Garota, Interrompida

Garota, Interrompida Susanna Kaysen




Resenhas - Garota, Interrompida


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bell 21/08/2019

Não saber oq quer não e opção
Susana kaysen e uma jovem de dezoito anos não seguia um padrão e por querer fugir da realidade foi internada em um hospital psiquiátrico,onde por quase dois anos seguintes deve que aprender a interpretar o mundo e ter um foco.
O ano da internação vinte e sete de Abril de mil novecentos e sessenta e sete,onde conheceu e conviveu com enfermeiras e pacientes, excluídas e consideradas insanas no início da vida adulta são elas Polly, Georgina, Daisy e Lisa
E um relato cru e pessoal que nos permite vislumbrar o nosso papel na sociedade.
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Jenny 26/07/2019

Sobre decidir todo o resto da sua vida aos 18 anos.
4.5 ⭐

"Na verdade, eu só queria matar uma parte de mim: a parte que queria se matar, que me arrastava para o dilema do suicídio e transformava cada janela, cada utensílio de cozinha e estação de metrô no ensaio de uma tragédia."


Algumas pessoas leem esse livro e acham que a Susanna estava realmente doente. Aos 18 anos, quando eu li sobre essa garota que na minha idade teve um surto de exaustão por estar sendo pressionada a ser milhões de coisas e não conseguindo ser nenhuma, só pensava que poderia ser eu. Ainda pode. Que bom que não é. ♥


"Interrompida durante a música dos 17 anos, um momento congelado no tempo mais importante que todos os outros momentos, quaisquer que fossem ou que viessem a ser. Quem pode se recuperar disso?"

site: https://www.goodreads.com/chamazamiga
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Maitê 15/07/2019

Acho que vai funcionar melhor como filme do que como livro. Talvez ache isso por ter lido A Redoma de Vidro e Um Estranho No Ninho recentemente, ambos excelentes que tratam do mesmo assunto.
Susanna Kaysen tem algo sim a dizer e o fato de não ser a altura de outros não deve impedir de escuta-la. Afinal, toda sua questão é isso, não havia ninguém para dar ouvidos ao que ela tinha a dizer.
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Cíntia Mateus 12/07/2019

Garota, Interrompida é uma autobiografia. Nele, conhecemos a Susanna Kaysen, uma garota de 18 anos que narra, de forma muito sincera, a sua experiência de cerca de dois anos de internação em um hospital psiquiátrico nos anos 60.

A autora nos faz um relato pessoal da sua convivência com as outras internas e das dúvidas em relação à própria sanidade, mas, acima de tudo, ela nos leva a refletir se há alguém, de fato, normal em nossa sociedade.

Li esse livro no ano passado e foi interessante que, ao final da leitura, a minha impressão foi de que a Susanna não tinha exatamente um transtorno mental. Ela era apenas uma adolescente problemática ou, na verdade, fora dos padrões determinados pela sociedade da época, talvez até de hoje em dia.

Enfim, esse é um livro bem curto, com uma leitura prática, de linguagem simples e direta, mas que aborda temas muito sérios sobre saúde mental. É pra quem gosta do assunto, recomendo muito a leitura.
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Logabr.Livros 01/07/2019

Mais uma historinha?
Garota, Interrompida (Susanna Kaysen, 1993) é um livro já conhecido por muitos mas que pra mim foi uma total surpresa. Comecei a leitura esperando uma história bonita e emocionante e o que encontrei foi muito melhor, a autora soube resumir dois anos em poucos capítulos com uma narrativa interessante e resumidamente diferente. O desenrolar em si acabou por me surpreender também, o livro mostra uma realidade a qual não estamos acostumados em uma época menos acostumada ainda, os capítulos são bem narrados e não se tornam cansativos, é definitivamente, uma leitura rápida, gostosa e importante.
Me sigam no Instagram @lolalivros_br
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Maíra Marques | @literamai 12/05/2019

Siga: @literamai
Ganhei este livro do meu namorido em 2015 em nosso mêsversário de namoro e foi o que abriu minha mente para procurar ajuda psiquiátrica e superar o transtorno alimentar (e, mais tarde, o transtorno de personalidade).
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Susanna praticamente conta como foi sua experiência aos 18 anos ser internada em um hospital psiquiátrico com o diagnóstico de transtorno de personalidade limítrofe.
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Não é uma leitura fácil, eu diria. Não espere encontrar relatos marcantes de como é ser internada porque a intenção de Susanna claramente não foi se expor. Ela fala sobre as amizades que fez e os problemas de cada uma. Compartilha breves "aventuras" e relatos que viveu com as pacientes, estas que tinham problemas diversos como esquizofrenia, depressão e sociopatia. Os capítulos são curtos e de fácil leitura, mas talvez seja interessante procurá-lo se você curte uma leitura mais relaxante e sem grandes expectativas.

