Salem

Salem Stephen King
Stephen King




Resenhas - Salem


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Arthur.Sampaio 05/06/2018

Ótimo livro para conhecer King
2o livro que publicou na carreira, King mostra seu talento para construir personagens cativantes e criar situações tensas, que deixam o leitor com o coração na boca. Kurt Barlow é um vilão memorável, sádico e cruel.
É um ótimo livro, com leitura fluida, mesmo lhe faltando a maturidade que existe em Pet Sematary, O Iluminado e It. Uma homenagem de King a Bram Stoker (Drácula) e Shirley Jackson (A Maldição da casa da Colina).
Para quem quer começar a ler a bibliografia desse grande escritor, 'Salem é um ótimo inicio.
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Kinha Fonteneles 31/05/2018

“SE ELE SABIA O QUE ERA A MORTE? CLARO. ERA QUANDO OS MONSTROS TE PEGAVAM.”
"A pacata cidade de Salem, localizada no condado de Essex em Massachusetts nos Estados Unidos, é cenário comum encontrado nas tramas de suspense e terror tanto na esfera literária quanto na cinematográfica. Tal fato ocorre, porque Salem é envolta em mistérios e superstições, além de ser palco do mais famoso tribunal de inquisição já visto em toda história política mundial.

E foi com essa premissa histórica, que o mestre do terror Stephen King, escreveu “‘Salem”; um romance – que não é bem um romance – cheio de mistério, medos, suspense e muita, muita adrenalina. É… queridos booklanders, vocês acreditam em vampiros?

No verão de 1975, o escritor Ben Mears chegava na sossegada cidade de Jerusalem’s Lot, ou popularmente conhecida com ‘salem. Ele tinha contas a acertar consigo mesmo, e precisava desse respaldo para poder se [re]encontrar. Nas coincidências da vida, na mesma época, chegavam também à cidade o menino Mark, garoto inteligente, sagaz e dotado de uma sabedoria genuína para a sua idade; e o misterioso Mr. Barlow.

Mr. Barlow chegou acompanhado do seu fiel escudeiro, o senhor Straker. E para deixar tudo bem mais enigmático, a dupla resolveu comprar a casa Marsten, que estava fechada e abandonada desde que seus antigos donos foram encontrados mortos de maneira sórdida e cruel. Aliás, tal casa, era o ponto de incômodo da cidade. A atmosfera que ali pairava era tão sobrenatural, que quando Straker chegou para fazer as negociatas, ninguém acreditou que era mesmo na casa do massacre que eles iriam ficar.

No meio do caminho conhecemos Susan Nortan: Garota bonita cujo sonho era sair o mais rápido de Jerusalem’s Lot. E sua amizade à primeira vista com o escritor Ben só lhe dá mais esperanças e certezas que é isso mesmo que ela deve fazer, afinal, ‘salem estava se tornando pequena e sufocante demais para os sonhos da jovem.

Além de Susan, outro morador que nos é apresentado com bastante afinco, é Matt. Um professor de literatura do ensino fundamental que já poderia ter se aposentado, mas que via no ensino e no conhecimento uma maneira de manter-se são e vivo. E por último, temos o jovem e simpático médico Dr. Jimmy Cody, e o frustrado e alcoólatra padre Callahan.

Jerusalem’s Lot tinha tudo para ser uma cidade calma e tranquila. Apenas dois fatos manchavam seu passado; o já mencionado massacre da/na casa Marsten e o grande incêndio que quase tirou a cidade do mapa em 1951. Mas a chegada dos novos habitantes trouxe muito mais que mistério para ‘salem. Um cachorro e um garoto são encontrados mortos. E os moradores são acometidos por uma doença rara e sem solução. E assim, um a um, cada pessoa da cidade passa a ser vítima de algo muito maligno.

“’Salem” foi escrita de maneira muito peculiar. A começar pelo título que tem um apóstrofo antecedendo a palavra, como que se para pronunciá-la precisássemos de instantes de silêncio em forma de respeito. Escrito em terceira pessoa, King nos apresenta mais de vinte personagens que ora são essenciais na obra, ora somem como se não deixassem vestígios. E daí, voltam, como mortos das catacumbas.

