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Where'd You Go, Bernadette Maria Semple




Resenhas - Where'd You Go, Bernadette


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bendtherules 10/05/2021

well, it was not very enjoyable...the history was boring tbh, i just finished bc i didn't wanna to give up on it, but i was reading in 2.5x just waiting for it to end.
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Dri Ornellas 25/01/2020

Cade você, Bernadette? não foi nada do que eu esperava em muitos sentidos. O livro foi lançado há alguns anos, durante o auge dos vídeos no You tube sobre livros, no momento em que eles estavam se consolidando. E lembro que absolutamente todos os booktubers estavam o resenhando e sendo unânimes sobre ele ser super engraçado. Eu não vi em momento algum essa graça: ele é leve e tem algumas situações cômicas, mas isso não necessariamente faz gargalhar. O título também engana porque passa a ideia de que a história será em torno da procura por uma pessoa. O que não é real, já que apenas depois de mais da metade do livro a pergunta do título se torna necessária.

A história é sobre Bernadette, uma arquiteta considerada um gênio que mora em Seattle com a filha e o marido workaholic que trabalha na Microsoft. Ambos são muito bem sucedidos em suas profissões, ou Bernadette era pois ela, misteriosamente, para de trabalhar. A filha Bee, estuda em uma escola particular de classe alta e também é super inteligente. Parece uma vida perfeita, mas não é assim para Bernadette que nunca se adaptou à Seattle e ao modo de vida de ser apenas uma mãe de classe média. O apenas usado não significa menosprezo ao se fazer mãe, mas que ela não fica satisfeita tendo apenas essa identidade. Ser mãe poderia ser uma somatório para quem Bernadette era e uma definição. Ela é perpetuamente hostilizada pela vizinhança por não participar dos eventos sociais da comunidade e da escola, mas não liga para isso e não tenta se moldar ao que seria desejado dela. Assim, a imagem que a vizinhança tem é de uma pessoa arrogante e que se considera melhor do que as pessoas da pequena Seattle.

Quando a filha Bee cobra dos pais uma viagem à Antartida que eles prometeram casa ela fosse bem na escola, eles se veem sem ter como negar e o estresse para a viagem é o motor de toda a mudança que acontece na vida de Bernadette e o motor da história. Eu poderia dizer que é o gatilho de estresse dela, mas isso seria entrar na linguagem de doença e disturbio mental do discurso que o livro/filme foi vendido. O mesmo discurso usado pelo marido dela e o mesmo discurso facilmente usado hoje para qualquer sentimento ou comportamento um pouquinho fora do padrão, que não entendemos ou que não gostamos, tanto em nós quanto nos outros.

Bem, essa é o mote de Cade você, Bernadette?: uma mulher que trabalhava criando coisas, que se muda para uma cidade pequena e não se adapta ao roteiro da vida que ela deveria desempenhar. E aqui não nenhum tom de autocomiseração ou ressentimento, porque Bernadette não é uma pessoa amargurada ou que tenta fazer qualquer coisa para caber ali. Ela segue sendo ela mesma e segue vivendo. O grande problema acontece porque as pessoas em seu entorno não querem que ela seja ela, mas que se adeque: a vizinha quer que ela participe e dê atenção às suas reclamações e o marido quer que ela não externalize nenhum problema que venha chamar atenção. E, se ela não se adapta, é porque há algo errado com ela. E essa foi a perspectiva de venda do livro e filme: uma pessoa que tem agorafobia e transtorno de ansiedade com problemas de adaptação (sendo que Bernadette e a filha são as únicas pessoas razoáveis e estáveis, tanto no livro quanto no filme).

