As virgens suicidas

As virgens suicidas Jeffrey Eugenides




Resenhas - As Virgens Suicidas


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Monalisa.Pertile 08/02/2020

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O enredo do livro é bom, porém senti que é uma leitura muito arrastada, dessa forma, foi uma leitura cansativa
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Paulo Sousa 21/01/2020

as virgens suicidas
Lista #1001livros ?
Título lido: As virgens suicidas
Título original: The Virgin Suicides
Autor: Jeffrey Eugenides
Tradução: Daniel Pellizari
Lançamento: 1993
Esta edição: 2013
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 232
Classificação: 4.5/5
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"Virgin suicide
What was that she cried?
No use in stayin'
On this holocaust ride
She gave me her cherry
She's my virgin suicide" (Posição no kindle 2183).
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lançado originalmente em 1993, ?as virgens suicidas? traz uma atmosfera de tragédia grega para um bairro suburbano dos estados unidos dos anos 1970. rock, descobertas, sexo e morte estão em cada linha da história de quatro amigos na faixa dos 40 anos que se reúnem para relembrar uma tragédia dos tempos de escola, onde as cinco filhas do casal lisbon deram fim às próprias vidas no auge da juventude. as irmãs cecília, lux, bonnie, mary e therese, entre os 13 e 17 anos, podem ser definidas como o grande mistério do bairro.
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outras histórias com o mesmo mote tratam de casas abandonadas e vizinhos sinistros, criam um clima de terror e suspense gratuitos, mas aqui, ao contrário, temos cinco meninas que criaram um mundo próprio devido a rígida educação que receberam dos pais, ambos católicos fervorosos, gerando uma aura fantástica em torno das protagonistas, símbolos de um culto particular dos garotos vizinhos. a prosa de eugenides, magnífica e bem construída, dosa melancolia e angústia, deixa o leitor numa suspensão contínua, nos coloca diante de quatro garotos que se apaixonam pela ideia que têm das meninas, e não pelo que elas realmente são.
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muito do erotismo que eles enxergam é fruto da imaginação. elas se mostram aos pedaços, atiçando a curiosidade, o que é feito igualmente no livro, construído em círculos que ora se vão alargando ora se encolhendo, formando aos poucos o quebra-cabeças da vida das meninas lisbon. se em um adulto isso já desperta ideias, imagine em um adolescente. toda essa carga de tensão é transferida para as páginas, que não economizam os detalhes revelados pela reconstituição através da ótica dos garotos e fragmentos colhidos aqui e acolá.
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é uma leitura dinâmica e fluída que entrega logo de início seu fim. mas é notável a habilidade de eugenides na construção dos fatos que vão sendo empilhados, dando ao leitor o panorama total da tragédia que se acercou não família lisbon.
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com os estados unidos passando por toda a libertação sexual e revolução religiosa dos anos 70, a família das meninas, mesmo com todos os esforços, não poderiam ter tido outro fim, ao que parece quando muito é cobrado, tem resultados inesperados, como vemos tudo pelos olhos e memórias dos meninos, jamais saberemos a motivação real das garotas e é exatamente isso que me faz pensar no final do livro. o que é motivo para um, não é para o outro, o sentido da vida não é o mesmo para todas as pessoas e talvez a melhor resposta seja sempre a empatia ou mesmo o esquecimento perpétuo, esse dosador de perdas e tragédias. é mais um livro que computo como lido da imensa lista de 1001 livros essenciais para ler antes de morrer e esta joia da lavra de eugenides é um senhor livro!
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Bruna 13/01/2020

Se a intenção desse livro é levar a loucura... Ele consegue! Afinal estamos por fora observando o desenrolar de vários fatos e recebendo relatos de pessoas que podem ter as lembranças adulteradas! Aaahhhh, sim! Loucura! Afinal, em quem confiar? Se até mesmo nosso narrador questiona coisas que ele mesmo viu!? Por um lado, gostei do livro, mas devo admitir que a falta de diálogos e o texto corrido me entediou algumas vezes fazendo eu me perder em meio a parágrafos tão extensos.
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André Lisboa 14/12/2019

Uma história enigmática, envolvente, apesar do título autoexplicativo

Apesar de o título ser um grande spoiler, “As Virgens Suicidas” é um romance que vale a pena ser lido, principalmente de um ponto de vista psicológico. Uma história contada do ponto de vista dos garotos que conviveram no mesmo período de vida das irmãs Lisbon. Theresa, Mary, Bonnie, Lux e Cecília, e ambientado numa cidade suburbana dos Estados Unidos dos anos 70.

A família Lisbon é arrastada pela tragédia dos suicídios. É notório o impacto do suicídio de Cecília, a irmã mais nova, e toda a espiral que a família entra após esse episódio. Cecília queria realmente cometer suicídio. Muito embora não seja uma coisa explícita, a depressão de Cecília e das outras irmãs Lisbon dava todos os indícios, e eles podem ser lidas nas entrelinhas da narrativa.

Por ser um relato em terceira pessoa, supostamente por garotos/adolescentes que não revelam seus nomes, a história ganha camadas e está aberta a interpretações. Esse artifício do autor dá a narrativa um ar mais subentendido, que no máximo tenta entender os motivos dos suicídios subsequentes ao de Cecília, das irmãs Lisbon e toda a história por trás. As garotas Lisbon viviam de forma precária, emocionalmente falando, e isso atenua a decisão final de suicídio delas. As vidas das garotas estavam envoltas num ambiente marcado pela opressão materna, o delírio do fervor religioso exacerbado que cria uma atmosfera quase agorafóbica da família, e tudo isso com o pai omisso e apático. A sra. Lisbon sufocava as filhas, e o Sr. Lisbon era ausente de opiniões do que a mulher fazia com as filhas.
Lux Lisbon, personagem mais intrigante das irmãs, um poço de hormônios, é o ponto da narrativa onde os fatos parecem ser relatados de forma mais ambígua, muito embora possamos tirar uma ideia da quase “ninfomania” dela. Ela representa uma subversão das regras religiosas de caráter conservador. Lux era a extensão dos desejos adolescentes, e da sexualidade na narrativa.

No mais, na narrativa tudo é apresentado por terceiros, de forma a tornar essa atmosfera ainda mais enigmática. Nessa narrativa não há julgamentos, apenas uma tentativa de se juntar as peças e compreender o suicídio em meio a uma vida suburbana e pacata de uma cidade comum. Eu senti empatia pelas irmãs, mesmo sabendo o final “cantado”. E é aí que fica mais interessante porque não se trata de saber o final, mas a forma como a história é contada. Não se trata do enredo, mas sim da narrativa. A narrativa inteligente abre margem pra interpretação. Achei isso magnífico. Eugenides fez uma estreia no mundo da literatura com uma narrativa muito interessante e envolvente. 5 estrelas


Pipoca Nerd 28/09/2019

Resenha do livro As virgens Suicidas de Jefrey Eugenides.
O livro As virgens Suicidas conta a trágica história da família Lisbon que vive em um bairro de classe média de Michigan e que sofre com o suicídio de suas cinco filhas: Lux, Mary, Cecília, Bonnie e Therese.

As meninas são lindas, sedutoras e completamente reclusas. O pai das meninas é professor de matemática na escola que elas estudam e a mãe além de ser dona de casa, é uma fervorosa religiosa.

Talvez pela própria beleza ou pelo mistério que envolvia as meninas, o fato é que elas mexiam com o imaginário dos garotos do bairro. A história é narrada através da percepção dos garotos que eram obcecados pelas meninas e que sofreram muito ao perdê-las.

O primeiro suicídio, sem razão aparente, foi o de Cecília . Após o suicídio de Cecília, os pais que já eram conservadores resolveram aprisionar de vez as meninas Lisbon. Elas foram retiradas do colégio e todo o contato externo foi dissipado. Com isso, fatalmente ocorreram os suicídios das outras quatro meninas.

“Tudo avança e se expande, nada desmorona e morrer é diferente do que se supõe e mais feliz”.

“No fim não foi a morte que a surpreendeu, mas a teimosia da vida”.

A história deixa muito pano para manga para especulação sobre a razão do infortúnio das meninas. Será que o suicídio foi um ato de egoísmo ou de libertação? Covardia ou o ato mais sublime de coragem? Foi culpa dos pais ou de Cecília que contaminou a família?

O fato é que a história me causou dois grandes pesadelos e grande empatia pelas meninas. Não é fácil ser adolescente, ainda mais uma adolescente que não pode conversar com garotos, que não pode frequentar festas do colégio, sem a alegria do primeiro beijo.

Por outro lado, não é fácil ser um pai e uma mãe com todos os perigos que permeiam a vida dos filhos. Muitos pais aguçam o instinto de superproteção e envolvem os filhos em uma cápsula para resguardá-los de sofrimento e perigos.

