Cinder

Cinder Marissa Meyer




Resenhas - Cinder


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Desi Gusson 26/01/2014

Rebites e Pérolas
Como não se interessar por um conto de fadas ciborgue? Sério, gente, a Cinderela meio robô! Ao invés de ratinhos prestativos temos um andróide com um chip de personalidade super-desenvolvido e muita graxa no lugar do borralho.

Eu tinha certo preconceito com essa princesa em particular, eu sei que ela pastou muito na mão da madrasta e das meias-irmãs e tals, mas a sensação era de que ela não fazia nada pela felicidade dela. Reclamava e reclamava de limpar e lavar para as três malvadas, mas dependeu completamente de todo mundo para ter o final feliz. E eu tenho quase certeza de que ela continuou limpando e lavando depois, só que para o príncipe.

A Lihn Cinder não é assim! Claro, ela tem 36,48% de partes sintéticas no seu corpo, o dom de concertar praticamente qualquer coisa apenas com uma pancada bem dada e um banco de dados poderoso ligado ao software na sua mente, mas nem por isso ela deixa para os outros o que ela mesma pode fazer!

Geralmente sou meio arisca com livros hypados, sabe, aqueles que ficam populares do nada só pela propaganda boca a boca de gente que nem leu? Minhas recentes experiências com esse tipo de leitura não foram lá essas coisas, sem contar que os dois últimos livros que li tinham a temática princesa e me deixaram tão na mão que cogitei empurrar Cinder para o canto mais escuro e mal-encarado da minha estante.

É tão, mas TÃO bom quando me engano desse jeito.

Cinder é um romance, mas não é meloso. Fala pouco das características físicas dos personagens e não corremos o risco te agüentar uma mocinha carregada de hormônios discorrendo horas sobre como o cabelo do mocinho se agita perfeitamente ao vento. Tá, ok que a Cinder não tem canais lacrimais e não pode nem corar, coitada, mas aprendemos a gostar dos personagens pelo que eles são, não pelas suas aparências. Não que o Príncipe Kai seja alguém ruim de se olhar, longe disso...

Os destaques vão para a colônia Lunar muito louca, com humanos mutantes e uma rainha boazinha-só-que-ao-contrário e o esforço que Cinder faz para que nem todo mundo fique sabendo das suas... peças, e por todo mundo eu me refiro ao Príncipe. Gostei também do modo como a pandemia é tratada, não posso falar muito aqui, quero essa resenha o mais limpa de spoilers que conseguir porque, acredite, apesar de todos nós sabermos o que acontece com a Cinderela, Cinder tem uma surpresa mais criativa que a outra a cada página virada!

Estou completamente apaixonada por tudo nesse livro, desde a capa icônica maravilhosa até o texto em terceira pessoa despretensioso e ritmado de Meyer. A moça estreante com certeza ganhou uma fã alucrazy aqui, com direito a comprar também as edições hardcover, ler Scarlet (a continuação) de maneira ilícita enquanto minha cópia não chega e fazer mandinga para que o lançamento de Cress seja adiantado para ontem.

Cinder é um livro inusitado e cheio de ação, ele balança as estruturas de uma estória terrivelmente manjada, dá uma banana para aquela Cinderela sonsa e faz até o leitor mais cético com ficção científica prender a respiração em meio a tantos androides e aerodeslizadores.

Eu não recomendo, eu ordeno, em nome do Príncipe Kaito da Comunidade Oriental que você leia Cinder. Agora!

Para essa e outras resenhas na íntegra, acesse:
www.desigusson.wordpress.com
e seja feliz!
Bruna C. 31/05/2013minha estante
Estou mega in love com a sua resenha!! Não só fiquei doida pra ler o livro, como pode me avisar se você for lançar um seu. Amei sua escrita.


Paula 09/06/2013minha estante
Digo o mesmo Bruna. Adoro as resenhas que a Andhromeda faz. Não tem como não pirar!


Anne (Duff) 09/09/2013minha estante
Depois que comecei a ler o livro Skinned de Robin Wasserman, nunca mais quis saber de qualquer livro relacionado a humano e robô, pq não vejo como um romance entre maquina e humano poderia ter um final feliz. É Skinned ultrapassa qualquer livro no quesito da mocinha FERRADA(Sorry), eu tipo, odiei esse livro! Mas ao ler sua resenha, decidi dar uma chance para Cinder, e ao Príncipe Kai. E fora que Cider não é somente uma maquina! Bom... vamos ver!


Duda Rezende 10/11/2013minha estante
Concordo com você em todos os pontos da resenha!! Cinder é com certeza um dos melhores livros que já li!!!


Dak 06/03/2015minha estante
Adorei a resenha! Não sou muito de distopias mas me animei!


Suellen 01/10/2015minha estante
Amei a resenha tanto quanto amei o livro!! Já lendo a continuação e ansiosa por Cress! Que deve ser lançado esse mês! YAY




Flavia 28/06/2013

Incrível, envolvente e perfeito!!!
Há 126 anos, toda a catástrofe gerada pela Quarta Guerra Mundial chegou ao fim, dando início a Terceira Era, e desde então, a Comunidade Oriental nasceu, unindo povos, cultura e ideais com propósito de fortalecer os cidadãos, que optaram pela paz em vez da guerra, e Pequim se reergueu como Nova Pequim. Apesar de a guerra ter terminado, um problema que assola e devasta campos e cidades inteiras há muitos anos persiste: a letumose, uma doença letal. E é contra essa doença que o império travou uma batalha que, até então, não foi bem sucedida... E é nesse cenário que conhecemos Lihn Cinder, uma garota de 16 anos que, devido há um grave acidente que sofreu no passado, foi "reparada" de forma que 36,48% de seu corpo passou a ser sintético. Ela se tornou uma ciborgue, com direito a fiação, aço, bioeletricidade, visor óptico, um software conectado em rede que lhe dá acesso a um completo banco de dados, uma perna biônica e um dom para lidar com todos os tipos de peças e mecanismos a tornando a melhor mecânica de toda Nova Pequim. Mas por trás de toda essa habilidade, poucos sabem de sua história já que vive excluída. Depois de ter sobrevivido ao acidente, que aconteceu aos seus 11 anos, foi adotada. Adria, sua "madrasta" e guardiã, além de nem considerá-la como humana, encontra nesse dom uma fonte de renda fácil, explorando e maltratando Cinder. Pearl e Peony são suas meio-irmãs, que estavam sendo preparadas por Adria para o grande baile imperial. Pearl trata Cinder com muito descaso, o que faz com que a ciborgue só tenha a companhia de Peony e de Iko, a andróide ajudante.
Justamente por saber consertar tudo, foi procurada pelo próprio príncipe Kaito, herdeiro do Império, para que ela consertasse sua andróide, Nainsi, que parou de funcionar, e o que deveria ser um simples trabalho de reparo, acaba indo além... Ao sair com Iko e a irmã em busca de peças, Peony acaba sendo contaminada pela letumose e levada para quarentena. Como castigo por ter exposto a irmã, Adria envia Cinder como "voluntária" para que os cientistas façam testes, a usando como cobaia para mais um experimento que tem como objetivo encontrar a cura, e é a partir dos resultados dos exames e das descobertas feitas pelo Dr. Erland que o destino de Cinder mudará para sempre, principalmente quando ela descobre os segredos que acercam o defeito de Nainsi... Conspirações e ameaças de invasão dos Lunares (uma raça misteriosa que vive na lua) são alguns dos problemas que o império começa a enfrentar, e em meio a toda a confusão, o baile imperial está se aproximando...

