Cinder

Cinder Marissa Meyer




Resenhas - Cinder


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Cris 08/02/2018

Conto de fadas futurístico.
“Vaidade é um fato, mas é mais uma questão de controle. É mais fácil induzir os outros a acreditar que você é lindo se você puder se convencer de que você é lindo. Mas espelhos têm um jeito incomum de dizer a verdade.” Pág. 198

Cinder é uma jovem que vive na Nova Pequim em um futuro distópico. Neste mundo, ciborgues, androides e humanos convivem, mas não sem conflitos entre eles...

Cinder não se lembra de nada de sua infância, só sabe que é metade humana e metade ciborgue, e que foi adotada ainda criança por seu padrasto falecido. Hoje ela vive com a madrasta (uma verdadeira bruxa!) e suas duas meia-irmãs.

A história possui inspiração em Cinderela, e podemos ver muitas características do famoso conto adaptados aqui. Por exemplo, Cinder é mecânica, e ela vive suja de graxa, como a gata borralheira. Ela é uma espécie de empregada de sua família, onde é obrigada a trabalhar para o sustento de todos.

Diferente da história de Cinderela, Cinder tem muito amor por uma das irmãs, a caçula Peony. A mais velha trata Cinder do mesmo jeito que a mãe.

Claro que em todo conto de fadas, temos um príncipe: o belo e encantador Kai, cujo pai, é imperador da Terra.

Eu gostei muito do livro. A história é contada de forma que você lê muito rápido, a diagramação da Editora Rocco está muito bonita.

Eu amo distopias e amo conto de fadas e achei a junção destes dois tipos de literatura fascinantes. Apesar da inspiração em Cinderela, gostei da forma como a autora conduziu a história, fazendo com que nos lembremos de Cinderela e ao mesmo tempo, nos direcionando para um rumo muito diferente.

Só senti um pouco de falta de uma melhor descrição deste mundo distópico e das características dos personagens.

Outro ponto negativo é o fato de ter descoberto o segredo da história logo no início.
Fora isso, gostei bastante do livro, e pretendo ler a continuação.

“Mas se havia uma coisa que ela aprendera ao longo dos anos como mecânica era que certas manchas nunca saíam.” Pág. 345


site: https://www.instagram.com/li_numlivro/
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Desi Bahls Tomeleri 28/01/2018

Como amo esse livro!
Toda terça tem assunto literário lá no Blog na categoria Gata de Biblioteca. Passa lá pra ver!

site: http://gatadeboutique.blogspot.com/2018/01/cinder-de-marissa-meyer.html
nexinha.fragoso 30/01/2018minha estante
me passa o link :D