O livro é macabro, mas não é uma história de morte. Pelo contrário, é uma história de vida. As vidas que foram abruptamente interrompidas. Há uma grande controvérsia, não foi o desejo de morte que estimulou as meninas ao suicídio e sim o ardente desejo de viver.

site: http://pipocanerd.com/livros/
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Melissa 26/06/2019

Por ser um livro que havia tempos que me despertava a atenção, esperava um pouco mais dele. Como não é narrado em primeira pessoa, muitos dos detalhes pessoais, do que realmente se passa na cabeça das meninas, se perde na história. Por um lado fica a critério do leitor como interpretar os suicídios e comportamentos das meninas, mas por outro deixa menos pessoal. É um livro com muitas "camadas", e que vai além do que houve com as meninas Lisbon, e para aqueles que se interessam pelo tema do suicídio, é um livrão. Para mim, entretanto, deixou um pouco a desejar.
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Nadine 02/05/2019

Na minha humilde opinião, esse livro não é sobre o suicídio em si, pelo menos não o suicídio como um fim e sim como um meio para se chegar em algum lugar além. O próprio autor falou que escreveu o livro pensando na mentira que era o "sonho americano" e pelo fato de o livro estar ambientado justamente nessa época, é difícil imaginar que as meninas tenham se matado em busca de algum tipo de liberdade, ou de individualidade, que fosse verdadeira, e não uma ilusão pós-guerra. Os próprios pais se negando a reconhecer o caso da primeira filha como um suicídio de fato meio que reforça a insistência de uma geração em continuar num caminho que não funcionava mais e a recusa deles de aceitarem qualquer tipo de ajuda profissional depois da primeira morte só reforça a negação auto-destrutiva que meio que invadiu essa geração pós-guerra e acabou contaminando a próxima (no caso as meninas) ao ponto de elas verem o suicídio como o único jeito de escapar daquilo. Não, sei, essa é a impressão que eu tive do livro, a narração ficou tão preocupada em demonstrar o quanto as meninas e os pais estavam presos a um comportamento inútil e tóxico que é meio difícil pensar os suicídios como outra coisa que não um meio de se livrar da realidade triste que envolvia todo mundo.
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Ananda.Patricia 03/03/2019

Ao primeiro momento pode parecer uma história sobre suicídios que não parecem fazer sentido e virgindade, ambos temas tabus em nossa sociedade. Mas trata-se na verdade de mero detalhe serem tais meninas virgens, o que impressiona é elas parecerem esconder quem elas são realmente , e isto tudo visto na percspectiva de garotos . livro que surpreende e foge do trivial.
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Deise.Maria 14/02/2019

Nao me cativou!
Sinceramente a história nao me cativou embora explore bem um assunto TABu como depressão, regras rigorosas dentro do âmbito familiar, sexualidade reprimida.
A história e narrada por meninos que sao atraídos as cinco irmas Liston, a história culmina com o suicídio de Cecilia, e foca muito nela e na outra irma Lux, as meninas vivem sobre vigília rigorosa dos pais que praticamente as proíbem de viver uma vida normal de adolescente, mas o livro em sim é um marasmo sem grandes surpresas a história nao prende.
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V0dkadream 29/01/2019

As Virgens Suicidas.
Jeffrey Eugene consegue captar perfeitamente a mente adolescente e como esta funciona, juntando as obsessões dos garotos com as garotas Lisbon e também abordando a sensação de isolamento e claustrofobia que faz com que as meninas criem seu próprio mundinho dentro de sua cabeça usando sua criatividade.
Aborda tabus como suicídio, depressão, criações rigorosas e sexualidade reprimida.
Adoro a forma de escrita dele, pois faz você viajar e se sentir dentro da história vivendo tudo aquilo.
O final na minha opinião deixou a desejar, mas no geral o livro é ótimo.
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Bruno 15/12/2018

É possível fazer uma analogia metaforicamente com a casa em que eles vivem. Que é visível aos olhos a ruptura de suas entranhas. Ó alicerce se permanece de pé, se conflitando e rangendo entre os cômodos largados, desprovida de vida e de zelo.
Nos Estados Unidos na década de 70 a comunidade de um pequeno subúrbio se depara com um desastre que acarreta uma família local. Os suicídios das jovens irmãs Lisbon. Sendo elas; Cecilia, Mary, Lux, Bonnie e Therese. Esse incidente causou um tremendo choque para os indivíduos locais. Em especial numa trupe de garotos que idolatravam as garotas como um ser inatingível, quase divino. Se segurando em reminiscências eles resolvem submergir na deterioração desse espaço singular de pertencimento dos Lisbon.