Divida em quatro partes a fim de dividir os acontecimentos importantes e narrada em terceira pessoa, a história mescla elementos de um dos mais famosos contos de fadas que conhecemos, ficção científica, questões políticas e sociais e preconceito para que uma distopia fantástica pudesse nos ser apresentada. E isso tudo ambientado no oriente, então imaginei toda a tecnologia e modernidade manipuladas por personagens de olhos puxadinhos. A história é tão bem escrita, tão envolvente e flui tão bem, que suas quase 450 páginas podem ser lidas de uma vez. Somos poupados de muitos detalhes das características físicas, mas isso não impede de imaginarmos personagens bem construídos, cada qual com sua importância na história.
Cinder se conformou que está a margem da sociedade por estar em uma das classes mais baixas que existem, o que a coloca como uma monstruosidade, uma aberração, mas isso não tira sua força, sua inteligência nem seus propósitos. Um ponto interessante é que devido a cirurgia cibernética, seus dutos lacrimais foram removidos e Cinder não chora e nem fica corada, mas isso não a impede de sentir emoções apesar de sempre demonstrar frieza, e considerei isso como um ponto super original e positivo, pois isso a torna uma personagem que não aflora hormônios melosos para todos os cantos nem demonstra vergonha caso se encontre em alguma situação embaraçosa.
Outro ponto muito bacana é a inserção dessa sociedade que vive na Lua, pra ser mais exata em Luna, os chamados lunares, que vivem sob o comando da rainha Levana, inescrupulosa, vingativa e calculista que ainda tem um exército a seu dispor. É um povo mutante e misterioso e alguns deles possuem dons de manipulação sobre os outros e achei isso super adequado, visto que a própria lua é conhecida em muitas histórias e lendas pelo seu poder de "hipnotizar", cheia de misticismo e magia, e devido a isso, são uma incógnita para os terráqueos, que não sabem das suas reais intenções.
Algumas coisas são um pouco previsíveis, já que temos como base um conto de fadas conhecido, mas a criatividade da autora em unir tudo isso faz de Cinder uma agradável e original surpresa a cada capítulo, cheia de ação, mistérios e um leve toque de romance sutíl.
Com relação a parte física do livro, a capa é espetacular, a diagramação muito bem feita e a revisão foi ótima. As páginas são amareladas e a fonte, apesar de diferente dos demais livros, tem um tamanho ótimo.

Enfim, como não amar uma versão futurística de Cinderela, com perna e pé biônicos em vez de um sapatinho de cristal, suja de graxa em vez de coberta por andrajos, com uma ajudante andróide munida com um chip de inteligência em vez de ratinhos e passarinhos, com um carro velho tirado do meio das sucatas em vez de uma abóbora transformada em carruagem e sua própria força de vontade em vez de uma fada madrinha?
Simplesmente irresistível e imperdível! Esperando a continuação, Scarlet, mais ansiosa do que nunca!

site: http://www.livrosechocolate.com.br/2013/06/cinder-marissa-meyer.html
Mônica 05/03/2015minha estante
Obrigada Flávia, mais um livro para minha estante de desejados :D




Queria Estar Lendo 13/01/2016

Resenha: Cinder
A primeira leitura finalizada do meu ano foi UMA DAS MELHORES LEITURAS DA MINHA VIDA! E com ela vem aquela sensação de 'não sei como fazer essa resenha'. Eu tinha certeza de que indicação do pessoal do Tumblr não seria roubada, mas não imaginava que Cinder fosse derrubar tanto o meu emocional. História, cenário, personagens, tudo tão perfeito que eu quero desler pra ler de novo.

O mundo foi devastado por guerras, e nós estamos na Nova Pequim. A história começa com a Cinder, uma ciborgue que trabalha para a guardiã legal - uma mulher asquerosa e metida e absolutamente egoísta quando se trata da órfã que o marido adotou para criar - recebendo uma visita especial na sua oficina mecânica; o príncipe Kai, herdeiro do imperador, pede que ela conserte um androide que é de vital importância para ele e 'para a segurança nacional'. Uma vez que ele se vai, a trama começa a se desenrolar cheia de adrenalina; existe uma doença fatal no ar, causada por um vírus perigoso e incompreensível, e os cientistas estão buscando uma cura há anos. Quando Cinder fica na presença de um infectado e não adoece, ela é levada até as dependências do palácio para ser estudada - e, principalmente, para entender porque diabos a ciborgue é diferente das outras pessoas.

"Mesmo no futuro as histórias começam com era uma vez..."

Honestamente, eu nem vou reler o resumo porque sei que não fiz jus à complexidade genial que é a história da Marissa Meyer. Há anos, literalmente, venho visto comentários a respeito de Cinder e de como o universo futurístico/distópico da autora é algo usual; e meu senhor amado, eu queria voltar no tempo pra poder ter lido isso antes! A história mistura elementos de ficção científica à clássicos dos contos de fadas, e conforme você identifica as inspirações, quem são os personagens, como a autora mesclou isso a um cenário apocalíptico futurístico, é tudo genial demais e você quer chorar.

"A lua vagarosa chamou a atenção de Cinder, e uma onda de arrepios cobriu seus braços. A lua sempre lhe causara certa paranoia, como se as pessoas que morassem lá pudessem estar observando-a, e tinha medo de que, se olhasse por muito tempo, pudesse atrair a atenção delas. Uma superstição sem sentido, mas tudo a respeito dos lunares era misterioso e envolto em superstições."

Não são só as nações da Terra que existem nessa trama. A Lua tem uma civilização, os chamados lunares, e eles estão prestes a começar uma guerra contra os terráqueos; quando a rainha lunar, uma mulher belíssima tida como feiticeira, vem ao planeta para uma negociação, as coisas que já estavam complicadas para Cinder e Kai ficam ainda piores. Com a doença se alastrando e a guerra piscando acima deles, segredos do passado e um futuro incerto cairão sobre os jovens até então estranhos um ao outro.

"Ela olhou corredor abaixo, imaginando se havia falado fora de hora e sentindo-se estranha ao lado do príncipe Kai, que, de repente, era apenas Kai."

A Cinder é MARAVILHOSA. Uma personagem que tinha tudo para ser sofrida e cabisbaixa, uma vez que a órfã pouco sabe da sua vida além do fato de ser uma ciborgue que causa comoção negativa nas pessoas que a encontram. Ela não é humana, não merece respeito e nem a atenção dos outros. Mas ela exige isso; ela é forte, decidida e presente. Suas melhores amigas são uma androide engraçadinha e a meia-irmã do bem, Peony, e tudo o que Cinder sabe sobre o seu futuro é que envolve uma fuga; ela quer deixar a madrasta, aquela sociedade, tudo para trás. Ela quer partir e ser ninguém. Mas a vida não é tão simples, e suas decisões vão pesar sobre ela conforme a ciborgue se aventura mais e mais nas tramas políticas imperiais.

"Um formigamento quente percorreu seu corpo, surpreendendo-a e assustando-a, mas não de uma forma desagradável, explodindo como eletricidade em seus fios. Dessa vez, ela não teve uma sobrecarga. Dessa vez, sua fiação não ameaçou queimá-la de dentro para fora."

