A Hora das Bruxas

A Hora das Bruxas Anne Rice




Resenhas - A Hora Das Bruxas I


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Marselle Urman 14/09/2020

A improvável inconsequência
Relendo as crônicas Mayfair, pelo menos uns 15 anos depois de meu primeiro encanto.

É natural que essa releitura seja mais crítica, mais cética, mais cínica. Surpreendo-me, assim, com meu renovado deleite.

Sabendo que estamos lidando aqui com fantasia livre - as ditas bruxas, seus poderes, seu misterioso servo espírito...muito sobrenatural e pouca explicação, como é melhor mesmo no caso de coisas tão inventadas - mesmo assim o sentimento foi o mesmo de anos atrás. E aí mora o mérito.

Assim como Jorge Amado me faz querer ir à Bahia, Anne Rice me faz querer ir a New Orleans.

Considero os Mayfair (e alguns volumes das crônicas vampirescas) como Rice em sua melhor forma, é essa forma é muitas vezes puramente estética. Mas que deleite estético, esse. A casa de First Street. O calor opressivo, as plantas abundantes, a decadência pantanosa. O mistério que cerca todas aquelas mulheres, tão díspares, geração após geração. Seus impérios em decadência, sua dependência não assumida de Lasher.

Rice tem o dom de pintá-las, todas, em cores vivas. Especialmente aquelas do passado, pois esse livro na minha opinião ganha corpo da metade para a frente. A contemporânea, Rowan, é mais datada - em cerca do ano 1990 - que suas antecessoras, e seu encontro romântico me parece patético, dois improváveis afogados se agarrando um ao outro como tábuas de salvação. Ele, sabemos, se tornará depois mais uma figura meramente decorativa...ainda avaliarei o quanto isso me parecerá deliberado pela autora, ou não. Caso positivo, mérito para ela nessa minha atual interpretação.

A improvável instância chamada Talamasca é sempre tão irresistívelmente sedutora. Aaron Lightner, assim como David Talbot, são personagens tão deliciosos que dá vontade de guardá-los numa caixinha. Bem, Lestat fez isso, de certa forma...maravilhoso Lestat.

É disso que estou falando: ela te transporta. Ela te tira do aqui e agora, do despertador pra acordar pro trabalho e dos boletos pra pagar, e te deixa apaixonado por Lestat de Lioncourt, por Stella e Julien Mayfair. Esses seres feéricos.

Esse tipo de deleite estético e inconsequente é que me causa essa delícia na releitura, tanto tempo depois.

Caraguatatuba, SP. 14/09/2020.
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B E L A 30/07/2020

Uma grande introdução
A impressão ao ler o livro é a de ser uma grande introdução para os próximos volumes. As descobertas ao longo do livro por pouco não compensam o ritmo da sua leitura.
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Sabrine 30/05/2020

Nós observamos
Este primeiro livro, apesar de grande é um resumo de toda história das bruxas Mayfair.
Deveria ser um livro dificil de ler, mas é viciante a e curiosidade de relembrar tudo que li 10 anos atrás me fez amar reler cada página.
O livro no apresenta muitos personagens, e a maioria já morreu. Mas é basicamente uma introdução para que possamos entender tudo que irá acontecer a seguir com os próximos livros.
Anne Rice me surpreende muito por sempre tratar tantos temas que ainda hoje são tabus de forma tão leve, é impossível saber a opinião da autora, e os livros dela ficam sempre melhores se deixamos nossos bloqueios e preconceitos de lado para podermos ler, assim é possível entrar na história e estar tão presente quanto o Talamasca.
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Diana.Duarte 15/05/2020

O Legado
A escrita me surpreendeu muito. Por algum motivo eu imaginava uma história mais "adolescente", mas é um livro INCRÍVELMENTE ADULTO, tanto pela idade dos personagens, quanto pela complexidade e pelas cenas fortíssimas!!!!

Fiquei ao mesmo tempo muito curiosa e muito desconfortável com essa leitura. Há acontecimentos que, particularmente, não me descem de jeito nenhum, mas até entendo seus objetivos na história.

As formas de narrativa são bem interessantes e variadas, uma grande parte delas é epistolar.

Este volume trata apenas da primeira parte da História das Bruxas Mayfair.
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Universo Celestial 03/05/2020

O livro A hora das bruxa foi escrito pela autora Anni Rice no ano de 1990 com o titulo original de The Witching Hour, lançada pela editora Rocco recentemente os livros ganharam novas capas. Está enquadrada na literatura fantástica.