A grande virada na vida de Bernadette foi o nascimento de sua filha, que foi um bebê planejado e nasceu após uma série de abortos espontâneos. Agora, vem spoiler. Bee nasceu prematura e com um problema no coração. Com isso, Bernadette fez a promessa que se sua filha sobrevivesse, nunca mais trabalharia. Para ela, isso era o maior sacrifício de sua vida, pois seu trabalho não era apenas sua renda, mas seu jeito de viver, seu modo de se expressar e a base formadora de sua identidade. É a partir dai que se desenrolou os problemas de Bernadette que culminaram nos eventos do livro. Por ela parar de trabalhar, teve que passar a viver uma vida incompleta e tentando ser alguém que ela não era, ela perdeu sua identidade. Isso é bem sintomático para o nosso contexto social atual: transformamos em diagnóstico mental o conjunto de comportamentos resultantes de algum conflito interno que não conseguimos lidar ou resolver. Vivemos em uma geração que trata superficialmente os sentimentos e atitudes (e isso fica muito claro na intervenção que a personagem sofre que conta inclusive com a participação de uma psicóloga que narra, em detalhes, todos os últimos acontecimentos mas que, sem o contexto, perdem totalmente o seu significado real) e tenta desesperadamente colocá-los dentro de caixinhas com rótulo de algum distúrbio ou problema mental. Não que eles não existam, mas o livro e filme foram vendidos como tendo uma personagem com distúrbios mentais e problemas sociais e ele mesmo mostra que ela não tem. Serve então, no mínimo, para refletir essa patalogização da vida.

(Um ps: não saber ou conseguir lidar ou resolver um conflito não é um erro, não é incapacidade de qualquer tipo, é só parte do processo. Só destacando para não parecer que isso é algo negativo ou alguma espécie de crítica. Até porque senta lá, Claudia, para eu dar minha listinha de conflitos internos que não consigo resolver, mas na verdade NEM TENHO QUE, né?)

O livro não me agradou muito. Por ser em forma de cartas, achei cansativo. O filme é quase igual ao livro, mas sem as partes chatas e com pequenas modificações, conseguiu pegar a essência da história e personagens e o resultado é ótimo. O filme, definitivamente, é muito melhor que o livro. E a escolha de Cate Blanchett foi excelente! Acho que nenhuma outra atriz poderia ser Bernadette!!

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Helena Frenzel 17/09/2013

Apenas um comentário
História relativamente bem costurada, leitura fluída e que não exige muito esforço do leitor. Boa opção para entretenimento produtivo. Gostei!
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20/05/2015

A história é contada através de e-mails, cartas, relatórios do FBI e artigos que foram coletados pela Bee, a filha da Bernadette que desapareceu repentinamente na véspera de natal. Bee tem certeza absoluta de que sua mãe não fugiu, não importa o que digam, e por isso resolve investigar e ir buscar sua mãe aonde quer que ela esteja.

Por ter essa narrativa diferente, é muito legal você ir juntando as peças para tentar entender o que estava acontecendo antes do desaparecimento da protagonista.

É uma sátira sobre o mundo superficial em que vivemos (sendo a Audrey, a vizinha, um bom exemplo disso). Nele você vai encontrar temas bem atuais, como depressão, ansiedade, fobia social e traição. A Bernadette, que não quer fazer parte desse universo, se isola de tudo e de todos por não ter a mínima vontade de interagir com as pessoas. Ela é esquisita sim, mas é engraçada, sarcástica e inteligentíssima. O problema é que ela não possui filtros para lidar com outros seres humanos.

O legal desse livro é ler justamente sem saber muito a respeito para não estragar a surpresa. Li sem saber nada a respeito e acredito que isso contribuiu muito e atiçou a minha curiosidade.
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Lili 10/07/2016

Chick-lit de qualidade!
Gostei bastante deste livro! A forma como a autora escolheu narrar, quase que totalmente por meio de cartas, bilhetes e e-mails foi interessante e não ficou cansativa ao longo da história. O livro é muito leve e a escrita é muito gostosa.

Acho que o final poderia ter se desenvolvido um pouco mais. Além disso, algumas escolhas da autora não me agradaram muito. Não vou comentar nada para não dar spoiler, mas é isso. Nada que tenha tornado o livro ruim, mas por isso ele perdeu a quinta estrelinha. =)

Recomendo para quem gosta de chick-lit e quer alguns dias (ou talvez horas) de diversão descompromissada.
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Dayana 16/02/2022

A historia demora um pouco a acontecer, e o título realmente começa a fazer sentido apenas na metade do livro, mas é uma leitura leve que flui com tranquilidade.
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