Kai, por outro lado, é a compaixão e o espírito rebelde contido dentro de uma corte que exige tanto dele. Com o pai adoecido, Kai precisa se portar como o futuro imperador, como um rosto que inspirará confiança em seus súditos, e há a guerra prestes a estourar e os acordos medonhos que a rainha lunar quer fazer com eles. Em meio a isso, Kai encontra forças para sorrir e para se fazer presente na vida de uma mecânica que ele encontrou por querer e que foi uma grata surpresa ao seu conhecimento. Ele e Cinder se completam e, apesar das mentiras e das coisas que ele desconhece a respeito dela, você sente a amizade sutil crescer e se expandir em algo grandioso e emotivo que é o amor que eles sentem um pelo outro; nada de Cinderela ou Branca de Neve aqui, senhoras e senhores. Esse é um amor verdadeiro, pura e simplesmente. Algo que nasce com o tempo e se desenvolve com os descobrimentos e com os envolvimentos. Kai é uma gracinha de menino, todo tímido e sarcástico, e vai ser um grande imperador.

O ship deles é aquele tipo que me faz querer abraçá-los para protegê-los de todo o mal, amém. Há tantas faíscas entre os dois sempre que se encontram, e seus encontros são sempre inusitados e tão marcantes. Kai compreende Cinder, mesmo sem conhecê-la completamente, e os dois se mantém tão próximos, mas respeitosamente afastados. EU QUERO QUE SE BEIJEM QUERO QUE SE AMEM QUERO QUE CASEM E SEJAM FELIZES PARA SEMPRE PORQUE ISSO É BASEADO EM UM MOTHERFUCKING CONTO DE FADAS!

"- Eles não têm espelhos porque não querem se ver?- Vaidade é um fato, mas é mais uma questão de controle. É mais fácil induzir os outros a acreditar que você é lindo se você puder se convencer de que é lindo. Mas espelhos têm um jeito incomum de dizer a verdade."

Outra personagem muito marcante foi a rainha lunar, Levana. Ela é claramente inspirada pela Rainha Má da Branca de Neve, mas tem elementos de outras vilãs dos grandes contos de fadas - o que a deixa ainda mais maravilhosa e medonha. Ela é uma antagonista, mas sei que há muito da sua história para conhecer. Claro que eu queria socar a cara dela contra um espelho em determinados momentos da trama, mas ela é uma rainha impiedosa e uma governante cruel, e a Marissa trabalha a sua personalidade de maneira exemplar. Os planos ocultos dela e os segredos a respeito da sua magia fazem de Levana uma figura misteriosa e sombria. Uma rainha má, acima de tudo.

Através de tramas intrincadas por segredos sombrios e uma solução medonha para o fim da praga que assola a Terra - especialmente depois que você descobre de onde essa praga veio e porque existe - constroem um livro emocionante do começo ao fim. A narrativa da autora é de tirar o fôlego e abre alas para uma série excepcionalmente criativa; já comprei Scarlet e Cress e espero que a Rocco não demore a lançar os outros dois livros, senão vou comprar em inglês mesmo, fuck it all.

Ah, a edição da Rocco é linda! Diagramação simples, mas com formato de letra agradável para leitura e páginas amareladas sempre bem-vindas aos meus olhos cansados. E a capa é um show à parte; as capas da série são deslumbrantes.

Cinder é uma leitura obrigatória a fãs de distopia, de ficção científica e dos bons e velhos e sempre inestimáveis contos de fadas.
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JBartholomei 19/07/2013

Como vocês já sabem, não vou entrar em detalhes da história para não dar nenhum spoiler, mas GENTE, os paralelos que Meyer faz com o famoso conto da Cinderela e Cinder é badass. Serião, é impossível não se deliciar com a atenção obviamente investida em cada detalhezinho da história.

Depois de diversas decepções em relação a adaptações de conto de fadas, comecei Cinder com um super pé atrás. E, tapa na cara da Juliana preconceituosa.

Conheça nossa heroína Lihn Cinder: inteligente, gata borralheira, uma das mais renomadas mecânicas de Nova Pequim e... ciborgue. Aham! Cinder é uma ciborgue, com um programa de software avançado em seu cérebro, vivendo numa sociedade futurística governada por monarquias que está sendo dizimada por um vírus terrível, cuja cura e origem ninguém sabe explicar.

O lance é que o mundo de Cinder é divido entre a Terra, e o povo Lunar (uma galera muito doida e misteriosa que vive na Lua) e esses dois têm estado numa paz extremamente frágil. Sim, a Lua é um satélite pequeno (mas jamais fale isso para um Lunar; é um planeta ok). Sim, é bem menor em população e recursos do que a Terra. Então por que uma guerra é algo a ser evitado a todos os custos pela Terra? Por que a tensão?

Por que os Lunares têm magia, cara. Habilidade de controlar suas percepções e vontades combinado com uma sociedade extremamente fechada à Terra (ninguém 'daqui' sabe dizer o que, realmente, rola lá em cima, e até onde os 'poderes' deles chegam) são o suficiente para tornar o povo Lunar, e sua Rainha, inimigos a serem evitados a todo custo. Tipo, a todo custo mesmo.

Hora da confissão: eu super desprezo a Cinderela como heroína/princesa. Sempre achei ela um tédio. Super blergh. Se você divide a minha opinião, não temas! Se Cinderela não foi incrível, Lihn Cinder arrasa o bastante no lugar dela. Nada de de ficar sonhando acordada com o Príncipe COF Encantado COF Kai enquanto lava o chão. Não, nossa heroína aqui sonha com a liberdade que lhe foi negada pelo fato de ser uma ciborgue, e caramba, se ela receber um convite para o baile real no meio termo, não faz mal nenhum dá um pulo por lá e causar confusão se ela conseguir um vestido sem manchas de graxa. Cinder: a mecânica/ciborgue/garota mais fera de todos os tempos.

A narração flui extremamente fácil. Da oficina da Cinder, até as reuniões privadas do Conselho, Meyer vai apresentando ao leitor um mundo complexo de maneira nem um pouco maçante. Da Rainha Lunar psicótica, até as enfermarias das vítimas da praga, minha atenção ficou alí, presa no mundo injusto e desigual de Meyer onde a sociedade fez questão de sacanear com a Lihn Cinder.

Uma protagonista cheia de dignidade, um retelling bem sucedido de um Conto de Fadas, um universo super interessante e uma narração esmerada, nem preciso dizer que recomendo o livro, né?

Não te convenci? Duas palavras:

GUERRA INTERGALÁCTICA!

site: mentecaptosporlivros.blogspot.com
Juliana (: 11/08/2013minha estante
Ótima resenha, morrendo de vontade pra ler *-* Mas uma curiosidade: o que fez você dar só 4 estrelas? Qual o ponto negativo?




Yasmin 12/06/2013

Inovador, universo fascinante, uma protagonista forte e uma história refrescante.

Desde que conheci Cinder no Goodreads ano passado fiquei intrigada com a mistura dos gêneros. Distopia com ficção científica que ainda faz ilusões a personagens de contos de fadas. Muitos elementos que se não fossem usados com cuidado poderiam resultar em uma mistura trágica. Foi com imensa felicidade que soube que a Rocco lançaria o livro e por isso não hesitei em solicitá-lo. Marissa Meyer não só conseguiu uma história única e criativa como fascinante, bela e intrigante. Um bálsamo de inovação em tempos de tão pouco coisa realmente nova.

