Sombra e Ossos

Sombra e Ossos Leigh Bardugo




Resenhas - Sombra e Ossos


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Robson 18/02/2014

Cativante, intrigantes e repleto de magia, este é sombra e ossos!
Não sei o que dizer ao certo sobre Sombra e Ossos, da autora Leigh Bardugo, mas neste momento posso dizer que o amei intensamente. Um mundo muito bem estruturado, intrigas e segredos por trás da politica da sociedade e o melhor: uma trama divinamente complexa e bem estruturada. Leigh realmente se destacou no universo YA ao escrever Sombra e Ossos, primeiro volume da trilogia Grisha.

Leigh constrói um universo mágico digno de pauta. Eu realmente estava carente de autores que conseguissem criar algo novo, complexo e surpreendente e Sombra e Ossos trouxe exatamente o que eu estava precisando. O universo de Ravka é extremamente bem construído durante a leitura, permeado de magia e mistérios, sem duvidas o trabalho da autora foi duro, ela deve ter pesquisado muito para conseguir chegar à tamanha perfeição que é o mundo criado por ela. Claro, a autora não poupou esforços para nos dar aquela dose de magia. Durante todo o desenvolvimento do enredo somos presenteados com doses certas de magia e complexidades acerca dos dons misteriosos dos Grisha. Fazia um bom tempo que não li uma fantasia tão bem trabalhada e cheia de magia e por isso me sinto recompensado por ter lido Sombra e Ossos.

Narrado em primeira pessoa, Sombra e Ossos nos coloca em total imersão nos pensamentos de Alina. Leigh Bardugo é mestra em descrever o mundo através dos olhos de Alina, toda a escuridão, segredos e intrigas que rodeiam a personagem descritos de uma maneira brilhante e bem estruturada. A autora cria uma conexão bela entre a mente de Alina e a nossa mente, fazendo com que sintamos perfeitamente os sentimentos da personagem. As duvidas de Alina quanto à sua situação são bem claras durante a narrativa, isso fica bem claro quando a personagem reflete sobre as coisas que ocorreram durante sua vida e pondera se aquilo realmente é o certo.

Um desenvolvimento de tirar o fôlego!
O andar de Sombra e Ossos em momento algum para e se torna entediante, Bardugo sempre tem uma carta na manga para manter o leitor grudado na leitura, ansiando por mais. A autora cria situações inusitadas que fazem com que nós paremos para pensar se aquela informação que ela deu lá atrás era verdadeira, ou se era apenas mais um joguinho mental que ela estava fazendo conosco. Eu, particularmente, adoro quando os autores fazem esses jogos com a nossa mente, sempre deixando questões que demandam horas e mais horas formando teorias.

Sombra e Ossos é, com toda certeza, um dos YA mais impressionantes que eu já li! É um daqueles que você não quer que acabe, mas também não quer largar, pois seus olhos estão maravilhados com tanta maestria por parte da autora.

Personagens complexos, misteriosos e muito bem desenvolvidos!
Sou um pouco suspeito para falar sobre os personagens de Bardugo, mas aos meus olhos eles são únicos, belos e totalmente encantadores. Claro, a palavra encantadores tem diversos significados, mas todos eles se encaixam de uma maneira diferente nos personagens. Alina é encantadora em sua teimosia, determinação e até mesmo nos seus momentos ingênuos. Conseguimos ver uma evolução notável na personagem durante os capítulos do livro, a cada situação imposta a ela, a garota amadurece um pouco. Maly (blergh) é um personagem insuportável, cheio de mimimis (sim, ele roubou uma característica que geralmente é da protagonista feminina), mas que por vezes foi um bom alicerce para o desenvolvimento de Alina.

E é chegado o grande momento, rufem os tambores!
É claro que eu ia separar um parágrafo só para o personagem mais lindo e intrigante da história, não é? Sim gente, eu sou totalmente Team Darkling. Ele é, sem duvidas, o personagem mais complexo e bem estruturado de Leigh Bardugo, além de muito sexy e sedutor. Darkling é o personagem que dá toda a urdidura da trama, tornando-a mais misteriosa, mágica e sombria. Sem este personagem, a trama de Bardugo não faria sentido nenhum e digo mais, não teria graça. Quem leu pode comprovar isso, não tem como guardar os suspiros quando Darkling entra em cena, com toda aquela classe e mistério. Ele é um personagem extremamente misterioso e tenho certeza que em Sombra e Ossos nem a primeira parcela de seus segredos é revelada para nós.

Bardugo não poupa esforços para finalizar bem seu livro de estreia. Ela cria situações que fazem com que fiquemos cada vez mais ansiosos pela continuação e a adrenalina não para, somos arrastados por um turbilhão de emoções e muita ação. Neste final Alina demonstrou que é mais forte do que aparentou ser durante todo o livro e que ficaremos ainda mais surpresos na sequência.

Acho que, se vocês ainda não leram, vão ler, porque além da história ser ótima, a edição da Gutenberg está igualmente perfeita. Com direito a mapa, glossário que ajuda bastante durante a leitura e tudo mais!


site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha/resenha-sombra-e-ossos-grisha-1-leigh-bardugo/
Eduardo Martins 18/02/2014minha estante
Já quero ler.
Entrando para minha lista de "Desejados" em 3...2..1! ótima resenha.


Robson 18/02/2014minha estante
Eduardo, leia que vale a pena!


Juliana (: 29/04/2014minha estante
OOOOH, Darkling! Meu coração não aguenta tanto... ._.


Ana 06/03/2017minha estante
Eu comecei a ler sem esperanças e me viciei, li em um dia e já comecei a ler o segundo, espero que seja tão bom quanto foi o inicial. Eu também sou Team Darkling , hehe




Desirée Gusson 27/05/2014

Fantasia Para Quem Não Gosta de Fantasia (o que é tão não meu caso)
Pois é Pretties, como leitores de um blog pessoal vocês ocasionalmente estarão sujeitos aos excessos e esquisitices da autora. Ok, não tão ocasionalmente assim mas é pra isso que os blogs servem né, pra compartilhar com os outros o que amamos, odiamos ou nos lixamos e a razão de tudo isso. Pois bem, essa é uma dessas vezes. Brace yourselves:

Fangirling is coming

Sombra e Ossos está na prateleira de honra, a prateleira reservada para a nata do meu gênero preferido: épicos fantásticos estrelados por garotas + Harry Potter. O frisson é tanta que eu tive que colocar um cordão de isolamento entre esses livros e os outros, contratar seguranças e só permitir fotos sem flash, não que adiante alguma coisa. Anyway, acontece que a obra da dona Bardugo conquistou seu lugar ali após uma coisa rara: a releitura do livro. Sim, com uma contagem obscena de livros para serem lidos EU RELI UM LIVRO ME JULGUEM

Então, eu já tinha me jogado em Sombra e Ossos logo que chegou aqui, achei bacana, mas estava tão focada em assuntos off mundo literário que nem resenha fiz e o tempo passou. Sabe quando você se lembra mais ou menos da história? Acontece que eu não queria ler mais ou menos Sol e Tormenta, simples. Coloquei O Rei Fugitivo de Lado (queria uma desculpa pra fazer isso porque estou com medo de ler sem saber quando chega terceiro) e meio que inalei Sombra e Ossos numa sentada só e foi MARAVILHOSO! Pronto, agora que você já sabe como esse amor recém descoberto surgiu, vou te contar porque.