Além disso, ele é dividido em prólogo, parte I, II e III e epílogo. O que torna a introdução e o desfecho algo que se unem de maneira singular. Assim, quando necessário, o leitor precisa voltar ao começo para tentar entender o que e com quem está acontecendo tal coisa. Parece difícil, e no começo talvez o seja mesmo. Mas quando a narrativa se desenlaça de vez, fica impossível parar. Somos acometidos de uma curiosidade quase mórbida e sombria. E mais e mais, vamos adentrando nesse mistério.

Há, no entanto, pequenos revezes. Quiçá, na hora da tradução, alguns termos ficaram pairando sem sentido na obra. Bem como erros são encontrados. Principalmente erros de continuidade. As horas são colocadas de maneira esquisita e em um mesmo parágrafo temos “11:30” e “23:30”, como horário referente ao almoço. É claro, que se estamos acompanhando a narrativa com afinco, percebemos que isso é um erro grotesco e deixamos passar, mas para um leitor mais distraído, pode ser que gere certa confusão.

Especialista em realocar seus personagens, King também introduz nesta obra a história do padre Callahan, personagem que vai aparecer tempos depois na saga “A Torre Negra.” Então, para quem curte saber os históricos, essa obra é uma ótima pedida. A cidade de Jerusalem’s Lot também volta a ser mencionada em mais dois livros: “O cemitério” e “Zona Morta”.

“’Salem” foi o segundo livro lançado pelo autor. No entanto, anteriormente havia sido lançado como “A hora do vampiro”. Além disso, essa é uma obra assumidamente inspirada no “Drácula” de Bran Stoker, e também deu origem ao filme “Os vampiros de Salem”. Sua mudança de nome foi feita em 2013, na sua segunda edição. E em 2017, depois da febre “It- A coisa”, “’Salem” (da Editora Suma das Letras) foi um dos livros mais vendidos – do autor – na Bienal do livro.

A narrativa começa com um suspense e se desenrola em um terror dos bons. Não é um livro para quem tem pressa. Na verdade, temos que ir bebendo suas palavras. Avançando nos acontecimentos junto com seus personagens. É uma leitura para quem não quer deixar os clássicos vampirescos se perderem."

** Resenha originalmente publicada na Revista Woo! Magazine (19/01/2018)

site: http://woomagazine.com.br/resenha-salem-de-stephen-king/
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Ale Raposo 11/01/2018

Tenho ressaca literária até hoje!
Que livro incrível!A história é envolvente,a trama dos personagens te prende e te faz torcer por eles.E o final...me surpreendeu!
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Camys 19/12/2017

Redescobrindo Salém
Eu reli Salém por causa da Torre Negra e foi ótimo ler essa história com um pouco mais de maturidade. Acho que o Stephen King soube trabalhar esse tema que já é muito batido de forma excepcional. A história prende a atenção.
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Cássio Costa 15/12/2017

A noite já vem
Mesmo sendo um tema tão batido, vampiros, eles sempre dão conta do recado, destilando o pavor e sugando nossa coragem. Cresci ouvindo que tudo não passa de lendas, mas king nos mostra uma história tão viva, que nos deixar a pensar se de fato existe ou não em nosso mundo seres tão terrível e inescrupulosos por aí. .. e que poderia ter acontecido em qualquer cidadezinha, alimentando nossa fértil imaginação. Sem dúvidas, esse é um livro assustador. Terrivelmente cruel, romanceadamente contado e metodicamente elaborado. Os personagens são cativantes, as tramas são curtas, o texto é fácil e a escrita é ótima.Tudo contribui para o medo, para a constatação da morte iminente, pois quando a noite chega ela trás as trevas querendo dominar, trás os mortos querendo seu sangue, trás o terror. Deste modo as mortes vêm com a noite, com o horror da madrugada, com o pânico da escuridão que é densa, espectral, fria e perscrutadora. A noite já vem e com ela a hora do vampiro.
Leonardo.Rudes 18/03/2018minha estante
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Cássio Costa 19/03/2018minha estante
Stephen King provoca isso mesmo indefiniteness




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Jay(@leia__me) 06/11/2017

SALEM. melhor livro de vampiro que já li.