O livro conta a história da família Mayfair, uma família assombrada por um espírito que paira sobre as mulheres desta família a várias gerações. Uma coisa que temos que ter em mente é que com o passar do tempo, todo o poder e riqueza que a família Mayfair possui está centrado numa única mulher. Atualmente a mulher que é a herdeira chama-se Deirdre Mayfair, uma mulher que está num estado quase de catatonia na velha casa de Nova Orleans. Quando jovem Deirdre teve uma filha e precisou abrir mão dela, Rowan cresceu longe da mãe e de tudo o que se passava em Nova Orleans, em um determinado dia Rowan salva um homem de se afogar no mar, este homem chamado Michael volta com uma missão do além que envolve seu passado, no entanto ele não consegue se lembrar e precisará cumprir esta missão que lhe foi imposta.

Em algum ponto da narrativa estas 3 história, Deirdre em seu estado, Rowan sem ter conhecimento da família e Michael com sua missão, vão convergir para um só acontecimento e ai vamos nos aventurar pela história da família desde o século XVII até os dias atuais.
Além da história do principal ainda temos também o Talamasca, uma organização que estuda e registra os casos do sobrenatural, é através do talamasca e dos seus arquivos que vamos ver em detalhes a história de cada uma dessas bruxas, desde Suzane a primeira que invocou o espírito para obter poder e desde então esse espirito intitulado Lasher vai passar de geração em geração algumas vezes controlado as muheres da familia outras vezes sendo controlado por elas.

O livro é intercalado entre presente e passado, sendo o passado mais recente onde vamos ver o passado dos personagens mais importante, Rowan, Michal e Deirdre, o passado mais longínquo vamos acompanhar os registros do talamasca sobre as primeiras bruxas e como elas se relacionam com esse espírito, algumas bruxas impondo suas vontades e desejos sobre Lasher e outras sendo atormentadas ao ponto de serem levadas à loucura.
O livro é narrado em terceira pessoa por personagens a cada capítulo.Vemos capítulos de alguns outros personagens que nos dão mais informações sobre a família em si.
Resenha: o livro apesar de ter um ritmo lento pela autora ser muito descritiva tem uma história envolvendo, sobretudo a grande família Mayfair sendo mostrada desde o princípio passando todas as bruxas, os personagens são bem construídos e fácil apegar-se por eles. Uma parte mais desnecessária do livro é que nos arquivos do talamasca vemos algumas vezes detalhes excessivos e algumas vezes a mesma cena que já tínhamos visto antes mas desta vez pela perspectiva de um investigador.

Um porém, antes de iniciar a leitura do livro temos que se ter em mente de que o livro não tem um final definitivo, o leitor tem continuar a leitura no volume dois pois quando o livro foi trazido para o Brasil ele foi publicado dividido em dois volumes.



site: https://www.instagram.com/p/BthUN7BAhZR/
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Thamires 08/04/2020

Meu primeiro contato com Anne Rice
A Hora das Bruxas é dividida, na versão em português, em 2 livros, seguidos de outros dois (Lasher e Taltos). Nesse 1° volume, somos apresentados à família Mayfair e acompanhamos sua história durante quase 400 anos.
Anne Rice me encantou com sua escrita e descrição dos personagens, principalmente por Lasher, tão bem descrito que, muitas vezes, acordei de madrugada e evitava abrir os olhos, com a sensação de que se o fizesse, veria o espírito ?.

A primeira parte do livro é permeada pelos acontecimentos e personagens que nos levarão a conhecer e entender O Talamasca, Ordem que investiga e estuda a família Mayfair por séculos. A partir daí temos acesso aos anos de levantamento de informações que nos entregam um arquivo bem detalhado sobre os membros dessa família e, em especial, sobre cada bruxa possuidora do legado (e da esmeralda).
Contudo, devo confessar que essa segunda parte do livro (a parte dos arquivos sobre a família Mayfair) foi bem cansativa de ler. Na verdade, o livro é muito mais descritivo e narrativo, com poucos diálogos ou sem conversas rápidas.
Mesmo assim, alguns integrantes despertaram muito a minha atenção, como a Charlotte, Stella, Deirdre, Rowan e Michael (este último não é integrante da Família, mas tem importante relevância para a história).
Assim, é uma leitura que vale a pena, principalmente pelo cunho histórico-fictício que o livro apresenta.
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Cláudia 07/03/2020