Cinder é um ciborgue, um ser humano que por danos severos foi cirurgicamente operado e completado com peças eletrônicas e um sistema de computação que controla vários aspectos de seu corpo, além de funcionar como um computador embutido integrado a rede. Cinder se considera uma aberração. Vivendo em Nova Pequim em um pequeno apartamento com a madrasta e duas irmãs Cinder é uma excelente mecânica. Trabalha no mercado e vê todo seu dinheiro ir para a madrasta. A vida de Cinder toma um rumo inesperado quando recebe o príncipe Kai em sua banca, com um androide defeituoso em mãos. O modelo é velho e o príncipe quer sigilo sobre o conserto. Cinder aceita consertar o velho androide mesmo sabendo que Kai mentiu sobre o motivo da urgência. Nesse mesmo dia o caos varreu o mercado quando a dona da banca de pães foi recolhida pelas autoridades. Mais uma vítima da letumose, doença fatal que varre a Comunidade. Vítimas aparecem de forma aleatória por todo o mundo. Os desafortunados são recolhidos pelas autoridades para morrerem isolados. Cinder retorna para casa assustada e ainda tem que enfrentar Adri, que prepara as filhas para o baile imperial. Com mais uma de suas desculpas Adri não vai deixar ela ir ao baile. Peony, sua meia-irmã mais nova querendo fugir das chateações da mãe sai com Cinder em busca de peças no ferro-velho quando o impensável acontece: Peony está contaminada.

Com medo e impotente Cinder vê a melhor meia-irmã ser levada para morrer. Culpando-a e como meio de punição Adri oferece Cinder como cobaia de testes para a cura da letumose. Levada a força, será usada e desmontada. Cinder não imagina o que vem por ai e como sua vida vai mudar para sempre...

Para dizer de forma simples a base do enredo é essa, afinal de fosse discorrer sobre todos os pontos fascinantes do livro ficaria longo demais. A história de Cinder e do mundo é desenvolvida de forma cadenciada e harmoniosa. Meyer construiu uma história com várias vertentes e introduziu pouco a pouco uma trama intrincada e bem articulada que passeia com destreza pela ficção científica, trata de intrigas políticas, preconceitos e constrói um universo distópico fascinante e único, com sub tramas interessantes e interligadas. A ambientação é rica e vívida sem mencionar inovadora. Desde a Comunidade Oriental passando pelo cenário mundial que sofreu graves alterações até a surpreendente população Lunar.

Cinder é uma protagonista forte, inteligente, independente, mas dolorosamente consciente de sua condição sendo até muito dura consigo mesmo e com uma personalidade que confere a sua narração um tom realista e perfeito para revelar ao leitor esse futuro assombroso da raça humana. Como ciborgue Cinder está em uma das classes mais baixas de ser vivente, sendo desprezado pelos humanos e sofrendo diariamente com sua condição "monstruosa". O desenrolar da história é um revelar para Cinder. A autora acertou ao lançar pouco a pouco as peças da trama entrelaçando a história do príncipe Kai a de Cinder de maneira genuína. Uma heroína que não deixou seus sentimentos interferirem no seu julgamento, mesmo sofrendo enxerga com clareza as escolhas que cada um tem de fazer. Os personagens são todos muito bem delineados, com personalidades cativantes e que conquistam o leitor de primeira. Sendo notável a delicadeza com que Meyer desenvolve a androide Iko e mais ainda beleza solitária, quase triste que dá a Cinder em suas ações e relacionamentos.

Leitura rápida, instigante e enternecedora que nos prende de maneira única. Universo denso com personagens complexos e história refrescante. Meyer utilizou muito bem a estrutura do conto de fadas e nos presenteou com uma Cinderela ciborgue imperdível. Com um final que deixe qualquer um morrendo de ansiedade e cheio de perguntas, e querendo mais detalhes desse futuro assombroso. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/06/resenha-cinder.html

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Lizzy 09/10/2013

Aventura cibernética! Fofo demais!
Sabe aquele momento em que nos encontramos em uma sequência de leituras tensas, dramáticas ou mesmo excessiva de alguma forma quanto ao texto proposto? Pois bem, isso aconteceu comigo, e eis que eu aceitei a dica de uma amiga muito especial e embarquei no encantador texto de Cinder e o resultado foi surpreendente, adorei.

O livro é um conto futurista que tem clara inspiração no clássico da Cinderela. Os pontos coincidentes existem, pois há uma madrasta má, um príncipe, um baile... Mas devemos parar por aí, afinal não há o famoso sapatinho de cristal, e sim um pé ciborgue. Curiosa? Vamos lá.

O mundo criado por Marissa Mayer, em alguns momentos, nos remete aos clássicos da ficção científica. Isso ocorre por que, aqui, homens e máquinas convivem entre si, e esse avanço tecnológico foi essencial para a recriação das nações, devastadas pela Quarta Guerra Mundial. Após o desastroso evento, os povos se uniram em comunidades e buscam o diálogo entre si para a cura de uma epidemia letal: a letumose. A doença se alastrou matando milhares de pessoas e o antídoto está sendo buscado intensamente pela equipe de pesquisadores da Comunidade das Nações Orientais, onde está localizada Nova Pequin, cidade onde mora a nossa heroína, Cinder.

Cinder é uma adolescente peculiar, pois ela é 36,28% inumana. Significa dizer que boa parte de sua constituição é dotada de organismos cibernéticos, dentre eles uma mão e uma perna. Além disso, ela possui uma interface cerebral avançada, capacitando-a de uma audição perfeita, dentre outras qualidades. No entanto, ela não sabe exatamente como isso aconteceu, apenas que aos onze anos ficou sob a responsabilidade de Adri, sua guardiã legal e madrasta, mãe de Pearl e Peony, cujo marido morreu contaminado pela letumose.

O destino de Cinder não poderia ser pior. Adri é má, egoísta, e trata Cinder com intolerância e crueldade, assim como Pearl. A nossa heroína trabalha para sustentar a família como mecânica, sua grande habilidade. Sua vida é solitária, cheia de restrições e somente conta com o carinho de Iko, uma androide doméstica e sua companheira constante, e de Peony (a irmã boa). Além de sua família, ninguém sabe de sua condição especial, e o medo de ser descoberta é constante, pois os ciborgues são organismos descriminados e vistos como “coisas” e não seres humanos. Para complicar, suas partes mecânicas não possuem implantes de pele, obrigando-a a usar luvas e botas permanentemente para ocultar seu segredo.

Como se não bastasse, a paz mundial está sob a ameaça de um ataque intergaláctico, pois os seres lunares, habitantes de Luna (uma civilização da lua), sob o comando de Levana, cobiçam o domínio da Terra através de uma aliança por casamento com Kai, príncipe herdeiro da Comunidade das Nações Orientais. Os lunares são dotadas de um encanto, uma capacidade especial de manipular a mente dos humanos, de modo que as pessoas vejam o que eles quiserem e até mesmo sintam o que eles desejarem. O reinado de Levana ocorreu por meio de usurpação, pois ela determinou a morte da princesa herdeira Selene, mas o príncipe Kai acredita que ela está viva e a procura secretamente.

A vida sem novidades de Cinder vai passar por uma turbulência quando Kai comparece ao seu estande no mercado para que ela conserte um robô pessoal. O pedido é inesperado, mas tem uma razão de ser, e somente avançando na leitura compreenderemos tudo direitinho. A atração entre eles é imediata, sendo descrita de uma forma muito fofa. A partir daí, o mundo de Cinder mudará para sempre, pois ela se vê envolta em muitas aventuras, mortes, revelações e descobre os caminhos do primeiro amor. Ah, e tem um baile...