A história envolve 3 personagens principais.
O primeiro e um escritor bem reconhecido chamado: Ben Mears, ele irá voltar a sua cidade natal (Jerusalem's Lot) depois de muito tempo, com o objetivo de confrontar seu medo de infância, e terminar seu livro isso seria uma forma de "Exorcizar seus demônios"
🦇.
O 2° personagem e um garoto chamado: Mark Petrie, ele vai ter uma participação muito especial no livro, ele tem uma forma bem peculiar de lhe dá com com seus medos, e tem uma paixão por monstros clássicos.
🦇 .
O 3° e o Sr: Barlow que e um estrangeiros que chegou de uma forma misteriosa em Salem com seu sócio, ele vai ocupar uma casa que e considerada assombrada pelos moradores, lá aconteceu um evento bizarro.
.
Com a chegada dos novos forasteiros coisas estranhas começam acontecer, como mortes, desaparecimentos, e ninguém sabe o porque daquilo. .

5/5★☆★☆★
-No decorrer da história vamos descobrir do que se trata tais coisas, com vários personagens, King vai descrevendo gradualmente todos os ocorridos, e envolvendo mais personagens na história. -A história vai ficando assustadora quando ele começa a contar os medos e vida das pessoas; o clima o cheiro, as sensações envolve muito. Vocês vão gostar muito, porque e muito envolvente mesmo, com muito mistério pra descobrir. Eu amei esse clássico e recomendo

site: https://www.instagram.com/leia__me/
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Aletheia (@almaletrada) 03/11/2017

O ano é 1975, o escritor é Stephen King e o livro é Salem, segunda obra do autor escrita antes dos 30 anos. Considero um trabalho ambicioso para um autor tão jovem mas, King já mostra, com maestria, o grande nome da literatura que se tornará. A escrita do autor é bem detalhada e, até quase metade do livro, você não sabe qual o tipo de monstro que vai surgir (se a editora não tivesse estragado a surpresa e dado um super SPOILER na capa do livro né!?!?!? ??)
O enredo se passa em Jerusalem's Lot, cidade fictícia criada pelo autor que terá como principal referência a casa Marsten, onde ocorreram eventos sangrentos no passado que assustam a todos no lugar. Ben Mears, um escritor que morou em Salem quando criança, retorna à cidade para escrever seu novo livro e lidar com alguns traumas do passado ligados à mansão. Lá conhece Susan Norton e começam uma amizade que se transformará em algo mais sério. Nessa mesma época, dois estranhos moradores, Barlow e Straker se mudam para a mansão Marsten, causando choque e deixando a população intrigada. Começam a acontecer sumiços, mortes, desaparecimento de corpos e uma estranha doença que se alastra na cidade, gerando desconfiança e curiosidade. Um time de investigadores inusitado surge no lugar. Formado por uma criança, um escritor, um médico, um professor e um padre, esse grupo tentará entender e combater esse mal que está se proliferando na cidade. Famílias se despedaçam, amores acabam e, aos sobreviventes resta a fuga, mas não será tão fácil. Personagens bem construídos, narrativa detalhada e a tensão do jeito King de escrever nos transporta para dentro da obra, onde nos sentimos mais participantes do que telespectadores. Todas as sensações descritas são sentidas com muita verossimilhança. O resgate do vampiro clássico, sem enfeites e sem frescura é o ponto alto de toda a trama. Recomendo essa leitura, vale cada página e para quem gosta do gênero é uma leitura obrigatória.
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thais.moore 12/10/2017

Bom
#HoradePerderoMedo

Segundo livro escrito pelo mestre ( o primeiro foi Carrie) , Salem é um livro bom de se ler, muito bem ambientado e com descricoes muito bem feitas da terrivel ameaca que paira sobre a pacata cidade.

Ben é um escritor que decide voltar a cidade em que viveu quando pequeno, pra exorcizar seus medos e escrever um.novo livro. Chegando la ele conhece a linda Susan e ja se encanta por ela. Quase ao mesmo tempo q Ben, chega a cidade 2 misteriosos homens que passam a morar na grande casa Marsten, uma casa q no passado foi assombrada e muitos acreditam que ela é ate hoje. Com a chegada desses visitantes, muitas coisas estranhas comecam a acontecer e Ben juntamente com.alguns amigos comecam a investigar pra tentar salvar a cidade de seu terrivel destino.