site: https://www.instagram.com/literamai
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Blog Aquela Epifania 29/04/2019

O segredo da vida seria fugir?
Garota, Interrompida é o relato autobiográfico de Susanna, uma garota de 18 anos que tem sua vida "real" interrompida por 2 anos ao ser internada de forma voluntária em um hospital psiquiátrico - o mesmo no qual esteve Sylvia Plath, a de "A redoma de Vidro", já resenhado aqui, e outras personalidades célebres - após tentar dar fim à sua própria vida.

Se ainda hoje os tratamentos de doenças emocionais e psiquiátricas são falhos, nos finais da década de 60 podemos dizer que eram extremamente desumanos. Solitárias, tratamentos de choques e celas de segurança máxima são alguns recursos utilizados no hospital de luxo (onde o valor desembolsado pela internação de Susanna poderia pagar um curso em Universidade privada).

A autora imprime bastante honestidade em todo seu relato, nos apresentando sua convivência com outras internas, seus questionamentos sobre a vida, a sanidade e a loucura. Ela nos leva a refletir se há alguém, de fato, normal em nossa sociedade. E, também, se aquelas pacientes seriam mais "loucas" do que os familiares que ali lhes colocaram.

Qual o termômetro que mede a loucura? Quem define quem é mais louco que o outro?

Como diria o Gato Cheshire, de Alice, "Somos todos loucos aqui".
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Lethycia Dias 14/01/2019

Um livro sincero
Susanna Kaysen foi internada em um hospital psiquiátrico em 1967, quando tinha 18 anos. Ela sentia que não se encaixava no mundo em que vivia. Não sabia quem era ou o que queria, apenas aquilo que não queria ou não se considerava capaz de fazer. Isso levava ao tédio e ao vazio.
"Garota, Interrompida" é um livro de memórias em que Susanna narra de forma muito sincera a experiência de quase dois anos de internação numa época em que o tratamento de doenças mentais, transtornos psicológicos e psiquiátricos era deficitário e muito desumanizante.
Mas esse não é um livro sobre esse tipo de tratamentos, nem sobre como superar tais transtornos. São apenas as memórias de alguém que passou por isso, e que constantemente se pergunta se voltou cruzar a fronteira entre estar saudável ou não.
Susanna narra o que viveu de forma crua, sem hesitar em dizer como pensava na época, o falava com outras pacientes que se tornaram suas amigas e as reflexões e aprendizados que teve com elas. Ainda assim, esse não é um livro de "grandes lições".
Acredito que o livro pode despertar alguns gatilhos sobre suicídio, depressão e automutilação, porque não toma a missão de ser responsável em relação a nada disso. É um livro sincero, talvez até demais. Isso não o torna ruim, mas gera a necessidade de sermos cuidadosos com ele.
Não me senti muito conectada com o relato, apesar de me preocupada muito com o tema. Acho o filme muito superior, talvez por usar estratégias narrativas para tornar-se mais palatável, enquanto Susanna, com suas memórias, apenas conta. Recomendo a leitura, mas com cuidado.

site: https://www.instagram.com/p/Bsl42cmg2_d/
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Lethy 18/11/2018

A GAROTA QUE OLHA PARA DENTRO
Tenho essa terrível mania de querer antecipar as coisas. Isso é bom quando se deseja comprar um carro ou um celular, mas pode ser extremamente danoso quando diz respeito a um livro. Porque, diferente do carro ou do celular, a leitura tem uma carga enorme de subjetividade que a tecnologia ainda não alcança. Um carro vai ser sempre um carro. Mas um livro pode ser milhares de coisas.

Assim foi Garota, Interrompida para mim.

Ainda não assisti ao filme. Quis escrever este texto isenta de comparações, para falar apenas daquilo que o livro me fez sentir e pensar. E, nossa, como ele fez. Uma das formas mais fáceis de transformar a loucura em algo distante é tratá-la por termos científicos. O caminho que Kaysen faz é justamente o inverso; aos poucos, ela a despe de toda a cientificidade, deixando-nos a verdade mais simples: a loucura é a incapacidade de se adequar ao que a maioria considera normal.