A hora das bruxas
Leitura lenta, com partes bem descritivas. A história da família é a parte mais interessante do livro. Para quem curte Anne Ricce, ótima indicação.
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Erica 27/01/2020

Poderia ser mais...
É tudo TÃO detalhado que cansa. A introdução de cada personagem é tão longa e tão desnecessária... Além disso, todos são lindos, ricos, lindos, inteligentes, lindos e blá blá blá sem contar que tem ares de romance erótico, de tanto que a autora foca em sexo, incestos, amantes etc. Poderia pular boa parte das descrições que não faria diferença nenhuma. Demora muito pra história andar. No geral é um livro interessante, se não perdesse tanto tempo com descrições e personagens inúteis, seria melhor.
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Thalissa.Betineli 16/09/2019

Bom, porém superável.
Confesso que comecei a ler a saga das bruxas com um pouco de receio desde o surgimento de Rowan em Cântico de Sangue, e por ser extremamente apaixonada pelas Crônicas, via com receio essa outra série.
Mas devo dizer que como sempre, Anne se superou. A escrita é maravilhosa, personagens instigantes, incríveis e cruéis ao mesmo tempo. Há uma certa sensualidade viva demais, criada e única pela Anne, e essa sensualidade e erotismo está ali, mas ainda sim, A hora das Bruxas não foi um livro tão marcante quanto as Crônicas.
Lydia P. 20/10/2019minha estante
Que livro é esse "Crônicas "?


Camila 12/01/2020minha estante
"Crônicas vampirescas"




Guynaciria 07/02/2019

Esse livro dá inicio a série das Bruxas Mayfair, um clã de poderosas bruxas que tem o poder de manipular forças desconhecidas as pessoas comuns, dentre essas forças está uma dividade celta/ demônio chamado Lasher.

A primeira bruxa Mayfair invocou essa criatura, e acabou tendo seus poderes aumentados por ela. Pode-se dizer que Lasher é um bem de família, passado ao longo das gerações para as mulheres mais fortes do Clã.

Assim como as bruxas, Lasher também aprendeu e desenvolveu seus poderes, chegando a ser um perigo para as pessoas próximas a ele.

Fiquei encantada com esse livro, com a forma como a autora desenvolveu a trama, partindo do tempo atual e retrocedendo até a origem da primeira bruxa, 400 anos antes, para isso ela se utilizou de uma instituição que já vinha sendo citada em seus outros livro " a Talamasca", com seu rico acervo sobre o sobrenatural. 

Com base nesses textos, relatos e entrevistas, pode-se criar uma trajetória dos principais eventos acontecidos na família Mayfair, seus membros mais importantes, as mulheres que tinham Lasher como conselheiro e acompanhante, a construção do nome e riqueza da família. 

Vale ressaltar que o livro aborda alguns temas polêmicos como o incesto, assassinatos a sangue frio, vingança, disputa de guarda, sexo, traição, violência. 

Que venha o próximo volume.
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Tamirez | @resenhandosonhos 21/08/2018

A Hora das Bruxas I
Falar sobre A Horas das Bruxas é algo muito especial pra mim. Essa foi a segunda releitura que fiz e já faziam mais de dez anos desde a última vez que tinha lido o livro. Não sei bem explicitar quando foi a primeira vez, mas acredito que tenha sido entre 12 e 13 anos e depois uma releitura aos 14/15. Nessa época eu não catalogava e hoje vejo o quanto isso faz falta. Toda a vez que eu comentava sobre esse livro no canal pediam pra eu falar sobre ele, porém, sem reler seria impossível.

A série das Bruxas Mayfair é a minha história favorita da Anne Rice e me marcou muito no inicio da minha vida enquanto leitora, portanto voltar novamente a esse mundo me trouxe muita nostalgia e serviu mais uma vez para mostrar por mesmo depois de tanto tempo ainda sou capaz de me apaixonar pela história e seus desdobramentos.

“A bruxa é uma pessoa que tem o poder de atrair e manipular forças invisíveis.”

A primeira coisa que você precisa saber sobre esse livro é que a escrita na Anne Rice não é super fluída, mas a complexidade e grandeza na história compensa. Vamos remontar 400 anos que variam entre a narrativa contada por três pontos de vista e os arquivos do Talamasca, uma organização que cataloga eventos sobrenaturais e que esta observando essa linhagem a anos. Esses arquivos são compilados de cartas e relatos de informantes e alguns tem um caráter bem pessoal.

