Sobre mães, filhos, esposas e maridos

Sobre mães, filhos, esposas e maridos Wellington S.O.




Resenhas - Sobre mães, filhos, esposas e maridos


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Khrys Anjos 08/12/2015

Um conto real
Nesta estória somos apresentados a Dona Carmem, a mãe possessiva, e seus filhos Vincent e Alicia.

Desde o início podemos ver o quanto ela é apaixonada pelo filho – Paixão não é um sentimento destinado apenas aos casais. A paixão pode ser entre uma mãe e seus filhos, entre amigos, entre uma pessoa e um objeto. Na paixão a mãe cria os filhos para si. No amor ela cria os filhos para a vida.

E esta diferença ficou explícita neste livro. A Carmem criou o Vincent para ser dependente dela. Até mesmo as “festas” de aniversário dele quando criança eram apenas para os dois – o pai nunca estava presente mas isso não seria impedimento para chamar outras pessoas para comemorar.

Após a morte do marido ela passou a ser ainda mais agressiva para lidar com as pessoas. Sempre com uma resposta ríspida na ponta da língua.

E isso não muda quando ela resolve adotar a Alicia pois a paixão foi direcionada também para a filha.

No decorrer da estória vamos sendo conduzidos a conhecer os verdadeiros motivos que a levaram a ser deste jeito: Foi criada pelos avôs que acreditavam que não se deve chorar na frente das pessoas para não demonstrar fraqueza. Casou-se e acabou sofrendo uma grande decepção com o marido. Os dois fatos acarretaram num endurecimento dos sentimentos sobrando espaço apenas para os filhos e sua amiga Lola.

O que achei mais interessante foi o fato de cada capítulo ser narrado por um dos protagonistas. Desta forma temos uma visão mais detalhada dos acontecimentos pois passamos a olhar os fatos através de três pontos de vista.

Podemos acompanhar o desabrochar da vida tanto do Vincent quanto da Alicia. Suas peripécias de crianças, suas descobertas de adolescentes, seus primeiros contatos com a paixão e com o amor, suas dores, suas dúvidas, seus erros e seus acertos.

Esta é o tipo de estória que faz o leitor parar para pensar sobre a própria vida. São tantos acontecimentos semelhantes ao que ocorrem no nosso dia a dia que é como se estivéssemos lendo um diário de alguém bem próximo a nós.

Sempre digo isso: Quem nunca teve uma desavença com a mãe que atire a primeira flor – pedra machuca muito.

Acredito que este é o relacionamento mais difícil que temos que enfrentar. São dois motivos que torna este relacionamento difícil: as mães esquecem que já foram crianças e adolescentes. Os filhos não pensam que no futuro serão os pais e terão que lidar com os próprios filhos.

As mães da época desta estória foram criadas com esta mentalidade de que demonstrar os sentimentos não é aceitável Têm que ser as duronas com coração de pedra. Casavam-se para constituir família e na maioria das vezes sem amar o marido.

Por se sentirem frustradas com o casamento transferiam a afeição exclusivamente para os filhos a ponto de virar obsessão. Elas sufocavam os filhos com a atenção exagerada com a “desculpa” de serem assim por amar demais.

As mães de hoje se casam pelo status de estarem casadas. Para ter uma estabilidade financeira ou por estarem apaixonadas. Enchem seus filhos de presentes mas não são capazes de lhes dar o que qualquer ser humano mais deseja: amor.

São os extremos: Numa época elas asfixiam os filhos de atenção e na outra asfixiam os filhos com a ausência. E este padrão de comportamento também é executado pelos pais.

É claro que isto não é uma regra – graças a Deus – e que muitas mulheres se casam por amor e são capazes de amar seus filhos.

O que as pessoas devem aprender é que não existe isso de amar demais ou amar de menos. Ou ama ou não ama.

O livro é recheado de lições que se forem absorvidas pelos leitores poderão mudar completamente suas vidas.

Temos várias questões para refletir: A não aceitação da opção sexual. O uso de drogas. As brigas sem sentido que abrem fendas na alma. Enterrar o passado para viver o presente. Aprender a mar de verdade.

Confesso que o Wellington conseguiu uma coisa rara: Me fez terminar a leitura com lágrimas nos olhos. A estória nos toca de uma forma tão profunda e o final é de partir o coração.

Nossa vida é tão curta para perdermos tempo com brigas bobas, sendo ríspidos com o outro, não demonstrando nossos sentimentos. E depois tudo o que resta é o arrependimento pelas palavras duras ditas ao outro ou as palavras não ditas.

Não é verdade que não levaremos nada desta vida quando chegar nossa hora de ir ao encontro com Deus. Nós levaremos e seremos responsabilizados por cada sorriso e por cada lágrima que provocamos no outro. Cada dor, cada mágoa, cada gotinha de lágrima será pesada não por Deus mas pela nossa própria consciência. Se foi você a sofrer o que será pesado será sua capacidade de perdoar.