Alina é uma coisinha raquítica que segue seu incrível amigo Maly desde que se entende por gente. Sabe aquela amizade verdadeira, mas meio desigual justamente pela personalidade das pessoas? Alguém sempre dá mais que o outro, o outro nem repara muito nisso porque está ocupado demais sendo maravilhoso, mas sequer imagina sua vida sem aquele alguém. Alina sempre foi assim, subestimada por todos, pior, por ela mesma, e justamente isso que a impede de se sentir segura quando lhe dizem que agora é um Grisha, mais, que é única.
Maly, que ainda é um personagem meio nebuloso o que me faz pensar o quão bem Alina realmente conhece seu melhor amigo, fica revoltéx porque, de repente, perdeu sua fã número um. Como proceder numa situação assim? Problema maior ainda, ele a perdeu para o Darkling!

Oh, Darkling

Sabe aquela pessoa digna de adoração, que além de ser um mito se comporta como um? Darkling é assim, sombrio, maravilhoso, misterioso, sempre ocupado demais salvando o reino na guerra para ser gente como a gente. Ok, isso e o fato de ele ser o Grisha mais poderoso de todos. Todas as garotas Grishas tiveram pelo menos uma fase de crush nele, por mais inacessível que fosse, então não podemos exatamente culpar Alina por ficar babando, feliz da vida por ter momentos de tratamento especial e um pouco, POUCO de atenção de Vossa Sombricidade Real. Vamos tirar um minuto para lembrar que ninguém dava bola pra ela NUNCA!

Aconteça o que acontecer, o Darkling vai sempre ter um espaço no meu coração! #TeamShadow

A verdade é que Alina passa tempo demais tentando domar seu poder, e pensando que não consegue, tendo mais aulas, pensando que não consegue mais um pouco, eu gostaria que ela já saísse quebrando tudo e todos mas reconheço que a estória precisava desse tempo para se esclarecer.

Acho que o que realmente me fisgou nesse livro foi o fato de os personagens não se mesclarem ao cenário. Eles existem! Tem profundidade, complexidade, não são inexpressivos como alguns personagens de sagas de fantasia, que se preocupam demais em desenvolver o mundo (que é MUITO importante) e esquecem de quem leva a estória adiante.

Falando nisso, Bardugo não poupou esforços pra criar um mundo cheio de detalhes para Ravka. É tudo tão lindo e cheio de emoção, impossível não enxergar os salões, as roupas, os personagens através dos olhos de Alina. Minha imaginação ficou a mil, senti aquela coceirinha pra colocar um pouco dela pra fora sem sair do clima da Dobra. (vide tentativa de fanart no insta)

Eu adoro a mensagem que ele passa! É, sou dessas que não procura mensagens nos livros porque muitas vezes acho que o autor não se deu o trabalho de tentar colocar uma lá., mas a Leigh fez esse livro com tanto amor que me apeguei a ela: não importa o que te digam, o que joguem em você, se valorize! Aquela velha frase se você não se amar, que vai? é a mais pura verdade. Nós somos tão bom quanto nos permitimos ser e às vezes as piores barreiras são aquelas que nós mesmos colocamos na nossa vida. Não tenha medo de pensar alto, pois ser simplório pode ser um pecado tão grave quanto ter ambição desmedida, tenha o amor que você acha que merece!

Deixando claro que eu AMO o mundo dos Grishas, com sua mistura de inspirações, cenários ótimos, uma sensação de perigo a cada corredor e planos grandiosos para pessoas incríveis. Espero que vocês tenham a chance de ler e ameaço com um Sangrador qualquer um que tenha lido e não venha comentar comigo o que achou. Estejam avisados.

Agora me retiro para absorver Sol e Tormenta.

P.S.: A Leigh é tão do amor que fez uma música para seu livro! Such feels!


Confira essa e outras resenhas na íntegra lá no blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
Nati Amend @livrosdanati 31/05/2014minha estante
Bem... finalmente terminei de ler o livro e queria que o mundo e o tempo parassem para que eu pudesse ficar mergulhada neste mundo apenas mais alguns instantes.
O universo Grisha é fascinante e sem precedentes. Há algum tempo não lia um livro tão poderoso (e não só pela magia) e envolvente.

Devo confessar minha paixão pelo Darkling também. Ele está lutando contra os sentimentos dele, é isso que penso. Quando ela sente a raiva latente nele é pela fraqueza que Alina traz a ele. E ele mesmo revela isso na melhor frase de todos o livro!

Ainda não comprei Sol e Tormenta e estou com medo, muito medo, de começar a lê-lo. Não porque acredite que a trilogia não possa ficar ainda melhor, e sim, porque temo pelo meu coração! Não consigo imaginar possibilidades para essa história terminar porque, para mim, ela poderia durar para sempre!

Mas, leitor que se preza precisar ler a continuação. rsrs Obrigada pela belíssima resenha do livro, foi graças a ela que comecei a leitura de Sombra e Ossos. E depois de terminá-lo eu só fico pensando: o mundo está perdendo tempo lendo outro livro! rsrs

Beijos




Pedro Vinícius 07/07/2013

www.o-livreiro.com
O Reino de Ravka é dividido em dois pela Dobra das Sombras, uma faixa praticamente impenetrável e mortal de escuridão habitada por monstros terríveis (os volcras). No entanto, os Grishas (pessoas com poderes excepcionais) e o exército de Ravka são obrigados a transpô-la de vez em quando, a fim de manter o domínio da coroa sobre as terras na metade posterior da Dobra.

A órfã Alina Starkov é uma cartógrafa em seu regimento. Sua primeira expedição a obriga cruzar a Dobra das Sombras, pondo em risco sua própria vida. Quando o seu regimento é atacado e seu melhor amigo, Maly, brutalmente ferido por um volcra, Alina traz à tona um poder adormecido para tentar salvar Maly e a si mesma. Mas a incrível e poderosa habilidade revelada transformará sua vida de maneiras que ela nunca previra. Tirada de seu mundo, ela é levada para a corte real a fim de ser treinada como uma Grisha, porque agora Alina é a chave para uma guerra que devasta seu país há anos… E porque só ela é capaz de iluminar a escuridão.