Na pacata cidade vive tbm.um.garotinho esperto chamado Mike , que nao tem medo de monstros e enfrenta com coragem todos os seus medos.

Salem é um livro facil de se ler, King no seu segundo livro ja mostrava ao q veio. A leitura flui rapidamente e mesmo so quase na metade do livro termos a revelação do que esta assombrando a cidade, o livro nao perde o interesse ( ate pq os titulos anteriores ja nos deixam saber do q se trata rs). Tirei algumas estrelas pq nao consegui ver nada de novo e impressionante na historia e o final nao achei que foi bom, faltou um final mais explicativo e elaborado. Achei o final sem graça.

Recomendo Salem pra quem quer iniciar com a leitura do mestre.
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Israel Miranda 04/10/2017

O jovem Rei
Em seu segundo livro lançado, escrito antes dos 30 anos, King já da pistas do grande nome da literatura que se tornaria. Sem pressa, o escritor mergulha na vida de uma cidadezinha do interior do Maine, radiografando todo um leque de personagens.

O inimigo só vai aparecer mais a frente, mas não se preocupe que a prosa de King não tem nada de chata e a história se torna progressivamente mais envolvente.

Um trabalho ambicioso e corajoso pra um escritor "iniciante". Um ótimo livro sobre vampiros que hoje já atingiu o status de clássico. Imperdível para fãs de terror.
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Vica 05/09/2017

Fantástico!
Não tem outra palavra que descreva melhor este livro! FANTÁSTICO! Como fã de carteirinha de King, talvez eu seja suspeita pra falar da narrativa do autor, mas da primeira frase até a última estive completamente envolvida na história e desesperada para saber o quê aconteceria! Li outros 5 livros do autor (Joyland, It A Coisa, O Iluminado, Misery e Carrie) e este foi o primeiro que me deu medo ao ponto de eu ter que interromper a leitura para conseguir dormir! hahahah
Nunca havia lido nada sobre vampiros (somente Nosferatu do Joe Hill, que aborda com pinceladas as criaturas vampirescas) e por isso fiquei absurdamente abismada com cada nova descoberta acerca destes. Fãs de Drácula costumam dizer que A Hora do Vampiro é parecido demais com a obra de Bram Stoker, e, sobre isso, não tenho como opinar, por não ter lido o primeiro. Entretanto, aos meus olhos, A Hora Do Vampiro é um livro incrível, de terror clássico e cheio de reviravoltas e cenas muito empolgantes! Stephen King é genial e estou cada vez mais apaixonada pelos livros dele!
Esdras 05/09/2017minha estante
Ainda não li esse, mas quero muito! ^^


Renan Martins 22/09/2017minha estante
Poxa, Vi, eu nunca li por ver resenhas cagando nesse livro. Porém, confio no seu senso crítico; vou ler por causa de você. Valeu




AmadosLivros 15/08/2017

Esse foi o segundo livro lançado do mestre Stephen King, Salem’s Lot é de 1975 e foi lançado no Brasil inicialmente como “A Hora do Vampiro”. Inspirado pelo clássico de Bram Stroker. Temos aqui um livro que me fez querer dormir abraçada a um crucifixo e tomar banho com alho.

A história começa nos apresentando um homem e um garoto, sem qualquer parentesco, mas que vivem juntos e fugindo mediante a sombra de um grande trauma no passado.

O livro então começa a nos apresentar aos personagens e a pequena cidade de Salem’s Lot na Nova Inglaterra, uma cidadezinha pequena e tranqüila. Até que três forasteiros - Ben Mears, um escritor que viveu na cidade quando criança, Mark Petrie, um menino alvo de bullying e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade- aparecem e perturbam a tranqüilidade da cidade.

Desaparecimentos, mortes e casos inexplicáveis começam pouco a pouco a levar alguns personagens a beira da loucura. Famílias se despedaçam, amores acabam, e, aos sobreviventes resta a fuga, mas é claro que não é tão fácil assim.

Um dos livros mais interessantes que já li sobre vampiros, e um dos livros com monstros não-humanos que me deu medo. Tendo em vista o quanto eu me assusto mais com os humanos que os monstros, posso dizer que considero esse um excelente livro. E se você gosta de sentir arrepios enquanto lê, esse é o livro pra você.