Falar deste tema – família- é realmente andar em areia movediça. Se não tivermos cuidado poderemos ser sugados para o abismo.

E o Wellington conseguiu andar por sobre a areia e nos mostrar um conto de fadas real. Ele nos mostrou o que acontece depois da tão famosa frase: E foram felizes para sempre. Para ver o arco-íris é preciso passar primeiro pela tempestade. E poucos são os privilegiados que podem contemplá-lo.

site: http://minhamontanharussadeemocoes.blogspot.com.br/2013/09/resenha-sobre-maes-filhos-esposas-e.html
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Dani_LJI 15/12/2013

Resenha Sobre Mães, filhos, esposas e maridos
Esse não é um livro qualquer ao meu ponto de vista é um misto de sentimentos que faz a gente refletir sobre como vivemos para família, filhos, maridos, esposas, sobretudo como agimos quando o amor de mãe é maior que qualquer coisa nesse mundo, anulando nós mesmos para vivenciar esse amor, quando digo nós me refiro ás mães que amam incondicionalmente seus filhos.

Carmem é uma mulher resignada a viver única e exclusivamente para seu filho Vincent, seu marido Edgar que praticamente se ausenta de suas vidas, mesmo na gravidez, ele tem uma carreira no Exercito que permite que Carmem e Vincent somente o visse nos finais de semana. Ás vezes nem com isso podem contar, e foi em um dia desses que Carmem passa mal com o bebê ainda pequeno e contado com a própria sorte ela grita por socorro, sua vizinha que mal conhecia que vem ao seu auxilio e salva ambos de uma coisa pior, Lola então liga para emergência e fica com Vicent, enquanto Carmem é levada ao hospital, e lá recebe uma noticia que a sentencia pelo resto da vida, por um descuido após o parto do bebê a equipe médica deixa resíduos de placenta em seu útero, causando uma infecção irreversível causando a remoção do seu útero.

E assim os anos se passam ela completamente sozinha criando Vincent, fazendo de tudo para criá-lo sem a presença de Edgar. Ele cresce sem a presença do pai enfrentando todo o conflito da idade, seu amigo Apolo que Carmem se sente apreensiva com o rumo dessa amizade infantil, mas como toda mãe sua intuição é confirma anos mais tarde.

Wolfgang é um conhecido de seu marido que ela nutriu um ódio mortal, também pudera, ele é totalmente inconveniente com seu jeito asqueroso, seu filho Colin que se assemelha ao pai fisicamente, anos mais tarde fará parte da vida de Carmem. Após a morte repentina de seu marido seu mundo virá de cabeça para baixo, uma revelação chocante a deixa mais ainda abalada, ela sai daquele apartamento que passou anos e anos sozinha com Vincent, e começa uma nova vida, e para esse amor imenso que ela tem dentro de si ela adota Alicia um ano mais nova que Vincent, ela também tem seus conflitos internos, após ser deixada em um orfanato, ela foi traumatizada pela senhora Garland, que a pega para devolvê-la meses depois.


O livro é divido entre a narração dos três personagens principais Carmem, Vincent e Alicia que se torna uma família que tenta ser feliz a medida do possível, outros personagens vão adentrar a historia, conflitando e fazendo a vida deles um misto de sentimentos contraditórios.

Eu não tenho como resumir nessa resenha o que o livro pode representar para quem vai ler, eu poderia contar toda a história, mas é um livro que considero a leitura obrigatória, o autor Wellington é muito detalhista em cada parte do livro e seus personagens, Carmem a mãe lutadora, após anos de solidão se torna uma pessoa fechada, com humor negro a postos a todo momento, ela cria uma barreira após anos de sofrimento ressentido, criando seus filhos severamente.

Nas 428 páginas do livro conhecemos cada personagem no ponto de vista deles, como convivem, os amores, os amigos, as descobertas, medo, desafios e escolhas, sexualidade.

É um livro emocionante preparem os lenços, quando Wellington entrou em contato oferecendo o livro para resenha em parceria com o LJI, eu não fazia idéia do que esperar, o livro de capa simples publicado pela editora Aped, superou todas as minhas expectativas, a riqueza de detalhes, a ambientação da história que não é explicitamente definido no livro, mas que leva você a imaginar que a família típica americana vive.
Não sei se consegui transmitir nessa resenha toda a alma do livro, pois se continuasse a escrever seria bem possível cometer vários spoliers, é um livro que merece ser lido e sentido, por isso recomendo a todos vocês.

Um livro que faz a gente pensar em como levamos a vida, a anulação dos nossos sentimentos, para viver um amor de mãe, esposa, filhos e maridos.
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Wellington S.O. 28/09/2013

RESENHA DE KHRYS ANJOS - BLOG MINHA MONTANHA RUSSA DE EMOÇÕES
Nesta estória somos apresentados a Dona Carmem, a mãe possessiva, e seus filhos Vincent e Alicia.

Desde o início podemos ver o quanto ela é apaixonada pelo filho – Paixão não é um sentimento destinado apenas aos casais. A paixão pode ser entre uma mãe e seus filhos, entre amigos, entre uma pessoa e um objeto. Na paixão a mãe cria os filhos para si. No amor ela cria os filhos para a vida.

