinar minha vida para salvar um milhão de outras? Não é bem uma escolha.
- Você está certa. Não há escolha, de fato.” Cinder e Kai, p. 262

“- Pelas estrelas, Cinder, se eu soubesse que você baixaria um embargo sobre mim só por convidá-la para um encontro, eu não teria me atrevido.” Kai, p. 335

“- Temos a capacidade de amar uns aos outros, não importando nossas diferenças. De ajudar uns aos outros, não importando nossas fraquezas. Escolhemos a paz em vez da guerra. A vida em vez da morte. Escolhemos coroar um homem para ser nossos soberano, nos guiar, nos apoiar. Não para governar, mas para servir.” Kai, p. 355

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/01/cinder-cronicas-lunares-01.html
comentários(0)comente



125 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |