A Hora das Bruxas

A Hora das Bruxas Anne Rice




Resenhas - A Hora Das Bruxas I


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Thalissa.Betineli 16/09/2019

Bom, porém superável.
Confesso que comecei a ler a saga das bruxas com um pouco de receio desde o surgimento de Rowan em Cântico de Sangue, e por ser extremamente apaixonada pelas Crônicas, via com receio essa outra série.
Mas devo dizer que como sempre, Anne se superou. A escrita é maravilhosa, personagens instigantes, incríveis e cruéis ao mesmo tempo. Há uma certa sensualidade viva demais, criada e única pela Anne, e essa sensualidade e erotismo está ali, mas ainda sim, A hora das Bruxas não foi um livro tão marcante quanto as Crônicas.


Guynaciria 07/02/2019

Esse livro dá inicio a série das Bruxas Mayfair, um clã de poderosas bruxas que tem o poder de manipular forças desconhecidas as pessoas comuns, dentre essas forças está uma dividade celta/ demônio chamado Lasher.

A primeira bruxa Mayfair invocou essa criatura, e acabou tendo seus poderes aumentados por ela. Pode-se dizer que Lasher é um bem de família, passado ao longo das gerações para as mulheres mais fortes do Clã.

Assim como as bruxas, Lasher também aprendeu e desenvolveu seus poderes, chegando a ser um perigo para as pessoas próximas a ele.

Fiquei encantada com esse livro, com a forma como a autora desenvolveu a trama, partindo do tempo atual e retrocedendo até a origem da primeira bruxa, 400 anos antes, para isso ela se utilizou de uma instituição que já vinha sendo citada em seus outros livro " a Talamasca", com seu rico acervo sobre o sobrenatural. 

Com base nesses textos, relatos e entrevistas, pode-se criar uma trajetória dos principais eventos acontecidos na família Mayfair, seus membros mais importantes, as mulheres que tinham Lasher como conselheiro e acompanhante, a construção do nome e riqueza da família. 

Vale ressaltar que o livro aborda alguns temas polêmicos como o incesto, assassinatos a sangue frio, vingança, disputa de guarda, sexo, traição, violência. 

Que venha o próximo volume.
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Tamirez | @resenhandosonhos 21/08/2018

A Hora das Bruxas I
Falar sobre A Horas das Bruxas é algo muito especial pra mim. Essa foi a segunda releitura que fiz e já faziam mais de dez anos desde a última vez que tinha lido o livro. Não sei bem explicitar quando foi a primeira vez, mas acredito que tenha sido entre 12 e 13 anos e depois uma releitura aos 14/15. Nessa época eu não catalogava e hoje vejo o quanto isso faz falta. Toda a vez que eu comentava sobre esse livro no canal pediam pra eu falar sobre ele, porém, sem reler seria impossível.

A série das Bruxas Mayfair é a minha história favorita da Anne Rice e me marcou muito no inicio da minha vida enquanto leitora, portanto voltar novamente a esse mundo me trouxe muita nostalgia e serviu mais uma vez para mostrar por mesmo depois de tanto tempo ainda sou capaz de me apaixonar pela história e seus desdobramentos.

“A bruxa é uma pessoa que tem o poder de atrair e manipular forças invisíveis.”

A primeira coisa que você precisa saber sobre esse livro é que a escrita na Anne Rice não é super fluída, mas a complexidade e grandeza na história compensa. Vamos remontar 400 anos que variam entre a narrativa contada por três pontos de vista e os arquivos do Talamasca, uma organização que cataloga eventos sobrenaturais e que esta observando essa linhagem a anos. Esses arquivos são compilados de cartas e relatos de informantes e alguns tem um caráter bem pessoal.

São datas, locais e desmembramentos familiares, é preciso ficar atento e ir montando a árvore genealógica mentalmente ou no papel, como eu gosto, para que cada vez mais a história ganhe corpo e sentido e isso pra mim é uma das coisas mais legais sobre esse livro. Não há fim no que pode ser descoberto, apenas mais e mais fragmentos sobre a vida dessa família.

Outra coisa super importante é que estamos falando de uma história adulta e em muitos aspectos pesada. Há violência, crimes, sexo, incesto e uma série de posturas questionáveis. Esse espírito é ardiloso e malandro e muitas das bruxas extremamente maliciosas. Há toda uma aura sobre essa família, inclusive as inúmeras alegações de que eles tinham um lado “Targaryen” e em alguns momentos se relacionaram com irmãos ou parentes muito próximos para gerarem descendentes mais fortes e uma bruxa mais pura e forte para a linhagem.

Há personagens de todas as idades pois cada uma das 13 bruxas tem uma história diferente a contar e viveu por um tempo diferente, mas a narrativa não é infantil e jamais adolescente e é importante ter isso em mente ao adentrar na história. Não há romances bobos, há os erros humanos, a busca pelo prazer, atos questionáveis, mortes, magia, atitudes duvidosas e um clima de mistério no ar.

As bruxas aqui apresentadas também não fazem poções ou possuem caldeirões, elas são mulheres comuns que através de sua ligação com essa entidade são capazes de fazer coisas acontecerem, influenciam acontecimentos, somem, aparecem e tramam de uma forma inexplicável a olho nu. Elas são sempre muito belas e com personalidades distintas. Tudo é muito sombrio e duvidoso, principalmente quando nossa fonte são os olhos limitados do Talamasca.

O QUE É O TALAMASCA?
Com o tema “Nós observamos e estamos sempre presentes”, essa organização se mantém a séculos observando e coletando informações sobre eventos sobrenaturais. É na inquisição, quando Suzanne, a primeira das Mayfair, é queimada na fogueira que eles tem o seu primeiro contato com essa linhagem e, desde então, tem observado o que aocntece. Em alguns momentos alguns dos observadores inclusive infringiram a regra de não interferir e a trama dessas mulheres acabou se emaranhando também com a da organização, causando não só uma maior fonte de informações como a perda de membros pelas mãos das bruxas ou se Lasher.

Mas não são somente essa família que eles acompanham, eles também observam e rastreiam qualquer outro tipo de evento ou pessoa que pareça ter algo de especial e, é assim que o Talamasca e Michael Cury vão se cruzar, já que toda a sua história também chamará a atenção da organização. E será nessa interação que poderemos ter acesso aos seus arquivos e desfrutar de todo o conhecimento coletado.

“O que eu sou? Uma bruxa, pelo amor de Deus! Sou quem cura, não quem destrói. Tenho chance de escolha como todos os seres humanos tem.”

Tendo esclarecido isso, é preciso falar sobre a personalidade dos personagens. Rowan é uma pessoa fria que vê o mundo como algo simples, porém há muita coisa acontecendo na vida dela e ela está confusa, fazendo com que tudo o que sente seja amplificado. Ela sempre sentiu que poderia haver algo errado com ela, mas pôs isso de lado. Ela sabia que era adotada, sabia da promessa de Ellie, sua mãe adotiva, de nunca contar-lhe nada, e conviveu com isso de forma natural. Ela é inteligente, segura e bem sucedida, mas sabe que falta algo, sabe que há uma peça faltando em sua vida. Em função do distanciamento de sua personalidade é difícil sentir empatia por ela, apesar de compreendermos todos os conflitos de sua vida.

Já Micheal Cury é um chato. Conforme caminhava pelas páginas me lembrei do como achava o personagem irritante desde que li pela primeira vez. E é difícil explicar, porque ele soa como o homem perfeito. Ele era bem sucedido, com posses, bonito e inteligente, porém o acidente o mudou e ele começou a sentir pena de si mesmo e a ter uma vibes loucas de beber descontroladamente. Tudo isso meio que destoa e as partes em que ele é o foco no começo são as mais chatas aos meus olhos. Tenho uma leve lembrança que ele só piorará no próximo livro, mas vou aguardar pra ter certeza.

Além desses dois centrais também seremos apresentados as outras 12 Bruxas Mayfair antes de Rowan. Suas histórias virão em fragmentos e aos poucos conheceremos sobre sua jornada, história e claro, personalidade. Elas são bem distintas, umas são joviais e descontroladas, outras sérias e focadas, há também as amedrontadoras, as fracas e aquelas que esbanjam carisma e sensualidade. Da inquisição ao período escravista, a modernidade do fim dos anos 80 suas formas de ver e interagir com o mundo mudaram e cada uma delas possuem suas próprias peculiaridades.

site: http://resenhandosonhos.com/hora-das-bruxas-i-anne-rice/
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Gustavo Barberá 08/02/2018

Sinistro e astuto!!!
A hora das bruxas é um livro em que a aclamada escritora Anne Rice conseguiu juntar romance, drama, mentiras, magia negra, espíritos malignos e horror. Uma história que irá, de início não chamar muita atenção, mas ao decorrer da leitura se transformará em um pesadelo, parecendo enfeitiçar o leitor que não irá querer mais largar as páginas. Trata-se de uma família de bruxas que vem ao longo dos séculos trazendo consigo poderes, luxúria, riqueza e um passado sombrio que despertou um grupo formado por pessoas com poderes extrasensoriais chamado Talamasca, que durante todo esse tempo vem estudando meticulosamente essa família.

A obra é dividida em dois volumes e no primeiro, o mesmo é dividido em duas partes. (Parte 1 – Reunidos e Parte 2 – As bruxas Mayfair). Durante a leitura da parte 1, fiquei um pouco receoso de que essa obra seria interessante, é um pouco maçante, pois fica praticamente voltado para dois personagens – Michael Curry e Rowan Mayfair - que irei comentar daqui a pouco e parece que o livro não faz jus ao nome, mas ao entrar na parte dois, vi que estava totalmente enganado, foram momentos sinistros e perturbadores, fazendo sim valer o nome do livro.

A história se inicia com o acidente de um rapaz, cujo nome é Michael Curry que cai ao mar e é encontrado pela linda médica Rowan Mayfair. Michael ficou alguns dias internado pois estava ficou muito mal e ao voltar a sua consciência, junto veio um poder de ao tocar nas coisas ele tinha visões do passado do dono do objeto e isso o deixou muito perturbado e para poder levar uma vida normal foi necessário o uso de luvas.

“No chuveiro, ele tocou na parede. Viu de novo a mulher, a que havia falecido. Ela havia ficado três semanas no quarto.”

Já Rowan Mayfair é uma renomada médica neurocirurgiã que foi tirada de sua mãe, logo após nascer. De início ela não sabia que era bruxa, mas sentia-se amaldiçoada por ter um poder que destruía as pessoas, mesmo contra sua vontade. Portadora de uma imensa beleza, atraía qualquer homem que desejasse para sua cama, mas sentia-se totalmente incompleta. Relacionou-se com Graham, mas acabou decepcionando-se com ele através de uma descoberta chocante e a fez inconscientemente usar seu poder. Apaixona-se profundamente por Michael após salvá-lo do mar e seu amor é correspondido por ele.

“Ele a beijava sem parar, sugando-lhe o pescoço, os rosto, os olhos. Com a mão enluvada acariciou seu rosto, sentiu sua pele lisa por debaixo do pesado suéter de lã.”

E no decorrer do relacionamento dos dois, Michael fica sabendo através de um integrante do Talamasca que Rowan é uma bruxa e o faz ir mais afundo e pesquisar sobre sua vida. Ele, atualmente mora em São Francisco, mas retorna a Nova Orleans e descobre que o casarão onde ele sempre passava e via coisas estranhas era propriedade de Rowan.
Falando-se em casarão, o cenário descrito por Anne Rice é fantástico. A arquitetura das casas, o ambiente, a vegetação e o casarão sombrio da família Mayfair, mas ao mesmo tempo extravagante e misterioso. Outro fato que chama a atenção é o fato de sempre haver uma tempestade quando algum membro da família Mayfair falece... e essa tempestade só ocorre no casarão, as demais casas da vizinhança, o sol brilha forte.

Encerrando a primeira parte, Michael por meio dessa pessoa integrante do Talamasca, vai para um local reservado do grupo, ler um conjunto de documentos que fala sobre a família Mayfair, onde a segunda parte do livro é totalmente dedicada a isso.

E é na segunda parte que todo o horror acontece. Conta-se a história de toda a dinastia Mayfair, desde os primórdios do século XIX até a atual. E integrantes do Talamasca contam através de cartas, muito deles seduzidos por essas bruxas e tendo seu destino amaldiçoado por elas, com um fim miserável e aterrorizante.

“Durante a noite tive um sonho de que a havia possuído, e fiquei extremamente aliviado ao descobrir que isso não havia ocorrido. Ela, no entanto estava acordada e me vigiava, com aqueles olhos de gato...”.

E no decorrer do livro aparece a presença de um espírito- Lasher- que é praticamente o demônio, protetor e presente na família Mayfair desde que ela existe. Ele aparece de várias formas e gosta mais das mulheres da fam1ília, mas aparece para alguns rapazes também. Por onde esse espírito passa, causa tragédias e mortes, mas também é invocado por algumas bruxas quando passam por momentos de terror, como no caso de Deborah Mayfair quando foi para a fogueira ser queimada pela Inquisição.

“Eu o vejo Lasher. Eu o conheço. Eu o chamo! – E voltando a ficar ereta, com os braços abertos. – Destrua meus filhos, destrua quem me acusou! Destrua os vieram para me ver morrer!...” “...E as telhas caíam com estrondo dos telhados da igreja, da prisão, da sacristia e das estalagens atingindo a cabeça dos que berravam ali embaixo.”

Outro fato marcante que aparece constante é o erotismo. Momentos de total luxúria não ficaram de fora dessa história, o que é bem característico nesse meio. Sedução, incesto, homossexualidade, astúcia e outros estão presentes no enredo. E também a presença do alcoolismo. Alguns personagens vivem constantemente embriagados durante todo o decorrer da história. E destaco as belas e extravagantes festas que escandalizavam os vizinhos durante as madrugadas afora realizadas por algumas das Mayfair.

“Mesmo sua cintura tão marcada me atiçava, assim como a visão do seu pescoço pálido e dos ombros oblíquos. Não havia uma parte suculenta do seu corpo pelo a qual eu não ansiasse. Eu era um animal enfurecido preso numa jaula.”

A personalidade das bruxas Mayfair também é algo de se chamar a atenção. Algumas são boas, outras más e vingativas e outras extremamente poderosas, no caso de Mary Beth. E o final do livro nos leva a conhecer toda a linha genealógica da família Mayfair, onde conta-se um pouco de cada ente familiar. E o poderoso e astuto Lasher sempre presente em todos os momentos e que deixa a saga com uma lacuna que será desvendada no volume dois do livro.

Simplesmente sensacional e sinistro. Maligno e romântico. Misterioso e aventureiro. Tudo que imaginamos há nesse livro contado pela mestra do terror e suspense que sempre irá nos surpreender com cada obra publicada, nos perturbando e mexendo com o lado sombrio de nosso ser.


KK 06/09/2017

No início, achei a história interessante e misteriosa, mas enfrentei uma certa dificuldade de ler pelo excesso de descrições e pelo fato de demorar muito para as coisas acontecerem, me parece que introduz demais os personagens. Porém, quando ganha ritmo, é impossível parar de ler. Passei madrugadas devorando. Lasher é misterioso e sedutor. Para mim a história das bruxas no passado é muito mais interessante que a história de Rowan e Michael. As partes de Deborah, Charlotte, Mary Beth e Julien são as minhas favoritas.


Felipe.Oliveira 13/07/2017

Bruxas, Poderes e Talamasca.
Neste livro nós iremos acompanhar dois personagens Michael Curry, que depois de um afogamento adquiri habilidades mediúnicas, e Rowan Mayfair, uma neurocirurgiã com um passado mais intenso, do que a própria imaginava. Através de um arquivo organizado por um grupo de investigadores e pesquisador e paranormais, iremos conhecer o passado de Rowan, que desde o século 17 está ligado a uma entidade. Por motivo de algumas mortes Rowan acaba por se reconectar com seu passado, já que fora afastada do centro de sua família em Nova Orleans desde bebe. E Michael será atraído a voltar até sua cidade natal, por uma oportuna saudade de suas origens e lá vai descobrir que o passado de Rowan tem muito mais história do que jamais poderia pensar.
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Silvio 29/04/2017

Há um exagero de descrições inúteis; há personagens demais, sendo muitos deles irrelevantes.
A autora parece uma fofoqueira que desanda a falar, não para mais e acaba se perdendo; muda de um assunto para outro sem terminar o inicial; vai e volta no tempo Fica uma confusão difícil de se entender e torna a leitura enfadonha.Todo mundo é lindo, lindo, rico, esperto, inteligente
O Talamasca, que acompanha a vida das bruxas há séculos, diz na maioria das vezes: isso não se pode ter certeza, aquilo não se pode saber, tal coisa não é provada; outra coisa pode ou não ser verdade, fulana pode ser filha do fulano ou sicrano, não se sabe ao certo. Que raio de investigação é essa? Com esse tipo de investigação, como afirmar se alguém se bruxo(a)?
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Diogo 06/12/2016

A hora das put ... digo, bruxas
Um livro cheio de descrições inúteis, tanto de cenários, casas e objetos, como de pessoas irrelevantes (ninguém precisa saber se um dos inúmeros amantes de uma das infindáveis bruxas que viveram na década X do século Y tinha os olhos azuis pouco cintilantes com tonalidades de cinza). Todos os personagens de todos os livros dessa mulher (ou pelo menos 99% deles) são lindos e atraentes, até quem já está morto em um caixão. Chega uma hora (que não demora muito) que cansa ler sobre como as put ...digo, mulheres da família gostam de sexo, festas e o diabo a quatro, assim como todos tem filhas com as próprias filhas e como os maridos das filhas tiveram caso com o sogro que por sua vez sodomizou um cachorro (essa última é invenção minha, mas não seria nenhuma surpresa nesse livro). Enfim, o sobrenatural gira em torno do enfadonho espírito lasher, o ''homem'' dos cabelos pretos que aparece para nos matar de tédio e comer as put ... digo, bruxas. A única parte em que o livro ameaçou ficar interessante foi no relato do tal holandes petyr não sei o que, de resto, é só mais um livro voltado para os amantes de romances melosos intermináveis. O pior de tudo é que ao final de centenas de páginas, não se dá a dignidade de terminar, ainda há mais umas 500 páginas pela frente, que com certeza, não lerei antes de decorar a lista telefônica de trás pra frente, pelo menos umas 3 vezes, no mínimo.


Paula 04/09/2016

Livro viciante
É uma narrativa tão intensa e envolvente. Não tem como parar de ler, mesmo sendo um livro com conteúdo tão denso. Anne Rice tem um talento incrível para o fantástico, acredito que ela mesma deve ter um pé no mundo mágico.
Recomendo muito esse livro, não tem erro.
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Ana 27/03/2016

As belas e sedutoras bruxas de Anne Rice
Embora as bruxas sejam criaturas já exploradas de diversas maneiras na literatura, Anne Rice não decepcionou ao nos apresentar as bruxas Mayfair. Ao iniciar essa leitura, não se pode esperar, de maneira alguma, uma história com caracterização. As bruxas que a autora criou são incrivelmente belas, ousadas, destemidas e envolvidas de muita sensualidade. O entrelaçar entre realidade e fantasia é muito discreto, o que traz aquele ar de história verídica ao enredo.

O início do livro introduz Deidre, a atual herdeira da família Mayfair. Sua vida se passa na velha mansão da família situada em Nova Orleans, nos EUA. No início, somos introduzidos a alguns personagens que relatam suas experiências de convivência com Deidre e os mistérios que a cercam, já que a mulher é incapaz de falar por si só, pois vive em estado vegetativo desde que sua filha nasceu. São cerca de 90 páginas nessa perspectiva da história, que te fazem acreditar que o enredo não vai engrenar e se perguntar como a autora vai conseguir sustentar as quase 500 páginas do livro com uma história de boataria de cidade pequena.

Mas começando o capítulo seguinte, incrivelmente a história muda de rumo, como se uma câmera de cinema fizesse um giro de 360 graus, levando o leitor para um hospital no litoral de Tiburon, uma vila na Califórnia. É em meio a plantões e cirurgias que a autora nos apresenta Rowan Mayfair, uma talentosa e belíssima neurocirurgiã muito independente e solitária desde que seus pais adotivos morreram. Ela, que em seu tempo vago navega um barco pela costa da Califórnia encontra um homem chamado Michael Curry, e aí você descobre que estes são os verdadeiros protagonistas do livro. O encontro entre eles é bem interessante, já que alguma magia e mistério começam a ser introduzidas na história, mas tudo fica de fato mais interessante quando Michael tem acesso a documentações sobre a família Mayfair.

Os Arquivos da Família Mayfair são relatórios escritos por centenas de anos por uma ordem secreta nomeada Talamasca, um grupo que registra atividades paranormais e tem particular atração por investigar as mulheres Mayfair. As páginas compostas por cartas e manuscritos que contam a história da família toda, desde a primeira bruxa, Suzanne Mayfair que invocou uma entidade meio demônio, meio divindade, chamada Lasher que estava vagando em outro plano espiritual quando foi invocado pela primeira vez. Esse espírito não possui grande força e precisa da energia das mulheres Mayfair para se tornar mais poderoso e, por sua vez, independente. É então que ele estimula o incesto de geração em geração a fim de manter o sangue da família puro e, por fim, criar a bruxa mais forte.

Talvez seja quase impossível não perceber a maestria da autora ao inserir temas bastante perturbadores nas entrelinhas. Mesmo a história se passando num período de quatro séculos, a mulher sempre está em evidência. A força feminina é retratada não só a cerca dos poderes sensoriais das bruxas, mas em seu poder de manipulação e empreendedorismo vistos até mesmo em tempos onde as famílias eram representadas, em sua totalidade, por homens.

A história é complexa, e contada entre capítulos que visitam o passado e o presente, alternando a narrativa em primeira e terceira pessoa com parágrafos ricos em detalhes e com palavras bastante rebuscadas, embora de fácil entendimento. Mas apesar do leitor se sentir introduzido no contexto, quase como se estivesse ao lado de cada personagem, a história se torna maçante e enfadonha em diversos momentos, principalmente nas inúmeras páginas de arquivos sobre a família. Ao decorrer dessas páginas, a inserção de alguns personagens é feita muito rapidamente e a árvore genealógica da família, que por ter sido composta em algumas gerações através do incesto, se torna ainda mais confusa de entender. A sensação predominante é de irritação pelo tempo investido na descrição de trechos que em quase nada acrescentam ao enredo principal.

Por conta dessa estrutura de recortes, quase como se fossem vários contos em pontos de vista extremamente diferentes sobre a mesma história, A Hora das Bruxas não é uma leitura leve, mas de maneira alguma é dispensável. Com certeza um livro recomendável, de leitura obrigatória aos amantes de enredos obscuros e extremamente detalhados.

site: blogdialogos.com
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Valéria 10/03/2016

Simplesmente extraordinário!
Sem palavras para descrever esse livro, que na minha opinião, é um dos melhores (se não o melhor), já escrito por Anne Rice. Incrível ver como a autora consegue nos prender na leitura, seja com a sedução dos vampiros, seja com a vida conturbada das bruxas.

O livro conta a história do legado da família Mayfair, onde as bruxas do sexo feminino possuem o total poder na família, juntamente com o (espírito, demônio, íncubo) Lasher. Cenas de violência, brigas e assassinatos descrevem o livro, mas ver a autora retratar o incesto como algo normal e até mesmo "puro", é simplesmente fascinante...

A história se completa com o Talamasca, uma espécie de ordem que tem por objetivo estudar a família Mayfair e reunir todo tipo de documentação e história que seja possível... e é no Talamasca que conseguimos entender mais sobre a família e unir todas as histórias que vão sendo contadas ao longo do livro.