“Você e eu mudaremos o mundo. Apenas espere”

Sombra e Ossos é o primeiro volume da trilogia Grisha e, a despeito das críticas internacionais entusiasmadas, o livro não decepciona em nada. Em sua estreia, Leigh Bardugo teceu uma trama viciante e intrincada, maravilhosa, que, apesar dos termos complexos, é facilmente assimilada. A mitologia do universo ficcional foi muito bem concebida e amarrada, de modo que o romance detêm altas e incontestáveis doses de originalidade e criatividade.

(…) “Desculpe se levei tanto tempo para enxergar você, Alina. Mas eu a enxergo agora.” (Página 242)

Os personagens, de um modo geral, foram agradavelmente confeccionados e cumpriram com seu papel. Alina é uma protagonista envolvente e acompanhar os desdobramentos do enredo sob sua ótica não é uma tarefa enfadonha em absoluto; muito que pelo contrário, seu olhar, incertezas e percepções apenas contribuíram para a qualidade do livro no todo. Afinal, Alina possui muitas das características que prezamos em uma protagonista: humor moderado, coragem e senso de justiça apurado. Além disso, as limitações e imperfeições da personagem deixam-na ainda mais crível e interessante. O romance também não decepciona, e, embora por um momento um triângulo amoroso realmente vigore, Bardugo o interrompe com uma reviravolta inesperada — e providencial.

(…) “O problema em querer”, ele sussurrou, sua boca rastejando ao longo de minha mandíbula até pairar sobre os meus lábios, “é que isso nos deixa fracos.” E então, finalmente, quando pensei que não poderia mais aguentar, ele trouxe sua boca à minha.” Página 182.

A ambientação medieval (em conjunto com especifidades da cultura russa nas quais a autora se amparou para escrever o livro) é outro aspecto que merece ser destacado, uma vez que condensa o teor fantástico da obra. Esse, entre outros pontos, explicam o porquê de Sombra e Ossos soe tão autêntico, legítimo e singular.

(…) “Você acha que eu não amo o meu filho”, disse ela. “Mas eu amo. É por isso que não deixarei que ele se coloque além da redenção.” Página 201

A escrita de Leigh Bardugo é fluida e luxuriosa, marcada pela capacidade persuasiva da autora de nos manter entretidos e absortos em sua trama. Leigh não demonstra em nada o fato de que esse é, portanto, o seu primeiro livro, já que se mostra hábil o bastante para conduzir a narrativa com maestria, sem erros notáveis.

“Maly”, sussurrei no escuro.
“Quê?”
“Obrigada por me encontrar.”
Eu não sabia ao certo se estava sonhando, mas em algum lugar no escuro pensei tê-lo ouvido sussurrar: “Sempre”. ” Página 215

Sombra e Ossos nos presenteia com personagens intrincados e agradáveis, com cenas de tirar o fôlego e uma mitologia relativamente simples, porém integralmente envolvente, que o manterá imerso à leitura até que a última página tenha sido transposta. Belamente bem escrito e com ganchos com potencial a serem aproveitados na continuação, esse livro deve ser ascendido ao topo de sua meta de leitura, se tudo o que você deseja é uma história irresistível e épica, fantástica no gênero e em sua própria essência.
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Queria Estar Lendo 12/12/2014

Resenha: Sombra e Ossos
Sabe aquele livro que você espera muito tempo para ler, fica desesperado para tê-lo em mãos e, quando finalmente consegue alcançá-lo, devora em pouquíssimo tempo e ai fica chorando as pitangas porque foi bom demais e acabou rápido demais? Pois é, meus caros, essa foi minha situação com Sombra e Ossos. GOD BLESS Leigh Bardugo e toda a sua criatividade genial!

Eu queria muito fazer uma resenha cheia de spoilers, mas é legal mantê-los no escuro por causa dos mindfuckes e plot twists que o livro joga na sua cara (especialmente um lá pelo final. EU NUNCA ESPERARIA POR AQUILO, LEIGH, WHY MUST YOU HURT ME IN THIS WAY?!)

"Eu sempre tinha sido uma ninguém, uma refugiada, de uma vila sem nome, uma menina magrela e desajeitada se movendo sozinha pela escuridão adensada."

A história segue o ponto de vista de Alina Starkov, uma órfã refugiada, que serve o exército como cartógrafa. Ela foi criada ao lado de outro órfão, Maly, que viveu e cresceu como seu melhor amigo - mais velho, no entanto, ele se destacou como um incrível rastreador, galanteador e bem apessoado, enquanto Alina vive solitária e desajeitada nas sombras. Quando seu regimento faz uma viagem pela Dobra das Sombras - o Não Mar, um lugar dominado por escuridão e por criaturas terríveis - Alina perde o controle ao ver Maly ser atacado, e é descoberto que a garota não é uma humana comum. Ela especial, uma conjuradora de um tipo de poder que aquele mundo precisa desesperadamente. Alina é, então, levada até o Pequeno Palácio para ser treinada junto aos Grishas - a elite mágica de Ravka, os responsáveis por guardar e lutar por aquele mundo. Os Grishas são liderados por Darkling (insira aqui um surto desesperado), o conjurador das trevas, aquele que acredita e fará de tudo para guiar Alina até a extensão de seus poderes mágicos, já que ela é a única daquele mundo capaz de acabar com as sombras da Dobra, e assim, livrar Ravka do domínio daquelas energias sombrias.

"Fechei os olhos quando um fluxo repentino e perfurante de luz explodiu diante de minha visão. Aquilo pareceu preencher minha cabeça, me cegando, me afogando. De algum lugar acima, ouvi um guincho terrível. Senti as garras do volcra se afrouxarem, e o baque quando caí para a frente e minha cabeça entrou em contato com o convés. Então, não senti nada mais."

O desenvolvimento desse livro é absurdamente fantástico. Pelos olhos de Alina, vemos e convivemos com seus medos, com as ameaças e com o desconhecido. Assistimos o crescimento de uma garota franzina em uma jovem determinada, ela se fortifica em cima dos próprios temores, aprende a tirar sua própria força deles. Leigh constrói não só um incrível crescimento da protagonista, como daqueles ao seu redor. Em determinado momento do livro, tudo vira de cabeça para baixo e você se vê tão abatido e desesperado quanto Alina. EU QUASE TIVE UM ATAQUE CARDÍACO LENDO UMA CENA, LEIGH, QUAL O SEU PROBLEMA? QUER ME MATAR?!

Darkling é outro personagem muito bem explorado e trabalhado pela autora. O sombrio e misterioso conjurador das sombras é o responsável por guiar Alina até o palácio, e também o responsável por incentivá-la e acreditar em seus poderes. Não posso falar muito sobre ele, porque seria spoiler demais, mas digo que Leigh pisou no meu coraçãozinho dezenas de vezes quando se tratava de cenas envolvendo o Darkling. ESSE LIVRO ME DESTRUIU DE MANEIRAS INDESCRITÍVEIS!