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2016/05/livro-salem.html
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Henrique.Oliveira 29/07/2017

Vale a pena
Quando li as reviews desse livro, colocado por muitos como um dos melhores de King, minha expectativa foi lá em cima.

A primeira metade do livro é sensacional. King escreve muito bem a parte de ambientação e construção da tensão. Fiquei muito preso e curioso para saber do que se tratava - e realmente, o início é de arrepiar.

A partir da segunda metade, o livro perde um pouco do suspense e passa a adquirir uma característica mais relacionada a aventura. Este, na minha opinião, foi um fator que tirou um pouco a emoção da obra.

Eu acredito que um pouco disso se deve ao fato de o livro ser um pouco antigo (foi escrito em 1975), portanto, naquela época, vampiros deveriam ser uma pauta menos comum em enredos. Na época em que foi escrito, provavelmente as histórias relacionadas a este tema deveriam ser mais assustadoras e envolventes do que são hoje, visto a vasta quantidade de conteúdo parecido disponível. Essa característica torna a obra um pouco mais difícil de ser apreciada nos tempos mais modernos, considerando que estamos expostos a muitos conteúdos semelhantes em livros, séries e filmes.

De uma forma geral, vale muito a pena ler este livro. Minha nota é 4, pois o livro começa excelente, perde um pouco da intensidade na metade porém retoma muito bem no final.
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Gilberto 18/07/2017minha estante
Olá Bê. Aprendi uma coisa antes de comprar qualquer livro: saber a opinião alheia. Sabe, eu sou um fã do Stephen, mas, como aconteceu com você em "Salem", eu acho a escrita extremamente cansativa. Me decepcionei muito com Under The Dome e abandonei "o fenômeno" It- A Coisa pela metade, por imesse mesmo motivo. Estava prestes a comprar esse livro, mas sua resenha me fez pensar melhor e vou deixar mais pra frente... Quando li "Salem", também me animei, BRUXAS. Mas sua santa resenha me trouxe a luz. Obrigado!


Gilberto 18/07/2017minha estante
Olá Bê. Aprendi uma coisa antes de comprar qualquer livro: saber a opinião alheia. Sabe, eu sou um fã do Stephen, mas, como aconteceu com você em "Salem", eu acho a escrita extremamente cansativa. Me decepcionei muito com Under The Dome e abandonei "o fenômeno" It- A Coisa pela metade, por imesse mesmo motivo. Estava prestes a comprar esse livro, mas sua resenha me fez pensar melhor e vou deixar mais pra frente... Quando li "Salem", também me animei, BRUXAS. Mas sua santa resenha me trouxe a luz. Obrigado!


geo 15/09/2017minha estante
Já li mais de 40 livros do King e esse livro é o mais fraco. De bom como o Buick 8 até excelentes como It, Á Espera de um Milagre, Saco de Ossos, Cemitério, O Iluminado, Revival,, a Trilogia Bill Hodges, 11/1963, Sob a Redoma, Duma Key, etc.
Este livro não me deu tesão. O personagem principal confuso. O menino é mais esperto que ele.
Não se trouxe nada de novo. Seguiu a tradição de vampiros.
O conto Jerusalem's Lot do livro Sombras da Noite é melhor que essa história. Não sei. Não consegui gostar da história. Dou 3 estrelas pra fazer favor. Decepcionou-me. Espero que o personagem do padre Callahan seja melhor explorado em Lobos de Calla.




Paulo 14/07/2017

Salem é o segundo romance publicado por Stephen King e é mais uma leitura diferente do padrão que estamos acostumados a ler em seus romances. Na verdade, Salem é uma grande homenagem de King a Bram Stoker e uma modernização do mito do Drácula. Todos os elementos típicos da obra de Bram Stoker estão presentes ali: o conde antigo e extremamente elegante, a mocinha pró-ativa (parecida com Mina Harker), o homem apaixonado que tem seu amor destruído pela maldição do vampiro.

O que eu achei diferente foi a Casa Marsten. King pegou um pouco do tema da mansão assombrada e inseriu na história. Dentro desta mansão aconteceram inúmeros assassinatos que contribuíram para formar uma aura maligna ao redor da casa. Aliás, outro conceito retirado de histórias do século XIX: o miasma. Miasma seria uma energia ruim que cercaria lugares assombrados ou onde teriam acontecido coisas trágicas formando um acúmulo de energia negativa. Essa energia negativa proporcionaria o aparecimento de outras criaturas malignas.