Mas a coisa toda não para por aí. Há muitas descobertas surpreendentes, tudo conduzido de uma forma dinâmica, criativa, e muito envolvente. O texto flui agradavelmente e rapidamente adentramos nesse mundo especial e nos vemos torcendo por Cinder, na sua luta pela sobrevivência e, porque não, pelo amor.

Algo que me chamou bastante atenção foi que a autora teve um cuidado especial de deixar uma mensagem politicamente correta. A nossa heroína, por ser “diferente”, é vítima do preconceito. Ora, não é algo que destoa na realidade, e por isso, rapidinho nos identificamos com o desejo de superação e igualdade que motiva as ações do bem contra o mal. Os momentos em que Cinder não poderia chorar ou ruborizar em virtude de sua condição diferenciada são comoventes, fiquei encantada.

E o final... É daqueles de deixar as unhas ruídas, pois a continuação se torna uma necessidade. Estou louquinha para saber o que vai acontecer nos próximos capítulos.

Veja abaixo os volumes da série Crônicas Lunares.

1. Cinder (2012) - Cinder.
2. Scarlet (2013) - ainda não publicado no Brasil.
3. Cress (2014) - ainda não publicado no Brasil.
4. Winter (2015) - ainda não publicado no Brasil.

Há duas histórias curtas relacionadas: Glitches e The Queen's Army.
Resenha publicada em: http://www.romancesinpink.com.br/2013/10/cinder-marissa-meyer.html
Camila F 04/11/2013minha estante
Amei a resenha Lizzy, to morrendo de vontade de ler esse livro! Você acha que vale a pena comprar para ter ele em casa sempre ou pode ser lido pela internet mesmo? Beijos


Lizzy 04/11/2013minha estante
Oi Camila, se você for uma colecionadora, que adora livros físicos, acho que sempre vale a pena. No entanto, amo livros digitais, então fico satisfeita com o e-book. Bjs




Psychobooks 03/07/2013

Premissa superoriginal e bem-amarrada

Vocês que me acompanham já há um tempo sabem que estou meio cansada de livros no gênero jovem-adulto distópico. Parece que o "mais do mesmo" anda presente nesse gênero e que os autores carecem de criatividade ao contar suas histórias.

Então, quando surgiu a possibilidade de ler a série "Crônicas Lunares", fiquei realmente com o pé atrás. Tinha medo da apresentação da sociedade distópica, tinha medo da forma como seria conduzido o paralelo com o conto de fadas... Enfim, fui desarmada e sem expectativa nenhuma para começar a leitura. Adoro ser surpreendida positivamente!

A ideia de Marissa Meyer foi superoriginal. Hoje estamos vendo muitos contos de fadas sendo reescritos com a temática mais atual. A autora resolveu então reescrever não um, mas vários contos de fadas numa série que se passasse em um futuro distópico, onde os habitantes da Terra e da Lua vivem em constante clima de guerra e uma pandemia de uma doença misteriosa, a Letumose, assola a face da Terra, sem previsão de uma cura possível.

A premissa é arriscada, diria até mesmo que a autora foi abusada em colocar tantos elementos em uma única série, mas o legal é que ela SABE o que está fazendo, então sua escrita e a história dão conta do recado.

Cinder é uma ciborgue. Vamos ver o que nosso amigo Wikipedia tem a nos dizer sobre isso?

Wikipedia: Um Ciborgue é um organismo cibernético, isto é, um organismo dotado de partes orgânicas e cibernéticas, geralmente com a finalidade de melhorar suas capacidades utilizando tecnologia artificial.

Obrigada, Sr. Wikipedia, por ser sempre tão prestativo. =)

Entenderam? Cinder não é completamente humana, ela tem a mão, um pé e algumas outras partes de seu corpo cibernética. Essa situação a deixa à mercê de sua madrasta, Adri. Ela é propriedade dela e trabalha para sustentar sua família desde que, aos 11 anos, foi adotada pelo seu padrasto que logo depois morreu de Lemutose. Tem duas irmãs - Pearl e Peony. Pearl a odeia, mas sua relação com Peony é superamorosa.

A premissa da história "à la" Cinderela já está montada. Então meu medo voltou... E o príncipe? Seria apenas um personagem à espera de Cinder no baile ou a autora o faria uma peça ativa de seu enredo? Deem então as boas-vindas ao príncipe Kaito, da Comunidade Oriental. Kai aparece desde o início da trama e fica presente durante todo o tempo.

Narrativa e desenrolar da história

A narrativa é em terceira pessoa, com a visão acompanhando ora Cinder e ora Kaito. Kaito têm suas dúvidas embasadas em arrumar uma maneira de acabar com a tentativa de controle da Rainha lunar Levana. Cinder é uma mecânica que bem... Se envolve nessa guerra intergaláctica meio que por um acaso. Acompanhamos então sua visão aprendendo tudo sobre essa tensão Terra/Lua e conseguindo explicações de como ela está envolvida em tudo isso.

A escrita flui maravilhosamente! O livro é dividido em quatro partes, cada uma delas começa com um trecho do conto de fadas "Cinderela", que dará o tom à narrativa. O conto de fadas dá o tom, mas a autora não se amarra completamente à história. A releitura da obra nos dá aquela certeza dos acontecimentos, ao mesmo tempo que a forma com a autora segue nos surpreendendo, nos deixa em dúvida sobre os elementos que serão usados.

A autora usa muito de "espirros" durante a narrativa. Eu sei que já falei muito sobre isso, mas explicarei de novo. Sabe quando um personagem espirra no livro? Se o autor fez questão de escrever esse espirro, certamente significa que uma gripe o acometerá mais à frente. Então, Marissa Meyer espirra o tempo todo, mas levemente. É preciso ficar atento a tudo o que ela diz, as pistas estão por todos os lados. Há muito tempo que uma autora espirrava, espirrava e eu demorava TANTO para me tocar sobre o que ela queria me contar. As dicas sobre o caminhar da história são tão sutis, que quando a revelação chega, realmente nos pega desprevenidos.

Construção dos personagens

A construção dos personagens é superbem-fundamentada. Durante a narrativa as personalidades vão se construindo e amadurecendo a cada novo obstáculo que passam. O amadurecimento de todos é claro. Os personagens coadjuvantes são peça-chave também na narrativa.

Cinder é um espetáculo à parte. Adorei sua construção. Adorei a forma como conduziu sua história e como conseguiu lidar com cada situação pela qual teve que passar. Como ciborgue, como propriedade e não considerada uma pessoa, Cinder nos passa todo o desespero com sua situação. Ela não se deixa resignar com a situação e, sendo fiel à sua construção como adolescente, sente vergonha de não ser igual a todos... A autora foi superdelicada com a descrição da deficiência da personagem principal e como isso a limitava em muitas situações. Fiquei comovida.

Kaito é muito novo. A rebeldia quanto à sua situação é bem-pontuada e seu charme é óbvio. Um pouco imaturo, essa qualidade tanto dá leveza ao texto, quanto pesa em alguns momentos.

Há também a inserção de outros personagens de contos de fadas, é preciso ficar atento à leitura para que isso não passe despercebido. E há com isso a possibilidade aberta nos outros textos, já que pelo que entendi da premissa, cada livro terá uma personagem de conto de fadas como protagonista, mesmo se tratando do enredo ainda envolvendo Cinder e sua luta intergaláctica.

Vale a pena, Alba?