"Eu espero por você há muito tempo, Alina.", disse ele. "Você e eu mudaremos o mundo." "Eu não sou do tipo que muda o mundo." "Apenas espere.", disse ele suavemente, e quando olhou para mim com seus olhos de quartzo cinza, meu coração de um pequeno pulo."

A mitologia e universo mágico criados pela autora são o mais fascinante. O universo dos Grishas, as origens de seus poderes e de seus nomes e cargos e divisões entre poderes são riquíssimos. Bardugo construiu toda uma trama não só em cima daquele clima russo (que eu amei fortemente, porque eu amo qualquer coisa que me lembre da Rússia), como também do seu mundo único e apaixonante.

Apesar do Darkling, preciso comentar brevemente sobre meu ship. Maly, por quem Alina sempre foi apaixonada, é um personagem doce e ligeiramente ausente na primeira parte do livro. Vemos brevemente a amizade entre eles e conseguimos sentir sua ligação, mas não há tanta química quanto na parte final do livro. O MALY, ELE É UM FOFO, GENTE, UM FOFÍSSIMO! Eu amo o Darkling mas Malyna são meus bebês e i'll go down with this ship.

"Eu me pegava caminhando por aí para encontrar você, sem qualquer razão, apenas por hábito [...] e então me lembrava que você não estava mais lá e todas as vezes, cada uma delas, era como se me faltasse o ar [...] Eu tinha arriscado minha vida por você [...] e faria tudo isso de novo e de novo e de novo só para estar com você, só para passar fome com você e congelar com você, e ouvir você reclamando sobre queijo duro todo dia. Então não me diga que seu lugar não é ao meu lado."

A diagramação desse livro é, sem dúvidas, uma das minhas favoritas ever. A Gutenberg teve todo um cuidado com a abertura dos capítulos e com o início da obra, e tirei duas fotos para vocês babarem na maravilha de arte que é o miolo desse livro!

Graças aos céus Sombra e Ossos teve um final relativamente calmo, se comparados aos últimos livros que tenho lido. Bardugo meio que "fecha" a história, apesar de deixar vários pontos em aberto. Estou ansiosíssima para Sol e Tormenta, mas não tão desesperada quanto achei que ficaria. O primeiro livro teve um final relaxante e FELIZ, OBRIGADA SENHOR! Mal posso esperar por adquirir o segundo volume e espero que o terceiro não demore tanto a sair no Brasil (apesar de a editora ter deixado um lindo espaço entre o lançamento do primeiro e do segundo, o que me tranquiliza bastante). CORRA LER ESSE LIVRO, CORRA!
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Gabi 01/07/2013

Fantasia de primeira!
Vocês já começaram um livro esperando algo grande, uma leitura que não só seria a melhor do mês, mas também estaria entre as melhores do ano, e por quê não entre os top livros de toda sua vida? Imaginem essa sensação, o medo de começar tal livro e se decepcionar, as borboletas na barriga ao ler as primeiras páginas... Conseguem imaginar? Então vocês estão se colocando no meu lugar ao ler Sombra e Ossos. E o livro é tudo isso e mais um pouco, é água da boa para os amantes da fantasia que estão sedentos por algo que foi escrito para fazer vibrar e emocionar.

"O problema em querer é que isso nos deixa fracos."

O livro começa sendo narrado em terceira pessoa, contando a história de duas crianças, com em torno de oito anos, que vivem baixo as asas de Duque Keramsov, um herói de guerra e benfeitor. Inconscientemente, a vida de ambos começa a mudar quando dois Examinadores Grishas chegam para tentar descobrir se as crianças possuem alguma habilidade como praticantes da Pequena Ciência.

Anos depois, com o livro já sendo narrado em primeira pessoa por Alina, o cenário é completamente outro. Maly, seu companheiro de farras na infância, já não está mais tão presente. Agora cartógrafa de seu regimento militar, Maly possui outra posição, de maior destaque. Entretanto a distância entre eles é esquecida quando suas vidas são ameaçadas, e no caos Alina acaba revelando um poder que pode salvar a todos.

"Eu odiava esconder o quanto as coisas estúpidas que ele fazia me magoavam, mas odiava ainda mais a ideia de que ele descobrisse."

Transportada à um mundo de riquezas e luxos como a única Conjuradora do Sol viva, Alina deve aprender a usar seu poder e batalhar enquanto conhece pessoas completamente diferentes de sua antiga vida e tenta se acostumar aos melindres da corte e dos Grisha. Porém, logo ela vai descobrir que nada é o que parece, e que o amor não pode ser deixado de lado, não importa quão forte tente. Mas será ela forte suficiente para se sacrificar por todos, sem levar em conta também as vidas que sofrerão o mesmo destino com suas escolhas?



Grisha, Conjuradora, e outros tantos termos que nem sequer mencionei podem fazer você acreditar que esse livro é um tanto confuso, mas é o contrário. A história escrita por Leigh Bardugo é original, e a forma como a autora escolheu seguir a trama é imperdível, ela brinca com os sentimentos do leitor e fica difícil saber o que ou quem é certo e errado, e tudo possui um duplo significado, mas jamais o livro chega a ficar cansativo, a narrativa flui ao leitor com leveza e naturalmente.

E mesmo o exemplar que recebi sendo a prova do livro, a diagramação já se nota linda e bem trabalhada. Cara, para ser sincera esse livro é uma obra prima. Valeu a pena esperar um tempo para lê-lo em português, a tradução não decepciona e a Gutenberg traz o livro para o Brasil com gosto, ciente de que tem uma preciosidade em mãos.

“Do que você esta rindo?”

(...)

“De mim,” admiti.

“Você é assim tão engraçada?”

"Eu sou hilária."

E alguns podem dizer, nossa, como ela poliu para falar do livro, mas quem pensa isso, sério, é porque nunca foi bookaholic. Paixão é assim, e isso não se mede, principalmente quando o assunto em pauta é Sombra e Ossos. Há romance do livro -- com trechos que quase me fizeram subir pelas paredes --, traição, amizade verdadeira, e fantasia para dar e vender. Eu também poderia escrever centenas de trechos que me fizeram rir e amar ainda mais o livro. Alina, nossa protagonista, é uma magrelinha sarcástica sem ter onde cair morta, e foi o encaixe perfeito para o cenário apresentado.

Repleto de mocinhos de mau com a vida, personagens excepcionais e muita aventura e reviravoltas, Sombra e Ossos não só é uma leitura recomendada, mas sim obrigatória. É tão difícil chegar algo diferente no mercado editorial brasileiro ultimamente, que anda repleto de eróticos e new adults, que quando chega é o momento de parar e conferir. O livro não é só bom, ele é fantástico.

"Desculpe se levei tanto tempo para enxergar você, Alina. Mas eu a enxergo agora."

site: www.livrosecitacoes.com
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Yasmin 09/10/2013

Universo rico, que explora, recria uma das mitologias mais ricas com elementos interessantes.

Conheci a trilogia da autora Leigh Bardugo no final do ano passado quando estava à procura de distopias novas e diferentes. Foi por um acaso, mas fiquei bastante curiosa pelas raízes russas da história. Por isso quando soube que a Gutenberg lançaria aqui aguardei ansiosa. Todos sabem que adoro fantasia, mas poucos sabem o tanto que gosto de livros com fortes bases culturais. E a história criada por Bardugo recria e resgata os elementos do folclore russo em uma trama rica e inovadora.

A história começa nos apresentando Alina e Maly, dois órfãos acolhidos por um duque, criados e educados em sua propriedade para no futuro servir a sociedade de Ravka. Os dois passaram pelos testes Grishas quando eram pequenos e cresceram sem problemas. Maly virou um dos melhores rastreadores do Exército do Rei e Alina era aprendiz na unidade de cartógrafos do exército. Eles estavam se dirigindo para a Dobra das Sombras. Uma faixa de escuridão que atravessa Ravka, separando-a de outros reinos e suas próprias terras. Um lugar sombrio conhecido por Não-Mar e povoado por volcras, monstruosidades enormes que atacam violentamente todos que ousam fazer a travessia. Alina estava temerosa, mas sabia que o Exército vivia atravessando a Dobra. Tudo ficaria bem. Teriam Grishas a bordo e o Darkling estava presente no acampamento, com todos os talentos Grishas sobreviveriam. Porém logo no começo da travessia eles são atacados. Um mar de sangue e volcras por todo o lado, um de seus amigos é levado e quando um monstruoso volcra voa em direção a Maly, Alina não pensa e em menos de um segundo estava acordando diante de Grishas incrédulos e todos olhando desconcertados para ela. Colocada diante do Darkling vê revelado um poder que nunca sonhou ter ou sempre reprimiu. Alina é uma Conjuradora do Sol e diante do ataque a Maly reagiu instintivamente liberando toda sua luz natural. Um brilho que cegou a todos e os salvou dos volcras. Alina é um milagre que os Grishas já não acreditavam existir. Capaz de dissipar a escuridão da Dobra. Levada para o palácio dos Grishas ela terá de treinar e sobreviver as mentiras e intrigas. Será ela a solução para a escuridão? E o quanto da verdade o Darkling está contando?

A partir daí a história se desenrola em um ritmo crescente, com uma narrativa fluida e rica em detalhes. Construindo um cenário belo e vívido Leigh Bardugo desenvolve uma trama criativa, que mistura a influência russa não apenas nos detalhes da ambientação, mas no pano de fundo da trilogia. É possível notar pelos detalhes da trama central que Bardugo utilizou referências a alguns contos e personagens do folclore russo. A organização e os elementos da história dos Grisha são fascinante. O modo como a autora apresenta os talentos, os divide em categorias e liga esses dons a ciência e não a magia é além de criativo muito interessante. Outro ponto que merece destaque é a construção dos personagens. Com protagonistas complexos e repletos de segredos a autora alia os mistérios da história aos próprios personagens, os tornando críveis e cativantes.

Entre as divisões dos Grishas estão os Corporalki, os Etherealki e os Materialki. Cada ordem tem um tipo de talento e Alina ter o poder de conjurar a luz do sol, um dom raro que estava desaparecido há séculos. Ela se encaixa na ordem dos Etherealki e à primeira vista é uma garota frágil e descrente de si, mas que a medida que a trama cresce começa a amadurecer e para de lutar contra a própria natureza. Um dos pontos que pode irritar o leitor é o fascínio que ela alimenta pelo Darkling, porém dentro do contexto a história é bastante crível sua reação e a evolução da protagonista é um ponto que torna a história mais crível. A trama deixa nas entrelinhas a dúvida que instiga o leitor até o fim. E os capítulos finais é coroa da história com um desenvolvimento rápido de uma trama que se revela complicada e cheia de meandros.

Leitura rápida e instigante, com elementos muito interessantes que vai deixar o leitor com vontade de conhecer mais a mitologia russa. Bardugo tem uma prosa direta e fluida, que constrói um mundo fascinante e inovador. Ansiosa pela continuação e para saber qual o papel de Maly na história. Se ele está ligado a alguma criatura da mitologia russa e se existe redenção para os que cometeram erros tão grandes. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:

site: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/10/resenha-sombra-e-ossos.html

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Sergio 06/07/2014

Luz e Sombras
Alina Starkov sempre foi uma menina pequena, frágil e doente. Após perder seus pais em uma guerra que já durava mais de cem anos sobre o Reino de Ravka, terminou indo parar em um abrigo para crianças órfãs. Lá, conheceu Maly, que se tornou seu fiel e companheiro amigo. Durante toda a sua infância, enquanto se especializava no ramo da cartografia, ouviu macabras histórias sobre o "Não Mar", uma mancha negra que divide o reino em dois (e que é habitada por monstros: os volcras). Porém, eventualmente, há a necessidade de se atravessar a Dobra das Sombras para ter acesso ao outro lado do império, e para isso se conta com a ajuda dos Grishas, pessoas que apresentam "poderes" que grande parte da população não possui.

A jovem Alina agora já é cartógrafa no seu regimento militar e sua primeira jornada a obriga a atravessar o Não Mar, juntamente com seu amigo Maly e outras pessoas. Porém, nessa perigosa aventura através da Dobra, a frota onde eles se encontram é atacada pelos temíveis Volcras, e ela acaba presenciando a terrível cena de seu melhor amigo sendo atacado e gravemente ferido por esses monstros da escuridão. Puramente por instinto, ela tenta protege-lo, e é aí que sua habilidade mágica se manifesta: seu poder latente (e que passou desapercebido durante todo o seu tempo de vida) é revelado ao mundo, os salvando de um brutal definhamento.

A partir desse ponto do enredo, a protagonista é levada à corte real, local mais seguro em todo o reinado, onde começa a ser treinada para exercer sua função como Grisha do Sol: acabar com a escuridão.

Sendo o livro de abertura da trilogia Grisha, o enredo não deixa nada a desejar. Leigh constrói um universo mágico altamente respeitável, digno de adaptação cinematográfica. A magia e mitologia implementadas na trama é bem detalhista, sem tornar a interpretação monótona. Mesmo sempre conseguindo proporcionar um tipo de leitura rápida e prazerosa, a autora não se esquece de implementar à obra uma dinamicidade ímpar. O enredo está recheado de reviravoltas e momentos de tirar o fôlego, aumentando gradativamente o interesse e a necessidade do leitor em terminar o primeiro volume da série.

Depois de ter mergulhado em tantas águas distópicas, foi maravilhoso adentrar o mundo da literatura fantástica outra vez. Mesmo possuindo algumas semelhanças com distopias (como a presença de castas entre os Grishas e a corruptividade do ser), fica evidente que a proposta do livro é, sem dúvidas, o foco no mundo mágico criado por Bardugo. Evidentemente fiquei feliz ao perceber que a autora se utilizou desses artifícios para moldar seu universo de uma forma tão singular. A presença de hierarquias entre a própria classe alta e as regras rígidas que são seguidas por eles dá ao enredo um ar de maior seriedade e compromisso de escrita.

Por falar em escrita, é notável que, na maioria das vezes, a autora se priva de maiores descrições e deixa para que nós nos deliciemos com a arte de imaginar. Entretanto, quando se fala de percepção, mais nos é "mostrado" que "falado". Senti, em grande parte do livro, que os olhos de Alina eram os meus, e que conseguia enxergar exatamente aquilo que ela estava presenciando.

Para encerrar, gostaria de ressaltar que a autora consegue ser altamente sutil durante a escrita, escondendo os fatores principais que culminarão para a trama final da história. Quanto mais afrente você se encontra no enredo, mais vezes você é jogado de volta aos fatos que aconteceram durante o decorrer do livro, o que torna o entrecho mais consistente.

Nota sobre o exemplar:

Este livro é, sem sombra de dúvidas, o mais bem trabalhado que recebi este ano. A editora Gutenberg caprichou na confecção deste exemplar. A capa possui uma textura aveludada, com verniz aplicado à localidades específicas. As folhas são bem grossas e amareladas, o que torna a leitura muito mais agradável. Há também uma arte indicativa em cada início de capítulo com sua numeração.

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Bianca 16/12/2015

Só mais um romance adolescente
Eu procurei várias opiniões e resenhas antes de comprar esse livro, e todas foram excelentes e com inúmeros elogios. Li a sinopse e achei bem interessante, por se tratar de uma história que se passa numa mitologia pouco explorada, e ao que tudo indicava, na Rússia. Comprei, li em dois dias. Mas acontece que o livro é extremamente bobo, com uma protagonista irritante, um interesse amoroso que não convence, e um vilão com pouca dimensão. A autora colocou palavras e nomes em russo como alegoria, mas a história mesmo diz muito pouco sobre a mitologia que promete. O livro é pequeno, não explica nada, e termina com um gancho para o segundo. Mais umas daquelas estratégias para gerar continuações.
Enfim, eu não pretendo comprar e nem ler os outros, e na minha opinião o livro é mais do mesmo. Só mais um romancezinho adolescente com um toque de sobrenatural.
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Betinha 13/07/2015

Adorei!

Esse livro me surpreendeu.

No início da leitura tive um estranhamento com os termos utilizados na narrativa, mas logo me acostumei e aprendi sobre as diferentes classes que esse universo possui. A princípio só não gostei muito da narradora, pois achei ela muito cheia de mimimi, mas no decorrer da narrativa ela foi melhorando e por fim acabei adorando o livro. A trama é muito bom e é bem desenvolvida. A narrativa é fluida e rápida. Em nenhum momento achei que a narrativa se tornou mais lenta, ela manteve sempre um ritmo bom. Lerei o próximo em breve.

Recomendo! :)
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Amanda 20/09/2016

sabe aquela expressão 'não fede nem cheira', então acho que é meio esse livro. O roteiro é preguiçoso, não almeja grandes feitos, não busca por mais e se contenta com o ‘ok’.

alguém diz aí, como essa mulher escolhe os nomes desse povo? a minha melhor explicação foi que ela bate com a cara no teclado e o que vier é lucro. Nomes, termos, cidades, conceitos que eu não conseguia pronunciar, nem entender, eu meio que passava os olhos por cima e seguia em frente, prejudicou um pouco o ritmo de leitura, ou quando tinha que voltar para o glossário para lembrar o que era o que, quem fazia o que... só descobri que a história era inspirada na cultura russa quando estava quase acabando a leitura porque li num blog, mas olha, de cultura russa não tem nada! Não sei se houve uma falha em passar isso para o leitor, mas pelo menos essa perda da influência não interfere em nada na narração já que não justifica atitudes, nem cria identidade de cultura ou ambienta regiões. Pareceu mais uma desculpa para ter uma inspiração para a história.

Podia ter umas páginas a mais para esmiuçar com maiores detalhes o mundo, o que acontecia nele, melhor desenvolvimento e crescimento de alguns personagens, ou talvez só aproveitar melhor as páginas existentes. Por exemplo, descrever melhor as categorias Grisha - a real extensão dos poderes, as exceções... - ou explicar a guerra - é só busca por mais território? é por causa da dobra? é pra ter acesso ao mar? é outra coisa? Concluindo, é clichêzão, mas o problema é que em nenhum momento eu me peguei com o coração batendo mais forte quando algum 'perigo' surgia, aquela tensão e 'o que vai acontecer agora?' A Alina é meio pomba, o Maly é meio pombo também... a revelação do vilão (if you know what I mean) foi uma surpresa boa, achei muito interessante o personagem ser usado dessa forma dentro da história, preferi mais o personagem quando a gnt não sabia direito das coisas, pq no final ele era o famoso e caricato vilão de histórias comuns...
Bia 10/11/2016minha estante
Amanda, penso exatamente como você.
Quando vejo resenhas apontando mil maravilhas do livro me sinto " A diferentona" por não ter gostando tanto da narrativa. Sobre os grishas e sua falta de explicação e ambientação na história foi algo que me incomodou muito. Eu nunca entedia onde os personagens estavam e que poder eles tinham, o motivo da guerra e tudo mais.Que bom encontrar uma opinião parecida.
Ótima resenha!


Amanda 16/11/2016minha estante
Pois é Bia, e olha que eu nem comecei com muita expectativa e fiquei frustrada mesmo assim. Adoro fantasia, então acho que vou acabar lendo o resto por curiosidade, mas espero que melhore. E eu também me sinto um pouco patinho feio deslocado quando chego querendo expelir veneno e tá todo mundo rasgando seda pro livro... ahahha. Que bom que gostou da resenha ;)




Patricia.Christofaro 05/12/2015

E uma saga surpreendente. Só achei um pouco complicado as palavras que são baseadas em palavras russas. Mas me permiti ir adiante e estou adorando a história.
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Fran Vila Nova 20/08/2015

Então me apaixonei
Literalmente! Demorei engatar a leitura, o início é um pouco confuso, persistir é o caminho, valeu muito a pena. Alina é comum, cheia de incertezas e com uma aparência não muito favorável e como se não bastasse um amor platônico pra completar tudo, acho que ninguém merece não é mesmo? Mas é só o início, de repente tudo muda e NOSSA! Meu personagem preferido, AMADO, dessa vez é o Darkling o cara mais poderoso abaixo do rei, e o que posso dizer? É todo mistério, pegada, e autoridade. O cara sabe cativar. Já sou TeamDarkling dane-se o amor platônico de Alina (ACORDA MULHER!) e embora MUITA gente tenha dito que o vilão dessa história fosse bem previsível, me pegou total de surpresa, li diversas vezes a mesma passagem com de tipo "COMO ASSIM???" "NÃO!" Pois é, não saquei nem por um momento o vilão, e autora foi perfeita nesse sentido pra mim. Enfim, leiam! Leiam, leiam!!! Vale a pena pra quem ama ação, romance, e fantasia! Mais uma trilogia que vai pra minha estante como favorita.
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House of Chick 11/07/2013

No fantástico “Sombra e Ossos”, livro de estreia da autora Leigh Bardugo, e primeiro da trilogia Grisha, somos apresentados a um novo mundo governado por rei e dividido em povos que vivem em regiões afastadas, e onde pessoas com certos poderes mágicos são chamados Grishas, e vivem em um local para treinamento e aperfeiçoamento de suas habilidades. Eles são divididos em grupos denominados Corporalki, Etherealki e Materialki, dentro deles são divididos em categorias de acordo com o que podem fazer, e são comandados por um homem com um poder superior, o Darkling, a quem todos têm respeito.

Nesse contexto, conhecemos a protagonista Alina Starkov, uma garota que é órfã desde pequena, e viveu em na propriedade do Duque junto com outros jovens que também não tinham família, já que ele os abrigava. Foi lá que ela conheceu um menino, também órfão, Maly, com quem logo criou fortes laços de amizade que dura até os dias atuais.

Depois de saírem desse lar, eles acabam indo treinar no serviço militar juntos, no Primeiro Exército (o segundo é composto por membros Grishas), só que ela vira uma simples Cartógrafa, enquanto ele é um Rastreador, e o melhor. A missão deles no momento é atravessar um local de escuridão quase impenetrável chamado de Dobra das Sombras (ou “Não Mar”), um corte negro que separa o local que eles estão da parte costeira, único lugar que possui mar de toda a região. A grande maioria das pessoas que o atravessa não saem de lá com vida, principalmente porque, além de toda a escuridão há os Volcras, criaturas terríveis e enormes, com asas e garras, que atacam quem atravessa o Não Mar.

Durante a passagem deles pela Dobra, um caos começa, e Maly é atacado e brutalmente ferido por um desses predadores, é nesse momento que os instintos de proteção de Alina entram em jogo e ela acaba revelando um grande poder, que nem mesmo ela imaginou que tinha, o que acaba mudando sua vida completamente a partir desse momento.

O Darkling acredita que Alina pode ser a chave para que, junto com ele, possa destruir a Dobra das Sombras e livrar os povos desse mal horrível. Para isso ela é enviada para o Pequeno Palácio, onde os outros Grishas residem, e lá vai aprender a se virar fisicamente, e a dominar e melhorar seu dom para, assim, enfrentar a escuridão da Dobra.

Agora Alina está num local totalmente novo para ela, cheio de riquezas e repleto de luxo, aprendendo coisas que nunca pensou que iria saber, e o pior, está sozinha sem ninguém conhecido e longe de Maly. Sua atração pelo poderoso Darkling está cada vez maior, e com o tempo ela vai descobrindo que nada é o que parece, e ela vai precisar descobrir quem fala a verdade, enquanto enfrenta seus medos e suas descobertas, e busca um lugar onde possa sentir que pertence a ele.

O gênero aventura não é dos meus preferidos (só se estiver misturado com sobrenatural ou distopia), mas por se tratar de uma protagonista feminina, na faixa etária de Alina, eu acabei me interessando mais para começar a ler, e não é que fiquei muito encantada com a proposta e o desenvolvimento criados por Leigh Bardugo? A história é sensacional e, ao terminar a leitura, me vi apaixonada por sua obra, sua escrita e seus personagens, e posso afirmar que esse título entrou para minha lista de queridinhos preferidos.

Achei fantástico esse mundo criado pela autora, com todas essas “categorias” de poderes e a ambientação. Os cenários foram muito bem descritos, mas não achei a quantidade de informações cansativa, pelo contrário, acho que deram ainda mais riqueza à ambientação. E eu ainda me senti bem introduzida a esse mundo, como se também fizesse parte dele.

Parece bem complicada, porém, a mitologia criada pela autora não é complexa demais, e o modo como ela é explicada é fácil, fluido e envolvente. No começo tive um pouco de dificuldade para gravar todos esses nomes estranhos, simplesmente pelo fato de que não tinha costume com eles, mas depois de um tempo começou a ficar mais natural, e acabei me acostumando com os termos diferentes.

A narrativa é em primeira pessoa na maior parte do tempo, exceto pelo primeiro capítulo, que é tipo uma introdução (como um prólogo), chamado de Antes, e o último capítulo, que parece um epílogo, chamado de Depois, que são em terceira pessoa.

Achei a construção da protagonista, Alina, sensacional, ela não soube sempre de seu poder, nem como usá-lo, então quando foi a hora certa, senti como se ela o tivesse conquistado, e então aprendido como fazer para utilizá-lo. Ela é uma personagem bem real, que teve uma vida difícil, é cheia de qualidades e transborda de defeitos, como qualquer pessoa, então sua personalidade não foi forçada. É bem vulnerável, e pode ter feito algumas escolhas não muito positivas, mas que achou corretas na hora, talvez por ser ingênua também. Ela não tem medo de dizer o que pensa, mesmo para seus superiores, ao mesmo tempo em que se controla para não falar tudo o que deseja. Alina cresceu na trama, se esforçando para ser forte e corajosa, mesmo quando tinha medo ou algum receio, aprendendo mais sobre si mesma e se aceitando, sem abusar do seu novo e incrível poder, se preocupando com o próximo e sem deixar de lado seu senso de justiça.

Eu realmente adorei a protagonista, a única coisa que eu não gostei, é que ela acreditava muito no que os outros diziam a respeito de sua aparência, então ela acabava se vendo de uma forma bem negativa, e muitas vezes ela repetia que era muito magra e tinha uma aparência de doente, e eu não gosto de ver as pessoas se diminuindo tanto assim.

Adorei o romance. Vocês já devem saber que eu adoro casais e acompanhar o desenvolvimento dos sentimentos dos personagens, e esse me conquistou demais. Há um início de um triângulo amoroso, com dois personagens bem importantes, um deles com aquele jeito meio bad boy, e ambos com fama de conquistadores, mas já nesse volume ele se dissolve e o romance é concentrado em apenas um dos personagens masculinos, mas admito que a autora soube mexer com a minha cabeça (e tenho certeza que com grande parte de vocês também) antes de definir quem seria o par ideal para Alina.

Aliás, todos os personagens foram bem construídos e tiveram alguma importância na trama, uns mais, outro menos. Gostei de alguns que nos foram apresentados, mas ainda não sei o que esperar deles.