nexinha.fragoso 09/02/2018minha estante
Obrigada




Nasa 27/01/2018

Quando terminei de ler Nosferatu eu precisava de um pouco de ar, leveza, ai peguei o primeiro livro da série Crônicas Lunares, da Marissa Mayer, para ler e não me decepcionei, só me surpreendi. Os livros:
2. Cinder
3. Scarlet
4. Cress
5. Winter
Pelas minhas pesquisas o livro foi publicado em 2012 e localizei várias capas diferentes e duas editoras também, se não estiver enganada. Os livros contam a história futurista da Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e a Branca de Neve. Os contos de fadas estão interligados e foram uma grande aventura pela terra, Lua e espaço.
Mas vamos para a resenha do primeiro livro, Cinder, nossa protagonista principal nessa trama super bem ambientada.
A vida de Cinder não é boa, ela é uma ciborgue, ou seja, um cidadão de segunda classe. Na verdade é alguém metade humano metade androide. Na sociedade atual, isso é ser inferior, para você ter uma ideia, da situação de alguém assim, ele tem a obrigação de se voluntariar para teste da vacina da “peste” da época, conhecida como letumose. Mas vamos nos ambientar. Você está na terra e já rolou uma Quarta Guerra Mundial, que foi um desastroso evento. A tecnologia foi o que nos salvou e uniu as nações.
O maior inimigo é a Letumose e Luna são nossos maiores problemas. A epidemia é letal, já se alastrou, mata sem piedade. Todos buscam uma cura assim como a equipe de pesquisadores da Comunidade das Nações Orientais, em Nova Pequin, cidade onde mora Cinder.
Cinder tem 36,28% do corpo de partes cibernéticas, a mão e uma perna. O que achei muito legal, ela possui parte do cérebro e sentidos melhorados. É como ter uma placa de memória no cérebro que lhe permite audição perfeita, acompanhar eventos, notícias, dados de arquivos. E mais algumas qualidades que ela vai mostrando ao longo do livro. Como sua capacidade de concertar qualquer que seja o aparelho mecânico.
Você deve estar se perguntando porque ela é meio humana e ciborgue? Sofreu um acidente de aerodeslizador, uma carro, quando tinha onze anos, onde seus pais morreram. O que sobrou de seu corpo foi salvo e as partes danificadas substituídas. Foi adotada por um tutor, que morreu de letumose e deixada aos cuidados de Adri, sua guardiã legal e madrasta, mãe de Pearl e Peony.
Como toda madrasta que de contos de fadas Adri é uma criatura cruel, exploradora, má, egoísta, e trata Cinder com intolerância e crueldade, assim como uma de suas filhas a Pearl.
Aqui o enredo não muda Cinder trabalha duro para sustentar a família como mecânica, sua vida é uma dureza, tem duas amigas, sua irmã boa, Peony, e Iko, uma androide doméstica animada, totalmente fantástica. Iko é a alegria do livro. Ela tem um defeito no chipe de personalidade, que ninguém quer mudar.
Cinder esconde de todos sua condição, teme a descriminação. Sua mão e perna não tem implante de pele, o que a obriga a usar luvas e botas permanentemente para ocultar seu segredo.
A terra não está vivendo um bom momento, a Letumose matando, uma ameaça intergaláctica constante dos Lunares, habitantes da lua, que tem como rainha uma peça boa chamada, Levana. Pense numa criatura cruel? Levana. Ela tem fixação pela Terra e seus recursos e pretende firmar uma aliança, por casamento com o príncipe Kai. Herdeiro da Comunidade das Nações Orientais.
Os lunares são bastante perigosos, todos nascem com um dom chamado “encanto”, a capacidade de manipular a mente de humanos. Eles praticamente fazem os humanos de marionetes e capazes de executar qualquer coisa sob a vontade deles. Confesso, a pior coisa do livro, esse dom lunar.
A santinha da Levana praticamente matou e mutilou todos os que estavam em seu caminho para assumir o trono. Uma de suas vítimas mais conhecidas foi a princesa herdeira Selene. Claro, existe uma teoria da conspiração de que a princesa está viva. O príncipe Kai a está procurando, pois acredita que ela é a única capaz de destruir e libertar Luna e a terra da crueldade de Levana.
As coisas começam a acontecer quando o príncipe Kai disfarçado procura Cinder para que ela conserte um robô pessoal. Sua reputação de a “melhor” chegou aos seus ouvidos. O robô guarda informações vitais. Desse ponto em diante a vida de Cinder vira de pernas para o ar.
Ela se vê envolvida em intrigas palacianas perigosas e mortais. Uma aventura sem igual que vai leva-la ao limite da vida e da morte. Claro, temos um baile e até mesmo a cena do sapatinho.
O primeiro livro é muito bom e não me decepcionou, Cinder é uma personagem forte, inteligente e sabe o que quer, fraqueja as vezes, mas é normal, ela vai enfrentar muita pressão. Afinal vai ter de lutar por sua vida, daqueles que ama e de toda a terra. Sem falar no seu coração que foi roubado por um jovem príncipe cheio de responsabilidade e lutas para vencer.
A autora Marissa Mayer tem um jeito bem cruel de terminar os livros, felizmente eu tinha todos em mãos e pude passar de um para o outro de imediato, senão confesso que teria jogado o livro pela janela de tanta ansiedade. Isso corre nos 3 livros. No 4, e último livro, ela foi boazinha e nos deu um excelente final.
Minha nota? Cinco beijos mordidos.
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Flávia Martins 29/12/2017

Leitura rápida, mesmo que clichê. Sendo um livro infanto juvenil, é de se esperar que não detenha de grande complexidade, apesar de ser divertido.