E esta diferença ficou explícita neste livro. A Carmem criou o Vincent para ser dependente dela. Até mesmo as “festas” de aniversário dele quando criança eram apenas para os dois – o pai nunca estava presente mas isso não seria impedimento para chamar outras pessoas para comemorar.

Após a morte do marido ela passou a ser ainda mais agressiva para lidar com as pessoas. Sempre com uma resposta ríspida na ponta da língua.

E isso não muda quando ela resolve adotar a Alicia pois a paixão foi direcionada também para a filha.

No decorrer da estória vamos sendo conduzidos a conhecer os verdadeiros motivos que a levaram a ser deste jeito: Foi criada pelos avôs que acreditavam que não se deve chorar na frente das pessoas para não demonstrar fraqueza. Casou-se e acabou sofrendo uma grande decepção com o marido. Os dois fatos acarretaram num endurecimento dos sentimentos sobrando espaço apenas para os filhos e sua amiga Lola.

O que achei mais interessante foi o fato de cada capítulo ser narrado por um dos protagonistas. Desta forma temos uma visão mais detalhada dos acontecimentos pois passamos a olhar os fatos através de três pontos de vista.

Podemos acompanhar o desabrochar da vida tanto do Vincent quanto da Alicia. Suas peripécias de crianças, suas descobertas de adolescentes, seus primeiros contatos com a paixão e com o amor, suas dores, suas dúvidas, seus erros e seus acertos.

Esta é o tipo de estória que faz o leitor parar para pensar sobre a própria vida. São tantos acontecimentos semelhantes ao que ocorrem no nosso dia a dia que é como se estivéssemos lendo um diário de alguém bem próximo a nós.

Sempre digo isso: Quem nunca teve uma desavença com a mãe que atire a primeira flor – pedra machuca muito.

Acredito que este é o relacionamento mais difícil que temos que enfrentar. São dois motivos que torna este relacionamento difícil: as mães esquecem que já foram crianças e adolescentes. Os filhos não pensam que no futuro serão os pais e terão que lidar com os próprios filhos.

As mães da época desta estória foram criadas com esta mentalidade de que demonstrar os sentimentos não é aceitável Têm que ser as duronas com coração de pedra. Casavam-se para constituir família e na maioria das vezes sem amar o marido.

Por se sentirem frustradas com o casamento transferiam a afeição exclusivamente para os filhos a ponto de virar obsessão. Elas sufocavam os filhos com a atenção exagerada com a “desculpa” de serem assim por amar demais.

As mães de hoje se casam pelo status de estarem casadas. Para ter uma estabilidade financeira ou por estarem apaixonadas. Enchem seus filhos de presentes mas não são capazes de lhes dar o que qualquer ser humano mais deseja: amor.

São os extremos: Numa época elas asfixiam os filhos de atenção e na outra asfixiam os filhos com a ausência. E este padrão de comportamento também é executado pelos pais.

É claro que isto não é uma regra – graças a Deus – e que muitas mulheres se casam por amor e são capazes de amar seus filhos.

O que as pessoas devem aprender é que não existe isso de amar demais ou amar de menos. Ou ama ou não ama.

O livro é recheado de lições que se forem absorvidas pelos leitores poderão mudar completamente suas vidas.

Temos várias questões para refletir: A não aceitação da opção sexual. O uso de drogas. As brigas sem sentido que abrem fendas na alma. Enterrar o passado para viver o presente. Aprender a mar de verdade.

Confesso que o Wellington conseguiu uma coisa rara: Me fez terminar a leitura com lágrimas nos olhos. A estória nos toca de uma forma tão profunda e o final é de partir o coração.

Nossa vida é tão curta para perdermos tempo com brigas bobas, sendo ríspidos com o outro, não demonstrando nossos sentimentos. E depois tudo o que resta é o arrependimento pelas palavras duras ditas ao outro ou as palavras não ditas.

Não é verdade que não levaremos nada desta vida quando chegar nossa hora de ir ao encontro com Deus. Nós levaremos e seremos responsabilizados por cada sorriso e por cada lágrima que provocamos no outro. Cada dor, cada mágoa, cada gotinha de lágrima será pesada não por Deus mas pela nossa própria consciência. Se foi você a sofrer o que será pesado será sua capacidade de perdoar.

Falar deste tema – família- é realmente andar em areia movediça. Se não tivermos cuidado poderemos ser sugados para o abismo.

E o Wellington conseguiu andar por sobre a areia e nos mostrar um conto de fadas real. Ele nos mostrou o que acontece depois da tão famosa frase: E foram felizes para sempre. Para ver o arco-íris é preciso passar primeiro pela tempestade. E poucos são os privilegiados que podem contemplá-lo.

site: http://minhamontanharussadeemocoes.blogspot.com.br/2013/09/resenha-sobre-maes-filhos-esposas-e.html
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