Tem uma questão política como parte do pano de fundo, mas não é passado ao leitor de uma maneira chata, apenas como um pedaço de algo muito maior, e talvez o ponto inicial para despertar algumas revoltas que acabam mudando o rumo da história. E há um jogo de bem e mal, e você acaba aprendendo que não pode confiar em ninguém, não sabe quem fala a verdade, e o que querem por trás do que dizem, mesmo depois de fechar a última página.

Confesso que esperava que a história não se desenvolvesse tanto assim. Como faz parte de uma trilogia, e até um bom pedaço a protagonista estava sendo introduzida nesse ambiente que era novo para ela, com suas novas tarefas, novas companhias e fama, eu pensei que ia ficar por isso até o final, mas me surpreendi positivamente quando a autora desenvolveu mais a história, e já vimos uma grande evolução da trama principal, e podemos até dizer que uma parte dela já teve um fechamento nesse volume mesmo.

Adorei o final e posso dizer que estou super ansiosa pelos próximos volumes. "Siege and Storm", segundo livro da trilogia, foi lançado lá fora há pouco tempo, e o terceiro e último livro, "Ruin and Rising", tem previsão só para 2014 lá nos EUA, o que nos resta é torcer para que seja no primeiro semestre e que não demore muito para ser traduzido aqui.

A autora utilizou a Rússia como inspiração. Ela se interessou por uma capa de um atlas imperial, que achou meio sem querer sobre o país, e depois de ler sabia que era dali que queria buscar ideias. Pesquisou sobre a história, a cultura e o folclore do local para construir seu cenário fictício, assim como as vestimentas. As palavras criadas pela autora também foram inspiradas na linguagem russa, algumas ela usou as originais, outras ela pegou fragmentos e acrescentou algo (letras, prefixos, etc.) para o significado que queria.

Sobre a parte gráfica, como recebi a prova da Editora Gutenberg, não posso dar todos os detalhes da parte impressa, se tem algo de diferente, como é a capa ao vivo, mas alguns detalhes acredito que não serão modificados, como um mapa do local, encontrado antes da história começar para ajudar na ambientação, uma página sobre os Grishas antes do primeiro capítulo, que me ajudou muito para não ficar perdida, e há um símbolo no começo dos capítulos, e no rodapé das páginas, junto da numeração, muito legais e que tem a ver com a trama.

Com um enredo cheio de originalidade, reviravoltas, acontecimentos de tirar o fôlego, uma mistura de fantasia, aventura, amizade, romance, e magia, que deu muito certo, uma trama envolvente, original e criativa, e personagens incríveis, é impossível não se apaixonar pela escrita e pela história de Leigh Bardugo. Então o que está esperando para começar a ler? Só um aviso: prepare-se para ser surpreendido em vários momentos!

site: Confira outras resenhas no blog: www.houseofchick.com
Kássia 11/07/2013minha estante
Parabéns pela resenha! Amei! Ansiosa pra ler *.* Mas tenho uma dúvida: qual é a idade dos protagonistas?


Beth 12/10/2013minha estante
A história é mais futurista, com pessoas com poderes e tal. Parece legal e bem interessante. Vou ver se leio e gosto também. Pela resenha posso dizer que já aprovei. Beijos.
elizabethmsalles@hotmail.com




stephanie 29/08/2015

Sombra e Ossos - Leigh Bardugo
[Resenha originalmente postada no blog Devaneios de Papel]

Já quero começar dizendo o que Sombra e Ossos tem de melhor: mitologia e worldbuilding. Dá pra perceber que a autora pesquisou e pensou bastante ao criar o universo deste livro. As descrições não são exageradas e deixam um pouco por conta da nossa imaginação a complementação do cenário. Gostei bastante do ar meio atemporal da história, que apesar de aparentar se passar em tempo antigos, poderia muito bem se passar nos dias de hoje, em um universo paralelo.

Apesar de bem construído, o universo criado por Bardugo nos confunde no começo. São muitos nomes em russo que a autora joga na nossa cara, e apesar de ter um glossário no início pra ajudar, ainda assim me esquecia sempre de quem era quem, quais poderes aquele “tipo” de Grisha tinha e quais deles eram os mais poderosos. Mas a gente acostuma até que rápido e pega o jeito.

Alina é uma protagonista neutra. Insegura, sempre se coloca pra baixo e tem umas atitudes infantis de vez em quando, mas no geral tem a cabeça no lugar e sabe pensar por si própria. A jornada que ela enfrenta é relativamente clichê, com certeza você já leu/viu aquela fórmula da garota-sem-graça-que-se-torna-a-salvadora-do-mundo, então, nada de novo até aí.

O que difere esta história de tantas outras tem nome (e é maravilhoso, rs): Darkling. Um anti-herói que a gente não sabe se odeia amar ou se ama odiar. Fiquei bem irritada com algumas de suas atitudes em relação à Alina, mas depois algumas pequenas reviravoltas me fizeram amá-lo de novo. Pelo que já li, muita coisa a respeito deste personagem ainda está por vir, e eu espero ansiosa para ler mais sobre esse lindo ♥

O romance, que raramente é algo que admiro em um livro, começou bem sem-graça, até porque Alina é apaixonada platonicamente por seu melhor amigo Maly (que é um chatinho, desculpa). Como era de se esperar, ele passou a vida toda sem reparar nela pra DO NADA se dar conta de seu amor. Gente, até quando? Por que é tão difícil pros autores mostrarem que há a possibilidade de pessoas do sexo oposto serem amigas sem nenhum interesse amoroso envolvido? O final da história em relação a esse romance é tão forçado que só revirando os olhos mesmo.

Já que to falando do que não gostei, vamos à escrita de dona Bardugo? Olha, eu sou uma escritora de gaveta, totalmente amadora e inexperiente, mas até eu sei que o uso excessivo de advérbios não é algo que favoreça nenhuma escrita. Suavemente, rapidamente, calmamente, abruptamente... Apenas pare. Não é legal e deixa a leitura truncada. E a autora também descreve algumas coisas meio desnecessárias, quando seria mais fácil mostrar ao invés de contar. Fica a dica.

Mas não se desespere. Tenho certeza que as chances são enormes de você, caro leitor, adorar Sombra e Ossos. Personagens cativantes, magia, aventura e um pouquinho de drama vão te conquistar e te deixar com gosto de quero mais. É só relevar meus pontos negativos que fica tudo certo.

site: http://www.devaneiosdepapel.com.br/2015/08/resenha-sombra-e-ossos.html
Carol Barros 14/11/2015minha estante
Gostei da sua resenha e do blog também ! Fiquei me sentindo menos deslocada haha por não ter achado o livro tão brilhante, apenas bom.


stephanie 22/03/2016minha estante
Obrigada, Carol! Bom saber, eu me senti meio chata por não ter achado o livro essa coca-cola toda rs




Pat 07/01/2014

gostei
Muito facil de ler, estória envolvente. Quero saber como continua.
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