Os personagens não me convenceram de forma alguma, o romance não é bem trabalhado, a ideia da madrasta é mal construída e a trama toda segue para um rumo completamente previsível. No entanto, sendo uma releitura de cinderela, me prendeu o suficiente para ser capaz de terminá-lo (apesar de ter pensado em desistir uma ou duas vezes).
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The 27/12/2017

Cinderela as avessas!
O melhor de Cinder é que chega um ponto do livro em que você esquece que esta lendo um reconto. Existem algumas coisas que foram ressalvas pra mim na história, alguns defeitos, no entanto, acho que por ser o primeiro livro da autora merece ser encarado com flexibilidade. O universo é muito interessante, os conflitos são ótimos, o enredo é muito bom e há envolvimento com os personagens, falta um pouco de mistério mas o final deixa a curiosidade para a continuação, que pretendo buscar para ler. Cinder é uma cinderela bem fora do clichê o que é uma das melhores coisas do livro. Vale a pena.
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Erika.Santos 21/11/2017

Princesa nada indefesa
O livro Cinder é tão bom que não sei por onde começar a falar, do kai que ganhou meu coração ou da Cinder que de princesa indefesa não tem nada ? Gente, fui tapeada mil vezes por essa obra, sabe aquela releitura que você pensa que sabe mas na verdade a escritora muda tudo, a pegada distópico no conto da Cinderela ficou muito bem construída, eu ficava pensando... como porra a autora vai fazer aparecer uma fada Android kkkkkk então fui tapeada mais uma vez, a parte do baile é muito boa hahahahaha, Cinder e kai são muito foda, sem aquela choradeira e babação dos contos de fadas. Se eu falar mais acaba saindo spoiler. Louca por o desfecho das crônicas lunares.
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Arca Literária 02/11/2017

disponivel dia 22/11 no site http://www.arcaliteraria.com.br/cronicas-lunares-cinder-marissa-meyer/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/cronicas-lunares-cinder-marissa-meyer/
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Bibs 19/10/2017

Adorei as tretas
Apesar de todas as revelações terem sido previsíveis me diverti muito com o livro amei a profundidade e as características dos personagens, principalmente da madrasta, gostei principalmente do senso de dever da Cinder e do relacinamento dela com todos. Vamos conversar que a rainha é fodona ne.
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caroliza 15/10/2017

Esqueça seu preconceito contra ciborgues!
Livro surpreendente. É fácil encontrar reconto dos contos de fadas, mas não com uma história tão interessante quanto essa. Apesar do plot não ser atrativo, logo percebemos que a história tem muita criatividade e é muito bem escrita. Uma leitura divertida com um plot twist que de twist tinha pouco, mas não tirou o brilho e entretenimento que o livro se propõe.
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Gio 27/09/2017

Cinderela cansou de ser princesa e agora ela é Ciborgue


Esse livro é incrível, só que esse livro é previsível viu gente? Não espere nada ultra hiper mega surpreendente, que você nunca vai adivinhar porque esse não é o proposito do livro e nem dessa série e eu estou falando isso porque tem pessoas que gostam de grandes emoções e vários plot twists, então pense se é esse tipo de história que você quer ler, se for e você quiser um romance fofo e muito divertido usando conto de fadas só que de uma maneira mais inteligente o livro está ultra recomendado.


Esse livro conta a estória da Cinder (Sim, isso aqui é uma releitura de conto de fadas e eu nem preciso falar que princesa é essa né? Haha) a diferença é que essa Cinderela é uma ciborge e bem mais legal que a original (eu adoro a original também.) O livro se passa na Nova Pequim depois da quarta guerra mundial, a lua foi colonizada e as pessoas que moram lá tem poderes e eles são os lunares, e eles são temidos porque eles conseguem manipular as pessoas e se eles conseguem fazer uma coisa tão poderosa eles podem conseguir tudo que querem das pessoas para o bem ou para o mal. O mundo tem o governo e tem o Rei só que ele está muito doente, essa doença é extremamente contagiosa e ela está matando geral e eles estão a muito tempo tentando encontrar uma cura pra isso. Então aqui você já está vendo que é uma distopia e eu preciso dar outro aviso: Esse livro não foca exatamente no que aconteceu nesse mundo, nem nada disso a distopia é mais um pano de fundo é o livro foca mesmo é na interação da personagem com as outras pessoas e muita gente pode achar o livro confuso ou complicado de ler no começo, eu não achei e só não li de uma vez porque precisei fazer outras coisas, mas vi algumas reclamações no skoob por acharem a história um tanto lenta no começo (eu não concordo) mas se você achar continua porque eu acho que vale a pena.

