Iniciantes

Iniciantes Raymond Carver




Resenhas - Iniciantes


7 encontrados | exibindo 1 a 7


Ginete Negro 07/07/2020

Raymond Carver como ele é (ou como deveria ser desde o início)
Contendo vários contos do início de sua carreira literária, os textos desse livro são integrais quanto ao desejo de publicação de Carver, embora todos eles tenha sofrido cortes drásticos por parte de seu editor quando de suas publicações (alguns chegaram a perder mais de 70% de seu tamanho original).

É uma leitura fluida; quase não se sente passar pelas 300 e poucas páginas. E as sensações que causam no leitor são ímpares.

Resenha em breve no blog https://umaloucadoslivros.blogspot.com/ (colaboração).
Virginia 07/07/2020minha estante
Quero ler


Virginia 13/07/2020minha estante
Esperando até agora minha resenha




Vorspier 31/12/2018

Grata surpresa
Primeiro livro do Carver que leio, e posso dizer que é um dos melhores que li em 2018. Alguns contos são densos, para deixar você pensando no que aconteceu mesmo depois de ter terminado de ler.
Esse livro traz 17 contos sem a tesourada do editor americano Gordon Lish, que havia feito uma redução de cerca de 50% nos textos originais. No final do livro, é possível ver em qual título o conto foi publicado originalmente e as diferenças entre a versão cortada e a versão originalmente pretendida pelo autor.
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jota 20/11/2018

Resumindo Raymond Carver: Iniciantes
Do Que Falamos Quando Falamos de Amor (1981) foi o primeiro volume de histórias curtas que Raymond Carver (1938-1988) publicou: são dezessete no total. Elas estão todas completas neste Iniciantes, foram restauradas conforme os originais de Carver: é bem conhecida a história do editor Gordon Lish, que fez cortes em todos os contos daquele livro. Apesar da qualidade deles, Lish não deve ter feito um trabalho tão ruim assim. Tanto que o volume fez enorme sucesso e o crítico do New York Times, Michael Wood escreveu no lançamento que "Ele (Carver) fez o que muitos dos mais talentosos escritores não conseguem fazer: inventou um país próprio." Povoado, entre outras coisas, por dramas aparentemente triviais e catástrofes silenciosas, conforme já se escreveu a respeito das histórias de Carver.

Sua nação é de pessoas comuns onde todos têm uma história para contar, onde qualquer acontecimento pode servir de tema e as pessoas discutem com muita frequência (outro livro de Carver se chama Fique Quieta, Por Favor), bebem muito e fumam muito também. O próprio Carver morreu com apenas cinquenta anos vítima de câncer no pulmão e durante muito tempo foi alcoólatra. O acaso também tem papel importante na vida dos personagens. Em Uma Coisinha Boa, no dia de seu aniversário de oito anos, o pequeno Scotty sofre um acidente; sua mãe havia encomendado um bolo numa confeitaria dias antes, o que cria uma grande confusão em seguida. E muita tristeza...

Em Cadê Todo Mundo? o narrador flagra a mãe no sofá aos beijos com um homem: tinha ido à casa dela passar algumas noites lá porque havia brigado com a esposa, Cynthia. Ele lembra que naquele tempo "(...) nem trabalhava direito, bebia e andava feito um doido. Meus filhos estavam doidos e minha mulher estava doida e estava tendo um rolo com um engenheiro aeroespacial que havia conhecido nos Alcoólicos Anônimos." No meio dessa história entram os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstong, que eram amigos íntimos de Ross, o namorado de Cynthia, que também era casado etc. Entra ainda uma cena de A Consciência de Zeno, livro de Italo Svevo, do tempo em que o narrador ainda lia, não vivia sempre bêbado, como ele mesmo afirma.

Ao incorporar histórias dentro de outras que estão sendo contadas, mas não apenas isso, os contos de Carver quase sempre fogem da narrativa tradicional com início, meio e fim, em que geralmente o autor reserva uma surpresa no parágrafo final ou na última frase, como acontece com contistas famosos. Caso de Guy de Maupassant em O Colar de Diamantes, por exemplo, ou mesmo com contistas de nosso tempo, como Gustavo Pacheco em Alguns Humanos, seu excelente livro de estreia. Carver não, então às vezes o conto não vai ou não parece ir a lugar algum porque o que importa para ele é retratar momentos da vida das pessoas, instantâneos.

Algumas histórias de Iniciantes foram adaptadas por Robert Altman para seu filme Short Cuts (que também é um livro de contos de Carver), de 1993, que no Brasil virou Short Cuts – Cenas da Vida, fotografias, fotogramas dos personagens de Carver. Assim é que três amigos topam com o corpo de uma mulher morta boiando no rio em que vão pescar. O que eles fazem, imediatamente telefonam para a polícia? Nada disso, continuam sua pescaria numa boa: é o que se lê em Tanta Água Tão Perto de Casa. Pessoas comuns também podem se tornar violentas, como em Diga às Mulheres Que A Gente Já Vai, em que dois amigos casados, enquanto suas esposas e filhos os aguardam em casa, perseguem de carro duas garotas em suas bicicletas e as coisas terminam muito mal mesmo. Em É Meu, o conto mais curto do livro, pai e mãe disputam violentamente um bebê, quem vai ficar com ele, numa briga que nem é bom pensar no seu final...