São datas, locais e desmembramentos familiares, é preciso ficar atento e ir montando a árvore genealógica mentalmente ou no papel, como eu gosto, para que cada vez mais a história ganhe corpo e sentido e isso pra mim é uma das coisas mais legais sobre esse livro. Não há fim no que pode ser descoberto, apenas mais e mais fragmentos sobre a vida dessa família.

Outra coisa super importante é que estamos falando de uma história adulta e em muitos aspectos pesada. Há violência, crimes, sexo, incesto e uma série de posturas questionáveis. Esse espírito é ardiloso e malandro e muitas das bruxas extremamente maliciosas. Há toda uma aura sobre essa família, inclusive as inúmeras alegações de que eles tinham um lado “Targaryen” e em alguns momentos se relacionaram com irmãos ou parentes muito próximos para gerarem descendentes mais fortes e uma bruxa mais pura e forte para a linhagem.

Há personagens de todas as idades pois cada uma das 13 bruxas tem uma história diferente a contar e viveu por um tempo diferente, mas a narrativa não é infantil e jamais adolescente e é importante ter isso em mente ao adentrar na história. Não há romances bobos, há os erros humanos, a busca pelo prazer, atos questionáveis, mortes, magia, atitudes duvidosas e um clima de mistério no ar.

As bruxas aqui apresentadas também não fazem poções ou possuem caldeirões, elas são mulheres comuns que através de sua ligação com essa entidade são capazes de fazer coisas acontecerem, influenciam acontecimentos, somem, aparecem e tramam de uma forma inexplicável a olho nu. Elas são sempre muito belas e com personalidades distintas. Tudo é muito sombrio e duvidoso, principalmente quando nossa fonte são os olhos limitados do Talamasca.

O QUE É O TALAMASCA?
Com o tema “Nós observamos e estamos sempre presentes”, essa organização se mantém a séculos observando e coletando informações sobre eventos sobrenaturais. É na inquisição, quando Suzanne, a primeira das Mayfair, é queimada na fogueira que eles tem o seu primeiro contato com essa linhagem e, desde então, tem observado o que aocntece. Em alguns momentos alguns dos observadores inclusive infringiram a regra de não interferir e a trama dessas mulheres acabou se emaranhando também com a da organização, causando não só uma maior fonte de informações como a perda de membros pelas mãos das bruxas ou se Lasher.

Mas não são somente essa família que eles acompanham, eles também observam e rastreiam qualquer outro tipo de evento ou pessoa que pareça ter algo de especial e, é assim que o Talamasca e Michael Cury vão se cruzar, já que toda a sua história também chamará a atenção da organização. E será nessa interação que poderemos ter acesso aos seus arquivos e desfrutar de todo o conhecimento coletado.

“O que eu sou? Uma bruxa, pelo amor de Deus! Sou quem cura, não quem destrói. Tenho chance de escolha como todos os seres humanos tem.”

Tendo esclarecido isso, é preciso falar sobre a personalidade dos personagens. Rowan é uma pessoa fria que vê o mundo como algo simples, porém há muita coisa acontecendo na vida dela e ela está confusa, fazendo com que tudo o que sente seja amplificado. Ela sempre sentiu que poderia haver algo errado com ela, mas pôs isso de lado. Ela sabia que era adotada, sabia da promessa de Ellie, sua mãe adotiva, de nunca contar-lhe nada, e conviveu com isso de forma natural. Ela é inteligente, segura e bem sucedida, mas sabe que falta algo, sabe que há uma peça faltando em sua vida. Em função do distanciamento de sua personalidade é difícil sentir empatia por ela, apesar de compreendermos todos os conflitos de sua vida.

Já Micheal Cury é um chato. Conforme caminhava pelas páginas me lembrei do como achava o personagem irritante desde que li pela primeira vez. E é difícil explicar, porque ele soa como o homem perfeito. Ele era bem sucedido, com posses, bonito e inteligente, porém o acidente o mudou e ele começou a sentir pena de si mesmo e a ter uma vibes loucas de beber descontroladamente. Tudo isso meio que destoa e as partes em que ele é o foco no começo são as mais chatas aos meus olhos. Tenho uma leve lembrança que ele só piorará no próximo livro, mas vou aguardar pra ter certeza.