A Cinder foi adotada quando pequena só que o seu "pai" faleceu e ela acabou ficando com a madrasta e com duas irmãs uma é um amorzinho e a outra é um demônio :). Por ela ser uma ciborgue ela é desprezada tanto na família quanto por muitas pessoas daquele mundo porque pra eles os cirborgues são aberrações, coisas horríveis e sem sentimentos que nem deveriam existir e etc. A Cinder é a melhor mecânica de Nova Pequim e ela está na feira e o pé de ciborgue dela pifou quando o príncipe aparece na barraca dela, e eles se apaixonam loucamente e se casam? Não, também não é isso que acontece e eu achei muito legal esse romance porque é muito leve, sutil e ele vai sendo construído no decorrer da história e isso que eu contei é só o primeiro capitulo e ela é o príncipe Kai só volta a se encontrar no capitulo 14 (se eu não me engano). Enfim ele aparece lá porque precisa que ela concerte um androide dele que acabou pifando e ele precisa disso com urgência porque aparentemente esse androide tem algo muito importante. Ai eu preciso falar da melhor coisa desse livro e a melhor personagem que é a Iko, ela é um robozinho e ela é a melhor amiga da Cinder, gente ela é maravilhosa da vontade de ser amiga delas também.

Esse livro é muito leve ele é muito divertido e ele ainda é um Sci-fi e não é nada técnico e nem chato e acho que é uma ótima porta de entrada pra quem quer começar a entrar nesse mundo incrível da ficção científica e quem sabe começar a procurar outras histórias assim né? Esse livro tem personagens incríveis, duas amigas mesmo que sejam "fora dos padrões" e diferentes elas se amam e são muito unidas e tem um romance muito fofo e cativante e apesar de ser um Young Adult não é infantilizado e nem bobo e uma história bem madura que pode agradar várias pessoas que não curtem as princesas originais por exemplo.
Puri Morais 27/09/2017minha estante
LIVRÃO MARAVILHOSO! A SÉRIE TODA É!


Gio 27/09/2017minha estante
Não vejo a hora de ler todos


Puri Morais 28/09/2017minha estante
simmm, leia!!!!!! eu esperei ter todos para ler, e não me arrependo, uma das melhores coisas que le esse ano foi esses 4 livros




Karina Bonk 30/08/2017

Não gostei
Eu amo contos de fadas, e achei muito interessante a ideia de fazer contos de uma forma futuristica, mas o livro nao me prendeu, pra mim foi uma leitura sofrida, a Cinder não me cativou, o principe é até legal mas não é maravilhoso, a historia não é horrivel mas a forma que conta nao conseguiu me prender terminei o livro porque nao queria abandonar e queria saber o final logo, mas acabou que continuava em outro livro e entao desisti de ler pois é muito grande e não gostei
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Layla [@laylafromthebooks] 11/08/2017

As cinzas não são o fim. São o começo.
Cinderela. É um nome curioso, para dizer o mínimo, que poucos prestam atenção. No live action lançado pela Disney em 2015, com Lily James como protagonista, eles brincaram de forma interessante com o nome desta princesa já conhecida por todos nós. Cinder, no dicionário inglês, tem um significado. Indo do substantivo ao verbo, cinder se atrubui às cinzas, à brasa, à escória; também é conhecido como reduzir a cinzas e cremar, incinerar.

Cinzas. Literal e figuradamente, cinza é o pó que sobra depois de uma combustão completa e é a forma de outrora, de um tempo que não é o hoje, que ficou no passado, e é o sentimento nostálgico que olhar para trás nos inspira. É a desolação e a cor que se estabelece entre o preto e o branco. Refletindo sobre todos os aspectos que as cinzas espelham, o nome do livro e da personagem faz sentido, principalmente quando a Cinderela vira a gata borralheira de sua família.

Cinder, Cinderela... não há muita diferença no nome e nem no roteiro. Cinder também tem irmãs, também tem uma madrasta má, também trabalha feito uma condenada para servi-las e é constantemente humilhada e desprezada. Mas as características comuns terminam aí.