Isso era ainda mais claro em 1967, quando a psiquiatria dava os seus primeiros passos como ramo específico da medicina. Pelos olhos de Susanna, temos vislumbres de tudo aquilo de que costumamos apenas ouvir falar: eletrochoques, panos gelados, solitária, pessoas nuas e cobertas com as próprias fezes. Além disso, por meio dos relatórios médicos e das fichas de admissão e alta de Susanna, que aparecem anexados ao longo da obra, vemos como a loucura era vista na época. Hoje em dia, talvez soe absurdo considerar que uma possessão demoníaca ou bruxaria seja a origem de uma esquizofrenia, mas, em 1967, isso era tido como possível.

Com isso, não estou querendo dizer que a área ainda não precise avançar. Precisa sempre e, em alguns aspectos e mesmo lugares, precisa muito. Mas, lendo a obra de Kaysen, percebo o valor que ele tem não só como livro, mas como perspectiva histórica e subjetiva do que era ser louco na cidade de Boston em 1967. [...]

CONTINUA NO SITE

site: https://grupocanetatinteiro.com.br/resenha-56-a-garota-que-olha-para-dentro/
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amorfati 09/10/2018

Esperava mais...
Problemas psicológicos estão presente no meu dia-a-dia, então quando se trata de livros com essa temática eu sou muito exigente. Pela escrita acredito que esse livro seja teen, algo que eu não sabia, não sou muito ligada com histórias para jovens, por causa que sempre há clichês estado-unidense, e não foi diferente com esse livro, pois tinha partes onde ou a escrita era fácil demais e não me chamou a atenção ou tinha grosserias tipico de adolescente revoltado americano. No geral. é um bom livro, dá para passar o tempo, mas pensei que iria ser mais intenso, que iria ser mais incomodo, que instigaria, que fosse desconfortável. Porém, foi uma leitura fácil. Dou 3 estrelas pois eu gostei de ler, mas não daria mais que isso.

Algo que eu achei interessante é o fato de que o hospício em que a Susanna se hospeda é o mesmo que a Sylvia Plath se hospedou anos antes, ou seja, a redoma de vidro e garota, interrompida são duas histórias reais que acontecem no mesmo lugar. Muito louco!
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My | @_pequenabibliotecaria 30/09/2018

Não é uma resenha e sim o que acho importante no livro.
Susanna Kaysen é uma jovem de 18 anos que ao sofrer um surto, é hospitalizada no hospital psiquiátrico McLean em que permaneceu por 2 anos por ter sido diagnosticada com Transtorno de Personalidade Limítrofe tendo que lidar com várias outras jovens com diversas doenças e com a vida dentro desse lugar.

Assim como A Redoma de Vidro da Sylvia Plath - que por sinal, foi citada no livro como uma das jovens que frequentam o hospital-, esse é um livro muito real que nos mostra como é viver trancada em um hospital psiquiátrico no início da vida adulta.

É um livro importante para quem quer entender os procedimentos dentro do hospital porque é um livro com bastante detalhes técnicos e também para quem quer entender melhor o que se passa na cabeça das pacientes, já que Susanna acaba nos contando um pouco de cada jovem próxima a ela e o seus problemas.

É uma leitura rápida, com capítulos curtos, mas muito brutal se pararmos para pensar que essas jovens, em sua maioria, foram abandonadas pelos entes queridos por não serem compreendidas, por não serem como as demais pessoas. E mais brutal ainda é ver como é o pós dessas jovens, quando são consideradas prontas o suficiente para serem reintegradas à sociedade. Simplesmente não há espaço para elas. Uma vez “doida” sempre doida. E é nesse momento que entra aquilo que já falei: EMPATIA.

Tenho três motivos de por que essa obra foi escolhida para estar nessa semana especial: 1- mostra uma realidade que não vi nenhum outro livro mostrando, o “tratamento”. A gente passa a conhecer (mesmo que no caso, o hospital é particular) como é o processo de cada jovem para lidar com seus males, suas vontades, seus surtos, suas dores e seus pensamentos. 2- Muitas das jovens são como nós, meninas que precisaram apenas de um momento para que sua “loucura” fosse colocada para fora. A própria autora cita que um momento vazio e tédio pode fazer você ter surtos ou você pode ter coisas em que não é boa o suficiente como a sociedade desejava que fosse e aí está mais um surto.