Muito! Adorei a leitura!

Fiquei um pouco frustrada com a finalização do enredo, já que a autora decidiu deixar um gancho enorme para o próximo livro. Ela desenvolve a história de "Cinderela", mas o final não se fecha completamente... Não gosto muito quando a série fica com uma dúvida muito grande para o próximo livro, mas sem dúvidas o gancho é um grande chamariz para a continuação da leitura da série.

Adorei a releitura do conto de fadas. Adorei a criação da sociedade distópica. Adorei os personagens. Adorei a escrita.
Super-recomendo! Se joguem!

Mas se havia uma coisa que ela aprendera ao longo dos anos como mecânica era que certas manchas nunca saíam.

site: www.psychobooks.com.br
Letmu 14/12/2014minha estante
Amo de paixão esse livro e o segundo então???? é demais, quero o terceiro pra já... =(




Rafa 17/05/2015

Arrastando as Alpargatas
Não é segredo para ninguém que eu adoro contos de fadas e suas releituras. Não poderia deixar de conferir essa série, que anda muito bem falada e recentemente teve seu último volume publicado.

Cinder é uma releitura de Cinderela, porém, que se passa no futuro. Cinder é uma ciborgue, o que não é uma boa coisa, por sinal. Ciborgues são pessoas que tem partes do seu corpo substituída por robôs, Cinder tem uma boa parte do corpo coberta por metal, inclusive seu pé.

Nesse cenário, Cinder foi acolhida por uma família, porém, seu "padrasto" acaba morrendo logo em seguida com uma doença que assola a população, altamente contagiosa. Por isso, ela vive à mercê de sua madrasta e irmãs-emprestadas. Ela sustenta a casa como mecânica.

Num belo dia, quem se não o próprio príncipe chega na sua loja para perguntar se ela não conseguiria consertar um robô defeituoso. Cinder é famosa por entender tudo de mecânica.

Os dois acabam se tornando amigos e ele a convida para o baile real. Ah, baile esse que contará com a presença da rainha da lua, que é intragável!

A série é recheada de elementos que não caberiam nos propósitos desse texto. Porém, é um mundo muito interessante, dividido em reinados e, aliás, a história se passa no que dá a entender ser o antigo Oriente (não sei se China ou Japão ou Coréia, não sei mesmo). Existem relações diplomáticas com o povo da lua, cujos habitantes tem o poder de hipnotizar as pessoas para fazê-las dóceis.

Eu gostei muito desse primeiro livro, e ao ler a sinopse do segundo, descobri que as histórias não são isoladas. Cada livro tem como protagonista uma princesa, porém, elas se relacionam. Então, não vejo a hora de encontrar a Cinder no próximo livro.


site: http://www.arrastandoasalpargatas.com
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Gabriela 09/01/2017

Bom começo para uma série, que lhe deixa com vontade de ler mais sobre aqueles personagens
Primeiro, tenho que dizer que eu tinha uma visão totalmente errada de como seria esta série. Sabia que era uma série jovem adulto, mas pensava que era tipo as séries românticas onde os livros estão interligados, mas a história dos personagens principais de cada livro se resolve no seu livro mesmo. Só que não, embora cada livro tenha um foco maior num casalzinho, a história só se resolve no quarto e último livro da série. Então, estejam avisados!

A autora fez uma releitura de alguns contos de fadas, mas num futuro meio distópico com ciborgues, androides, viagens espaciais e povo que vive na Lua (ou Luna). Parece uma mistura meio louca, mas deu certo, a pessoa não demora muito a entender a dinâmica geral entre humanos e todo o resto.

Cinder é uma ciborgue, pois partes de seu corpo são robóticas, incluindo uma das pernas como aparece na capa do livro. Ela é uma cidadã de segunda classe, sem muitos direitos, por ser uma ciborgue e, como era de se esperar, tem uma madrasta que a trata mal e mais duas irmãs adotivas. Ela e o príncipe Kaito (Kai para os íntimos) se conhecem quando o príncipe leva seu androide para ela consertar, já que Cinder é uma excelente mecânica. E a história começa nesse dia que eles se conhecem.

Tem muita coisa acontecendo no mundo e vocês precisam ler o livro para entender, mas o resumo é: (1) tem uma epidemia de uma doença terrível assolando a Terra e o pai de Kai é um dos doentes; (2) essa doença é incurável e as pessoas morrem poucos dias depois de contraí-la, o que quer dizer que Kai está desesperado vendo seu pai morrer; (3) o povo que vive em Luna é comandado pela rainha Levana, que é uma tirana com intenções de estender seu domínio à Terra também; (4) os lunares são um povo que diferem dos terráqueos por terem o poder de manipular a mente das pessoas e a rainha Levana é a mais poderosa deles, conseguindo controlar até centenas de pessoas de uma distância razoável.

Antes de o imperador ficar doente, ele estava tentando fazer um acordo de paz com Luna, e agora essa responsabilidade está com Kai, que também está acompanhando os esforços dos pesquisadores em criar um antídoto para a doença. Não posso dar mais detalhes, mas Cinder se envolve nisso tudo quando a irmã mais nova dela (a que é boa com ela) pega a doença também.

É uma leitura muito rápida, os acontecimentos fluem bem e, embora não seja nada extraordinário, você fica preso, querendo saber o que vai acontecer depois. Sim, você consegue adivinhar várias vezes o que vai acontecer, afinal é uma releitura de um dos contos de fadas mais conhecidos do mundo, mas você fica curioso para saber como isso vai acontecer, entende?

Como já disse, não é uma história extraordinária ou muito original, mas foi um bom começo para uma série, que lhe deixa com vontade de ler mais sobre aqueles personagens.

site: https://bibliomaniacas.blogspot.com.br/
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neo 27/06/2016

Lembra que eu disse que ando lendo uns retellings de contos de fada porque quero escrever um? Então, Cinder foi um dos retellings escolhidos por mim. É, como o nome deixa meio óbvio, um retelling de Cinderella, mas um que se passa em um futuro onde ciborgues, androids, etc, existem e um mundo meio que se divide em grandes países (América, África, Ásia, etc, são tudo agora uma coisa só, mas com outros nomes). A história se passa nessa nova Ásia.

Eu já tinha um pé atrás com esse livro antes mesmo de começar a lê-lo. Motivo? Eu li a essa resenha aqui (http://diversireads.tumblr.com/post/132484095240/cinder-marissa-meyer-dystopian-ya-sci-fi), escrita por uma pessoa chinesa, onde ela fala todos os problemas com o modo como o povo chinês/cultura chinesa foi representado em Cinder. Não vou me alongar muito nesse assunto, mas 1) colocar um japonês pra reinar na Ásia é estúpido (tem toda uma história sangrenta entre Japão x Coreia, Japão x China, etc, tanto que até hoje eles não se batem) 2) nomes chineses seguem um padrão que não pode ser ignorado e 3) a ambientação é um desastre.

Sobre esse último ponto, apenas uma explicação: em momento nenhum dá pra sentir que essa história se passa na China. Desconsidere os nomes “chineses” e uma coisa aqui e outra acolá e puff, essa história poderia se passar em qualquer lugar do planeta. O que é uma falha de worldbuilding da autora, e uma falha bem feia.

Mas passando para a história de fato, o maior problema de Cinder é que o plot é muito óbvio. Tipo, terrivelmente óbvio. Eu não tinha chegado nem a 15% do livro quando eu me toquei qual seria o grande plot twist dele. E Cinder depende totalmente de você não sacar/adivinhar esse plot twist, já que no final ele é um Big Deal e uma Grande Revelação, mas se você já souber o que acontece a história perde o impacto.