Além desses dois centrais também seremos apresentados as outras 12 Bruxas Mayfair antes de Rowan. Suas histórias virão em fragmentos e aos poucos conheceremos sobre sua jornada, história e claro, personalidade. Elas são bem distintas, umas são joviais e descontroladas, outras sérias e focadas, há também as amedrontadoras, as fracas e aquelas que esbanjam carisma e sensualidade. Da inquisição ao período escravista, a modernidade do fim dos anos 80 suas formas de ver e interagir com o mundo mudaram e cada uma delas possuem suas próprias peculiaridades.

site: http://resenhandosonhos.com/hora-das-bruxas-i-anne-rice/
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Gustavo Barberá 08/02/2018

Sinistro e astuto!!!
A hora das bruxas é um livro em que a aclamada escritora Anne Rice conseguiu juntar romance, drama, mentiras, magia negra, espíritos malignos e horror. Uma história que irá, de início não chamar muita atenção, mas ao decorrer da leitura se transformará em um pesadelo, parecendo enfeitiçar o leitor que não irá querer mais largar as páginas. Trata-se de uma família de bruxas que vem ao longo dos séculos trazendo consigo poderes, luxúria, riqueza e um passado sombrio que despertou um grupo formado por pessoas com poderes extrasensoriais chamado Talamasca, que durante todo esse tempo vem estudando meticulosamente essa família.

A obra é dividida em dois volumes e no primeiro, o mesmo é dividido em duas partes. (Parte 1 – Reunidos e Parte 2 – As bruxas Mayfair). Durante a leitura da parte 1, fiquei um pouco receoso de que essa obra seria interessante, é um pouco maçante, pois fica praticamente voltado para dois personagens – Michael Curry e Rowan Mayfair - que irei comentar daqui a pouco e parece que o livro não faz jus ao nome, mas ao entrar na parte dois, vi que estava totalmente enganado, foram momentos sinistros e perturbadores, fazendo sim valer o nome do livro.

A história se inicia com o acidente de um rapaz, cujo nome é Michael Curry que cai ao mar e é encontrado pela linda médica Rowan Mayfair. Michael ficou alguns dias internado pois estava ficou muito mal e ao voltar a sua consciência, junto veio um poder de ao tocar nas coisas ele tinha visões do passado do dono do objeto e isso o deixou muito perturbado e para poder levar uma vida normal foi necessário o uso de luvas.

“No chuveiro, ele tocou na parede. Viu de novo a mulher, a que havia falecido. Ela havia ficado três semanas no quarto.”

Já Rowan Mayfair é uma renomada médica neurocirurgiã que foi tirada de sua mãe, logo após nascer. De início ela não sabia que era bruxa, mas sentia-se amaldiçoada por ter um poder que destruía as pessoas, mesmo contra sua vontade. Portadora de uma imensa beleza, atraía qualquer homem que desejasse para sua cama, mas sentia-se totalmente incompleta. Relacionou-se com Graham, mas acabou decepcionando-se com ele através de uma descoberta chocante e a fez inconscientemente usar seu poder. Apaixona-se profundamente por Michael após salvá-lo do mar e seu amor é correspondido por ele.

“Ele a beijava sem parar, sugando-lhe o pescoço, os rosto, os olhos. Com a mão enluvada acariciou seu rosto, sentiu sua pele lisa por debaixo do pesado suéter de lã.”

E no decorrer do relacionamento dos dois, Michael fica sabendo através de um integrante do Talamasca que Rowan é uma bruxa e o faz ir mais afundo e pesquisar sobre sua vida. Ele, atualmente mora em São Francisco, mas retorna a Nova Orleans e descobre que o casarão onde ele sempre passava e via coisas estranhas era propriedade de Rowan.
Falando-se em casarão, o cenário descrito por Anne Rice é fantástico. A arquitetura das casas, o ambiente, a vegetação e o casarão sombrio da família Mayfair, mas ao mesmo tempo extravagante e misterioso. Outro fato que chama a atenção é o fato de sempre haver uma tempestade quando algum membro da família Mayfair falece... e essa tempestade só ocorre no casarão, as demais casas da vizinhança, o sol brilha forte.

Encerrando a primeira parte, Michael por meio dessa pessoa integrante do Talamasca, vai para um local reservado do grupo, ler um conjunto de documentos que fala sobre a família Mayfair, onde a segunda parte do livro é totalmente dedicada a isso.