O autor não explicita qual dos garotos está narrando a história. Em certos momentos sabemos os nomes de alguns deles, mas é posto de forma tão rasa, que passei a entender o quanto insignificante era se segurar nesse ponto. Ele quis apenas evidenciar, colocando o leitor na linha de frente, como se fizéssemos parte do grupo de investigadores, na busca de entender as ambições que levaram a esse trágico incidente.

Até eu adentrar de vez na história levou um tempo, pois a escrita do Jeffrey Eugenides me deixou desconfortável. Por vezes achava massante, se tornava discrepante com a escrita desprovida de enfeite, tudo muito cru. Porém ao decorrer foi mudando e me adentrei mais na densa névoa que paira nessa trágica história. O autor é bem descritivo nas cenas e algumas me marcou tanto que possivelmente ficará um bom tempo comigo.

Havia muitas coisa acontecendo, diversos relatos da vizinhança, dos médicos; repórteres e de pessoas próximas das garotas. Esses relatórios eram estruturados pelos garotos na narrativa. Numa forma conflitante com tempo, pois se tratava de uma busca no cais de memórias deles e daquela comunidade.
O primeiro suicídio partiu de Cecília, irmã mais nova. Na primeira festa organizada pelas meninas Lisbon. O choque foi grande para mim, pois embora já sabemos desde o início onde é o fim da estrada não sabemos que rota será tomada.

Após esse incidente a comunidade se vê confusa e sem respostas sobre o que levaria a jovem tomar essa decisão. Com diversas suposições, algumas um tanto maldosas a comunidade local decide tentar esquecer o acontecimento. Porém os garotos ainda querem entender essa indecifrável família. Embora não se consegue saber de forma clara e verdadeira sobre o que se passa no subconsciente desta família. É possível fazer uma analogia metaforicamente com a casa em que eles vivem. Que é visível aos olhos a ruptura de suas entranhas. Ó alicerce se permanece de pé, se conflitando e rangendo entre os cômodos largados, desprovida de vida e de zelo. Refletindo em seu exterior a casa se deteriora e exalar um ar desagradável ao seu redor.

Com seus 17 anos e sendo a mais velha delas, Lux Lisbon tem um espírito de liberdade, indiferença e poder feminino, sua busca por prazer em meio às privações de seus pais era um meio seguro, de despertar uma pontada de consciência.

Em contraponto com a história trágica, os garotos quando mais velhos ligou os trágicos acontecimentos com o novo estilo de vida que transformou a comunidade. O consumismo no centro que mudou a forma arquitetônica da comunidade e os modos de viver, se adequando ao capitalismo. O suicídio das irmãs Lisbon foi visto em algum momento como força motriz dessas mudanças. Como se elas e fossem ligadas àquele lugar. Era como se as jovens prenunciava, embriagadas de ilusões e abandonos da época que viria. Se silenciavam.

site: https://imaginacaoparade.wordpress.com/2018/10/01/resenha-as-virgens-suicidas-de-jeffrey-eugenides/
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Kelly 28/09/2018

Apenas anotações, não é uma resenha.
Eu tive dois problemas com esse livro apenas. A questão é que os dois problemas não são coisa pouca. O maior deles é com quem narra. Não gostei nem um pingo do narrador(es). Não encontrei justificativa para tanta obsessão, tendo em vista o fato de ele mesmo ter realçado por várias vezes algumas características sem graça e sem fascínio das irmãs Lisbon. Podemos perceber que na vizinhança inteira ninguém a não ser eles, tinha aquela loucura nas meninas. As longas análises (inconclusivas, por sinal) das personalidades de algumas das irmãs me cansaram mais do que me interessaram. Além disso, essa narrativa tão focada em si mesmo e na sua observação obsessiva das cenas não permitiu que eu pudesse criar empatia com nenhum dos outros personagens do livro, já que eu não tive informações necessárias sobre eles para tanto.
Outro problema nada leve que eu tive com esse livro foi o foco em uma das irmãs e justamente a que eu menos queria conhecer. Eu relevaria se ao menos esse foco conseguisse explicar algo, ou se através dela eu conseguisse vislumbrar um pouco do íntimo da família ou das outras irmãs. Mas não foi assim que ocorreu.
E por último, apenas uma observação: que pais são esses? É sério que alguém do qual não uma, mas TODAS as filhas cometem suicídio ainda continua achando que estava certo? Ainda não consegue entender nada de nada? Na boa... Foi demais pra mim.
As estrelas que dei foi porque a ideia é boa e a história também. No final me fez pensar em muitas coisas a respeito de vida e morte e outras questões.


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