O que é meio triste porque Cinder é uma protagonista bem legal. Eu realmente consegui torcer por ela e me importar com ela. Os outros personagens são bem meh - o par romântico, Kai, não chega a ser irritante ou chato, mas também não é interessante.

No fim das contas, Cinder tinha uma ideia excelente e muito legal, mas a execução meio que acabou com ela. A história não é envolvente e, sinceramente, não traz nada de novo. 2.5 estrelas.

site: http://chimeriane.tumblr.com/
Bruna 25/11/2016minha estante
Nossa, sim sim, exatamente!! Parecia que eu estava lendo um livro que se passa nos Estados Unidos, nada de China a não ser os "nomes". Soube também qual seria o impacto nas primeiras páginas o que me desanimou total de ler o resto. Todos amam, mas não consegui gostar =(




Livros e Citações 31/10/2015

"Você é um sacrifício do qual não me arrependerei."
Autora: Marissa Meyer
Editora: Rocco
Páginas: 448
Classificação: 5/5 estrelas

http://www.livrosecitacoes.com/resenha-rocco-cinder-marissa-meyer/

Poderia começar essa resenha dizendo que Cinder era apenas mais uma garota normal até sua vida mudar completamente. Mas, não, ela não era normal, nem nunca foi. Cinder é uma ciborgue (uma espécie de robô), vive com suas duas irmãs e sua madrasta, é uma mecânica pobre, e é humilhada diariamente pela a sua família. Para piorar, sua madrasta a culpa por todos os problemas que elas têm, inclusive pela morte de seu marido.

"Todos temos nossas fraquezas."

Certo dia, em sua oficina, ela teve uma visita inesperada: o Principe, Kai, pediu sua ajuda para arrumar seu androide. A partir daí, Cinder começa sentir coisas que ela nunca imaginou ser possível. Afinal, um robô não tem sentimentos, certo? Mas essa é apenas um falso estereótipo criado pela sociedade. O único problema é que Kai não sabe o seu grande segredo, e o que ele acharia dela quando soubesse? Com certeza teria nojo.

"– Sua espécie ao menos sabe o que é amor? Você pode sentir qualquer coisa ou é só… programada? (…)

– É claro que sei o que é amor."

Uma doença mortal está ameaçando seu povo. Qualquer pessoa que a pegue tem a morte certa após alguns dias. E o pior acontece. A irmã de Cinder acaba sendo contaminada com a doença, após ter saído com ela. E agora sua família tem mais um motivo para odiá-la. Assim, sua madrasta decide entrega-la para ser objeto de pesquisa para os médicos – e depois disso morrer. No processo, descobrimos outro grande segredo de Cinder… E os problemas não param por ai. A Rainha Lunar está vindo para a Terra e a única maneira de impedir uma guerra é com Kai casando-se com ela.

Durante muito tempo esse livro esteve na minha lista de desejados, mas, ao contrário de muitos outros, eu não criei nenhuma expectativa com ele. Decidi que já tinha passado da hora de eu lê-lo, afinal tinha que descobrir o motivo de ter uma nota tão alta em sites como o skoob e goodreads. E o que me animou mais foi não ter criado nenhuma expectativa. Por quê? O livro inteiro foi uma grande e saborosa surpresa para mim.

"Não era sua culpa ele ter gostado dela.

Não era culpa dela ser ciborgue.

Ela não pediria desculpas."

Marissa Meyer soube com grandiosidade trazer uma história clássica – que por sinal eu amo – e escrevê-la de sua própria forma, sem um plot seguido a força ou personagens irritantes apenas para seguir fielmente a história original. Ao contrário disso, os personagens da obra são incríveis, por exemplo, Cinder, que é uma doce inocente e só quer o bem para todos e no fim é apenas uma adolescente como qualquer outra. Até mesmo me arrisco a dizer que o primeiro volume da série Crônicas Lunares pode ser considerado uma Cinderela com uma história mais consistente e evoluída (e muito melhor!).

"Você é um sacrifício do qual não me arrependerei."

Então, caso você ainda não tenha percebido, sim eu amei esse livro de todo o meu coração. E eu nem preciso dizer que recomendo para todos aqueles que amam a história da Cinderela e de seu sapatinho perdido. Sim, é uma obrigação ler Cinder. Afinal, nunca devemos perder o motivo que nos trouxe ao amor aos livros e a leitura. Tenho certeza que grande parte (pelo menos eu) foi por causa de todos esses contos clássicos que eu amava – e ainda amo – quando era criança, então não só é importante sempre revivermos essa experiência, mesmo que agora a história seja um pouco mais adulta e de um autor diferente, mas também é delicioso.

Resenha por: Gabriela

site: http://www.livrosecitacoes.com/
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Rafa Laisa 04/01/2014

Familiar, mas ao mesmo tempo, bem diferente
Cinder!

Há alguns dias eu fiz uma resenha sobre Glitches, prequel ao primeiro volume da série As Crônicas Lunares e deixei nela algumas das minhas opiniões em relação ao que eu achava que a estória seria. Dentre estas opiniões, eu dizia que achava que a madrasta má não era assim tão cruel, sendo apenas uma mulher amargurada pelas dificuldades recentes da vida e que achava que a série não fazia alusão direta ao conto de fadas, Cinderella.

Eu estava enganada. E muito.

Para começar, eu errei na tradução do nome da personagem: Cinder não remete a algo de metal, mas a cinzas, brasa, escória, algo assim. Bem a ver com Cinderella. E a estória propositalmente faz alusão ao famoso conto de fadas. A autora dividiu o primeiro volume em quatro livros e, ao início de cada um, transcreve um trecho da estória de Cinderella. Não que este seja um aspecto negativo da série. Pelo contrário. Acho que é justamente este aspecto que a torna tão fascinante. Todo aquele silício e parafusos se encaixando de forma a dar uma nova forma a uma estória velha e batida,as nuances dos habitantes de Luna dando novas cores a algo já conhecido e sem graça.

Achei muito engraçado em um momento em que Cinder está falando com uma menina de certa forma encarcerada e feita escrava pelos lunares, com um emaranhado de cachos loiros, enoormes. Pensei "é isso aí. Cinderella encontra Rapunzel." e espero poder identificar outros elementos de outras estórias também. Adorei a carruagem abóbora com a qual ela vai para o baile, que definitivamente não foi magicamente produzida por nenhuma fada madrinha. Aliás, a fada madrinha desta estória é um medico baixinho de sotaque engraçado e meio louco, espetacular. E o toque do "sapatinho de cristal", então? Muito menos fútil que um sapato, com certeza.

Quanto a madrasta má, sim, ela é cruel. Mas ela não chega nem aos pés do verdadeiro problema da garota: a Rainha Má. E ela é muito, muito má. Faz a guardiã legal da melhor mecânica de Nova Pequim parecer nada mais que uma aspirante recalcada à alta sociedade. E talvez ela não seja mais do que isso, realmente.

Achei a estória um pouco previsível. Não na parte que combina o enredo com o conto de fadas, nada disso. Estas partes ganharam um releitura muito bem adaptada à realidade cibernética da série. Mas em relação ao enredo da protagonista em relação aos Lunares. O que foi revelado no final, eu já sabia desde o início. E tenho uma suposição em relação à "Rapunzel" craque em programação com quem Cinder conversa também, mas desta vez, vou esperar ler o próximo livro para mais suposições.