Todos os personagens possuem particularidades e identidades mais humanas e, mesmo que o livro se passe em mundos de fantasia, mais reais. Não há aquela perfeição predominante de contos de fadas de muitos livros por aí: temos a caracterização de cada um que participa da história, fugindo do padrão a que estamos acostumados, e que faz todos os personagens se parecerem e acabarem se confundindo por terem a mesma aparência. A própria Cinder, por exemplo, não é uma moça alta e bonita que canta e encanta os pássaros e os ratinhos. Não. Ela é uma ciborgue - metade humana e metade robô. Seus cabelos são de um loiro escuro com pé no castanho, sua pele é de um tom moreno e ela é o que hoje chamamos de mecânica - ela cuida dos robôs, androides e dos eletrônicos do reino; reino este governado pela família de Kai, o Príncipe Encantado que já esperávamos, mas diferente do que prevíamos: o príncipe herdeiro da Comunidade das Nações Orientais é simples, charmoso e atencioso, e como herdeiro dessas nações, também é oriental.

Marissa Meyer criou um universo fantasioso que nos é mais crível do que os contos de fadas: há doenças mortais, corridas tecnológicas, colonização da Lua, viagens espaciais, andróides lunares, planetas distantes habitados e líderes ditadores, que parecem ter a maldade de velhinhas carinhosas que entregam maçãs vermelhas e brilhantes sem nada pedir em troca. Entrelaçando histórias e enredos de forma surpreendentemente coerente, ela explora muitos conceitos morais, éticos e humanos, deixando para trás a superficialidade que os contos de fadas apresentam, e se tornando, para quem lê, mais do que uma releitura de histórias já conhecidas e pensamentos há muito explorados. É um livro incrível que mistura propriedades novas com velhas e dá uma perspectiva inédita para os leitores.

E um aspecto em CINDER que o torna diferente, tanto dos contos de fadas, quanto dos atuais romances que vendem bilhões nas livrarias mundiais: o romance não é o foco do livro - ele aparece conforme a protagonista ultrapassa todos os obstáculos que se apresentam. E mais: Cinder é mais do que a mocinha indefesa que espera que alguém lute suas batalhas por ela. Não. Com uma chave inglesa na mão e uma determinação de ferro (literalmente ou não) no peito, nossa personagem, que foi reduzida a cinzas, mostra que é preciso muito mais para impedi-la de descobrir as verdades sobre seu passado e buscar a autenticidade que o futuro lhe reserva. Marissa Meyer, por intermédio de Cinder, mostra que, mesmo sozinho e sem apoio daqueles que lhe são mais próximos, você, eu e todos nós, podemos, sim, fazer acontecer.

Minha experiência com CINDER foi muito boa. Encontrei-me rindo, chorando e múltiplas vezes admirada com toda a genialidade com que a autora programou os fatos, os contos e as personagens. A edição lançada pela Rocco é também muito bonita e apreciável, com folhas amareladas e letras grandes, quebras de capítulo diferentes e orelhas com detalhes vermelhos e pretos, contrastando e harmonizando com as cores da capa, que também é muito bela, de forma única.

Com um olhar maduro, lógico e ousado que muda praticamente tudo o que o conto de fada nos deu, CINDER é impossível de se largar e, depois de iniciado, as chances são mínimas de que você o odeie. Cheio de personagens carismáticos e escrito de modo leve, viciante e nada cansativo, este livro é indicado para todas as idades e todos os gêneros.

Este primeiro volume de uma saga de quatro livros (na ordem e inspirados nos contos: CINDER, da Cinderela; SCARLET, da Chapeuzinho Vermelho; CRESS, da Rapunzel; e WINTER, da Branca de Neve), fará você desejar fervorosamente os outros. E se você não era fã de contos de fadas antes... depois dele, você o será.


site: http://www.gettub.com.br
Cláudia 11/08/2017minha estante
UAU! Que resenha! Me deixou com muita vontade de ler! Já vi essa série em vários lugares, mas nunca vi como realmente é.
Me lembrou os quadrinhos Fábulas da Vertigo, que trás os personagens de contos de fadas para o nosso mundo e cada um tem uma personalidade única e marcante (pra ter uma ideia, a Branca de Neve é a prefeita da Cidade das Fábulas, a Cinderela é uma espiã, ambas foram casadas com o Príncipe Encantado, um sociopata que casou com elas só pelo dinheiro)


Layla [@laylafromthebooks] 21/08/2017minha estante
Obrigada, Cláudia! Fico feliz que você tenha gostado. Eu adorei o que você me contou sobre as Fábulas da Vertigo, não conhecia e achei sensacional!