Algumas características do vampiro de Bram Stoker ainda estão presentes: a necessidade de um caixão forrado com terra de cemitério, a necessidade de acreditar nos símbolos de expulsão dos vampiros para que eles sejam afetados. Outros elementos são mais modernos como o fato de o vampiro não poder sair à luz do dia.

Eu senti no garoto Mark Petrie um pouco do próprio Stephen King. Um menino ativo e curioso que gosta de histórias de terror. Se espanta sim com os acontecimentos de sua cidade, mas busca resolver a situação ao invés de apenas ficar assustado. Aliás, ele vai ser o companheiro ideal de Ben Mears no final da história. No caso, King faz uma inversão do estereótipo do garotinho assustado, apresentando algo diferente. Ele já havia feito isso em Carrie quando apresentou o estereótipo do jogador de futebol americano que teoricamente seria um bully e um idiota, como uma pessoa inteligente e sensível. Aqui novamente ele apronta essa com Mark Petrie.

Já Ben Mears tem muito do Jonathan Harker. Ele sofre pela perda de sua amada e faz de tudo para eliminar o vampiro. Às vezes chega a ser irracional como na cena em que ele invade o porão e perde um companheiro por conta de sua obsessão. Diga-se de passagem, antes de existir George R. R. Martin e seu fetiche por matar personagens, havia Stephen King. Então… cuidado… não se apegue demais. O seu personagem querido pode ser morto rapidamente pela horda de vampiros que assola Salem.

A construção da cidade é muito interessante. Começa a aparecer aqui (ou ele teve mais espaço criativo para isso) a habilidade de King de construir ambientações interessantes. Podemos imaginar perfeitamente a cidade a partir das descrições feitas pelo autor. Desde a estalagem onde no térreo as pessoas ficam para beber até a loja de móveis usados administrada pelo Senhor Barlow. Tudo é descrito de forma pormenorizada. Essa característica do autor de descrever demais os elementos incomoda alguns leitores que alegam uma ausência de liberdade imaginativa para o leitor. A mim não me incomoda: muito pelo contrário, fornece mais realismo àquilo que está sendo apresentado.

Os elementos de mistério e terror estão presentes a todo o momento, mas se concentram mais na primeira metade da história. Acho que um dos grandes defeitos da história foi apresentar o vilão na metade do desenvolvimento da trama. A segunda metade da história possui uma noção mais de perigo e iminência do que de pavor. O terror estava no desconhecido; estava em não saber que tipo de inimigo estava sendo enfrentado. Quando o vilão foi revelado a história perdeu um pouco de seu impacto. O final da história me pareceu um episódio de Walking Dead só que com vampiros. Foi um final legal, mas menos interessante do que eu esperava.

Outro elemento interessante da escrita de King que aparece claramente na história é sua capacidade de escrever sobre o homem comum. Até o romance do bêbado inveterado que frequenta a estalagem com a dona é descrito. Vemos este amor que parecia ser de via única se revelar ser correspondido ao final da história. Lógico que o final do casal é trágico, mas não deixa de revelar a preocupação de King mesmo com os personagens secundários. Aliás, isso é algo que nas adaptações de histórias do King feitas para a TV não conseguimos ver (isso é assunto para outra postagem).

Não gostei também do fato de o Senhor Barslow não ser tão sedutor quanto o Drácula de Bram Stoker. O que o tornava icônico era a sua aura de sensualidade que conseguia atrair as mulheres. Lucy ficou encantada com sua beleza imortal e, por isso, tornou-se um vampiro. Stoker trabalhou com a noção de liberar os instintos mais primitivos do interior do homem. Barslow é um monstro. É diferente do atraente Drácula.

Salem é uma boa leitura. O spoiler dado na edição brasileira sobre o que era o vilão da história quebrou metade da graça. Mas, mesmo assim é uma excelente obra de terror que ao final da história ganha uma violência e uma iminência viscerais. Algumas cenas são absolutamente gore: o cara morrendo com espetos atravessando o corpo é muito legal (leiam a cena para vocês entenderem do que estou falando).

site: www.ficcoeshumanas.com
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