Se você ainda não leu o livro porque não quis ler uma versão água com açúcar de Cinderella, peço que reconsidere. Você não vai ser arrepender, pelo menos não em relação ao fato de a estória de As Crônicas Lunares se basear em um conto de fadas. Tenho certeza.

site: http://rafalaisa.blogspot.com.br/
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Isa 19/04/2014

Cinder
Cinder é uma garota de apenas 16 anos, ou melhor uma ciborgue, ela trabalha como mecânica em seu próprio estande, é mora com sua madrasta Adri e suas duas meias irmãs Peal e Peony.
O conto da Cinderela com ciborgues se passa na China, em um futuro distópico, após a quarta guerra mundial.
O jeito que autora escreve narrando cada situação nos mínimos detalhes, cada cena muito bem detalhada, não me incomodou nem um pouco, pelo contrario, fez com que a história ficasse muito mais fácil de ser compreendida e muito mais interessante.
Cinder é acusada por sua madrasta e sua irmã mais velha de ser culpada pela morte de sua irmã mais nova Peony, que morreu vitima de uma doença sem cura, até então, por ser uma ciborgue Cinder não é mais considerada humana, sendo assim não é mais considerada enteada de Adri, e sim sua propriedade, a trama nos mostra o preconceito que os ciborgues sofriam, muitas vezes eram considerados maquinas sem nenhum tipo de sentimentos.
Poeny sua irmã mais nova, é uma amor de garota, que serviu muito bem para quebrar o gênio ruim, e grosseiro de sua mãe Adri e sua irmã mais velha Pearl .
Cinder vive uma vida normal trabalhando em seu estander com sua androide Iko ( eu queria uma Iko pra mim) até que em um belo dia o Príncipe Kai, aparece em seu oficina, levando com sigo seu primeiro androide que começou apresentar problemas a alguns dias, ele ficou surpreso ao saber que melhor mecânico de Pequim era na verdade uma mulher.
A partir desse momentos o encontro entres os dois tornasse inevitável, Cinder tem que lutar contra conta o preconceito que sofre, a humilhação que sofre por parte de sua madrasta e deu sua meia irmã, e pior ainda lutar contra seus sentimentos que estão sendo despertados pelo príncipe Kai e tentar esconder ao máximo a verdade dele, afinal de contas oque o príncipe faria se descobrisse que a garota a quem ele vive cortejando não passa de um ciborgue?
Ela tem que lidar com descobertas sobre seu passado obscuro, descobrindo o porque de ela ter se tornado uma ciborgue, e oque a terrível e temida rainha Luna tem haver com isso.
A trama é muito boa, porque não narra apenas o romance mas também o futuro de todo uma país, de uma doença sem cura, um livro leve, e muito gostoso de ler, ao decorrer da leitura varias perguntas passam pela nossa cabeça ,como, qual será o segredo sobre o passado de Cinder? Oque a rainha Luna tanto teme? Oque Kai irá fazer quando descobrir a verdade? Existe mesmo uma cura?
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Débora 11/08/2015

Na vida literária existe uma frase que nunca vamos ser capazes de fugir: “Amigo, este livro é perfeito. Você precisa lê-lo!” E, nos últimos dias, quem veio recebendo está frase no meu ciclo social foi Cinder da Marissa Meyer. E puft! Imagina quem não pode fugir da leitura?!

Marissa Meyer nos apresenta um mundo completamente diferente do que um dia poderíamos imaginar. Um mundo onde humanos, ciborgues e androids coexistem; e Cinder, a protagonista deste conto de fadas, se encaixa na segunda classe social.

Com um passado misterioso, Cinder não se lembra de seus verdadeiros pais, qual é o seu país de origem e muito menos das lembranças antes dos seus onze anos. Diante disso, as únicas coisas que Cinder tem absoluta certeza, é de que foi salva pelos cientistas de um acidente e isso transformou mais de 30% de corpos em peças mecânicas. Ah! E que sua madrasta a odeia com todas as forças possíveis.

Porém, nos últimos dias, Cinder não tem mais certeza de nada. Com o aparecimento do príncipe Kai no mercado e o aumento do surto da doença fatal em Pequim, a situação em sua casa vem abaixo quando sua meia-irmã fica doente.

Tantas perguntas começaram a surgir na minha cabeça com poucas horas de leitura. E a ansiedade de descobrir como Marissa Meyer irá guiar a história te leva a devorar o livro imediatamente. Acho que por isso que levei 8 horas ao todo com o livro! Ou será que não? rs

Quando me indicaram Cinder para ler, utilizaram as palavras “fantástico, maravilhoso, completamente diferente do que você está acostumada a ler“. Sim, concordo com o que falaram, mas não totalmente! Marissa Meyer me surpreendeu ao criar um mundo completamente distópico em que o local vivenciado seja Pequim (nunca li um livro passado na cultura asiática, isso me fez ficar pensando na aparência dos personagens!) e, ainda por cima, utilizando elementos de um clássico conto de fadas.

Confesso, os únicos detalhes que encontramos em igual com o Conto de Fadas original de Cinderela é o príncipe e o ódio da madrasta. Pois as inovações que a distopia proporcionou deram um clima completamente diferente à Cinder. Marissa Meyer ao adicionar ciborgues, androids, trouxe à tona as diferenças sociais, a restauração da monarquia e as suas politicagens o que nos levou a conhecer A Rainha Lunar.

Marissa Meyer soube guiar e desenvolver bem Cinder, chegando aplicar no livro a intercalação de personagens no momento da narração. O que me surpreendeu foi o fato da visão não ficar apenas na protagonista e no príncipe Kai, mas a visão abrangeu o Doutor, o que melhorou o desenvolvimento dos fatos, não deixando o livro parado ou repetindo sempre a mesma situação.

Apesar de existir inúmeros elementos que me agradaram no primeiro volume das Crônicas Lunares, uma falha na escrita acabou me fazendo pensar “Ei, este livro não é tão fantástico assim!“. Não sei vocês, caros leitores, mas gosto de livros que me façam pensar, desfechos que me deixem de boca aberta e isso não aconteceu em Cinder. Marissa Meyer em todo o livro deu inúmeras dicas (declarou bem no início do livro) como seria o final e as descobertas foram óbvias que me fizeram pensar “É isso mesmo, Cláudia?“.

Cinder é o primeiro livro da série de quatro volumes, Crônicas Lunares, escrita por Marissa Meyer. Apesar de algumas falhas, estou animada para a continuação e para saber como a autora vai continuar contando a história de nossa Cinderela Robótica!

site: http://draftsdanica.com.br/cinder/
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Lorena.Albuquerque 18/10/2015

Cinder!!!
Os únicos problemas que me impediram de dar 5 estrelas foram a previsibilidade em algumas partes do livro, certas coisas eu consegui adivinhar do que se tratavam bem antes de serem confirmadas de fato, isso quando a autora não dava pistas óbvias demais sobre diversas situações e isso me chateou um pouco, e também com algumas situações que Cinder tinha que resolver e que me pareceram que foram fáceis demais. Tirando isso, todo o resto vale muito a pena. Eu amo contos de fadas e estou conhecendo e gostando cada vez mais de ficção científica, então uma junção desses dois temas foi incrível pra mim e funcionou muito bem. Mal posso esperar para ver isso outra vez nos próximos livros.
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