GETTUB 11/08/2017

Cinderela. É um nome curioso, para dizer o mínimo, que poucos prestam atenção. No live action lançado pela Disney em 2015, com Lily James como protagonista, eles brincaram de forma interessante com o nome desta princesa já conhecida por todos nós. Cinder, no dicionário inglês, tem um significado. Indo do substantivo ao verbo, cinder se atrubui às cinzas, à brasa, à escória; também é conhecido como reduzir a cinzas e cremar, incinerar.

Cinzas. Literal e figuradamente, cinza é o pó que sobra depois de uma combustão completa e é a forma de outrora, de um tempo que não é o hoje, que ficou no passado, e é o sentimento nostálgico que olhar para trás nos inspira. É a desolação e a cor que se estabelece entre o preto e o branco. Refletindo sobre todos os aspectos que as cinzas espelham, o nome do livro e da personagem faz sentido, principalmente quando a Cinderela vira a gata borralheira de sua família.

Cinder, Cinderela... não há muita diferença no nome e nem no roteiro. Cinder também tem irmãs, também tem uma madrasta má, também trabalha feito uma condenada para servi-las e é constantemente humilhada e desprezada. Mas as características comuns terminam aí.

Todos os personagens possuem particularidades e identidades mais humanas e, mesmo que o livro se passe em mundos de fantasia, mais reais. Não há aquela perfeição predominante de contos de fadas de muitos livros por aí: temos a caracterização de cada um que participa da história, fugindo do padrão a que estamos acostumados, e que faz todos os personagens se parecerem e acabarem se confundindo por terem a mesma aparência. A própria Cinder, por exemplo, não é uma moça alta e bonita que canta e encanta os pássaros e os ratinhos. Não. Ela é uma ciborgue – metade humana e metade robô. Seus cabelos são de um loiro escuro com pé no castanho, sua pele é de um tom moreno e ela é o que hoje chamamos de mecânica - ela cuida dos robôs, androides e dos eletrônicos do reino; reino este governado pela família de Kai, o Príncipe Encantado que já esperávamos, mas diferente do que prevíamos: o príncipe herdeiro da Comunidade das Nações Orientais é simples, charmoso e atencioso, e como herdeiro dessas nações, também é oriental.

Marissa Meyer criou um universo fantasioso que nos é mais crível do que os contos de fadas: há doenças mortais, corridas tecnológicas, colonização da Lua, viagens espaciais, andróides lunares, planetas distantes habitados e líderes ditadores, que parecem ter a maldade de velhinhas carinhosas que entregam maçãs vermelhas e brilhantes sem nada pedir em troca. Entrelaçando histórias e enredos de forma surpreendentemente coerente, ela explora muitos conceitos morais, éticos e humanos, deixando para trás a superficialidade que os contos de fadas apresentam, e se tornando, para quem lê, mais do que uma releitura de histórias já conhecidas e pensamentos há muito explorados. É um livro incrível que mistura propriedades novas com velhas e dá uma perspectiva inédita para os leitores.

E um aspecto em CINDER que o torna diferente, tanto dos contos de fadas, quanto dos atuais romances que vendem bilhões nas livrarias mundiais: o romance não é o foco do livro – ele aparece conforme a protagonista ultrapassa todos os obstáculos que se apresentam. E mais: Cinder é mais do que a mocinha indefesa que espera que alguém lute suas batalhas por ela. Não. Com uma chave inglesa na mão e uma determinação de ferro (literalmente ou não) no peito, nossa personagem, que foi reduzida a cinzas, mostra que é preciso muito mais para impedi-la de descobrir as verdades sobre seu passado e buscar a autenticidade que o futuro lhe reserva. Marissa Meyer, por intermédio de Cinder, mostra que, mesmo sozinho e sem apoio daqueles que lhe são mais próximos, você, eu e todos nós, podemos, sim, fazer acontecer.

Minha experiência com CINDER foi muito boa. Encontrei-me rindo, chorando e múltiplas vezes admirada com toda a genialidade com que a autora programou os fatos, os contos e as personagens. A edição lançada pela Rocco é também muito bonita e apreciável, com folhas amareladas e letras grandes, quebras de capítulo diferentes e orelhas com detalhes vermelhos e pretos, contrastando e harmonizando com as cores da capa, que também é muito bela, de forma única.