Bem, para certos leitores ler todos os contos de Carver de uma vez só pode não ser a melhor ideia: li aos poucos, no máximo dois em seguida, enquanto lia Lance Mortal, livro de contos e uma novela do mesmo nome, de William Faulkner e os ensaios de Virginia Woolf, A Arte do Romance, sempre interessantes. Você lê Uma Coisinha Boa, que te deixa bem triste, e logo em seguida vem uma história bastante violenta, Diga às Mulheres Que A Gente Já Vai, então seu dia vai ficar meio desgraçado. De todo modo, vale a pena conhecer esse autor, tido por especialistas como um dos mais talentosos autores americanos. Ou universais, uma vez que tem quem o compare ao russo Anton Tchekhov, reconhecidamente um dos maiores contistas de todos os tempos.

Lido entre 09 e 20/11/2018.
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Maria Ferreira / @impressoesdemaria 13/05/2015

A beleza está no que é comum
Iniciantes é a versão original dos contos publicados em 1981 no livro Do que estamos falando quando falamos de amor. Naquela época os contos passaram pelas mãos do editor Gordon Lish, que modificou quase todos. O que rendeu ao autor, Raymond Carver, o título de minimalista.
Nesses contos Carver expõe o dia a dia de pessoas comuns. Pessoas que não fizeram nenhum ato heróico, simplesmente vivem. E o Carver é tão certeiro que começamos a pensar que a beleza está mesmo nisso: nas simples tarefas do cotidiano.

O primeiro conto do livro é "Por que não dançam?". Aparentemente, um homem está tentando vender seus móveis e os coloca em exposição no jardim de sua casa, quando casal passa por lá e se interessam por alguns móveis.
"Uma coisinha boa" é o maior conto do livro. E também é um dos mais tristes. Nele, uma garoto é atropelado no dia do seu aniversário. A princípio ele parece bem, mas quando chegou em casa, dormiu no sofá e não mais acordou. Seus pais o levaram para o hospital e ficaram com ele. O médico tentava tranquilizá-los dizendo que o menino poderia acordar a qualquer momento, que não havia motivos para ele estar dormindo e que descartava a possibilidade de estar em coma. Passaram-se dias e o garoto não acordava. Quando começaram a aceitar que o garoto estava em coma, ele dá sinal de vida, mas algo inesperado acontece.
Em muitos contos, as coisas ficaram subentendidas, como no conto "Tanta água tão perto de casa", em que um grupo de amigos saem para pescar e encontram no rio uma garota boiando na água, morta. Quando eles retornam para suas casas e avisam as autoridades, a esposa de um deles dá a entender que seu marido pode ter alguma coisa haver com a morte da garota, mas em momento algum ele confessa, apesar de agir de forma estranha. Então fica subentendido e é o leitor que tem que tomar uma posição escolher em quem acredita.

O conto "É meu" é o mais curto do livro, e é, de certa forma, o mais chocante. Nele, um casal está se separando, o marido está arrumando a mala para ir embora e quando termina diz para a mulher que quer o bebê. Ela diz que não e então os dois começam a disputar quem vai ficar com a criança, que até então estava nos braços da mãe, puxando ela de um lado para o outro. O autor encerra o conto de uma forma muito abrupta, cabendo ao leitor, novamente, tirar suas próprias conclusões do que aconteceu, mas só nos faz pensar no pior.

Foi o meu primeiro contato com os contos do Carver e foi um belo de um primeiro contato, diga-se de passagem.

site: http://minhassimpressoes.blogspot.com.br/2015/05/iniciantes-raymond-carver.html
Thiago 13/05/2015minha estante
Maria, me tira uma dúvida, os contos contidos nesse livro, também estão na edição listrada que a cia. das letras editou, pergunto isso pois você tem ambas as edições?


Maria Ferreira / @impressoesdemaria 13/05/2015minha estante
Com prazer, Thiago.
É assim: sim os contos contidos nesse livro estão presentes na edição listrada. Mas é preciso se atentar para um detalhe: os contos do livro listrados são os que foram alterados pelo Gordon Lish, editor do Carver na época. Já os contos desse estão na versão original.


Thiago 14/05/2015minha estante
Grato, pela dúvida sanada, assim talvez eu comece pela edição listrada que é mais completa(pelo menos na quantidade de contos) e se eu gostar muito, compro a supracitada.




Wolney Fernandes 14/11/2014

Iniciantes - Do que falamos quando falamos de Raymond Carver
“Naquela manhã, ela derrama uísque Teacher’s em cima da minha barriga e lambe. De tarde, tenta se jogar pela janela.”

Mais sobre o livro no link abaixo

site: http://instantespossiveis.blogspot.com.br/2014/11/iniciantes-do-que-falamos-quando.html
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Diego 13/11/2013

Iniciantes
Os contos de Raymond Carver parecem histórias contadas por um amigo em um mesa de bar ou fragmentos do cotidiano que ficaram marcados no fundo de nossa memória. São simples e impactantes.
Sendo um livro de contos, claro que há aqueles que nos atingem mais, outros menos. Mas o estilo do escritor é sempre direto, cru. Não conheço tantos escritores assim para comparar, mas achei até meio parecido com Bukowski, afinal, sempre tem uma dose de álcool e de decadência.
Pessoalmente, destaco os contos: "Coreto", "O Lance", "Tanta água tão perto de casa" e "Mudo".
Enfim, é uma leitura que realmente vale a pena.
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Camila 25/04/2013

Muito bom, uma escrita muito simples e direta. Mas também é muito dolorido, às vezes fico angustiada demais e preciso de uns intervalos entre um conto e outro.
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