E é na segunda parte que todo o horror acontece. Conta-se a história de toda a dinastia Mayfair, desde os primórdios do século XIX até a atual. E integrantes do Talamasca contam através de cartas, muito deles seduzidos por essas bruxas e tendo seu destino amaldiçoado por elas, com um fim miserável e aterrorizante.

“Durante a noite tive um sonho de que a havia possuído, e fiquei extremamente aliviado ao descobrir que isso não havia ocorrido. Ela, no entanto estava acordada e me vigiava, com aqueles olhos de gato...”.

E no decorrer do livro aparece a presença de um espírito- Lasher- que é praticamente o demônio, protetor e presente na família Mayfair desde que ela existe. Ele aparece de várias formas e gosta mais das mulheres da fam1ília, mas aparece para alguns rapazes também. Por onde esse espírito passa, causa tragédias e mortes, mas também é invocado por algumas bruxas quando passam por momentos de terror, como no caso de Deborah Mayfair quando foi para a fogueira ser queimada pela Inquisição.

“Eu o vejo Lasher. Eu o conheço. Eu o chamo! – E voltando a ficar ereta, com os braços abertos. – Destrua meus filhos, destrua quem me acusou! Destrua os vieram para me ver morrer!...” “...E as telhas caíam com estrondo dos telhados da igreja, da prisão, da sacristia e das estalagens atingindo a cabeça dos que berravam ali embaixo.”

Outro fato marcante que aparece constante é o erotismo. Momentos de total luxúria não ficaram de fora dessa história, o que é bem característico nesse meio. Sedução, incesto, homossexualidade, astúcia e outros estão presentes no enredo. E também a presença do alcoolismo. Alguns personagens vivem constantemente embriagados durante todo o decorrer da história. E destaco as belas e extravagantes festas que escandalizavam os vizinhos durante as madrugadas afora realizadas por algumas das Mayfair.

“Mesmo sua cintura tão marcada me atiçava, assim como a visão do seu pescoço pálido e dos ombros oblíquos. Não havia uma parte suculenta do seu corpo pelo a qual eu não ansiasse. Eu era um animal enfurecido preso numa jaula.”

A personalidade das bruxas Mayfair também é algo de se chamar a atenção. Algumas são boas, outras más e vingativas e outras extremamente poderosas, no caso de Mary Beth. E o final do livro nos leva a conhecer toda a linha genealógica da família Mayfair, onde conta-se um pouco de cada ente familiar. E o poderoso e astuto Lasher sempre presente em todos os momentos e que deixa a saga com uma lacuna que será desvendada no volume dois do livro.

Simplesmente sensacional e sinistro. Maligno e romântico. Misterioso e aventureiro. Tudo que imaginamos há nesse livro contado pela mestra do terror e suspense que sempre irá nos surpreender com cada obra publicada, nos perturbando e mexendo com o lado sombrio de nosso ser.
Moni 02/10/2018minha estante
Estou na parte 1 do primeiro volume e vim até aqui ver se me animava para continuar lendo. Com a sua resenha tomei um fôlego para terminar o livro.




KK 06/09/2017

No início, achei a história interessante e misteriosa, mas enfrentei uma certa dificuldade de ler pelo excesso de descrições e pelo fato de demorar muito para as coisas acontecerem, me parece que introduz demais os personagens. Porém, quando ganha ritmo, é impossível parar de ler. Passei madrugadas devorando. Lasher é misterioso e sedutor. Para mim a história das bruxas no passado é muito mais interessante que a história de Rowan e Michael. As partes de Deborah, Charlotte, Mary Beth e Julien são as minhas favoritas.
Sula.Senne 17/10/2017minha estante
Concordo totalmente com vc




Felipe.Oliveira 13/07/2017

Bruxas, Poderes e Talamasca.
Neste livro nós iremos acompanhar dois personagens Michael Curry, que depois de um afogamento adquiri habilidades mediúnicas, e Rowan Mayfair, uma neurocirurgiã com um passado mais intenso, do que a própria imaginava. Através de um arquivo organizado por um grupo de investigadores e pesquisador e paranormais, iremos conhecer o passado de Rowan, que desde o século 17 está ligado a uma entidade. Por motivo de algumas mortes Rowan acaba por se reconectar com seu passado, já que fora afastada do centro de sua família em Nova Orleans desde bebe. E Michael será atraído a voltar até sua cidade natal, por uma oportuna saudade de suas origens e lá vai descobrir que o passado de Rowan tem muito mais história do que jamais poderia pensar.
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