Com um olhar maduro, lógico e ousado que muda praticamente tudo o que o conto de fada nos deu, CINDER é impossível de se largar e, depois de iniciado, as chances são mínimas de que você o odeie. Cheio de personagens carismáticos e escrito de modo leve, viciante e nada cansativo, este livro é indicado para todas as idades e todos os gêneros.

Este primeiro volume de uma saga de quatro livros (na ordem e inspirados nos contos: CINDER, da Cinderela; SCARLET, da Chapeuzinho Vermelho; CRESS, da Rapunzel; e WINTER, da Branca de Neve), fará você desejar fervorosamente os outros. E se você não era fã de contos de fadas antes... depois dele, você o será.

RESENHA ESCRITA PELA LAYLA PARA O GETTUB!

site: http://www.gettub.com.br/2017/08/cinder.html
Kelly 11/08/2017minha estante
adorei sua resenha, super concordo, mas cress é sobre a Rapunzel :) abraço


GETTUB 11/08/2017minha estante
Verdade,obrigado. Já foi corrigido ;)


Mileni 29/09/2017minha estante
Oi, vc escreveu uma resenha falando que o livro é bom, mas está sem nenhuma estrela na avaliação =)




Paac 16/07/2017

Cinder é uma obra incrível!
Releituras de contos de fadas conhecidos parecem fazer parte da rotina atual de alguns leitores e das ideias de histórias dos autores mais atuais, Cinder não foge a nada disso, mas dentre as que vi por ai, e pelo que li, a série Crônicas Lunares, tem tudo pra ser uma das melhores.
Cinder Linh é uma adolescente ciborgue que vive com suas duas meio-irmãs Pearl e Peony e sua madrasta Adri. Cinder não se recorda muito de seu passado, apenas de ter sido adotada pelo marido de Adri, que faleceu pouco tempo depois a deixando sob-responsabilidade da madrasta que apenas a explora e trata mal por ser meio humana, meio maquina. Mas tudo começa a mudar quando o Principe Kai entra em sua vida, entre descobertas estranhas, uma possível guerra e uma rainha muito cruel, Cinder vê tudo virar de cabeça pra baixo.
Não consigo resumir muito bem a história sem dar spoilers, o enredo é tão bem manejado que realmente sinto que a forma como resumo ainda pode ser contar demais haha. Minha relação com a obra foi cheia de altos e baixos, de inicio tive dificuldade em conseguir criar apego a Cinder, metade disso é culpa da autora que me deixava bolada com essa mania de sempre lembrar o leitor de que ela era uma ciborgue, é complicado você ir criando um laço com o personagem, mas logo depois algum outro te lembra de que esse “ser” não pode “sentir”, é meio complicado isso, pelo menos na minha visão, mas vamos deixar o debate pra outra hora, a questão toda é que Cinder é um personagem bem estruturado de uma forma que realmente o leitor se apaixona por ela, mesmo querendo enforca-la em outras situações haha. Os outros personagens são uma atração à parte, gosto da relação de Cinder com o Principe Kai não ser cheia de enrolação e melosidade desnecessária, e tirando Cinder, fiquei apaixonada por Iko (a robô) e claro Levana (a vilã), por que tenho o dom de me apaixonar pelos vilões.
Não consegui encontrar muitos pontos negativos, parte da trama se desenvolve e deixa de ser um mistério antes da metade do livro, talvez por aberturas da autora ou por já ser um clichê que conhecemos bem, mas isso não tira a graça da obra, porque outros fatores nos mantém presos a ela. O final deixou aquela abertura básica pra continuação, e antes de lembrar que havia continuação eu quase surtei com aquele final sem final haha, segundos de angustia e raiva sem sentido, mas okey né?
Cinder é uma obra incrível, podemos até mesmo dizer que é um scifi mais leve, se é que isso é possível haha, mas uma boa releitura a ser lida por quem não somente gosta dessas inovações nas obras antigas, mas adora uma boa história.

site: http://bardaliteraria.blogspot.com.br/2017/02/cinder-de-marissa-meyer.html
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Fernanda.Granzotto 13/07/2017

Oh meu Deus, este livro
4,5 estrelas
Eu entendo totalmente o hype agora estou sem palavras, esse livro tão previsível como é em algumas partes ( e vc provavelmente já descobriu o enredo no início do livro), ele ainda consegue surpreendê-lo.As ultimas páginas me deixaram no limite
Eu recomendo este livro é muito!
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