Basta um simples momento e não é porque uma pessoa tem mais predisposição a ter uma coisa, que as demais estão imune a ela. 3- ele mostra o depois. Mostra como é para uma pessoa se “adequar” novamente à sociedade depois de tanto tempo sem esse contato com o mundo externo. Mostra o preconceito das pessoas, a curiosidade, a indignação por terem deixa uma “louca” sair do hospício. É lindo ver que se trata de uma luta diária tanto para voltar a ser alguém completo, como para ser alguém na sociedade.

É realmente um livro para a gente conhecer um lado novo e aprender com esse lado.


site: https://www.instagram.com/_pequenabibliotecaria/
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Lais Andrade 05/08/2018

Uma envolvente análise da psique humana
"As cicatrizes não têm personalidade. Não são como a pele da gente: não mostram a idade ou alguma doença, a palidez ou o bronzeado. Não tem poros, pelos ou rugas. São uma espécie de fronha, que protege e esconde o que houver por baixo. Por isso as criamos. Porque temos algo a esconder."

Comecei a ler este livro por causa do "Desafio Literário Rory Gilmore". É de uma série meio teen chamada Gilmore Girls, em que uma das personagens principais éaficionada por livros e, existe na internet, uma lista de todos os livros citados por temporada. Este é um dos primeiros. Eu vi a sinopse e achei curioso.

É sobre uma garota de 18 anos que é diagnosticada como louca, sofrendo de uma doença chamada Borderline. É meio que um transtorno de personalidade, além de manias de ações autodestrutivas, como sexo compulsivo. É um livro autobiográfico, o que o torna mais interessante. Tudo quando real é mais interessante. É lendo esse livro que você se questiona "eu tenho um pouco de loucura? ". Afinal todos temos, não? Eu sabendo dos meus transtornos, isso me tornaria uma louca recuperável, como Susanna... quem sabe? Ela só chegou ao extremo pois a sua loucura transborda mais que os demais, o que levou ela a uma tentativa de "morte prematura", ou suicídio. Mas as loucuras pontilham nossas vidas diagnosticando-nos como projetos de sociopatas, depressivos potenciais, narcisistas loucos, dentre outros. Todos nós temos um punhado de diagnósticos possíveis. Mas o que nos torna sãos é o fato de reconhecermos essas dependências e tentar usar elas em nosso beneficio.

Exemplo: o narcisista que não se reconhece assim torna-se fútil. Mas se você é assim e entende, você é um narcisista recuperável, pois talvez, algum dia, pare de lamber a sua própria imagem. Nossa mente é essa engenhoca mal formada, que nos leva do inferno ao céu sem sairmos do lugar.

Às vezes sentimos coisas, apenas causadas por pensamentos oportunistas negativos que se espreitam em nossas circunvoluções cerebrais como o bicho-papão no armário, esperando só as luzes se apagares para nos engolir vivos. Às vezes sentimos nossa respiração faltar, mas se paramos de pensar, ela normaliza. O problema não está nela, mas sim no nosso tique-taque desajustado que contabiliza todos os nossos sinais vitais.

Eu ri muito com esse livro. Me diverti mesmo. É errado rir de loucos? Talvez seja, mas é o reconhecimento pessoal descrito ali que nos diverte. Em uma das passagens do livro ela diz que as pessoas a perguntam "você morou no hospício? Por que?". E que isso é uma tentativa de descobrir "será que eu também tenho chances de ir parar lá?" Estamos sempre tentando nos entender, dia após dia, sempre nos comparando aos outros e, paradoxalmente, nos recolhendo timidamente em nossos problemas como se fôssemos os únicos no universo a passar por algo como aquilo. Nunca entenderemos. Sempre seremos essa dúvida angustiante que açoita nossas mentes. Incontroláveis e loucos.
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Alexia.Karla 26/06/2018

Honesto e real
Durante toda a leitura tive a sensação de que estava conversando pessoalmente com a Susanah. A narrativa realmente remete a uma história que nos esta sendo contada em uma conversa, com bastante sentimento nas descrições dadas. Sentimentos dos mais variados: confusão, tristeza, alegria...
Uma leitura excelente e muito indicada.
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geleme 30/05/2018

Um livro honesto
A história narra de forma honesta e realista a história da jovem Susanna que aos 18 anos foi internada em um hospício após uma tentativa de suicídio. O livro é um ótimo complemento ao filme, e te faz refletir a própria sanidade.
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