Que venha o vol II
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Andrea 06/07/2015

A hora das bruxas - Vol. 1
Em A Hora das Bruxas vol. 1, Anne Rice apresenta-nos à Nova Orleans dos anos 80 e a uma ilustre família do Garden District (bairro "rico" da cidade): A Família Mayfair.
O que poderia ser uma grande mansão decadente, torna-se alvo da atenção dos moradores da cidade e de uma famosa organização que busca estudar o sobrenatural.... Nesse primeiro volume, conhecemos Rowan, uma neurocirurgiã que pode salvar vidas e tirá-las também com o poder de sua mente, que é a herdeira do "Legado" da família Mayfair e Michael, um arquiteto que ao sofrer um quase afogamento, recebe o dom de ver a história de pessoas e coisas através de seus dedos e recebe também a "missão" de desvendar os segredos da família de Rowan.
Na segunda metade desse livro temos acesso aos documentos que o Talamasca arquivou durante quase 400 anos de estudos sobre a família, nesse documento descobrimos que as bruxas Mayfair tem sua origem na Escócia e que a fonte de sua força, poder e riqueza, está em um espirito? aparição? fantasma? que atende pelo nome Lasher, essa criatura "passa" de mãe para filha e concede a mulher o poder de "controlá-lo" e usá-lo a seu bel prazer.... Esse é o Legado.

O Legado Mayfair

Ao longo da leitura, descobrimos que o legado é muito complexo. A família Mayfair é totalmente incestuosa, pais fazem sexo com filhas, irmãs com irmãos, tios com sobrinhas etc... Tudo isso arquitetado pelo "espirito escravo", Lasher, que tem como finalidade criar a bruxa mais poderosa de todas, para finalmente alcançar seu grande objetivo que é.... Realizado no segundo livro! kkkkk
O Legado também conta com uma fortuna enooooooooooooooorme, o uso do sobrenome Mayfair, bem como a Esmeralda Mayfair, logo, qualquer um que queira desfrutar do dinheiro, precisa usar o nome da família, não importa o grau de parentesco.

site: http://allumina.blogspot.com.br/
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SakuraUchiha 31/03/2015

A crônica de uma família incrível de mulheres!
O livro abrange uma grande extensão de tempo na história de uma família de bruxas.
Um dos melhores livros que Rice escreveu. Tem um ritmo rápido e é dinâmico. Eu ficava absolutamente fascinada a cada capítulo deste conto fabuloso. A forma como Anne Rice traça a família Mayfair ao longo dos séculos é muito interessante. Eu estava dividida entre o terror da leitura na estória, e o terror de não saber o que iria acontecer.
Rowan é uma heroína trágica para as épocas e Michael é a sua luz no fim de cada túnel.
A Hora das Bruxas de Anne Rice coloca seus leitores em transe. Você, na verdade, imagina-se como uma das Bruxas Mayfair, e se vê interagindo com Lasher.
São personagens maravilhosos para odiar, amar e temer. Seus personagens estão entre os mais poderosos e emocional de toda a literatura e têm muito a nos dizer sobre a vida ainda na maioria de suas obras.
Seu mistério hipnotiza, é sedutor e misterioso... definitivamente uma "leitura obrigatória" para todos os fãs de Anne Rice e também aos novatos. Se você gosta de ocultismo, romances sombrios, e histórias de fantasmas, é o seu livro.
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Natália 10/02/2015

Uma história de legado.
O Livro tem altos e baixos, de início você acredita que as histórias relatadas não tem nada haver com o tema do livro, mas ao avançar das páginas você ver cada uma delas se ligando a outra como peças de uma engrenagem quase perfeita.
Só não chega a perfeição, por em vários momentos a estrutura descritiva do ambiente, se prolongar mais do que necessário, dando a impressão muitas vezes que autora queria " encher linguiça". é por este motivo que a partir da página 411 o livro se torna cansativo e parece nos mostrar mais do mesmo, voltando a pegar fôlego somente nas últimas 20 páginas. É um bom livro!!!
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